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E-Jakull: Bjorg’s revenge

Eyjafjallajokull, that unpronounceable volcano “Jokull” or “E-jakull” (for E-bay shoppers running to buy some radioactive orgasmic ash), prompted inevitable chatter about nature’s awesome fury and the inadequacy of human invention to deal with it. We have become weaklings and that’s a given.  Our major problem is fear itself, I remember hearing some president say, once upon a time.

REVENGE

This picture, of Luiz Damasceno in Nowhere Man must represent something in this article. But what? Is hethe Nowhere Man (my play, 1996) or is he playing me, after the Topamax withdrawal? Had I predicted the entire episode? Or is a victim of the Icelandic ash?

On the whole, Europeans tend to forget about Iceland altogether until some fresh calamity compels their attention, be it financial- the banking implosion – or a furious volcano explosion, spitting and ejaculating over us all: oh E-Kajull !!! Seriously now.

Europe after the Rain” is a painting by Max Ernst I grew up with. Of course, it’s Ernst’s metaphor for a Europe after a War. A huge war. We have become weaklings and that’s a given.

We have dealt with the worst of ourselves and will never come to terms with our own fury about the “existence of the other”. Wars, invasions, exvasions, brutal murders and The Son of Hamas (a double agent for the Israelis and Hamas), are trivia not so trivial.

TOPAMAX

For those who have taken it, you know.

For those who’ve never taken it: Christ! It’s so damn hard to try and lead a life after a 300mg bombardment of this “mood stabilizer”. Coming out of it is more difficult than having to deal with the over testoronized E-Kajull.

An open forum about psychiatric drugs sounds like a terrible web nightmare. With strong moderation, a supportive atmosphere, and even an over-use monitor, however, the Psycho-drugs seem to be a temporary relief. In Portuguese a psycho-drug is termed “psicotropicos”.

Yes, the Tropical nightmare of Tristes Tropiques, by Claude Levi Strauss.

Max Ernst and Claude Levi Strauss would have made a lovely couple.

Mosab Hassan Yousef (the Son of Hamas, codenamed “the Green Prince” by his handlers), was one of the Shin Bet security service’s most valuable sources. What are our valuable sources?

Where’s your head, Agent Kujan? Where do you think the pressure’s coming from? Keyser Soze – or whatever you want to call him – he knows where I am right now. He’s got the front burner under your ass to let me go so he can scoop me up ten minutes later. Immunity was just a deal with you assholes. I got a whole new problem when I post bail.

Strange thoughts, right?

Yes, strange thoughts for a Sunday.

Gerald Thomas

April 25, 2010, lost in space and in my mind,  somewhere between London and NY.

PS: I CAN’T STAND IT ANYMORE. What can’t I stand? EVERYTHING and more than Everything. Bye. I’m going for a wilder side of life!

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Bem vindos ao novo blog!

New York – Meus queridos: não posso deixar de dizer que é um pouco estranho mudar de casa, ou de host. Em princípio nada muda, já que é uma só tela, essa, a do computador. Mas vivemos num “nonsense surround system”, ou seja, o que nos importa, nos dia de hoje, somos nós mesmos, os dias do i-isso, iPod, iPhone, I-não pode, e meus vizinhos aqui no i-G…sei não! Sei não! Sei SIM. Caio Tulio é meu amigo e mestre desde 1853 quando Richard Wagner compunha o Anel dos Nibelungos e resolveu fazer uma pausinha pra compor (a pedidos de Dom Pedro II), o Tristão e Isolda (pago com dinheiro brasileiro pra inaugurar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro: infelizmente o Municipal só veio a abrir as portas em 1908). Enfim, estamos nessa era em que tanto se monta NO Beckett (que escreveu EU NÃO) “not I”, que se esquecem um pouco da essência e do conteúdo de sua escrita.

Venho escrevendo em Blog há mais de quatro anos. Recebendo e ouvindo e lendo comentarios, os mais incríveis e os mais diversos, elogios e insultos de admiradores até detratores, assim como é no teatro.

