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Birthday # 66 – from Facebook and Instagram (beautiful texts by Hans Aschenbach and Mileny Santos

AGE IS POWER !!!!

by

Hans Aschenbach

 

“There is another world, but it is in this one.” You have always been able to create, to briskly with head held high, walk frightening paths that many find unattainable. You have lived through some flash and crash days with hardly a scratch, except on the surface. You have enjoyed a diluvio of applause and praise while always walking between two lines, artistic and realistic, which allowed you to be a citizen of the world, bringing all of us into that world to sit in awe, you giving us the juice for our parched throats as if sitting through a dry opera.

At the moment we witness the earth in a trance and the leaders who are to lead are just limp and dangerous as if controlled by a foreign or evil ventriloquist making us feel like a nowhere man. But enough of this, it‘s your birthday, I couldn’t be happier to be able to wish you the very best of all things. Let us forget that there is a Sturmspiel outside and enjoy the day…perhaps just waiting for Beckett. Love you my brother.

Mileny (minha filha)

Sei que você não gosta de comemorar aniversário, mas eu comemoro a cada ano pela sua vida, pois você merece comemorar todos os dias por ser esse Homem foda e incrível Pois você é hoje tudo aqui que lutou todos esses anos mesmo sabendo que ninguém acreditaria em você Toda vez que escuto suas histórias de como chegou até aqui eu me emociono, pois você é meu orgulho e exemplo de nunca desistir dos meus sonhos e objetivos Por mas que você não goste mas eu te desejo tudo de bom que a vida ainda possa te oferecer, pois você merece tudo de bom Tenho um orgulho enorme de ser sua filha

Thank you all.

Obrigado a todos

Gerald, July 2, 2020

 

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Turning up the paddles in Clearwater, Florida.

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Moonlight Sonata on a jazzy-funky bass.

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LIVE with Edward Pimenta – Revista Época – June 11, 2020. It was just wonderful.

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R.I.P. Maria Alice Vergueiro (EletraComCreta – 1986/ 1987)

MAV em EletraComCreta (1986/ 1987)

ELETRACOMCRETA

ELETRACOMCRETA

ELENCO

MARIA ALICE VERGUEIRO (segundo post em homenagem a ela ): essa é ela em EletraComCreta (1986/1987). Tem Bete Coelho e elenco: luz Wagner Pinto. Apesar das matérias de jornal que eu li não mencionarem esse espetáculo (mas o Bortolotto se lembrou), Maria Alice foi uma das grandes presenças esse espetáculo que ficou mais de 1 ano em cartaz (6 dias por semana). Foi o nascimento da Cia de Ópera Seca. Foi o início de muita coisa. Imprensa de merda !

(trecho do monólogo de Maria Alice

”MINHA PAI. Não posso conter em mim todos os crimes de uma civilização. Seria mais do que injusto. Suplico. O que houve, se não foi inteiramente encoberto pelos gestos hipócritas de uma nação, o serão pelo tempo, por aqueles que escrevem histórias, versos. São os poetas que os malfeitores enxergam. PARA!!! Por que exageram o abrir e fechar de uma porta? Essa porta muitas vezes dá para um terreno baldio. Suplico que não me pressiones mais. DEMORO, MAS COBRO DE QUEM ME FAZ MAL O MAL QUE ME FAZ. Demoro, mas cobro de quem me faz mal… o mal… que me faz. Interessante, sinistro. Não posso pedir mais pena alguma. Deixe que ela exploda em contradições. Eu ODEIO a situação psicológica.Eu ODEIO a situação psicológica.Eu ODEIO a situação psicológica.Eu ODEIO a situação psicológica.(soluço) Eu ODEIO a situação psicológica.(soluço)

(e Maria Alice é carregada pra fora de cena.)

Gerald Thomas NYC June 5, 2020

Ontem a minha primeira homenagem no Facebook

R.I.P. MARIA ALICE VERGUEIRO. geraldthomas1
R.I.P. Maria Alice Vergueiro! Que loucura! Maria Alice integrou meu elenco de EletraComCreta em 1986 -1987. Ela foi um dos maiores motivos pelo grande sucesso da peça : “eu odeio a situação psicológica “ #rip #mariaalicevergueiro #underground #teatro #teatro🎭 #experimentaltheatre
Aqui está a reprodução parcial que o Mario Bortolotto publicou no Instagram
“MARIA ALICE VERGUEIRO – DAMAS NÃO DIZEM ADEUS A primeira vez que a vi foi na peça “Electra com Creta” do Gerald Thomas. Eu pensei: “Essa mulher é um furacão. Que puta presença, caralho!”. Mas eu não fazia muita ideia de quem ela era. Eu morava em Londrina ainda e só tava por aqui justamente pra assistir algumas peças e filmes. Mas lembro nitidamente dela em cena. Quando vim morar em São Paulo dez anos depois, eu a conheci pessoalmente em uma festa na Bela Vista. Ela me abraçou e a gente ficou falando sacanagem. Na hora eu pensei: “Essa mulher é uma dama!”. Mas não é uma dama dessas que vc encontra e acha que tem que prestar reverência forçada. Ela era uma dama “de poucas virtudes” usando um termo Berardiniano. Os leitores de “Ken Parker” sabem o que tô falando. Pq é justamente o contrário. Essas damas tem ínumeras virtudes. Com certeza não são as mesmas virtudes apreciadas por quem senta no camarote do teatro e na hora do aplauso, sacodem as jóias. São as virtudes da rapaziada da fila do gargarejo. As legítimas damas do teatro. Pq pra mim o teatro não é esse salão chique com candelabros e beija-mãos. Sempre achei que Maria Alice seria perfeita para ser uma dona de saloon do velho oeste. Cowboy nenhum ia se engraçar com ela. A última vez que a encontrei a gente leu um Tchecov lá no MASP. Eu fui cumprimentá-la no camarim antes da gente ler o texto…..”
Mario Bortolotto

 

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My Nudes – my renewal and commitment to my nudity:

 

ASS IN MIRROR CANCUN

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/10/06/gt-nudes-renewed october2019/https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/07/03/hidden-and-not-so-hidden-nudes-gerald-thomas-at-65

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/10/06/gt-nudes-renewed-october-2019/

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LIVE with Camila de Avila

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LIVE with Alan Castelo (Paris – NYC)

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“LIVE” com Fabio Fortes (Niteroiemcena)

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Instagram LIVE with Janssen Hugo Lage

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Photographing Gerald Thomas – through the ages – by Sergio Zalis

