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Confidências e Inconfidências na Vida de Um Blog (Atualizado)

New York – Gente, acontece o seguinte: chegamos a uma espécie de “deadlock”, ou impasse aqui no Blog. Vários são os motivos.

Um deles, certamente, está ligado ao contrato (que só fui ler ontem: “escrever sobre assuntos culturais e, eventualmente, política mundial…”). Mas o que está pegando mesmo é o stress! Stress não tem cura, não tem remédio, não tem solução!

Recebi um comunicado (ou orientação, como preferirem) da direção do IG, anteontem, pra que eu focasse o Blog em “assuntos culturais”. Era, na verdade, a idéia desde o início. Falo, sim, sobre Presidente Obama (e não “Barack Hussein”, como quer e insiste denegrir um amigo meu, blogueiro que amo, mas que não se conforma que meu presidente foi de fato eleito), mas procuro encaixar meu Presidente em assuntos relacionados a algum fato cultural. Sei lá como encontro conexões, mas encontro. Seja via Rembrandt (ultimamente), seja via junkies nas ruas de Amsterdam ou uma severa brincadeira com o “Esquadrão da Morte Suíço”, que, ora bolas, não existe (e muitos levaram a sério).

Houve um sério problema pessoal aqui. Vocês devem ter notado que o Vamp postou uma excelente matéria, “O RETRATO DO PODER”, que ficou em destaque por um tempo enorme e rendeu 14 mil acessos, etc .,e ficou um dia e meio no ar.

Bem, ocorre que havia morrido Merce Cunningham. Já no domingo eu sabia disso e fiquei me segurando por que não queria interromper a matéria do Vamp.

Mas quando chegamos na Terça, não pude mais segurar. A Folha estava com a matéria na capa, assim como todos os jornais do mundo (o NYTimes estava com a matéria online no mesmo dia, domingo mesmo), e eu “interrompi” o fluxo de quase 700 comentários (UFA) do artigo do Vamp, e postei a tal matéria sobre o maior gênio da coreografia, da dança teatro, que morreu menos de um mês após a Pina Bausch, também aqui registrado (escrevi pra Folha e re-publiquei aqui).

O que quero dizer com tudo isso?

Blog não pode ser precisosista! É como papel higiênico. Vocês todos conhecem outros blogs e sabem muito bem que uma matéria está em cima agora de manhã e, à noite ela já está lá embaixo ou até já  desapareceu! Aqui, por algum motivo, se convencionou “manter” (com unhas e dentes) uma matéria por dias e dias, talvez por eu não ser ‘blogueiro’, por eu não ter esse pique de escrever o dia inteiro. Justamente pelo fato de ter óperas, peças de teatro e um filme pra dirigir. E não está fácil!

Então, o impasse: como sugere o IG. Menos matérias. Talvez uma por semana. Se surgir algum fato INACREDITÁVEL, talvez duas.

A minha identidade está toda ali, exposta. Esse é realmente meu nome, etc. Minha cidadania mista não me permite, de fato, falar ou escrever sobre assuntos políticos internos brasileiros.

Como ficamos nos comentários? Não sei. Bela pergunta. Do jeito que está, não está . Ontem à noite cheguei em casa por volta das 9 da noite (horário daqui, uma hora a menos que no BR) e haviam 21 comentários na moderação. Às vezes acordo e tem uns 17 na moderação. Juro, juro e juro que não agüento fazer esse tipo de trabalho. Espero que entendam. O IG sugeriu “coluna” sem comentários e eu disse que não, que manteríamos os comentários. Esse é justamente o “charme” do blog. Mas como fazer?

O Vamp acabou de deixar um comentário no post de baixo que prefiro nao comentar. Se eu fosse comentar, meu sangue subiria e eu teria que vomitar uma série de coisas aqui. Não quero. Prefiro simplesmente dizer o seguinte:

Está tudo muito difícil. Muito difícil. Estou a um passo de “entregar” o blog. São 5 anos e meio, juntando com o do UOL.

O teatro está muito difícil. O “Ghost Writer” está muito difícil. As Óperas estão extremamente difíceis. O Blog, que deveria ser um prazer, por motivos que prefiro não expor, se torna um enorme peso.

Então, antes de fechá-lo, prefiro agir com calma e… simplesmente, como diz o “Bruno” (Sasha Baron Cohen), colocar um pé na frente do outro pra ver se consigo equilibrar o passo e o compasso. Nem sempre um artigo vem a ser poético. Nem sempre se termina com uma frase retumbante. Às vezes é o coração que bate forte,

Hoje, esse é o caso.

Gerald Thomas

Comentário do Vamp:

Fiquei revoltado. Mas a revolta, como já dizia o maior de todos, é um valor dos escravos.

Não sou contratado do IG, mas do Gerald Thomas. E isto responde à pergunta se voltarei a escrever ou não. Se o Gerald achar conveniente que eu escreva, eu escrevo, se achar que não, não escrevo. Simples assim. E aproveito para salientar que o Gerald sempre me deu total liberade para escrever sobre qualquer assunto ou pessoa, mesmo tendo, muitas vezes, opinião contrária à minha e mesmo já tendo enfrentado grandes problemas em consequência de um texto que escrevi sobre uma empresa do Governo.

O real motivo do atrito ocorrido entre eu e Gerald, acreditem,  foi uma falha de comunicação e um tremendo mal entendido, tudo potencializado pela vaidade, de minha parte e pelo stress, por parte do Gerald.

O meu comentário sobre a “facada nas costas” não tinha como alvo o Gerald. Achei que isso ficaria óbvio. Mas admito que, dentro do contexto dos comentários, acabou ofendendo-o, sim. E por isso venho publicamente pedir desculpas ao mestre Gerald Thomas, o que já fiz por telefone e celular.

Também gostaria de agradecer a todos que se manisfestaram em meu apoio e dizer que, independentemente do que vier acontecer com o blog daqui pra frente, espero sempre contar com a amizade tanto do mestre Gerald como de boa parte dos leitores deste blog.

Para aqueles que me odeiam, ainda não foi dessa vez.

O Vampiro de Curitiba

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Um Ano de Blog no IG

 .

 .          (Antes do Blog, em Paris)                                      (Depois do Blog)

 

New York – Miami: Cinco anos e meio de Blog corrente, de conta corrente que não se esgota, graças a vocês! Hoje, exatamente hoje, esse Blog comemora um ano aqui no IG.

