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O DEBATE – Obama e McCain e vejam essa entrevista…


Primeira parte da entrevista com a Judith Malina

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David Blaine, o mágico, Obama e McCain

New York- Olha, vou te dizer: não é à toa que o mágico-trickster agora resolveu ficar de cabeça para baixo por um número X de horas. Não é ele que está de cabeça para baixo. É o mundo que está. Blaine, de cabeça pra baixo, deve estar vendo o mundo da forma certa!

A que me refiro? Ah, sim, ao debate Obama e McCain em Nashville, mediado por Tom Brokaw, que me “deu” as notícias por mais de 20 anos pela NBC News até que se aposentou.

McCain, um chato sem galochas: “my friends, isso, my friends, I know how to do it!” Quem apela para “meus amigos, meus amigos, eu sei como fazê-lo!”, é porque não tem amigos e, certamente, não tem IDEIA de como fazer porra nenhuma.

McCain se refere a Osama Bin Laden. Essa frase vinda do Senador do Arizona chega a ser CRIMINOSA porque se ele REALMENTE soubesse onde está o terrorista saudita, então está escondendo algo de ordem de segurança nacional. Sim ou não? Pensem comigo!

Esse anãozinho chato pacas (inacreditavelmente ruim e… pros brasileiros que não entendem inglês, parace um Lula, que não fala o idioma bem, não articula bem, é monocórdio… ai que saco: “yes, my friends, I can do it….and we fellow Americans….”

NAO PEGA MAIS!!!!

Não comento mais sobre debates. Voto e espero o resultado das eleições. Não agüento mais especulações! Tem muita gente LUCRANDO de quatro em quatro anos especulando e espectorando e peitando – como se fosse totto lotto – com quem ganha mais!

Só que o mundo está nas mãos desses dois!

Já ouviram falar da Bauhaus? Suas diversas fases? O impacto que ela teve na arquitetura mundial? O impacto que ela teve na política mundial? Sim? Não?  Estudem. Enfiem o nariz nos livros ou no Google ou se alienem de vez já que, segundo alguns, estamos entrando numa tremenda depressão financeira. A maior de todas desde… Desde quando mesmo? Desde a última. Sim, desde a última. Estou com a maior diarréia desde… bem, desde a última.

Já eu prefiro outra explicação: O Capitalismo é uma enorme bolha flexível. Enormemente flexível. Ela quaaaaaase estoura pra um lado… quaaaaase estoura pro outro, mas não estoura. Estourar, ela não estoura nunca.  Essa bolha está feita para agüentar todo o tipo de pressão e todo tipo de jogo porque essa é justamente a natureza do capitalismo: o risco.

Teatro também é feito de risco. A VIDA também é feita de risco. Saindo da porta ninguém mais sabe se veremos aqueles que amamos. Tudo pode acontecer. É do que somos feitos, não é? Ah, a corrida do ouro… Ah, a Guerra Fria… Ah… McCain nos chama de “peacemakers” do mundo. Mais de meio mundo nos enxerga como INIMIGOS.

Obama estava certo em relação ao Iraque: seríamos vistos como “liberadores” no início e, logo depois, essa loucura sem fim, e sem planos de ter um fim, está nos custando Rins e Fígados e os Olhos da Cara! E uma divida que não podemos pagar. A divida humana.

Pior ainda seria a estagnação: Onde nada acontece. Uma vida sem risco. O que vocês achariam disso? Bom? Duvido.

“We can work together as Americans”, diz o anãozinho republicano. O que ele quer dizer com isso? Nada. Retórica política. Ou será que, se eleito, ele vai convidar 300 milhões de pessoas para o Oval Office? É tanta imbecilidade que não dá pra agüentar!

Os massacres da humanidade, os holocaustos, as emboscadas culturais foram onde a humanidade fez a curva de forma errada. Deu errado. O carro bateu no meio-fio. No entanto, esses somos ‘nós’ em nossos piores momentos. Ruanda somos nós, Kosovo somos nós, Darfur somos nós, Auschwitz somos nós, os de dentro e os de fora. Todos somos nós, os que viraram cinzas e os que faziam o Hitler salut. Somos podres. E somos podres por causa do fator RISCO. E a Bauhaus era boa disso. E David Blaine também!

