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Programa do Amaury Jr. comigo (GT)

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“FRAGMENTOS TROPICALISTAS” (1995) de Gerald Thomas (para o livro “MARGINALIA” de Marisa Alvares de Lima) (artigo: “pósfacio” do livro entitulado “MENINO, voce esteve com ele?”

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Luiz Carlos Maciel : como vc pode morrer assim cara? Sem me dizer adeus ?

One of the emails Maciel and I exchanged regularly

 

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December 10, 2017 · 12:14 am

Texto LINDO de Lenise Pinheiro sobre Dilúvio e o nosso passado.

 

 

Dilúvio

Por Lenise Pinheiro

Lembro quando assisti Carmen Com Filtro, montagem escrita e dirigida por Gerald Thomas. Em 1985. Estarrecimento imediato que se perpetua até hoje, depois de tantos cliques, elipsos e tempos. Em seus espetáculos, momentos entre a catarse e a apoteose . Compassos estabelecendo o conflito. Grandes atuações. 
Ele diz que sou “Clumsy”, sigo firme, sou mesmo trapalhona.
Encontro com Gerald, no Teatro Anchieta, de vez em quando. Abraços, os mesmos (des) encantos e outros planetas. 
Dilúvio revela novos teatros. 
Explora novos planos. 
Exibe teatro em quarteladas.
Pegada renascentista. Trilhas épicas.
Obra de arte total ao somar Anas, Marias e Sambas.
Reco reco, cuíca e pandeiro. Baixos e surdos.
Agora Dilúvio. Um quase navio.
Coxias quentes, marujos tensão de circo. 
Cordas, toques e abismos profundos. 
Nada de redes. Tudo de redes.
Diálogos de I Phone:
– “Sad, Bad, Fire. Fake News”.
Agora Dilúvio. Quadros de hoje.
Para emergir de um transe da terra de Glauber.
Com Zé Celso, se come a carne. 
Já com Gerald, cacófatos à parte, se brinda com luz e sangria.
Pode esfregar que a mancha não sai.

Sesc Consolação – Teatro Sesc Anchieta – SP
Quintas, Sextas e Sábados 21h Domingos 18h
Autor e Diretor: Gerald Thomas
Coreografia Aérea e Direção: Lisa Giobbi
Coreógrafa Associada: Julia Wilkins
Elenco: Maria de Lima, Ana Gabi, Beatrice Sayd e Isabella Lemos
Performance Aérea: Lisa Giobbi e Julia Wilkins
Coreografia e Designer de Movimento (solo): Julia Wilkins
Preparação Corporal: Daniella Visco
Assistente de Direção: André Bortolanza
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Co-criação da Trilha e Compositor: Mauro Hezê
Gravação e Voz em “Gimme Shelter” e “Out of Control”: Vivalda Dula
Desenho, Pintura e Cenografia: Gerald Thomas
Direção de Produção: Dora Leão
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos de Divulgação: Roberto Setton
Programação Visual: Gil Vicente Design
Produção e Administração: PLATÔproduções
Realização: SESC SP

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Lista de críticas / resenhas sobre Diluvio (somente até agora). This is a list of reviews / essays re: Diluvio so far:

DILÚVIO

Torrente de imagens, Bravo! – Ivan Marsiglia, December, 2017

Enxurrada político-onírica, Folha de S. Paulo – Vera Iaconelli (pdf), December 5, 2017

Enxurrada político-onírica no teatro de Gerald Thomas, Folha de S. Paulo – Vera Iaconelli, December 4, 2017

Universo temático de Gerald Thomas converte a tragicomédia “Dilúvio” em uma experiência de manifestações artísticas, Cultura FM, November 30, 2017

“Dilúvio” dança e flutua sobre as incertezas com beleza impactante, EscritosDeVagner, November 29, 2017

Com “Dilúvio” eu finalmente conheci o trabalho de Gerald Thomas, November 28, 2017

Fernanda Montenegro conversando no teatro sesc – “foi assim que tudo começou”, November 27, 2017

Fernanda Montenegro no teatro sesc – (parte 2) muito emocionada após Diluvio, no meu camarim., November 27, 2017

Radio CBN, O Comentário de Arnaldo Jabor (Trasncript), November 20, 2017

Gerald Thomas produz um desesperado delírio estético em ‘Dilúvio’, Radio CBN, Arnaldo Jabor, November 20, 2017

“Dilúvio”, de Gerald Thomas, e a vida depois do apocalipse, Revista Veja São Paulo – Dirceu Alves Jr., November 16, 2017

