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Os Porcos Que Espirram

 

New York – Depois das aves assassinas (SARS ou Avian Flu) e das Vacas Loucas (Mad Cow Disease), finalmente temos os Suínos Gripados que já mataram algumas dezenas de pessoas. E depois dos porcos? Qual será o próximo animal? O gato da tua casa? O cachorro de estimação? Quem será o próximo inimigo do homem?

Em minha opinião, somos os nossos piores inimigos. Isso, nós mesmos! Não precisamos dos animais.

Claro que, de vez em quando, uma vaca louca ou uma ave louca ou um porco louco ajudam a dispersar o fato que SOMOS LOUCOS, nós, os seres humanos!

Vamos combinar? Esses porcos trazem duas coisas que não gostamos! Ih… não posso falar. Ah, não posso falar que lá vem comentarista meter o pau me chamando disso e daquilo e mais aquilo outro! Vou falar sim: Não gostamos dos mexicanos! Pronto, falei!  Êita povinho sem graça!

Mas a C.I.A. bem que podia mandar esses suínos pro Paquistão, que a cada dia que passa se vê mais infestado pelo Talibã. Esses suínos gripados poderiam ser treinados como agentes secretos e… Ihhhh… Não. Nada feito. Muçulmano e judeu não comem carne de porco. Povo sábio! Aliás, quem deve estar dando pulos de alegria são os vegetarianos, os veganos, etc. Pergunto-me como ficaria a Alemanha num caso de total “outbreak” de suínos contaminados, sendo que um menu no país tedesco contém as várias partes do porco, desde o  Eisbein (joelho) e, ah, sei lá…

Os mexicanos também defecam sobre a nossa alface e sobre o nosso espinafre, na colheita, na Califórnia, nos dando a deliciosa bactéria e.coli. É uma delícia. Uma delícia!

Já no México, onde o surto é mais forte, ao menos 22 pessoas morreram comprovadamente por causa da doença. Desde 13 de abril, houve mais de 1.600 casos suspeitos e 103 mortes cuja causa provável foi a gripe suína. O governo mexicano ordenou o fechamento de escolas no Distrito Federal e nos Estados de México e San Luis Potosí até no mínimo dia 6 de maio. Membros do Exército foram às ruas da Cidade do México ontem para distribuir máscaras de respiração a transeuntes.

O que será uma máscara de respiração mexicana? Será uma máscara do carnaval da morte? Ou algo celebrando o massacre dos Astecas? 

Segundo John Brennan, assistente do presidente Barack Obama para segurança doméstica e contra-terrorismo, “nossa prioridade agora é garantir que a comunicação seja robusta e que os esforços de vigilância médica estejam totalmente ativados.”

Já ouviram tanta baboseira? Eu não! Quem nos livra das baboseiras do próprio homem? Um mexilhão contaminado? Uma barbatana de tubarão afiada? Um atum cheio de mercúrio?

Sempre haverá um BICHO jogando contra nós, nessa ANIMAL FARM Orwelliana, já que nós resolvemos injetá-los com hormônios, tratá-los como… “maquinas de produzir carne”. Nojo!

Eles, esses bichos de criação em massa, são nossa invenção! É mais que justo que se revoltem contra nós!

 

P.S. Muitíssimo obrigado pelos quase 1.000 comentários do post anterior!

 

Gerald Thomas-27/Abril/2009

 

(Vamp na edição)

P.S. do Vamp: Me parece que a página não está atualizando automaticamente. Portanto: F5, “atualizar” ou “refresh”, se for o caso.

 

 

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Obama e o Carnaval Brasileiro

 

Miami — Enquanto os brasileiros estão pulando seus últimos momentos de Carnaval e fazendo réplicas de Teatro Municipal na Marquês de Sapucaí (seria interessante, também, ver um contraponto: a Marquês de Sapucaí dentro do Municipal – e por sua vez, com uma réplica do próprio Municipal – criando um labirinto de Escher, infinito e ensurdecedor), os Estados Unidos da América estão no TRABALHO!

