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Tortura (bem, sei lá… espero!) NUNCA MAIS!

Tortura sob Bush

New York- Não será fácil escrever esse post, já que me comove, emociona essa questão da tortura. Por seis anos da minha vida fui militante (eram 24 horas por dia, não se dormia) na Amnesty International, em Londres. Naquele Secretariado Internacional, na sede, eu convivia com todas as atrocidades, notícias, mutilações, assassinatos vindos de todas as partes do mundo. Meu trabalho era fazer contato com prisioneiros, advogados, exilados, parentes de desaparecidos nos porões, nos cárceres, etc.. Foi duro. Hoje, então, começa um longo processo de (espero) desmantelamento de uma máquina que espalhou pelo mundo uma técnica que causou tanto mal. 

Existem os terroristas. Quero que morram! Mas eles não são “o” governo.  Agem por conta própria e merecem o castigo ou o punishment apropriado! Não há nada pior do que quando um governo se rebaixa ao nível de uma organização terrorista e age como tal.

Começa o processo de denúncia contra o ex-presidente. Já nos primeiros CEM dias de Obama na presidência, uma “espécie” de revolução se torna visível. Viva!

Então, é isso: o Presidente Obama abre caminho para ações judiciais contra os torturadores: ou contra aqueles que praticavam “técnicas duras de interrogatório” do governo passado! Ah! Vamos ver quem vai surgir desse porão de sujeiras!!!

Obama disse ontem, numa coletiva em todas as redes, que apoiaria uma comissão de investigação bipartidária. Mas é óbvio que os Republicanos estão com o cu na mão! O diretor da C.I.A. escreveu que tortura levou a “informações valiosas”. Que loucura! Eu, que fui militante, por seis anos, na Amnesty International, em Londres, na década de 70, leio tudo isso meio que… de boca aberta. TORTURA NUNCA MAIS!

E NO ENTANTO… ainda se tortura e… aqui, debaixo do meu nariz. Sim, óbvio! Todos vimos as fotos de Abu Ghraib e Guantánamo e não sei quantas outras bases. Aqui perto de onde escrevo, em Riker’s Island, ou Sing Sing (prisões de New York), é comum ouvir-se que um “lock down” (prisioneiros são “recolhidos” de repente), significa que um ou dois são levados a “celas especiais” e de lá vão pra salas médicas.

(Enquanto escrevo, passa aqui no East River um enorme barco da Coast Guard… hmmm… será que serei o próximo?)

UMA declaração de amor à ROLHA!

Imaginem a vida de uma pobre rolha. Ela segura ali um belo vinho (digamos um Barolo ou um Tignanello ou um Brunello de Montalcino) por anos e anos e mais anos. Eis que de repente alguém vai – CRUELMENTE – e enfia-lhe aquele saca-rolha, pontudo, afiado, aquela coisa de metal encaracolada, penetrante, e… vupt! Como se num golpe entre o vácuo e o gozo, a rolha se foi! Semi-destruída e homeless, ela nada vale. Toda a atenção está no vinho. Sim, decantar o vinho!

E 98 por cento das rolhas vão pro lixo! Apodrecem, sofridas, amputadas, meio putas, Gregor Samsas que são, irão ao encontro de baratas e outros bichos! Sim, tiveram o privilégio de segurarem UM LITRO do mais caro e delicioso vinho por uma década. Agora estão fora da militância. Estão no lixo! TORTURA! E tortura que termina em MORTE.

Obama abriu caminho ontem para processos contra autoridades do governo Bush que criaram o marco legal para torturar suspeitos de terrorismo em interrogatórios. Nosso presidente disse que os EUA perderam “o patamar moral” com o emprego de táticas como simulação de afogamento (waterboarding) e “outros”, como sleep deprivation (material de comédia pro programa do David Letterman de ontem, que disse ter o mesmo problema, o de não conseguir dormir), que eram chamadas de “técnicas duras de interrogatório” pelo governo anterior.

