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Humor: Obama-um negro na Casa Branca e o cartum do New Yorker – Lula e sua falta de humor – o líder dos oprimidos movido a hamburger, sentado, pequeno há anos no Plan-Alto

Existe vida fora do Brasil, acreditem patriotas brasileiros e fanáticos por escândalos. Acreditem.

Sim, aí fora existe uma coisa enorme chamada de MUNDO. Sei que ofendo muita gente dizendo isso. Sei que na língua portuguesa, ou melhor, na brasileira, tudo que está “dentro do Brasil”, está “aqui”, e o resto esta “lá fora”. Estranho isso de se referir como algo vindo a “lá de fora”. Sensação de que no Brasil se vive numa imensa prisão. Talvez, justamente por isso essa questão de impunidade REInante nesse país, com a elite sempre solta, gozando dos pobres, sacaneando o sistema, latindo em sânscrito ou aramaico, ou algo além do STF, numa linguagem críptica que eles e somente eles e o STF podem entender. Nem o tadinho do pobre o oprimido do eleito Lula entende. Aliás, o cara não entende porra nenhuma mesmo. Outro dia ele disse que no Vietnam os americanos eram bem alimentados por “hamburgueres”. Bem, tem um filme que ele não deve ter visto –”Supersize me”- onde o cara se filma comendo somente hamburger durante um mês:

Resultado: fica impotente, a pele fica podre, começa a ter cirrose, tem todo o tipo de crise (até mental).

Lula, meu querido; a típica dieta americana, seu invejoso: STEAK de primeira ordem, do Texas, baked potato, feijão doce (baked beans) ou ervilhas com cenoura, um pedaço enorme de abóbora (PUMPKIN) e o milho mais DOCE do mundo, SWEET Corn!

Ah sim, presidente, quando abrir a boca, lembre que, há 30 anos exatamente, o Senhor demitiu, num pacto que fez com Helmut Schmit, premier da BRD, Alemanha, 3 mil metalúrgicos de uma só vez! Isso durante a ditadura! Sabe o que dizem? Não, não posso publicar! A Censura Xenofóbica brasileira quase levou esse governo a expulsar Larry Rohther, correspondente do New York Times no Brasil, por dizer uma verdade sobre o alcoolismo do presidente. Quarenta dias apos a notícia, foi o proprio Lula que confessou que “tinha probremas” com a bebida. Esse país aqui “dentro” se basta, né?

Bem, sobre o cartoon publicado na capa do New Yorker semana passada, onde Obama estava vestido de islâmico extremista e tal: bem, é o seguinte: Botou a cara pra bater, negro, branco, ou amarelo, ou verde e amarelo: o homem esta concorrendo a Presidência dos Estados Unidos.

Será o primeiro Negro na Casa Branca se nosso deus divino e supremo deixar! Foi uma tentiva da revista do ex Mr Shawn, pai de Wally, de tentar ridicularizar os conservadores mas a repercussão chegou a um ponto de não retorno. Escreveu a colunista Maureen Dowd do New York Times:

“Quando eu entrevistei o comediante Jon Stewart e o Stephen Collbert para a revista Rolling Stone há dois anos, eu me pegava questionando o que Barack Obama significaria para eles”.

“Obama seria um pouco mais difícil pra satirizar que os caras de hoje”, eu disse.

Stewart – “Você ta brincando?” Colbert, logo em seguida disse: “ O pai dele era um pastor de bodes!”

A Colunista ainda nota que, no seu livro de memórias, Obama diz que já fumou maconha, bebeu e até cheirou! A gíria pra cheirar um pouquinho é “a little blow” (“blowing in the wind” – Bob Dylan, se quiserem) (assim como STONE, vem de “being stoned”, de fumar maconha, que vem também de uma letra de Dylan, e deu o nome à banda de Jagger e à revista a qual Maureen Dowd se refere, a Rolling Stone: que fique claro mais uma vez, cambada de maconheiros: eu ODEIO maconha.