E, no entanto, os espelhos!  Estejam lá onde estiverem (os espelhos), são somente humanos. Retratam nossa dor. Retratam nosso humor. Retratam nossa estima. Meu medo? Quem estaria ou estará atrás desses espelhos! Quem nos vê da maneira que ninguém mais nos vê. Ou seja: Quem enxerga MESMO, de verdade, nossa alma?

Alma, aquilo que poucos conseguiram até hoje retratar.

Esse ano passou como uma flecha! Foi um ano devotado, praticamente todo ele, á eleição de Barack Obama. Foi, de minha parte, uma tensão doida!

Tem um corpo morto no chão, aqui do meu lado, enquanto escrevo. Sou eu mesmo. Não me reconheço mais. Parte de mim se foi. E não estou tentando brincar com palavras, não estou tentando fazer joguinho com as parolas. Sim, morri de várias formas. Fui traído por vários amigos. Ainda não sei muito bem por quê. Talvez um dia saiba.

Blog traz dessas coisas: em teatro temos um mundo muito EXPLOSIVO. Ele se mostra na hora. O aplauso ou a vaia são ali mesmo, no final, quando cai o pano! Sabemos dos cochichos, sabemos do veneno, mas “sabemos”. Nossos inimigos, por assim dizer, se tornam nossos maiores amigos assim, da noite pro dia, como se nada jamais tivesse acontecido. E aceitamos isso.

A Decadência dos tempos de hoje, com tanto artista legal fazendo tanta bobagem, me choca! Deixa-me triste! Meu corpo morto aqui do lado ainda não foi achado pelo time de “Law & Order Special Victims Unit”. No momento em que encontrarem esse meu corpo em decomposição, constatarão que ele foi molestado, espancado, torturado por tanta, mas tanta burrice, tanta besteira e tanta pobreza cultural que ele leu nesse último ano. E o médico legista não terá um diagnóstico! Aliás, não há!

É de se questionar tudo mesmo: em que ponto de nossa cultura estamos? Como nos vemos? Quem nos vê? Como somos enxergados? Se Richard Wagner nos visse hoje (seu aniversário, by the way), como ele nos veria?

Obama tenta imprimir nessa linda terra nossa uma proposta de um NOVO SISTEMA LEGAL em que terroristas  poderiam ser presos ou detidos por um tempo prolongado DENTRO dos USA (sem julgamento em vista). Qual a diferença entre isso e Guantánamo? É que aqui dentro eles teriam acesso ao sistema judicial. “Ou se prova que são culpados, ou deixa-os andar”.

A Arábia Saudita está conduzindo um programa de reabilitação de ex-membros do Al Qaeda. Entre erros e acertos, a margem é de 80 por cento.

Meu corpo morto aqui do lado, infestado de Kafkas, de Becketts, de Orwells, de uma literatura praticamente obsoleta quando olho essas estantes (retornei pra casa ontem e ainda olho tudo numa ressaca terrível), vejo esses volumes de Joyce, de Gertrude Stein, de sei lá quem. Não nasci com um nome bom. Quem dera. Deram-me um nome vulgar.

Sim, agradeço muitíssimo aos meus mestres! E como! Eles têm nomes sonoros. Mas na autópsia desse corpo não sairão sons. Nunca sai som, a não ser o som do vento armazenado nas entranhas, nos intestinos, o som dos gases, o som gutural do tempo perdido de Proust, o som de certa amargura por não ter sido entendido por A, B ou C.

Escreve o leitor “José Augusto Barnabé”: 

“O Gerald, chegou a hora definitiva de a arte e a criação representar pelos seus meios, o futuro.Acho que Da Vinci foi o último, nos seus escritos e desenhos, que geram até hoje controvérsias e discussões.Não há mais espaço para Inquisições, que se mostrou uma fraude política.O Artista tem que achar forças para se desvincular do Sistema, ser um pouco Iluminatti, escancarando até essas próprias sociedades secretas, também fraudulentas, e criar.Na imaginação está o nosso gene, e o artista que tem o dom da sensibilidade, a aplica melhor.O Planeta está mudando rapidamente, e não é coisa para 500 anos como na época do Da Vinci. É coisa para já.Se os artistas não perceberem, vão deixar de existir e continuar sendo os BOBOS DA CÔRTE.Ficção? não sei. E o Sistema não o é?Você não tem nada para comentar, porém tem muita coisa a fazer, se não desocupa a moita, meu caro”.

Difícil, muitíssimo difícil responder qualquer coisa que coloque Leonardo Da Vinci no meio. Até Shakespeare, em sua última peça, “A Tempestade” (praticamente autobiográfica), se viu num espelho e enxergou um futuro não sangrento. Foi a única tragédia desse magnífico gênio não sangrenta: Prospero, o personagem principal, era um Leonardo. Mas era também um Duque deposto. Era um ILHADO, era alguém que tinha o poder da mágica reduzido aos confins do palco.

Tudo é sempre uma metáfora.

Há um ano, nesse blog, escrevo parte em metáforas, citando meus mestres, citando minhas angústias. Criei um enorme e lindo círculo de amigos. Vocês, os leitores.

Mas as metáforas estão fadadas a ter um limite, a esbarrar na moldura do espelho ou refletirem a luz que vem de fora e, portanto, ofuscarem a imagem real que o espelho deveria estar mostrando. Sim, escapismo.

Escreve o “Capitão Roberto Nascimento”:

Gerald Thomas meu querido cabeludo, que beleza esse texto rapaz! Não é um texto de moleque, de fanfarrão!!É UM TEXTO PARA QUEM USA FARDA PRETA E COLETE; MAS É PARA SE REFLETIR SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO.Eu penso: no BOPE, a gente não pode pensar muito NA HORA; mas devemos pensar antes, no treinamento, para que a ação seja EFICAZ COMO O SILÊNCIO DO FUNDO DO MAR.Nossa missão é subir o morro e deixar corpo de narcotraficante no chão. Pode parecer nazismo, mas, para mim, NAZISMO É DEIXAR OS NAROTRAFICANTES DOMINAREM O MORRO, OPRIMINDO CENTENAS DE MILHARES DE POBRES FAVELADOS.O teu silêncio, Gerald, chega como um abraço. O teu silêncio é o silêncio do preto da minha farda, do frio do meu fuzil, antes da ação.E nós agimos em silêncio Gerald. Quem faz festa é bandido. Quem solta rojão é traficante.A lei é fria e silenciosa. COMO O TSUNAMI QUE NASCE NO FUNDO DO MAR.”

