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Gerald Thomas sai de cena – Folha de S. Paulo 17 Nov 2009

São Paulo, terça-feira, 17 de novembro de 2009
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Gerald Thomas sai de cena

Cansado da repetição nas artes, diretor diz que está se afastando do teatro por tempo indeterminado

“Acho meus últimos trabalhos péssimos; não consegui me entregar, ter tesão”, conta ele, que esboça roteiro cinematográfico

LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL

Cansado de jogar com “ismos” teatrais -experimentalismo, desconstrutivismo e conceitualismo, para citar três-, um artista contempla sua encruzilhada e divide o atordoamento com a plateia. Em 1996, esse era o “nowhere man”, o homem sem lugar da peça homônima de Gerald Thomas. Em 2009, esse é o próprio diretor. Com a diferença de preferir o silêncio cênico.
Thomas rompeu com o teatro por tempo indeterminado. No texto “Minha “Independência ou Morte” – Tudo a Declarar – “It’s a Long Goodbye'”, publicado em seu blog, ele lista as razões para o afastamento e crava: “Minha vida no palco acabou […] tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou”.
O “estalo” veio em julho passado, em Amsterdã, ao bater os olhos num autorretrato de Rembrandt (1606-1669). “Ele tinha 55 anos quando fez aquele quadro. Eu estou com essa idade hoje. Alguma coisa bateu em mim, não sei o quê”, diz àFolha, por telefone.
“Comecei a pensar que muitos artistas, incluindo o próprio [dramaturgo irlandês Samuel] Beckett (1906-1989), não sabem a hora de sair de cena. “Rockaby” e “Enough” são textos tão menores, inúteis desse maior autor do século 20. Eu me pergunto se ele precisava realmente tê-los escrito. Ao mesmo tempo, o que ele poderia fazer? Tricô? Não, né?!”

“Encheção de linguiça”
Thomas avalia que “depois que você chega num pico, vira um repetidor de si mesmo”. O seu auge, ele crê, foi em 98, com a ópera “Moisés e Aarão”, de Schoenberg, na Áustria:
“Tudo foi uma preparação para aquilo. O resto é bobagem, encheção de linguiça. Acho meus últimos trabalhos péssimos. “Bateman” [solo que criou para os 20 anos da Cia. dos Atores, em 2008] é horroroso. Só o texto é bom. Não consegui me entregar, ter tesão.”
Outra experiência recente que o desencantou foi “O Cão que Insultava Mulheres – Kepler, the Dog” (2008), espetáculo surgido da “blognovela” que o diretor escrevia em seu endereço virtual -e transmitido ao vivo pela internet.
“Teatro não é tecnologia, é algo para que o público esteja na presença do ator, a metros dele. Se você tenta transformar em tecnologia, fica pretensioso. Essa integração de mídias é a maior mentira que já houve.”
Dono de um estilo que conjuga dramaturgia não linear e de forte carga simbólica, estética expressionista e uma mirada perplexa em direção ao mundo, Thomas se ressente da falta de novidades nas artes:
“É constrangedor ver o que as pessoas que mais admiro estão fazendo. Repetem-se horrorosamente. Não há nada novo, nem em moda, nem em design, nem em arquitetura. A não ser que você dê um pulo em Xangai. Aí vai ver um prédio maluco. Mas logo vai se lembrar dos Jetsons e pensar: eles fizeram um edifício tirado do desenho! De certa forma, é tudo pateticamente engraçado.”
Recolhido, o diretor esboça o roteiro do filme “Ghost Writer”, que pretende rodar entre Turquia, Inglaterra e EUA, e rascunha a autobiografia ficcionalizada “Suicide Notes” (notas suicidas). Os dois projetos podem virar um só.
A seu modo, Thomas atualiza a última frase de “O Inominável”, romance de Beckett: “I can’t go on, I’ll go on” (não posso seguir, vou seguir).

http://geraldthomasvideos.blogspot.com

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Um dia na (in)Justiça Brasileira

Quando se “vive” Kafka

New York– Há uns 9 anos eu devo ter cometido um enorme ERRO: falei a verdade.

E me “pegaram”. Logo eu que posso dizer absurdos no palco, onde não existem limites verbais ou visuais, fui “pego” numa entrevista coletiva em Curitiba. Mais especificamente: numa entrevista ligada ao Festival de Teatro de Curitiba, no ano 2000, quando o mundo ainda era outro e brincávamos de brincar. Já haviam se passado décadas desde a minha “Trilogia Kafka” (que viajou o mundo). Já haviam se passado mundos desde o meu encantamento por esse autor que transcendeu a figura humana logo na primeira página e, assim, Gregor Samsa, acorda um inseto.

Mas em Curitiba foi assim: cheguei, como sempre chego, daqui de NY, exausto, depois de baldeações, conexões em aeroportos e vôos atrasados. “Eu queria subir pro quarto e tomar um banho rápido, trocar de roupa, já que estou em transito faz umas 16 horas”.

Cheguei lá em cima e não tinha água quente. A cidade estava fria. A janela não fechava. E não tinha papel higiênico. Deixei a água do chuveiro (na verdade, uma jacuzzi), correr por algum tempo… e nada. Caguei, literalmente, sem papel, e fui me lavar na água gélida do tal hotel. Morri de frio, especialmente ao sair. Batendo os dentes, percebi que as antigas janelas não fechavam.

Bem, desci pra coletiva (uns 20 ou 25 jornalistas me esperavam) e alguém passava o aspirador de pó bem ao lado dessa sala. Além do mais, as janelas dessa sala também não fechavam.

Bem, eu não estava de bom humor.

Um jornal local noticiou passo a passo do meu mau humor e relatou as minhas reclamações, uma a uma.

Meses depois, no Rio, uma oficial de Justiça veio ao Sesc- Copacabana entregar uma intimação, ou sei lá como chama isso.

Liguei pra amigos (já que, na época, eu não tinha advogado no Brasil), e me indicaram alguém. Bem, relaxei.

Anos se passam e nada ouço. Nada.

Assim como no Processo de Kafka, durmo um sono tranquilo do Joseph K. quando sou acordado, em 2007, por uma voz alarmante dizendo que “minha conta havia sido bloqueada pela JUSTIÇA BRASILEIRA”.

Como?

Fomos falar com o gerente do banco, que, mexendo no seu computador, descobriu se tratar de um processo que “perdi” em Curitiba. Um hotel havia me processado. E havia processado o jornal que havia publicado que “não havia papel higiênico, as janelas não fechavam e não havia água quente”. Tudo isso num caderno cultural e não turístico, ou seja: ninguém iria deixar de ir ao maldito hotel por causa das minhas declarações.

Ah sim. O tal advogado que me indicaram. Um alcoólatra que perdeu todas as datas. Não foi a audiência nos dias certos e não isso e aquilo e.. portanto, perdi.

O resultado por me expressar? Algo em torno de 83 mil reais. Como não tenho esse dinheiro, coloquei um outro advogado atrás do erro do primeiro. Dias atrás, descobri que em TODAS as instâncias, não tem jeito mesmo. Nao poderei pagar e jamais poderei ter conta no Brasil.

Surreal? Kafkiano?

Tenham todos um bom dia Sarney Brasileiro!

.

.

 

Gerald Thomas

 

AGORA NOTEI QUE OS COMENTARIOS ESTAO DIVIDIDOS EM PAGINAS 1,2, 3 E 4. NOTEI POR ACASO

VAMOS MANTER A CALMA: ESTAMOS SENDO “RATOS DE LABORATORIO” DE ALGUM EXPERIMENTO BIZARRO

LOVE

G

PS de domingo 2 PM do BR

NAO ERA A TOA QUE EU ESCREVI UM POST KAFKIANO. AGORA ESTAMOS TODOS PRESOS.

PS 

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O Reality Show do Woodstock + materia do G1

 

 

New York – Pois é! Quarenta anos se passaram. Mas quarenta anos se passaram desde o homem na Lua, desde que os Beatles isso e aquilo, desde o assassinato de JFK, desde…

 

Quando é que vamos parar de contar ou contabilizar numericamente as coisas, os eventos? Daqui a pouco serão 50 anos.

 

Então, voltando  a Woodstock, sim, peguei o último dia. A maior parte já estava voltando e eu ia na contramão. Com 15 anos de idade nas costas (mas me sentindo maduro como uma Susan Sontag) subi a colina e coloquei os pés na lama e… e o quê?

 

Encontrei um lugar sereno, com menos de meio milhão de pessoas, onde “tudo era permitido”.

 

E esse “tudo era permitido” não é uma questão tão simples. Pelo menos não era. Um ano antes, 68, foi pauleira. As polícias do mundo inteiro pegaram estudantes e manifestantes do mundo inteiro de PORRADA!

 

“Como pode então uma polícia passiva?”, pensava eu, vendo todo mundo fumando seus joints e tanta gente nua, muitos trepando ali, em tendas abertas.

 

E hoje? Como estamos?

 

Estamos bem? Bem, não tivemos ainda nenhuma GUERRA MUNDIAL, então, por esse termômetro, estamos… razoavelmente bem.

 

Mas, culturalmente, estamos PÉSSIMOS! Duchamp, que morreu em 68, e que já havia ironizado a pintura e arte em geral, não podia prever que em 2009 estaríamos com 2000 (dois mil) canais a cabo mostrando merda. E qual merda? Reality shows do PIOR NÍVEL ou então, o que é mais triste ainda, quando comparado a Woodstock, o tal “Vale Tudo”, the Ultimate Fighting, onde homens enjaulados se atracam e partem pra cima dos outros com toda espécie de golpes e sangue e quebras de tudo que seria um avanço, aos urros do público! Uau!

 

Ficamos mais cínicos, mais hipócritas e mais imbecis: claro, os demographics do mundo duplicaram! A maior parte do mundo encaretou! E nem sabe direito que Woodstock não foi somente uma grande festa e celebração de uma geração que levava porrada por PROTESTAR contra a guerra do Vietnam e lutar pela PAZ. PEACE, Man, Peace! Não se tratava simplesmente de um conglomerado de meio milhão de pessoas celebrando a paz (e em paz), debaixo de chuva ou sol, ao som de Hendrix, do Who, de Crosby, Stills, Nash and Young e Joplin e Santana e Country Joe and the Fish e tantos outros: tratava-se de uma afirmação! Estávamos mudando o rumo do mundo.

 

Mudamos?

 

Nada.

 

O ser humano mata golfinhos, esses seres que falam conosco.

 

O ser humano mata racoons (espécie de cães: os dois posts abaixo) e lhes arranca a pele enquanto VIVOS, ao som de Hendrix.

 

Se mudamos o rumo do mundo, mudamos esse mundo por três dias. Ou nos nossos sonhos, assim como numa peça de Shakespeare. O encantamento dura enquanto o espetáculo dura. E foi somente isso. O resto? É a glorificação do passado. Somos, como sempre fomos, um Weapon of self Destruction. E isso não poderemos medir em quarenta anos.

 

 

Gerald Thomas

 

 

 

 

(Vamp na edição)

 

Matéria do G1: Gerald Thomas em Woodstock: ‘melhor show foram 8 violões e uma lata de lixo’

Dramaturgo diz ao G1 que esteve no festival quando tinha 15 anos.
Brasileiros que viveram a época refletem sobre efeitos na contracultura.

O diretor e dramaturgo Gerald Thomas (Foto: Agência Estado) 

 

 

“Cheguei no último dia, algumas pessoas estavam indo embora, mas eu encontrei muita gente ainda lá. Hoje se fala entre 400 mil e 500 mil pessoas. Na época, a gente não pensava assim – pensava: ‘meu Deus, quanta gente, que loucura!’”.
 
A recordação é do diretor e dramaturgo Gerald Thomas, que diz ter estado em Woodstock no último dia do festival (domingo, 17 de agosto de 1969). Nascido em Nova York, em 1954, o diretor de “Um circo de rins e fígados” e “Príncipe de Copacabana” veio ainda bebê para o Rio de Janeiro com a família. Aos 13 anos de idade voltou para a Grande Maçã e tinha 15 anos quando pegou a estrada rumo ao festival em Bethel, comunidade rural no estado de Nova York.

“Uma das lembranças mais fortes que eu tenho, além da lama e do fedor, foi a passividade dos policiais diante de tudo o que estava acontecendo. Pouco tempo antes, a polícia espancava pessoas em Berkeley. [Woodstock] foi o momento em que eu – e, acredito, muita gente – pensei: ‘Caramba, o mundo está mudando’. A impressão era nítida, como nunca tinha sido antes”, conta Thomas em entrevista por telefone ao G1, de Nova York, onde mora atualmente.

Fã de Jimi Hendrix e The Who (que tinha esperanças de ver ao vivo – o que não aconteceu, uma vez que a banda se apresentou no dia anterior), Thomas diz que sua apresentação musical favorita no festival não aconteceu no palco principal, no centro da fazenda. “Foi de um grupo de pessoas sentadas no gramado, não foi no palco. Acho que eram oito violões e uma lata de lixo virada ao contrário usada como tambor. E era um som absolutamente impressionante. Nunca vou saber quem eram.”

O diretor lembra que a cena era comum. “Durante a troca das bandas, a gente não tinha muito o que fazer, demorava horas, às vezes quase duas horas. E as pessoas iam se aglomerando em volta desses pequenos grupos. Fiquei perto desse grupo e achei uma coisa incrivelmente linda.” 
 


