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SEJA UM IDIOTA

 

Tenho estado num estado bastante “ofegante” e “ofendido”. O leitor deverá perguntar: Por que ofendido? A resposta não é simples. Bem, talvez seja. Tenho relutado em escrever esse artigo assim como tenho pensado muito se devo ou não manter um blog e, assim como cada homem, mulher, criança, mosca, mosquito nesse planeta, emitir uma opinião, sentimento, sensação, publicar BlogNovelas, roteiros, berrar contra as VERDADES ABSOLUTAS, publicar minhas próprias mentiras… Ou seja, tentar vaga para síndico nessa Babel Virtual e inadministrável de nicknames onde ninguém é ninguém, mas todos sabem de tudo. UFA!

Hugh Hudson é um dos poucos autores-diretores de  cinema do mundo. Inventor de técnicas lindíssimas, ele conta ‘coisas’ épicas terrivelmente cruéis, românticas e históricas (mortes, guerras, o sofrimento humano, o eterno retorno ou a eterna busca do filho ao útero universal). Hugh está sempre contando a mesma estória, através de seus filmes, seja o tema qual for. O ‘underdog’ – o fodido – é sempre aquele que acaba por contar a saga, desde Al Pacino em “Revolução Revisitada” (que filme deslumbrante, deus do céu!) ou o garoto Tarzan, filho de aristocrata, criado por macacos na África e que vira um “primitivo” e quase é abatido pelos snobs. O mesmo acontece em toda sua obra, assim como na obra de Beckett, seus personagens, apesar da troca de nome, são um só, ou seja, o próprio autor.

Claro que Hugh é humilde e rejeita essa noção. Mais humilde sou eu, e eternamente grato por essa amizade. E? E o quê?  E bestificado com a imprensa brasileira que ignorou sua presença aqui para não sugar da experiência do diretor de “Carruagens de Fogo” seu conhecimento DE VIDA, afinal esse cara ainda é de extrema influência num lugar no mundo que se chama Grã-Bretanha e ramificações!

Bem, nessa minha saída do mundo virtual não quero culpar ninguém a não ser eu mesmo. Tem sido fantástico. Nos últimos dias as conversas tem sido maravilhosas. Mas o que tenho visto, vivido, decepcionante. Ninguém do meu próprio elenco apareceu no debate com o Hugh. Claro, devem ter tido mais o que fazer. Digo, coisas mais importantes. Devem saber tudo sobre a Guerra da Independência Americana (justamente agora, às vésperas de uma outra espécie de “guerra da independência” que acontece dentro dos USA, a eleição de Obama). Claro, essa é a cara de um elenco moderno e informado. E isso me leva às lágrimas e ao desespero.

Nesses dias de eras turbulentas, temos muito o que fazer. Estamos muito ocupados. Todos. Imagino. Cada um tem um blog para administrar. Cada um tem um livro para publicar, virtual ou não. Cada um tem um novo software para instalar, uma viagem programada antes do final do fim do mundo. Ninguém ainda acordou para o fato de que CULTURA… TER CULTURA AINDA É A ÚNICA ÂNCORA REAL QUE TEMOS PARA NÃO SERMOS ENGANADOS, assim como somos enganados em portais como esse, com entrevistas falsas mentirosas, encomendadas, como foi aquela do Lula há uns dias! Um nojo!

Bom exemplo  nos dá o Alan Greenspan. Anos e anos no topo lá do Federal Reserve, pintando e bordando. Até que, na quinta passada, três anos depois de ter saído do Fed, o homem admitiu ter colocado muita fé no poder auto-corretivo do mercado financeiro. Olha só que loucura! Como pode um homem, cuja postura coporal, maneira de se comportar fisicamente e expressão facial, valia pontos no Dow Jones, cuja forma de andar (no dia em que ele dava seu speech,  logo ele casado com a repórter da NBC Andréa Mitchell), a forma de se comportar era analisado e isso em si já era “jogado” na bolsa: como pode ele agora dizer que ADMITE alguma coisa? Depois do CRASH, depois disso que já está decididamente se tornando uma das maiores dores de cabeça da HISTÓRIA (até pro Lula Blindado),   Greenspan se torna “humilde” e retira suas cagadas. Wow! Ele mesmo declarou que está num estado de choque e… Haha!

Eu ia escrever um artigo enorme sobre o Paul Krugman que conheço, remotamente, há anos. Mas não gosto de sites, portais, etc, que mentem. Me sinto mal. Não vejo propósito. Se é para continuar a escrever, posso sempre abrir um myspace, yourspace, ourspace, nospace or some fucking space ou qualquer merda dessas. Ou simplesmente escrever para mim mesmo, como 3 bilhões de pessoas fazem.

Eu ia, também, descrever momentos de um mais-que-maravilhoso jantar com o Reinaldo Azevedo. Mas… Para que seja tudo distorcido? Sorry, estou sem energia para isso agora. Anotei algumas coisas e os momentos mais preciosos serão guardados para momentos mais preciosos (com a autorização do próprio).

