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Final da BlogNovela – Triste fim Político e romântico como em Casablanca: DantasAir: Divina Comédia

BlogNovela – parte 10 TRAGÉDIA!

Alguém entra no quarto. O autor não presta atenção, mas a porta abre lentamente. Uma sombra de figura aparece e pára na Franca Rame da porta. O que foi que eu disse? Franca Rame? Moldura, óbvio. Que bobagem. Moldura da porta. A porta não passa de uma pintura híper realista.

Nesse momento acontece algo inédito. Não, inédito não. Autor e narrador se confundem, ou melhor se fundem e viram uma só pessoa. Assim como no parágrafo acima, o narrador se “entrega” e diz “O que foi que EU disse?”

Pronto. A BlogNovela chega a um ponto crucial. Narrador e personagem jamais podem ser vistos juntos assim como Clarke Kent e Superman ou Lula e o autista, digo, artista da esquina. Assim, ao abrir da porta, o autor se dá conta de que, além do enorme clarão de luz, um ser muitíssimo estranho estava lá de pé. Digo estranho e de pé. Plantado lá, e ainda assim, e de pé. O autor no chão, como numa câmara de tortura, dias sem luz e água, num chão de cimento, incomunicado e incomunicável no pior estilo Guantanamo, e já sendo procurado pelos seus blogueiros e pela Amnesty International, Human Rights Watch e Red Cross International, a figura de pé finalmente diz alguma coisa.

F – Era que…

Autor – Como?

F – Era que….

Autor – Desculpa, mas…..está escuro, molhado, digo….úmido, digo, húmido, quente, essa fumaça e eu não esperava…

F – Eu queria te dizer que vim aqui assinar…

Autor – Assassinar?

F- Assinar. Papel. Soltura. Habeas Corpus. Estou aqui para…

Autor – Vem, deita aqui do meu lado. Tô carente, nu, molhado….vem.

F- Sou Juiz dos Céus!. Pára com isso! Os papéis estão aqui (faz sinal de comando pros guardas)

O autor é carregado pra fora da cela. Dão um rápido banho nele. Devolvem-lhe o terno, gravatas de Sobel, e ainda ganha um sapato da Prada.

Autor – Foi a Franca Rame? Foi O Dario Fo?

F- Não, foi o Supremo. Foi o Reino Supremo de Deus. Aqui não queremos prender ninguém. Você é poderoso. Têm as costas e os membros duros e quentes. Sabe muita coisa. Sabe quem é Franca Rame e Dario Fo, Pirandello e outros italianos que escrevem ou escreviam. Pronto, aqui estão os teus papéis querido: pega o primeiro avião. Estás solto. Não tem mais problema. Ninguém mais te põe a mão.

Autor – Mas e essa investigação, esse sofrimento, há quatro anos? Eu morria de medo, entende? Por isso me meti na tal. Não, Natal não, na tal da BlogNovela…pra tentar desaparecer..

F – Não se preocupe. Aqui é assim. Preferimos Hamlet ou melhor, Fortimbras, o braço forte de Shakespeare, seu contraregra, seu ítalo/brasileiro, BRAS, isso lá em 1500 e caquerada…e o resto é silencio! Se, por acaso alguém te ameaçar de novo, tem problema não (tosse!)

Autor – Saúde!

F- Sei lá, preciso cuidar da saúde. Mantive uma curiosa relação com um transex….Esquece. Demos um jeito naquilo, naquela também. Introduzi os bombons de licor!

Autor – Aquela traveca com o bafômetro foi o Senhor?

F – Temos as nossas Listerines, não é?. Vá. Vá pra casa e defenda os seus opportunities meu filho.

Autor e F se despedem. Assim, como no pior estilo de um filme pulp, o autor atravessa uma longa pista de aerporto coberta de fog. Ainda olha pra trás pra ver se Ingrid Bergman o está seguindo para chamá-lo de volta. Mas percebe que a cena está invertida. O jatinho hoje é moderno e não estão em Casablanca. O triste tema “A Dream is just is just a dream” não lhe sai da cabeça enquanto pensa “eu sou livre” e “He’s looking at you kid”. Mas livre do quê? E todos os meus amigos? Todos aqueles amigos do Blog com quem eu queria montar M.O.R.T.E. versão 3?

Ainda do alto da escada no jatinho, o autor acena para o juiz e percebe que terá o restos de seus dias SOZINHO, mesmo que em liberdade.

O avião decola. Algumas pessoas assistem e notam um logo estranho, novo na cauda do avião: “DantasAir/ Devine Comedy”

Minutos apos a decolagem, ouve-se uma enorme explosão. FLASH and CRASH!!!!

No rádio e na TV os rumores são de que o autor, finalmente, conseguiu montar seu M.O.R.T.E. finalmente na mais santa impunidade e seguindo a regra sagrada do país que ama, onde roubar ainda é uma arte sagrada quando se faz parte de uma elite intocável.

Ensaio de FIM

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