Público no Festival de Woodstock (Foto: AFP/AFP)

Paz, amor… e brigas
Por outro lado, Thomas não acredita que houve em Woodstock tanta paz e amor quanto é lembrado por alguns dos frequentadores. Segundo ele, havia brigas acontecendo na plateia. Como exemplo, ele cita o caso do ativista Abbie Hoffman, que foi expulso do palco pelo The Who, no sábado.

“Não vi porque cheguei no dia seguinte, mas foi o próprio Hoffman quem me contou a história mais tarde. Ele havia subido no palco para denunciar o Who como ‘vendidos’ e começou a fazer um discurso. O Pete Townsend [guitarrista da banda], que é um cara imenso de grande, deu-lhe uma guitarrada e jogou o Hoffman para fora do palco. Em 1971 saiu o disco ‘Who’s next’ com a música ‘Won’t get fooled again’ e o verso: ‘Conheça o novo chefe/ É igual ao velho chefe’”.

Thomas se mostra, em certa medida, decepcionado e cético em relação às mudanças provocadas pela contracultura. “O que aquela geração se tornou? Um bando de loucos que jogam na Bolsa de Valores e transformam a bolsa nisso que você viu acontecer em setembro, outubro do ano passado. Um monte de companhias falidas, uma economia desastrosa. Ou seja, nada mudou, porque o ser humano é assim.”
 
‘Sabíamos que a dor estava lá fora’
Assim como Gerald, outros brasileiros que viveram a época lembram de Woodstock como um marco, um divisor de águas. Joel Macedo, escritor e correspondente da primeira versão da revista “Rolling Stone” brasileira, entre 1972 e 1973, morava na Califórnia em 1969 e não conseguiu atravessar o país para chegar a Woodstock, mas sentiu seus efeitos.
 
Macedo enxerga no festival um componente político importante. “Woodstock até foi sexo, drogas e rock‘n’roll, mas foi também o grito de uma geração contra o sistema capitalista (…). As pessoas quebraram as cercas que afastavam o festival do povo, invadiram a fazenda e transformaram um evento que teria um lado comercial numa mega e mitológica celebração tribal. Não foram os superstars que fizeram do Festival de Woodstock um mito, foi o povo”.
 
De Bethel à Mooca
Com a barra pesando na ditadura no Brasil e as mudanças significativas que ocorriam no exterior – com Woodstock à frente, mostrando a nova força do movimento hippie –, muitos brasileiros partiram para o exílio, imposto ou voluntário. Foi o caso do artista plástico Antonio Peticov, que, preocupado com o regime militar nacional se auto-exilou em Londres em 1970, em partes, inspirado por Woodstock.

“Na época as informações chegavam lentamente para nós no Brasil, era complicado. Então, para um garoto de classe média baixa da Mooca (bairro de São Paulo) saber que aconteceu um festival daqueles, programado para 50 mil pessoas e para o qual chegaram 500 mil, foi um estalo: ‘somos uma nação!’.”

Peticov acabou indo ao festival da Ilha de Wight na Inglaterra em 1970, onde encontrou os amigos Gilberto Gil e Caetano Veloso. “Foi uma coisa mágica”, define. Mas, apesar dos ótimos shows e de conhecer uma “nação hippie” maior ainda (o público total de Wight foi de 600 mil pessoas), o artista percebeu que o clima já havia mudado. “Lá já havia o grande problema da questão do comércio. Todo mundo ganhando dinheiro às custas dos hippies”.

Thomas também concorda que Woodstock foi diferente de outros festivais. “Foi um evento quase espontâneo, eu não sei o que reuniu aquelas pessoas. Porque foi único. Altamont não foi assim, Monterrey não foi assim, o festival da ilha de Wight não foi assim. Ele foi único na sua vontade de mostrar para o mundo que a nossa geração tinha força.”
 


Americanos reunidos para a posse de Barack Obama, em janeiro de 2009 (Foto: AFP)
 
‘Obamastock’
O diretor acredita que o festival não foi só um marco mas que é algo que precisa voltar a acontecer. “George Bush foi um retrocesso tão grande que voltamos à uma época pré-Woodstock. Agora com Obama no poder a gente vai avançar de novo no tempo. Teria que haver um novo Woodstock”.

A referência ao novo presidente dos EUA não é à toa – Thomas trabalhou por um ano na campanha do democrata. E acha que encontrou seu próprio “novo Woodstock”, maior e mais inclusivo. “Com a vitória do Obama eu desci para Washington no dia 20 de janeiro (dia da posse do presidente) e chegando lá eu disse, por alguns minutos: ‘isto aqui é Woodstock no inverno’. Um Woodstock com um p… frio, mas ninguém estava sentindo frio, estavam todos sentindo um enorme calor humano. E era quatro vezes Woodstock, porque eram dois milhões de pessoas”, compara.
 

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Morre Merce Cunningham, o mestre dos mestres!

São Paulo, terça-feira, 28 de julho de 2009 
 
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Merce Cunningham morre aos 90

Conhecido por romper a relação entre música e dança, bailarino morreu no domingo, em NY 

27.jul.64/Associated Press
 

Merce Cunningham ergue Carolyn Brown em ensaio
no Sadler Wells Theatre, em Londres, em 1964
 

JANAINA LAGE
DE NOVA YORK 

O coreógrafo americano Merce Cunningham morreu anteontem à noite aos 90 anos, em Nova York, de causas naturais, segundo comunicado divulgado pela Merce Cunninghgam Dance Company.
Um dos grandes nomes da dança do século 20, ele influenciou cineastas, diretores e coreógrafos no mundo todo. Suas realizações não estão ligadas apenas ao estilo ou ao grande volume de trabalhos desenvolvidos (cerca de 200), mas também à criação de métodos de trabalho que produziram novas formas de movimento.
“Merce foi um artista de estilo próprio e o mais gentil dos gênios. Nós perdemos um grande homem e um grande artista, mas celebramos sua vida extraordinária”, afirmou Judith Fishman, que administra a fundação que leva o nome do coreógrafo.
Merce Cunningham nasceu em Centralia, Washington, onde começou a estudar dança. Ele iniciou sua carreira como bailarino e, de 1939 a 1945, atuou como solista na companhia de Martha Graham. Em 1953 fundou sua própria companhia. O coreógrafo manteve uma parceria na vida pessoal e profissional com o compositor John Cage.

Ruptura
Um dos principais destaques de sua carreira foi a ruptura na união entre dança e música. Nas obras de Cunningham, não é o som que determina os passos. Música e dança convivem de forma independente.
Mesmo nos últimos anos, Cunningham continuou a abraçar novas ideias. Em 2006, no espetáculo “eyeSpace”, o público recebia na entrada iPods com diversas opções de trilha sonora e podia escolher a que quisesse ouvir para assistir à apresentação. Em 2003, na estreia de “Split Sides”, as bandas Radiohead e Sigur Rós fizeram performances ao vivo.
O coreógrafo também lançou mão da tecnologia em suas criações. Na década de 60, passou a usar uma câmera para captar movimentos.
Nos anos 80, desenvolveu um software, chamado Life Forms (hoje Dance Forms), que criava movimentos e combinações de passos que foi incorporado ao seu processo criativo a partir de 1991.
Até 1989, Cunningham aparecia em todas as performances de sua companhia. Aos 80, dançou um dueto com Mikhail Baryshnikov no New York State Theater. Aos 90, coreografou “Nearly 90” (quase 90) no Brooklyn Academy of Music este ano. Disse que continuava a criar a dança em sua mente. Nos últimos anos, ele vivia em uma cadeira de rodas.
“Você precisa amar a dança para aderir a ela. Ela não lhe dá nada de volta, nem manuscritos para guardar, nem telas para exibir nas paredes e talvez pendurar em museus, nem poemas para serem impressos e vendidos, nada além daquele único movimento fugaz quando você se sente vivo”, disse.

Legado
No mês passado Cunningham divulgou um plano para a administração de suas coreografias e o futuro de sua companhia após sua morte.
De acordo com ele, a companhia deverá fazer uma turnê de dois anos e, então, se separar. O Merce Cunningham Trust, que faz o papel de administrador, terá o controle de todas as coreografias dele com o propósito de licenciá-las.
“Há realmente uma preocupação sobre como você pode preservar os elementos de uma arte que é realmente efêmera, que é como a água. Ela pode desaparecer. Esse é um caminho para mantê-la viva”, afirmou o coreógrafo na época. 

ANÁLISE

Coreógrafo deu liberdade para a arteRODRIGO PEDERNEIRAS
ESPECIAL PARA A FOLHA 

Merce Cunningham foi o nome que mudou tudo na dança no século passado. O coreógrafo foi o responsável por criar a ponte entre a dança moderna e a contemporânea, levando em frente, de uma maneira diferente, o que a bailarina Martha Graham (1894-1991) havia iniciado na primeira metade do século. Se Graham criou a técnica e estruturou um método didático para a dança moderna, trabalhando muito a partir da mitologia grega, Cunningham teve o mérito de ir além de uma metodologia e de permitir à dança uma liberdade muito maior, trombando de frente com regras e conceitos mais ou menos estabelecidos. Cunningham abriu as comportas para a liberdade na dança. Ele não via, por exemplo, a necessidade de se contar uma história a partir das coreografias, algo que perdurava desde o balé clássico. Para o coreógrafo, os movimentos não precisavam ter uma finalidade ou uma explicação. E experimentava de tudo. Foi provavelmente o criador de dança que mais ousou na história, levando a ela, inclusive, a possibilidade de explorar novas mídias. Entre outras coisas, conduziu elementos do vídeo para dentro das coreografias. Mas foi a parceria com o compositor John Cage (1912-1992), seu companheiro de vida e de trabalho, a responsável pela maior inovação na obra de Cunningham. Juntos, os dois levaram o silêncio para a dança e reviraram tudo para criar uma nova ordem. É possível dizer que hoje, na dança contemporânea, não exista ninguém que não tenha sido, de certa forma, influenciado por Merce Cunningham.


RODRIGO PEDERNEIRAS , 54, é coreógrafo do Grupo Corpo.       

PS meu, do Gerald: Nao tenho condicoes de escrever sobre o Merce, assim como tive sobre a morte da Pina, ha mais um menos um mes. O Merce esta muito muito perto. A Fabi Gugli ia la no studio dele, todos os dias as 6 da tarde, em Westbeth, fazer aula com ele, ou algum professor noemado por ele. Mas ele sempre estava la. Alem do mais, a gente via o Merce, sempre fragil, caminhando pelas ruas, passos minimos, minusculos, como um pato ferido. Foi-se. John Cage, seu parceiro de vida ja faleceu ha algum tempo.

Eles eram os “AHEAD OF THE GAME”,

livro de Calvin Tomkins

Chega. Eh isso. Nao consigo mais que isso.

LOVE

Gerald

POR FABIANA GUGLI

O homem que coreografava no silencio

Comecei a frequentar as aulas no Studio de Merce ha 10 anos.
Estava em Ny sozinha, queria aprofundar meus estudos, e fui parar numa aula por acaso, no ultimo andar do predio Wesbeth, na Bethune Street.
Um espaco incrivel, apesar de simples, com uma unica sala bem grande e outra menor para aquecimento. Das janelas gigantescas, podia-se ver Manhatan de um lado e New Jersey de outro. No inverno, via-se a cidade ficando toda iluminada, e no verao o sol demorava a se por, formando uma claridade natural linda que entrava atraves dos vidros.
Bailarinos vindos do mundo inteiro, do Japao, da Grecia, da Italia, da Colombia, da China, do Canada, da Dinamarca, uma mistura etnica e cultural que eu jamais havia experimentado. E todos com a mesma vontade e fome: aprender a tecnica, a danca desenvolvida por Merce ao longo de sua vida.
Sempre me perguntei o que havia de tao especial naquele lugar, que me fazia chorar de alegria no meio de uma aula, ao som de uma musica improvisada ao piano, ou ao som da percussao numa contagem em 5, ou em 9. Homens e mulheres que se encontravam diariamente, para realizar uma mesma sequencia de exercicios feita no centro da sala, com uma disciplina bela e ardua. Nas aulas, havia sempre uma aura de respeito, de vocacao e devocao. O Studio fechava tres ou quatro dias por ano somente, no Natal, ano novo, e outro feriado importante. E durante todo o ano, o mestre coreografo estava la presente, ensaiando diariamente sua cia, reensaiando coreografias passadas, cochilando de vez em quando, enquanto seu assistente corrigia sua criacao/partitura.
Para Merce, a danca nao era uma repeticao de formas e passos, mas uma recriacao do movimento feito por cada bailarino/criador, desafiando o tempo e o espaco
Merce apostava no risco, o risco como arte, a arte feita no instante presente, neste atimo de segundo, a danca do acaso, do acaso da vida…
Ensaiava suas coreografias no silencio, seus bailarinos sentiam o pulsar do corpo na batida da musica interna. Uma escuta absloluta de si e do corpo conjunto. O mesmo silencio introduzido na musica, por seu grande parceiro e colaborador John Cage. So mais tarde, as vezes so no ensaio geral, acrescentava a musica, o cenario e o figurino, e assim abria-se o pano para mais uma experimentacao diante do publico.
Com certeza, o mundo da danca ficou muito menos interessante nesse ano de 2009. Morreu Merce Cunningham e morreu Pina Baush. Que tristeza!!
Vou sentir muitas, mas muitas saudades.

