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Quarenta Anos de Tanto Faz

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Europa, em algum lugar (não aguento mais) – Calma. Não fiquem nervosos. Não serei daqueles que participam da teoria da conspiração que diz que Neil Armstrong nunca colocou os pés na Lua porque tal missão nunca houve e que tudo não passou de um filmezinho rodado num estúdio do Texas, longe de Hollywood, dirigido, na época, por um razoavelmente jovem Stanley Kubrick que, de tantas ameaças para NUNCA revelar o fato, acabou se refugiando na Inglaterra, morrendo de ódio da “pátria materna”.

Claro que não: ameaças assim, se fossem verdade, acabariam virando presunto  no East River ou em San Fernando Valley.

Não, não serei um daqueles que defenderá a tese de que aquela missão lunar era mais uma arma de propaganda na Guerra Fria contra os soviéticos na corrida do ouro pelo espaço! Não.

Afinal, I’m a proud American e tenho que estar orgulhoso de tudo aquilo. Mas… ok. Digamos que, mesmo com as sombras enganosas no chão, vindas de várias fontes (quando o sol seria a única) e tantos outros erros… No que deu aquilo tudo? No que dá o programa da Nasa, que custa milhões e milhões de dólares? Não sou contra, sou a favor. Inclusive gostaria de ser passageiro de um desses space shuttles.

Mas morreu Walter Cronkite. Esse, cuja voz atravessou todas as décadas. Foi a voz dele que ouvimos quando JFK foi assassinado e foi ele que chorou abertamente diante das câmeras da CBS News, assim como foi ele que repetiu as palavras de Armstrong “foi um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade”. Cronkite, o pai dos âncoras americanos, não sobreviveu para ver esse dia, o dia da comemoração do Tanto Faz.

(Fabi Gugli, em “Luar Trovado”)

Sempre fomos obcecados pela Lua. Afinal, fica esse “negócio redondo” pendurado ali de noite, às vezes gigante e amarelo e misterioso e… perto. “Pierrot Lunaire”, de Arnold Schoenberg (foto acima) foi algo que montei, faz uns dois anos. Coloquei o cenário na lua, vendo a terra, assim como havia nos prometido na década de oitenta. Reagan, precisamente. Os presidentes com suas mentiras. “Teremos um entreposto na lua, onde as pessoas poderão passar a noite, e um shuttle disponível para passageiros”. O único progresso que tivemos na aviação foi um retrocesso: o único supersônico que voava comercialmente era o Concorde, e ele foi retirado de circulação. Estamos de volta aos vôos mais longos e desconfortáveis.

Ah, e o que mais? Do ponto de vista sociológico: Woodstock , realizado lá pelos dias 17 de Agosto de 1969,  e mais três dias (ou seja UM MÊS após a pisada do homem na lua), representou muitíssimo mais no campo do comportamento, da conquista das nossas liberdades, etc. E custou bem menos. Ah, e aquilo aconteceu. Como eu sei? Porque peguei o último dia daquela lama deliciosa.


(Walter Cronkite, o anjo americano)

Walter Cronkite dizia que a coisa mais fácil é entrar numa guerra, a mais difícil, sair dela. Tendo se aposentado e passado o posto para o “durão” Dan Rather (que também já dançou), ele virou uma espécie de ‘father figure’, uma espécie de voz da razão para a América. Ou seja, o que Johny Carson era na comédia, Cronkite era na vida política. E era um extremo crítico do governo Bush.

Michael Jackson também não sobreviveu à data, já que ele foi o criador do “Moonwalk”.

Tom Wolfe estava certo: o mundo (the race: a corrida) pelo espaço é tão cínico quanto a fogueira das vaidades. “Quem ficou com os melhores alemães do terceiro Reich?” – referindo-se aos cientistas e “rocketmaniacs”, como Werner Von Braun, pai das V2 que bombardearam parte de Londres e outras partes da Inglaterra. Passada a guerra, ninguém estava interessado em gênio cientista nazista morto: queriam eles VIVOS!

A guerra fria estava em seu início. A disputa pelos “melhores alemães” estava acirrada. Os USA ficaram com Von Braun e por isso… a Lua? Talvez? Agora já estamos em Marte e temos um Hubble com tremendos problemas (mas fotos ótimas).

Entendo a nossa fascinação com o Universo. Claro que entendo. Morria de medo dos programas do Carl Sagan ( we’re just a billion of a billion of a billion of all this). Sim, somos, como diria meu mestre irlandês: uma “speck of dust”. Uma poeirinha. E olhamos o céu escuro, através de nuvens escuras e nos convencemos de que existem forças superiores e que teremos outras vidas e que não estamos sozinhos.