Tudo é sempre uma metáfora. Nem tudo sempre é uma metáfora. Muitos de vocês, leitores, lidam com a vida REAL. E isso, muitas vezes, me assusta. Por quê? Não sei.

Ontem, ainda em Miami, a caminho daqui, um velho, obviamente cubano, enrolado na bandeira americana, trazia, trêmulo, a sua bandeja com um croissant, café, um ovo, etc. Sua cara marcada pelo tempo e sua elegância deixavam claro não tratar-se de um “daqueles” milhões de cubanos que povoam Miami (pra onde eu vou 3 vezes ao ano). Tive uma enorme vontade de cobrir-lhe de perguntas. Muitos milhares de perguntas. Ele me olhava. Eu o olhava. Estamos em pleno feriado de “Memorial Day”, dia dos caídos em combate, em guerras passadas. Os USA em guerra constante!

Mas pensei e pensei. Não, melhor não. De repente, assim como já foi com tantos outros seres interessantes, ele vai vir com uma dessas “verdades universais” ou com a “ordem do universo” e despejar tudo isso sobre a minha bandeja. Isso me aconteceu no Arizona com indígenas que “ouviam deus” ou na Chapada da Diamantina e mesmo na Cornualia.  São seres simples e que tremem, elegantes. Mas que quando perguntados, são verdadeiras “torneiras da verdade”. E eu não suporto mais a quantidade de verdades que existem por aí.

Tive medo de fazer perguntas a um simples ser que poderia ter me contado a sua história de vida. Mas tive medo. Arreguei.

Como pode ser isso? Medo de seres místicos? Eu? Medo de ouvir sobre Eric Von Denicken e os deuses que eram astronautas? Logo eu? Quem te viu e quem te vê, Gerald!

Já ouvi que a minha cara era o mapa de Hiroshima. Então, do que ter medo?

Exaustão chama-se isso. Falta de espaço aqui dentro. E isso me preocupa.

Sim, assim como no texto anterior: “Sinto-me como uma massa, como uma pasta, irregular, inexplicável, triste, vazia, ruidosa, sem nada a declarar e, no entanto, querendo dizer tanta, mas tanta coisa e… sem conseguir dizê-lo.”

Nem tudo sempre é uma metáfora. Às vezes esse corpo morto aqui do meu lado tentou atravessar o espelho vezes demais ou tentou atravessar espelhos espessos demais.

Faz parte da minha profissão: o risco. Como me sinto? Esgotado. Acabado. Esse (que ainda vive) olha praquele que está morto e pensa: será esse o meu futuro? Caramba!

Parece mesmo um conto de Poe! Ou um Borges mal escrito. Somos tantos e não somos porra nenhuma. No texto anterior, “NADA A DECLARAR”, fiz uma declaração de amor a tudo que sinto, de verdade, ao vazio, ao TUDO a Declarar, como o Pacheco detectou.

Mas e agora, José? Um ano e não sei quantos artigos. A partir de hoje estamos sem contrato. Como diria meu mestre Samuel Beckett: “Não Posso Continuar: Hei de Continuar!”

Em inglês soa melhor:

I Can’t Go On. I’ll Go ON!

Muito Obrigado por tudo!

Coberto de emoção e lágrimas vendo o mundo numa relativa paz e, no entanto, atravessando o maior período de mediocridade em décadas, se desmanchando num milk shake insosso e azedo, esperando um Moisés que ainda nem subiu o Monte Sinai, porque lá nada existe!

O deserto está realmente repleto de areia mesmo. E ela está em nossos sapatos.

 

LOVE

Gerald

 

Gerald Thomas, 23/Maio/2009

  

(O Vampiro de Curitiba na edição)

 

 

 

 

 

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O Que Eu Sou e o Que não Sou

LondresPois é! Esta cidade amanheceu soterrada por quase 30 cm de neve. Já ontem a noite o carro patinava pelas ruas como se fosse uma nave desgovernada. Para quem está em plena crise existencial, isso é a própria metáfora perfeita. 

Olha, vou tentar explicar: o blog me reduz. Por favor, não me leiam mal. Mas, sim, ele me reduz. Ao mesmo tempo, eu vivo dizendo aqui que “estou me despedindo do blog, que estou acabando com isso aqui”. 

A razão é simples. Talvez nem tanto. 

Seguinte: Eu sou um ser político. 

Não sou um ser político. 

Bem, não é bem isso. 

Este blog comemorou ontem CINCO anos de existência, contando com o do UOL.  Mas, numa recente entrevista que o Philip Glass deu a meu respeito (linda, deslumbrante, e que o Vamp irá disponibilizar aqui para vocês nos próximos dias), ele me situa dentro do mundo TEATRAL, assim como a Ellen Stewart, a minha MaMa, do La MaMa, também havia feito, a cerca de umas semanas em sua cama de hospital em Nova York. 

O BLOG 

Isto aqui  acabou virando uma tela de Pollock. Mas não lúdica. Não estamos no campo da cultura, como eu havia me proposto. Acabo me vendo no campo das “mundanices” respondendo e atacando coisas e pessoas que são, em última instância, a MENOR das minhas preocupações. 

Me vejo pequeno! 

Sim, me vejo pequeno. Não nasci blogueiro. Sou autor e diretor teatral e , desde que essa entrevista do Philip foi editada, eu tenho pensado o que fazer da vida, qualitativamente. O que fazer? 

Claro que durante esse último ano o assunto era Obama. Eu não poderia deixar de comentar com PAIXÃO aquilo que mais me movia e comovia no campo da política, cultura e comportamento mundial e Barack Obama compreendia tudo isso.  

Mas Obama agora é presidente. Pronto. Já aconteceu. Agora o Presidente Obama completa praticamente 2 semanas desde o seu ‘comando’ na Casa Branca. 

Lula, lulismo, Castro e castrismo, Brown e brownismo, Merkel e merkelismo e ficar reclamando disso e daquilo não é o meu barato.  Tem gente muito mais qualificada para fazer isso.  Entenderam? 