É impressionante como sabemos pouco sobre a nossa história. É impressionante como escolhemos esconder that the biggest Fear is Fear Itself e outras frases-chaves que atravessam nossas cabeças porque, obviamente, fica sendo muito mais conveniente olhar o olho do outro como se fosse a História do Olho, de George Bataille. Esse sim, um conto pra lá de erótico, beirando a pornográfico, mas se formos olhar fundo no fundo do fundo, ele não passa de um retrato de um escritor quando jovem olhando a crueldade sensual de um mundo religiosamente organizado e enfileirado para as suas grosssas grosseirias e pronto para vê-las de cabeça pra cima, ao contrário do mágico David Blaine, que está sempre de cabeça pra baixo!

Gerald Thomas

Logo após o debate em Nashville, Oct 2008

 

(Vamp, na edição)

 

 

 

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CRASH Parte 4 – TRUMP:DOW Jones SOBE 382 pontos: a História revive seus Horrores! Os FEDs entram e SALVAM a AIG/ Pior depressão desde A DEPRESSÃO, dizem os analistas aqui em NY

New York – TRUMP

Tábula Rasa.  Entre os geniais “Porcos Voadores” de Damien Hirst e as acusações da Maureen Dowd de que a Carly Florina não seria (sequer) capaz de dirigir a Hewlett-Packard, o que acontece? Tudo isso está ligado à Sarah Palin e ao Crash econômico que hoje deu a tal melhorada “band-aid”. O Dow Jones subiu 382 pontos porque o plano de emergência do secretário do tesouro (tesoureiro, alfaiate!), Henry Poulson (que alias eh primo de uma cantora lírica soprano que já cantou numa ópera que dirigi em Stuttgart em 1990, “Perseo und Andrômeda”, de Salvatore Sciarrino), se reuniu com o Bush (tão impopular que nem o McCain quer atender seus telefonemas. Chega a ser engraçado de tão patético ou patético de tão engraçado).

Mas, justamente por isso, gosto de quem zomba dos que se levam tão a sério: AMO o Monty Python (ou o que resta deles) e Damien Hirst (ótima a matéria na Ilustrada de hoje). O Saachi está se mordendo e o Nigel Reynolds, do Daily Telegraph de Londres, também.

Maureen Dowd escreve:   Carly Fiorina, the woman John McCain sent out to defend Sarah Palin and rip anyone who calls her a tabula rasa on foreign policy and the economy, admitted Tuesday that Palin was not capable of running Hewlett-Packard.

That’s pretty damning coming from Fiorina, who also was not capable of running Hewlett-Packard.”

Estou sem saco pra traduzir. Ambos os presidenciáveis me deixam HOJE de mau humor: é muita palavra besta rodando pra lá e pra cá. E olhem (todos vcs que me lêem) que sou pelo Obama até o último dos tantos fios de cabelos que tenho.

Mas, vendo a entrevista do TRUMP na TV, não dá mais! Enchi. Ainda sou daqueles que conversa com pessoas. Ontem, num jantar muitíssimo agradável com pessoas cuja identidade preciso manter sob cuidados Fort Knoxianos, as máximas eram “O Governo é sempre o nosso pior inimigo, até que a gente precise de um amigo!”. Bush tem mentido tanto, mas tanto, mas tanto que hoje à tarde, finalmente ele não fez brincadeirinha nenhuma com os repórteres: brincou de fazer cara séria e falou sobre a crise. Ou melhor, brincou de “assegurar” à população de que tudo estaria OK. Claro que os editores pulam em cima e rodam os clips recentes onde ele se contradiz ferrenhamente! Cada dia é uma coisa.

Até que McCain em Iowa explode e diz que – no melhor estilo TRUMP – “would FIRE” (demitiria) todo mundo.

“Se eu fosse presidente, eu o demitiria”, dizia McCain, num tremendo esforço de se distanciar de “George W Bush”.

TRUMP, que apóia McCain, deve ter dado um sorriso. Seu topete virou marca registrada. Seu “You’re FIRED” também.

Damien Hirst e seus porcos voadores, sem saber, também virou marca registrada: porcos de batom.

Agora a coisa está mais ou menos assim: no BURACO. Também não é à toa. Os Suíços fizeram experimentações com supercondutores, não foi? Disseram que isso iria produzir um ou vários buracos negros no universo, não é? Bem, o queijo suíço mais famoso é o Emmentaler, cheio de buraco. O Gruyere não, nem o Appenzeller, mas o Emmentaler tem mais buraco do que queijo!