Ontem, num vôo, tive o imenso prazer de encontrar com o Jabor, que amo. Difícil ter conversa mais interessante e mais íntima. Nos conhecemos há sei lá quantos anos e… sei lá quantas coisas temos em comum. Feliz da vida, ele vai voltar a rodar um filme. Fomos das origens da Al Qaeda até o fato de que hoje ninguém sabe nada mesmo e não adianta. Ele foi muito gentil em me mandar 2 de seus filmes que assistirei no vôo de volta pra NY. Num de seus sites achei o exemplo ideal do que somos hoje, do que seremos amanhã.
 
SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele”. (Arnaldo Jabor)
 
Pois é. Quando me olho no espelho ou para a tela do computador percebo que não tenho mais vida. Percebo que está tudo enfiado aqui dentro. Será isso que quero para mim? Será isso que queremos para nós?
Pensem bem. Sentados diante de telas o dia inteiro na ilusão de que o mudo está aqui dentro enquanto que, na verdade, essa coisa virtual já nos pegou de tal forma que não sabemos mais se somos daltônicos, insensitivos, gelados, compulsivos, exibicionistas, atores sem palco, diretores sem elenco, escritores sem páginas e pintores sem tela.
Vivemos num vácuo que nem astrônomos conseguem explicar, porque, como diz o dito popular, o buraco é mais embaixo.
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Gerald Thomas
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(O idiota do Vamp na edição)
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Comentário do Vamp:

 

 “Sobre a entrevista encomendada pelo Comitê Central ao Pravda: No Governo Federal há mais de 6 anos e com a popularidade fantástica do Grande Líder beirando a unanimidade, o PT teria que ter vencido em pelo menos 80% das cidades brasileiras. E o que aconteceu? Perdeu em Floripa, levou uma surra em Porto Alegre, foi humilhado em Curitiba, outra surra em São Paulo, continuou não existindo no Rio de Janeiro. Mesmo no Nordeste, onde o bolsa-esmola é onipresente, o PT venceu em apenas duas capitais. Tem 9 capitais, terá apenas 6, nenhuma realmente importante. E vem o Lula dizer para o velhinho seu amigo que foi a oposição quem perdeu???? O PT virou o partido dos grotões. Só vence onde a miséria impera, onde a bolsa-esmola representa o novo coronelismo. A entrevista foi Eskrotscha!!!”

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AMANHÃ, QUARTA-FEIRA: SESSÃO EXTRA ÀS 10 DA MANHÃ, NO UNIBANCO ARTEPLEX, ENTRADA FRANCA. HUGH HUDSON E GERALD THOMAS DEBATEM REVOLUTION REVISITED

32ª Mostra Internacional de Cinema

Hugh Hudson Revolution

  

 Al Pacino e Hugh Hudson

 

HUGH HUDSON E GERALD THOMAS DEBATEM REVOLUTION REVISITED NO PRÓXIMO DOMINGO

O diretor Hugh Hudson e o dramaturgo Gerald Thomas vão debater com o público o longa Revolução Revisitada, no Unibanco Arteplex, após a exibição do filme, programada para as 20h do dia 26, domingo. Fica cancelada a sessão de Greystoke, a Lenda do Tarzan, o Rei das Selvas, às 22h.
Hugh Hudson integra o júri da 32ª. Mostra e é um dos homenageados do evento, que está apresentando quatro títulos do diretor.

No final dos anos 1970 David Puttnam, nome importante do mundo publicitário, decidiu lançar alguns diretores de comerciais de televisão na grande tela, tendo em mente nomes como Hugh Hudson, Ridley Scott, Adrian Lyne e Alan Parker. Todos tinham dirigido grandes sucessos e a maior surpresa foi o filme de Hudson Carruagens de Fogo (1981), sucesso de crítica e de público. Foram quatro dos sete Oscar para os quais havia sido indicado: melhor filme, roteiro original, música e figurino.
Na 32ª Mostra Hudson ganha o merecido destaque. Serão exibidos os filmes Carruagens de Fogo, o deslumbrante documentário Fangio: Uma Vida a 300 km por hora, retrato do piloto argentino Juan Fangio (1977); Greystoke, A Lenda de Tarzan, o Rei das Selvas (1983) e Revolução Revisitada (2008). Este último foi mal interpretado e injustamente tratado em sua primeira exibição há 20 anos. Nesta reedição Hudson colocou uma narrativa feita por Al Pacino, concluindo o filme que havia vislumbrado em 1985. (http://www.mostra.org)

 

Reportagem do UOL: 

Guerra Civil Espanhola

Neste momento, Hudson terminou de escrever o roteiro de um novo filme sobre a Guerra Civil Espanhola, baseado em livros do escritor George Orwell, como “Lutando na Espanha” e “Homenagem à Catalunha”. O ator Colin Firth, de “Mamma Mia!”) interpretará o papel de Orwell. O resto do elenco ainda não foi escolhido.