Universo temático de ‘Dilúvio’ fica a reboque de Gerald Thomas, Folha de S. Paulo – Paulo Bio Toledo, November 16, 2017

Crítica: Gerald Thomas faz de Dilúvio uma obra genial, Blog do Arcanjo, November 16, 2017

TV Gazeta, Jornal da Gazeta – Cesar Giobbi comenta a temporada do Dilúvio, November 15, 2017

Rádio Vozes, Programa Boca de Cena – Comentário de Renata Mello, November 15, 2017

O Novo Apocalipse de Gerald Thomas, Isto É, November 15, 2017

Pé d’Água, Folha de S. Paulo – Ilustrada – Monica Bergamo, November 14, 2017

Gerald Thomas celebra estreia ao lado da filha, Blog do Arcanjo, November 14, 2017

Foto Ilustrada: Estreia da peça “Dilúvio”, Folha de S. Paulo Ilustrada, November 13, 2017

Isto É Magazine – Glory after glory, O Globo, November 12, 2017

A arca feminina de Gerald Thomas, Estado de S. Paulo – Caderno 2, November 11, 2017

Em “Dilúvio”, diretor Gerald Thomas remete a caos gerado por “fake news”, Folha de S. Paulo – Ilustrada, Maria Luisa Barsanelli, November 11, 2017

“Dilúvio”, A Terra Arrasada de Gerald Thomas, by Edward Pimenta, O Globo, November 11, 2017

Gerald Thomas estreia espetáculo, Folha de Londrina, November 11, 2017

Gerald Thomas estreia ‘Dilúvio’ e fala dos recentes casos de assédio nos EUA, O Estado de S. Paulo, C2 – Leandro Nunes, November 11, 2017

Guerra, intolerância e fake news inspiram Dilúvio, de Gerald Thomas, Revista Época, Edward Pimenta, November 11, 2017

A arca feminina de Gerald Thomas, Repórter Diário, November 11, 2017

Maria de Lima é a atração de “Dilúvio” em São Paulo, Diário de Notícias, Lisboa, November 11, 2017

Trump, “fake news”, e terrorismo inspiram novo espetáculo de Gerald Thomas., O Globo, Edward Pimenta, November 10, 2017

Gerald Thomas leva excesso de informação ao palco, Folha de Sao Paulo Guia da Folha, November 10, 2017

Peça dirigida por Gerald Thomas está entre as estreias de teatro e dança, Estado de S. Paulo Guia Divirta-se (online version), November 10, 2017

“Dilúvio”, Estado de S. Paulo Guia Divirta-se, November 10, 2017

Diretor americano Gerald Thomas leva excesso de informação ao palco em ‘Dilúvio’, Guia da Folha de S. Paulo, Amanda Ribeiro, November 10, 2017

Gerald Thomas estreia ‘Dilúvio’ com elenco feminino no Sesc Consolação, Aplauso Brasil, November 10, 2017

Dilúvio, Time Out S. Paulo, November 9, 2017

Revista Veja – Entrevista de Gerald Thomas ao repórter Dirceu Alves Jr. AO VIVO, November 8, 2017

Revista Magazine / Cultura, hotelaria e lazer – Edição de Novembro, November 8, 2017

Gerald Thomas estreia seu novo espetáculo “Dilúvio” no Teatro Anchieta – Sesc Consolação, em São Paulo., A Pauta é, November 3, 2017

Dilúvio, Sampa Online, November 3, 2017

Gerald Thomas Estreia “Dilúvio” No Teatro Anchieta – Sesc Consolação, Piscitelli Entretenimentos, November 2, 2017

Gerald Thomas Estreia “Dilúvio” No Teatro Anchieta – Sesc Consolação, Dica de Teatro, November 1, 2017

“Dilúvio”: Gerald Thomas e o apocalipse do excesso de notícias, Veja SP, October 31, 2017

Dilúvio no Metrópolis (Video), October 17, 2017

Dilúvio, Instituto Pinheiro, October 13, 2017

“Ruth Escobar foi a mãe do moderno teatro brasileiro”, diz Gerald Thomas, by Gerald Thomas, O Globo, October 6, 2017

Isto aqui não vai dar em lugar nenhum, by Bruno Astuto, Revista Época, October 2, 2017

Provocador, o autor e diretor teatral estreia a peça Dilúvio em São Paulo, Revista Epoca, Bruno Astuto, September 30, 2017