 

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1001 Noites de Barack Obama

 

Não sou repórter! Não sou analista. Recuso-me até a ser chamado de blogueiro. O que sou então? Um dramaturgo apaixonado por um presidente que hoje completa seu centésimo dia no Governo. Ah, claro, com esse centésimo dia, vem as 1001 noites e um tapete voador. Mas isso é para quem sonha, assim como eu, e não liga muito para as estatísticas. Sonhar é para quem pode. Aqui, com Obama, a realidade se tornou sonho, Teatro se tornou realidade e a coisa se embaralhou um pouco. Estou “vendo” e “vivendo” o momento histórico mais precioso nesses 54 anos no planeta! Ou talvez, e muito provavelmente, em séculos.

 

JFK? Óbvio, mas teve pouco jogo de cintura com os soviéticos, veio de uma família “engajada” de Boston e (fora Bobby Kennedy, seu irmão, esse sim o branco mais negro da História) cometeu gafes famosas com a AFL CIO, o grande sindicato daqqui. Ah, não vou falar dele. Hoje, assim como todos os dias, é dia do meu “Royal Obama”. Exagero? Não, juro que não! Mas sou dramaturgo, sou de Teatro e se, por acaso exagero, sou pago para isso! Sim, porque quem liga para as estatísticas verá que Obama tem um “approval rating” de 81% (NBC + Wall Street Journal) e ganhou um extraordinário presente nesse dia de crise suína, ou seja, no seu 99 dia de presidência: 

 

Numa fantástica reviravolta de eventos, o Senador Arlen Specter, da Pensilvânia, anunciou (e paralisou Washington DC) que estava saindo do Partido Republicano (ao qual pertence há 29 anos, desde a era Reagan) e está se juntando aos Democratas. Isso afeta – obviamente – o balanço, ou a balança, ou melhor, o peso e medidas das coisas, já que cada número conta a favor do partido Democrata. Mas o gesto é mais simbólico do que qualquer coisa e Specter sabe que não se reelegeria pelo Partido dos Velhos! Então, seja bem vindo!!!! 

 

As 1001 noites de Obama. Não, certamente não serei eu, neste dia, que direi sobre o orgulho que sinto que a imagem de terror dos EUA no mundo já mudou e que a “verdadeira face” americana já começa a mudar. Qual face? A face de uma nação mulata. A face de uma nação mestiça! O resto eu deixo pros profissas, já que o IG me puxou a orelha noutro dia, quando recebi um e-mail da redação dizendo “o artigo do Gerald está errado: A gripe suína não é transmissível pela ingestão da carne de porco”. 

 

Mas tomo minhas liberdades poéticas. Aliás, esse é justamente o sucesso desse blog. E o sucesso da gestão Obama também está em não seguir o protocolo das redações! Quando um simulacro da Air Force One sobrevoou NY ontem e deixou todo mundo com as calças na mão, ele simplesmente foi  natural, assim como foi no G20, ou lá naquela inexpressiva reunião das Américas não sei das quantas, quando Hugo Chávez lhe apertou um livro nas mãos. Disse: “não sei o que aconteceu, não sei, mas não se repetirá”. Essa coisa de “medir” os cem primeiros dias da presidência vem FDR, ou seja, Franklyn Delano Roosevelt e, segundo os institutos (argh… as estatísticas!), nenhum presidente desde então conseguiu TANTO nessa centena de dias!!! Sim, desde a nova política com Cuba até um diálogo com o Irã, e por aí vai.

 

O mundo sempre será um lugar de gente nada simpática. E um lugar de predadores e de gente avessa! Eu que o diga! Imagino (ou melhor, não imagino) o que Obama não deva estar ouvindo de seus detratores diariamente. Gente escrota, como Rush Limbaugh, radialista de merda que quer que nosso Presidente falhe , um viciado em Oxy Contin, o porco que originou a “Swine Flu”, ou melhor, a Febre Suína, ou Gripe dos Porcos, na Baía dos Porcos, onde pouco porco há! Mas me atacam aqui no blog com seus próprios embustes (“sua bicha enrustida”, etc….). Pergunto-me: Por que sempre esse tipo de ataque? E porque enrustida? E se eu disser que saí hoje pra comemorar o 99 dia de Obama “dando por aí”? Ah, deixa pra lá! ESTOU MUITO FELIZ! 

 

BARACK OBAMA me deixa MUITO FELIZ e deixa o mundo mais feliz também! 

 

Em 20 de Janeiro deste ano escrevi um post intitulado “Ba-ROCK Obama” (volto depois):   

 

Carta para Mileny (8 anos)

Amor da minha vida,

Quando o ponteiro do relógio da sala da tua casa aí no Rio (ironicamente ela fica na Avenida Dr. Martin Luther King Jr.) apontar 3 da tarde, aqui em Washington DC estará sendo meio dia, o homem mais inteligente e glorioso deste planeta estará se transformando no nosso 44 presidente. O presidente dos Estados Unidos da América. Quem poderia pensar que isso aconteceria, mesmo há quatro meses? Você, Mileny, está vendo (pela televisão) as filhas dele? Parecidas com você (só que você é mais linda, óbvio!) sempre de mãos dadas com a mamãe Michelle ou papai Barack? Bem, trata-se de uma longa história que começou com alguém que teve um sonho. E desde o sonho foi assassinado. Muitos foram assassinados, Mileny, para que esse dia de hoje chegasse e meus olhos não parassem de chorar e de pensar em você e no mundo em que você estará vivendo e no qual eu já serei uma espécie de passado.

Mileny: aos quase oito anos de idade você tem a linda sorte de se enxergar pequena, linda e negra, exibir esses cabelos de trancinhas e notar que todos olham pra você com enorme ternura e carinho. Mas, quando você estiver com seus 18 anos, talvez lerá essa carta em outra perspectiva e terá uma conversa em perspectiva comigo. No que você terá se transformado? Numa linda bailarina? Numa cientista? Numa médica ou filósofa? Não importa. Ou melhor, importa sim, porque a mensagem que começou, essencialmente em 1963 quando um dos discursos mais COMOVENTES e mais ouvidos e mais imitados e mais INSPIRADORES da história da humanidade, “I had a Dream”, de Martin Luther King, nos foi “entregue” aqui nessa capital e nessas escadarias onde hoje bandas tocarão, pessoas tocarão… para comemorar seus quase 41 anos de seu… sim, assassinato.

Sim, Mileny: segregação racial. Ônibus para brancos e para negros. Bebedouros para brancos e para negros (que eu ainda peguei quando criança no mesmo Tennessee de Dr King). Ainda bem que você, meu amor, não sabe o que vem a ser isso.

Mas você certamente não notou, como tua mãe e tua avó notaram, quando, naquela tarde de feijoada no último andar do Ceazar Park Hotel, no Rio, no meio de dezembro passado, enquanto éramos cercados por olhares de brancos curiosos, como era estranho que “não cabíamos lá”. E realmente, como a tua mãe falou: “não cabíamos lá”. Por que será? O racismo camuflado no Brasil não deixaria revelar jamais um Dr Martin Luther King Jr? Será? Quero crer que sim. Mas, se isso não for possível e será difícil que surja, como surgiu, aqui, um Barack Obama. Mestrado pela Columbia e Harvard Universities, assim como sua mulher Michelle, a nova geração, a garotada afro americana ou simplemente ‘the black kids’ como a Oprah quer voltar a chamar e parar com essa coisa de Afro, agora vira uma página FUNDAMENTAL em sua história: percebe que não precisa mais se espelhar em atletas, como Michael Jordan ou Magic Johnson ou mesmo os músicos, como James Brown, Ray Charles, Stevie Wonder ou os milhares de rap ou hip hop que surgiram nas últimas décadas.

Agora o mais novo símbolo de “cool” é SER O MAIS inteligente e letrado e genial e culto político negro do mundo: e por quê? Porque entenderam that YES WE CAN. Sim, Mileny, A Gente Consegue!, Conseguimos se lutamos muito até conquistar a presidência dos Estados Unidos Unidos da América.

AMERICA IS BLACK AND IT’S PROUD.
AMERICA IS THE NEW BLACK

Mas chega de ufanismos!
Mas precisamos desse momento. E como!!!!!
Até a nossa cultura pop precisa.
Ah, Mileny, ontem foi feriado nacional: dia de Dr. Martin Luther King Jr. Sim, a nação inteira parou e se PREPAROU para hoje. E hoje? A nação acordou pra realizar, concretizar seu sonho de 45 anos atrás: “I have a dream” se torna I AM HERE NOW !

Um dia, talvez, por interesse ou por pura preguiça, você me pergunte por que o Dr King escreveu uma carta da prisão de Birmingham e que ficou tão famosa (“Letter from a Birmigham Jail”). Talvez eu te conte, talvez os eventos avassaladores do tempo que nos atropelam me obriguem a te contar coisas de outros períodos. Por quê? Porque até lá, Barack Obama já terá (se deus quiser), dois termos inteiros de administração na Casa Branca e terá sido o mais revolucionário Presidente Americano desde Abraham Lincoln (que aboliu a escravidão em 1862). Quem sabe, daqui a dez anos, quando você estiver com seus 18, as palavras do sonho de Dr King,  sonho visto e ouvido por 250 mil pessoas aos pés do Lincoln Memorial, em 1963, com aquela estátua de dar arrepios Constitucionais e Democráticos, dizia cantando de levantar cabelos:

“EU TENHO UM SONHO que um dia essa nação se elevará e viverá o verdadeiro significado do seu credo: que todos os seres são criados iguais.

E deixa a Liberdade tocar, soar. E quando ela tocar – e quando nos deixarmos que isso aconteça!- ela vai tocar em todas os vilarejos, em cada casebre, virá o som de cada estado e de cada cidade e seremos capazes de ACELERAR esse dia quando todas as crianças de deus – negros, brancos, judeus e góis, protestantes e católicos – e nos daremos as mãos e cantaremos as palavras daquele antigo ‘negro spiritual’: FREE AT LAST ! FINALMENTE LIVRES. OBRIGADO SENHOR, Thank God Almighty. WE ARE FREE AT LAST!”

Então Mileny, te escrevo isso na manhã do dia em que multidões esperam O MOMENTO mais IMPORTANTE da HISTÓRIA deste País. Te escrevo isso num momento em que duas milhões de pessoas se aglomeram na cidade para assistir a posse de um novo ídolo e presidente negro americano. E quero que você saiba quantas vidas isso custou, quanto de escravos ainda existe no mundo, de adultos e de crianças e quanta miséria humana acontece enquanto te escrevo com lágrimas nos olhos porque uma coisa eu sei: VENDO ISSO AQUI PERCEBO QUE NÃO HOUVE PASSO MAIOR dado desde que Neil Armstrong pisou na Lua e (pra te dizer a verdade), aquele passo pra mim nada quer dizer frente aos passos dados no campo da liberdade civil ou da conquista política.

Faltam algumas horas para que Barack Obama assuma sua posição de líder dessa nação. Vamos voltar a ter uma CARA e ALMA digna para o mundo! Espero que a nojeira da administração anterior passe logo.

E, quem sabe…? Daqui a dez anos, se alguém ai em cima der uma forcinha, você olhar a cor da tua pele e olhar tudo isso, as vidas perdidas e as guerras santas e essa loucura toda por causa de pigmentação de pele me olhará na cara e dirá: “será que você escreveu isso loucaço?”

E eu vou te responder, Mileny: não. Washington não era somente uma cidade aquele dia. Era também o espírito do primeiro presidente Americano, depois da Revolução, depois da expulsão dos Ingleses. E agora, como então, o clima está EUFÓRICO, e, pela primeira vez em muito tempo, nós aqui estamos nos abraçando, nos olhando nos olhos, nos dizendo GOOD MORNING, seja lá qual etnia, seja lá qual sotaque, seja qual vestimenta, pois essa é a verdadeira cara dessa imensa US of A. A cara de TUDO e portanto nela cabe o que você otimizar de melhor.

(faltam 3 horas)

Gerald Thomas” 

 

Faz 100 dias que escrevi a “Carta para Mileny (8 anos)” de Washington DC. Faz 100 dias que o mundo sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Ainda tem muita, mas muita coisa errada. Mas mudou a coisa principal. Tiramos um TIRANO (com o Cheney DOIS) da Casa Branca e lá colocamos um ANJO! 

VIDA longa, meu presidente!

VIDA LONGA! 

LOVE

 

Gerald Thomas, 29 de Abril de 2009.

 

 

(O Vampiro de Curitiba na edição)

 

 

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TODO O APOIO A DAVID E SEAN GOLDMAN: A JUSTIÇA BRASILEIRA TEM DE REUNÍ-LOS!

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Em 16 de Junho de 2004, David Goldman se despediu de seu filho Sean, no Aeroporto de Newark. Ele não sabia que naquele momento sua esposa Bruna estava sequestrando Sean e o levando ao Brasil, sem intenção de retornar. De acordo com a Convenção de Haia, a qual Estados Unidos e Brasil são ambos signatários, este é um caso claro de rapto internacional de criança, também conhecido por sequestro, realizado por um dos pais. Durante os últimos 4 anos, David vem lutando incessantemente no Sistema Judiciário Brasileiro para recuperar a custódia de Sean e trazê-lo de volta para sua casa em Tinton Falls, Nova Jersey.

David está lutando a batalha de sua vida e tem batido de frente contra uma família poderosa e influente no Brasil, que tem feito tudo para evitar que ele e Sean vivam juntos novamente. David já tentou todas as opções legais disponíveis para ele tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos, a um alto custo emocional e financeiro. Após a inesperada e trágica morte de Bruna em 22 de Agosto, todos esperavam que David iria finalmente ver Sean e trazê-lo para casa. Infelizmente, ele está novamente no meio de uma batalha pela custódia de Sean, desta vez com o novo esposo de Bruna, João Paulo Lins e Silva.

