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Kazuo Ohno dead + Tighter security at airports? All lies. All TRUE damn lies!

They told us – again and again – that, after the so called Xmas bomber, new scanning machines would be bought and put in place at Heathrow, Gatwick, JFK and so on. NOT TRUE! All a bunch of hype without foundation whatsoever.

Same old machines. Shoes don’t have to come off at Heathrow. Machine has been there since my grandmother was born. Or even before that.

I never believed in the Christmas Bomber anyway. Strange thing about the Times Square (to be) van suicide bomber. Terrorism comes cheap these days. Cheaper than to install those full body scans they so much talked about.

Careful and suspicious regarding the media. All media. All.

Gerald Thomas

About Kazuo Ono’s death: 103 years old. Imagine what he saw. Imagine what he didn’t see (Hiroshima, Nagasaki, etc)

O Butoh de Ohno era a  dança que transcendia a morte, assim como em Tristão e Isolda de  Wagner, o amor transcende a morte. Kazuo era o próprio “Liebestod”. Meio vivo-morto  em cena, tínhamos a impressão de que ele vinha carregado de “entidades”.

Meaning:  the Butoh adopted by Ohno transcended death, just as in Wagner’s Tristan Und Isolde, love transcends death.. Kazuo Ohno was Liebestod himself. Half alive, half dead, half man and half woman, by watching him on stage one was taken over by “entities” (more in Folha de Sao Paulo this Friday)

To view some of Ohno’s work please go to: http://www.blog-filho.blogspot.com/

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Quarenta Anos de Tanto Faz

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Europa, em algum lugar (não aguento mais) – Calma. Não fiquem nervosos. Não serei daqueles que participam da teoria da conspiração que diz que Neil Armstrong nunca colocou os pés na Lua porque tal missão nunca houve e que tudo não passou de um filmezinho rodado num estúdio do Texas, longe de Hollywood, dirigido, na época, por um razoavelmente jovem Stanley Kubrick que, de tantas ameaças para NUNCA revelar o fato, acabou se refugiando na Inglaterra, morrendo de ódio da “pátria materna”.

Claro que não: ameaças assim, se fossem verdade, acabariam virando presunto  no East River ou em San Fernando Valley.

Não, não serei um daqueles que defenderá a tese de que aquela missão lunar era mais uma arma de propaganda na Guerra Fria contra os soviéticos na corrida do ouro pelo espaço! Não.

Afinal, I’m a proud American e tenho que estar orgulhoso de tudo aquilo. Mas… ok. Digamos que, mesmo com as sombras enganosas no chão, vindas de várias fontes (quando o sol seria a única) e tantos outros erros… No que deu aquilo tudo? No que dá o programa da Nasa, que custa milhões e milhões de dólares? Não sou contra, sou a favor. Inclusive gostaria de ser passageiro de um desses space shuttles.

Mas morreu Walter Cronkite. Esse, cuja voz atravessou todas as décadas. Foi a voz dele que ouvimos quando JFK foi assassinado e foi ele que chorou abertamente diante das câmeras da CBS News, assim como foi ele que repetiu as palavras de Armstrong “foi um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade”. Cronkite, o pai dos âncoras americanos, não sobreviveu para ver esse dia, o dia da comemoração do Tanto Faz.

(Fabi Gugli, em “Luar Trovado”)

Sempre fomos obcecados pela Lua. Afinal, fica esse “negócio redondo” pendurado ali de noite, às vezes gigante e amarelo e misterioso e… perto. “Pierrot Lunaire”, de Arnold Schoenberg (foto acima) foi algo que montei, faz uns dois anos. Coloquei o cenário na lua, vendo a terra, assim como havia nos prometido na década de oitenta. Reagan, precisamente. Os presidentes com suas mentiras. “Teremos um entreposto na lua, onde as pessoas poderão passar a noite, e um shuttle disponível para passageiros”. O único progresso que tivemos na aviação foi um retrocesso: o único supersônico que voava comercialmente era o Concorde, e ele foi retirado de circulação. Estamos de volta aos vôos mais longos e desconfortáveis.

Ah, e o que mais? Do ponto de vista sociológico: Woodstock , realizado lá pelos dias 17 de Agosto de 1969,  e mais três dias (ou seja UM MÊS após a pisada do homem na lua), representou muitíssimo mais no campo do comportamento, da conquista das nossas liberdades, etc. E custou bem menos. Ah, e aquilo aconteceu. Como eu sei? Porque peguei o último dia daquela lama deliciosa.


(Walter Cronkite, o anjo americano)

Walter Cronkite dizia que a coisa mais fácil é entrar numa guerra, a mais difícil, sair dela. Tendo se aposentado e passado o posto para o “durão” Dan Rather (que também já dançou), ele virou uma espécie de ‘father figure’, uma espécie de voz da razão para a América. Ou seja, o que Johny Carson era na comédia, Cronkite era na vida política. E era um extremo crítico do governo Bush.

Michael Jackson também não sobreviveu à data, já que ele foi o criador do “Moonwalk”.

Tom Wolfe estava certo: o mundo (the race: a corrida) pelo espaço é tão cínico quanto a fogueira das vaidades. “Quem ficou com os melhores alemães do terceiro Reich?” – referindo-se aos cientistas e “rocketmaniacs”, como Werner Von Braun, pai das V2 que bombardearam parte de Londres e outras partes da Inglaterra. Passada a guerra, ninguém estava interessado em gênio cientista nazista morto: queriam eles VIVOS!

A guerra fria estava em seu início. A disputa pelos “melhores alemães” estava acirrada. Os USA ficaram com Von Braun e por isso… a Lua? Talvez? Agora já estamos em Marte e temos um Hubble com tremendos problemas (mas fotos ótimas).