A Contracultura foi um movimento forte nos Estados Unidos. Assim são as liberdades civis. Elas não vem “de fora”. Dr Martin Luther King Jr, Malcom X, Robert Kennedy e muita gente morreu pra que hoje tenhamos a livre expressão, aquela que chamamos de FIRST Ammendment.

Notando na entrada da cidade de São Paulo, O rio Tietê é simplesmente o rio mais LIMPO DO MUNDO. Afinal, onde já se viu tanta espuma boiando num único rio ou riacho urbano? No Thames em Londres? No East ou Hudson de NY? No Rhein ou no Tevere? Claro que não! O Brasil é o melhor país do mundo. Aqui não se precisa lutar por liberdades civis porque nunca houve restrição à elas, não é mesmo? Quanto ao rio Tietê, aquela espuma toda me leva a pensar que ele, o rio, toma banho todos os dias, com sabão, shampoo, condicionador, etc.

Esse sim é um país que se basta. Tem um presidente que não precisa de críticas e nem sabe o que e uma auto crítica (deve achar que se trata de uma revista de auto-mecânica). Aqui ainda é o pais do futuro, do pretérito, onde as coisas básicas (como abrir a torneira e poder beber água, por exemplo) são coisas d’outro mundo.

Quanto a Obama e os cartoons. E o mundo “lá fora”, ah, que besteira Gerald Thomas. Se toca cara! Pega essa merda de teatro, que tu faz pra inglês ver, e dá o fora daqui. O Brasil não precisa de você

E vindo “lá de fora”, no ÚLTIMO SEGUNDO: um terremoto na Califórnia (via quente, em português, claro) acaba de destruir uma das mansões do GOVERNADOR austríaco, e modelo nu de Robert Mapplethorpe, astro de action movies como TRUE LIES, Arnold Schwarzenegger! Viva com uma bomba dessas!!!!

Gerald Thomas (ou algum outro se banhando no Tietê), cai fora seu viado!

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Final da BlogNovela – Triste fim Político e romântico como em Casablanca: DantasAir: Divina Comédia

BlogNovela – parte 10 TRAGÉDIA!

Alguém entra no quarto. O autor não presta atenção, mas a porta abre lentamente. Uma sombra de figura aparece e pára na Franca Rame da porta. O que foi que eu disse? Franca Rame? Moldura, óbvio. Que bobagem. Moldura da porta. A porta não passa de uma pintura híper realista.

Nesse momento acontece algo inédito. Não, inédito não. Autor e narrador se confundem, ou melhor se fundem e viram uma só pessoa. Assim como no parágrafo acima, o narrador se “entrega” e diz “O que foi que EU disse?”

Pronto. A BlogNovela chega a um ponto crucial. Narrador e personagem jamais podem ser vistos juntos assim como Clarke Kent e Superman ou Lula e o autista, digo, artista da esquina. Assim, ao abrir da porta, o autor se dá conta de que, além do enorme clarão de luz, um ser muitíssimo estranho estava lá de pé. Digo estranho e de pé. Plantado lá, e ainda assim, e de pé. O autor no chão, como numa câmara de tortura, dias sem luz e água, num chão de cimento, incomunicado e incomunicável no pior estilo Guantanamo, e já sendo procurado pelos seus blogueiros e pela Amnesty International, Human Rights Watch e Red Cross International, a figura de pé finalmente diz alguma coisa.

F – Era que…

Autor – Como?

F – Era que….

Autor – Desculpa, mas…..está escuro, molhado, digo….úmido, digo, húmido, quente, essa fumaça e eu não esperava…

F – Eu queria te dizer que vim aqui assinar…

Autor – Assassinar?

F- Assinar. Papel. Soltura. Habeas Corpus. Estou aqui para…

Autor – Vem, deita aqui do meu lado. Tô carente, nu, molhado….vem.

F- Sou Juiz dos Céus!. Pára com isso! Os papéis estão aqui (faz sinal de comando pros guardas)

O autor é carregado pra fora da cela. Dão um rápido banho nele. Devolvem-lhe o terno, gravatas de Sobel, e ainda ganha um sapato da Prada.

