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Sou incurável+Gaza e…

 

nenhum

New York -“Segui o Che pela cordilheira Alpina atrás de queijo suíço . Só deu buraco!” Essa frase caía bem na boca do GRANDE (Maior) ATOR, Marco Nanini, na peça “Circo de Rins e Fígados” que eu tenho rodado aqui no Blog nessa última semana.

Ela deveria representar uma espécie de besteirol e deveria compilar (e compila!) a falta de compreensão total do homem moderno em relação ao tempo em que vive. Assim somos, não é?  Quando observo essa ridícula e triste REPETICÃO em Gaza entre as mesmas “equipes” (não se trata mais de alianças: entendam meu ponto de vista: o jogo se entende como esporte,  a multidão que o assiste se mata e acaba sendo assassinada e os esportistas, os estrategistas raramente ficam feridos. Mas berram. E como!)

Vejo o vergonhoso caso Madoff: 50 bilhões de dólares e como ele (e tantos outros que ainda não conhecemos!!!!!) conseguiram ROUBAR e ROUBAR e ROUBAR por ter sido mais um mestre nesse jogo: qual a natureza desse jogo?

Esse que vejo sendo jogado no dia a dia pela mídia. Existem diferenças, claro. Mas poucas. Não pensem nem por um segundo que o iReport da CNN é um veiculo democrático ou a “Minha Notícia” desse portal ou de outros são, igualmente, democráticos: ao contrário. São formas demoníacas de fazer com que o leitor, internauta ou participante se sinta “parte do time” por um dia, dois dias ou por alguns minutos. É Andy Warhol diluído.  É o filme “Network” de Lumet sendo “pacificado” pra que a gente nao saia abrindo janelas berrando “this is bullshit and I’m not going to take it anymore!”

A Faixa de Gaza ou o West Bank que em português se chama Cisjordânia (tenho antipatia por essa palavra em português, e não me perguntem por quê): por quanto tempo? Por mais 5000 anos? Ou desde 48 e até…….2048 pra que 100 anos de sangue rimem com 100 anos de solidão, e RETIREM o Nobel de Garcia Márquez ou de Saramago….e de Harold Pinter (que aliás, apoiava Slobodan Milosovec, um tremendo carrasco e filho da puta…). Mas sou incurável  mesmo. Nao tenho jeito: Pinter está morto e mesmo assim: no vídeo que roda aqui no Blog (de aceitação do prêmio Nobel) o “silenciador” explica a formula de como “monta” uma peca sua! Ora! Que piada. Pior que isso! Diz que dá nome ou letras aos seus personagens: A, B, C ou D. EXATAMENTE, ESCARRADAMENTE, cópia total de Beckett.

Sua devoção ao mestre Sam era tal que, já com câncer terminal – quase sem poder falar – em 2006, ele entra no palco como ator e faz um espetáculo de Beckett , “Krapp’s Last Tape”. Pra quê? Pra colocar sua estúpida fragilidade Slobodomiana à vista? Sei!

Invasão, guerras, Hamas, Hessbolah, Al Qaeda, terrorismo, Exércitos e armas…..desde que existimos aqui….desde que olhamos pro outro ou pra outra, ou o pé do outro da outra ou pro outra do outro, a guerra esta declarada:

 “A agressividade não foi criada pela propriedade. Reinou quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade ainda era muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre as pessoas. Se eliminamos os direitos pessoais sobre a riqueza material, ainda permanecem, no campo das relações sexuais, prerrogativas fadadas a se tornarem a fonte da mais intensa antipatia e da mais violenta hostilidade entre homens que, sob outros aspectos, se encontram em pé de igualdade”.

Seria isso uma citação de Freud? Parece que sim. Copiei dos comentários enviados ao Blog.

E tem mais: “O sentimento de culpa seria o mal-estar da cultura, o preço de vivermos em sociedade, reprimindo a sexualidade e a agressividade. Sob esta ótica, o mal-estar é estrutural, próprio dos processos de organização do psiquismo do homem, do fato de ele existir, de ser, pois ele só pode ser e existir como homem dentro da civilização. A existência humana é problematizada por não mais ser natural. Em relação a ela, as leis da natureza são substituidas pelas leis da cultura. Por esta razão, se – por um lado – a civilização em si, provoca um mal-estar, por outro lado, sem civilização não haveria humanidade, seríamos apenas outros primatas regidos pela natureza. A primeira e maior lei cultural, aquela que nos separa definitivamente dos outros animais, é o tabu do incesto, a regulamentação das relações sexuais, com a consequente organização das relações de parentesco, presentes em qualquer sociedade humana, mesmo naquelas ditas primitivas.” Obrigado, Nina, por ter enviado o Freud. Amo quando me enviam Freud. “Freude” em alemão é felicidade. Um mero “e” faz a diferença!

Mas e a tristeza? E a Tristeza do Mundo, hein, Ekram? “Israelenses e Palestinos sabem disso e até poderiam chegar a um termo se não houvesse tantos “bem intencionados” aliados em ambos os lados. Os EUA, por exemplo, estão apoiando esse ataque massivo dos F-16 sobre Gaza. A Rússia e a França condenaram e jogaram a responsa para a ONU, que todos sabem que não significa nada. A ONU é o espantalho no milharal.” Pois é. Sou incurável mesmo e acho que a merda da ONU só serve mesmo pra congestionar o trânsito aqui na primeira avenida. Mas, Sandra, por exemplo, responde…”Quanto a comparar fanatismo religioso com narcotráfico, depende. Se alguém quiser jejuar durante um dia inteiro ajoelhado no milho, tudo bem. Mas terrorismo? Pior: funciona? Veja o que funcionou, e quem fez diferença: Martin Luther King, Ghandi,… O Hamas não fala em nome dos mulçumanos, assim como o narcotráfico não fala em nome dos morros. Você daria a guarda de seus filhos a alguém que convence crianças a amarrar explosivos no corpo? Acha que eles vão parar se Israel não responder aos ataques? Foi o que aconteceu com todas as outras organizações terroristas? Quando pararam de brigar com Israel, brigaram entre si, e tornaram um inferno a vida das pessoas que diziam proteger.
 Nina, uma criança que mata um bicho não necessariamente o fará depois de adulto, mas, se o fizer, se, para ela, a crueldade continuar sendo uma coisa normal, ela deve deixar o convívio da sociedade. Não somos obrigados a sofrer nas mãos de pessoas assim.”

Ótimo. Todos os argumentos são ótimos. Justamente por isso, homens, mulheres e crianças brigam, lutam e se matam: o esporte que nao cessa nunca: OLIMPÍADA. A Tocha que não se apaga! Lindo nao é?

Não vamos fazer o jogo aqui dessa hipocrisia! “ai que horror! Ai que  coisa triste! E tal” Sabemos exatamente o ser VIOLENTO que temos dentro de nós. Como? Não ouvi direito! Você não entendeu essa última frase? Então seja mais um tolo e pegue toda a sua fortuna e entre no coro dos imbecis e berre: “que horror! Que coisa de louco (silêncio –pausa de 5 segundos , coisa de Harold Pinter)…..e jogue seu dinheiro ou sua arma predileta nos patifes como Bernard Maddof.

 

E FELIZ ANO VELHO como já disse um amigo meu, que hoje está…

Gerald Thomas

 

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