O comentário de Obama foi feito um dia após reiterar, na sede da CIA – onde foi ovacionado – que os funcionários da agência envolvidos nos abusos não serão punidos por isso.  Pena! Mas em qual país algum torturador já foi punido? Me digam. Me contem. Nem a PIDE em Portugal… (bem, esqueçam Portugal porque ela não existe), mas Argentina, Chile, Espanha, etc. Alguém da Stasi foi punido? Até Werner Von Braun foi pra Nasa ao invés do cárcere!!!! Aliás, foi por causa de Von Braun que colocamos  o PÉ na Lua!!! “Quem tem os melhores nazistas? Os russos ou os americanos?” – Tom Wolfe, em “The Right Stuff”

CIA, tortura e América Latina

Phillip Agee, “Diários da CIA”: Quem ainda não leu, leia. É, no mínimo, interessante. E quem não sabe do envolvimento ou do TAMANHO DO GRAU DE ENVOLVIMENTO  entre os engenheiros da tortura (CIA) e como ensinavam aos militares sulamericanos nos anos da ditadura do Cone Sul, investiguem e se informem.

Nos DOI-CODI’s, nas Oban’s, nos DOPS, etc. houve muita criatividade, como o pau de arara, por exemplo.

Mas para mim é doloroso entrar nesse assunto, por motivos óbvios.

Ontem, Obama deixou a cargo do secretário da Justiça, Eric Holder, avaliar se os mentores dos interrogatórios com tortura devem ser processados. Holder agirá “dentro dos parâmetros de inúmeras leis e eu não pretendo prejulgar isso”, disse.
Ele declarou também que apoiaria uma investigação parlamentar bipartidária do programa de detenção de suspeitos de terrorismo da era Bush. A porta aberta ontem por Obama aparentemente contrariou a declaração de seu chefe de gabinete (equivalente no Brasil a ministro-chefe da Casa Civil), Rahm Emanuel, que dissera, no domingo, que o governo não apoia processos contra “os que planejaram a política”.
Assessores da Casa Branca depois informaram que ele tinha se referido aos superiores da C.I.A. e não às autoridades do Departamento da Justiça, autoras dos memorandos que os autorizavam.
Ontem o “New York Times” revelou que o diretor da C.I.A., Dennis Blair, escreveu um memorando a seus funcionários, também na quinta passada, no qual diz que as técnicas agora banidas forneceram “informações valiosas”. Na versão distribuída à imprensa não havia esse trecho e a agência disse que o documento passou por processo normal de edição.
A revelação deve munir as críticas de políticos republicanos e ex-funcionários, como o ex-diretor da C.I.A. Michael Hayden, que alegam que a revelação dos memorandos compromete a segurança nacional.
O ex-vice-presidente Dick Cheney (esse merda!), já havia pedido a divulgação de documentos que provariam que os órgãos de inteligência obtiveram dados importantes nos interrogatórios em que houve prática de tortura.
A revisão da política de combate ao terror de Bush representa um enorme problema para Obama.  Mas o fato é que Obama mostra uma enorme coragem em querer desmantelar essa máquina do mal, essa merdalha que levantou o lado RUIM desse país maravilhoso, mas que também teve o Macartismo e manteve uma guerra fria (parcialmente por inabilidade e arrogância de seus líderes em dar uma surra nos outros do lado de lá, que nada tinham a não ser um medíocre programa aeroespacial. Arrghhhg! O MURO, o PACTO de Varsóvia, quantas VIDAS perdidas em nome do QUÊ?  E tantos ismos e xismos! PRONTO. BASTA, entramos numa nova era!

BRAVO MR. PRESIDENT!

Gerald Thomas (autor e diretor de teatro e militante na Amnesty International em Londres na década de 70, por seis anos)

Agradeço aos mais de 600 comentários do post anterior.