É isso. Acho que estamos em busca de irmãos. Somos os terrestres solitários. Mas se somos tão solitários, por que não somos mais solidários? Como “humanidade” não temos jeito! Não conseguimos um único dia de paz, seja em termos de terrorismo, de roubo, de sacanagem com o outro. Seja o mundo de mentira que despejamos sobre quem está em volta, ou as mentiras que recebemos de cima, criando esse iceberg que se derrete lentamente com o aquecimento Global.

Então é por isso? Tentamos achar alguém aí na imensa escuridão, que não acaba,  para declarar guerra ou entendermos o que já fomos ou o que seremos? Ou para, finalmente, entendermos o quanto tempo perdemos brigando aqui nesse planeta? Coisa, aliás, que em Woodstock já havíamos descoberto em três dias de pura paz e amor.

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Gerald Thomas – 20/Julho/2009

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(O Vampiro de Curitiba na edição)

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"LIVE"- AO VIVO – Ontem foi ao ar…. Mais Fotos e o Link para assistir à Blognovela

 

OBS: ABAIXO DAS FOTOS TEM O LINK PARA A BLOGNOVELA

 

PS: PATRICK GRANT NOS ENVIA NOVO LINK PARA A BLOGNOVELA:

 

http://www.strangemusic.com/GTBlogNovela.html

     

 

Do Blog do Caetano Vilela:

14/11/2008

 

‘Nonada’ com Gerald Thomas (*ou: Não demorou muito para eu descobrir o que as pessoas querem dizer com a minha destruição)

 

Nonada!
Como diria Guimarães Rosa no início do livro-painel “Grande Sertão: Veredas” ficamos literalmente “no nada” após o último ‘enter’ da
BlogNovela apresentada por Gerald Thomas/Cia. de Ópera Seca no Sesc Paulista com transmissão simultânea pelo portal Ig.

No post anterior alguns amigos me ‘apertaram o piercing’ dizendo que nada disso era inédito, que até filme baseado em Blog já havia estreado assim como outras produções também foram transmitidas pela internet. Sei disso, inclusive participei de dezenas! Dirigi com Marcelo Tas – o ‘rei da multimídia’ – uma ópera e uma peça que foram transmitidas ao vivo pela rede, sei de projetos de amigos que se conectaram entre três países e simultâneamente apresentaram um espetáculo com links ao vivo em fuso horários diferentes, também assisti na Europa experiência semelhante com Robert Lepage, etc, etc…, o que conta aqui é a DRAMATURGIA que Gerald propõe.

Quem acompanha o seu Blog sabe que a participação dos leitores é uma ferramenta à parte no diálogo que Gerald propõe com os seus leitores. Às vezes pode até parecer que são um bando de ‘xiitas culturais’ perigosissímos (por vezes são sim, até eu já tive comentário ‘clonado’ por lá), mas não conheço outro espaço na internet que provoque tantas ‘teses dramatúrgicas’ como lá.
E nisso a experiência beckettiana de Gerald é indispensável para tornar esse material ‘adaptável’ para os palcos.

Mais uma vez Fabiana Gugli comanda o caos tendo, dentre outros companheiros, os excelentes Duda Mamberti (às vezes um Vladimir e por outras um Estragon do clássico beckettiano) e Pancho Cappeletti (o reverso do travestismo, concentrando todo o universo masculino sempre presente na obra de Gerald, principalmente depois da ópera Mattogrosso, parceria com Philip Glass).
O que vemos e ouvimos é o cotidiano disfarçado em acasos, a interação cyber refletida nos conflitos mundiais e uma universalidade que pode parecer simplista quando se lê os comentários para os posts escritos por Gerald. É simples sim, mas poucos são capazes de interpretar esses simples sinais.

O regionalismo universal de Guimarães Rosa, o ‘newspeak’ de Orwel e a ‘dramaturgia online’ de Gerald sempre serão difíceis para os menos atentos. ARTE é difícil, TEATRO é difícil, LITERATURA é difícil de se fazer, assistir ou produzir! Claro que não estou falando isso ‘para’ o Brasil que tem um ministério da Cultura ‘aculturado’ em que se exige “contrapartida social” do artista.
Contrapartida Social? E qual é a contrapartida cultural que os brasileiros recebem? O tombamento da receita do acarajé, da capoeira, dos quilombolas (de repente viramos uma nação de quilombolas!); é sobre tudo isso e muito mais que os leitores do Blog do Gerald falam, discutem, brigam, e não só pelo prazer de discordar mas de unir, propor, combater…

 

Mais uma vez Gerald usa Led Zeppelin como ‘leitmotiv’ de um espetáculo, compreensível, afinal o que mais podemos dizer depois dos versos de Black Dog:

“(…) watch your honey drip, can’t keep away (…)
Didn’t take too long before I found out, what people mean my down and out…”

 Alguns clics que fiz do último ensaio que fizemos para a equipe do Ig, para ajustarem as imagens com os ‘camera-men’, antes de abrir para o público, enjoy!