Estes últimos quatro anos tem sido longos e dolorosos para David Goldman. David foi e é, em todos os aspectos, um pai carinhoso e zeloso que não merece este tratamento. É cruel e injusto, uma verdadeira afronta a um ser humano. Basta: precisamos da sua ajuda para garantir que o Sistema Judiciário Brasileiro aja corretamente corretamente e devolva Sean de volta para casa e para seu pai. BringSeanHome.org foi fundado pelos amigos de David; toda ajuda e esforço será unicamente focada no objetivo de trazer Sean para casa. Esperamos que vocês se juntem a nós, por carta, email ou telefonando para uma ou mais pessoas na lista que se encontra na seção Como Ajudar?

Convidamos a todos que leiam a carta de David explicando tudo sobre o sequestro, as partes envolvidas, e os eventos mais recentes. A História de David nos foi enviada do Brasil em 20 de Setembro.

O caso de Sean e David
National Broadcasting Company
The Today Show

David foi entrevistado por Meredith Vieira no Today Show, no canal NBC, quarta-feira dia 24 de Setembro. A texto da entrevista está “Dad battles for son taken to Brazil four years ago” no site do Today Show.

“Até que você tenha seu próprio filho…você nunca conhecerá o prazer, o amor atrás do sentimento que ressoa no coração de um pai ao olhar seu filho. Você nunca conhecerá o senso de orgulho que faz um homem querer ser melhor do que ele é e passar algo bom e cheio de esperanças para seu filho.”

Kent Nerburn

 

“From: “Senator Obama”
To: XXXXXXXXXX@comcast.net
Sent: Wednesday, October 29, 2008 2:29:30 PM GMT -06:00 US/Canada Central
Subject: Message from Senator Barack Obama

Dear Christopher:

Thank you for contacting me regarding David Goldman’s efforts to return his son, Sean, to the United States. I appreciate having the benefit of your perspective on this matter.

As a father of two young children, my heart goes out to the Goldman family. As you know, Mr. Goldman’s son, Sean, and his Brazilian wife travelled to Brazil in 2004 to visit with the maternal family. Once in Brazil, his wife decided to remain in the country with Sean without Mr. Goldman’s consent and filed for divorce. According to the Department of State’s Office of Children’s Issues and the U.S. Embassy in Brazil, the United States is working closely with the Brazilian Central Authority to pursue Sean’s return under the Hague Convention on the Civil Aspects of International Child Abduction. As this matter develops, you may rest assured that I will keep your concerns in mind.

Thank you again for writing. Please stay in touch in the days ahead.

Sincerely,

Barack Obama
United States Senator”

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 (O Vampiro de Curitiba na edição)

 

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Pânico do Mundo?

 

 

 

“Considerando o cenário contemporâneo”, escreve João Carlos do Espírito Santo, “no qual impera o hedonismo em detrimento da razão e das buscas do bem comum, é importante entender em que solo deitamos nossas sementes, aos olhos de quem nos apresentamos.”

Fiquei mudo por um tempo olhando a tela. Sim. Sim. João Carlos é uma pessoa com a qual me correspondo com frequência. Muita frequência. Mais que um ombro amigo, um psicanalista e intelectual que aprecia Rosa, Haroldo de Campos, Joyce e, obviamente, Freud.

Ainda olhando o cenário e tendo um certo pânico do mundo com o que está acontecendo depois que o nosso Governador Patterson anunciou: “O Estado de Nova York está num déficit de 15 bilhões, ou trilhões ou terrabites, ou a minha emoção em descer aqui pra Washington DC pra ver a Inauguration do nosso Obama em OITO dias no meio dessa tremenda CRISE econômica que afeta amigos, parentes, dentes, pentes e escovas de cabelo, caspas, aspas e tal…e Gaza e as mortes e Israel, e Ellen Stewart e as peças de teatro que tenho que entregar e não tenho tempo, tempo, tempo….O MUNDO me consome. Como responder, João? Como?

Respondo citando Artaud:

“Jamais, quando é a própria vida que nos foge, falou-se tanto em civilização e em cultura. Há um estranho paralelismo entre essa destruição generalizada da vida, que se encontra na base da desmoralização atual, e a preocupação com uma cultura que jamais coincidiu com a vida, e que é feita para governar sobre a vida.

Antes de retornar à cultura, observo que o mundo tem fome, e que ele não se preocupa com a cultura; e que é apenas de maneira artificial que se quer dirigir para a cultura pensamentos que estão voltados unicamente para a fome.

O mais urgente não me parece tanto defender uma cultura cuja existência jamais salvou um homem de ter fome e da preocupação de viver melhor, e sim extrair disso que se chama de cultura ideias cuja força viva seja idêntica à da fome.

GT: Aliás, citei Artaud, mas não sei se estou de acordo totalmente. Vou te dar um exemplo mais específico, João Carlos. Essa foto ai em cima, dos soldados se abraçando, o que significa isso? O que pode significar isso quando soldados (seja de onde forem) se abraçam e comemoram a vitória? Qual a dívida humana de inocentes do outro lado desse abraço? Quanto custa cada vez que um soldado toca no outro? E justamente nesse momento onde escrevo uma peça chamada Body Parts (Pedaços de um Corpo).

João: Nas buscas do bem comum, é importante entender em que solo deitamos nossas sementes, aos olhos de quem nos apresentamos.

Mas, há sempre uma trilha do meio, uma possibilidade de, sem perder nos princípios básicos, naquilo que nos constitui e nos dá sentido à existência, manter a travessia, coerentemente. Há uma patologia fomentada nos espaços da Internet, que permite, em função do anonimato, expressões que – no tête-à-tête – não aconteceriam, pois covardes não firmam posições, não dão a cara à tapa, são, por excelência CANALHAS.

GT: Vivemos várias vidas. Não vivemos linearmente. Não pensamos linearmente. Daí a importância de Joyce, daí a importância de Pollock. Enquanto dirijo um carro, e no CD player estudo uma opera de Wagner, me emociono com uma ária qualquer, mas não perco o foco de PRA ONDE estou indo e o movimento dos carros. Tenho que frear, quando os carros freiam. Sei que estou indo visitar alguém que me importa, uma visita/appointment que me trará algo de importante: um diretor artístico de uma opera. Portanto, estou nervoso. Tenho, digamos, dois amigos no carro. Eles conversam entre si. A conversa é política. Não posso deixar de ouvir o que dizem e, portanto, “sentir” e me envolver com o que estão dizendo.

1- emoção com a opera que está tocando

2- atenção no trânsito

3- tensão com o encontro

4- prestando atenção às pessoas na rua, aos detalhes dos loucos e não loucos que atravessam a rua, aos “tipos” que me chamam atenção….

5- a conversa que rola no carro

6- desconforto físico, o cinto de segurança que me estrangula, misturado ao cachecol por causa do frio

7- olhando sempre no relógio preocupado com o horário

8- a opera no CD player está chegando a um clímax e eu subo o volume e me emociono mais: isso me traz lembranças de quando eu..(não sei mais, dirigi essa opera em, a, b, c ou d e com quem eu estava nessa época, entende as ramificações?). Ou meus pais me contando sobre essa opera em alemão ou inglês quando menino etc….

Ou, ainda, como falhei ou fui um sucesso e a casa vindo abaixo e o que eu podia ter melhorado….quando dirigi tal opera…

TANTAS COISAS TANTAS COISAS…

Marcelo Rubens Paiva: Há uns tempos, criticavam uma obra de arte que tivesse começo, meio e fim, “detalhes” que indicavam acomodação e incapacidade de inovação. Podia até ter começo, mas meio e fim, era o fim! A regra: não facilitar para o público. Se quisessem algo mastigado, nem azedo nem amargo, que comessem pizza em frente à TV, gênero inferior e vendido por natureza, dizia-se. O lance era complicar, para indicar o ilogismo da vida e da morte, o lance era confundir, para baixarmos a guarda da audiência, penetrar com um jab nos lapsos, conquistá-la por desvios ao dissecar o núcleo dos mitos e arquétipos; imagens do inconsciente coletivo.

GT: Eu sei, mas isso foi demolido pelos iconoclastas ou pelos desconstrutivistas. Eu fui um deles. Ou o último vírus nessa grave epidemia. E agora? Body Parts? Ainda? Ainda destruindo. Não. Reconstruindo.

João Carlos: O teatro, e você pode desdobrar isso, aprofundar o que te digo, pede engajamento, mesmo que seja o mais superficial, pois a pessoa, dentre todo o universo de peças em cartaz, escolhe uma, organiza sua agenda para também se apresentar publicamente, pactua um tempo de entrega,

Marcelo R Paiva: Um escritor tinha de fazer o curso de mitologia do Juanito Brandão e ter em mãos o dicionário de símbolos de Juan-Eduardo Cirlot. A arte buscava os personagens de sua origem, mas se afastava de seu formato e se inspirava no caos.

GT: Mas o que é o teatro ou esse Pânico do mundo ou essa lucidez avassaladora? Não será uma vontade louca de olhar essa foto e transformá-la numa cena teatral onde a primeira frase diz assim: “amanhã, acordarei melhor, todos acordarão melhor, mesmo sem rins e sem fígados, ou com meio rim, com parte do fígado. Se um “deus” nessa nossa incógnita (não é surpreendente eu estar dizendo isso?) eu jamais teria estado no lugar certo na hora certa. É isso não é? O que me fez estar aqui nesse momento da vida foram as circunstâncias. Eu beijo as calçadas por onde andei por elas terem me dado a oportunidade de ter andado, aprendido a viver the rough side of life muito cedo, mas as beijo. Por isso, Saint Genet. Por isso, sai tão cedo de tudo, sempre saio cedo de tudo e não acredito em sucesso, não acredito nessa superficialidade de sucesso, uma vez que, colocado no CD player ….o Stravinski… “The rite of Spring” …com Leonard Bernstein regendo….e ensinando…., parece que o mundo pode, sim, ter um final feliz e em paz…..

Sim, Graças a tudo. Ellen Stewart está melhor agora, 10 da manhã de segunda nessa gélida New York. Pode piorar à tarde. Tudo me dá medo. São dias tensos. Mas já foi diferente? Quando leio, e com muito interesse, os comentários do Blog, e às vezes me irrito com o nível de agressão, penso em desistir.

Penso em cair fora e seguir os conselhos da Ellen: “escreva pra Teatro, Gerry, esqueça essa coisa de Blog”. Mas eu subo aqueles 67 degraus que me levam ao apartamento dela lá no 5º andar e penso nessa foto dos soldados e nas mortes e nas tantas explosões, e no fogo de uma lareira e na posse de Obama e nas economias falidas e nos seres humanos falidos porque é cão contra cão. Cão come cão!

E o teatro sempre foi o espelho disso: Hamlet, seu melhor expoente até hoje. Ah sim, o canibalismo verbal. Tem aqueles que amam chamá-lo de antropofagia. É que virou, digamos assim, “moda”, roubar e não devolver. Roubam vidas. Roubam identidades. Roubam-nos uma década. Uma década de inutilidades: e agora? Agora é remover o LIXO de nossos quintais. Praqueles que tem um quintal.

Gerald Thomas

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Sou incurável+Gaza e…

 

nenhum

New York -“Segui o Che pela cordilheira Alpina atrás de queijo suíço . Só deu buraco!” Essa frase caía bem na boca do GRANDE (Maior) ATOR, Marco Nanini, na peça “Circo de Rins e Fígados” que eu tenho rodado aqui no Blog nessa última semana.

Ela deveria representar uma espécie de besteirol e deveria compilar (e compila!) a falta de compreensão total do homem moderno em relação ao tempo em que vive. Assim somos, não é?  Quando observo essa ridícula e triste REPETICÃO em Gaza entre as mesmas “equipes” (não se trata mais de alianças: entendam meu ponto de vista: o jogo se entende como esporte,  a multidão que o assiste se mata e acaba sendo assassinada e os esportistas, os estrategistas raramente ficam feridos. Mas berram. E como!)

Vejo o vergonhoso caso Madoff: 50 bilhões de dólares e como ele (e tantos outros que ainda não conhecemos!!!!!) conseguiram ROUBAR e ROUBAR e ROUBAR por ter sido mais um mestre nesse jogo: qual a natureza desse jogo?

Esse que vejo sendo jogado no dia a dia pela mídia. Existem diferenças, claro. Mas poucas. Não pensem nem por um segundo que o iReport da CNN é um veiculo democrático ou a “Minha Notícia” desse portal ou de outros são, igualmente, democráticos: ao contrário. São formas demoníacas de fazer com que o leitor, internauta ou participante se sinta “parte do time” por um dia, dois dias ou por alguns minutos. É Andy Warhol diluído.  É o filme “Network” de Lumet sendo “pacificado” pra que a gente nao saia abrindo janelas berrando “this is bullshit and I’m not going to take it anymore!”

A Faixa de Gaza ou o West Bank que em português se chama Cisjordânia (tenho antipatia por essa palavra em português, e não me perguntem por quê): por quanto tempo? Por mais 5000 anos? Ou desde 48 e até…….2048 pra que 100 anos de sangue rimem com 100 anos de solidão, e RETIREM o Nobel de Garcia Márquez ou de Saramago….e de Harold Pinter (que aliás, apoiava Slobodan Milosovec, um tremendo carrasco e filho da puta…). Mas sou incurável  mesmo. Nao tenho jeito: Pinter está morto e mesmo assim: no vídeo que roda aqui no Blog (de aceitação do prêmio Nobel) o “silenciador” explica a formula de como “monta” uma peca sua! Ora! Que piada. Pior que isso! Diz que dá nome ou letras aos seus personagens: A, B, C ou D. EXATAMENTE, ESCARRADAMENTE, cópia total de Beckett.