 

 

Esclarecimento do leitor José Pacheco:

“Cada dia fico mais encantado por teus enviados.
Não etive nem estou cagado.
O mal eu conheço pois em Belmonte devido um caldo de sururú tanto obrei que quase me torno especializado.Foi terrivel. Bactéria brava e tinhosa.Um dia contarei em detalhes.Deste mal que fui atacado e por ter sido salvo pelo Doutor Luiz Brun daquela cidade é que tenho hoje um dos meus melhres amigos.Ele é o dono da Clinica Anacleto de Paula.Um atual Robin Hood dos tempos modernos.Cobra um a mais de quem pode e ajuda os que nada tem.E como ajuda!Com ele aprendi que uma simples visita e uma palavra de carinho a doentes hospitalizados é um bem tão grande que ajuda até na recuperação do doente.E tenho feito o que posso neste sentido.
Fique tranquila porque a caganeira não passou de um mal entendido.
Isto acontece .No frigir dos ovos lucrei ao perceber que eu existo.

E cagar todos cagamos.

Abaços.
Ou melhor.

Jose Pacheco”

 

 

(Vamp na edição)

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Sou incurável+Gaza e…

 

nenhum

New York -“Segui o Che pela cordilheira Alpina atrás de queijo suíço . Só deu buraco!” Essa frase caía bem na boca do GRANDE (Maior) ATOR, Marco Nanini, na peça “Circo de Rins e Fígados” que eu tenho rodado aqui no Blog nessa última semana.

Ela deveria representar uma espécie de besteirol e deveria compilar (e compila!) a falta de compreensão total do homem moderno em relação ao tempo em que vive. Assim somos, não é?  Quando observo essa ridícula e triste REPETICÃO em Gaza entre as mesmas “equipes” (não se trata mais de alianças: entendam meu ponto de vista: o jogo se entende como esporte,  a multidão que o assiste se mata e acaba sendo assassinada e os esportistas, os estrategistas raramente ficam feridos. Mas berram. E como!)

Vejo o vergonhoso caso Madoff: 50 bilhões de dólares e como ele (e tantos outros que ainda não conhecemos!!!!!) conseguiram ROUBAR e ROUBAR e ROUBAR por ter sido mais um mestre nesse jogo: qual a natureza desse jogo?

Esse que vejo sendo jogado no dia a dia pela mídia. Existem diferenças, claro. Mas poucas. Não pensem nem por um segundo que o iReport da CNN é um veiculo democrático ou a “Minha Notícia” desse portal ou de outros são, igualmente, democráticos: ao contrário. São formas demoníacas de fazer com que o leitor, internauta ou participante se sinta “parte do time” por um dia, dois dias ou por alguns minutos. É Andy Warhol diluído.  É o filme “Network” de Lumet sendo “pacificado” pra que a gente nao saia abrindo janelas berrando “this is bullshit and I’m not going to take it anymore!”

A Faixa de Gaza ou o West Bank que em português se chama Cisjordânia (tenho antipatia por essa palavra em português, e não me perguntem por quê): por quanto tempo? Por mais 5000 anos? Ou desde 48 e até…….2048 pra que 100 anos de sangue rimem com 100 anos de solidão, e RETIREM o Nobel de Garcia Márquez ou de Saramago….e de Harold Pinter (que aliás, apoiava Slobodan Milosovec, um tremendo carrasco e filho da puta…). Mas sou incurável  mesmo. Nao tenho jeito: Pinter está morto e mesmo assim: no vídeo que roda aqui no Blog (de aceitação do prêmio Nobel) o “silenciador” explica a formula de como “monta” uma peca sua! Ora! Que piada. Pior que isso! Diz que dá nome ou letras aos seus personagens: A, B, C ou D. EXATAMENTE, ESCARRADAMENTE, cópia total de Beckett.