Já estamos no buraco desde que o Tene Cheba me avisou ontem, num comentário, como a última BlogNovela foi premonitória: Nós, os personagens “nadávamos para fora da crise do capitalismo” em direção ao paraíso: Cuba. Era uma tremenda gozação, óbvio. Paraíso uma ova! A idéia era a de que 200 milhões de americanos, cheios desse negócio de “capitalismo”, fugiriam em jangadas improvisadas das costas da Flórida e fariam a viagem em direção contrária para encontrar o líder ainda vivo e conseguir tocar nas barbas… do…

Ainda mais intrigante: o manuscrito (está no título: era uma forma de celebrar o 11 de setembro de uma forma pessoal) era encontrado, parcialmente queimado nos escombros de Ground Zero, lá onde o Word Trade Center caiu, foi explodido pelos… chega! Estou esgotado de tanta retórica. Está na hora da BlogNovela virar um projeto concreto. E estamos a caminho de fazê-lo. Fiquem atentos, queridos!

Gerald, quinta, dia mais brando do CRASH.

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New York – Quarta-feira, 5:30 da tarde.

Num dia de mais loucuras, onde o DOW Jones caiu mais 450 pontos, o que reina mesmo é a loucura. Não sou analista de sistemas, não sou economista, mas ouço as pessoas, ando pelas ruas e recebo telefonemas. Alguns deles, de pessoas desesperadas: “O que devo fazer? Tirar todo meu dinheiro do banco?”, era um dos amigos. Um outro, já mais velho, que passou por várias crises, vários crashes, acha que dessa vez a coisa é pra valer: “Nunca vi nada igual. As filas nos bancos estavam imensas. Tentei primeiro numa ATM (caixa eletrônica) e nada funcionou. Estamos vivendo um doomsday”.

Meus termômetros não são jornais nem as colunas ou os blogs, mas os amigos, os advogados e amigos que me explicam e me contam a coisa em retrospectiva histórica, não histérica.

“Gerald, você sabe que tudo isso vem de horas e horas e mais horas de pessoas sentadas no DK Room”

GT- DK room? O que é isso?

“É o Don’t Know Room. É pra onde os stock brokers vão, no final – depois que fecha a bolsa, a NYSE e “acertam” os pontos, os nós, tudo aquilo que ficou mais ou menos no ar, todo aquele negócio “subjetivo” que… Bem, você sabe do que estou falando”.

Tento. Esse Blog não é de economia. Mas todos nós que estamos alertas e vivemos com os olhos quase abertos e lembramos dos escândalos escandalosos das “montanhas de manteiga” na Europa (década de 70) (manteiga super produzida e que não tinha saída: Dinamarca, Holanda e Alemanha acumulavam montanhas desse produto da vaca) e todos que se lembram do escândalo chamado de “Great Salad Oil Swindle”, lá pelo início dos anos 70, sabe que o mercado financeiro é tão subjetivo quanto a ARTE. Hoje algo vale isso, amanhã, tal pintor, poeta, etc., não valem mais um tostão furado!

 O “Great Salad Oil Swindle” se resume num cara que ia medir um navio-tanque  (cargueiro) daqueles, ancorados aqui perto, em New Jersey. Ele ia com aqueles sticks… (me faltam palavras, oh blog… coisa rápida…) …stick… é vara! Isso! Vara de medir óleo, como aquelas, que medem o óleo do motor de seu carro. Só que enorme!

Ele ia medir a quantidade de óleo de salada (e depois dizem que Breton e Dali são os papas do surrealismo!) pra verificar a quantidade diária do cargueiro até que um dia… Até que um belo dia o cara leva um CHOQUE! Ele acende uma lanterna e se da conta de que estava medindo somente um pequeno cilindro. O cilindro estava cheio de óleo de salada, sim, mas o resto do navio cargueiro estava …. VAZIO!!!!

Doença da Vaca Louca!

Sim, esses são os tempos! Amanhã os jornais estarão repletos das mais perfeitas análises sobre esse, o dia 3 do mais profundo CRASH dos últimos tempos. Será profundo? Qual seu impacto psicológico? O quanto a mídia aumenta ele? Até que ponto as pessoas são levadas ao PÂNICO pelo que ouvem e pelo que vêem? Ai é que está a questão!

Já disse: ando pelas ruas. Não moro na Upper East ou na Upper West Side e nem no Village. Moro numa zona que não tem nome. Poderia chamar-se isso de Gramercy Park Área, com algum esforço. Mas hoje andei pacas, fui até a rua 12, subi e voltei. O telefone e o skype não pararam. O assunto foi….

O CRASH. Juro, as pessoas estão achando que amanhã estarão fazendo fila na porta da padaria (aqui não existem padarias como tal) com malas de dinheiro tal qual em 1929.