  

 

  

 

  

   

   

 

 

Em breve colocaremos a janela para a Blognovela, por enquanto, cliquem no link abaixo:

 

http://www.strangemusic.com/GThomas/blog_novela.mov 

(Nossos agredecimentos a Patrick Grant que fez a gravação e disponibilizou o Link)

   

No Blog do Alberto Guzik:

 

O impacto de “Kepler, the dog”

 

É muito poderoso o novo trabalho de gerald thomas, “o cão que insultava as mulheres, kepler, the dog”. vi ontem e ainda está girando na minha cabeça. as imagens, a força das idéias. tudo muito simples, muito despojado, e extremamente requintado. não parece o gerald capaz de inventar máquinas cênicas complicadíssimas. este gerald está interessado em explorar o palco nu, a caixa cênica desventrada, sem nenhuma moldura que a enfeite. o resultado é magnífico porque sofre o impacto da visão de mundo lúcida e arguta do encenador. fabiana gugli está esplêndida, cada vez mais precisa e senhora do palco. e também brilham duda mamberti e pancho capeletti, dominam a cena com extrema segurança. mas é das idéias do espetáculo que se precisa falar. não posso fazer isso agora. tenho um dia longo pela frente. reunião do projeto dos sonhos, depois santo andré, onde estrearemos “liz”, logo mais, no sesc de lá, às 21h. ontem ensaiamos até alta madrugada. e hoje tive de pular da cama bem cedo. então depois vou contar mais e melhor do que vi ontem, e narrar como foi que vi, porque não deixou de haver uma peripécia para que eu assistisse ao pontiagudo “kepler, the dog”, com que jerry está abrindo frentes e vertentes, criando uma dramaturgia a partir de textos do blog, fazendo um espetáculo que, segundo cálculos, seria visto por no mínimo 150 mil navegadores. porque “kepler” foi transmitido pelo portal ig, no igpapo. deixo para vocês uma foto de fabiana gugli e  duda mamberti, enquanto eram acompanhados pelas câmaras do ig, clicada pelo talentosíssimo caetano vilela, que colaborou com gerald na criação de uma luz de tirar o fôlego.

       

           Foto: Caetano Vilela

 

DO ÚLTIMO SEGUNDO:

SÃO PAULO – A nova obra do diretor e dramaturgo Gerald Thomas, “O Cão que Insultava Mulheres – Kepler, the Dog”, estréia nesta quinta-feira (13), às 21h30, no teatro do Sesc Paulista. Quem não puder comparecer terá a opção de ver pela internet, ao vivo, no IG Papo.

A peça é, na verdade, o primeiro capítulo de uma blognovela criada por Thomas em seu site. A segunda parte, ainda sem data de estréia definida, se chamará “O Cão Astrônomo que Estragava Planetas e Estrelas”.

O texto da peça é resultado de discussões e comentários de 11 capítulos anteriores da blognovela, todos criados no blog de Gerald Thomas. A montagem terá atores profissionais e amadores, recrutados a partir de vídeos enviados pela rede ao diretor.

Segundo Thomas, a obra é uma crítica ao universo masculino. “Os homens se consideram o máximo, mas são uns grandes imbecis sempre engajados em guerras, matanças, estupros, emboscadas”, explicou em seu blog.

A crítica, vale ressaltar, não é nada leve. Tanto que a peça tem cenas bastante fortes e, por isso, não é aconselhada para menores de 18 anos.

“O Cão que Ofende Mulheres” será apresentada no Sesc Paulista (Avenida Paulista, 119, Paraíso), a partir das 21h30. A entrada é gratuita. Para assistir, basta retirar senhas que serão distribuídas uma hora antes do espetáculo.

A transmissão pela internet será feita através do iG Papo, também a partir das 21h30. Será possível assistir à peça ao vivo e também comentá-la com outros internautas pela sala de chat. Saiba mais sobre o espetáculo no blog de Gerald Thomas.

 

Serviço
Data: 13 de novembro de 2008, quinta-feira, 21h30
Local: SESC Paulista
Endereço: Avenida Paulista, 119 – Paraíso
Entrada franca; os ingressos devem ser retirados na bilheteria a partir das 20h30.

 

Ficha técnica
O Cão que Insultava Mulheres – Kepler, the dog
Projeto: Cia. Ópera Seca
Criação e direção: Gerald Thomas
Elenco: Anna Américo, Caca Manica, Duda Mamberti, Fabiana Gugli, Luciana Fróes, Pancho Cappeletti, Simone Martins.

