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Um Oswald Em Plena Antropofagia

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 (Junkie, 32 anos, mas com um corpinho de 33)

 

Dos países baixos! 

A algumas centenas de quilômetros abaixo do Castelo de Elsinore… 

Amsterdam– Ou Amstel Dam – Paro de tão exausto. A cidade está impossível de se andar, tamanha a horda de pessoas se espremendo nas ruelas. Algumas delas como se estivessem num conto de Beckett (The Lost Ones), comendo “batata frita com maionese”, assim como se fossem gado, umas seguindo as outras e todas na mesma direção, ou em direção alguma. 

Sempre que venho aqui me pergunto por que fiz essa escolha.

São verdadeiros comboios de turistas e junkies e indonésios e turcos e uns poucos holandeses que restam (simpaticíssimos) e as milhares e milhares de bicicletas. Mas parei nessa esquina onde todos param. Na Praça Dam, onde a garotada senta e olha o nada, ou se entreolham ou… vêem os bondes passarem ou simplesmente fazem uma pausa pra andarem de novo ou ficam olhando o nome do hotel mais misterioso do ocidente: Krashnapolski. Tem o Kempinski de Berlim, claro, mas esse ganha todas. 

Ir na contra-mão do fluxo é impossível. Como aqui se toma muito ácido, o negócio é tomar um antiácido! Um Mylanta, Omeprazole, algo assim. Nexium é o melhor.

Sim, os velhos hippies, as lojas de produtos pornôs, uns mais pornôs que os outros, uns com cavalos, cachorros e outros animais (com mulheres, anões, etc.), outros com os ânus dilatados onde entra até hidrante. Sim, a Amsterdam de todos os fetiches, todos.  

A configuração é mais ou menos assim: uma loja pornô, uma de pizza, uma de parafernália de drogas e uma de cerveja (espécie de pub, Heineken, Amstel e Grolsch) e uma de batata frita com maionese. É só seguir essa fórmula por quilômetros e quilômetros que se chega a Centraal Station (com dois aa mesmo). 

Claro, a cidade é linda, tem uma história linda e triste e quem sabe o que Hitler fez aqui, bem, deixa isso pra lá. Tem o lindo entrelaçado dos canais (sim, assim como Veneza, A’dam também está afundando aos poucos). 

Nada mudou desde os primeiros anos em que comecei a vir aqui: 1971. Nunca parei de “pousar” aqui por um motivo ou outro. Quando a Amnesty International fazia suas enormes convenções… ah, que nada, chega de Amnesty!

A Europa inteira é um único cenário: pessoas espremidas, num enorme empurra-empurra, andando em ruelas, seja aqui, seja lá, seja em qualquer monarquia ou república. É tudo gado! O cheiro enjoativo de maconha no ar prova uma coisa: não há porque não legalizar essa erva ou droga. A cidade aqui é a mais pacífica do mundo. Nada acontece. O pior é justamente isso: está todo mundo chapado e NADA acontece. 

Mas não sou guia turístico e não vou descrever a cidade. Quem quiser que venha aqui pra ser empurrado! Falo com algumas pessoas. Poucas conhecem, de fato, a história da Holanda. Mesmo os que moram aqui, e isso sempre me deixa pasmo. O oportunismo do mundo rápido de hoje, de quem pisa e vive numa terra e pouco ou nada sabe sobre ela, me deixa boquiaberto. 

Rembrandt? Mondrian? Van Gogh?  A escola Flemmish toda? Nada! O auto-retrato, o homem se olhando no espelho e se pintando pela primeira vez e exclamando “eureka” num silêncio de Anne Frank, o cálculo minucioso dos navegadores, os importadores de chocolate, enfim, até Spinoza que veio parar aqui. 

E hoje, Segunda, tomo conhecimento de que um otário, de nome “my nerd”, difama Chico Buarque de Hollanda, justamente quando estou na Holanda. 

Pergunto-me: por que, nerd? Por que construir uma carreira difamando pessoas? Que tipo de gente é essa? Não, não é gente. Sofre do mesmo ditatorialismo que tanto criticam. Nunca saberiam lidar com países livres, como esse aqui. Não é à toa que não agüentou Veneza. Precisam viver em países pobres e incultos para soltarem seus venenos, aspirantes de celebs que são. Mas não serão, jamais, celebs,  já que não se constrói uma obra em cima dos destroços da outra. 