Sua devoção ao mestre Sam era tal que, já com câncer terminal – quase sem poder falar – em 2006, ele entra no palco como ator e faz um espetáculo de Beckett , “Krapp’s Last Tape”. Pra quê? Pra colocar sua estúpida fragilidade Slobodomiana à vista? Sei!

Invasão, guerras, Hamas, Hessbolah, Al Qaeda, terrorismo, Exércitos e armas…..desde que existimos aqui….desde que olhamos pro outro ou pra outra, ou o pé do outro da outra ou pro outra do outro, a guerra esta declarada:

 “A agressividade não foi criada pela propriedade. Reinou quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade ainda era muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre as pessoas. Se eliminamos os direitos pessoais sobre a riqueza material, ainda permanecem, no campo das relações sexuais, prerrogativas fadadas a se tornarem a fonte da mais intensa antipatia e da mais violenta hostilidade entre homens que, sob outros aspectos, se encontram em pé de igualdade”.

Seria isso uma citação de Freud? Parece que sim. Copiei dos comentários enviados ao Blog.

E tem mais: “O sentimento de culpa seria o mal-estar da cultura, o preço de vivermos em sociedade, reprimindo a sexualidade e a agressividade. Sob esta ótica, o mal-estar é estrutural, próprio dos processos de organização do psiquismo do homem, do fato de ele existir, de ser, pois ele só pode ser e existir como homem dentro da civilização. A existência humana é problematizada por não mais ser natural. Em relação a ela, as leis da natureza são substituidas pelas leis da cultura. Por esta razão, se – por um lado – a civilização em si, provoca um mal-estar, por outro lado, sem civilização não haveria humanidade, seríamos apenas outros primatas regidos pela natureza. A primeira e maior lei cultural, aquela que nos separa definitivamente dos outros animais, é o tabu do incesto, a regulamentação das relações sexuais, com a consequente organização das relações de parentesco, presentes em qualquer sociedade humana, mesmo naquelas ditas primitivas.” Obrigado, Nina, por ter enviado o Freud. Amo quando me enviam Freud. “Freude” em alemão é felicidade. Um mero “e” faz a diferença!

Mas e a tristeza? E a Tristeza do Mundo, hein, Ekram? “Israelenses e Palestinos sabem disso e até poderiam chegar a um termo se não houvesse tantos “bem intencionados” aliados em ambos os lados. Os EUA, por exemplo, estão apoiando esse ataque massivo dos F-16 sobre Gaza. A Rússia e a França condenaram e jogaram a responsa para a ONU, que todos sabem que não significa nada. A ONU é o espantalho no milharal.” Pois é. Sou incurável mesmo e acho que a merda da ONU só serve mesmo pra congestionar o trânsito aqui na primeira avenida. Mas, Sandra, por exemplo, responde…”Quanto a comparar fanatismo religioso com narcotráfico, depende. Se alguém quiser jejuar durante um dia inteiro ajoelhado no milho, tudo bem. Mas terrorismo? Pior: funciona? Veja o que funcionou, e quem fez diferença: Martin Luther King, Ghandi,… O Hamas não fala em nome dos mulçumanos, assim como o narcotráfico não fala em nome dos morros. Você daria a guarda de seus filhos a alguém que convence crianças a amarrar explosivos no corpo? Acha que eles vão parar se Israel não responder aos ataques? Foi o que aconteceu com todas as outras organizações terroristas? Quando pararam de brigar com Israel, brigaram entre si, e tornaram um inferno a vida das pessoas que diziam proteger.
 Nina, uma criança que mata um bicho não necessariamente o fará depois de adulto, mas, se o fizer, se, para ela, a crueldade continuar sendo uma coisa normal, ela deve deixar o convívio da sociedade. Não somos obrigados a sofrer nas mãos de pessoas assim.”