In Jerusalem sitting in April 2001 – Revista CARAS

REVISTA DE DOMINGO. JORNAL DO BRASIL – occasion: my first opera “The Flying Dutchman” – Theatro Municipal Rio, 1987

COVER ofREVISTA DE DOMINGO. JORNAL DO BRASIL – occasion: my first opera “The Flying Dutchman” – Theatro Municipal Rio, 1987

Red punk shirt rehearsals – The Flying Dutchman 1987

Covid -19 at home in NYC

Covid -19 at home in NYC

Israel Wailing Wall 2001

DEAD SEA MUD

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Instagram LIVE com Fabio Fortes no Niteroi Em Cena

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GT – as photographed (remotely) by Sérgio Zalis

Gerald as captured by SERGIO ZALIS

Foto de Sergio Zalis

#projetopausa Fotos remotas de amigos espalhados pelo mundo por de iPhone/FaceTme em tempo de pandemia. Gerald Thomas, dramaturgo, em Nova York. “Acho que todos nós esperamos, rezamos, idealizamos a volta de um mundo ‘normal’ pós-Coronavirus.

Mas nem todo mundo faz o suficiente pra que isso aconteça. Eu aqui em Nova York nunca passei tanto tempo confinado (ou ‘Covi’nado) como nesses últimos 35 dias de isolamento – quarentena, faço o que posso. Quando saio, uso máscara e luvas. Essa pandemia

nos trouxe algo que jamais esperávamos, mudanças radicais (em todos os sentidos) que jamais esperávamos.

Eu não reclamo. Aproveito pra repensar as minhas próximas peças “Gastrointestinal Prayer” e “Rembrandt Naked and Afraid” e pra fazer o possível pra ficar calmo na esperança que os voos voltem, que os países abram e que o Covid-19 seja vencido.

Um bom isolamento a todos e um bom distanciamento social Brechtiano a todos”.

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“Admirável Mundo Novo + 1984” – acho que chegamos lá – coluna no Poder360

 


06.maio.2020 (quarta-feira) – 5h50

Sozinho, isolado, mascarado e socialmente mais distanciado que o distanciamento de Brecht, eu olho por horas a vista da minha janela aqui no East River e….nada. Nenhum barco, ninguém nas ruas. Somente o som incessante das sirenes, mas quase ninguém à vista.

Como era mesmo essa vista? Tento me lembrar dessa Manhattan superpopulada, alegre, sempre acordada e convidativa… Quando é mesmo que foi aquilo? Só 2 meses. Faz 2 meses somente.

E agora?

Não, nem nos dias seguidos ao ataque do 11 de Setembro eu vivi algo assim, esse clima de devastação, de desesperança. Essa cidade que jamais dormia, não bobeava e não perdoava agora está praticamente mumificada, anestesiada.

Mas o resto do mundo também está.

Venho da “era da aglomeração” e da “era dos encontros” e –no entanto– aqui estou, aos 65 anos, vivendo a “era da profunda solidão”. Sim, eu e mais 500 mil pessoas nadavam e pulavam na lama em Woodstock tendo a certeza que mudaríamos o “sistema” para sempre. Imaginávamos –assim como John Lennon– que um mundo utópico estaria por acontecer.

Que loucura tudo isso!!! Como se não bastasse essa morbidez toda, ainda temos pessoas na Casa Branca e no Alvorada falando absurdos criminosos e idiotas, transgredindo qualquer exemplo de inteligência ou compaixão. E ainda vem essa pandemia nos azucrinar. Putz!

Escrevo numa 2ª feira, 4 de maio de 2020. Obsessivo que sou por números e dados (e ajudado por esse isolamento), percebo que o mundo perdeu as estribeiras por total:

Há 3 milhões e meio de infectados no mundo, 245 mil mortes sendo que, disso tudo, nós aqui nos EUA somamos 1,2 milhão de infectados e 68 mil mortos. Caramba! O que é que eu disse? Sim, 68 mil mortos… sendo que a grande maioria deles, aqui em Nova York. Estamos no terceiro mês disso tudo. Como será o futuro?

Como será o futuro?

Nunca vimos nada remotamente próximo a isso. Nada parecido em tempos de guerra ou paz.

Tudo isso é completamente sem precedentes. Eu ainda tenho que entender isso, me acostumar a não sair, me acostumar a usar o disfarce final: uma máscara clínica que nos camufla; luvas que nos tiram o tato e desinfetantes que deveríamos injetar –segundo a mula que se senta na Casa Branca.

Além de uma guerra mundial em que o cenário quase normal é a morte, a destruição e a devastação, em 65 anos não vi uma cidade de Nova York vazia. Completamente vazia, silenciosa, sombria e vigilante, atordoada e extremamente triste. Nem depois dos ataques do 11 de Setembro, nem no rescaldo do furacão Sandy. Nada. Nunca nada remotamente parecido com isso.

Vamos ter medo um do outro.

E já são 30 milhões de desempregados.

Não há nada nos supermercados. Todos os restaurantes estão fechados. Escolas fechadas. Todas elas. Não tem cinema, não tem teatro, não tem museu, não tem loja e nem café. Nada está aberto. Nenhuma igreja, nenhuma sinagoga, nenhum templo.

Não, nunca vivi nada assim.

“Somos o epicentro”. Pelo menos isso nós somos aqui em Nova York. Pelo menos isso!

Não era tudo um “trote” dos Democratas, sr. presidente? O senhor não afirmou que o vírus iria desaparecer “assim como mágica”? Não disse que era para injetar desinfetante nas veias, seu jumento ignorante?!

Se alguém tivesse me dito que eu estaria testemunhando o sistema parar, causando uma das mais graves e bizarras depressões econômicas de todos os tempos, o chamaria de louco-histérico-apocalíptico.

Mas certamente alguém está lucrando. Quem será?

O meu mundo, nosso mundo, ficou de cabeça pra baixo em muito pouco tempo. Fui diagnosticado com o novo coronavírus em 20 de março de 2020. Passei 7 dias incapacitado. A doença é terrível. Ainda estou sofrendo de jet lag de uma viagem às profundezas do inferno.

Agora, finalmente, é tudo on-line. TUDO on-line. Desde os âncoras de TV falando de suas casas, comediantes de TV fazendo graça lá de seus respectivos sótãos, a criançada sendo educada on-line e tudo on-line, os prazeres todos on-line, o tédio de verdade é on-line também (Ufa! Estou sem fôlego!).

O mundo inteiro dividindo uma tela de computador ou de TV, cantando mal e porcamente juntos de seus cubículos e os Rolling Stones oportunizando o momento pra lançar seu “Living in a Ghost Town” (talvez a pior coisa que já fizeram nessas quase 6 décadas).