  
O Presidente Barack Obama falou ao membros do Congresso e Senado e Convidados especiais. Não era exatamente uma State of The Union Address apesar de ter a cara do State of the Union Address. Foi, certamente, o mais EMOCIONANTE discurso de qualquer presidente EVER que já vi ou já ouvi nesses 54 anos em que habito esse planeta.

 

Barack Obama fala normalmente. Não se trata de oratória. Não tem aquele canto, aquela projeção desnecessária que político adota uma vez que se percebe político (assim como ator que se percebe ator!).

 

Enquanto o País em crise permanente (o Brasil) festejava mais um longo e badalado feriado, Obama e os EUA foram à luta. O Brasil pré-Medeia, ou quase Hamlet, só fica na terra do “quase”. Aqui é o seguinte:

 

Desde que assumiu a liderança no dia 20 de janeiro, Obama vem lutando pra passar suas idéias. E não são poucas.

 

Hoje ele as delineou por 52 minutos na frente de seus inimigos republicanos e amigos democratas. E, ao contrário dos eternos panos quentes brasileiros onde NUNCA HÁ CRISE, aqui o Presidente é justamente o PRIMEIRO a dizer que estamos na PIOR recessão desde a Grande Depressão (1929). Mais ou menos como colocar a réplica do Teatro Municipal dentro do Teatro Municipal e assim por diante!

 

“Nós nos reconstruiremos, nos recuperaremos e os Estados Unidos irão emergir mais forte que antes”, dizia Obama, de pé, diante de Nancy Pelosi e seu vice Joe Biden. “Ninguém mexe com o Joe” (nobody messes with Joe!), citando uma frase de Mean Streets de Martin Scorcese. Temos um presidente culto, educado. Santo Deus, que diferença!

 

Até os republicanos apertaram sua mão quando fez sua entrada triunfal! E como foi triunfal! Pois é, que loucura!

 

Os jornais de amanhã trarão detalhes explícitos sobre o discurso. Não estou aqui para isso. Mas me impressiono, SIM, e me emociono, SIM, com alguém que tem a coragem e tem princípios de admitir os erros do passado sem (necessariamente) ter que perseguir aqueles que cometeram esses erros.

 

A América está caindo para trás da China e da Alemanha, do Japão e outras nações em termos de produção de energia limpa.

 

Será que ele esqueceu do Carnaval Brasileiro? Não se produz energia limpa no carnaval brasileiro? Afinal, são 6 dias sem se produzir porra nenhuma. E produzir porra nenhuma é… no mínimo, limpo. Não é?

 

Ah, claro. Tem esse bostinha do Bobby Jindal, de Louisiana, que os republicanos inventaram agora. Sarah Palin não deu certo, fez o partido de idiota total, então agora o GOP pegou uma pessoa de “pele escura”. Não são curiosos esses republicanos? Pois ele se pronunciou logo após o ovacionado Obama. Não tem importância. Já eram 11 da noite na Costa Leste. Ninguém ouviu, nem eu.

 

Claro, Obama tomou conhecimento do descontentamento do público sobre o bailout (salvamento) para os bancos, para indústria automobilística, etc.. Mas anunciou um FIM, num tom quase ditatorial que – com dinheiro PÚBLICO do contribuinte –  os CEO’s desses bancos estariam com suas fichas transparentes de agora em diante e SEM JATINHOS PARTICULARES. FIM. FIM DE UMA ERA.

 

FIM DE PARTIDA.

 

Ah, sim, e em falar em fim de partida (já que ele foi o único senador a votar CONTRA a invasão do Iraque), hoje, mais uma vez, ele colocou seu plano de SAÍDA das tropas de lá. Não disse quando. E isso me preocupa cada vez mais. Pois parece cada vez mais longe.

 

Ah, claro. Falou que NOS ESTADOS UNIDOS NÃO SE TORTURA MAIS! (ovacionado até pelos militares presentes – e não eram poucos!). Referia-se ao fechamento da base de Guantánamo!

Ou seja: admitiu hoje, como em outras vezes, que JÁ SE USOU O MÉTODO DE TORTURA!

