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O Samba (ou rock and roll) do Branco Doido

Os chefões das companhias automobilísticas de Detroit estão se mostrando modestos, humildes. Ou então essa dança, essa valsa demagógica da falência tomou um rumo encenado por Augusto Boal! Hoje, ao invés de voarem em seus jatinhos, os CEO’s da GM (que perdeu 41%), da Ford (perdeu 39% nesse último quarto de ano), da Chrysler e de todas as outras, retornaram de Washington DC no volante de seus carros “híbridos”, ou seja, “flex”. Ai, ai… Agora vamos esperar o diagnóstico: ou racha de vez ou se vestem com outra roupa e perdem mais dinheiro. A raiz do problema não será resolvida com mais um bailout. Prova? A British Leyland sifu, apesar das intervenções (inúmeras) do governo britânico.

Estão reclamando muito sobre Obama e Robert Gates, Secretário da Defesa. Estão reclamando muito sobre Obama e Hillary Clinton, Secretária de Estado. Estão reclamando muito sobre Obama e Obama. Presidente eleito e de FATO, e estão reclamando muito sobre uma administração  conservadora, quando a promessa era “CHANGE”. Bem, estamos nos EUA. Lembram? Aqueles que nos atacavam dizendo que “ele não tinha experiência” ou que “ele montaria uma Casa Branca liberal demais” estão todos enfiando a cara na privada, pois os EUA ainda são uma instituição PRIVADA. Ah, claro, esqueceram! Sim, política aqui ainda é BIG BUSINESS, sim, mas até certo ponto!

SPLIT SCREEN PRESIDENCY

O fato é que praticamente não se encontra mais o Bush em lugar nenhum. Não se consulta mais o cara! Até os Republicanos estão com vergonha. E num programa da ABC ele FINALMENTE confessou (WASP raramente confessa) que NÃO estava preparado para guerra em que se meteu.

Poxa, Mr. Bush, a bit too late, don’t you think?

Tarde demais. Quando querem saber de alguma coisa, perguntam para o VERDADEIRO presidente: Barack Obama. Incrível! Se estou orgulhoso? Mais que orgulhoso! Claro que estou. Óbvio que estou.

Mas receio mesmo, tenho de blogs. Nos fazem mal.

Viraram algo que nem (nós mesmos) agüentamos mais. Espero, para o bem do mundo, que o blog tenha vida curta. Que encontrem um HIV para acabar com essa baboseira toda que infesta a internet. E rápido!

Enquanto escrevo, Obama encontra com os Governadores dos vários estados daqui de dentro (como soa estranho isso…) estados dos Estados Unidos. Hummm, Obama de cara com Sarah Palin? Não, ela se mandou para Mumbai para “ajudar” as vítimas. E para AJUDAR Sarah Palin, foi o McCain. A palhaçada não acabou nem mesmo depois da eleição.

Então, vamos à palhaçada, já que blog não passa disso! Somos o entretenimento de não sei muito bem quem, mas ainda hei de descobrir!

Ah, e quanto ao mundo? Esse efeito Dow Jones… “The devil in Miss Jones”, aquele filme pornô que andava lado a lado com “DEEP THROAT” – com Linda Lovelace. Engolia  tudo. Assim estamos, me parece. Como Linda Lovelace. Engolindo tudo! Digo, a boca dela, até  a garganta. Interessante o diálogo fictício que mantive de madrugada com um comentarista, o Garganta  (Mr. Throat), sobre “moralidade”. Deve estar aí embaixo, nessa coluna de baixo.

“Deep Throat”, vocês devem lembrar, também era o informante de Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, que acabaram com a vida de Nixon ao revelarem o escândalo de Watergate.

Ao diálogo, então! Ah sim, é sobre Gays! (pelo que me lembro e, confesso, não me lembro muito bem):

Garganta
: “Caro senhor Gerald…”

GT: Sim, Mr Throat.