Convenhamos, o pior mesmo numa pandemia é ter que assistir ao vexame das plantas de plástico e os quadros medíocres e os candelabros horrivelmente cafonas pendurados nas salas de estar dos jornalistas de TV em quarentena.

Eu estou com medo! Estou com medo e sei que isso é apenas o começo.

O futuro?

O dr. Anthony Fauci frisa que o coronavírus estará conosco por muito muito tempo e que uma vacina estará pronta no início do ano que vem.

A extrema direita fascista e supremacista (armada até os dentes) já invadiu o Senado de Michigan enquanto hordas da mesma espécie protestavam em Los Angeles. Sim, sim, a favor da reabertura de tudo, a “volta” da economia, o mundo como ele já foi.

O mundo como ele já foi.

A América é a terra das atrocidades civis, do milagre da conquista dos direitos das minorias e de uma belíssima Constituição, essa já descrita pelo ex-juiz da Suprema Corte Americana Antonin Scalia como “um belíssimo e maleável documento, próprio para um país em constante mudança, sempre em fase de experimentação”.

A América é também uma terra de exageros e de rebeldes com ou sem causa. Trump é um desses que faz de tudo pra humilhar a Constituição, boicotar as instituições que nos garantem a liberdade. Inclusive a liberdade de sermos do contra e odiarmos o governo e tudo que não se assemelha à bandeira racista dos Confederados.

Entre fanáticos e lunáticos, tento navegar vivo. A América voltou a ser uma nação de cowboys e vigilantes? E pra ciência? Pra ciência, paciência: nem a cuspe dos lunáticos e fanáticos ela parece merecer. Ah sim, nossos respectivos presidentes se encaixam nessa categoria.

Venho da era da “era da aglomeração” e da “era dos encontros” e –no entanto– aqui estou, aos 65 anos, vivendo a “era da profunda solidão”. Venho da era onde o “Admirável Novo Mundo” (de Huxley) e o “1984” (de Orwell) eram uma distante distopia.

Infelizmente acho que chegamos lá.

Gerald Thomas

Poder360

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Bolsonaro! FORA CARA!

E DAI ? FORA MALDITO BOLSONARO !

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Piers Morgan’s stunning advice to Trump and Boris Johnson !

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Will Donald Trump (our LIAR-In-CHIEF) listen to Piers Morgan ? Will he ?

 

PIERS MORGAN ON “RELIABLE SOURCES” – CNN

The coronavirus pandemic is “the biggest news story that any of us have every dealt with,” Piers Morgan says, and it requires “a different approach from the traditional news anchor approach.”

“Viewers want to see passion, they want to see anger, they want to see focus,” Morgan said.

That’s what the former CNN host has been bringing to his interviews on “Good Morning Britain” on the ITV network. Morgan, who has courted controversy his entire career, has earned applause for challenging British lawmakers and health officials about shortcomings when it comes to handling the coronavirus crisis.

Morgan applied the same “feet to the fire” approach while talking about his longtime friend President Trump on Sunday. He returned to CNN for an interview on “Reliable Sources” and said that Trump “is failing the American people” on almost every level.

Morgan was particularly critical of the president’s performance at near-daily White House briefings, which he said he has watched “with mounting horror.”

“He’s turning these briefings into a self-aggrandizing, self-justifying, overly defensive, politically partisan, almost like a rally to him — almost like what’s more important is winning the election in November,” Morgan said.

Then he addressed the president directly: “You will win the election in November if you get this right. If you stop making it about yourself and make it about the American people and show that you care about them over yourself, you will win. And, conversely, you will lose the election in November if you continue to make it about yourself, you continue playing silly politics, continue targeting Democrat governors because that suits you for your electoral purposes.”

Piers & The President

Morgan and Trump have known each other for more than a decade. A former tabloid newspaper editor in Britain, Morgan was a judge on “America’s Got Talent” when he was cast on “The Celebrity Apprentice” in 2008. He hit it off with Trump and won the “Apprentice” title in the season finale.

Morgan has interviewed Trump repeatedly during the president’s trips to the United Kingdom. He has defended his friend against criticism in numerous columns for The Daily Mail, but has also chastised the president for promoting vile rhetoric and lying to the American people.

One of Morgan’s recent columns for the Mail was titled “America doesn’t want a King Trump.” He said he wrote it because he has grown “aghast at these press conferences,” which are “typical Trump, but are so grating in a global pandemic crisis.”

In an interview, Morgan said he applied a “critical friend” perspective to writing about Trump. And he noted, “he still follows me on Twitter.”

Morgan has bruising words for British leaders, as well. Speaking on CNN Sunday, he said there are troubling parallels between the US and UK responses to the pandemic.

“You have two populist leaders in Boris Johnson and Donald Trump. And all the tricks that they used to become popular and to win elections and to lead their countries are now being tested in a very different way,” Morgan said. “It’s not about partisan politics anymore. It’s about plain war crisis leadership.”

“What I’ve noticed with both Boris Johnson and with Donald Trump is an apparent inability to segue into being war leaders,” he added. “They’re still playing the old games of party politics.”

An unlikely “voice of reason”

On “Good Morning Britain,” Morgan has had fiery exchanges with Johnson’s health secretary Matt Hancock; care minister Helen Whately; and work and pensions secretary Therese Coffey.

With Coffey, Morgan spoke out about the government’s “complacent attitude” and said “we spent weeks refusing to accept the severity of this crisis.”

Each of the interviews garnered lots of attention — with some viewers siding with Morgan and others saying he went too far. That’s par for the course with the polarizing host.

A recent column in the Metro newspaper called him an unlikely “voice of reason” while noting that many viewers love to hate him. It was titled “You don’t have to like Piers Morgan but he’s absolutely right about coronavirus.”

Morgan is far from the only host in the UK garnering praise for pushing government officials on their response to the crisis. But for some, he’s a surprising figure filling what they believe is a void.

“Why is Piers Morgan doing the job of both the press *and* the Labour Party right now?” tweeted Kerry-Anne Mendoza, editor in chief of the far left-wing news site The Canary.

But not everyone is convinced. Des Freedman, professor of media and communications at Goldsmith University, called Morgan “the nation’s most controversial anchorman” who aims to provoke anyone who sits across from him.

“He excels in vitriol and outrage but like every stopped clock, he seems to be right twice a day (or maybe in his case, twice a week),” Freedman commented.

Professor Steven Barnett of the University of Westminster, who has advised parliament on various media issues, called Morgan “a narcissistic showman who thrives equally on notoriety and adulation.”