 

“Foi em momentos de crise profunda que esse País se ergueu. Na Guerra Civil  nos colocamos nos trilhos. Na Depressão dos anos 30 construímos nossas autoestradas, foi numa crise que colocamos o homem na Lua! Não temos mais o DIRETO de ver a garotada cair fora das escolas porque cair fora das escolas significa cair fora dos Estados Unidos (Quitting América).”

 


Forte este último parágrafo para alguém que caiu fora da escola e aprendeu tudo sentado na vida ou numa biblioteca ou nos palcos de teatro… foi um pouco ditatorial, mas sei do que ele está falando. Ele fala (indiretamente) do nível baixíssimo do sistema educacional em que se chegou aqui. Fala (indiretamente) do outsourcing, da exportação da força de trabalho, do fato de que os USA inventaram a energia solar,  mas quem fabrica a pilha é a Coréia do Sul ou a China e isso é enfurecedor!!!!! E ele fala também, assim como nenhum líder brasileiro tem CULHÃO de falar, porque o povo brasileiro não tem CULTURA pra ouvir que a ERA FORJADA da GUERRA FRIA acabou: “Nao usamos mais armas da época da guerra fria. Então, fim! Fim disso”.

 

Ovação

 

Assim, dessa mesma maneira, ele foi ovacionado quando respirou, olhou um por um nos olhos e disse: “olha aqui… podemos divergir em vários pontos. Afinal, política é isso. Mas eu tenho a certeza absoluta de uma coisa: somos todos cidadãos americanos nessa sala. Todos amamos esse país. Todos queremos que a América seja um sucesso”.

 

Gerald Thomas

 

 

 ( O Vampiro de Curitiba na edição)

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Fernando Torres

Ontem mesmo eu recebi a tristíssima notícia da morte do meu ex-sogro. Meu casamento com a Nanda foi um dos mais fortes, mais deliciosos da minha vida.  Falei, do Castelo de Caras, aqui perto em Tarrytown, NY, com a “Sir.” Fernandona, minha ex companheira de palco de “Flash and Crash Days” (junto com a Nanda).

Estou tristíssimo. Não sei o que dizer. Não tenho o que dizer. O Fernando viajou com a troupe  para  a Alemanha, para a Dinamarca e foi ótimo para nós. Espero que tenha sido ótimo para ele. 

Em cada jantar e no convívio íntimo eu sentia a “dor do mundo” que
ele esboçava em seu olhar. E mesmo lá, naquele momento, não me
ocorria nada à altura a dizer. E agora, Fernando, nada resta a dizer…

A familia é super discreta e eu não gostaria de quebrar essa tradição. Tenho somente que agradecer muitíssimo por ter feito parte dela pelos anos em que meu casamento com a Nanda durou. Ontem, ao telefone, a Fernandona foi mais corajosa que eu, como sempre é.

Gabi e Nanda: obrigado pela ajuda nos contatos!

Fernanda, Nanda, Cláudio: meu coração está com vocês. Juro que o resto é completamente irrelevante nesse momento. Um enorme beijo saudoso!

LOVE

Gerald

comentario lindo

Enviado por: Tene ChebaAmanhã é sábado, triste sábado, triste Sol que vai nascer, com menos um, com muita dor, a dura luta de continuar, estes que nos dão a alegria, a graça, a mudança, que nos alteram, e tudo por muito pouco, estes que querem apenas o sorriso, o aplauso, o pequeno retorno.Senti, pelo Raul, pelo Autran, pela Dercy, e agora pelo Fernando, parece pobre, banal ou piegas, mas sentimos muito quando perdemos referências, sentimos mesmos, percebemos a ausência, somos seus eternos carentes, somos seu público, respeitável público, amamos vocês, metáforas de nós mesmo, com seus olhares no infinito, na expressão solene, que dor perdida, no camarim perpetuamente fechado. Sinto muito.

 

 

 

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New York – Pequeno Diário de Bordo 1

 

New York –  (Com um PS. no final: Maureen Dowd, do NYTimes de domingo, com uma pérola!)