Sua devoção ao mestre Sam era tal que, já com câncer terminal – quase sem poder falar – em 2006, ele entra no palco como ator e faz um espetáculo de Beckett , “Krapp’s Last Tape”. Pra quê? Pra colocar sua estúpida fragilidade Slobodomiana à vista? Sei!

Invasão, guerras, Hamas, Hessbolah, Al Qaeda, terrorismo, Exércitos e armas…..desde que existimos aqui….desde que olhamos pro outro ou pra outra, ou o pé do outro da outra ou pro outra do outro, a guerra esta declarada:

 “A agressividade não foi criada pela propriedade. Reinou quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade ainda era muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre as pessoas. Se eliminamos os direitos pessoais sobre a riqueza material, ainda permanecem, no campo das relações sexuais, prerrogativas fadadas a se tornarem a fonte da mais intensa antipatia e da mais violenta hostilidade entre homens que, sob outros aspectos, se encontram em pé de igualdade”.

Seria isso uma citação de Freud? Parece que sim. Copiei dos comentários enviados ao Blog.

E tem mais: “O sentimento de culpa seria o mal-estar da cultura, o preço de vivermos em sociedade, reprimindo a sexualidade e a agressividade. Sob esta ótica, o mal-estar é estrutural, próprio dos processos de organização do psiquismo do homem, do fato de ele existir, de ser, pois ele só pode ser e existir como homem dentro da civilização. A existência humana é problematizada por não mais ser natural. Em relação a ela, as leis da natureza são substituidas pelas leis da cultura. Por esta razão, se – por um lado – a civilização em si, provoca um mal-estar, por outro lado, sem civilização não haveria humanidade, seríamos apenas outros primatas regidos pela natureza. A primeira e maior lei cultural, aquela que nos separa definitivamente dos outros animais, é o tabu do incesto, a regulamentação das relações sexuais, com a consequente organização das relações de parentesco, presentes em qualquer sociedade humana, mesmo naquelas ditas primitivas.” Obrigado, Nina, por ter enviado o Freud. Amo quando me enviam Freud. “Freude” em alemão é felicidade. Um mero “e” faz a diferença!

Mas e a tristeza? E a Tristeza do Mundo, hein, Ekram? “Israelenses e Palestinos sabem disso e até poderiam chegar a um termo se não houvesse tantos “bem intencionados” aliados em ambos os lados. Os EUA, por exemplo, estão apoiando esse ataque massivo dos F-16 sobre Gaza. A Rússia e a França condenaram e jogaram a responsa para a ONU, que todos sabem que não significa nada. A ONU é o espantalho no milharal.” Pois é. Sou incurável mesmo e acho que a merda da ONU só serve mesmo pra congestionar o trânsito aqui na primeira avenida. Mas, Sandra, por exemplo, responde…”Quanto a comparar fanatismo religioso com narcotráfico, depende. Se alguém quiser jejuar durante um dia inteiro ajoelhado no milho, tudo bem. Mas terrorismo? Pior: funciona? Veja o que funcionou, e quem fez diferença: Martin Luther King, Ghandi,… O Hamas não fala em nome dos mulçumanos, assim como o narcotráfico não fala em nome dos morros. Você daria a guarda de seus filhos a alguém que convence crianças a amarrar explosivos no corpo? Acha que eles vão parar se Israel não responder aos ataques? Foi o que aconteceu com todas as outras organizações terroristas? Quando pararam de brigar com Israel, brigaram entre si, e tornaram um inferno a vida das pessoas que diziam proteger.
 Nina, uma criança que mata um bicho não necessariamente o fará depois de adulto, mas, se o fizer, se, para ela, a crueldade continuar sendo uma coisa normal, ela deve deixar o convívio da sociedade. Não somos obrigados a sofrer nas mãos de pessoas assim.”

Ótimo. Todos os argumentos são ótimos. Justamente por isso, homens, mulheres e crianças brigam, lutam e se matam: o esporte que nao cessa nunca: OLIMPÍADA. A Tocha que não se apaga! Lindo nao é?

Não vamos fazer o jogo aqui dessa hipocrisia! “ai que horror! Ai que  coisa triste! E tal” Sabemos exatamente o ser VIOLENTO que temos dentro de nós. Como? Não ouvi direito! Você não entendeu essa última frase? Então seja mais um tolo e pegue toda a sua fortuna e entre no coro dos imbecis e berre: “que horror! Que coisa de louco (silêncio –pausa de 5 segundos , coisa de Harold Pinter)…..e jogue seu dinheiro ou sua arma predileta nos patifes como Bernard Maddof.

 

E FELIZ ANO VELHO como já disse um amigo meu, que hoje está…

Gerald Thomas

 

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PRÓXIMO DO CÉU + "CIRCO DE RINS E FÍGADOS" parte ll

 

CIRCO DE RINS E FÍGADOS – parte ll

 

 

 

De Frannklin Albuquerque (que eu carinhosamente chamo de FDR)

“GERALD,

QUANDO FUI AO VATICANO A IMPRESSÃO QUE TIVE É QUE ESTAVA NA TERRA NO LUGAR MAIS PRÓXIMO DO CEU, LEVEI TRES DIAS ATÉ ME APROXIMAR DO ALTAR MOR COM MEDO DE SER CONDENADO PELOS MEUS PECADOS…E ASSISTINDO MADONNA ONTEM NO ÚLTIMO DIA DE SUA TURNÊ TAMBÉM TIVE A SENSAÇÃO DE QUE ESTAVA NO CÉU,MAS UM CÉU MAIS VERDADEIRO E SEM CULPAS , PODE PARECER BOBAGEM MAS ME SENTI NO CENTRO DO MUNDO…LEMBREI DE VOCE NUMA DAS CENAS DO SHOW COM ELA DENTRO DE UM CILINDRO ONDE PASSAVAM VARIAS IMAGENS, FOI O MOMENTO QUE MAIS ME EMOCIONOU. LEMBREI DE GAL NO SHOW “O SORRISO DO GATO…” QUE VI DUAS VEZES E COM CERTEZA FOI O ÚLTIMO GRANDE SHOW QUE ELA FEZ COMO SHOW WOMAN SAINDO DO TELHADO E CANTANDO “NESTA SOLIDÃO EU CHORO AS HORAS QUE NÃO VOLTAM MAIS…” LEMBREI DOS SERTÕES QUE VI EM CANUDOS COM O TEMPLO DO OFICINA PLANTADO NO MEIO DO SERTÃO ARREBANHANDO FIEIS.

É FINAL DE ANO, BALANÇO, BALANÇO, BALANÇO… OBRIGADAÇO ! DE CERTA FORMA ASSISTI MADONNA COM VOCE SOPRANDO NOS MEUS OUVIDOS : TÁ VENDO ! TÁ VENDO ! ACORDA ! NEM SEI SE VOCE GOSTA DA MADONNA, ELA NÃO CANTA PORRA NENHUMA E DESAFINA PRA CARALHO…”

(FRANKLIN ALBUQUERQUE)

Querido, querido!!!!!

Se gosto da Madonna? Sim e não! Quer dizer… sim pelo mito que ela criou em torno dela… a IMAGEM que ela criou a seu próprio respeito. Ela representa o MacLuhan e a era dos mitos dos milhões. O que vem a ser isso não sei e nem quero tentar explicar. Muitos ídolos da nossa era têm esse mesma causa e efeito. Apaixonado que sou pelo Presidente Obama, posso dizer com toda a segurança do mundo que fui “levado” pela sua imagem, pelo mito que foi criado a seu respeito também.

Existe um momento delicado em que o prórprio mito não consegue mais se dissassociar da própria imagem. Filmes como “Being There” ou ditadores e assassinos do Grande Poder, como Hitler e Stalin ou Franco não escaparam da imagem de criaram.

Ontem mesmo fui assistir Nixon e David Frost, ou melhor, “Sir” David Frost que, para uns, é um apresentandor infiltrado na mídia jornalística e, para outros, um respeitável jornalista infiltrado no mundo dos… Qual mundo mesmo? E importa?

No “Circo de Rins e Fígados” (aqui rodamos a segunda parte) não existe diferença entre ator (Marco Nanini) e personagem. Ao contrário: Quanto mais atrocidades ele comete, mais famoso o personagem fica! Ele diz trabalhar no Instituto Medico Legal, mas não diz o que faz lá. Ao ser descoberto como estuprador de cadáveres, ele fica ainda mais e mais famoso e lhe oferecem mais e mais papéis.

Madonna? A Britnney? Amy nua no Caribe? Angelina e seus filhos ou o projeto “Gimmie Shelter”? Jolie representa uma parcela “inteligente” de Hollywood. Ou melhor dizer, “consciente”. Alguns preferem usar a palavra “culpada”.

Eu não. Qualquer trabalho como o da Amnesty International ou da Human Rights Watch ou da Crisis Group International ou dos Médicos Sem Fronteiras ou de várias dezenas de organizações que REALMENTE trabalham isentamente para tentar amenizar o impacto da miséria sobre a miséria (parafraseando Artaud: “lama sobre lama”),já está ótimo.

Ou será que está mesmo?

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu ampliar o pacote que prepara para enfrentar a crise econômica que jogou o país na recessão. Antes, a idéia era investir em infra-estrutura e em corte de impostos para salvar ou criar 2,5 milhões de empregos. Agora, a meta é gastar até US$ 775 bilhões para manter ou criar 3 milhões de empregos.

Então. Não é justamente isso que um plano econômico deveria ser? Ontem, num encontro com um jornalista, articulista de peso aqui em NY, entre uma piada e outra, fazíamos comparações entre a péssima retórica brasileira e o que irá acontecer no mundo e aqui nos EUA.
Mas… exististirão outras colunas para escrever sobre isso, não na véspera de um feriado cristão tão importante.

Trocadilho para além das palavras? Não, trocadilho algum.

O Truman Show? Sim, vivemos dentro dele. Cada passo parece ser coreografado, cada imagem decupada em fotogramas. Cada fotograma, uma série de memórias que “grudam na pele”, como dizia belamente René Gumiel.

Que loucura! 2008 já está quase virando a esquina e eu pensava que não iria construir um único espetáculo. Acabei colocando, somente no Brasil, DOIS:
“O CÃO que INSULTAVA as MULHERES, Kepler, the dog” e “Bate Man”.

E por que falo da memória, Franklin? Ah sim, porque assisti uns documentários tão belos, mas tão belos que esses sim nos colocam mais perto desse lugar que você diz ser mais perto de deus: um era sobre a vida de Luciano Pavarotti. Que coisa maravilhosa! Que figura generosa e que voz. QUE VOZ! Que loucura!

Paulo Francis foi o outro, dirigido pelo Nelson Hoineff. Triste, amargo e com a constante trilha de Liebestod (tema final de Tristão e Isolda, onde o amor encontra a morte e e a morte encontra o amor). Francis em todas as fases da vida.

Deu saudades, óbvio, de uma figura tão…. O que mesmo? Não sei! De um Bernard Levin ou um dos GRANDES cronistas de seu tempo, que foi do Trotskismo até um “Republicanismo Wagneriano” e, mais que isso, Walkiriano. Não sabem? Leiam a respeito.

Quando Richard Nixon responde a David Frost, numa das 7 entrevistas de 2 horas cada, em 1977 ”…quando um presidente comete um crime, nao é crime”, nós, do público, olhamos em volta, nos entreolhamos e pensamos em tudo que vivemos e COMO vivemos: na coreografia de nossas vidas, na repetição infernal do jogo diário, nessa infernal armadilha que é quando caímos e levantamos e acordamos para mais um dia e recebemos a notícia da morte de alguém (em 2008 foram inúmeras) e nos preparamos para mais um dia e mais um dia e mais um dia e no final resta a eterna pergunta: somos números? Números, somente? Sempre fomos. Não somente nas mãos dos políticos que amamos ou odiamos ou dos ídolos que aplaudimos no palco porque nos identificamos com eles mas… quando olhamos pra cima, num céu descoberto… ah! Precisa se dizer mais alguma coisa?

FELIZ NATAL, meus queridos do BLOG!

Volto já!

Obrigado pelos 7 meses de Blog no IG e pela incrível audiência!

UM enorme beijo na equipe toda!

 

Gerald Thomas

22 September 2008

 

 

(Vamp na edição)

 

 

 

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Colin Powell endossa Obama: amigo de McCain e ex Secretário de Estado de Bush; um choque pros Republicanos

Vejam o vídeo do MEET THE PRESS, o programa de maior prestígio (há mais de 50 anos) dos EUA. O apresentador Tim Russert morreu há alguns meses. O programa,  agora, está sendo apresentado por Tom Brokaw.

 Se a janela não abrir, clique no link abaixo:

http://www.msnbc.msn.com/id/21134540/vp/27265490#27265490

 

LINDÍSSIMA A ENTREVISTA

CHOCANTEMENTE LÚCIDA!

EMOCIONANTE a ponto de levar qualquer um às lagrimas. Por favor, não percam!

