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Drogas: Qual é a Sua, Companheiro?

 

New York – Um mágico está no palco serrando uma mulher ao meio ou saindo de um cubo onde ficou durante 40 dias sem comida, como David Blaine, por exemplo. A platéia está “entorpecida”.  Ou uma banda de rock está em seu solo de guitarra, ou a marcha fúnebre de Siegfried em “O Crepúsculo dos Deuses” (última parte do “Anel dos Nibelungos”), de Wagner, está “inebriando” o público do Metropolitan Opera House. Ou mesmo um primeiro leitor de “Metamorfose” chega ao final da primeira página e sente um calafrio e um engasgo orgástico quando descobre que Gregor Samsa, o homem, se transformou num enorme inseto.

 

Nossa arte, nossa existência, a analogia do que somos pode ser – sempre – comparada, através de nossa longa história, a uma droga ou outra.

 

Mas a droga (seja ela qual for) continua sendo tabu. E como tabu, ela continua sendo sempre usada. E sempre usada, continua sempre sob repressão! Por que será? Quem lucra? Quem ganha? Quem perde?

 

Desde que me entendo por gente as pessoas em minha volta fumam maconha, se injetam com “coisas”, fazem surubas, etc.. Lembrem-se: sou da geração da década de 60, plena celebração da contracultura, anti-Vietnam,  Woodstock e Hendrix e Joplin. A geração que ficava horas e horas pro Filmore East abrir, aqui na 2 Avenida. Ou, em Londres, o Marquee na Wardour Street, pra ver o Cream, Yardbirds,  ou sei lá quem tocar.

 

Sim, pessoas caindo, caídas, o surgimento do Punk Rock, Johny Rotten, Sid Vicious vomitando na platéia, os ídolos se cortando com gilete sem saber tocar um único “tune” e se jogando de corpo e alma em cima do próprio público em pleno delírio.

 

Ainda me lembro de ver o MC5 dar uma paradinha em seu show, em Londres (início dos anos 70) pra que John Sinclair pudesse sair de cena pra se picar. “Hang on while I get my fix”. Horas se passavam. Assim como a Banda Vitória Régia tocando no palco enquanto o Tim Maia parecia ter mais o que fazer no camarim.

 

Heroína, Maconha, Cocaína. Crystal Meth, Metadona, Special K, GHB, Mother’s Litlle Helper’s (Queludes) , Uppers, Downers, Meta-anfetamina, crack, chá de cogumelos, mescalina, ecstasy e tantos outros (é só entrar na página do falecido Timothy Leary pra ver, inclusive, a relação entre um e outro e do outro com o outro).

 

Eu não sou muito disso. Aliás, não sou nada disso, exceto a coca (pra fins sexuais), que  usava recreativamente. Mas já foi a época. Consegui, essas décadas todas, me manter longe do Smack (heroína) e do álcool e de todas as outras. Como, não sei. Todo mundo em minha volta dando voltas, cambaleando.

De vez em quando um e outro iam pro cemitério, por causa disso ou daquilo. Quando não era o destino final, era aquela paradinha antes, o Pinel. “Sujeito pirou”. É, sujeito misturou tudo e nunca mais voltou. Comum ouvir isso na década de 70, início dos 80.

 

Mas isso era então. Hoje…

 

Hoje caiu TUDO nas mãos da bandidagem. Isso deu um ar, um estigma, horrendo à “coisa”.

 

Além do mais (ainda voltando no tempo), na minha pós-adolescência ainda fui ser motorista de ambulância, pro Royal Free Hospital. Antes disso, meu posto era pegar os junkies em Piccadilly Circus, a estação de metrô, lá em baixo: famílias inteiras com seus cachorros: eram esqueletos humanos: pele sobre osso, dentes podres e braços infectados (tracks), pelas agulhas, e levá-los pra Tooting Recovery Center, onde lhes davam metadona.

 

Dia seguinte estavam lá os mesmos junkies “scoring”. Conseguiram fugir. O governo inglês tinha um programa em que a Boots (a rede de farmácias mais conhecidas na Grã- Bretanha) que ficava aberta em Picadilly Circus, fornecia certa quantia, com agulha limpa, de metadona, ao junkie que entrava lá trêmulo. A fila era enorme!