Produção executiva: Dora Leão – PLATÔproduções
Assistência de produção: Hedra Rockenbach
Som: Claudia Dorei
Luz: Caetano Vilela

  

DA ILUSTRADA (FOLHA DE SÃO PAULO):

Gerald Thomas leva ao palco 1º capítulo de sua “blognovela”

Cão que Insultava Mulheres” se inspira em comentários de internautas 

 

 DA REPORTAGEM LOCAL

 

“Não é o que vocês estão pensando. De alguma forma, é o que vocês estão pensando. De alguma forma, o que vocês estão vendo é isto. O que vocês estão vendo confirma o que vocês estão pensando.” Na voz de Gerald Thomas, a gravação parcialmente transcrita acima abre “O Cão que Insultava Mulheres, Kepler, the Dog”, encenação do primeiro capítulo da “blognovela” do diretor, que tem ensaio aberto hoje à noite. No início da tarde de ontem, a produção informou que o espetáculo será transmitido em tempo real pelo portal iG. Boa parte da dramaturgia, que desafia descrições, foi construída a partir de comentários deixados por internautas no blog de Thomas (www. colunistas.ig.com.br/geraldthomas). Da internet também foi “importada” uma atriz- Thomas pediu que interessados enviassem vídeos inspirados nos textos postados por ele na internet. Em cena, Thomas e sua Cia. de Ópera Seca (em que se destaca Fabiana Guglielmetti) inicialmente sondam os elos entre arte e poder, mas logo se debruçam sobre as relações de gênero e a permanência de certa mentalidade sexista. As intelectuais americanas Camille Paglia e Susan Sontag (1933-2004) comparecem. Segundo o diretor, “Cão” fecha uma trilogia aberta por “Terra em Trânsito” (2006) e “Rainha Mentira” (2007). (LUCAS NEVES) 

 

O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, KEPLER, THE DOG 
Quando: hoje, às 21h30 
Onde: Sesc Avenida Paulista (av. Paulista, 119, 11º andar, tel. 0/xx/11/ 3179-3700; grátis) 
Classificação: não indicado a menores de 16 anos

 

 

 

 

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Domingo, dia de vídeos!

Bem, sem stress!

Eu queria agradecer aos leitores pelos 460 comentários do post anterior, o da BlogNovela. Muitos comentários são meus e do Vamp, claro. Mas essa é justamente a função de um Blog: Interação! Não fosse isso, seria um jornal online. Mais um desse sites que não respondem, não criam fóruns. O que mais gosto desse aqui, é justamente dos debates (às vezes agressivos e passionais demais) e das divergências políticas, emocionais, de tudo. A tal “aldeia global” esta representada aqui, numa elite, óbvio.

 

Mas, o nosso SITEMETER (presumo que o de todos) está em “reformas”. Sitemeter é aquele numerozinho que diz qual leitor está online e de onde (qual cidade, pais, que horas entrou, saiu) que aparece logo abaixo do “RSS”.

 

Espero que volte logo. O pessoal do IG está trabalhando. Espero que a contagem volte ao que estava: 164 000 desde 23 de maio. 23 de maio? Aquela que nos leva de Congonhas ao Ibirapuera e ao Centro???? Um constante congestionamento???? Hummmm….

 

Bem, aos vídeos:

Gerald Thomas – Almost Complete Works

http://www.youtube.com/watch?v=hx475RMBF_w

Gerald Thomas-The Flash and Crash Days– Com Fernada Montenegro e Fernanda Torres: 

 http://www.youtube.com/watch?v=V0ot_RDoPg4

 

 

 Gerald Thomas- Terra em Trânsito – Fabiana Gugli:

http://www.youtube.com/watch?v=8PReuVhtfLE&feature=related

 Gerald Thomas- Earth in Trance (Parte 1) – Fabiana Gugli:

http://www.youtube.com/watch?v=sWJS3V3MPg8

 

 

Gerald Thomas –Circo de Rins e Fígado (no original, o “Fígado” era Plural)

http://br.youtube.com/watch?v=WjVE8FniCV8&NR=1 

Gerald Thomas – Circo de Rins e Figados-(Aqui com Nanini atuando):  

 http://www.youtube.com/watch?v=uDSXQu0pMIg

 

 

Gerald Thomas Ventriloquist

  http://br.youtube.com/watch?v=TRiU5KJIlLg&feature=user

 

 

Gerald Thomas- Luar Trovado– Fabiana Gugli

http://br.youtube.com/watch?v=aiQzmg2A6LE&feature=related

 

 

Aliás, no YouTube tem muita coisa! É só clicar “Gerald Thomas”, deus me livre!

 Vou pro Central Park escapar, digo, remar!

LOVE

Gerald

 

PS. do Vamp  Acrescentei “Circo de Rins e Fígados”, outro, maior que o anterior. Acrescentei também”Terra em Trânsito”, “Luar Trovado” e “The Flash and Crash Days”

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