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PEDÓFILOS

PEDÓFILOS – Parte 1 e DOW Jones CAI 600 pontos HOJE. Leia em baixo, em inglês, parte da rejeição – do NY Times

O não dito sempre foi mais interessante do que o dito explícito. As pessoas insistem em discutir isso e aquilo sobre a vida particular de outras pessoas e POLICIAM o posicionamento que tomo em relação a isso ou aquilo. Chamo isso de INVASÃO: de curra, de estupro!

Eu insisto sempre em desdizer tudo, pois estou na contramão desde que nasci. Eu disse: CONTRAMÃO!

Por que diabos QUESTIONAM? Melhor ainda: com que DIREITO questionam a minha vida pessoal? Se sou amigo desse ou daquele? Se tomo essa posição ou se “fico” nessa ou noutra posição? (ha!) COMO alguém se METE na minha vida? (epa!) Quem tem esse direito?

Digo isto em resposta a emails recentes furiosos que recebi de todos os lados porque defendi, defendo e defenderei o livro, o ser humano e a existência do escritor expressionista e intelectual Reinaldo Azevedo. Assim como me colocaria a favor de Jackson Pollock e Marcel Duchamp (ou preencham os parênteses com o nome de quem tem ou teve VOZ!)

Já vejo as cartas entrando: “Como? Você vê o Reinaldo como um Jackson Pollock?” A Internet é rasa demais para uma primeira vista. Ela é míope! Mas, com o passar dos dias, a poeira vai baixando. As pessoas vão relendo o texto. Vão entendendo o que quero dizer. E o que  quero dizer? Hein? O que quero dizer? Tenho um leque eclético, ecleticíssimo de amigos e de pessoas que admiro. E NINGUÉM TEM PORRA NENHUMA A VER COM ISSO!  O posicionamento político deles vai desde da crença em Dalai Llama até Jesus Cristo ou ateísmo total. E daí? Tenho amigos que se trancam em casa no Shabath, ás sextas á noite.

Tenho amigos que estão em jejum, agora no final do Ramadan, feriado islâmico. Tenho amigos artistas, não artistas, porteiras, portas, porcas, orcas, cãs, as, s… De Melville pra baixo todos os mamíferos são, em princípio, interessantes para alguém que escreve para o palco.

Poucos são amigos. Esses são poucos. Reinaldo é um dos poucos.

Quantas pessoas neste nosso mundo TÊM UMA VOZ?

Quantas pessoas PEITAM um sistema? O peitam com coerência, são fieis ao seu próprio tipo de humor picante e de uma inteligência raríssima e “invejante” (termo que saiu agora: aqui em Miami, os termos saem, escapam)?

Claro que Jackson Pollock nada tem a ver com Jackson Pollock. Reinaldo também nada tem a ver com o próprio Reinaldo. Eles mesmos variam de dia para dia. Pollock está morto. Reinaldo, espero, nos acompanhará por mais 139 anos. Pollock nos marcou pelo expressionismo abstrato, a turma da “Cedar’s Tavern” de Clement Greenberg, uma turma radical que NÃO ADIMITIA FIGURATIVISMOS. Eles vomitariam aqui na Art Deco de Miami. Aliás, eles vomitavam muito.

Mas, vocês perguntam: o que tem os pedófilos com isso? Chego lá.

Já, não! Gosto e admito Greenberg, Harold Rosenberg, Reinaldo (cujo livro espero que vire uma enciclopédia!). E por que isso deixa tanta gente furiosa? Por que eu deveria ser um cara MUITO LOUCO, cabeludaço, armas na mão com uma camiseta de Che Guevara cobrindo meu torso?

PEDÓFILOS, agora sim!

Olhem só  que chocante: andando aqui pela Lincoln Road, a rua de pedestres e pederastas, a “fauna” e a típica armadilha de turista, diferente de Ocean Drive, eu sendo filmado por uma equipe de documentaristas, notei que uns “pimps” (cafetões) estavam, literalmente, prostituindo meninos e meninas, como dizia Renato Russo.

Tinha crianças soltas para serem “alugadas” em plena Lincoln Road depois de meia-noite, em Miami Beach! O que fazer? A polícia sabe. Óbvio que sabe. Aqui é o santuário, uma espécie de oásis onde tudo pode. Por um  lado, esse “cano de escape” é necessário. Por outro, eu fico pensando… Os piores crimes acontecem ocultamente. Acontecem através da internet, quando ninguém está olhando no interior de, digamos, North Dakota… e do Brasil. O Brasil é o segundo NO MUNDO em crimes contra… quero dizer… SEGUNDO NO MUNDO na questão de EXPLORAÇÃO de SEXO infantil. Caramba! O medo que eu tenho que a M…y lá no Rio seja… Não, essa frase não será concluída.