 

Cigarro, nicotina, álcool, tudo a mesma merda. E falam em legalizar? Tenho lá algumas coisas a dizer.

 

Se legalizarem a cocaína… Digam-me uma coisa: ótimo, o controle estaria com o governo. Maravilha, acabaria a bandidagem. Afinal, o que determina o consumo é a demanda. Mas existe uma coisa horrenda chamda CRASH ou caminho de descida, ou quando o sujeito entra em abstinência, ou seja, quando as fileiras estão se acabando. E aí??? O que ele faria??? Ás 5 da manhã?

Metralharia o farmacêutico pra conseguir mais ou iria arrancar o médico de sua cama com brutalidade para conseguir mais uma receita médica?

 

Existe algo ILÓGICO nessa equação quando falamos em legalizar drogas pesadas.

 

Maconha? É erva. Na Holanda já deu certo e até a Califórnia já tem programas para legalizar! Esquece a maconha. Cigarro faz mais mal. A maconha (THC) deixa a pessoa sem memória e com certa imbecilidade através da vida. Ambição? Todas elas DESTROEM com o tempo! TODAS.

 

Paulo Francis, por exemplo, não era nem um pouco hipócrita a respeito do uso de drogas. Aliás, é isso (entre tantas outras coisas transparentes a respeito de sua personalidade) que o torna gênio: Francis admitiu experimentar e até usar com freqüência o “speedball” (mistura de heroína com cocaína).

 

HIPOCRISIA

 

Ninguém mais cabe em suas peles. Ninguém mais cabe em suas gavetas. Ninguém mais cabe em seus papéis. É como se fôssemos um bando de atores com papéis mal distribuídos. Um Pirandello às avessas. “Assim não é se não lhe parece” deveria se chamar a sociedade do século XXI.

 

TODAS ou quase todas as famílias estão ou são disfuncionais. Mas não é de hoje!Desde que o pai estuprou as 5 filhas e as engravidou ou o pai virou mãe e a mãe virou lobisomem e os ditadores mandaram a população para as câmaras de gás ou para os gulags ou para as guilhotinas, nós aqui, os números, nos sentimos impotentes e tentamos reagir “tomando” alguma coisa que nos faça sentir superiores.

 

SIM,  nascemos tortos. E morreremos mais tortos ainda. Seria lindo se a sociedade aceitasse isso e parasse com a hipocrisia das aparências!  Adoramos nos subverter.

 

Milhares morreram durante a lei seca. Depois, de repente, a lei seca foi revogada. E os milhares de destiladores caseiros que morreram? É mais ou menos como o muro de Berlin: de pé por 28 anos, 150 mil morreram tentando atravessá-lo. De um dia para o outro, o Muro cai. E os milhares de mortos?

 

Não, não faz sentido.

 

Em “Tristão e Isolda”, Wagner introduz o elixir da morte que vira o elixir do amor. Nada mais do que uma droga, coisa de bruxaria para, inicialmente, matar  Tristão, mas que acaba por deixar o casal LOUCO de amor e tesão um pelo outro até o amor/morte (Liebestod), tema final da lindíssima ópera que dirigi duas vezes.

 

Freud usou a cocaína pra fazer seus pacientes falarem. Alguns travaram. Outros falaram tanto que acabaram por dar câncer no céu da boca do mestre da psicanálise!

 

O fato é que adoramos colocar um pé na lama e outro na merda. O problema a ser discutido e o papel da JUSTIÇA perante tudo isso.

 

O Afeganistão esta produzindo mais papoula do que nunca. Sim, a morfina é derivada da papoula e tem fins medicinais. O paciente precisa ser anestesiado. Fazer o quê? Plantação controlada? Não me faça rir!

Já diziam a mesma coisa na Bolívia sobre a coca e a Coca-Cola. Ora bolas!

 

O queijo? Não, não sei por que o queijo entrou aqui. O queijo não é droga.