“The fact that he’s suddenly discovered what real journalism might be about should not distract from his overwhelming ambition to be the centre of attention,” Barnett said.

Morgan isn’t a stranger to that criticism. He delights in getting into scrapes on Twitter. On Sunday, he retweeted viewers who said they were surprised to be agreeing with his comments.

To a user who said “Trump has lost Piers Morgan,” the host wrote, “He hasn’t lost me. I just want him to listen & pivot.”

“He has to put the country before himself,” Morgan said on CNN. “He has to put Americans before electioneering. He has to remind himself every day, ‘What can I do today to prevent more lives being killed?’ Not ‘How can I score more petty points.'”

 

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Scenes from an isolation, quarantine and bizarreness never lived before: scenes from “DILUVIO” (my play in 2017)

BEATRICE SAYD e ANA GABI

LUIZ DAMASCENO ain my play UnGllauber (1994)

LUIZ DAMASCENO ain my play UnGllauber (1994)

Portuguese –

Dedico este post a todos os artistas, vivos e mortos, a todos aqueles que defendem uma utopia, já que essa coisa que chamam de “realidade” só nos leva a credos e guerra entre credos, ideologias e guerra entre elas, políticas falidas e corrupções em todas as áreas. Mas existe a arte. E, através dela, entramos em contato com algo que vocês, os leitores, muitas vezes, chamam de “mentira”. O único compromisso que temos é com a utopia, com a vida, em trazer “a vida é um sonho” pra vocês, seja através de uma sinfonia, através de uma tela, através de uma peça ou de solo de dança. Aí sim, Zeus ou Zaratustra fala com todos. É a vez do eterno sublime, do eter- no retorno, e, no final de tudo, quando colocamos as mãos na cabeça e choramos, é a única coisa que importa, fora o sarrafo que segura o cenário e aquele monte de refletores que (para nós, no palco) parecem estrelas que nos cegam mas que, para vocês, nos iluminam. No teatro é quase tudo o contrario do que se parece. Mas paro por aqui antes que eu entre em Pirandello ou em Shakespeare, nosso grande contemporâneo, afinal, essa dedicatória é sobre a Utopia e, portanto, raspa em Thomas More… Mas eu não queria ter ido tão longe.

English –

I dedicate this post to all ARTISTS alive or dead, to all those who have defended a UTOPIA, a dream, life as a dream, and have voiced their lives as a dream and turned their entire thing into the utmost bizarre concept, the most inconceivable of all notions since it is this horrible realism that assails our quotidian—our daily realities. What notion? The reality of life, this nightmare, this horrible assault on our brains and intelligences.Our ONLY commitment is with Dame UTOPIA, this strange lady, the lady of All Flowers, the lady Genet described so well, this tramp, this beggar Chaplin inherited as if, as if nothing. And…well, Beckett himself, while staring out his window and saying “I watch the world go by” described so well his utopia “of dying yet again for the last time on earth.” That was their utopia. Mine?

Mine is to see yet another day, another play, another hour and a half, another line, another two, another few, a few more lines, between them two, say, between two lines.
———-

É essa a aridez final? A solidão derradeira? Que ideia tola. Toda solidão é derradeira, vocês não acham? Afinal, a sensação de ser deixado para trás e esquecido é um tipo derradeiro de sentimento, não é? Se não fosse, não daríamos bola para o fato de estarmos sozinhos. Mas não é o caso. eu sou deixado para trás e não estou aceitando bem.

A menos, é claro, que eu esteja com sede e me sentindo sozinho.

Vocês têm alguma pergunta?
Não? Obrigado. Podemos continuar. Sozinhos !
Gerald Thomas
Gerald Thomas cena da minha peça DILÚVIO (2017) no SESC Anchieta @lisagiobbi @beatricesayd @anagabi @bellemos @sescsp #geralthomas #theater #teatro🎭 #diluvio #coronavirus @felipe66 @doralicelion @ronaldozero @grazielli_vieira

Gerald Thomas Picture 1 Beatrice Sayd and Ana Gabi in my play DILUVIO (2017) and picture 2: Luiz Damasceno in my play UnGlauber (1994)

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TRUMP MUST BE DEFEATED ! We confront a constellation of crises: a public health emergency not seen in a century, an economic collapse set to rival the Great Depression, and a world where American leadership is absent and dangers rise in the vacuum.

By The Washington Post

The authors are on the advisory board of the Lincoln Project.
This November, Americans will cast their most consequential votes since Abraham Lincoln’s reelection in 1864. We confront a constellation of crises: a public health emergency not seen in a century, an economic collapse set to rival the Great Depression, and a world where American leadership is absent and dangers rise in the vacuum.
Today, the United States is beset with a president who was unprepared for the burden of the presidency and who has made plain his deficits in leadership, management, intelligence and morality.
When we founded the Lincoln Project, we did so with a clear mission: to defeat President Trump in November. Publicly supporting a Democratic nominee for president is a first for all of us. We are in extraordinary times, and we have chosen to put country over party — and former vice president Joe Biden is the candidate who we believe will do the same.
Biden is now the presumptive Democratic nominee and he has our support. Biden has the experience, the attributes and the character to defeat Trump this fall. Unlike Trump, for whom the presidency is just one more opportunity to perfect his narcissism and self-aggrandizement, Biden sees public service as an opportunity to do right by the American people and a privilege to do so.

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Barack Obama, a visionary !

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“I’m here and now I’m not”. God willing, you’ll be gone for ever Mr. Trump !

JULIAN BECK BECKETT TRILOGY 1985 in my “Beckett Trilogy” at La MaMa

The president was personally warned about the growing crisis beginning in mid-January – but continued to give false assurances to the American public

“What a problem. Came out of nowhere.”

That’s how Donald Trump described the coronavirus pandemic in early March, during a televised visit to the Centers for Disease Control and Prevention.

For weeks he had been giving Americans the same advice: “We have it totally under control”; “USA in great shape!”; and, of course, “Fake news”.

But privately, Trump was being warned of a “full-blown Covid-19 pandemic” and “1-2 million” American deaths, according to internal emails, memoranda and other recently unearthed evidence documenting internal deliberations.

It turns out that Trump was personally warned, repeatedly, about the growing crisis beginning in mid-January. But he continued to give false assurances to the American public.

Larry Kudlow, the director of the national economics council, is asked about Messonnier’s comments on CNBC.
“We have contained this,” he says. “I won’t say airtight, but it’s pretty close to airtight.”