Garg: “Só mais uma coisa, como este pessoal gosta de chocar a sociedade, eles vão fazer de tudo para aparecer como vitimas, já imaginaram um domingo a churrascaria Porção lotada de famílias, e duas bibas se beijando na boca, é não se enganem isto vai acontecer.”

GT: Mr. Throat. Essa churrascaria seria o aumentativo do porco? Por que o cedilha? Bem, eu vivo na mais livre das sociedades desse MUNDO redondo que Colombo (ou Kojak) colocou em pé! NY e Londres! Fico triste pelo Sr.. Triste que seu império stalinista tenha despencado, mas despencou. Foi-se. Acabou. Estilhaços. Aqui homens, mulheres, qualquer “ser” se beija em restaurante, fora dele e nada acontece. Nada demais. A vida continua. Celebs gays e não gays adotam crianças, criam elas e a vida continua linda (ou péssima, pros niilistas, mas vamos deixar esse depto. pra Schopenhauer, que tal?). Desde Rosie o’Donnel até Ellen De Generis ou outros notórios Gays, Lesbians e Simpatizantes vivem vidas normais, pedem o mesmo prato que o Mr. Garganta Stalinista gostaria de mandar pros Gulags e…

Mr Throat: “já imaginou o constrangimento das famílias e seus filhos?”

GT- Que loucura! Já pensou?? Lembra quando Johnson assinou o FIM DA SEGREGAÇÃO aqui nos EUA? Que LOUCURA!!! Negros e brancos bebendo da mesma fonte. QUE LOUCURA E…
SENTADOS LADO A LADO NOS TRANSPORTES PÚBLICOS, MR. THROAT. QUE LOUCURA, QUE LOUCURA E… QUE LOUCURA!

Mr Throat: (me parafraseando) “Para o trem que eu quero descer!!!!!!!!” e Collor 2010 acho que vou te levar pra uma sauna gay que nem o teu idolo!!!!! o Collor himself.
De la voce nao sai mais! Ah nao sai mais….Especialmente quando eles fazem o “trenzinho”
Se rolar mais preconceito aqui no Blog, eu corto!
FALEI !  GT”. Quem foi mais preconceituoso de vocês dois? Por que alguém é obrigado a ir na padaria e ver dois rapazes se beijando?”

GT- Confesso que o pãozinho que vocês chamam de francês no BR é realmente constrangedor. Muito BROMATO. Pouca farinha. Muito BROMATO DE SÓDIO!!! De onde se conclui… embromação! Constrangedor mesmo. Jamais pisaria numa padaria (ih… rimou!)

Mr Throat: “É constrangedor para as velhinhas, as moças de família, os homens trabalhadores e os indivíduos que têm uma vida regrada.”

GT- Não entendi. Homens têm menstruação  no Brasil? É o que vc quis dizer com vida regrada???? De 28 em 28 dias a “coisa” desce e… ao verem homens se beijando… a ‘coisa’ não desceria mais??? QUE HORROR, QUE HORROR, QUE HORROR, QUE HORROR! AINDA EXISTEM MÉDICOS-ESPECIALISTAS DA KGB VIVOS QUE VCS POSSAM CHAMAR PRA RESOLVER ESSA GRAVE QUESTÃO DOS HOMENS TRABALHADORES QUE MENSTRUAM??

MR THORAT: “Por incrível que pareça, a maior parte da sociedade não usa cocaína…”

GT: Eu sei. Preferem encher a cara ou usar remédios “tarja preta” mesmo! Dopamina, serotonina, pânico, ansiedade, MEDO do CAOS, etc. Depressão que não se fala, etc.

Mr Thoat: “não sai de casa depois das dez da noite…”

GT: Não disse? PCC, armas pesadas ou estão  com o estômago dilatado porque foram à padaria de manhã comer o pão  com BROMATO DE SÓDIO e TIVERAM O GRAVE PROBLEMA, AGORA , essa TPM. Essa menstruação que não vem…

MR Throat: “vai na Igreja e bebe leite antes de dormir.”