Vivalda Dula interpreta trilha sonora em ópera, Jornal de Angola, September 27, 2017

Gerald Thomas está no Brasil para lançar espetáculo só com mulheres. Polêmica à vista, Glamurama, September 26, 2017

Isto É – Diluvio !!!!!, September 24, 2017

Gerald Thomas dá a largada a “Dilúvio” em São Paulo, Veja SP, by Dirceu Alves Jr., September 19, 2017

Gerald Thomas promete “Dilúvio” nos palcos brasileiros, Veja SP, by Dirceu Alves Jr., April 13, 2017

Gerald Thomas inicia criação de novo espetáculo no Brasil, O Estado de S.Paulo, April 13, 2017

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Resenha de Vera Iaconelli em PDF

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December 5, 2017 · 7:13 pm

Vera Iaconelli (Folha de S Paulo): FANTASTICA analise de DILUVIO. Leiam !

Psicanalista, fala sobre relações entre pais e filhos, as mudanças de costumes e as novas famílias do século 21
Enxurrada político-onírica no teatro de Gerald Thomas

Dilúvio

Duas mulheres nuas estão penduradas pelo braço, com os pés sobre dois pedestais nos quais mal se apoiam. De cima de cada uma jorra incessantemente um fio de sangue. Ao fundo um desenho alude a uma caravela. Estamos na senzala, na Inquisição, em Guantánamo, na ditadura militar ou na diuturna perseguição a transexuais?

Não há conversa, corriqueira que seja, que não acabe na constatação de que vivemos tempos difíceis. As discussões atuais fazem supor que a humanidade já foi, em algum período, melhor que isso. Argumento difícil de sustentar, bastando lembrar Inquisição, escravidão e guerras para que capitulemos na defesa do passado. Mas temos que convir que hoje a questão do tempo é algo inédita. O descompasso entre o tempo externo, das redes sociais e o tempo interno, dos nossos afetos e de nossa compreensão é assustador. Tudo é rápido e é muito, é tudo muito rápido. Esse troço chamado modernidade não tem perspectiva de freio, nem amortecedor. Ainda assim, que o saudosismo não nos sirva de guia em direção à barbárie (lembremos o clamor de alguns pela volta ao regime militar!).

Uma mulher corre em círculos entre pedaços de corpos chamando desesperadamente por alguém, ao som de metralhadoras. Outra mulher rega cuidadosamente um jardim de guarda-chuvas imprestáveis. Estamos em 11 de setembro, Aleppo ou na periferia de São Paulo?

Os tempos do sujeito, tempos de cada um de nós para amar, odiar, desejar são incomensuráveis e regidos pelo nosso inconsciente. Quanto tempo dura o luto de um grande amor, o ressentimento de uma humilhação, o efeito da descoberta de um segredo familiar? Tememos as manifestações do inconsciente e fazemos de tudo para ignorá-las. Só levamos uma psicanálise a cabo porque não suportamos conviver com nós mesmos e porque nossos jeitos de tentar driblar as angústias geram sintomas sofridos demais. Fazer análise “para se conhecer melhor”, como se fosse turismo, é papo furado de estudante de psicologia.

Duas mulheres, sustentadas por cabos, flutuam numa coreografia de tirar o fôlego, ora como personagens kafkanianos, ora como amantes/rivais. Somos a profusão de laços e desencontros, sexo e socos, que suspira por um simples abraço?

Os sintomas são como uma mensagem colocada numa garrafa e jogada ao mar por nós mesmos na esperança de que os encontremos e os leiamos. Tentar ignorá-los equivale a queimar a mensagem antes de lê-la e, pior, não nos livra deles. O desamparo é afeto inerente à experiência humana. Os efeitos sobre o laço social se dão na medida que acreditamos que alguém poderá nos salvar do desamparo. A busca por um salvador serve como uma luva às tiranias de plantão. Como tem apontado com rigor Vladimir Safatle, nada mais alarmante no Brasil de hoje do que a instrumentalização política dos afetos de medo e esperança.

“Dilúvio”, peça arrebatadora de Gerald Thomas em cartaz no Sesc até 17/12, da qual saíram as cenas acima descritas, revela a forma que o artista encontra para lidar com o caos das angústias, que tanto nos movem, quanto nos paralisam. De uma coragem explícita, a encenação aponta para a arte como alternativa ao terror. Aos que lutam contra a barbárie todos os dias, de diferentes formas, nossos profundos aplausos.

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