-27 February
‘It will disappear’
“It’s going to disappear,” Trump says in a White House briefing. “One day it’s like a miracle, it will disappear.”
As for the almost crushed economy here in the US and worldwide, it is up to the banks, financial markets and money markets to provide the financial fuel of the world economy. Normally, credit is sustained by the optimistic promise of growth.

Yes, normally, credit is sustained by the optimistic promise of growth. And now? The promise is nothing but aa false premise and the only currency we can actually see are those terrifying holes in the ground that make up all those makeshift cemeteries. It seems as if the only promise – under a liar, a maniac such as Trump – is death.

YOU should disappear Mr. Trump. You should try  performing the ultimate magic trick: “I’m here and now I’m not”. God willing, you’ll be gone for ever.

Gerald

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“Attacking journalists who ask questions does not make those questions go away. It only reveals that you might not have the answers”, Mr President

JAKE TAPPER: “Attacking journalists who ask questions does not make those questions go away. It only reveals that you might not have the answers”, Mr President

” Trump is taking questions from reporters nearly every day, but that does not mean he’s answering them. The president continually responds to urgent questions from the media about the coronavirus pandemic by attacking the journalists asking the questions, no matter how relevant or vital.

DONALD TRUMP, PRESIDENT OF THE UNITED STATES: You’re a third-rate reporter. And what you just said is a disgrace.

That was a nasty question from CNN. You’re just incapable of asking a question in a positive way.

TAPPER: You heard that right. Amid a global pandemic and tens of thousands of infected and dead Americans, the president is upset that journalists are not asking questions in a positive way and are instead asking him challenging questions, questions he clearly does not want to answer, questions that he does not want you to think about, such as the April 6th HHS inspector general report that surveyed 323 U.S. hospitals that lacked enough testing equipment, to say nothing of PPE, masks, ICU beds, or more, asked about by FOX News Kristin Fisher.

KRISTIN FISHER, FOX NEW CORRESPONDENT: I know you don’t want to talk about the inspector general report, but testing is still a big issue in this country.

TRUMP: We’re the federal government. We’re not supposed to stand on street corners doing testing.

You should say, congratulations, great job, instead of being so horrid in the way you ask a question.

TAPPER: There’s nothing horrid about the question. Mr. President, on March 6th, you visited the CDC, and you said anyone who wants a test can get a test. That was not true then. It remains untrue today.

Any responsible path out of this situation requires much more widespread testing than the U.S. is doing right now. What is the plan to ramp it up even more, sir? How many more Americans will be tested? And by when? Then there’s this question from CBS’ Weijia Jiang.

WEIJIA JIANG, CBS NEWS WHITE HOUSE CORRESPONDENT: Yesterday Jared Kushner said the notion of the federal stockpile was it’s supposed to be our stockpile. It’s not supposed to be state stockpiles that they then use. What did he mean by “our”?

TAPPER: The president responded by calling that a gotcha question. It’s not. And saying that the reporter should be ashamed of herself. She shouldn’t.

But, Mr. President, the American people want to know, what responsibility do you believe the federal government has when it comes to aiding states with supplies from the federal stockpile? Colorado’s Democratic governor said that FEMA had swooped in and grabbed ventilators that his state was trying to get, and then days later, you announced that you were giving ventilators to Colorado because of the efforts of a vulnerable Republican senator from that state.

What do you and Jared Kushner mean when you say “our” stockpile? What is the plan with the stockpile? Then there’s this question from McClatchy’s Francesca Chambers.

FRANCESCA CHAMBERS, MCCLATCHY WHITE HOUSE CORRESPONDENT: The Paycheck Protection Program has got off to a confusing start for some small businesses —

TRUMP: I don’t think so.

TAPPER: President Trump interrupted to disagree and criticized Chambers for not asking him a — quote — “positive question,” about how the program had gotten off to a — quote — “tremendous start.” Look, Mr. President, everyone wants this program to work, but the fact remains, that there are issues with the Paycheck Protection Program.

How are those kinks being fixed? What is the plan? Attacking journalists who ask questions does not make those questions go away. It only reveals that you might not have the answers.

Again, sir, respectfully, what is the plan for a way out of this? Do you have one?

Jake Tapper – CNN

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NUDES and Semi NUDES in the age of Corona.

 

2020 nudes:

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/10/06/gt-nudes-renewed-october-2019/

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/07/03/hidden-and-not-so-hidden-nudes-gerald-thomas-at-65/

 

CANCUN HOCKNEY

2020 nudes:

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/10/06/gt-nudes-renewed-october-2019/

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/07/03/hidden-and-not-so-hidden-nudes-gerald-thomas-at-65/

 

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Julian Beck and I in Frankfurt during a lunch break (touring my “Beckett Trilogy”) 1985

Julian Beck and I in Frankfurt during a lunch break (touring my “Beckett Trilogy” 1985

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Trump, sick little puppie. Poor him!

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April 8, 2020 · 8:32 pm

Campaign by Victor Hugo Cecatto – STAY HOME, WEAR A MASK ! (Gerald in the photo)

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COVID-19 Fashion.

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“DO YOU HAVE A PLAN?” – Jake Tapper’s brilliant question to Trump

OIL ON PAPER @ GERALD THOMAS

“If I can take a moment, I would like to speak directly to one person known to watch this show, or at least clips of this show, President Trump.
Mr. President, I know you, like millions of Americans, are eager to have the nation go back to some semblance of normal. One of the questions the American people need answered for that to happen responsibly: What’s the plan?
Is there a plan for widespread testing of every American so as to isolate the virus — the way other countries have done? When will there be enough tests for that to happen? How will they be administered? Who will pay for the tests and the results? Who will notify us as to whether we’ve tested positive or not and what to do then?
Is there a plan to make sure doctors and nurses and health care professionals finally are able to get the personal protective equipment or PPE that they need? Those health care workers are quite literally dying while they try to protect our society and save lives and they’re — they are begging for PPE. They don’t need to be told that their governors or their hospital directors are doing anything wrong by trying to get those supplies to protect their lives while they try to save our lives. They need to know that there’s a plan to get them the supplies they need.
Governors and mayors right now are literally bidding against each other and against the federal government to try to get these supplies. This is escalating the prices and causing confusion and unnecessary bidding competition. Is there a plan to stop that? What is it?
What about ventilators? New York City Mayor de Blasio said today would be the day his city could run out. Governor Edwards said his city or state could run out on Thursday. Is there a plan to expedite the manufacture of ventilators? It’s still not clear whether you have fully utilized the Defense Production Act. Have you? Are any companies being compelled by the US government to make ventilators and when will they be made? When can hospitals get them?
What about the cotton masks that the CDC is now suggesting that we all wear when we leave our homes? Is someone manufacturing them? How can we get them? Is there a plan?
Please, Mr. President: The American people, they need answers to these questions. They are less interested in your popularity on Facebook. Thousands of Americans are in mourning. They’re horrified when you make leering allusions to your history with models while discussing projection models of mass American deaths. Attacking governors and mayors and journalists for asking questions — that might please your fans, it doesn’t save one life.
This isn’t about winning a news cycle on Fox, please. The American people right now need someone to explain what is going to be done to get us out of this. It’s a moment that requires leadership. It requires honest information. It requires empathy. And it requires a plan. Do you have one?”