 

E, sim, de quando em quando temos as “estrelas caídas”, como Fábio Assunpção ou Vera Fischer e ou os rock stars que morrem de overdose. Faz parte do nosso orgasmo. É o jogo do trapezista sem a rede embaixo. Afinal, que graça tem o circo com rede?

 

Pois é: A “brincadeira” com as drogas nada mais é do que um significativo jogo com a morte como aquele jogo de xadrez em “Morangos Silvestres”, de Ingmar Bergman. E desafiar a morte é o nosso “motto” diário, como diria Malone, personagem de Beckett, que morre desde o início do romance. Malone Morre (que dito em inglês soa ainda melhor: ‘m alone dies: sozinho morro). Portanto nos colocamos no lugar dos Freddie Mercuries, dos Cazuzas, das Cássias Ellers, ou dos Hendrixes e outros heróis que morreram de overdose. Pelo menos eles não cultivaram o vício da hipocrisia de sorrir pra cara do consumo do “bonitinho” e descascaram e desconstruíram o que há de disfuncional em nós! É assim que somos, nós os pecadores!!!!

 

Enfim, o assunto é delicado. Já perdi amigos e amigas por causa de tudo isso. Sinto-me AMBÍGUO, pra dizer o mínimo, quando se trata da legalização.

 

O queijo? Não, o queijo nada tem a ver com este artigo.

 

Mas a vaca tem!

 

 

Gerald Thomas

 

 

 

(O Vampiro de Curitiba na edição) 

 

  • 01/06/2009 – 10:22 Enviado por: O Vampiro de CuritibaQuero fazer um parênteses aqui. Especificamente sobre a maconha. Não escrevi a respeito pois não tenho, ainda, uma opinião formada. Claro, sou a favor de penas duras para traficantes e controle rígido sobre as drogas. Mas me parece que a maconha deveria ser tratada de forma distinta das demais drogas. Este é um debate que está acontecendo no mundo todo, aqui no Brasil não é diferente. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de forma corajosa, vem pregando a descriminação do uso da maconha. Eu tendo a concordar com ele. Sejamos honestos: Vocês conhecem alguém que deixa de fumar maconha por ser proibida? Oras, aqui em Curitiba, como em todo país, é mais fácil comprar maconha do que cigarro. Eu prefiro que os jovens comprem maconha (vão comprar de qualquer jeito) na farmácia do que com traficantes, nas favelas. O que vem acontecendo em muitas familias, é que os próprios pais de muitos adolescentes se encarregam de eles próprios comprar a erva pra seus filhos, evitando, assim, o contato destes jovens com os mundo do crime. Mesmo assim, a maconha “batizada” com todo tipo de porcaria, sem controle algum, é um problema sério de saúde pública. Se fosse legalizada, vendida em farmácia, controlada pelo Ministério da Saude, devidamente taxada de impostos, seria muito mais conveniente com nossos tempos. Do jeito que está, nem falar a respeito é possível sem estar incorrendo em CRIME de apologia ao uso de drogas. Acho que devemos debater esse assunto sem hipocrisias.
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    Precisamos de Um Figurino para Usar Nessa Recessão!

    O Figurino apropriado para a RECESSÃO

    Qual seria? Tudo bem, já estamos ouvindo que as coisas vão de mal a pior. Péssimas, pra dizer a verdade.  Ninguém gasta mais um tostão em nada. Restaurantes vazios, lojas às moscas, os gigantes da automotive industry entregues às traças e… o mundo um grande cenário de teatro pós-moderno. O que seria isso? Bem, aqueles escombros pós-explosão nuclear que adorávamos colocar no palco: “ruínas que ainda estavam lá onde eu brincava quando menino”, lembranças de Hiroshima, Dresden, etc. Algo como um reator nuclear rachado ou uma hipótese pessimista da pior catástrofe dada errada (ou “Dada” errada: uma Roda de Bicicleta de Duchamp no meio dos escombros!). Uma mulher enterrada como se fosse num holocausto moderno berrando HELP ou HILFE ou SOCORRO mesmo e nem um único ouvido mais a escutá-la no bairro tradicional de Alfama, em Lisboa, ou na Lapa do Rio, onde um rato assado passa por churrasquinho e túnicas africanas lindas apontam que todo dia se comemora o último dia do fim do mundo.