GT: O sr. diz: macumba, umbanda, candomblé e cachaça ?
Péra aí!!! O sr. é um soviético em exilio em Cuba? Me escreve de Havana? Ah, esse é o regime de Fidel. Começando a enteder.
(Esse Garganta deve ter feito parte de Sierra Maestra e agora a serra dele está… ah… )

Mr Thorat: “Por que as pessoas que tem uma vida regrada( ou alienada, como quiserem) são obrigadas a ir na padaria e se constranger com pessoas que, por assim dizer, fogem da regra heterossexual?”

GT:  Me descreva mais Havana, Mr Throat. Estou interessado en los panes del su pais. Muy interessado. Aqui, nos paises del primero mundo, felizmente tenemos PROTECCION – me entiendes? PROTECCION que defenden el indivíduo…. Mas há lugar en Miami ainda se queres vos yo tengo amigos que pueden…

Bem, o diálogo continuou noite adentro. Nada convencia o Stalinista Pol Potiano. Ele queria (porque queria!) montar um pavilhão tipo campo de trabalho ou de concentração para gays ou blogueiros, ou para ambos. Sei lá: Cuba tem lá suas manias. Cuba Downey Jr. tem lá seus problemas também. A Ford, GM e Chrysler estão num processo de entrar numa padaria e a ponto de pedir uma “média com pão e manteiga” ou ajudar o Daniel Dantas a catar papel higiênico em Bangu 2 ou Bangu 1 ou qualquer Bangu.

Em Bangu deve ter angu. Não sei se angu tem milho mais puro do que o etanol que o petróleo que fez com que Bush… ah não… CHEGA!

Gerald Thomas

(Vamp na edição)

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COCAÍNA E EXTREMOS NÃO TÃO SIMPÁTICOS

Hoje este blog comemora seis meses aqui no IG. Esse último artigo, o de baixo, teve um acesso de mais de 17 mil pessoas, resultando em quase 800 comentários aprovados (coisa, aliás, sem precedentes). Dos mais insultosos aos mais carinhosos, acho que nunca vi ou vivi nada igual. Escrever sobre o Brasil (consideram alguns brasileiros) é escrever CONTRA o Brasil. A noção de  ‘crítica construtiva’ parece que caiu por água abaixo, junto com essa onda de analfabetismo e xenofobia que o pais adotou. Muito bem.

 

Esse artigo precisa ser linkado ao de baixo, “negros-2”, onde falo nada mais do que a Folha confirma hoje num caderno especial (e copio trechos aqui).

 

Outros assuntos: BlogNovela: “ O Cão que insultava Mulheres, Kepler the dog”.

 

O Cão que Insultava Mulheres, Kepler, the dog.

 

Pouco a pouco volto a reorganizar minha vida aqui em NY. Estranho isso. Alguns comentários deixados no texto “negros-2” são tão extremamente venenosos e recheados de FÚRIA que me pergunto sobre a patologia ou psicose do internauta que o deixa ou endossa tal comentário. E o resultado que isso traz, digo, o respaldo: Rimos muito, eu e amigos meus, quando lemos em voz alta alguns desses repetidos comentários. Sério. Não causam mais nenhum impacto, crianças!

 

O que ouvimos do palco, no final de um espetáculo, vindos de uma platéia escura, são aplausos ou vaias. Mas jamais saberemos a “verdade” do que realmente se passa na cabeça do espectador (Shakespeare escreveu a respeito) além daquela formalidade, digamos, protocolar. Mesmo depois de 30 anos de teatro e ópera pelos “mundos” afora, a quarta parede aqui dentro já foi quebrada há tanto tempo e se há um espelho do meu ego, esse já foi quebrado há décadas também. E por quê? Por causa de uma coisa simples, frágil, singela, singular… que chamo de AUTO-PROTEÇÃO.