Autor – Foi a Franca Rame? Foi O Dario Fo?

F- Não, foi o Supremo. Foi o Reino Supremo de Deus. Aqui não queremos prender ninguém. Você é poderoso. Têm as costas e os membros duros e quentes. Sabe muita coisa. Sabe quem é Franca Rame e Dario Fo, Pirandello e outros italianos que escrevem ou escreviam. Pronto, aqui estão os teus papéis querido: pega o primeiro avião. Estás solto. Não tem mais problema. Ninguém mais te põe a mão.

Autor – Mas e essa investigação, esse sofrimento, há quatro anos? Eu morria de medo, entende? Por isso me meti na tal. Não, Natal não, na tal da BlogNovela…pra tentar desaparecer..

F – Não se preocupe. Aqui é assim. Preferimos Hamlet ou melhor, Fortimbras, o braço forte de Shakespeare, seu contraregra, seu ítalo/brasileiro, BRAS, isso lá em 1500 e caquerada…e o resto é silencio! Se, por acaso alguém te ameaçar de novo, tem problema não (tosse!)

Autor – Saúde!

F- Sei lá, preciso cuidar da saúde. Mantive uma curiosa relação com um transex….Esquece. Demos um jeito naquilo, naquela também. Introduzi os bombons de licor!

Autor – Aquela traveca com o bafômetro foi o Senhor?

F – Temos as nossas Listerines, não é?. Vá. Vá pra casa e defenda os seus opportunities meu filho.

Autor e F se despedem. Assim, como no pior estilo de um filme pulp, o autor atravessa uma longa pista de aerporto coberta de fog. Ainda olha pra trás pra ver se Ingrid Bergman o está seguindo para chamá-lo de volta. Mas percebe que a cena está invertida. O jatinho hoje é moderno e não estão em Casablanca. O triste tema “A Dream is just is just a dream” não lhe sai da cabeça enquanto pensa “eu sou livre” e “He’s looking at you kid”. Mas livre do quê? E todos os meus amigos? Todos aqueles amigos do Blog com quem eu queria montar M.O.R.T.E. versão 3?

Ainda do alto da escada no jatinho, o autor acena para o juiz e percebe que terá o restos de seus dias SOZINHO, mesmo que em liberdade.

O avião decola. Algumas pessoas assistem e notam um logo estranho, novo na cauda do avião: “DantasAir/ Devine Comedy”

Minutos apos a decolagem, ouve-se uma enorme explosão. FLASH and CRASH!!!!

No rádio e na TV os rumores são de que o autor, finalmente, conseguiu montar seu M.O.R.T.E. finalmente na mais santa impunidade e seguindo a regra sagrada do país que ama, onde roubar ainda é uma arte sagrada quando se faz parte de uma elite intocável.

Ensaio de FIM

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Satyagraha, com "y" em sânscrito, não quer dizer impunidade, ou quer?

Bem, li os periódicos brasileiros, alguns blogs e cheguei a mesma conclusão de sempre. No Brasil, o crime compensa. No Brasil de hoje, então, nem se fale! O crime virou uma espécie de “mérito”, um troféu de honra. Óbvio que dentro de certas cúpulas, aquela que chamamos de impune.

O Blog do Reinaldo esta ótimo. Nesse sentido, torna-se o único, brilhante e engraçado ao mesmo tempo.

Bem, Dantas, Pitta e o megainvestidor (me perdoem se não sei todos os nomes) (mas e que, através dos anos, já foram tantos os nomes, tantos os escândalos e tantas as prisões de mentirinha e, por conseguinte, os habeas corpus e a…..) que prefiro guardar espaço e neurônios pra coisas mais interessantes.

Pelo menos me resta um mistério a ser desvendado: o “nome” da operação: Satyagraha (no Brasil mataram o Y, então virou Satiagraha): Vem do movimento de não violência na Índia contra a lei Britânica que imperava lá, no início do século XX. O líder desse movimento, como todos sabem, e cuja palavra de ordem era Satyagraha, e que Philip Glass tornou famosa, foi Mahatma Ghandi. Seu objetivo era a Independência da Índia. Essa idéia, digo, a idéia de um movimento pacifista e tal, já vinha de séculos, mas sua síntese pode ser encontrada nos escritos de Leo Tolstoy. A idéia do pacifismo de Satyagraha também encantou a Dr. Martin Luther King jr em sua luta pelos direitos Civis Norte Americanos.