Enquanto isso, Waldecy, agradeço às menções honrosas. Ah, quem não sabe quem é Waldecy… ele era o cameraman do Ernesto Varela (Marcelo Tas). Montou a produtora O2 e viveu bem de comerciais. Até que lhe chegou um bom roteiro nas mãos, aperfeiçoado pelas mãos de ouro de Bráulio Mantovani. Esse filme chama-se “Cidade de Deus”.  

Bem, já são quase 11 da manhã e a horda de junkies lá fora me chama! Todo dia elas fazem tudo sempre igual, me acordam às seis horas da manhã. Não, não pra me injetar com heroína ou nada, não. É que parece, assim me dizem (as “Mulheres de Atenas”), tem uma nova droga pra ser experimentada t-o-t-a-l-m-e-n-t-e pura e inquestionável (e que dá um enorme barato: batata frita com maionese, levemente picante, na veia.

Há tempos que eu queria escrever sobre o mais avançado sistema de transporte urbano de toda América Latina, o TransMilenio, em Bogotá.

Por que na Colômbia, com todos os seus problemas, e não em Sampa, por exemplo? Mas isso fica pra próxima, depois que o Sarney e o Daniel Dantas já tiverem dado seus pulinhos aqui em Amsterdam junto com o Lula e todos os outros milhões de safados do mundo. Quem sabe um bom baseado, uma fileira de cocaína e uma injeção de smack e três ecstasys não fazem esses caras falarem logo o que tem que ser dito?

 

Gerald Thomas

 

 

(O Vampiro de Curitiba na edição)

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Drogas: Qual é a Sua, Companheiro?

 

New York – Um mágico está no palco serrando uma mulher ao meio ou saindo de um cubo onde ficou durante 40 dias sem comida, como David Blaine, por exemplo. A platéia está “entorpecida”.  Ou uma banda de rock está em seu solo de guitarra, ou a marcha fúnebre de Siegfried em “O Crepúsculo dos Deuses” (última parte do “Anel dos Nibelungos”), de Wagner, está “inebriando” o público do Metropolitan Opera House. Ou mesmo um primeiro leitor de “Metamorfose” chega ao final da primeira página e sente um calafrio e um engasgo orgástico quando descobre que Gregor Samsa, o homem, se transformou num enorme inseto.

 

Nossa arte, nossa existência, a analogia do que somos pode ser – sempre – comparada, através de nossa longa história, a uma droga ou outra.

 

Mas a droga (seja ela qual for) continua sendo tabu. E como tabu, ela continua sendo sempre usada. E sempre usada, continua sempre sob repressão! Por que será? Quem lucra? Quem ganha? Quem perde?

 

Desde que me entendo por gente as pessoas em minha volta fumam maconha, se injetam com “coisas”, fazem surubas, etc.. Lembrem-se: sou da geração da década de 60, plena celebração da contracultura, anti-Vietnam,  Woodstock e Hendrix e Joplin. A geração que ficava horas e horas pro Filmore East abrir, aqui na 2 Avenida. Ou, em Londres, o Marquee na Wardour Street, pra ver o Cream, Yardbirds,  ou sei lá quem tocar.

 

Sim, pessoas caindo, caídas, o surgimento do Punk Rock, Johny Rotten, Sid Vicious vomitando na platéia, os ídolos se cortando com gilete sem saber tocar um único “tune” e se jogando de corpo e alma em cima do próprio público em pleno delírio.

 

Ainda me lembro de ver o MC5 dar uma paradinha em seu show, em Londres (início dos anos 70) pra que John Sinclair pudesse sair de cena pra se picar. “Hang on while I get my fix”. Horas se passavam. Assim como a Banda Vitória Régia tocando no palco enquanto o Tim Maia parecia ter mais o que fazer no camarim.

 

Heroína, Maconha, Cocaína. Crystal Meth, Metadona, Special K, GHB, Mother’s Litlle Helper’s (Queludes) , Uppers, Downers, Meta-anfetamina, crack, chá de cogumelos, mescalina, ecstasy e tantos outros (é só entrar na página do falecido Timothy Leary pra ver, inclusive, a relação entre um e outro e do outro com o outro).

 

Eu não sou muito disso. Aliás, não sou nada disso, exceto a coca (pra fins sexuais), que  usava recreativamente. Mas já foi a época. Consegui, essas décadas todas, me manter longe do Smack (heroína) e do álcool e de todas as outras. Como, não sei. Todo mundo em minha volta dando voltas, cambaleando.