Ótimo. Todos os argumentos são ótimos. Justamente por isso, homens, mulheres e crianças brigam, lutam e se matam: o esporte que nao cessa nunca: OLIMPÍADA. A Tocha que não se apaga! Lindo nao é?

Não vamos fazer o jogo aqui dessa hipocrisia! “ai que horror! Ai que  coisa triste! E tal” Sabemos exatamente o ser VIOLENTO que temos dentro de nós. Como? Não ouvi direito! Você não entendeu essa última frase? Então seja mais um tolo e pegue toda a sua fortuna e entre no coro dos imbecis e berre: “que horror! Que coisa de louco (silêncio –pausa de 5 segundos , coisa de Harold Pinter)…..e jogue seu dinheiro ou sua arma predileta nos patifes como Bernard Maddof.

 

E FELIZ ANO VELHO como já disse um amigo meu, que hoje está…

Gerald Thomas

 

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TERRORISMO ESCOLHIDO A DEDO E OS DEZ MANDAMENTOS, COM GEORGE CARLIN

TERRORISMO ESCOLHIDO A DEDO

Por que digo isso? Caiu aqui na data de Thanksgiving. A maior parte de nossos “serviços” como telefonia, servidor de internet e coisas assim são feitas via Índia, via Mumbai: “Hello, my name is Paul and how can I help you today?”, uma voz carregada com sotaque indiano me atende todas as vezes que tenho problemas com a Verizon DSL ou com a Time Warner Cable ou com qualquer outra questão  resolvível por telefone. Não, o nome dele não é “Paul”, coisíssima nenhuma! Deve ser “Sanjay”, e é justamente aí que começam os problemas.

O ataque horrendo aos hotéis e ao Centro Judaico e aos restaurantes de Mumbai não são os primeiros na Índia. Ano passado e em 2006 foram estações de trem e trens em movimento. Isso sem contar com a guerra contra o Paquistão, a libertação de Kashmir, um sectário contra o outro, a luta contra os colonizadores (os ingleses) e a incrível batalha para estabelecer uma identidade própria e um parlamento.

Mas ataques com essa precisão e com essa formalidade, digo, com esse tipo de alvo: QUEREMOS PESSOAS DE NACIONALIDADE AMERICANA OU INGLESA…

Bem, a Índia, assim como tantos países europeus, tem um número enorme de muçulmanos. Claro que os governos não acham uma forma clara de diálogo com eles, mas…

Mas… quem é que disse realmente que  se trata de uma facção chamada “Deccan of Mujad Adeen”? Por que as agências de notícias nos dão essa informação?

Posso estar aqui dando um tiro no próprio pé, mas posso também “aventurar” um palpite:

Justamente alguns dias depois da FALÊNCIA prematura das 3 grandes fábricas da indústria automobilística em Detroit, acho que bateu fundo no coração americano a questão do OUTSOURCING.

Sim, Mumbai , e não a China, é o centro da concorrência do Outsourcing. Na Índia a segurança é fraca (na China não se entra. No país, militarizado e comunista, ninguém entra: pena de morte!)

Sim, Mumbai. Falar…. com quem falar?

Dia de Thanksgiving. Milhares de americanos desempregados e indo comer seu thanksgiving dinner em soup kitchens. O que é isso? Uma coisa linda, linda e triste. Mas tem que se viver aqui pra saber o que é.

A Índia e o Paquistão são potências NUCLEARES: estão a TRÊS minutos (eu disse TRÊS MINUTOS) de distância de apertar um botão que destruiria Nova Dehli ou Calcutta ou Puhna ou Islamabad ou…

Tudo por causa de Kashmir? Óbvio que não! Tudo por causa de um possível interesse num Afeganistão caindo aos pedaços porque a política de Bush não deu certo (a tática de derrubar o Taliban está se provando um total fracasso: forças divididas entre o Iraque, onde não deveríamos estar em primeiro lugar!).

De volta aos ataques!

Resolver o quê? Como?