É. Assim como é no teatro. Aliás, quando comecei com essa coisa de Blog, ninguém sabia muito bem o que era. Hoje, tem mais blog no mundo do que gente! Eu mesmo, confesso, não tenho saco pra ler, digo, outros blogs. Tem que ser MUITO MUITO exótico mesmo pra chamar minha atenção! Ou seja, leio o mínimo necessário porque está provado que blog, jornal, mídia em geral faz mal a saúde. Deveria ser tudo interditado pelo Ministério da Saúde. Êpa! O que foi que eu disse? Ministério? RETIRO!!!!

Odeio governos! Não. Também não é verdade. “Sou” pelo Obama aqui nos US, mas não gosto aí do Sr. Lula da Silva, e sei que isso – aqui no IG – cairá mal. Bem, vocês me contrataram, então terão que conviver com essa ovelha negra aqui dentro: vai ser duro ser “companheiro” de página de Zé Dirceu. Já tive pesadelos a esse respeito. Confesso que tive. Ao mesmo tempo, cheguei a um ponto de cinismo onde já não acredito mesmo em que a “arte” ou opnião possa mais fazer a menor diferença (como um dia já fez: exemplo, Bertold Brecht, Living Theater, enfim, a arte da “demonstração” da “agitprop”, panfletagem, aquela que saía da “clausura” da bilheteria e realmente ia pras ruas reclamar ou clamar sua liberdade ou a liberdade de alguma coisa: sim, Sartre se foi e a Simone também.

” Fail. Fail again. Fail better.”

“Falhar. Falhar de novo. Falhar melhor”
Samuel Beckett.

O tempo passa e os escritos desse homem (na frente do qual tive o privilégio de sentar algumas vezes) ficam cada vez melhores e mais “wise” , mais …. (“Oh palavras que me faltam” última frase da ópera “Moisés e Arão” de Arnold Schoenberg” que dirigi em 98 na Áustria….tão vendo? Não olho pra trás, não reviso meus textos, vou escrevendo assim como vou dirigindo meus atores, sejam eles brasileiros, sejam eles da Baviera, sejam eles dinamarqueses ou daqui, do East Village ou de….. (pausa pra uma lágrima cair)… Londres….onde meu coração ficou…de onde meus pés, na verdade, nunca saíram, ou melhor, a minha alma nunca saiu. O resto é uma miragem, deve ser. Esse que perambula por aí é esse “Nowhere Man” (peça que escrevi pra Luis Damasceno em 1996), e que finge estar em casa no Rio, em Sampa, aqui em NY, ou em qualquer lugar do mundo mas não está.

– Onde estou? No lugar perfeito. No lugar virtual. Nessa coisa que, um dia, um vírus vai comer, “nhac”, e pronto! Estaremos de volta a estaca zero: papel e lápis.

Seremos obrigados a ler Kafka de novo. Nao poderemos mais entrar no “google” e fingir que sabemos tudo sobre todos. Teremos que sair pra comprar um livro todo amarelado de Joyce, ou de Guimarães Rosa, ou de Shakespeare, ou mesmo de Harold Bloom sobre Shakespeare ou do Haroldo de Campos sobre Joyce porque….Por que? Porque no fundo estamos perdendo nossa identidade. Sim, com esse “evento global” com esse information overload, esse excesso de informação, acabamos nao entendendo muito de nada ou nada de nada mesmo e “nhac”.

Muito de nada. Nada de nada. Assim como Beckett que usava seis palavras e sobravam quatro. Ou Heiner Müeller que usava mais de três mil palavras num jorro hemorrágico, mas no final, também só sobravam quatro.

Sejam super-bem vindos a esse novo blog. Teremos colaboradores. Estarei, como sempre estive, escrevendo, berrando, de tudo quanto é canto do mundo. Ainda estou estranhando um pouco o layout mas….. Nada que uma breve clicada de olhos ou um breve trocar de lágrimas não obrigue a vista a se acostumar.

Espero, sinceramente, não decepcioná-los. Mas, se for o caso: uma bela vaia também é bem vinda
LOVE
Gerald

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