De vez em quando um e outro iam pro cemitério, por causa disso ou daquilo. Quando não era o destino final, era aquela paradinha antes, o Pinel. “Sujeito pirou”. É, sujeito misturou tudo e nunca mais voltou. Comum ouvir isso na década de 70, início dos 80.

 

Mas isso era então. Hoje…

 

Hoje caiu TUDO nas mãos da bandidagem. Isso deu um ar, um estigma, horrendo à “coisa”.

 

Além do mais (ainda voltando no tempo), na minha pós-adolescência ainda fui ser motorista de ambulância, pro Royal Free Hospital. Antes disso, meu posto era pegar os junkies em Piccadilly Circus, a estação de metrô, lá em baixo: famílias inteiras com seus cachorros: eram esqueletos humanos: pele sobre osso, dentes podres e braços infectados (tracks), pelas agulhas, e levá-los pra Tooting Recovery Center, onde lhes davam metadona.

 

Dia seguinte estavam lá os mesmos junkies “scoring”. Conseguiram fugir. O governo inglês tinha um programa em que a Boots (a rede de farmácias mais conhecidas na Grã- Bretanha) que ficava aberta em Picadilly Circus, fornecia certa quantia, com agulha limpa, de metadona, ao junkie que entrava lá trêmulo. A fila era enorme!

 

Cigarro, nicotina, álcool, tudo a mesma merda. E falam em legalizar? Tenho lá algumas coisas a dizer.

 

Se legalizarem a cocaína… Digam-me uma coisa: ótimo, o controle estaria com o governo. Maravilha, acabaria a bandidagem. Afinal, o que determina o consumo é a demanda. Mas existe uma coisa horrenda chamda CRASH ou caminho de descida, ou quando o sujeito entra em abstinência, ou seja, quando as fileiras estão se acabando. E aí??? O que ele faria??? Ás 5 da manhã?

Metralharia o farmacêutico pra conseguir mais ou iria arrancar o médico de sua cama com brutalidade para conseguir mais uma receita médica?

 

Existe algo ILÓGICO nessa equação quando falamos em legalizar drogas pesadas.

 

Maconha? É erva. Na Holanda já deu certo e até a Califórnia já tem programas para legalizar! Esquece a maconha. Cigarro faz mais mal. A maconha (THC) deixa a pessoa sem memória e com certa imbecilidade através da vida. Ambição? Todas elas DESTROEM com o tempo! TODAS.

 

Paulo Francis, por exemplo, não era nem um pouco hipócrita a respeito do uso de drogas. Aliás, é isso (entre tantas outras coisas transparentes a respeito de sua personalidade) que o torna gênio: Francis admitiu experimentar e até usar com freqüência o “speedball” (mistura de heroína com cocaína).

 

HIPOCRISIA

 

Ninguém mais cabe em suas peles. Ninguém mais cabe em suas gavetas. Ninguém mais cabe em seus papéis. É como se fôssemos um bando de atores com papéis mal distribuídos. Um Pirandello às avessas. “Assim não é se não lhe parece” deveria se chamar a sociedade do século XXI.

 

TODAS ou quase todas as famílias estão ou são disfuncionais. Mas não é de hoje!Desde que o pai estuprou as 5 filhas e as engravidou ou o pai virou mãe e a mãe virou lobisomem e os ditadores mandaram a população para as câmaras de gás ou para os gulags ou para as guilhotinas, nós aqui, os números, nos sentimos impotentes e tentamos reagir “tomando” alguma coisa que nos faça sentir superiores.

 

SIM,  nascemos tortos. E morreremos mais tortos ainda. Seria lindo se a sociedade aceitasse isso e parasse com a hipocrisia das aparências!  Adoramos nos subverter.

 

Milhares morreram durante a lei seca. Depois, de repente, a lei seca foi revogada. E os milhares de destiladores caseiros que morreram? É mais ou menos como o muro de Berlin: de pé por 28 anos, 150 mil morreram tentando atravessá-lo. De um dia para o outro, o Muro cai. E os milhares de mortos?

 

Não, não faz sentido.

 

Em “Tristão e Isolda”, Wagner introduz o elixir da morte que vira o elixir do amor. Nada mais do que uma droga, coisa de bruxaria para, inicialmente, matar  Tristão, mas que acaba por deixar o casal LOUCO de amor e tesão um pelo outro até o amor/morte (Liebestod), tema final da lindíssima ópera que dirigi duas vezes.