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Gerald Thomas :”Um artista em primeira pessoa” por Dirceu Alves Jr. (prefácio do livro “Um Circo de Rins e Figados” (Sesc Edições): obra semi-completas de Gerald Thomas.

All photos by Adriane Gomes

Gerald Thomas :”Um artista em primeira pessoa”

É fácil, muito fácil falar mal de Gerald Thomas. Difícil mesmo é gostar e entender as peças que esse cara faz, costumam dizer seus incontáveis e persistentes detratores. Mas existe algo de sedutor no conjunto da obra desse homem que muitos resistem em decifrar. Renegá-lo, porém, no mínimo, soa como falta de informação. Desde meados da década de 80, pelo menos no Brasil, Gerald Thomas se transforma no centro das atenções quando bem entende e, mesmo depois de exílios criativos, desperta curiosidade imediata ao acordar. Existe sempre a expectativa em torno do que será dito, apresentado ou contestado por ele. “Pessoas interessantes sempre têm espaço na mídia”, afirma, com um misto de razão e falta de modéstia, capaz de originar interpretações equivocadas a seu respeito.

Diretor, dramaturgo e pensador de seu tempo, o artista usa a favor os veículos de comunicação que adoram lhe instigar e, por isso, se jogam aos seus pés cada vez que pretende atravessar a passarela. Sim, ele próprio, verborrágico, polêmico, narcisista, garante o espetáculo – mesmo fora do palco. E, por isso, faz o espetáculo quando quer. Foi articulista de jornais brasileiros de grande circulação, um dos primeiros a alimentar um blog para a curiosidade de uma audiência fiel e, hoje, voraz nas redes sociais, sugere um teatro virtual na internet. Não é raro provocar admiração ou desprezo pelas ideias que prega. Mas justamente por isso esse cara atende pelo nome de Gerald Thomas.
Personagem cult com alma de pop star, Gerald Thomas se mantém com uma eterna e intacta imagem, familiar aos olhos até de quem nunca assistiu a um de seus espetáculos. São os mesmos óculos redondos, os cabelos longos, encaracolados e negros, o ar angustiado de quem não se conforma com a vida como ela é. Dissertações sobre o dramaturgo Samuel Beckett, o poeta Haroldo de Campos ou o artista plástico Marcel Duchamp podem ser ouvidas nas suas entrevistas em meio a desabafos relativos ao tédio existencial. Sim, porque teatro é pouco. Thomas é artista plástico – pagou as contas como ilustrador do The New York Times e criou o material gráfico de várias peças –, cuida da luz, do cenário, interfere na trilha sonora e, não à toa, cunhou o conceito de ópera seca, que resume essa estética visual, fragmentada e cheia de estranheza ao espectador.
O seu teatro se mistura o tempo todo com a própria vida. Fica difícil estabelecer limites entre o personagem e o homem, que, por incrível que pareça, é comum, afunda na lama e retorna à superfície para extrair arte da podridão. Quem o conhece minimamente sabe. Alguns podem dizer que se trata apenas de eu, eu, eu, mas é dessa conjugação em primeira pessoa, apoiada em memórias de quem viveu intensamente desde cedo, que nasce sua visão particular e conectada de arte e mundo.

Logo, Gerald Thomas não é apenas o encenador emblemático que, com uma estética peculiar e um formalismo radical, impôs sua marca. Em dezenas de montagens – brasileiras ou internacionais –, ele nunca deu trégua ao público e aos críticos, sempre loucos para enquadrá-lo em algum gênero ou impor limites a um criador capaz de desprezá-los. Suas peças são mais do que meras apresentações, rendem experiências únicas e provocam sensações particulares. “Se um espetáculo meu significar uma única coisa eu me retiro de cena ou me suicido”, afirma ele, radical. Encanto, deslumbramento, tédio ou raiva, Gerald Thomas é capaz de provocar quase tudo, menos indiferença.
Como o teatro é a arte do efêmero, depois de fechada a cortina, tal momento jamais se repetirá com os mesmos detalhes, trata-se de um sentimento singular. O encenador, coitado, corre o risco de caminhar a passos largos ao esquecimento, mesmo em tempos de vídeos na internet ao alcance de todos. Gerald Thomas, no entanto, é o autor de grande parte do que dirigiu e, na forma de livro, o dramaturgo ganha a chance de alcançar a suposta eternidade. O discurso do encenador, pregado pela geração que despontou na vanguarda da década de 70, testa o poder de fogo de suas histórias fragmentadas.

As peças escritas por Gerald Thomas – que, segundo muita gente, só surtem efeito no palco – comprovam quando lidas que a dramaturgia visual também demonstra potencial narrativo ou literário. Mesmo que algumas não alcancem tal status, todas atestam o amadurecimento de um artista preocupado com o presente e disposto a levantar questões inéditas ou até pouco discutidas. Conflitos íntimos ou sociais, reflexões políticas, homenagens a amigos ou releituras ganham sob o seu cunho uma etiqueta do teatro e, principalmente, a visão de um homem que não faz concessões.

Na perspectiva de Gerald Thomas, tais temas já se faziam relevantes no momento em que foram desenvolvidos – e muita gente, talvez a maioria das pessoas, não dava a menor bola ou não tinha se tocado da urgência. Sua dramaturgia é feita no palco, junto aos atores, durante o processo de ensaios ou mesmo temporada afora, o que, de certa forma, contradiz a visão exclusivista de criação. É um constante work in progress, por isso muitos desses textos só ganharam o formato final no encerramento de sua carreira ou tiveram revisões e até novas versões posteriormente.
Nunca é demais relembrar por que Gerald Thomas se tornou relevante. O teatro brasileiro viveu a ressaca da ditadura militar até meados da década de 1980, correndo atrás de um tempo perdido. Peças proibidas, como Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho, e Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra, ganharam os palcos junto da anistia e, na esteira, textos engajados – alguns, embolorados – eram incessantemente produzidos. Por outro lado, as comédias garantiam a bilheteria e um novo gênero, o besteirol, despontou na cena carioca, popularizando atores que escreviam, interpretavam e até se autodirigiam.