 

O Artista é Sempre Um Estrangeiro ou A Bandeira de Lugar Nenhum

 

Andando pela cidade ainda atordoado, como sempre, resolvi dar uma volta em torno do reservatório d’água, no Central Park. É oval, circular. Hoje ainda estava cheio de poças d’água. Os joggers, aqueles corredores doentios conectados ao iPod, correndo atrás de suas vidas, ou mais para perto da morte, berravam “room please” e todos nós, os mortais, abríamos caminho. Eles passam correndo, trotando e eu andava rápido, muito rápido, pensando na vida: “nunca irei me acostumar com o skyline dessa cidade. Mesmo vivendo aqui, no Rio e Londres e Alemanha, desde sempre, nunca irei me acostumar a lugar nenhum.

 

Kafka, certamente um dos maiores autores da humanidade, mas que ultimamente circulou pelos blogs por motivos imbecis, é autor de uma frase que adoro: “Quando vou dormir à noite, me certifico de que tudo está em seu devido lugar. Quando acordo, acho estranhíssimo que tudo esteja no mesmo lugar em que deixei ao ir dormir”.

 

A turistada tá foda, aqui! Em Londres, semana passada, a turistada também tava foda. Sempre foi assim? Não, acho que não. O dólar está baixíssimo e isto torna Nova York mais acessível para todos: uma brasileira (sem a menor idéia do que estava dizendo) exclama: “Isso aqui é a minha cara!” 

 

Quer dizer que ela é a cara do Chrysler Building, construído no auge do período “dark” da arquitetura “art deco”? Quer dizer que ela sabe exatamente quem era Frank Lloyd Wright e sabe o que ele fez com o concreto protendido, quando experimentou com o seu “Guggenheim” em espiral? Quer dizer que ela sabe o que a Lower East Side (Essex Street com Delancey, por exemplo) significa no calendário de um lituano imigrante? E ela sabe o que aconteceu com a “sua cara” (com sotaque de Vila Nova Conceição) em Saint Mark’s Place na década de 60 e 70? Não. Ela não sabe. Mas, mesmo assim, NY é a “sua cara”! E o pior é que é mesmo! Trump é democrático! Barbara Walters, que caminha anônima aqui ao lado, também é. (Acaba de pisar numa poça). Mas turista quer ver arquitetura, prédio, art deco? Claro que não! Turista vem aqui pra… fazer COMPRAS!!!!! E fazer BARULHO! E subir no Empire State Building para tirar fotos. E compram ingressos pra shows da Broadway sem nem saber que as origens dessa tradição foram contrafóbicas reações ao musiktheater, uma reação ao teatro musical europeu. Trocando em miúdos, o musical da Broadway vem a ser uma versão “action movie”, uma versão light da ÓPERA européia. Pasmem! Mas… a Macy’s está lotada! E a Bloomingdales também!

 

A Valéria me mandou um trecho que faz parte de um texto que escrevi pra Folha  e esta publicado no livro o “Encenador de Si Mesmo” (Editora Perspectiva,1996) – Haroldo de Campos fez a curadoria a respeito de minha obra. Esse trechinho era a respeito do artista plástico Jasper Johns, um dos maiores, da turma do Raushenberg (morto faz pouco tempo), ambos descobertos pelo Leo Castelli, aquele que montou sua galeria na West Broadway, aquela via que divide o SoHo entre vivos e quase mortos!

 

Mas nesse sábado ensolarado aqui em NY eu endosso isso que escrevi há mais de 14 anos. Eu sou ele, o Johns. Ele vira eu. Somos todos feitos da mesma coisa: New York é uma mistura linda!

Essa mistura incoerente é, em si, uma celebração. Celebrações podem constatar momentos tristes. Como festas. Festas podem ser coisas tristes, como os lamentos do samba, os lamentos do jazz. Os lamentos do Blues. Só não ouve quem não quer.

Eis o texto: “O artista é sempre um estrangeiro”. Isso está no capítulo “A Bandeira de lugar nenhum”

 

O “elemento terra”, no artista, flutua sobre camadas espessas de influências, maleáveis e pessoais, a ponto de sofrer do mal itinerante (necessário) que os povos nômades sofreram no desesperador esforço de acumularem sofisticação durante seu percurso”.

