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Zé Celso em New York

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Zé Celso

Ah, vai ser uma delícia recebê-lo. Há anos não nos vemos! Escrevo, emocionado e orgulhoso, de Zé Celso e de sua companhia maravilhosa de atores “reais”, nobres, engraçados, farsescos, berrantes, bacantes, na boca do lixo, na boca de cena do teatro aberto ao berro do mundo, ao grito para o mundo: esse mundo que não pára nunca de estar no caos. 

Então, eu pego os dois no aeroporto, o Zé e o Marcelo, e os trago aqui em casa para começar uma longuíssima conversa que terá prosseguimento com o testemunho do público no Theater Lab (informações aí em baixo). Zé é o grande artista do teatro, de todos os teatros, de todas as formas de teatro, dos “Sertões” até Schiller, e faz um Hamlet que eu chamei de “O maior Espetáculo da Terra”. E era mesmo. Raramente fiquei tão emocionado em teatro. EVER!!!!  

A premissa do Zé em teatro não precisa ser explicada. Como o pessoal aqui vai receber o DVD das “Bacantes”, não sei.  São entendimentos e compreensões distantes, já que a carnavalização e a antropofagia não fazem parte (culturalmente) do cotidiano cultural americano. Mas Nova York não é a América, propriamente. A Antropofagia aqui se dá em outro nível: é política. É a fagia mesmo, a do ataque bélico. Não a do ‘happening’, que Oswald de Andrade gozoso misturou na semana de 22, e nem aquela que Julian Beck despiu como se fosse o “Nu Descendo a Escada”, de Duchamp. 

Com Zé Celso quero poder enxergar o fantasma, os fantasmas ideológicos que existem em mim. Ou melhor, quero poder enxergar os denominadores comuns que nos unem. Por que falei em fantasma? Porque o pai assassinado de Hamlet era um fantasma e Zé Celso é o pai do teatro brasileiro ainda VIVO e muito vivo, o que talvez nos torne um tanto quanto… Mortos. Na verdade estamos todos imobilizados em nossas ações, como o príncipe dinamarquês. E acho que no “Q&A” (perguntas e respostas), depois da exibição do vídeo, vai rolar muito sobre quem somos, o quanto valemos além das palavras, palavras, palavras.

 

Welcome to New York, Zé Celso!

 

 

Gerald Thomas 

 

       THEATERLAB    137 West   Fourteenth   Street  – New York 

presents

The North American premiere screening of


AS BACANTES 2009

 

Zé Celso

 

     As Bacantes 2009 is a lyrcial Brazilian

 re-creation of Eurípedes’

tragi-comedy-orgy The Bacchae as told

in the context of Carneval, first staged

by Ze Celso in 1996.

April 2, 2009 beginning at 5 PM

(3 hrs 35 min w/ intermission)

with English Subtitles

FREE Admission

 

followed by a Q&A with Brazilian theater legend

Ze Celso (José Celso Martinez Corrêa)

in his first US appearance

 

Hosted by playwright & director Gerald Thomas

 

Reservations Recommended – 212-929-2545

 

 

Na edição: O Vampiro de Curitiba

Colaboração de Patrick Grant

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Philip Glass on Gerald Thomas

Philip GLASS on Gerald THOMAS from Patrick Grant on Vimeo.

 

Composer Philip Glass speaks about playwright, director and long time collaborator Gerald Thomas and his Dry Opera Co. Interview conducted January 2009 by Patrick Grant in New York City.

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Gerald Thomas

 

 

Nascido em 1954, Gerald Thomas passou a vida entre a Inglaterra, o Brasil, a Alemanha e os Estados Unidos, formando-se como professor de filosofia e começando a vida teatral no La MaMa Experimental Theater. Lá, Thomas adaptou e dirigiu 19 estréias mundiais de peças dramáticas e em prosa de Samuel Beckett. No início dos anos 80, Thomas começou a trabalhar com Beckett em Paris, adaptando novas ficções do autor. Destas, as mais notórias foram “All Strange Away” e “That Time”, estreladas pelo legendário fundador do Living Theater, Julian Beck, em seu único trabalho como ator teatral fora de sua companhia.

Em meados dos anos 80, Thomas envolveu-se com o autor alemão Heiner Müller, dirigindo suas obras nos Estados Unidos e no Brasil, e começou uma duradoura parceria com o compositor americano Philip Glass.
 

Philip Glass

 

 

Philip Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937), compositor americano que está entre os compositores mais influentes do final do século XX. Sua música é normalmente chamada de minimalista, (embora não aprecie esta expressão) caracterizada pela repetição de elementos musicais mínimos. Seu trabalho é influenciado pela música oriental, pelo serialismo e pelo aleatorismo.
Glass é  um compositor muito prolífico tendo produzido inúmeros trabalhos entre óperas, sinfonias, concertos, trilhas sonoras para filmes e outros trabalhos em colaboração com outros músicos. Tem dois filhos e atualmente possui residência no estado de Nova Iorque nos Estados Unidos e na província da Nova Escócia no Canadá. É defensor da causa tibetiana.

 

(Vamp na edição)

 

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