A cartilha europeia estabelecida pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), lá nos anos de 1950, ainda era rezada por uma geração consagrada e tinha um público fiel. Quanto mais limpa a encenação, melhor. A assinatura do diretor andava anestesiada, esquecida, mesmo entre os nossos maiores nomes. Desde o final da década de 1970, Antunes Filho se concentrou em seu bem-sucedido grupo de pesquisa. José Celso Martinez Corrêa, de volta do exílio, ainda se mostrava adormecido e sem um eixo para potencializar suas provocações no país que reencontrou. O público precisava ser chacoalhado, como fez o polonês Ziembinski com Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, em 1943, ou o próprio Zé Celso na montagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, marco tropicalista do Teatro Oficina, em 1967.

Até que provem o contrário, Gerald Thomas Sievers, nascido em 1º de julho de 1954, é brasileiro, um carioca de Ipanema, que, no final da adolescência, se mudou para Londres e, na vida adulta, escolheu Nova York para morar. Antes de deixar o país, ele teve uma estreita ligação com o artista plástico Hélio Oiticica e, estamos falando de 1968, era o ápice das experiências dos parangolés, a antiarte por excelência. Garoto certo no lugar certo, também testemunhou, no ano seguinte, os bastidores da montagem de O Balcão, peça do francês Jean Genet, encomendada por Ruth Escobar ao diretor argentino Victor Garcia. Vale lembrar que, no extremo da desconstrução, Garcia botou abaixo parte da arquitetura do teatro da atriz e produtora no bairro paulistano da Bela Vista em nome do projeto. “Foi ali, com meus 14 ou 15 anos, em São Paulo, que percebi que queria fazer teatro”, recorda.

As primeiras experiências que moldaram o que seria Gerald Thomas se deram na capital inglesa com os grupos Exploding Galaxy e Hoxton Theatre Company. No início dos anos de 1980, em Nova York, abençoado pela diretora e produtora Ellen Stewart, ele, já convicto, fez do La MaMa Experimental Theater Club seu berço e playground criativo. Referência do circuito alternativo, o teatro ajudou a consolidar os atores Robert De Niro e Harvey Keitel, o dramaturgo Sam Shepard, o encenador Robert Wilson e o compositor Philip Glass, que se tornaria profícuo parceiro de Thomas.
Por identificação de gênios e sentimentos, o diretor foi adotado por Stewart e fez o que quis na casa da MaMa Ellen. Entre as façanhas, com menos de 30 anos, Thomas comandou o ator Julian Beck, já devastado pelo câncer, em sua única interpretação fora do Living Theather, em uma coletânea de textos de Samuel Beckett. Não, não é pouca coisa.

De repente, o ator Sergio Britto carimba o passaporte para Nova York e assiste a um de seus espetáculos. Exemplo de vocação incansável e intérprete ávido por diretores de pulso firme, Britto era cria do TBC e um dos fundadores do Teatro dos Sete, ao lado de, entre outros, Fernanda Montenegro e Fernando Torres. É justamente ele quem traz Gerald Thomas ao Rio de Janeiro para montar Quatro Vezes Beckett. Além de Britto, Ítalo Rossi e Rubens Corrêa brilharam nessa coletânea de peças do dramaturgo irlandês que estreou em julho de 1985. Causou furor aquele jovem de botas, casacos pretos, cigarro entre os dedos, circulando e fazendo teatro no país tropical. Poliglota, o rapaz ostentava um discurso nem um pouco condescendente com o Brasil. Logo, fez muita gente se tomar de antipatia por ele, talvez por se enxergar tão atrasada diante daquele espelho ou por não tolerar seu pedantismo. Nascia ali, para os brasileiros, o personagem Gerald Thomas. Choque mesmo, no entanto, veio quando a plateia carioca se emperiquitou para ver seu teatro.

Com a estreia de Quatro Vezes Beckett, Gerald Thomas mostrou a estagnação da cena brasileira naquele momento de abertura política, e o povo não gostou muito de enxergar isso. Muitos devem ter se sentido como os índios diante do reflexo dos espelhinhos oferecidos pelos colonizadores lá por volta de 1500. Veio à tona um conceito de experimentalismo que era tendência nos Estados Unidos desde a década de 70. Naquela época, Robert Wilson colocava no palco cenas longuíssimas e de impacto visual, enquanto Richard Foreman era celebrado pelo caráter performático. Lee Breuer, do grupo Mabou Mines, misturava bonecos, vídeos e música e, de repetente, Gerald Thomas traz para o Brasil um conjunto influenciado por tudo isso e mais um pouco. Parecia uma afronta às convenções. E era.

Estava personificada ali a figura do invasor, tão conhecido do povo brasileiro desde os tempos de Pedro Álvares Cabral. Mas Gerald Thomas não era um invasor qualquer. Podia até parecer gringo, mas o pior é que não. Não era. Era um de nós, representante de uma elite, claro, convertido em cidadão do mundo, que voltava, mesmo sem se estabelecer oficialmente no Brasil, para colocar em prática o que viu. Não era guiado por vícios ou alimentava dívidas de gratidão e, em pouco tempo, uma leva de estrelas disputava sua agenda para permear um pouco daquele cosmopolitismo em suas produções. Muitos diretores dariam um braço para trabalhar com Sergio Britto, Ítalo Rossi, Tônia Carrero, Antonio Fagundes ou Rubens Corrêa. Gerald Thomas conseguiu no primeiro ano. Então, morte ao invasor!

A crítica ficou dividida, os prêmios chegaram aos montes, os jornalistas procuravam pelo personagem e Gerald Thomas o desempenhava com louvor. Britto, satisfeitíssimo, convenceu Tônia Carrero a mergulhar na investigação e protagonizar Quartett, de Heiner Muller. De São Paulo, Antonio Fagundes chamou Gerald Thomas para elaborar um projeto. O resultado foi Carmen com Filtro, investida autoral, tendo também Clarisse Abujamra no elenco. Com Maria Alice Vergueiro, Beth Goulart, Bete Coelho e Vera Holtz, entre outros, veio Eletra Com Creta. Em cena, a tragédia grega confrontada com a poesia dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e de Décio Pignatari.