Não tenho estatística, não tenho números, mas tem 4 andares do FBI em Washington DC só para isso, digo, para TRACK DOWN  esses criminosos!

Como tenho uma “criança”(dentro de mim e outra no Rio) isso me deixa em estado de CHOQUE.

PENA de MORTE! Ou, corta o pau fora.

Antes de sair de NY, um capítulo de Law & Oder SVU me deixou particularmente chocado. É quando o detetive Eliot Stabler entra undercover numa clínica de reabilitação de CHILD MOLESTERS ou de RAPISTS e acaba por incitar um deles a voltar a praticar seu “último crime”. A cena é explícita e chocante. A ponto tal de cumplicidade que os dois saem para “caçar”, que o criminoso pega no pau do Stabler para ver se está duro e “entrega” a menina de ”presente” para o detetive.

A menina amarrada  e jogada no fundo de uma Van… (cena realista e chocante de ver na TV). Até  o discurso eloqüente do molestador de COMO a nossa sociedade, com seus outdoors, billboards. campanhas TODAS ORIENTADAS PARA E PELO SEXO, pra tudo que é lado, bocas virtuais nos beijando, pernas femininas se abrindo, saltos altíssimos tipo “fuck me”, bucetas falantes, tudo isso para levantar pau de homem e vender desde carro ate sabão! Ou máquinas de café expresso!

Como curar um molestador numa sociedade orientada para o sexo, tudo criado em   agências de propaganda da Madison Avenue?

Ora, não sou trouxa. Já usei drogas como a coca pra sentir “sexo” e quebrar tabus. Não sou imbecil e muito menos hipócrita. Não poso de santo. Mas existe uma coisa que não pode ser quebrada: o trauma de se abusar de uma criança! “Traum”, em alemão, é sonho. Trauma, em alemão, é exatamente o mesmo. Uma letra, uma diferença. A mesma diferença que a idade traz.

Também não sou ingênuo que temos fantasias. Que rolem! Entre a fantasia, existe o deserto de Saara. Entre praticar essa fantasia existe um sistema jurídico. Criança, violência e exploração, jamais!

Numa parte mais light: vocês leitores, um dia, espero, vão ter que se acostumar com a diversidade. Sim, ela mesma. Exemplo? Tá bom!

Ontem, fui conversar com a Dianne, gerente aqui do Starbucks, na quina da esquina de Ocean Drive com nada, mas quase rua 15. Enorme, branca. E o Benny enorme, negro, ambos do Tennessee. Amantes? Não. Provavelmente gostam do mesmo sexo.  Nos demos bem na hora. Não sei o que é que CLICA! Um sorriso, a “atitude”: nos confessamos uns pros outros em questão de segundos.

Disse, em questão de segundos (e me peguei fazendo justamente aquilo que odeio que façam comigo). Eu DEMANDAVA que viessem à Nova York. E dizia: “COMO? Vocês não conhecem Nova York?” Dianne respondia: Somos de Nashville e achei essa “bolha de liberdade” aqui em South Beach. Ela, assim como eu, é filha da contra cultura dos anos 60, anti-Vietnam, anti-tudo. Continuamos assim. De que tribo somos? Nos termos de John Hemingway, somos de uma “Estranha Tribo”. John, aliás, é daqui, de Miami.

Era nítido, aliás, como Dianne e eu nos comovemos com o encontro: às 5 da tarde de hoje, domingo, terá mais!

Os amigos podem divergir em tudo. No entanto, existe um coração, porque somos movidos e comovidos por ele. O intelecto produz alguns obstáculos, assim como produz lareiras, assim como produz vaidades, assim como produz poesia concreta, assim como produz os silêncios nas peças de Harold Pinter, assim como produz o não dito, que foi como comecei o artigo.

Nos é permitido brincar!  Logo ali adiante uma brincadeirinha de mau gosto. Claro que de mau Gosto!

Não endosso o capítulo “CRUELDADE”, assim como não endossso muitos ovos que já fritei, assim como não endosso muitos camarões que já assei, como não endosso muita coisa que já fiz. Mas fiz. Se um dia me puserem na Cadeira do Juízo Final ou na cadeira de madeira no Tribunal de Nurenberg, vai sair muita, muita, muita sujeira. Mas esse sou eu HOJE!

E isso, muito imbecil por aí não parece entender.