 

Como assim? Sim, nós nos expomos. Claro. Damos a cara a socos e pontapés alheios quando escrevemos textos e encenamos/escrevemos espetáculos NOVOS (que não são REPETIÇÕES de textos clássicos, fáceis de serem remontados e remoídos e remoídos e regurgitados…). Mas, e dai?

 

E daí que nada disso importa. Teatro não importa. Arte não importa. O que importa é que a Ford Motor Company e os outros, como a GM, estão perto de fechar suas portas. E isso sim terá um impacto MUNDIAL (incluindo nosso querido Brasil que não aceita criticas…) Assim como numa peça teatral, a cortina fecha, o drama chega ao epílogo… e os grandes heróis de uma era não estão sabendo mais lidar com os tempos modernos de Chaplin e… pum, caem no chão! E, com isso, milhares, digo, milhões de empregos no mundo se evaporam. Milhares de famílias dignas viram homeless. Brincamos demais por tempo demais. Brincamos de Alan Greenspanismo, dessa desregulamentação! E esse será o preço. A coisa não começou ontem, não começou com Bush. Nada tem a ver com ele: tem a ver com Reagan/Thatcher que mandaram ver na desregulamentação e… a free market economy e a invasão japonesa e coreana e… agora o xeque-mate!

 

Então? COCAÍNA! Álcool. Drogas em geral. Dopamina. Neurotransmissores em confusão, serotonina em déficit, egos pedindo arrego. E uma pequena correção a fazer quando assisti meu grande amigo Reinaldo Azevedo no Jô, num link online (atrasado, coisa de mês atrás, quando o Reinaldo foi lá no programa). Disse o Reinaldo que essa coisa de “afro-americano” é besteira porque os brancos seriam o quê? Seriam “Euro-americanos”?

 

Sim, meu mais querido Rei. Aqui nos EUA a gente se classifica de Ítalian-American, Lithuanian-American ou simplesmente diz, mesmo já sendo terceira geração nascida aqui: I’M GREEK ou I’m Irish. Por isso, talvez, mantemos uma grande tradição das raízes de onde viemos. Talvez, por isso, mantemos um grande vínculo com os idiomas que nossos avós e pais falavam. E, no lado oposto da moeda… por isso talvez tenhamos GUETOS: I am Cuban (sendo ele americano, como Rick Sanchez da CNN, já nascido aqui). I’m Russian ou Italian ou Chinese ou seja lá o que for. E nesse seja lá o que for, ou que Ford, lendo a VEJA da semana passada no vôo de volta pra cá, não me choco com a reportagem feita com o Fábio Assunção.

 

Me choco com a hipocrisia feita em cima da reportagem. Sim, as redações , não especificamente da Veja, cheiram, se drogam, assim como em qualquer outro departamento da sociedade, e escrevem sobre algum ídolo da TV que se droga. Metalinguagem melhor, mesmo, somente seria um cego descrevendo uma paisagem.

 

Mas esquecem também que Jimi Hendrix morreu aos 27 anos. Causa oficial: engasgou em seu próprio vômito. Mas quem estava vivo naquela época (e eu estava) via que a tragédia estava pra acontecer: assim como toda sociedade que não sabe mais lidar com os xingamentos, vaias ou aplausos que recebe, porque TUDO TEM O MESMO SOM DO CONSUMO ou do FRACASSO DO CONSUMO, ou seja, o som do EPÍLOGO, Hendrix se deixou levar.

 

E foi o mesmo com Cazuza cuja “droga já vinha malhada” ou com Clapton sobre a mesma cocaína “she don’t lie, she don’t lie… cocaine!” e Joplin, Jim Morrison ou Sigmund Freud que, por assim dizer, a introduziu ao mundo clássico, neo-clássico, hostil da psicanálise.