WAIT a second. Mas qual second? Vocês viram quantas demissões no mundo hoje?

Do centro do olho do furacão: Gerald !

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New York – EXTRA ! EXTRA ! Agora, nesse momento, terca-feira, horas após o fechamento da bolsa (NYSE) os Feds oferecem “esmola” temporária à MEGA – ASSEGURADORA “AIG”. O preço desse bail out? 85 bilhões de dollares!  AIG está envolvido no 401K, em empréstimos, em business, em assegurar bancos, etc. Se eles “caissem”, como Merril Lynch e Lehman Bros, seria o fim de Hollywood, por exemplo, pois AIG são as subseguradoras de filmes de Hollywood e até de, pasmem, Angelina Jolie!

Pronto! Os Feds entraram em campo! Nao iria demorar. Agora é imprimir mais dinheiro e a inflação irá pros céus (no mau sentido). E que as nuvens sejam o limite. E McCain ainda pede uma comissão parlamentar para investigar. COMISSÃO PARLAMENTAR? Pra quê? Estão TODOS envolvidos!

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Esse é o CRASH! Essa é considerada a depressão das depressões! Não que eu entenda dessas coisas. Mas entendo quando vejo um âncora como o Brian Williams, da NBC, se “mudando” pros financial headquarters da mesma TV, a MSNBC ou CSNBC ou algo que o valha, com uma expressão de terror e tremor – entre uma e outra, narrando as notícias e perambulando entre as mesas dos experts que ganham a vida “analisando” o dinheiro alheio. “Dessa vez”, dizia Williams, “o problema chegou até nós, pela primeira vez. Amanhã você poderá não estar mais sentado ai”. Wow!

Já cedo de manhã, Fernando Rodrigues (da Folha), havia cancelado os planos de almoço. Senti, pelas notícias de ontem a noite, tarde, que o NYSE, a bolsa de NY, teria um dia duro pela frente pelos eventos da última sexta.

Mas hoje? Caramba… hoje?

Não existe mais a Merril Lynch como tal. É como se deixasse de existir a KIBOM pra vocês. Lynch foi comprada pela BankAmerica e o DOW Jones CAIU 500 pontos. Parece a ilha de Galveston no Texas, que recebeu uma onda (o IKE) e pouco sobrou.

E a Lehman Brothers? BANKRUPCY! E ainda vem aquelas caras empresariais de sempre, com o sorrriso de sempre, dizer “não se preocupem com nada, seu dinheiro está garantido, assegurado!

Como assegurado se um dos maiores grupos financeiros EVER, o AIG, está em Águas Mais Profundas do que Houston, Texas? A própria AIG não sabe como sair dessa. Numa reunião com os Feds, os Feds saíram andando….

Não vou aqui falar muita bobagem, pois deixo que os cadernos de Economia os façam por mim. Só posso dizer que 8 anos de governo Republicano, de subprime, de brincar com dinheiro, deu nisso. As imagens na televisão, dos empregados deixando seus escritórios com as bolsas e caixas com pertences nas mãos é absolutamente deprimente. Mas os governantes estarão sempre sorrindo para nós. Como nos campos de concentração. Não eram chamados assim. Eram “campos de trabalho”: bem vindos. Arbeit Macht Frei.

Gerald Thomas no dia da Depressão das Depressões FINANCEIRAS em NY.

 

Do blog do Fernando Rodrigues:

 

“Na crise dos EUA, um nome emerge: John Thain

Nova York – o blogueiro mata as saudades da reportagem diária na economia. É divertido falar com essa galera apavorada em Wall Street. Eles não sabem o que é ter passado por isso no Brasil tantas vezes.

Mas os operadores estão olhando longe. Querem ver o que sobra do atual pandemônio. E um nome emerge da crise: John Thain, o CEO da Merrill Lynch que conduziu a venda desse banco de investimentos para o Bank of America de maneira até, vamos dizer, macia –dado o ambiente tumultuado.

Thain assumiu a Merrill Lynch caindo aos pedaços em dezembro passado. A ML tinha sido depauperada pelo chefe anterior, Stanley O’Neal, que perdera bilhões na farra dos títulos imobiliários podres.

Thain assumiu e não teimou com a realidade. A Merrill Lynch se livrou de mais US$ 30 bilhões de títulos imobiliários podres (deu tudo a preço de banana para a Lone Star). Vendeu também a participação da ML na empresa de mídia Bloomberg. Em outras palavras, enquanto muitos ficaram esperando ajuda do governo, Thain foi saneando a empresa.”

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