Estou escrevendo “HARD SHOULDER” (Acostamento), um novo espetáculo. E… não posso e não irei mais ficar blogando a favor ou contra aspectos “menores” de governos locais. Sim, é isso. Daqui de Londres eu poderia estar comentando o que o mais recente PLOT da MI5 contra os paquistaneses extremistas-islâmicos tem… Mas não vou. Poderia falar do ETERNO debate local sobre a ETERNA luta contra o a UNIÃO EUROPEIA em que Edward Heath jogou o Reino Unido… e que hoje traz para cá uma quantia desproporcional de romenos, de croatas, de búlgaros, enfim, do Leste Europeu e que ‘não estavam no contrato’ quando Heath (Primeiro Ministro nos anos 70) queria ligar a ilha ao ‘continente’ (significando França, Alemanha, Itália e olhe lá!!!!).  MAS, mais uma vez, não vou falar disso. UFA! 

Então, este artigo é um artigo de alguém em plena crise. Quando o Vamp quiser escrever sobre problemas políticos locais, tá ótimo. Vocês comentam, pulem em cima, se rebelem, mas, por favor, prestem atenção na assinatura do artigo: ele é ele e eu sou eu. 

Nem de Obama eu falo mais.  

Nem sei exatamente sobre o que escreverei até maio próximo. Sei que de política estou de saco repleto. E porquê? O motivo é simplérrimo: é só voltar para Londres para se ter uma sensação de que o tempo parou. 

Encapsulou-se o tempo. Deu-se um pulo para trás. São as mesmas reclamações conservadoras ou trabalhistas de sempre e sempre… 

Mas eu não sou um sujeito do “sempre e sempre”. 

Prefiro ser do NUNCA e nunca. Ou na linha do Risco, sem rede embaixo. Afinal é teatro, ou não? Estou mais para Lewis Carroll ou Borges do que para esses Saramagos que resmungam e resmungam. 

Tenho um dia enorme pela frente. Estou de bem com a vida: acreditem. Londres me faz bem, me “aterra” apesar de ser o lugar da Madness of King George e do avô de Mick Jagger! E no mais, obrigado a todos vocês por terem me aturado por esse tempo todo! 

Vou tentar me mover nessa cidade nevada e, debaixo do braço, alguns livros ‘basicos’: “Náusea”, “1984” (acreditem se quiser) e outros menos conhecidos como “O que fazer?”

 

Gerald Thomas

2 Fevereiro 2009, Londres

 

PS do Vamp: Sempre que entrarem no Blog teclem “F5” para atualizar a página, pois a mesma não está atualizando automaticamente.

 

 

(O Vampiro de Curitiba na edição)

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"Railroading" to Washington DC + NOVOS TEXTOS – José Pacheco e Samuel Bueno. O Blog em contagem regressiva

 

Convite para a posse de ObamaNew York- Queridos: esse blog está em contagem regressiva. Em 1 de Fevereiro ele “completaria” 5 anos de existência (juntando com os 4 anos e pouco de UOL). A contagem do “Sitemeter” dos dois juntos, sei lá onde estaria hoje: 2 milhões, possivelmente? Somos desesperadamente ligados em números, em comentários, em SUCESSO, em “quantos”, “de onde” e QUAL? E por quê? Sim, esse Blog no IG é um tremendo sucesso. Mas está em contagem regressiva.

                   

O Presidente Obama assume seu posto depois de amanhã, nas escadarias do Capitólio, aqui perto, em Washigton DC. O clima nos EUA é de tremenda EUFORIA, sem precedentes: ontem, Obama fez aquela viagem de trem histórica, de Filadelfia até Baltimore, a mesma que Abraham Lincoln, (também de Illinois), fez há século e meio.

Está sendo uma vibração – POP como nem em concerto de ROCK não se vê há anos. ANOS. Euforia é pouco! Tremo enquanto escrevo. O povo esperava horas numa temperatura de 16 graus negatvos pra vê-lo, com Michelle (no dia do aniversario dela) na última parte do vagão histórico.

E terça-feira ao meio dia, Obama está colocando sua mão sobre a bíblia e estará se transformando no 44º presidente Norte Americano. E ainda tem gente que nos olha e diz que somos…o que mesmo? Que somos um país que nada fazemos além de… (ah, deixa pra lá). Eu não sou repórter. Não escreverei de Washington, mas estarei lá. O convite veio, amarelo e ouro, enorme. Saio daqui de NY cedo e atravesso, literalmente um milhão de pessoas desde a minha chegada em Union Station, em DC.

Agora, os deixo com dois textos, o do Pacheco (maravilhoso comentador desse blog) , é referente ao meu artigo desastrado ou exuberante (típico de um encenador ou de um “judeuzinho ou americaninho de Merda…como tantos de vcs escreveram).

O outro, é de Samuel Bueno, alguém que conheci recentemente através das mais estranhas e misteriosas circunstâncias mas um instantâneo amigo: um pensador, um instigante e maravihoso batalhador.

Fiquem bem.
Não sei como volto ou se volto.
Ou pelo menos aqui.
Amei, como sempre. Essa relação se tornou um pouco ‘demasiada’ , eu diria. Tenho muitos projetos pra tocar, desde teatro e opera, até filmes e livros pra escrever.

Vaia em teatro é extremamente ruidoso e acaba numa “demonstração obcena” mas (como diz o Philip Glass numa entrevista a meu respeito “era questão de freedom of speech”). Aqui, ultimamente, são insultos sobre insultos. E mais insultos. Vocês lêem os comentários publicados. Nao lêem o que o Vamp e eu jogamos no lixo.

Esse blog, salvo tantos de vocês que amo de paixão, esta linkado a quase 500 outros. Virou uma Blogmania. Eu sou somente UM.
Obama entra em campo na terça-feira. Temos vivido dias de emoções fortes aqui: o avião que pousou aqui no Hudson sem fatalidades (e alguns comentaristas IMEDIATAMENTE tiveram que apontar o piloto americano do Legacy como responsável pela morte dos passageiros da GOL; não enxergam e não querem enxergar o BURACO NEGRO da falha na própria área que vem a ser aquela região inteira em cima da Floresta Amazônica e, OBVIO, não mencionaram o Acidente HORRENDO da TAM em Congonhas.)