 

 Gerald Thomas

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By STEPHEN OHLEMACHER, Associated Press Writer Stephen Ohlemacher, Associated Press Writer:

 

 

WASHINGTON – Colin Powell, a Republican who was President Bush’s first secretary of state, endorsed Democrat Barack Obama for president Sunday and criticized the tone of Republican John McCain’s campaign.

Powell said both Obama and Republican John McCain are qualified to be commander in chief. But he said Obama is better suited to handle the nation’s economic problems as well as help improve its standing in the world.

“It isn’t easy for me to disappoint Sen. McCain in the way that I have this morning, and I regret that,” Powell, interviewed on NBC’s “Meet the Press,” said of his longtime friend, the Arizona senator.

“But I firmly believe that at this point in America’s history, we need a president that will not just continue, even with a new face and with the changes and with some maverick aspects, who will not just continue basically the policies that we have been following in recent years,” Powell said.

“I think we need a transformational figure. I think we need a president who is a generational change and that’s why I’m supporting Barack Obama, not out of any lack of respect or admiration for Sen. John McCain.”

Powell’s endorsement has been much anticipated because he is a Republican with impressive foreign policy credentials, a subject on which Obama is weak. At the same time, he is a black man and Obama would be the nation’s first black president.

Powell said he was cognizant of the racial aspect of his endorsement, but said that was not the dominant factor in his decision. If it was, he said, he would have made the endorsement months ago.

Powell also expressed disappointment in the negative tone of McCain’s campaign, his choice of Alaska Gov. Sarah Palin as a running mate and McCain’s and Palin’s decision to focus in the closing weeks of the contest on Obama’s ties to 1960s-era radical William Ayers.

He said McCain’s choice of Palin raised questions about judgment.

“I don’t believe she’s ready to be president of the United States,” Powell said.

Powell, as secretary of state, helped make the case before the United Nations for the U.S.-led invasion of Iraq, launched in March 2003. A retired general, he also was the nation’s top military commander, chairman of the Joint Chiefs of Staff, during the first Gulf war under President George H.W. Bush.

McCain disagreed with Powell’s decision and said he has been endorsed by four other former secretaries of state, all veterans of Republican administrations: Henry Kissinger, James A. Baker III, Lawrence Eagleburger and Alexander Haig.

“Well, I’ve always admired and respected Gen. Powell. We’re longtime friends. This doesn’t come as a surprise,” McCain said on “Fox News Sunday.”

Asked whether Powell’s endorsement would undercut his campaign’s assertion that Obama is not ready to lead, McCain said: “Well, again, we have a very, we have a respectful disagreement, and I think the American people will pay close attention to our message for the future and keeping America secure.”

Powell said he does not plan to campaign for Obama.

 

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FAUSTO SILVA, VOCÊ VENCEU, PARABÉNS!

Fausto Silva, Chacrinha e… o grande circo.

New York – Pronto. Agora pensei o seguinte sobre a matéria da Judith postada no sábado: quase ninguém teve o que dizer ‘fundamentalmente’ sobre o que ela falou. Digo, sobre a vida que ela leva, levou e a mensagem que ela trasmite para o mundo. Quando penso nos programas dominicais do Faustão ou do falecido Chacrinha (absolutos vanguardistas no que fizeram), penso no que o mundo virou, ao contrário do que Judith Malina prega. Por quê? Difícil explicar. Mas tentarei.

Pensem naquela “melange” de gente no palco falando, berrando ao mesmo tempo. Pense naquelas meninas dançando e na confusão geral que se dá durante a tarde de domingo.

Agora, pensem nos Blogs, eles berrando, cada blog uma aberração, uma berração, um berro, uma verdade. Uma sinfonia pra lá de atonal, uma cacofonia pra lá de qualquer coisa que  o ouvido humano possa suportar. A mobilização urbana está insuportável. A mobilização política puxa a sardinha para o lado demagógico que quer e que lhe mais convém.

Um apoiador de McCain pode agora usar o jargão de Obama “CHANGE” da mesma maneira como um sucessor de Pinochet, no Chile, pode falar em liberdade de imprensa. Assim como os irmãos Castro, em Cuba, podem se considerar o Triunfo da Vontade exibindo o filme-mor do Terceiro Reich, de Leni Riefenstahl. Nada realmente faz sentido nessa moral perversa desse milênio que entrou. Nada.

ESTAMOS AGENDADOS.

ESTAMOD IBOPE-Ados.  Quem ganhou? O mundo cão! Viva o Faustão! Viva o Abelardo Barbosa!

Ontem, após o “60 Minutes”, na CBS, deixei sem querer a TV ligada. Pra quê? Entrou no ar “THE AMAZING RACE”.  O grupo de idiotas (acho que tudo pré-scripted) acontecia no Brasil, entre Salvador e Fortaleza.

Os Brasileiros eram mostrados como perfeitos imbecis, desdentados, táxis péssimos (até certo ponto verdade) e os americanos competidores eram mostrados como outro bando de imbecis que pronunciavam a capital do Ceará… “Furrleteeza”! Claro, ninguém tem a obrigação de saber onde está.

Se eu despachasse um bando de brasileiros pro Iemem do Norte, ninguém saberia pronunciar a capital: um horror: Mas a televisão é isso. As gravíssimas acusações engraçadas de Andy Rooney sobre o que é essa porra da AIG ou Goldman Sachs, e o que fazem com o “dinheiro dele”, e o que é essa merda de “bailout” são seguidas por um bando de imbecis tentando pegar táxis em aeroportos no norte/nordeste brasileiro.

Viva Faustão!

E Num Law & Order Criminal Intent na TNT ou A&E ou sei lá qual, um tal de vilão chamado Dupont estava com uma namorada brasileira, pronto para dar o golpe dos golpes e embarcar para o Brasil.

Quantas vezes já vimos esse filme? E o quanto dele está certo?

Eu poderia escrever algo mais sério, como a demonstração dos cegos aqui na Rua 23, que me impediram de ver o “BLINDNESS”, do Meirelles. Mas não vou. Retribuo generosidade com generosidade e mesquinharia com mesquinharia.

Ontem, comemorei quatro anos sem fumar! Oba!

Ontem, comemorei um ano desde que voltamos do festival de Córdoba e estávamos nos preparando (ensaiando) no hotel Staybridge em Sampa para abrir o evento “Satyrianas” na Praça Roosevelt, amarrando Alberto Guzik e um outro que desapareceu da minha vida por livre e espontânea opção, depois de aprontar aqui em NY. Nunca falei disso publicamente, mas um dia… Um dia, nada. Que um dia porra nenhuma! Viva o Alberto que está escrevendo magnificamente “Um Crítico”.

Quanto ao mundo? Ah, sim, ele. Hoje foi a Europa que se fudeu. Efeito Dow Jones. “The devil in Miss Jones”, aquele filme pornô que andava lado a lado com DEEP THROAT – com Linda Lovelace. Engolir tudo. Assim estamos, me parece. Como Linda Lovelace. Engolindo tudo!

Deep Throat também era o informante de Bob Woodward e Carl Bernstein do Washington Post e que acabaram com a vida de Nixon ao revelarem o escândalo de Watergate.

Hoje? Não tem mais GATES. So tem o Bill Gates dando uma ótima entrevista a tarde para um paquistanês cujo nome não me lembro… CNN dominical. Ótima. Micro and soft. Deve ter sido a mulher dele que deu o nome, depois que o Bill se despiu e ela viu o dito cujo.

Viva o Faustão! Você é a encarnação de “Fausto”, de Goethe. Já te disse isso na Churrascaria Rodeio de São Paulo e te direi sempre. Você está nas Vanguardas das Vanguardas porque o barulho que você provococa quando não deixa ninguém ser ouvido, quando fala é exatamente igual aquele que acabo de ouvir agora do lado de fora do meu banco, aqui na primeira Avenida, quando um policial da NYPD era verbalmente abusado por um camelô que dizia: “You motherfucker, se você me multar, eu vou lá e mato toda a tua família, teus sobrinhos, tua lua e teu sol. Yor son and yor SUN“.

O que ele quis dizer com isso, Faustão?

O que ele quis dizer com isso, Abelardo?

Mas funcionou! O policial se mandou.

O Brasil é humilhado por esses “game shows”. Mas não se preocupem: os particpantes são mais humilhados ainda.

Um humilhando o outro. Mundo cão! Mas tudo de mentirinha até que a primeira bala seja realmente MORTAL.

Gerald Thomas

Inicio de outubro. The Race is ON!

PS: Ih, esqueci de comentar o melhor do 60 Minutes: um soldado da DELTA FORCE que tentava catar o Bin Laden la nas montanhas em Tora Bora! mas nao conseguia porque, na medida em que…bem, deixa pra la. Quem viu, viu. Fica pro proximo post!

  

(O Vampiro de Curitiba, na edição)

 

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Paul Newman, morto aos 83, de câncer

 

The actor Paul Newman has died at 83 of cancer, his spokeswoman told The associated Press. Mr. Newman, whose career spanned five decades, was also a prominent social activist, a major proponent of actors’ creative rights and a noted philanthropist. He was nominated for Academy Awards 10 times, and won a best actor Oscar in 1987 for “The Color of Money.”

Daqui a pouco comento. Nesse instante estou meio…. nada!

2008 está engolindo todo mundo. O Tsunami .

 

SOBRE O DEBATE de ontem:

DEBATE NãO SE GANHA!  ELEIÇÃO SE GANHA!  DEBATE, HAVERÁ MUITOS. VOCÊS SÃO MUITO INOCENTES. EM DEBATE SE DISCORDA SOBRE VÁRIOS PONTOS, SOBRE ESTRATÉGIAS, TÁTICAS, ETC .VOCÊS ACHAM QUE DEBATE É PRA SER “GANHO” COMO SE FOSSE CORRIDA DE CAVALOS. NUNCA VI IMBECILIDADE MAIOR. DESCULPA MAS ISSO É POUCA EDUCAÇÃO POR PARTE DE VOCÊS NO SISTEMA ELEITORAL NORTE AMERICANO!!!!

LOVE GERALD

 

Estou triste com a morte de Paul Newman e estudando o que os comentaristas de todos os jornais e televisões estão escrevendo e dizendo “around the world” sobre ontem à noite.

 Não se trata de QUEM GANHOU, CARAMBA! SE TRATA DE QUEM FOI MAIS FORTE, QUE ATENDEU AS PERGUNTAS, QUE EVITOU AS PERGUNTAS, QUE DESVIOU DOS ASSUNTOS, QUEM INVERTEU OS ASSUNTOS, POR FAVOR, ENTENDAM QUEM É JIM LEHRER DA PBS, DO LEHRER REPORT!!!!!


GT

 

 

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Rússia e Geórgia: Nessa pôrra desse mundo fútil, um pintor chamado Beethoven faz o auto retrato da minha namorada Geórgia em plena batalha de Waterloo: HELP, blogueiros: o Museu Prada está em liquidação e a sopa Porsche na Rússia está vendendo Pacas!

 

Neste blog tudo é possível! Eu disse Blog? Esquece! Quero dizer: mundo útil. Esquece! Mil desculpas. Eu quis dizer… MUNDO FÚTIL.

Por exemplo: tenho uma namorada chamada Geórgia: Ela está sendo estuprada por uma amiga lésbica que tínhamos em comum, a Rússia. Estupro violento. Pior! Além da violência, da porrada, das partes mortas (minha namorada está sem rim, fígado, já teve perna amputada e está sangrando….) a Rússia, agora, ainda está mandando um ultimato: que a Geórgia se renda por total, se desarme: “Se solta, boneca. Vai, se libera, caramba!”.

  

Mas quem se interessa pela Geórgia? Ninguém, né!? Em época de Olimpíadas e numa sociedade cada vez mais imbecilizada pelo nada, pela “falta cultura  nessa falta de cultura” e/ou  noção histórica (cheguei a ouvir atrocidades no último ensaio em Londres! Já estou de volta a NY onde ninguém sabe nada mesmo), qualquer notícia tem o valor daquele dia. E somente o valor daquele dia, nada mais!

Fui levar uns amigos pra passear ainda lá em Londres: jovens, mas nem tanto. Nos seus 30 pra mais. Dei voltas por tudo que é parte da cidade: “’Waterloo’. Vocês sabem porque se chama assim ? Vocês sabem a qual evento histórico esse nome se refere?”

Silêncio. Nada.

Logo do lado de lá da ponte, a enorme praça “Trafalgar Square”:E aí, rapaziada? Alguma pista? Vocês têm noção se os eventos são relacionados?”

Silêncio sepulcral.

Esse cara lá em cima, lá, olha… lá em cima daquele poste enorme o… Nelson, Almirante Nelson… alguma idéia?”

Bem, se a minha namorada Geórgia não estivesse em frangalhos e a Rússia não continuasse o estupro (e eu, covarde, me divertindo a passear em Londres), quase ligo pra ela pra que se juntasse a nós, para uma boa lição de história!

Caminhamos até Whitehall e Westminster, e as Casas do Parlamento (House of Commons, grudada ao House of Lords). Me ocorreu uma idéia pirotécnica: “alguém já ouviu falar em Guy Forks? Ou em Cromwell?”

Nenhuma reação!

Bem, fico com o “History Channel” que colocou a Magna Carta (1215) junto com o  Monty Python  no seu release das “50 coisas” que você simplesmente PRECISA saber nessa era turbulenta do NADA.

Não, a rainha Victória não está na lista (pra fúria da “Regina” de mais longo e criativo reinado no trono britânico). Winston Churchill e outras brincadeiras sérias também foram  deixadas de fora, como o descobrimento do “admirável MUNDO NOVO”, as Américas. (vamos lá, blogueiros indignados, aos comentários!)