    Não, nesses lugares não existe recessão! Não existe a “nova” recessão, porque SEMPRE houve recessão. Então, qualquer novo anúncio passa batido ou vira piada, um gol contra ou mais uma dessas lorotas que se contam no “mundo estrangeiro ultramarino”. Interessante.

    Homens iscas. Nada os mordem. Estão lá para serem mordidos, mas nada os mordem.

    Diluem suas águas minerais com água da bica. Não se trata de recessão, Zé Mané? Não seria essa a ordem do dia? Então vamos às perguntas básicas: por que os presidentes das nações mentem tanto? Por que não aprendemos NUNCA com o desenrolar da história que a própria história não passa de uma ilusão, assim como uma mera encenação teatral? Ah, claro, e como encenação, o que sobra não chega a ser propriamente um registro físico, documental, mas o que se ESCREVE a respeito dela. E esses escritos são ficção PURA. Melhor ainda, IMPURA. Conclusão: não aprendemos! Somos imbecis? Reagimos a impulsos Pavlovianos? Não nos desenvolvemos? Como seres humanos continuamos a levantar a perna para cada poste que encontramos para mijar? Tão simples ou imbecil  quanto isso? Vamos sempre repetir os erros históricos e lorotas de ‘notas oficiais’ para sempre? SEMPRE? Na capa da Folha de sábado, a enorme manchete: 

    “A crise econômica eliminou 533 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em novembro, elevando a taxa de desemprego de 6,5% para 6,7%, segundo informou o Departamento do Trabalho. É o maior corte de vagas em um mês no país desde 1974. Há hoje 10,3 milhões de desempregados nos EUA. Os dados são de novembro, que registrou a 11ª queda mensal consecutiva.”

    “Estamos todos PENETRADOS”

     

    Melhor frase do “Quantum of Solace”, o último James Bond, onde pouca coisa se salva, exceto a cena na ópera de Bregenz. Linda. Cortes lindos. Esfaqueamentos encenados num palco e cenários deslumbrantes (de Aida, acho) e tiros rolando pelas coxias entre os “bonzinhos” e os maus!

     E a frase: “WE ARE EVERYWHERE, haven’t you noticed?”

    -Estamos em todos os lugares, vocês não notaram?

    A falência múltipla de órgãos, todos eles, desde o CRASH de todas as instituições financeiras até TODAS as mentiras corporativas que os governos tentam nos empurrar goela abaixo… desde os complôs históricos, a cujos documentos “top secret” nós não temos acesso até gente reescrevendo a história para que o FDA e iguais ou semelhantes agências lucrem com a nossa depressão, ou criem um pânico ou – pior – lucrem com o PÂNICO instalado, O PÂNICO CRIADO pela indústria do terror (ambos os lados!)… Ai, meu deus, Gerald, melhor medir suas palavras! Onde estou querendo chegar? Em Brecht? Num tratado de Heiner Mueller? Num daqueles monumentais e revisionísticos discursos que só fazem mesmo é PROVOCAR mais a ira das instituições como a(s) igrejas, as sociedades organizadas, os sindicatos?

    Não, nada disso!

    Gostaria somente de poder reduzir tudo isso a um caldo ou à uma essência. E qual? A essência da farsa ou do drama farsesco, ou clownesco, onde (num cenário detonado, como todos os meus são), um ator encontra um Bordeaux 1933 e se lembre do pior de todos os regimes de todos os tempos: o Terceiro Reich. E, logo em seguida, ele encontra um Barolo 1945, ano do fim de tudo isso. Numa mão, ele segura o Bordeaux, noutra o Barolo. Ascensão e Queda. Uma mão e outra, que contraste! E que vinhos!

    Algo estranho? A primeira vista pode ser. Mas a meninada de hoje, imbecilizada como está, não notaria as datas, nada teria a comentar. A vida como ela está: Cada vez mais provinciana, reduzida ao TERROR do bairro, ao terror do confinamento das Hiroshimas de suas pequenas e medíocres cabeças!

    Como sempre foi, como sempre foi…

    Vivemos como sempre vivemos.