Enfim: essas discussoes não são mais FRUTIFERAS. Aqui, nós estamos entrando em OUTRA ERA.
E como não quero me alongar mais em constantes picuinhas existências irresolviveis, estou em contagem regressiva.
Um enorme beijo.
Aos textos:

Por Jose Pacheco Filho

Amigos (as).

Ontem em lan house teclei dois comentários rapidamente e sai do blog.
Ao anoitecer compareci a uma festividade. Festa de aniversário da esposa do dentista Mauricio que é de Santos como eu era. Eu era digo porque agora estou méis cá do que lá.O Mauricio ainda vive entre o cá e o lá em alternâncias de quinze dias.Quem é de Santos deve conhecer a clinica OdontoRiso.São duas,uma cá e outra lá.
Desconfio que o Mauricio vá terminar trazendo tudo pra cá.
Porque aqui é lindo.
Porque aqui crianças andam pelas ruas tranquilamente.
Porque aqui não tem pedintes nas ruas.
Porque aqui tem tudo que tem em Santos exceto violência.
Ninguém se sente inferior a ninguém e nem mesmo existe racismo.
Se houvesse seria inverso, pois por cá a maioria são negros.
Negros brasileiros. negros baianos.
O único defeito que eu noto em Belmonte é a enorme quantidade de dependentes de bolsas do governo.
Não sei quantos são, mas pelas filas que vejo nos dias de pagamentos são muitos.
Estão certos?
Sei lá.
Já relatei aqui no blog que assisti bolsistas que saem com o dinheiro e correm tomar cervejas. Verdade que para alguns é um auxilio.Verdade também que para outros é acomodação.
E também é verdade que existem uns que precisam, mas por questão de honra não se submetem a condição de dependentes.
E todos vivem. Ou sobrevivem.
Completamente felizes com o pouco que tem. Pouco em bens materiais e muito em bens naturais.
São donos da brisa e do sol. Do mar e das areias.Do produto do que pescam e retiram das águas e dos mangues.Dos frutos que são abundantes e na maioria dados nas épocas entre vizinhos.
Então eu vivo sim em uma Pachecolândia. Diferente da que nos disse o Fabio PIPIPI atribuída e relatada em comentário ao Gepeto-Stromboli. Só que as casas não são de chocolate.Mas tem o sabor e o cheiro.Pois Belmonte alem de tudo já foi exportador de cacau.E ainda aqui é fácil e barato comprar bombom de chocolate com pimenta.A cinco mangos o quilo.Camarão limpo e descascado a dez e peixe robalo a oito.Está vendo Fábio como existe sim uma Pachecolândia.Procure a ache a tua.Pode estar a teu lado e você preocupado em defender o indefensável(o Lula) não percebe que a felicidade está ao teu alcance.Está na tua mente.Crie um mundo e o encontre.è fácil.Eu encontrei o meu.O Mauricio citado acima está encontrando e minha filha Ana já decidiu mudar para cá.Esteve com meus netos estes dias passados por aqui durante a virada de ano e não se conforma em viver mais por lá(Santos).Decidiu e vai mudar para cá.E talvez volte a escrever neste blog do qual tem estado ausente.Não por falta de vontade mas por falta de computador.Não entrarei em detalhes mas os motivos são familiares.O Gerald sabe quais são e a Glorinha também.E mais um monte de freqüentadores deste blog poderia saber se prestassem mais atenção no que aqui é escrito.
Aqui se escreve e se Le o que se quer.
Por isto mesmo é que estou a falar de Belmonte.
Deveria estar falando do destaque que o Gerald gentilmente deu aos meus comentários de ontem, mas segurei.
Claro que estou feliz e orgulhoso por ter sido premiado. Eu considero um premio.Algo como um “blog Oscar”.Trabalho ou comentário reconhecido.
Mas me preocupa um detalhe. O Gerald disse que eu o entendo e explico ele melhor que ele!
Caramba!Logo eu?Eu que tenho duvidas em me explicar.
Quem sabe o Gerald um dia explique algo me explicando.
Deve ser isto que ando buscando.
E não sei se estarei preparado para começar a ouvir ou ler critica (já existem e está ai por cima). Se forem de bom gosto eu assim as receberei.
Se forem ofensivas farei como o Vampiro fez um dia: Estarei cagando e andando para as criticas. Sendo critico de arte e não entendendo porra nenhuma de arte farei consideração iguais aos meus possíveis críticos.Imaginarei que não sabem quem é o Pacheco e por isto criticam.
Mais não digo por que estou próximo da soberba. Não será uma gentileza do Gerald que irá me subir a cabeça.
Mas que é uma sensação boa.
Eu que pouco sei estou próximo ao Tene Cheba. Quase entendendo o Tarquínio e gostando mais do Anino e do Fabio entre outros excelentes bloguistas.Enumerar os que aprecio seria chover no molhado.São fáceis de serem identificados.Virtualmente sabemos quem somos.
Mesmo aqueles que só destilam seus venenos são perfeitamente reconhecíveis.
E ficarei na expectativa de comentários futuros.
Espero que o Gerald não tenha me feito um Bait man.
De vinho só conheço o Sangue do Boi e o argentino Toro Viejo. O primeiro devido ser distribuído para consumo em festas Natalinas na Marinha e o segundo porque é bom e barato comprado na importadora em Porto Seguro.
Também não sei desfilar e não compro Armani.
Serei um falso Bait Man.
Pura isca.
Morda quem puder.
O que vier é peixe.
Obrigado.

Jose Pacheco.