 

Mas Rimbaud e Genet e, ah, claro!, Manoel Bandeira e Sérgio Porto e Vinicius de Moraes eram grandes fãs do pó! Pra não falar da cena intelectual de Paris dos anos da Belle Epoque onde era chamada de Café Blanche… Não, nada a ver com o Tennessee Williams, mas as reportagens freqüentemente esquecem Cole Porter que fazia a apologia da mesma! Estranho isso. Estranho esquecer Miles Davis, Porter, Ellington, Charlie Bird Parker, etc.. Mas tudo bem. Estranho não citarem a beat generation como Bill Boroughs ou Tim Leary que é conhecido, entre os não tão íntimos, como o “Papa das Drogas“.

 

Ou grupos inteiros de teatro que fazem a apologia de outras drogas para que se entre em “outro estado”. Qual estado? O de Israel? Sim, talvez tão provisório ou tão recente quanto o estado de Israel. Talvez não seja por acaso que a “designer drug” ecstasy tenha nascido nas festas RAVE em Israel. Estranho isso. Mas pensem na clausura, na cerca em volta, na quarta parede em tempo real daquele país que nasceu com seus kibutzes marxistas numa situação quase artificial em 48 e está sempre num regime tão frágil entre o existir e o não existir, eis a questão! 

 

Quem já não brincou, madrugada adentro, fazendo sexo-fantasia para quebrar tabus? Bem, eu brinquei. Não tive que lutar muito para sair, como os programas INTERVENTION querem mostrar dramatizando o drama. Mesma coisa foi com o terrível assassino CIGARRO: parar é só parar! É só parar dizendo assim: PAREI!

 

Mas… veneno, como diria Prospero para sua bruxinha preferida, a Sycorax, é algo temporário, e que, mais cedo ou mais tarde, estará matando ou ACORDANDO as pessoas através da HIPOCRISIA. Essa mesma hipocrisia xenofóbica que não permite mais que se fale mais criticamente do Racismo no Brasil e essa mesma hipocrisia que deixa que se venda bebidas alcoólicas aos montes em supermercados e cigarros aos montes, mas que se é obrigado a manter a “droga ilegal” em estado de ilegalidade, para que alguns lobbies ainda consigam pensar em leis e para que algumas ramificações das polícias, as várias, controlem o tráfico.

 

Tudo velado. Economia velada, vícios velados, governos velados e uma economia falida num sistema que (agora) se repensa. Que bom! Sou capitalista. E o capitalismo sempre teve que se repensar. Karl Marx, se lido a sério, examina o problema da mais-valia e acha necessário mesmo que o “tratamento de choque” na sociedade industrial que ele foi examinar na Inglaterra precisa mesmo ser reestruturado. E isso quebra muito ego. E ego precisa de psicanálise. Muita análise precisa de droga. Muita droga é legal. Muita droga legal também leva ao mesmo “escapismo” que a ilegal. Muita droga legal nos leva a crer que estamos CONTENDO as compulsões que queremos ter porque TUDO em volta está CAINDO aos PEDAÇOS. Tudo bem, se a farsa é pra ser farsesca, qual o problema em torná-la uma Comedia Dell’Arte? Para que minimizá-la e sorrir amarelo e ficar em constante ESTADO de DENIAL – de negação – dizendo para nossa quarta parede interior: “Não somos um país racista. Esse Gerald é uma merda mesmo, volta pro seu pais!”

 

Da FOLHA DE SÃO PAULO:

 

“Elite preta” se divide sobre extensão do preconceito

 

Para herdeiro, racismo ficou “mais velado’: diretor de banco diz que cor não importa

 

MARIO CESAR CARVALHO


DA REPORTAGEM LOCAL 



 

“O racismo não está diminuindo, só está ficando mais velado.