O método tradicional era posto em xeque. O apoio nem sempre vinha na forma do texto dramático. Os personagens surgiam indefinidos, e o espaço cênico era o próprio teatro. Tratava-se da imposição de um discurso autônomo, repleto de estímulos visuais e sonoros, não limitado a um roteiro. Os atores, muitas vezes, apresentavam distanciamento, economizavam na emoção. Excitadíssimos, desciam do pedestal abertos às múltiplas propostas de Thomas. Durante as temporadas, muitos brigavam feio com o diretor, rompiam relações e outros se apaixonavam, curtiam cada etapa do processo e, em vários casos, logo também rompiam as relações. Essa dicotomia de amor e ódio, de entrega e repulsa também faz parte do método inconsciente, do teatro em primeira pessoa de Gerald Thomas.

Com a Trilogia Kafka, o diretor persegue o caminho de autor e constrói uma dramaturgia livre em cima de contos do escritor checo Franz Kafka. O início da década de 1990 consagra a veia autoral e, a cada espetáculo, Thomas radicaliza na desconstrução do óbvio entre o anárquico e o irreverente. Em M.O.R.T.E. (1990), a atriz Bete Coelho surgiu como seu alter ego, uma espécie de artista paralisado diante da criação. O mesmo conflito se assemelha à base de Nowhere Man (1996), que faz uma releitura de Fausto, mostrando um sujeito incapaz de fixar raízes ou se identificar com pátria alguma. O personagem, representado por Luiz Damasceno, é tentado por uma criatura a fazer um pacto que lhe devolva a inspiração plena.

O papel do artista deslocado de seu tempo ainda conduz Unglauber (1994). Na peça, Thomas questiona o propósito de ser um criador em meados da década de 1990. As gerações nascidas nos anos de 1930 e 1940, como era o caso do cineasta Glauber Rocha, carregavam objetivos claros para lutar, e a arte era unida ao sistema social. Para Thomas, que veio ao mundo em 1954, nenhum confronto, nem mesmo a Guerra do Vietnã, se mostrava tão forte quanto os que motivaram os artistas que o antecederam. Em razão disso, aparece a busca pela contemporaneidade imediata, que, vista com distanciamento, se fez pioneira. Um exemplo é a peça Ventriloquist, escrita em 1999, ano que ainda pode ser considerado entre os primórdios da internet. Thomas tratou da polifonia e do excesso de informações capazes de transformar as pessoas em seres que reproduzem discursos alheios sem filtro ou interpretação própria. E nem se imaginava, na virada do século, quem um dia existiriam as redes sociais.

Unanimidade nacional, Fernanda Montenegro já havia se rendido ao discurso de Thomas e, junto da filha, Fernanda Torres, estrelou The Flash and Crash Days (1991). Plateias lotadas estranharam ao ver a atriz, adepta da dramaturgia de Luigi Pirandello, Eugene O’Neill e Nelson Rodrigues, em meio a uma encenação em que gestos e expressões corporais se sobrepunham as palavras.

A metalinguagem ultrapassava o óbvio de ter mãe e filha no palco. Chegava a um duelo de mulheres de gerações diferentes desafiadas por estéticas teatrais que também contrastavam com suas histórias profissionais. A jovem precisava se emancipar da mais velha, talvez matá-la, na busca de uma identidade autônoma. Uma cena que simulava uma masturbação entre as personagens causou polêmica. Era impossível – e elas sabiam disso – o público deixar de enxergar mãe e filha, atrizes populares, pertencentes a uma família considerada modelo, em um ato incestuoso.
É por causa dos subtextos que a dramaturgia de Gerald Thomas se torna mais desafiadora com o passar do tempo. The Flash and Crash Days não fica condenada como a peça das Fernandas e pode ser protagonizada por outra dupla de atrizes – ou atores – desde que existam contrastes a explorar. A mesma ideia vale até para um texto mais frágil, como Entredentes (2014), criado em torno do tema da retomada da vida para o ator Ney Latorraca, que passou dois meses em coma devido a uma infecção. Thomas, como homenagem, escreveu uma história que une um judeu e um islâmico à espera de algo que não se concretiza, talvez a morte, talvez a paz, como Vladimir e Estragon no Godot de Beckett.

O clássico, venerado por Thomas, havia inspirado Esperando Beckett (2000). Estreia da jornalista Marília Gabriela como atriz, a peça é centrada em uma entrevistadora ansiosa pela aparição do dramaturgo irlandês para a gravação de um programa de TV. As intenções e ironias não morrem na primeira leitura. Referência incontestável, Beckett ainda foi celebrado pelo discípulo no seu centenário, em 2006, com a tetralogia Asfaltaram a Terra, que ganha relevância no monólogo Terra em Trânsito. A atriz Fabiana Gugli deu vida a uma diva da ópera, embalada por fileiras de cocaína, que conversa compulsivamente com um ganso e planeja convertê-lo em patê de foie gras.

A plenitude da dramaturgia de Thomas, no entanto, se dá ao recorrer a uma das maiores dores do mundo – os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. O resultado, surpreendente, é uma elegia ao palco e até ao teatro brasileiro. Escrita para o ator Marco Nanini, Um Circo de Rins e Fígados (2005) apresenta todas as características da obra de Thomas – a desconstrução, o deboche, múltiplas referências, a homenagem e a fragmentação – em uma narrativa de comunicação imediata e provocativa.
Nanini, o personagem principal, recebe casualmente uma caixa de documentos de um sujeito chamado João Paradeiro. Os papéis implicam o governo americano no golpe militar brasileiro de 1964 e na derrubada no presidente chileno Salvador Allende, nove anos depois. Como também é ator, o personagem Nanini, sentindo-se ameaçado por ter caído nessa de gaiato, decide contar essa história, na forma de um espetáculo, para assim, se livrar dela.

Em um emocionante monólogo final, o protagonista define o ofício de ator como um problema sem solução, algo próximo também do que é ser brasileiro. As falas exaltam a obra de Nelson Rodrigues, o alívio proporcionado pelo futebol no país das chacinas e do racismo e as belezas da natureza – que também podem ser furiosa e destrutiva, assim como o teatro. Em Um Circo de Rins e Fígado, Gerald Thomas travou uma viagem inversa. Da tragédia mundial, ele chegou ao íntimo do Brasil e retratou com emotividade a alma do artista. Nem parece Gerald Thomas, podem pensar alguns. Nesse circo visceral de contradições, o artista, brasileiro e universal, atingiu um grau extremamente pessoal que raras vezes se mostrou tão genuinamente Gerald Thomas.

Dirceu Alves Jr. para o livro “Um Circo de Rins e Figado” sobre o meu teatro: SESC Edicoes

DIRCEU ALVES JR (critico teatral, ensaista e autor desse texto)

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Gerald Thomas’s PAINTINGS, DRAWINGS AND SKETCHES FOR SALE !!! (a venda)

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