Quando chamam Reinaldo Azevedo de “reacionário” deveriam dar uma bela olhada no espelho e dar uma repensada no termo e em suas pobres vidas e em suas roucas vozes! Reaça? Ha! Não me façam rir!

CRUELDADE (eu escrevi, pensei, mas não endosso)

Parado, ontem, também no meio da fauna entre músculos e musculosos, eu observava o movimento dos traficantes e de las puchas. De repente vem uma surda e me deposita uma placa na mesa: I’m deaf (sou surda).

Respondo: Good. You don’t need to hear all this horrible noise all around you! (Que bom. Você não precisa ouvir esse barulho horrível ao redor de você)

Penso em outras possibilidades:

Um Cego:  ÓTIMO! Você não precisa ver essa escrotalha que anda por aí!

MUDO: Maravilha: um a menos pra falar merda.

Paralítico: Sorte sua! Não precisa se preocupar em “malhar”, em se preocupar com “gordurinha localizada”!

Confesso uma coisa: quem “exige” que eu seja de um lugar só, é porque tem medo do mundo. Bobagem! O mundo é habitado por seres humanos. Eles são tão bons ou ruins quantos esses aí, da tua rua. Mas as diferentes culturas e costumes são interessantes e quem tem medo de conhecê-las, morrerá pobre de espírito! Mas uma coisa é certa, medo da morte eu tenho. Medo  daqueles que me impedem de viver a vida eu tenho. Da vida, jamais!

 

Gerald Thomas, South Beach – Miami (100 crianças serão abduzidas nessa cidade hoje e ninguém fará nada!)

Domingo, mais uma etapa!

 

 

 

(Vamp, na edição)

 

 

 

Do blog do Reinaldo Azevedo:

 

Domingo, Setembro 28, 2008

Falanges do ódio 

Gerald Thomas responde em seu blog às falanges do ódio, que resolveram, agora, patrulhar a nossa amizade – ou, no caso, censurá-lo porque “tem a coragem” de se dizer meu amigo.

Eis aí. Quando eles não podem silenciá-lo, ameaçam-no, então, com a solidão, com um solene “não gostamos mais de você se você não odiar todos aqueles que odiamos”.

O que é que essa gente sabe sobre celebração, encontro, decência? Nada! Esses caras estão urrando cedo demais, não é, Gerald? Talvez devessem esperar um pouco…

 

 

 

DOW JONES CAI 600 PONTOS HOJE, FINAL DE TARDE DE SEGUNDA-FEIRA:

House Rejects Bailout Package, 228-205; Stocks Plunge

Published: September 29, 2008

WASHINGTON — In a moment of historic import in the Capitol and on Wall Street, the House of Representatives voted on Monday to reject a $700 billion rescue of the financial industry. The vote came in stunning defiance of President Bush and Congressional leaders of both parties, who said the bailout was needed to prevent a widespread financial collapse.

Matthew Cavanaugh/European Pressphoto Agency

House Speaker Nancy Pelosi walked through the Capitol building on Monday.

Details of the Rescue BillGraphic

Details of the Rescue Bill

Andrew Councill for The New York Times

Senator Judd Gregg, Republican of New Hampshire, said of the new plan, “If we don’t pass it, we shouldn’t be a Congress.”

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The vote against the measure was 228 to 205, with 133 Republicans joining 95 Democrats in opposition. The bill was backed by 140 Democrats and 65 Republicans.

Supporters vowed to try to bring the rescue package up for consideration again as soon as possible, perhaps late Wednesday or Thursday, but there were no definite plans to do so.

Stock markets plunged as it appeared that the measure would go down to defeat, and kept slumping into the afternoon when that appearance became a reality. By late afternoon the Dow industrials had fallen more than 5 percent, and other indexes even more sharply. Oil prices fell steeply on fears of a global recession; investors bid up prices of Treasury securities and gold in a flight to safety. House leaders pushing for the package kept the voting period open for some 40 minutes past the allotted time, trying to convert “no” votes by pointing to damage being done to the markets, but to no avail.

The vote was a catastrophic political defeat for President Bush, who was described as “very disappointed” by a spokesman, Tony Fratto. Mr. Bush had put the full weight of the White House behind the measure and had lobbied wavering Republicans in intensely personal telephone calls on Monday morning before the vote. Both presidential candidates also supported the plan.

Supporters of the bill had argued that it was necessary to avoid a collapse of the economic system, a calamity that would drag down not just Wall Street investment houses but possibly the savings and portfolios of millions of Americans. Moreover, supporters argued, a lingering crisis in America could choke off business and consumer loans to a degree that could prompt bank failures in Europe and slow down the global economy.