A CNN também foi deixada de fora.

 

Eis algumas das 50:

43 ad – A invasão romana

1610 – Shakespeare (não sei porque escolheram esse ano: um ano antes dele escrever sua última peça, “A Tempestade”)

1829 – o Bobby, (policial britânico)

1927 – A BBC.

1973 – A Grã-Bretanha se junta à Europa. (!!!!)

 

Enfim, fico por aqui com a lista. John Cleese e sua turma têm, pelo menos, um senso crítico, áspero, cáustico da História e sabem o que fazem e onde pisam… fico pensando se realmente Napoleão, Hitler , Stalin, Franco e Fidel (que parecem não terem entrado), são meros passageiros de um trem dos horrores de Coney Island. Ah, sim, Coney Island, pra ser destruída, junto com a minha namorada Geórgia, é/era um dos maiores parques de diversão do mundo!

Já o resto de nós, digo, dos turistas, entram nos museus e galerias, mas na verdade estão querendo entrar na Prada e não no Prado. Querem seus celulares funcionando pra mandarem torpedinhos imbecis, querem parar na frente das lojas da Porsche e ficar babando. Tate Modern? O que é isso? Ah, é o “Moma” daqui? “Moma” é Museu de Arte moderna, né? Temos que ir, não é? Lá tem o que, mesmo? O… aquele… o… aquele pintor… o Beethoven, né? Muito bom o Beethoven, rapaz! Gosto muito dele! De vanguarda, né merrrrmo? Vem cá, onde que  fica a Marcos e o Spencer mesmo? Parece que tão liquidando tudo!

Geórgia, heeeelp ! Dá um sinal de vida!

Antes que você seja transformada na Guernica de Picasso, pintada a barril de petroeuros, fala comigo: Alô! Alô! AAAAlôôô!

Putz! Meu celular da T-mobile está sem conexão e o da Orange também. Ainda bem que a British Airways perdeu minha bagagem! Eu não preciso de pôrra nenhuma mesmo, a não ser de um pouco de paz!

Gerald Thomas

(Vamp na edição)

 

 

 

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Lula como Batman, Sarney como Robin: UM manifesto GUGU DADAISTA- a quem pensam que enganam?

“O Brasil numa boa”. Afirma José Sarney! Entramos na era atrasada do teatro (pago) do absurdo!

E: O que Bush e Batman têm em comum? (de um artigo inspirado no Wall Street Journal)

Um pedido de socorro numa cidade fudida pela violência e pelo medo: Ah, sim, aquele ‘sinal’ de luz nos céus, aquele FLASH, o símbolo dark daquele morcego projetado nas nuvens que passam….

Epa! Pérai! Um Segundo! Não se trata de um morcego e… sim de um enorme… uma espécie de…“W”.

Existe, sim, um paralelo de orgulho e repugnância entre a política de “guerra contra o terror” que George Bush implementou no mundo. Isso está implícito no fime “The Dark Knight,”. As filas aqui em Leicester Square em Londres, como em Union Square em Manhattan, dão voltas em sí mesmas. Mas não digo isso à toa.

Dão voltas em si mesmas assim como José Sarney dá voltas em sí mesmo. José Sarney? Sim, ele mesmo.

Como assim, Batman, Bush e José Sarney? E tem mais. Marcel Duchamp e, se quiserem, ainda coloco Beckett e seu “Esperando NADA” e ninguém com seu Godot pairando pelas esquinas!

“W” significa Bush, “S” significa Sarney, “D” fica pra Duchamp e o resto a gente vai desvendando aos pouquinhos nesse mundo de ‘articulistas do absurdo’.

Vou tentar explicar: ainda estou me refazendo do artigo abaixo, “Fundamentalismo e Xenofobia”, que bateu nossos records (15 mil hits e os comentários mais interessantes! Com moderação!), mas já entro nessa discussão doida novamente: ou seja: numa sociedade LIVRE, os seres humanos tomam decisões erradas às vezes. E daí? Isso faz parte de nossos direitos e liberdades civis.

Mas corrupção não. Isso já está em outro território. Assim como o teatro do absurdo está para o naturalismo ou o dadaísmo está para o hiper-realismo, os articulistas que fazem a apologia de que tudo está OK com a “classe média” devem estar no meio de uma conspiração qualquer. Mas qual?

José Sarney diz que “notícias de crise no mundo inteiro, com os EUA comandando os receios de recessão, o Ipea e a Fundação Getúlio Vargas trazem as boas notícias de que a classe média já é maioria na população brasileira, chegando a 51,89% das pessoas, e que três milhões de brasileiros deixaram a faixa da pobreza absoluta.”

GT- Jura, Sarney? Jura mesmo? Estatística? Ainda existe mesmo isso? Já almocei muito bem na sua casa em São Luiz (foi uma delicia) e já tive o privilégio de ter seus números de telefones particulares. Mas… quer dizer que a maioria do Brasil hoje está na CLASSE MÉDIA?!

Quer dizer então que, quando eu viajo pelo Brasil e vejo a miséria que vejo… aquelas ENORMES favelas que ví a caminho de sua mansão, os garotos cheiradores de cola, o aumento do crime em todas as cidades brasileiras… Isso tudo faz parte da… classe média? Os barracões da Rocinha, do morro do alemão e de Vigário Geral estão sendo construídos pelo Adolfo Lindenberg ou pelo Gomes de Almeida Fernandes? Que doideira! Eu não notei aqueles triângulos piscando nos telhados dos barracos, sabia? Erro meu, vou trocar de óculos JÁ!

Bom, que seja dita a verdade: Entra governo, sai governo e Sarney está sempre lá. Ele tem a fórmula da ETERNA JUVENTUDE; deve ter sido concebido por médicos ortomoleculares na Suíça pela La Prairie.

Continua Sarney: “Lula agora colhe o que plantou”.
Fala-se numa “nova classe média”, a exemplo do que Clinton diagnosticou ao designar como “nova economia”, o advento da bolha das companhias pontocom. E então somos chamados a pensar o que essa mudança significa para o Brasil.
Primeiro, viramos um país de classe média, como sentenciou um grande jornal brasileiro. Segundo, a classe média sempre foi uma força social e uma alavanca para insatisfações e desejos. Seu primeiro sonho, ao ganhar mais dinheiro, é render-se ao consumismo hedonista e incorporar a seus hábitos celular, carro, viagens, grifes e toda essa parafernália milagrosa que é anunciada nas polishops.”

PÁRA, PÁRA, PÁRA, ZÉ Sarney! Pelo amor de deus, pára! Sei que você se ama, eu te amo, todos te amam, a Jordânia te Amam, mas como foi esse manifesto dadaísta?

COMO FOI ESSE MANIFESTO DADAÍSTA, SARNEY?

Pro Geisel você falava uma coisa, pro Tancredo outra, na tua gestão você… Não, essa não! Lula o quê?

Alguém tem que ligar a LUZ e mandar aquele facho enorme e pedir que George Bush ou a Barack Obama que venham salvar a alma perdida de Sarney. Daqui a pouco ele estará ingressando nas Forcas Armadas Revolucionárias Colombianas (FARCs) dizendo que elas são o supra sumo da classe média Florestal! Sim, acho que lá em Brasília ou no DF tudo é possível.

Articulistas do Congresso e do Senado entendem que não existe nenhuma equivalência moral numa sociedade livre: é só chutar mentiras e usar a mídia pra que as propague! O resto vira uma enorme cena de destruição em massa, que se auto-nutre da própria carcaça que cria! Nojo!

Talvez no futuro veremos Lula no papel de Batman e Sarney como o eterno Robin.

Uma terra inventada por Duchamp, Lewis Carroll e Samuel Beckett, uma Triste Terra do Nunca onde se Espera algo prometido mas que nunca vem, algo extremamente fundamentalista mas fundamentado no NADA, assim como tratado surreal de Breton, o papa do surrealismo.

Mas quem sou eu para usar a máscara da verdade, não é mesmo? Vou andar um pouco em Parliament Hill Fields e ver se minha cabeça cabe num buraco e se minha tolerância ou nível de intolerância ainda caminha na medida da minha generosidade. Sim, porque me senti ofendido com esse artigo de José Sarney. Juro que sempre gostei dele, até hoje de manhã, horário GMT.

Afinal, artista não precisa ter compromisso com a verdade: político sim: quem destrói para construir é aquele que consegue transformar o mundo num abrir e fechar de olhos e deixar todo mundo de pé, plantado em seu próprio mijo, sem ter o que dizer. Não à toa o urinol de Duchamp foi um dos primeiros ‘ready-mades’, um combate contra a arte artesanal, a pintura e a escultura tradicionais… A política de Sarney está MORTA, sim (moribunda, pelo menos) (estou me plagiando: esse último parágrafo está sendo copiado de um texto meu sobre Duchamp aqui do Blog e pra Folha). E faz anos que eles, os políticos, fazem como o BATMAM: filminho de representação infantil em torno de seu funeral dark para nos salvar do TERROR de nossos PESADELOS, como o Coringa ou algum PINGUIM!. Não passamos é de canastrões de última categoria, governados por CANASTRÕES ainda piores, como Lula, Bush e, que me perdoem… vou vomitar: estou sem o meu estoque de anti-ácido! No céu somente um sinal de luz: um enorme H

Hiroshima?

Hemingway?

Hidrogênio?

GERALD THOMAS

(Vamp na edição)

PS 1- Obrigado a todos; obrigado Vamp por aguentar o tranco: tem sido puxado aqui na ilha dos Mad dogs! 11 e meia da manha aqui em Londres: daqui a pouco (digo, mais tarde) escrevo algo sobre o BOICOTE as olimpiadas – A  MAIS INACREDITAVEL OVACAO A VIOLACAO AOS DIREITOS HUMANOS JA VISTA!!! UM ESPETACULO MONUMENTAL DE COMO VALIDAR  A PRISAO PERPETUA , MORTE, TORRRRRTURA, ETC, EM NOME DA LIVRE EXPRESSAO!!!!! e… um artigo que escrevi e que o Arthur Xexeo (colunista e editor do Segundo Caderno do Globo) conseguiu resgatar (thanks Xexeo!) dos arquivos) de 1999 sobre o Livro do Ruy Castro “Ela eh Carioca”, que deu inicio a lenta degradacao moral e fisica e acabou levando minha mae ao tumulo! . LOVE G

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FUNDAMENTALISMO: Eu e você, quem já não foi vítima desse preconceito???

FUNDAMENTALISMO e seus galhos!

Na capa do Guardian de hoje, duas chamadas interessantes: “Scolari: ainda farei com que as pessoas amem o Chelsea!” e outra do lado “Por que será que um parente de Hitler teria se convertido ao judaísmo?”

ATT:—Disclaimer: Antes de mais nada, volto a um tema nada agradável e recorrente: depois dos comentários e a introdução da “moderação”, me deparei com um clone de ‘gthomas’. Isso já havia acontecido há uns anos, no Orkut. Entrei – por curiosidade – pois ODEIO esses ‘sites/ninhos de encontros de solitários’, e me deparei com um cara que posava de Gerald Thomas. Tinha uma foto minha, dava conselho pra atores, etc. Tentei processar essa merda de Orkut e precisei de ajuda de amigos que tem seus “perfis” lá dentro. Depois de exposto no outro blog, ou seja, no blog do UOL, esse vigarista pediu mil desculpas e acabou se retratando como sendo um fanzoca!

VOLTO a REPETIR: não possuo NENHUM e-mail que termine em “Hotmail” ou “Yahoo”. O do Gmail não tem meu nome. Se quiserem me contactar, eu tenho meu site oficial, é fácil: www.geraldthomas.com. É isso. Por favor, não caiam mais nesse conto! Chatíssimo isso.

Voltemos ao assunto mais chato ainda: Fundamentalismo!

Pelas chamadas do Guardian, fico pensando: Por que sou “acusado” de estar em Londres, se sempre estive aqui? Igual reação eu não tenho quando escrevo de Nova York, onde moro. Será que o Felipão também recebe iguais acusações xenofóbicas? O que vem a ser xenofobia? E quando um parente de Hitler se converte ao judaísmo, o que será que lhe passa pela cabeça? Tudo bem, aceita-se tudo. Eu, particularmente eu, perdi oito membros de minha família em campos de concentração. E Ruy Castro escreveu em “Ela é Carioca” (primeira edição), que minha avó era amante de Hitler e Goebbles. Foi quando minha mãe, que amanhã completará justamente 2 anos desde que morreu, teve seu primeiro grande ataque – o derradeiro, aquele de desgosto e que provevalmente a levou lentamente a não ver mais a luz.

Xenofobia, fundamentalismo: Coisas estranhas e difíceis de aceitar e de ouvir! Um comentário ontem de uma tal de “MONIQUE”: “Gerald, não volte nunca mais pro Brasil.”

Eu ouvia, quando era adolescente aqui em Londres, o pessoal berrando pros indianos e paquistaneses e jamaicanos: “Go Back to where you came from you Wog!”. Era época de Paki-bashing (dar porrada em paquistaneses). Olhando Londres hoje, fora os FUNDAMENTALISTAS ISLÂMICOS do norte da cidade, aqueles que pregam a “lei de sharia” e que se tornam homens-bomba, não conheço sociedade mais bem integrada racialmente! Mas depende de como você olha a sociedade. “VOLTE PRA ONDE”: Estou acostumado a ouvir isso desde pequeno. No Colégio Pedro II no Humaitá, no Rio, ou no Brasileiro de Almeida… eu ficava envergonhado porque éramos… ESTRANGEIROS!!!!!! Que horror!