Resultado: tanto Ghandi e Dr. King foram ASSASSINADOS pelas suas convicções pacifistas!

E nesse caso bem oportuno do Opportunity, e tal?

Ken Lay, da Enron morreu – fulminantemente, aos 64 anos — aos ser investigado. Martha Stewart, uma das maiores celebridades da TV aqui, serviu 6 meses de cana por ter sido condenada por “insider trading” pelo caso InClone ou ImClone, sei lá. Aquela Leona Hemsley, trilhardalha, da família Hemsley que vem a ser dona de grande parte de NY, passou anos na cadeia (já velha) por não pagar impostos!

Não, nada e ninguém é perfeito! Quem sou eu pra defender algum país em detrimento do outro? Ontem mesmo, voltando da Europa e entrando no aeroporto JFK me deparei com o MUNDO entrando lá, desde nômades, tribos de não sei-o-quê, turbantes, véus, filas de indianos que não falavam com paquistaneses, israelenseses (judeus ashkenazis que não falavam com safaradins que não falavam com os Lubavich que não falavam com os Hssidicos – e esses últimos que não falavam uma só palavra! Árabes que não falavam com o resto dos árabes, aviões carregados de latinos que não se entendiam entre si, europeus que tentavam se comunicar em polonês (acreditem, o polonês vai vingar e o inglês vai desaparecer: é somente uma questão de anos!) Um zoológico!! Mas um zoológico divertido. Mas no fim do fim do fim, uma Babel que se entende! Graha! Graha, Chrishna Chrishna Hare Hare! Óh céus!

Saí do assunto. Sou assim mesmo. Enfim, não entendi a escolha do NOME que a Agência Brasileira de Inteligência ou a Policia Federal deram a essa operação plástica! Por que Satyagraha? O que tem de movimento pacifista, ou de não resistência, aqui?

Não seria mais o caso de chamá-la de seu nome avesso, antônimo: DURAGRAHA?

Sim, Duragraha, ou Dura”grana”, ou “Dantas”graha, ou Pittagraha. Ou melhor, Lulagraha. Pronto, ai fica tudo em sânscrito mesmo e “nada prova nada” e o povo brasileiro que não está nem aí mesmo, aplaude a mediocridade, e o “jeitinho brasileiro” de ser, o da própina, o da eterna roubalheira. Parabéns! Parabéns mais uma vez. É absolutamente broxante quando se vê um povo derrotado, dia após dia pelos mandantes e por um pequeno grupo e nada faz. O povo sim é verdadeiro Satiagraha, com “i” e tudo. Mas não pacifista e sim anestesiado, apático e atônito perante tanta merda!

Gerald Thomas

Comentario do Vampiro de Curitiba

Gerald, se me permite: O nome da Operação Satyagraha, não tem tanto a ver com o pacifismo de Ghandi, mas mais com a idéia de “força da verdade” que ele usava. A paz seria vencedora, segundo Ghandi, se estivesse ao lado da verdade. Creio que foi essa a conotação que a PF quis ressaltar. Aliás, de paz não teve nada essa operação. Foi cana investigando cana. Guerra braba! E, tudo para quê? Pro Dantas ficar algumas horas preso. Pra nada! Quatro anos de investigação pra isso??? Dessa vez não concordo de imediato com o Reinaldo. Eu entendo a posição dele, mas o ministro Gilmar Mendes soltar o Dantas sabendo que ele oferecera um milhão de dólares para o delegado “aliviar” a situação foi demais. Esse pessoal não conhece limites. Quem oferece um milhão de dólares para um delegado da PF não pode ficar solto até, ao menos, o final das investigações. Isso é cuspir na PF! É jogar 4 anos de luta de policiais no lixo!

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