 

Criar inimigos sempre foi e sempre será a tática de todos aqueles que não conseguem mais se olhar no espelho ou tolerar a entrada de imagens estranhas àquelas que se admiram. E a cara do inimigo geralmente compreende todos os traços que a sua não tem. Tudo aquilo que a moldura do espelho contém pode ser chamado de “estrangeiro”. Alguns se penteiam perante o estrangeiro e se embelezam para ele. Outros jogam pedras no estrangeiro e o estilhaçam, confirmando mais uma superstição.

 

Toda arte produzida em grandes centros é descaracterizada de nacionalidade. Ela é urbana simplesmente. Essa urbanidade compreende a falta de identidade, a confusão étnica e mística que as vias de concreto propõem…”

 

A produção artística dos centros urbanos é a natureza mais que morta, decrépita, mas, paradoxalmente, essa decrepitude contém todos os aspectos do homem moderno, suas várias nacionalidades – tudo justaposto, aglomerado, anárquico e fora de ordem, neste disfarce democrático fica difícil distinguir até o sexo da obra, quanto mais a sua origem étnica”.

 

O artista é sempre um estrangeiro”. Isto está no capítulo “A Bandeira de lugar nenhum”.

 

New York de então

New York de agora

 

O estado de espírito de sempre.

 

Gerald Thomas (alheio aos sons de Phelps e Spitz e ovações em Beijing, sorry: Pequim, Atchim!

 

(Vamp, ainda na edição)

 

 

PS 1- Maureen Dowd – Considerada a mais (ouch) “polêmica” colunista do New York Times escreve sobre… bem, leiam trechos, chama-se “A RÚSSIA não é a JAMAICA!”.

“A América está de volta à Guerra Fria e “W” (George Bush) entrou em férias novamente (…) Depois de oito anos ele continua ignorando a realidade; deixando de prever ou se previnir ou mesmo se preparar contra “disasters”: interpetando mal ou não interpretando os “reports” das agências de inteligência (…)

Ele passou 469 dias de sua presidência no rancho, dando coices, 450 dias em Camp David “dando pinta” (…) Isso tudo está acontecendo enquanto a Rússia avança para dentro da Geórgia (…)”

Trechos da BRILHANTE colunista que pega no pé de todo mundo, geralmente não sobre alguém específico: não adianta dizer que ela é isso ou aquilo: ela é simplesmete MateMática, como 1+1 são 2: Maureeen Dowd.

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Humor: Obama-um negro na Casa Branca e o cartum do New Yorker – Lula e sua falta de humor – o líder dos oprimidos movido a hamburger, sentado, pequeno há anos no Plan-Alto

Existe vida fora do Brasil, acreditem patriotas brasileiros e fanáticos por escândalos. Acreditem.

Sim, aí fora existe uma coisa enorme chamada de MUNDO. Sei que ofendo muita gente dizendo isso. Sei que na língua portuguesa, ou melhor, na brasileira, tudo que está “dentro do Brasil”, está “aqui”, e o resto esta “lá fora”. Estranho isso de se referir como algo vindo a “lá de fora”. Sensação de que no Brasil se vive numa imensa prisão. Talvez, justamente por isso essa questão de impunidade REInante nesse país, com a elite sempre solta, gozando dos pobres, sacaneando o sistema, latindo em sânscrito ou aramaico, ou algo além do STF, numa linguagem críptica que eles e somente eles e o STF podem entender. Nem o tadinho do pobre o oprimido do eleito Lula entende. Aliás, o cara não entende porra nenhuma mesmo. Outro dia ele disse que no Vietnam os americanos eram bem alimentados por “hamburgueres”. Bem, tem um filme que ele não deve ter visto –”Supersize me”- onde o cara se filma comendo somente hamburger durante um mês:

Resultado: fica impotente, a pele fica podre, começa a ter cirrose, tem todo o tipo de crise (até mental).

Lula, meu querido; a típica dieta americana, seu invejoso: STEAK de primeira ordem, do Texas, baked potato, feijão doce (baked beans) ou ervilhas com cenoura, um pedaço enorme de abóbora (PUMPKIN) e o milho mais DOCE do mundo, SWEET Corn!