 

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O Círculo se Fecha!

Voltar para casa é sempre um alívio. Digo isso a cada 3 semanas e chamo Nova York de “casa” (e sempre foi),  assim como chamo Londres de “casa”, assim como chamarei, logo,  logo,  um assento numa canoa, fugindo de um furacão, de “casa” (Aliás, obrigado, supervisor de vôo da “JAL”, pela troca de assentos na última hora). Para vocês que voam de “TAM” e não sabem o que é cortesia, experimentem voar pela “JAL” (não, isso não é jabá, pago full fare em business, mas agradeço gentileza e ataco os rudes, os brutamontes do ar quando merecem ser atacados.)

Olhando fotos dos retirantes de Louisianna, esses seres que escaparam do Gustav e que escaparão de vários outros desastres naturais e artificiais, como guerras, insurgências, minha mente atravessa vários emails não respondidos aqui no computer e a geladeira sobrecarregada de produtos orgânicos da WholeFoods… mas por que digo isso? Ah sim, ainda me fixo no artigo dos Caretas! Cidades caretas, cidades JOVENS, dominadas por jovens e com JOVENS saindo pelos poros da imaginação!

Esqueçam os autores MORTOS!

ESTAMOS VIVOS.

Não custa esquecer um pouco, por um tempo (digo, um respiro) os “CRÁSSICOS”! Estão nos levando a Ground Zero! Se formos investigar ou querer investigar o CÍRCULO das coisas semi-vivas, saibam que existe em MUNIQUE um dos mais belos ambientes do mundo, digo isso porque VIVO LÁ: a GLYPTOTHEK (entrem no Google e descubram, que não aguento mais descrever essa maravilha semi-morta, greco-romana)

Esquece! Esquece!  Passei minha vida inteira  tentando comparar culturas, tentando explicar uma cultura para outra, tentando explicar para os meus tios que no Rio não tem elefante andando na rua. E riem. Tento, até hoje, dizer que em NY se anda tranqüilamente às 4 da madrugada sem olhar para trás de MEDO e… riem!

O círculo se fecha!

Guerras entre críticos e músicos e artistas de palco ou de telas penduradas em museus.

Tudo muito triste, mas a verdade é que o círculo se fecha e o mundo responde via Blogs.

Saudades imensas de pessoas como João Candido de Galvão. Meio pé-na-merda, meio pé-na-imprensa. Mas sabia das coisas. Era relacionado a Oswald de Andrade, não sei bem como.

A última vez em que nos vimos foi no aeroporto “Charles De Gaulle” (acho). Me contou que havia sido assaltado na Ipiranga com São João. Já estava bem fraco do coração. Nós nos amávamos. Era um amante da obra de Robert (Bob) Wilson e falava dele com paixão. Paixão que poucos possuem quando falam de arte hoje.

Por que a arte hoje não é discutida com paixão mesmo quando se discute o iluminismo ou, digamos, os impressionistas? Estranho! Não sinto paixão por Jackson Pollock. Tenho um amor frio por ele. Tá certo! Mas tenho uma paixão FORTÍSSIMA pela obra de Duchamp e pela obra de Steinberg e a de Francis Bacon e Vik Muniz (que encontrei ontem vindo pra cá).

Digo, morro de paixão por Pina Bausch, e João Candido sabia corresponder essa paixão quando fez a crítica de “Quatro vezes Beckett” – em 1985 – no “teatro dos 4”, no Rio. Também soube meter o pau em “Carmem Com Filtro”, obra ruim, que construí pro Fagundes em Sampa, em 86. Mas fiquei quieto.

Tem artista que esperneia até hoje: sim, mandei a Bárbara Heliodora morrer. Mas isso é um capítulo à parte: ela queria que eu morresse, que meu teatro morresse e atacaou a Nanda. Eu simplesmente fechei o ciclo. Anos depois, digo, hoje, outro círculo se abriu. Dona Bárbara e eu nos damos bem. Ela gosta ou desgosta de alguma obra minha, mas ela dá de DEZ a ZERO em Ben Brantley ou no Christopher Isherwood, ambos do New York Times (nova velha geração), os pré-pretensiosios que chegaram há alguns anos quando Frank Rich e Mel Gussow saíram.

Ah, a crítica! Não vivemos com ela. Não vivemos sem ela.

O que dizer de tantos novos atores e atrizes de hoje? Não se pode mais MASTIGAR em público, digo, mastigar mesmo (boca entreaberta ou não), como num desses “FREVINHOS” da vida (restaurante na Oscar Freire que deveria ensinar aos russos e polononeses como se fazer um bom strogonoff). “Ai, que nojo, Gerald!”  Zé Celso está de parabéns por ter RESISTIDO à caretice dos tempos. (Te admiro Zé, e você nem sabe o quanto!)