Por Samuel Bueno

Luciano Yishai Bueno é certamente um primo distante meu, pois, em algum momento da história, ancestrais nossos foram ao menos parentes. Como você provavelmente já ouviu, as pessoas de sobrenome Bueno – a não ser que os respectivos antepassados ou elas próprias hajam simplesmente adotado esse patronímico – são originárias de um mesmo tronco familiar que, no passado remoto, era de judeus sefaradim (ou sefarditas – isto é, judeus espanhóis, em grande maioria obrigados a se converterem ao catolicismo por decreto real na Espanha em 1492 e em Portugal em 1497). Isso inclui também a verdadeira legião de brasileiros chamados Bueno que, atualmente, nem sabem dessa peculiaridade de sua genealogia, podendo mesmo terem aversão ao Judaismo e se considerarem quiçá até anti-semitas e adeptos do nazismo. São as tais curiosidades históricas: muito descendentes de judeus, conscientemente ou não, acabaram por desempenhar papel de algozes daqueles com quem partilhavam a mesma ancestralidade. Alguns eram convictos cristãos, muçulmanos ou adeptos de outras confissões religiosas; outros, estavam tomados de fervor político-deológico das mais variadas correntes – embora, como lembrei na mensagem anterior, comunismo e outras vertentes de socialismo, em geral, tenham sido a esmagadora preferência judaica desde o final do século XIX. Pelo menos quinze mil judeus, a maioria mestiços, mas alguns de pai e mãe, combateram nas forças armadas de Hitler, alguns para salvar a pele, outros porque não sabiam muito sobre seus ancestrais, outros enfim porque eram nazistas… Parece incrível, não é? Assim, porém, caminha a Humanidade… Nem sempre as pessoas têm conhecimento de suas próprias raízes ou, quando têm, gostam do que sabem, sobretudo se as respectivas não estiverem “na moda”: é sobejamente sabido que muitos judeus colaboraram com os nazistas nos guetos, onde existia até mesmo uma “polícia judaica” para arrebanhar os irmãos para entregá-los às SS, enquanto nos campos de concentração os famosos “kapos” mantinham a “lei e a ordem”, encaminhando os que eram selecionados para serem punidos ou recambiados para os locais de extermínio. Ah, o ser humano…

Por uma circunstância digamos “cósmica”, Luciano e eu temos uma consciência clara de nossa condição judaica, mas, concretamente, encontramo-nos pessoalmente apenas uma ou duas vezes e conversamos muito brevemente, mas trocamos por vezes e-mails. Ele é religioso observante e tem seus laivos de direitismo, eu sou laico e anti-religões obscurantistas, em geral, além de me posicionar politicamente como esquerdista, com formação familiar marxista e um enfoque que no passado foi leninista, mas está mais moderado hoje. Acho que o Luciano quis me provocar ao me retransmitir seu e-mail e comentário, sabia que eu não deixaria de replicar, queria me botar no fogo, fez o papel do que chamávamos antigamente um “agent provocateur”…

Samuel Bueno

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O Recalque dos Brasileiros

NEW YORK – Eu sei que não é fácil viver afastado do mundo. Sei como é difícil “tentar” estar envolvido e, no entanto, não estar. Imagino como deva ser enfurecedor. 

Digo, frustrantemente enfurecedor. O conflito em querer ter o poder e não tê-lo é difícil. Olhar para as grandes nações do mundo e sempre ter que imitá-las, importar seus produtos, “fazer tudo igual, mesmo com anos ou décadas de atraso” acaba virando um recalque. Sim, um furor de racalque. 

Do que eu falo? Desse blog, óbvio. E de alguns comentaristas e do Brasil como país, como nação, sempre tentando meter seu bedelho em tudo. Digo, opiniões impressionantes a respeito de tudo, quando não sabem nem onde fica a porra do Yemen, ou sua história. 

Uma nação conquista sua história com INDEPENDÊNCIA, sangue, e formula sua CONSTITUIÇÃO através de uma, duas, três ou mais Revoluções. São sanguinárias essas guerras internas, os conflitos internos, e, principalmente, a luta que se trava entre grupos de interesses e a moral da grande maioria silenciosa e os os direitos civis, e a liberdade INDIVIDUAL vai ganhando um preço! Um preço alto. 

Poucos de vocês (desculpe se os insulto) têm vida vivida (empírica)  em terras estrangeiras de PRIMEIRO MUNDO e tudo que conhecem já lhes chega em segunda mão! E vem destilado, babado, cagado, amerdalhado, assim como os (des)editores bem entendem, já que ninguém entende porra nenhuma: é sentindo o cheiro das esquinas e comprando no coreano que fica aberto 24 horas e cortando legume na calçada de NY que se conhece uma cidade, e não pelos seriados de TV. 

Resumido: Vocês aí no Brasil discutem e se arrastam, mandam “Ministro” (eita demagogia populista de merda) para “mediar” a crise entre Israelenses e Palestinos (óbvio que o cara não chegou nem perto ou sentou em poltrona alguma… ). Enfim, o Brasil é um país que se ARRASTA há décadas, há séculos, mas NUNCA CHEGA LÁ. É o tal GIGANTE DOPAMINADO, dopado. Antigamente, dizia-se “adormecido”. 

Hoje (antes isso não fosse verdade), infelizmente, não tenho mais esperanças em que ele acorde!  Ou roubos, a malandragem instituídas e a… 

A CULTURA do COITADINHO… me ouviram? A cultura que apadrinha o coitadinho…

E que, na verdade, ODEIA O VENCEDOR, mas adora dar um tapinha nas costas daquele que PERDE, porque se identifica com aquele QUE PERDE…. gente… que merda! Que merda! 

E, no entanto, vocês acham que sabem alguma coisa sobre a Commonwealth Britânica ou como os EUA estão enterrado até os dentes em todos, digo TODOS os conflitos Regionais MUNDIAIS porque, dede Reza Palevi até o Saddam Hussein, até Bin Laden, todos foram,de uma forma ou de outra, oportunizados por uma administração da Casa Branca ou por outra para conter os Russos ou os Iranianos ou os não sei quem, dependendo do jogador de xadrez da hora e de quem estava com a rainha na mão certa. 

O Brasil não está nesse meio. Não é um jogador mundial de política! É O PAÍS QUE DETESTA O (assim chamado) “IMPERIALISTA” . Amam nos odiar (me coloco agora como americano, apesar de ser brasileiro também!), mas DEPENDEM DO CONSUMO de produtos importados dos poros até o CHUÍ (Marilena inclusa). 

O BRASIL é um país que acaricia o PERDEDOR, é um país que tem ÓDIO do resto do mundo que ATROPELA a economia globalizada por pura falta de competência! Até a India está na frente e a Coréia do Sul, por exemplo… ah, essa já deu o pulo do gato há tanto tempo que exporta tecnologia!  