Ah sim, presidente, quando abrir a boca, lembre que, há 30 anos exatamente, o Senhor demitiu, num pacto que fez com Helmut Schmit, premier da BRD, Alemanha, 3 mil metalúrgicos de uma só vez! Isso durante a ditadura! Sabe o que dizem? Não, não posso publicar! A Censura Xenofóbica brasileira quase levou esse governo a expulsar Larry Rohther, correspondente do New York Times no Brasil, por dizer uma verdade sobre o alcoolismo do presidente. Quarenta dias apos a notícia, foi o proprio Lula que confessou que “tinha probremas” com a bebida. Esse país aqui “dentro” se basta, né?

Bem, sobre o cartoon publicado na capa do New Yorker semana passada, onde Obama estava vestido de islâmico extremista e tal: bem, é o seguinte: Botou a cara pra bater, negro, branco, ou amarelo, ou verde e amarelo: o homem esta concorrendo a Presidência dos Estados Unidos.

Será o primeiro Negro na Casa Branca se nosso deus divino e supremo deixar! Foi uma tentiva da revista do ex Mr Shawn, pai de Wally, de tentar ridicularizar os conservadores mas a repercussão chegou a um ponto de não retorno. Escreveu a colunista Maureen Dowd do New York Times:

“Quando eu entrevistei o comediante Jon Stewart e o Stephen Collbert para a revista Rolling Stone há dois anos, eu me pegava questionando o que Barack Obama significaria para eles”.

“Obama seria um pouco mais difícil pra satirizar que os caras de hoje”, eu disse.

Stewart – “Você ta brincando?” Colbert, logo em seguida disse: “ O pai dele era um pastor de bodes!”

A Colunista ainda nota que, no seu livro de memórias, Obama diz que já fumou maconha, bebeu e até cheirou! A gíria pra cheirar um pouquinho é “a little blow” (“blowing in the wind” – Bob Dylan, se quiserem) (assim como STONE, vem de “being stoned”, de fumar maconha, que vem também de uma letra de Dylan, e deu o nome à banda de Jagger e à revista a qual Maureen Dowd se refere, a Rolling Stone: que fique claro mais uma vez, cambada de maconheiros: eu ODEIO maconha.

A Contracultura foi um movimento forte nos Estados Unidos. Assim são as liberdades civis. Elas não vem “de fora”. Dr Martin Luther King Jr, Malcom X, Robert Kennedy e muita gente morreu pra que hoje tenhamos a livre expressão, aquela que chamamos de FIRST Ammendment.

Notando na entrada da cidade de São Paulo, O rio Tietê é simplesmente o rio mais LIMPO DO MUNDO. Afinal, onde já se viu tanta espuma boiando num único rio ou riacho urbano? No Thames em Londres? No East ou Hudson de NY? No Rhein ou no Tevere? Claro que não! O Brasil é o melhor país do mundo. Aqui não se precisa lutar por liberdades civis porque nunca houve restrição à elas, não é mesmo? Quanto ao rio Tietê, aquela espuma toda me leva a pensar que ele, o rio, toma banho todos os dias, com sabão, shampoo, condicionador, etc.

Esse sim é um país que se basta. Tem um presidente que não precisa de críticas e nem sabe o que e uma auto crítica (deve achar que se trata de uma revista de auto-mecânica). Aqui ainda é o pais do futuro, do pretérito, onde as coisas básicas (como abrir a torneira e poder beber água, por exemplo) são coisas d’outro mundo.

Quanto a Obama e os cartoons. E o mundo “lá fora”, ah, que besteira Gerald Thomas. Se toca cara! Pega essa merda de teatro, que tu faz pra inglês ver, e dá o fora daqui. O Brasil não precisa de você

E vindo “lá de fora”, no ÚLTIMO SEGUNDO: um terremoto na Califórnia (via quente, em português, claro) acaba de destruir uma das mansões do GOVERNADOR austríaco, e modelo nu de Robert Mapplethorpe, astro de action movies como TRUE LIES, Arnold Schwarzenegger! Viva com uma bomba dessas!!!!

Gerald Thomas (ou algum outro se banhando no Tietê), cai fora seu viado!

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