    Sem causa para muito alarme.

    A razão dessa coluna? Um desabafo ocasional contra a falta de cultura que me pega de vez em quando. Só de vez em quando. Quando me pego conversando com 60 jovens que não sabem os nomes BÁSICOS do porquê chegamos aqui, onde estamos hoje. E do hoje que veio da maneira que chegou aqui. Porque não sabem e não leram um único LIVRO que explicasse o porquê de tantas… Ah, não! Não posso ser derrotado por mais um grupo de deslumbrados sem sul, sem norte, sem leste ou oeste!

    Ah sim… Tem muita gente lucrando anunciando CRISE, RECESSÃO, etc.

    Cuidado: estamos aqui como sempre estivemos.

    Gerald Thomas

    (O Vampiro de Curitiba ba edição)

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    SEJA UM IDIOTA

     

    Tenho estado num estado bastante “ofegante” e “ofendido”. O leitor deverá perguntar: Por que ofendido? A resposta não é simples. Bem, talvez seja. Tenho relutado em escrever esse artigo assim como tenho pensado muito se devo ou não manter um blog e, assim como cada homem, mulher, criança, mosca, mosquito nesse planeta, emitir uma opinião, sentimento, sensação, publicar BlogNovelas, roteiros, berrar contra as VERDADES ABSOLUTAS, publicar minhas próprias mentiras… Ou seja, tentar vaga para síndico nessa Babel Virtual e inadministrável de nicknames onde ninguém é ninguém, mas todos sabem de tudo. UFA!

    Hugh Hudson é um dos poucos autores-diretores de  cinema do mundo. Inventor de técnicas lindíssimas, ele conta ‘coisas’ épicas terrivelmente cruéis, românticas e históricas (mortes, guerras, o sofrimento humano, o eterno retorno ou a eterna busca do filho ao útero universal). Hugh está sempre contando a mesma estória, através de seus filmes, seja o tema qual for. O ‘underdog’ – o fodido – é sempre aquele que acaba por contar a saga, desde Al Pacino em “Revolução Revisitada” (que filme deslumbrante, deus do céu!) ou o garoto Tarzan, filho de aristocrata, criado por macacos na África e que vira um “primitivo” e quase é abatido pelos snobs. O mesmo acontece em toda sua obra, assim como na obra de Beckett, seus personagens, apesar da troca de nome, são um só, ou seja, o próprio autor.

    Claro que Hugh é humilde e rejeita essa noção. Mais humilde sou eu, e eternamente grato por essa amizade. E? E o quê?  E bestificado com a imprensa brasileira que ignorou sua presença aqui para não sugar da experiência do diretor de “Carruagens de Fogo” seu conhecimento DE VIDA, afinal esse cara ainda é de extrema influência num lugar no mundo que se chama Grã-Bretanha e ramificações!

    Bem, nessa minha saída do mundo virtual não quero culpar ninguém a não ser eu mesmo. Tem sido fantástico. Nos últimos dias as conversas tem sido maravilhosas. Mas o que tenho visto, vivido, decepcionante. Ninguém do meu próprio elenco apareceu no debate com o Hugh. Claro, devem ter tido mais o que fazer. Digo, coisas mais importantes. Devem saber tudo sobre a Guerra da Independência Americana (justamente agora, às vésperas de uma outra espécie de “guerra da independência” que acontece dentro dos USA, a eleição de Obama). Claro, essa é a cara de um elenco moderno e informado. E isso me leva às lágrimas e ao desespero.

    Nesses dias de eras turbulentas, temos muito o que fazer. Estamos muito ocupados. Todos. Imagino. Cada um tem um blog para administrar. Cada um tem um livro para publicar, virtual ou não. Cada um tem um novo software para instalar, uma viagem programada antes do final do fim do mundo. Ninguém ainda acordou para o fato de que CULTURA… TER CULTURA AINDA É A ÚNICA ÂNCORA REAL QUE TEMOS PARA NÃO SERMOS ENGANADOS, assim como somos enganados em portais como esse, com entrevistas falsas mentirosas, encomendadas, como foi aquela do Lula há uns dias! Um nojo!