Embora a Guerra Civil Espanhola tenha ocorrido nos anos 1930, Hudson julga o tema muito contemporâneo. “É um grande assunto, não só político, também humano. As pessoas não fazem mais isso, ninguém vai mais lutar daquele jeito ingênuo, por suas crenças. Atualmente, os únicos que fazem isso são os fundamentalistas. E o fazem de um modo um tanto agressivo e terrível, até fanático”.

Um desses idealistas que foi lutar na Espanha foi o próprio Orwell que, por isso, foi chamado de romântico. Uma visão com a qual Hudson não compartilha: “Alguns dizem que ele era romântico, mas conseguia enxergar longe. Não é a toa que os dicionários hoje registram a palavra ‘orwelliano’. Vivemos num mundo como ‘1984’ agora. Tudo é controlado pelo Estado, mais e mais. Foi isto o que ele previu. E isso veio de sua experiência na Espanha”.

Um outro futuro projeto do diretor é um documentário sobre aneurismas – um mal que acometeu sua mulher, a atriz e produtora Maryam d’Abo, há dois anos. “É algo que atinge as pessoas do nada, alguns morrem, outros ficam paralíticos, outros escapam sem danos. Você não sabe como acontece, pode atingir qualquer um, de qualquer idade”, destaca.

Como se leva muito tempo para produzir filmes, ele também gosta de freqüentar júris de festivais. Ao contrário de colegas como Wim Wenders, que afirmam que ser jurado é uma boa forma de ganhar inimigos, Hudson aproveita bem a experiência “Vejo filmes de gente jovem que eu não veria de outro modo, que nunca chegariam à Inglaterra. Você encontra pessoas, abre seus olhos para outras coisas”. Ele sabe do que fala. Já foi jurado em Sarajevo, Mar del Plata, Tóquio, Istambul, Vladivostok e muitos outros festivais. “Só não fui ainda a Cannes”.

—- Como vim participar do juri da mostra e ser homenageado, resolvi escolher alguns filmes. “Revolução revisitada” é algo que eu queria que as pessoas vissem. “Carruagens de fogo” é um filme muito famoso e ganhou quatro Oscar. “Greystoke” é uma aventura, mas também é um filme sobre identidade e sobre se render a uma sociedade que lhe diz como se comportar. “Fangio” é um filme que mostro pouco e sei que nesta semana há uma corrida de automóveis em São Paulo (Interlagos). Achei apropriado.

Hudson trabalhou tanto com produções independentes quanto com Hollywood, portanto, consegue ter uma visão privilegiada da indústria cinematográfica.

– Quando você é financiado por Hollywood, você tem que dançar conforme a música deles, aceitar os compromissos. É difícil às vezes. No entanto, há muito mais liberdade ao se trabalhar em uma produção independente. Ao se trabalhar para Hollywood, você não tem mais direito autoral, é como trabalhar com televisão. Em uma produção independente, você é o autor. Mas eu não acredito em controle completo, pois cinema é uma mídia colaborativa. Produtores são muito importantes. Um bom produtor tem uma visão objetiva e é um ponto de equilíbrio.

divulgação

Apesar de não gostar muito de falar sobre seus projetos, Hugh Hudson acabou cedendo e contou que já terminou o roteiro de seu novo filme, baseado no livro “Homenagem à Catalunha”, no qual George Orwell narra sua participação na Guerra Civil Espanhola.

– O filme terá Colin Firth. George Orwell é um homem muito profético. Ele escreveu “1984” e vivemos hoje em um mundo como o que ele descreveu. Tudo é controlado. Tudo o que ele disse está se tornando realidade – disse o diretor, que está agora captando recursos para o filme, que terá também no elenco Geoffrey Rush. – Não sei quando começarei a filmar. Demora muito mais do que pensamos.

Neste domingo, após a exibição de “Revolução revisitada” no Unibanco Arteplex às 20h, Hugh Hudson e o dramaturgo Gerald Thomas debatem com o público.

“Carruagens de fogo” – Sexta-feira, dia 24/10, às 22h30, no Unibanco Arteplex 1. Domingo, 26/10, às 16h, no Unibanco Arteplex 1

 

“Fangio – Uma vida a 300 km por hora” – Domingo, 26/10, às 18h20, no Unibanco Arteplex 1

 

“Revolução revisitada” – Sexta-feira, dia 24/10, às 20h20, no Unibanco Arteplex 1 e domingo, 26/10, às 20h, no Unibanco Arteplex 1. Sessão seguida de debate com o diretor Hugh Hudson e o dramaturgo Gerald Thomas

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Election Special Issue

Barack Obama, Forever Sizing Up

 
Damon Winter/The New York Times

A FACE IN THE CROWD A supporter, dressed in a T-shirt perfect for the occasion, listened to Senator Barack Obama speak in New Hampshire this month at Mack’s Apples in Londonderry.

 

PESSOAL, VEJAM ESTE VÍDEO, É SÓ CLICAR NO LINK ABAIXO:

 

 http://www.cnnbcvideo.com/index.html?nid=AUW5pfFCWpkqs_EvA8KzRzQ1MTkxNg–&referred_by=11598762-RxAPZLx

 

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