 

Freud usou a cocaína pra fazer seus pacientes falarem. Alguns travaram. Outros falaram tanto que acabaram por dar câncer no céu da boca do mestre da psicanálise!

 

O fato é que adoramos colocar um pé na lama e outro na merda. O problema a ser discutido e o papel da JUSTIÇA perante tudo isso.

 

O Afeganistão esta produzindo mais papoula do que nunca. Sim, a morfina é derivada da papoula e tem fins medicinais. O paciente precisa ser anestesiado. Fazer o quê? Plantação controlada? Não me faça rir!

Já diziam a mesma coisa na Bolívia sobre a coca e a Coca-Cola. Ora bolas!

 

O queijo? Não, não sei por que o queijo entrou aqui. O queijo não é droga.

 

E, sim, de quando em quando temos as “estrelas caídas”, como Fábio Assunpção ou Vera Fischer e ou os rock stars que morrem de overdose. Faz parte do nosso orgasmo. É o jogo do trapezista sem a rede embaixo. Afinal, que graça tem o circo com rede?

 

Pois é: A “brincadeira” com as drogas nada mais é do que um significativo jogo com a morte como aquele jogo de xadrez em “Morangos Silvestres”, de Ingmar Bergman. E desafiar a morte é o nosso “motto” diário, como diria Malone, personagem de Beckett, que morre desde o início do romance. Malone Morre (que dito em inglês soa ainda melhor: ‘m alone dies: sozinho morro). Portanto nos colocamos no lugar dos Freddie Mercuries, dos Cazuzas, das Cássias Ellers, ou dos Hendrixes e outros heróis que morreram de overdose. Pelo menos eles não cultivaram o vício da hipocrisia de sorrir pra cara do consumo do “bonitinho” e descascaram e desconstruíram o que há de disfuncional em nós! É assim que somos, nós os pecadores!!!!

 

Enfim, o assunto é delicado. Já perdi amigos e amigas por causa de tudo isso. Sinto-me AMBÍGUO, pra dizer o mínimo, quando se trata da legalização.

 

O queijo? Não, o queijo nada tem a ver com este artigo.

 

Mas a vaca tem!

 

 

Gerald Thomas

 

 

 

(O Vampiro de Curitiba na edição) 

 

  • 01/06/2009 – 10:22 Enviado por: O Vampiro de CuritibaQuero fazer um parênteses aqui. Especificamente sobre a maconha. Não escrevi a respeito pois não tenho, ainda, uma opinião formada. Claro, sou a favor de penas duras para traficantes e controle rígido sobre as drogas. Mas me parece que a maconha deveria ser tratada de forma distinta das demais drogas. Este é um debate que está acontecendo no mundo todo, aqui no Brasil não é diferente. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de forma corajosa, vem pregando a descriminação do uso da maconha. Eu tendo a concordar com ele. Sejamos honestos: Vocês conhecem alguém que deixa de fumar maconha por ser proibida? Oras, aqui em Curitiba, como em todo país, é mais fácil comprar maconha do que cigarro. Eu prefiro que os jovens comprem maconha (vão comprar de qualquer jeito) na farmácia do que com traficantes, nas favelas. O que vem acontecendo em muitas familias, é que os próprios pais de muitos adolescentes se encarregam de eles próprios comprar a erva pra seus filhos, evitando, assim, o contato destes jovens com os mundo do crime. Mesmo assim, a maconha “batizada” com todo tipo de porcaria, sem controle algum, é um problema sério de saúde pública. Se fosse legalizada, vendida em farmácia, controlada pelo Ministério da Saude, devidamente taxada de impostos, seria muito mais conveniente com nossos tempos. Do jeito que está, nem falar a respeito é possível sem estar incorrendo em CRIME de apologia ao uso de drogas. Acho que devemos debater esse assunto sem hipocrisias.
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    A Cartelização do Mundo

     

    New York – Caramba! Com os “cartéis” dominando o mundo, acho que nós, os putos, veados e vagabundos deveríamos tentar rebatizar a globalização para “cartelização” do mundo. Leio que Andrew Cuomo, filho do maravilhoso ex-governador do Estado aqui de NY, Mario Cuomo, e agora o nosso Attorney General, diz que convenceu nove entre dez dos principais recipientes dos bônus do AIG a devolverem  a grana. Algo em torno de 50 milhões de dólares. Nada mal. Nove em Dez. “Nine out of ten movie stars make me cry, I’m alive” (Caetano Veloso… descendo a Portobello Road, no exílio em Londres, Notting Hill Gate…)