    Bom exemplo  nos dá o Alan Greenspan. Anos e anos no topo lá do Federal Reserve, pintando e bordando. Até que, na quinta passada, três anos depois de ter saído do Fed, o homem admitiu ter colocado muita fé no poder auto-corretivo do mercado financeiro. Olha só que loucura! Como pode um homem, cuja postura coporal, maneira de se comportar fisicamente e expressão facial, valia pontos no Dow Jones, cuja forma de andar (no dia em que ele dava seu speech,  logo ele casado com a repórter da NBC Andréa Mitchell), a forma de se comportar era analisado e isso em si já era “jogado” na bolsa: como pode ele agora dizer que ADMITE alguma coisa? Depois do CRASH, depois disso que já está decididamente se tornando uma das maiores dores de cabeça da HISTÓRIA (até pro Lula Blindado),   Greenspan se torna “humilde” e retira suas cagadas. Wow! Ele mesmo declarou que está num estado de choque e… Haha!

    Eu ia escrever um artigo enorme sobre o Paul Krugman que conheço, remotamente, há anos. Mas não gosto de sites, portais, etc, que mentem. Me sinto mal. Não vejo propósito. Se é para continuar a escrever, posso sempre abrir um myspace, yourspace, ourspace, nospace or some fucking space ou qualquer merda dessas. Ou simplesmente escrever para mim mesmo, como 3 bilhões de pessoas fazem.

    Eu ia, também, descrever momentos de um mais-que-maravilhoso jantar com o Reinaldo Azevedo. Mas… Para que seja tudo distorcido? Sorry, estou sem energia para isso agora. Anotei algumas coisas e os momentos mais preciosos serão guardados para momentos mais preciosos (com a autorização do próprio).

    Ontem, num vôo, tive o imenso prazer de encontrar com o Jabor, que amo. Difícil ter conversa mais interessante e mais íntima. Nos conhecemos há sei lá quantos anos e… sei lá quantas coisas temos em comum. Feliz da vida, ele vai voltar a rodar um filme. Fomos das origens da Al Qaeda até o fato de que hoje ninguém sabe nada mesmo e não adianta. Ele foi muito gentil em me mandar 2 de seus filmes que assistirei no vôo de volta pra NY. Num de seus sites achei o exemplo ideal do que somos hoje, do que seremos amanhã.
     
    SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele”. (Arnaldo Jabor)
     
    Pois é. Quando me olho no espelho ou para a tela do computador percebo que não tenho mais vida. Percebo que está tudo enfiado aqui dentro. Será isso que quero para mim? Será isso que queremos para nós?
    Pensem bem. Sentados diante de telas o dia inteiro na ilusão de que o mudo está aqui dentro enquanto que, na verdade, essa coisa virtual já nos pegou de tal forma que não sabemos mais se somos daltônicos, insensitivos, gelados, compulsivos, exibicionistas, atores sem palco, diretores sem elenco, escritores sem páginas e pintores sem tela.
    Vivemos num vácuo que nem astrônomos conseguem explicar, porque, como diz o dito popular, o buraco é mais embaixo.
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    Gerald Thomas
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    (O idiota do Vamp na edição)
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    Comentário do Vamp:

     

     “Sobre a entrevista encomendada pelo Comitê Central ao Pravda: No Governo Federal há mais de 6 anos e com a popularidade fantástica do Grande Líder beirando a unanimidade, o PT teria que ter vencido em pelo menos 80% das cidades brasileiras. E o que aconteceu? Perdeu em Floripa, levou uma surra em Porto Alegre, foi humilhado em Curitiba, outra surra em São Paulo, continuou não existindo no Rio de Janeiro. Mesmo no Nordeste, onde o bolsa-esmola é onipresente, o PT venceu em apenas duas capitais. Tem 9 capitais, terá apenas 6, nenhuma realmente importante. E vem o Lula dizer para o velhinho seu amigo que foi a oposição quem perdeu???? O PT virou o partido dos grotões. Só vence onde a miséria impera, onde a bolsa-esmola representa o novo coronelismo. A entrevista foi Eskrotscha!!!”

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