A única coisa sobre a qual  vocês podem MESMO ( e com AMBIÇÃO de Phd!) é sobre a PORRA DA NOVELINHA DAS 8, DAS 9, DAS 10, DAS 11, DAS 12, DAS 13, DAS 14, DAS 15…  

Ou sobre a impunidade dos salafrários que não vêem o olho da Justiça NUNCA porque num país que não se auto-respeita não existe JUSTIÇA! Existe JUSTIÇAMENTO, ou como dizia-se nos porões do DOI-CODI, “desaparecimento”. Mesmo nos anos Bush que, graças a deus tem 4 dias contados, a pior prisão (Guantânamo) não rivaliza com uma delegacia de polícia comum em, sei lá, preencha a lacuna!  

Recalque brasileiro por não fazer parte do G8, do G9 e querer inventar um G20 ou cadeiras como um idiótico Sarkozy sorridente aterrisando nas praias cariocas afirmando que o Brasil deveria fazer parte do Conselho da ONU? Que porra de ONU !  Talvez a melhor coisa que Israel fez foi bombardear aquela merdinha de esconderijo de ONU que não existe mesmo (moro do lado do prédio feio, ridículo e corrupto chamado UN, aqui na 1 Avenida!) 

Fazer parte de uma nação de verdade é fazer parte de um VERDADEIRO RISCO. VOCÊS NÃO SABEM O QUE É ISSO.  VOCÊS SEQUER TÊM UM EXÉRCITO DE VERDADE. MARINES, ESTOU FALANDO DOS MARINES OU DA US NAVY, CARALHO! 

O que um brasileiro sente quando olha para um soldado marchando em 7 de setembro? Nada. Não sente nada. Vocês não têm história. E se têm, não se orgulham dela. Por isso grudam esses olhos vesgos na televisão e vivem a vida DOS OUTROS, vivem no NOSSO CENÁRIO, FINGEM ODIAR , MAS ENCHEM NOSSAS RUAS, NOSSOS RESTAURANTES, COMPRAM NOSSOS PRODUTOS E POR QUÊ? 

PORQUE NÓS INVENTAMOS TUDO! 

Basta um mero exemplo para explicar a miséria estúpida em que vocês vivem: olhem o metrô de São Paulo e olhem o tamanho de São Paulo. E olhem a data dos metrôs das outras capitais mundiais. Não preciso dizer mais nada, preciso? 

E  vocês são um bando de reclamões opinativos.

Ociosos, retóricos, opinativos. Merecem um divã com pregos ou espinhos! Ah, e antes de me virem com respostas levantadas pelo Google (inventado aqui), lembrem-se que TUDO surgiu aqui, a não ser Confúcio ou Sófocles. Até a Bossa Nova veio do Jazz e o Chorinho veio do Blues, seus racistas inconformados com a terra que não brota. Só queima, queima, queima e entra em vossos pulmões para virar, digamos assim… rancor cancerígeno.

Gerald Thomas – NEW YORK, 15/01/2009

 

(O Vampiro de Curitiba na edição)

 

 

16/01/2009 – 16:34
Enviado por: Jose Pacheco Filho
Diverti-me tanto esta tarde ao ler todos os comentários já postados que estou pensando em continuar ficando sós na janela e apreciando.
Salvo brilhantes exceções a maioria confirma as palavras do Gerald.
Nem ao menos param para pensar no que escrevem e mandam para a moderação as asneiras escritas. O pior é que talvez se julguem os verdadeiros donos da verdade.RsRsRS.
O Gerald é e nasceu para ser teatrólogo. Seus textos são como peças que sua mente vai criando e usando o material que ele recolhe no dia a dia.Deve servir de tudo.Pessoas,tipos ,situações,acontecimentos e falas.E aqui no blog,principalmente as falas que são enviadas por escrito.
Gerald ao que eu saiba não é um ator. É antes de tudo um criador e diretor.Dirige e exige que o ator faça exatamente como ele imagina que deva ser a fala e principalmente a postura do dirigido.
Este blog funciona para ele (penso eu) como um celeiro de astros aos quais ele (o autor-diretor) conduz para o lado que ele mesmo deseja.
Seu amor pelo Brasil é evidente e só não percebe que não deseja enxergar senão somente seu ponto de vista pessoal.
O artigo forte lido as pressas leva os exaltados nacionalistas de araque e desejarem jogar pedras na Geni de plantão (no caso o Gerald) e mandam brasa destilando seus recalques e ódios contidos.
Calma porra. Pense antes de vomitar suas fraquezas e inibições.
Leia com auto-critica.Veja o lado bom da critica.
Só critica quem ama. Quem não ama despreza e esquece.
Quem critica com honestidade deseja consertar e melhora.
Gerald está tentando construir e não destruir.
Quem gosta de destruição é terrorista.
Ataque o terrorista. Talvez aquele que está dentro de você.
E aplauda quem merece.
Eu aplaudo o Gerald e outros que aqui souberam ler a mensagem que um autor e diretor escreveram.
Obrigado.
Pacheco.
___________________________________________
Sim, Reinaldo Pedroso, se eh pra me ofender, FORA CARA. Fora.

Contrera: tenho que ler teus comentarios com calma, porque te adoro e tenho que ler com calma e te responder com calma.

Mesma coisa com Tene Cheba que me entendeu mal. Desculpe Tene, acho que vc nao me entendeu direito e um emai pessoal ira resolver isso.

Ezir, mesma coisa.

Quanto ao resto, estou exausto. Vim de uma reuniao e tenho que resolver o que fazer aqui: estamos , OBVIAMENTE, num impasse.
Obviamente num impasse.

alias, desde que a Ellen Stewart me falou “what is this thing you’re writing for….a blog? You must keep on writing for the theater.”

e eh isso mesmo que eu vou fazer.

Paulo Francis – certa vez – falou assim: “Nao vou ficar recebendo ordem de fedelho!” Ele se referia a um periodo da Folha.

Passou. Francis evoluiu. Virou outra coisa.

A Folha evouliu , virou outra outra coisa.

Hoje me perguntaram : “Voce nao vai escrever sobre o aviao que caiu ai em NY?”

eu respondi: NAO SOU REPORTER!!!

me perguntaram em seguida: Voce vai pra posse do Obama? Vai escrever?

Vou pra posse do Obama sim: ESCREVO O QUE QUISER. SOBRE O QUE QUISER. OU QUEBRO MEU CONTRATO COM ESSA PORRA AQUI.

Sim, escrevi um texto sobre o que muitos brasileiros pensam sobre o Brasil.