    Enquanto isso, o cartel mexicano de drogas se estende até à cidade de Sarah Palin, Anchorage! Caramba! Mas também (pensem!) com baleias e neve ao redor não resta muito o que fazer: o sujeito deve andar que nem um zumbi atrás de qualquer tipo de droga, não é? Diferente do Rio de Janeiro, SITIADA pela POLÍCIA E PELOS BANDIDOS!!!! Por quê? Maconha, cocaína e armas! “Seja marginal, seja herói!“, aquela coisa do Helio Oiticica já era! BASTA! Aquilo era naquela época. Soava bonitinho. Era logo depois de Sartre qie havia endossado Jean Genet com Saint Genet e artistas do mundo inteiro (como Warhol, por exemplo, declaravam seu amor pelo underground [ alguns com velvet, outros nao]. O Helio ainda in love com o Cara de Cavalo. Mas agora? Olha a merda que deu! BASTA! Sério. Eles hoje olhariam tudo isso com REPUGNÂNCIA!

    Sim,  a cartelização do mundo! E ainda tem gente que defende a tese de que o teatro deve ser feito de “tarjas”. Mas isso é para quem ainda acha que o teatro é o “novo lugar” para ser descoberto. Nós, os veados, putos e vagabundos, que temos uma vivência um pouco mais abrangente,  tentamos nos (des)preocupar com a merda que acontece no mundo, como: a China que toma conta de tudo, as pequenas guerras localizadas e que estão extraindo o pouco de ‘humano’ que ainda resta em nós, as doenças RADICAIS  e que não precisariam existir se todo o dinheiro do mundo fosse gasto nas coisas certas (e não em bônus para CEO corrupto, que agora devolve…vamos ver…), as pequenas guerras frias entre paises como o Irã, a merdalha entre Israel e vizinhos, a merdalha entre os próprios árabes que não se entendem, a merdalha do Afeganistão que voltou a ser um campo de papoula (imagine a polícia do Rio subindo a Ladeira dos Taba-Maha- jahras! Brigando com o Taleban).

    Ah, a cartelização do mundo…

    Era sobre Descartes que eu escrevia? Não, né? É sobre os escrotos mesmo. Eles não querem deixar nós, os putos e vagabundos, em paz. 

     

    PS.- Ontem foi aniversário do Blog: 10 meses de IG. E obrigado pelos quase 600 comentários do Post anterior! 
    Ah, não falei em flores e na grande depressão, ou melhor, na CRISE econômica: mas andando na Sexta e no Sábado pelo Village ou Soho e assistindo um ensaio do Philip Glass na City Winery (tudo lotado, sempre, tudo completamente acumulado de gente, e a Dow Jones – the Devil in Miss Jones – estourando novos índices para CIMA) começo a ter minhas dúvidas o quanto é retórica e o quanto não é “remanejamento” dos… cartéis!

      

     

    Gerald Thomas

     

     

    (Vamp na  edição)

     

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    Humor: Obama-um negro na Casa Branca e o cartum do New Yorker – Lula e sua falta de humor – o líder dos oprimidos movido a hamburger, sentado, pequeno há anos no Plan-Alto

    Existe vida fora do Brasil, acreditem patriotas brasileiros e fanáticos por escândalos. Acreditem.

    Sim, aí fora existe uma coisa enorme chamada de MUNDO. Sei que ofendo muita gente dizendo isso. Sei que na língua portuguesa, ou melhor, na brasileira, tudo que está “dentro do Brasil”, está “aqui”, e o resto esta “lá fora”. Estranho isso de se referir como algo vindo a “lá de fora”. Sensação de que no Brasil se vive numa imensa prisão. Talvez, justamente por isso essa questão de impunidade REInante nesse país, com a elite sempre solta, gozando dos pobres, sacaneando o sistema, latindo em sânscrito ou aramaico, ou algo além do STF, numa linguagem críptica que eles e somente eles e o STF podem entender. Nem o tadinho do pobre o oprimido do eleito Lula entende. Aliás, o cara não entende porra nenhuma mesmo. Outro dia ele disse que no Vietnam os americanos eram bem alimentados por “hamburgueres”. Bem, tem um filme que ele não deve ter visto –”Supersize me”- onde o cara se filma comendo somente hamburger durante um mês:

    Resultado: fica impotente, a pele fica podre, começa a ter cirrose, tem todo o tipo de crise (até mental).