Entendo a nossa fascinação com o Universo. Claro que entendo. Morria de medo dos programas do Carl Sagan ( we’re just a billion of a billion of a billion of all this). Sim, somos, como diria meu mestre irlandês: uma “speck of dust”. Uma poeirinha. E olhamos o céu escuro, através de nuvens escuras e nos convencemos de que existem forças superiores e que teremos outras vidas e que não estamos sozinhos.

É isso. Acho que estamos em busca de irmãos. Somos os terrestres solitários. Mas se somos tão solitários, por que não somos mais solidários? Como “humanidade” não temos jeito! Não conseguimos um único dia de paz, seja em termos de terrorismo, de roubo, de sacanagem com o outro. Seja o mundo de mentira que despejamos sobre quem está em volta, ou as mentiras que recebemos de cima, criando esse iceberg que se derrete lentamente com o aquecimento Global.

Então é por isso? Tentamos achar alguém aí na imensa escuridão, que não acaba,  para declarar guerra ou entendermos o que já fomos ou o que seremos? Ou para, finalmente, entendermos o quanto tempo perdemos brigando aqui nesse planeta? Coisa, aliás, que em Woodstock já havíamos descoberto em três dias de pura paz e amor.

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Gerald Thomas – 20/Julho/2009

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(O Vampiro de Curitiba na edição)

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SAPATOS ASSASSINOS

Sapatos como Arma Preferida

Entrar numa guerra é fácil. Sair dela, muitíssimo difícil, já dizia Walter Cronkite.

Bem, ontem, George Bush levou um sapato voador na cara: “Vai e leva isso como presente de despedida, seu cachorro!!”

Wow! Sapatos têm um significado muito especial na política e na nossa cultura: Nikita Kruschev  martelava, meio histericamente, com um sapato (soviético?) na bancada da ONU porque queria falar sobre a crise dos míssseis (Baía dos Porcos), lembram? Mas não chegou a tacar seu sapato em ninguém.

JFK teve uma morte trágica. A mais trágica da minha vida. Assim como em 11 de setembro, todos se lembram o que estavam fazendo no dia em que JFK morreu. Meus pais fecharam as cortinas, choraram o dia inteiro e eu, pasmo, olhava aquilo tudo e chorava, pois o nosso apartamento era decorado com fotos do casal Jackie e Jack.

Sapatos: Bush merecia levar mais que isso. E também depende de QUAL sapato. Segundo Susan Sontag (uma colecionadora de botas de cowboy – tinha centenas) Bush (ex Governador do Texas) deveria ter levado uma bota daquelas de John Wayne ou daquelas que Larry King usa diariamente: especialmente pontiagudas.

Ou seria mais propício uma daquelas da coleção de Imelda Marcos? Ah, sim, um salto alto Filipino, comprado com o dinheiro da miséria do povo de Manilla e redondezas, a ex-mulher do ditador Ferdinando tinha mais de mil pares de sapatos em seu armário.

E no Brasil? O que se jogaria num presidente? Bem, considerando que metade da população nem os tem, ou quando tem são meros chinelos… (eles voam bem, mas não doem…) quase não surtiria efeito!

Bush mostrou que se esquivou bem! Se o “ataque” tivesse sido em algum ponto mais ao “norte” e dentro dos confins do assim chamado primeiro mundo, talvez tivesse levado uma boa Timberland na cabeça! Timberland é uma bota pesada, que agüenta qualquer coisa. Seria o Range Rover dos sapatos.

A 37 dias de entregar o governo para Barack Obama, Bush não sai do buraco e, quando tenta sair, BUM! Vem um sapato voador em sua direção. Nada mais teatral.

Eu ia, na verdade, escrever sobre o AUTO-Massacre do ex-marido da Suzana Vieira. E como essa estória me soa completamente absurda. Paranóia, tudo bem, mas se auto-esmurrar e ter energia pra isso até o fim? Como? Bem, nesse mundo existe imaginação pra tudo. Lembrei daquele brasileiro que foi baleado por engano em Londres. A polícia brasileira mandou representantes lá, cobrar satisfações de Ian Blair (chefe da Scotland Yard). Na entrevista coletiva, os repórteres ingleses perguntavam aos representantes do governo brasileiro: “mas vem cá, quantos cidadãos brasileiros não são baleados pela polícia dentro do próprio Brasil e… nada lhes acontece?”  – Silêncio.

Certas perguntas e alguns sapatos nos causam constrangimento e, à vezes… silêncio.

Gerald Thomas

PS: Da coluna do JORGE COLI (carderno MAIS da Folha de S Paulo de domingo, 14 Dez 2008)

O país do homem cordial (parte da coluna que diz respeito ao processo judicial que uma jovem pixadora está sofrendo pelo ataque à Bienal do Vazio. Como se trata também de uma “censura artística”, Coli também me cita  e faz referência à minha montagem de Tristão e Isolda, Municipal do Rio, 2003)

Nádegas
“A Bienal dizia ser um espaço interativo. Rolou de algumas pessoas entrarem lá para discutir arte contemporânea. O cara que ficou pelado (Maurício Ianês) estava integrado com o sistema, para a gente não é assim.
A arte tem que ser livre”. A frase do pichador Rafael Augustaitiz denuncia o caráter oficial e convencional das vanguardas.
As vanguardas se institucionalizaram e afastaram qualquer liberdade não autorizada, que não caiba em sua ordem autoritária e arbitrária.
Há tempos, Gerald Thomas sofreu um patético processo porque mostrou a bunda no Municipal do Rio, ao ser vaiado por uma excelente montagem.
Se sua bunda tivesse aparecido durante o espetáculo, antes de a cortina baixar, seria artística e livre de perseguições judiciárias.

 

(O Vampiro de Curitiba na edição)

 

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