“NOJO”?

Artista de teatro sente “nojo”?

Caramba! Eu não sabia disso, com 30 anos ou mais de teatro, se levando em conta “Verbenas de Seda”.

Um pé na merda e outro outro na lama” – dizia Grotowski. Frase inesquecível para uma cultura inesquecível. Sim, cheguei em casa.  E, ao ler o Times, leio as páginas de cultura que há anos não saem do mesmo tema: parecem até terem entrado no próprio labirinto metalingüístico da mesmice e da loucura: ELSINOR!

Palavras, palavras, palavras!

Fecharam o círculo.

Só dá peça de Shakespeare ou peça de Beckett!

Parece até que Hamlet fará o “Krapp’s Last Tape”. Haja “Quantum Leap” pra tantum, digo, pra tanto!

Não podemos ficar falando ou repetindo e repetindo momentos da cultura do passado! Não podemos. TEMOS que FALAR pra FRENTE, custe o que custar.

Aqui na parede, enquanto eu escrevo, de vez em quando eu levanto os olhos e dou de cara com fotos num painel avacalhado: Beckett e eu; Julian Beck e eu; eu espremido entre Haroldo e Augusto de Campos. Deus do Céu! Quase toquei nas mãos de Joyce. Eu disse “quase”.

Estou fechando o meu círculo.

Custe o que custar!

Gerald Thomas

NY, 2 September 2008

PS: a “CLARO” boicotou meus recados e minhas ligações durante minha estada no BR. Três delas foram pro Alberto GUZIK, ex-crítico , futuro “UM CRÍTICO”, sempre um tremendo apaixonado.

EXTRA EXTRA

BUSH NÃO FALA DIRETAMENTE À CONVENÇÃO REPUBLICANA!

FALA RAPIDAMENTE VIA SATÉLITE: razão indireta = hurricane Gustav (que já passou, hoje, terça).

Razão real: a BAIXÍSSIMA popularidade de Bush!

 

(Vamp na edição)

Comentário belíssimo de:

Enviado por: Tene ChebaCiclos, uma possante palavra, ciclos existenciais, das estações, ciclo sexual, das chuvas, da neve, do amor, da dor.O ciclo é foda, quando não está em pi, está em e, ou o número Euler, dá no mesmo, só para esclarecer. A vida, a morte, a desesperança, o futum, o bode que não sai da sala, teima em ficar.O Artista é dono de um ego compelxo, anormal, ele não entende o seu público, odeia esta dependência, seu maior pavor é saber que sua arte será impiedosamente julgada, por anônimos, esta ansiedade danifica sua existência, o gozo nunca vem.Ser Crítico, o perfeito embasamento para não se acreditar em Deus, ninguém merece, nem eles, coitados, o destino furioso não lhe concedeu o talento, apenas o poder platônico de amar os filhos dos outros, uma paulada que dói.Mas tem o povo, incapaz de captar uma Tela, de entender um texto, de abstrair o feio, o belo e o trágico, não existe competência na fome, não existe arte na fissura, nas dívidas, no ônibus, nas quatro horas de viagem, entretanto amam seus escolhidos, seus eleitos. O meu círculo está em pi sobre quatro, faltam ainda três pi sobre quatro para ele se fechar.Um gênio não deveria perder o seu sentido, não deveria acumular, apenas fluir, chorar, ri, mas nunca se ausentar.Nova York-São Paulo, ou, excessivos contrastes perturbam.Melhor comer uma maçã.

e de…

Enviado por: ManuEles pairam sobre nós, vivos ou mortos, sempre nos acompanham e permanecem vivos no mais profundo mistério de nossas mentes, não blasfeme, não chore, ilumine-se com a palavra que está em tua boca, que está em nós, que está em tua morada, que está na tua mãe, no teu pai, no teu filho , na tua amada, no teu céu , no teu quarto escuro, na tua janela aberta, no ar que você respira, não pare nunca de dizer a palavra que nos redimirá de nossos erros, de nossos fantasmas, de nossos desejos, de tudo que não é, de tudo que é e será, de tudo que não faz sentido, de tudo que deve morrer, de tudo que deve viver, de tudo que deve florecer nesta estação.

do Mau Fonseca

Enviado por: MauBEETHOVEN quando terminou a NONA teve de escutar os criticos alemães falarem que sua Nona era uma BOSTA.

Ainda bem que ele ja estava totalmente surdo.

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