O Paquistão é uma questão irresolvível. Mataram o Bhutto, o Zia era um cafajeste. Pula um, dois, o Musharaff era gillete e agora, o marido da Benazir (que todos nós tentamos amar) está lá sentado, depois de assaltar os cofres públicos e possuir as mansões/castelos mais fantásticos da Grã-Bretanha que existem. Não é lindo? E o “IRA” foi matar/explodir o Lord Mountbatten na década de 70, um dos que entediam do asssunto. Se não me engano, o homem nasceu em uma das ex-colônias. Sim, nasceu na Índia.

O PREÇO.

Esse é o preço do capitalismo? Esse é o preço que se paga?

E quem disse que os ataques param aqui?

Não, acho que não param. Esse é o preço que pagamos pelo tal “expansionismo”. Esse foi o 11 de Setembro, ou o Julho, em Londres, em 2005. A Espanha paga essse preço até hoje por uma (des)união por causa de Franco. Seja o ETA, seja a cabeça dura de alguns bascos separatistas.

Deixe os espanhóis e a Guernica pra lá!

 

A crise em Mumbai – terceiro dia.

– 143 mortos. E, pra quê? Para que os investidores americanos tenham MEDO de ir para lá? E os INGLESES e ALEMÃES também? Óbvio.

Foi um espetáculo horrendo escolhido a dedo para ser “tocado” na tv enquanto a classe média americana, horrorizada, dava seu Thanks e devorava seu peru recheado de coisicas. Era um espetáculo feito para ser televisionado e para que nós pensássemos!

Assim como aquilo que me traumatiza até hoje porque eu estava aqui, vendo da minha janela, os ataques que derrubaram as torres gêmeas – mas algo de estranho ainda me aflige a respeito! Inexplicável… estranho… 11 de setembro de 2001 até hoje não… Deixa pra lá!

Cinco reféns ainda estão nas mãos de não se sabe quem. E o impacto? Sei… o impacto! Talvez seja bom para a Bolsa de Valores de NY na Segunda-feira. Guerra é good business. Que horror! Terror é good business. Que horror! Pelo menos para mostrar, talvez, quem sabe, que, nesse dia de ontem, um velho e falido George W. Bush  estava em seu rancho, como sempre está… telefonando para as tropas no Iraque… e para mostrar como ainda ESTAMOS SEGUROS AQUI EM CASA!

Mais explosões chacoalharam o “Nariman House”, lar dos Judeus  Orthodoxos, parte do  Chabad Lubavitch, onde o Exército Indiano passou parte do dia lutando e matando os terroristas. Deverão matá-los todos. No final deverão dizer que são “estrangeiros” ligados a uma “nova facção disso ou daquilo”. Quem somos nós para duvidar? Quem somos nós para acreditar?

COMO SEGURANÇA CUSTA CARO!!!!

Só nos damos conta disso quando vemos o mundo em chamas ou quando descobrimos ou abrimos as portas de campos onde reina um Arbeit Mach Frei e o povo que se diz ignorante de tudo isso, abre a boca e, diante do horror e do terror, diz que não sabia o que estava acontecendo.

Agora sabemos. E sabemos em tempo real. Mas a conspiração continua tão bem escondida que pouca diferença faz quem são os jogadores/perdedores/ganhadores, uma vez que a questão do TEMPO nos mostra que, historicamente… historicamente essa coisa de atacar e lucrar e querer lucrar com a morte dos outros não é somente um crime, mas uma enorme ILUSÂO. Melhor ainda, um PESADELO. Um pesadelo entre entidades corporativas que se chama… (odeio isso) Movimentos Obsessivos e Redundantes entre Políticos, Deuses, Causas e EMPREGOS. Não há sigla para isso. Não há teatro e não há arte que acompanhe tamanha desgraça. Até o berro silencioso de Munch está aos gritos e eu aos prantos.

Gerald Thomas.

(Vamp na edição)

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