E racismo velado é pior”.
Carlos não é uma exceção entre quatro executivos negros ouvidos pela Folha, todos bem-sucedidos. Só um diz que nunca sofreu preconceito.
”Já me confundiram com motorista na porta de restaurante, mas bastou o cara olhar um pouco para pedir desculpas”

 

(quem quiser ler a excelente matéria do Mario, está na Folha de hoje)

 

“Ainda sou exceção”, diz Lázaro Ramos

LAURA MATTOS


DA REPORTAGEM LOCAL 



 

Para Milton Gonçalves, 74, que sempre lutou por personagens fora dos estereótipos e criou polêmica ao aceitar seu atual papel de político corrupto em “A Favorita”, até hoje “o negro aparece na TV só para dar uma cor local”. “É como a TV americana, que põe um apresentador branco, um negro, um latino e um asiático.” Ele avalia que a TV “está estagnada”. “Os protagonistas de Taís e Lázaro são conquistas, mas nada que tenha alterado. Com é que o fato de eu fazer um corrupto ainda causa irritação? Por que não podemos ser vilões?”
Joel Zito Araújo também acha “uma bobagem” discutir se o negro pode ou não interpretar vilões. “Minha crítica é a ausência de atores negros em papéis positivos. E os negros ainda continuam naquela cota de sempre de 10% do elenco.”
Para o cineasta, “a televisão piora a realidade do negro, que ainda é raramente incorporado. Para equilibrar um peso enorme da representação histórica, a TV deveria até retratar o negro de forma mais positiva porque certamente tem o papel de transformar a realidade”.
Ruth de Souza, primeira protagonista negra da teledramaturgia, em “A Cabana do Pai Tomás” (1969/70), novela sobre escravos, resume a questão com a sabedoria de quem chegou aos 87 anos, mais de 60 de uma carreira com consagrados papéis: “A TV conta histórias, e o negro tem que participar normalmente, como de todos os segmentos da sociedade”.

47 pontos
foi a audiência de “Da Cor do Pecado”, a maior já registrada pela Globo às 19h desde o Plano Real até hoje.

 

(quem quiser ler mais, está na Folha de hoje)

 

Bem, já está enorme essa matéria: mas também, querem o quê? Depois de 350 mil acessos em 6 meses e com um post que me rendeu mais de 700 comentários por eu ter dito que a HIPOCRISIA era o maior problema seja na questão do racismo, das drogas, em lidar com a morte, em lidar com seu melhor amigo, ou o mensalão, ou com POLÍTICA, ou tentar entender a natureza do ser humano… Seis meses de Blog no IG, quatro e meio no UOL e agradeço a todos. Vamp, obrigado por essa batalha diária. Quem está desse lado sabe como não é fácil. A todos no IG meu muitíssimo OBRIGADO. Juro que não sei se tenho forças pra manter o ritmo, mas sempre disse isso. Meu trabalho é contra a BURRICE, contra a FALTA DE CULTURA dentro da FALTA DE CULTURA e enquanto houver aqueles que não sabem quem foram Ovídio, Homero ou Shakespeare e berrarem do fundo de suas almas umas cretinices difíceis de serem curadas, eu não recomendo os REHABS que o Fábio Assunção frenqüenta (deus o queira bem!). E por quê? Porque, assim como no teatro, um rehab é como uma redação de jornal, revista, ou empresa qualquer: por trás o que existe não é o real interesse na recuperação de ninguém. O que existe é a propagação de alguma imagem. E essa imagem, infelizmente, está com falência múltipla de órgãos e justamente por causa dessa falência as pessoas têm sempre, ou quase sempre, a chamada RECAÍDA: WALL Street está aí para confirmar que CAÍMOS PORQUE SOMOS HIPÓCRITAS E GOSTAMOS MESMO É DE XINGAR OS OUTROS. E quando levantamos, assim como Ícaro já tentou, e Howard Hughes também, caímos de novo!

Por ora, chega!

MIL BEIJOS de uma gélida New York City

 

Gerald Thomas

(em homenagem ao meu mestre Samuel Beckett)

 

( O Vampiro de Curitiba na Edição)

  

  

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