    Lula, meu querido; a típica dieta americana, seu invejoso: STEAK de primeira ordem, do Texas, baked potato, feijão doce (baked beans) ou ervilhas com cenoura, um pedaço enorme de abóbora (PUMPKIN) e o milho mais DOCE do mundo, SWEET Corn!

    Ah sim, presidente, quando abrir a boca, lembre que, há 30 anos exatamente, o Senhor demitiu, num pacto que fez com Helmut Schmit, premier da BRD, Alemanha, 3 mil metalúrgicos de uma só vez! Isso durante a ditadura! Sabe o que dizem? Não, não posso publicar! A Censura Xenofóbica brasileira quase levou esse governo a expulsar Larry Rohther, correspondente do New York Times no Brasil, por dizer uma verdade sobre o alcoolismo do presidente. Quarenta dias apos a notícia, foi o proprio Lula que confessou que “tinha probremas” com a bebida. Esse país aqui “dentro” se basta, né?

    Bem, sobre o cartoon publicado na capa do New Yorker semana passada, onde Obama estava vestido de islâmico extremista e tal: bem, é o seguinte: Botou a cara pra bater, negro, branco, ou amarelo, ou verde e amarelo: o homem esta concorrendo a Presidência dos Estados Unidos.

    Será o primeiro Negro na Casa Branca se nosso deus divino e supremo deixar! Foi uma tentiva da revista do ex Mr Shawn, pai de Wally, de tentar ridicularizar os conservadores mas a repercussão chegou a um ponto de não retorno. Escreveu a colunista Maureen Dowd do New York Times:

    “Quando eu entrevistei o comediante Jon Stewart e o Stephen Collbert para a revista Rolling Stone há dois anos, eu me pegava questionando o que Barack Obama significaria para eles”.

    “Obama seria um pouco mais difícil pra satirizar que os caras de hoje”, eu disse.

    Stewart – “Você ta brincando?” Colbert, logo em seguida disse: “ O pai dele era um pastor de bodes!”

    A Colunista ainda nota que, no seu livro de memórias, Obama diz que já fumou maconha, bebeu e até cheirou! A gíria pra cheirar um pouquinho é “a little blow” (“blowing in the wind” – Bob Dylan, se quiserem) (assim como STONE, vem de “being stoned”, de fumar maconha, que vem também de uma letra de Dylan, e deu o nome à banda de Jagger e à revista a qual Maureen Dowd se refere, a Rolling Stone: que fique claro mais uma vez, cambada de maconheiros: eu ODEIO maconha.

    A Contracultura foi um movimento forte nos Estados Unidos. Assim são as liberdades civis. Elas não vem “de fora”. Dr Martin Luther King Jr, Malcom X, Robert Kennedy e muita gente morreu pra que hoje tenhamos a livre expressão, aquela que chamamos de FIRST Ammendment.

    Notando na entrada da cidade de São Paulo, O rio Tietê é simplesmente o rio mais LIMPO DO MUNDO. Afinal, onde já se viu tanta espuma boiando num único rio ou riacho urbano? No Thames em Londres? No East ou Hudson de NY? No Rhein ou no Tevere? Claro que não! O Brasil é o melhor país do mundo. Aqui não se precisa lutar por liberdades civis porque nunca houve restrição à elas, não é mesmo? Quanto ao rio Tietê, aquela espuma toda me leva a pensar que ele, o rio, toma banho todos os dias, com sabão, shampoo, condicionador, etc.

    Esse sim é um país que se basta. Tem um presidente que não precisa de críticas e nem sabe o que e uma auto crítica (deve achar que se trata de uma revista de auto-mecânica). Aqui ainda é o pais do futuro, do pretérito, onde as coisas básicas (como abrir a torneira e poder beber água, por exemplo) são coisas d’outro mundo.

    Quanto a Obama e os cartoons. E o mundo “lá fora”, ah, que besteira Gerald Thomas. Se toca cara! Pega essa merda de teatro, que tu faz pra inglês ver, e dá o fora daqui. O Brasil não precisa de você

    E vindo “lá de fora”, no ÚLTIMO SEGUNDO: um terremoto na Califórnia (via quente, em português, claro) acaba de destruir uma das mansões do GOVERNADOR austríaco, e modelo nu de Robert Mapplethorpe, astro de action movies como TRUE LIES, Arnold Schwarzenegger! Viva com uma bomba dessas!!!!

    Gerald Thomas (ou algum outro se banhando no Tietê), cai fora seu viado!

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