Se eu tivesse escrito um Texto sobre os Estados Unidos, ah ha ha ha ha ha, talvez os Petistas estivessem construindo estatuas pra mim hoje, de bronze, prata ou OURO.,

Querem saber? Hay gobierno, soy contra. Mas existem sim algumas nacoes mais bem resolvidas. Querem que eu meta o PAU nos rednecks e nos hillbillies daqui? Sem nenhum problema’

Alias, o blog, juntando com o do UOL, em 1 de fevereiro FARIA 5 anos. Ja nem sei o que eh NAO TER UM BLOG.

ENFIM, PASSEI UM ANO OU UM ANO E MEIO

METENDO O PAU EM JOHN McCAIN e todos os Republicanos

no GOP inteiro.

Sofri ate nas maos do Vamp, perdi leitores

Ganhei outros

“Fui livrado” de um site (gracas ao bom deus) de um site (gratuito) que opera – de operar mesmo, no pior sentido) da Florida, mas de brasileiros, da pior especie.

2008 foi um ano pessimo. Pro final foi ficando melhor.

Volto pras minhas encenacoes!

e pra um OTIMO ano Obama
e,

um mundo melhor: espero.

e, sinceramente?

com mais respeito. Um pelo outro. Onde quem le, entende que a leitura as vezes atinge o nervo que o escritor nao enxerga cirurgicamente de PROPOSITO. NAO EH PROPOSITAL.
Jamais trataria o meu leitor assim, propositalmente. Pra que? e Por que?
Nao faz sentido? Mas a critica dura? Ela eh valida sim senhor. E foi atraves dela que movimentos como a Bauhaus e os poetas concretos, os Maravilhosos irmaos Campos atravessaram propriedades inteiras de “wasteland”, ou seja, de terreno baldio…
que vem a ser…
justamente aquilo que o escrtitor ou o poeta nao esperam atingir (mas atingem ao que me parece) no momento de fragilidade UNICA ao se posicionarem perante ao mundo em CRISE num momento da virada crucial de suas vidas

A todo pessoal do IG que tem sido do caralho: meu muito obrigado. Muito obrigado mesmo!
LOVE
Gerald Thomas

16 January 2009

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Deprê parte 2: o que fazer? Ou: "O Dia em que fui processado por Tom Cruise"

 

Este post deve ser lido com o de ontem, o da “depressão”, etc., aqui embaixo. O que eu tenho feito nesses anos todos? Qual tem sido meu trabalho direto e indireto nos palcos do mundo desde que trabalhei na Amnesty International em Londres? Fácil de responder? Difícil?

Não. Acho que não. Os que me chamam de hermético, polêmico, controverso, etc., devem ter lá suas razões. Mas já passei por todas as provas. Oitenta e tantos espetáculos e óperas depois, por sei lá quantos paises, o substrato vem a ser esse: fácil atacar!!! Eu mesmo ataco em blogs. Ataco em entrevistas! E, para quê?

Pra nada. Pra absolutamente nada.

Meu trabalho nos palcos de teatro do mundo nada mais tem sido senão uma tentativa de integração de culturas. E por quê? Porque venho de uma cultura fragmentada. Venho dessa coisa chata chamada Iconoclastia e Desconstrutivismo. E um povo que se afastou ou foi afastado: Yin e Yang. Na balança final, um atrai o outro.

Acabou. Há anos venho tentando somar os cacos do que sobraram para formar um novo mosaico: mas sobrou alguma coisa?

Vejo como se torna simples ATACAR pessoas, ferir pessoas. Eu mesmo sou um mestre nisso. Mas, para quê?

Quando, em 1999, escrevi uma resenha sobre o filme não tão genial do Kubrick “EYES WIDE SHUT”, que assumia que um casal não trepava mais, para fazer a metalinguagem numa estória de Schnitzler (sobre um casal que não conseguia mais manter relações sexuais) , fui violentamente contra-atacado pelos agentes de Tom Cruise e Nicole Kidman.

Quando ameacei que iria adiante e revelaria o que eu sabia sobre suas vidas pessoais, pararam imediatamente com o processo.

Mas isso tudo é tão imbecil visto em retrospecto. O que me interessava era o jogo que eles (o casal) haviam topado fazer com um Kubrick já em estado terminal.

Hoje, em Kabul, capital do Afeganistão,  uma corte suprema sentenciou o jovem jornalista Sayed Parwiz Kambakhsh a 20 anos de prisão. Um jornalista!!!!! Por pouco ele não leva a pena de morte. Isso deveria REPERCUTIR em todos os veículos do mundo, assim como a cabeça degolada de Daniel Pearl (até filme virou!). A jornada de Seymour Hirsch pelo Cambodja virou filme também!!!

Afinal, quando digo que São Paulo virou uma província, eu errei.

Nós viramos uma província desgraçada.

Aqui dentro de nossas cabeças! Enquanto não nos libertarmos desse MONSTRO que ATACA um ao outro sem parar, como se fosse uma farpa desprendida de qualquer EMOÇÃO, uma coisa desprendida de qualquer alma, nunca conseguiremos ser algo, um ser íntegro. E isso nada tem a ver com qual país, qual cidade.

Sim, atacar sempre será muito fácil.

Mas, manter-se “antenado”, antenado no MUNDO, nu, despido e antenado, prestando atenção, sim, isso sim quer dizer algo. E o quê? Quer dizer que nossas almas serão mais generosas e mais abertas e nosso JUÍZO será um pouco mais HUMILDE porque, afinal de contas, somos somente humanos. Não somos e não podemos brincar de ser… deus.

Gerald Thomas

Parabenizando a todos por 5 meses de BLOG aqui no IG

(O Vampiro de Curitiba na edição)

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SEJA VOCÊ UM ATOR DA PRÓXIMA BLOGNOVELA DE GERALD THOMAS

Gerald Thomas convida você a enviar o seu vídeo. É como um teste de elenco online. Se você for escolhido poderá fazer parte de uma peça de teatro interativa que será encenada em São Paulo no mês de novembro.

Sugerimos que os interessados leiam os capítulos da BlogNovela já publicados aqui no blog e mandem vídeos com interpretações relacionadas a esses capítulos.

Todos podem usar a área de comentários deste post para eliminar qualquer dúvida e enviar sugestões.

Desejamos a todos M.E.R.D.A !!!!

 

 

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