Eu venho de uma família e uma geração onde tudo pode. Liberdade era pouco! Então, quando brincam com meu nome e me chamam de Geraldo, me pergunto se o William Bonner ou o William Waak ou o Boris Kasoy também tem esse tipo de reação contra seus… Enfim, entenderam, não? Por mim, podem me chamar de Agnaldo ou Vera se quiserem!

Eu disse que aqui a sociedade, ao contrário das décadas que sucederam a reconstrução da Grã-Bretanha pós-guerra (em que Churchill recrutou cheap labour das colônias na expectativa de que eles levantassem os prédios bombardeados pelas V2 de Hitler e Von Braun, e depois voltassem…), bem, Churchil sifu! Eles ficaram. Enoch Powell (o cara do “enemy within” e a National Front”) ganharam enorme peso! Todos queriam ver uma Inglaterra branca! E ainda haviam os irlandeses infernizando a vida, com as bombas do IRA nos Pubs, cinemas, etc.

Até o Lord Mountbatten explodiram em seu barco, perto da ilha de Man.

Sim, os irlandeses, especialistas em “exilio”, peça de Joyce quase nunca montada: Exílio é uma forma de Não – Fundamentalismo.

Karazic está sendo julgado em Haia nesse momento em que escrevo; mais um MONSTRO SÉRVIO da LIMPEZA ÉTNICA! A palavra sempre volta de tempos em tempos: limpeza étnica. Limpar a raça. Mas limpá-la de quê? Não somos todos nômades? Não viemos todos de algum outro lugar? Alguém aqui de nós está ou tem parentesco unicamente com índios xirobofofos??? Não. Foram todos dizimados também pela infeliz colonização portuguesa ou espanhola. Convenhamos: Ninguém aqui nasceu ontem. Todos sabem o que rola quando um povo ataca o outro, né? Sangue, estupro, etc. Não? “Imperilaismo Americano”, vocês berram enquanto bebem suas coca-colas e martelam em seus laptops HP ou seja qual marca americana made in China! Vocês, eu, minha avó, sua avós, TODOS NÓS e ESPINOSA (sim, o filósofo português, judeu). Todos fomos VÍTIMAS de algum tipo de PRECONCEITO oriundo de algum defeito de fabricação da MASSA. E a massa sempre vem com um carimbo: FUNDAMENTALIMO!!!!!! Que merda, não?

Pois quando eu dizia que aqui o gerente do meu banco, o NatWest, é negro e dá ordens em jovens brancos ingleses e que o gerente geral de uma enorme cadeia de supermercados (TESCO) é indiano e quando digo que o dono da Easyjet.com e Easycar.com é um jovem grego – coisa de Fucking foreigner há duas décadas- agora a coisa é diferente.

Ao mesmo tempo temos as e os “meter maids”! Um inferno! Quase todos importados de uma tribo de Ghana. Eles não te perdoam nem se você ultrapassaou por 1 minuto o tempo no parquímetro. O preço de se estacionar o carro em espaço público aqui já é um absurdo: dependendo da região, paga-se 2 libras por 30 minutos no pay-and-display. No meu bairro, parte do Borough of Camden (área CA-B) o custo passa a ser uma libra por hora. E ainda vem a tal “clamping unit” (grapeiam a tua roda: custo total pode ser 280 libras como o carro removido pra um car pound da policia (terceirizado). UM INFERNO!!!! E ainda tem a CONGESTION CHARGE. Não, mas isso nada tem a ver com fundamentalismo. O que tem a ver são os caras de Ghana e Nigéria que pegaram pra sofrer o pato!

Então, já se criou uma turminha de velhos e simpáticos irlandeses! “Ele acabou de fazer seu turno e foi nessa direção”, apontando com o dedo indicador. “Eu olho o seu carro enquanto você vai no banco”. Tudo num clima rápido e de paranóia. As câmeras de CCTV em cima da gente, porque Londres é assim e pronto! E na volta, cigarro na boca: “it’s alright mate! Ele não voltou” . Eu aperto uma nota de 5 libras na mão dele e o agradecimento é enorme: parte do cigarro do dia esta pago. Ofereço carona. Conversamos: “O clima aqui em Londres não está nada bom, há quanto tempo você está fora?”, ele me pergunta. “Esses estrangeiros estragaram tudo!”

Ah, veio! Tardou mas veio.

A indústria britânica paralisou. Ficaram preguiçosos. Os maiores filósofos, cientistas, como Darwin, como Newton… nativos daqui, estão em estado de dormência. Não existe mais a British Leyland. Até parte dos ônibus são Mercedes Benz. Só tem carro alemão nas ruas: o Mini Cooper, grande orgulho inglês, é feito hoje pela BMW! Que vergonha! Digo isso com tristeza. O resto, é um imenso desfile de Merecedes, BMW, Audis, Porsches, Ferraris, Masserattis, e coisas que não existem. Ah, o Jaguar é da BMW também!

Quando a gente anda no meio de uma massa de gente que se move”, diz Elias Canetti, “a gente personifica a massa e perde a noção de si mesmo para se integrar ao todo e formar a massa mórfica que constitui algo semelhante a um grande pânico ambulante”.

Nas grandes cidades do mundo a sensação é mesmo essa: A de que estamos chegando a um ponto de não-retorno: o “teatro terrível” de Canetti está tão atual e tão “agora” que 1984 de Orwell parece uma piada televisiva.

É que sempre achei Canetti “enorme” demais, genial demais. Mas Londres, hoje até mais que Nova York, é um ‘melting pot’ inacreditável de credos, vestimentas, nacionalidades e tribos. E as lutas entre elas, as tribos, continuam em restaurantes como o Punjab aqui em Covent Garden, na Neal Street onde um indiano seek briga com um hindi e os dois não deixam o islâmico entrar. Mas todos se uniriam – na hora! – contra um paquistanês, mesmo esse sendo islâmico (obviamente) por causa da disputa sobre Kashmir! A Xenofobia, o fundamentalismo de BABEL, não têm fronteiras!

Brecht, o Bertold, assim como Chaplin, foram perseguidos pelo macartismo. Foram investigados por Hoover e foram blacklisted e perseguidos pela bruxaria. Ta,bém milhares de escritores, cineastas, atores, etc. Muitos colaboraram, como sempre colaboram e entregam os outros pra se SAFAREM.

O Governo Bush está, de certo ponto, tentando isso com o seu “Patriot Act” mas as liberdades civis Americanas são muito fortes. Já aqui, ainda está vigorando o Official Secrets Act, o que é uma loucura!!!!! Ah, e Alexander Solzhenitsyn morreu no domingo passado. Não era exatamente um grande escritor. Mas ficou mundialmente famoso porque expôs os Gulags de Stalin: Sim, se falamos das vitimas de Hitler, temos que falar dos 13 milhões que morreram debaixo de Stalin. Perseguição política, por crença religiosa ou porque pregam a capoeira ou o Ultimate Fighting dos Gracies, tudo isso só faz lembrar que somos carnívoros, que somos os “Tristes Trópicos” de Levi-Strauss personalizados. Tristes nós! Uns contra os outros e por quê?  Colocamos os outros em jaulas por causa de PIG-mentação de pele, por causa de nomadismo, porque não gostamos de como comem ou bebem! JULGAMOS o outro, mas com que direito? Estou preparando, e nao é à toa, uma versao modernizada do “Tribunal de Nurenberg” com a troupe Brasileira: E Kepler no meio! Sim, o astrônomo do século XVI!

Disputa. Não, não digo. Diz. Não. Puta! Bem, eu disse!

Bem, e nesse ano (ainda pacífico, com algumas bombas como em 2007) se misturar gregos, cipriotas, turcos, romanos e senegaleses e toda a commonwealth (leia-se todas as ex-colônias britânicas que aqui vem por direito), e a arabada toda, mais o dinheiro do Euro e a latrinoamérica… o que temos?

Os chineses dos cantões… nao, chega!

Canetti, Arthur Koestler e… Paulo Coelho e… ah, sim…. Deus! Terrorismo. Digo, fundamentalismo.

O CORVO, o que mais posso lhe responder? Fundamentalismo?

Nos dias em que o Paulo Coelho convivia (em plena harmonia) com a minha Cia. de Ópera Seca e eu o entrevistei pro meu TV UOL (podem ir lá conferir), conversamos única e exclusivamente sobre terrorismo.

O World Trade Center ainda não tinha caído bem na frente da minha janela em Brookyn. Era o ano 2000. Ele estudava o fundamentalismo, esses doidos que se dedicam a odiar o outro, a explodir o outro porque o deus deles” é melhor que o deus do outro. Falávamos muito da olimpíada de Munique de 72.

Óbvio que nem podíamos imaginar o que iria acontecer em 11 de setembro e 7 de Julho e na estação de Madri e a invasão Horrorosa e SEM motivos do Iraque e toda merda que deu! Paulo Coelho e eu discutíamos que o mundo estava entrando no milênio de forma radical: caramba! E como!

DEUS é o MAIOR problema!

RELIGIÃO mata mais que POLÍTICA!

RELIGIÃO mata mais que CORRUPÇÃO e AIDS!

Vaticano? Teceiro Reich? Stalin? Inquisições? Israel X Hessbolah? Qual eh o Deus que fala mais alto?

São as mulheres silenciosas que tem que andar cobertas (sÓ com os olhos pra fora), o resto delas, um enorme embrulho , um véu, assim como os judeus hassidicos, os pingüins, raspam as cabeças de suas mulheres, as fazem ficar horrendas e lhes plantam uma peruca na cabeça! O HOMEM não presta.

E o Homem é a imagem de Deus. Não é isso que se diz ali no santo sepulcro, logo na entrada? Hein?

Ou os evangélicos doidos plantados com uma bíblia na mão surtando… Não, já fui longe demais. Isso aqui não é uma tese e sim um blog.

Agora, contraste isso tudo com o “Gentlemen’s club”, esse novo evento… ‘Bell Girls’… na Londres de Mary Quant ou da Bibba da High Street Kensignton da década de 70, a glória!

As “Bell Girls” são as novas prostitutas russas e asiáticas que saem de casinhas em…

Chega, Gerald Thomas! Volta pra onde você nunca deveria ter saído. “Aquelas ruínas onde você brincava em menino, onde é que foi aquilo?” (Beckett, em ‘Aquela Vez’)

Gerald Thomas na cidade de Londres (O CORVO pediu, e aqui está!)

Obs.: Obrigado leitores: estamos longe de completar dois meses de vida desse Blog e já ultrapassamos a barreira dos 100.000 acessos!!!

(Vamp na edição)

comentario da Valeria!

07/08/2008 – 05:34Enviado por: ValériaMaravilhoso o texto, Gerald! Mas antes que me esqueça: na Argentina até cachorro lê jornal e sabe mais inglês do que eu, minha impressão. Não sei, mas essa maneira de a gente pensar o terrorismo, fundamentalismo, xenofobia etc já generalizando em : os judeus são assim, os paquistaneses, os brasileiros são desse jeito e patati-patatá. Essas generalizações, ainda mais num assunto de xenofobia e cia é um pouco pesado pra mim a esta hora da madrugada. O exílio é em casa também. Somos estrangeiros com a gente, com a família, com o corpo, com vizinhos, com muita coisa. Que uniformidade é esta? A gente tá mais pra fratura que pra atadura. Somos em exílio. não sou uma coisa preenchida e embalada pra viagem. Ok, é maneira de dizer, mas a forma de dizer diz também, né? Como dizer então? E eu sei lá! Eu nasci no Brasil, meu país natal, mas isso não me deixa pasteurizada em “os brasileiros são ….”, os cariocas são… Os judeus são… conheço judeu de tudo quanto é tipo, o próprio Gerald é às avessas do judeu assim ou assíduo Esse ímpeto à adequação, à Enformação é coisa de quem vive pra moda, de quem vive pra se padronizar. Eu quero é mais. Devia ter escolar pra deseducar pessoas, talvez por isso goste da arte, ele tem mais é que despadronizar, deseducar. A mistura é fundamental. Quer uma prova? A receita do açaí do Gerald. Suspiros. V.

comentario

07/08/2008 – 12:56Enviado por: aninomyousLegal, isso me lembrou mais uma coisa, eu até gostaria que me elucidassem mais essa ‘verdade’ ou ‘farsa’.
É dito que na Alemanha o Albert Einstein não é tido como o Gênio do Seculo! explico: Dizem que por lá ele era um aluno mediocre, que tentou um concurso para professor Secundarista e não obteve colocação (para prof. de matemática do 2º grau?), mas que os ‘judeus’ tem também este papo de leis de patentes, e que como judeu ele trabalhava de CONTÍNUO em um escritório de patentes, onde 2 cientistas alemães (não nazistas diga-se de passagem) levaram projetos referentes à pesquisa de energia inesgotável extraida dos átomos …(continua na tripa de comentarios)

Sandra retribui –

07/08/2008 – 14:09Enviado por: Sandra

Aninomyous, Einstein era gênio. Ninguém dá à luz uma Teoria da Relatividade sem ser gênio, e essa ele não roubou de ninguém, pois uma pessoa pode até roubar uma invenção, mas não uma teoria. É muito evidente quando alguém tenta exibir conhecimento sem tê-lo, e não era, com certeza, o caso de Einstein, senão ele não teria os fantásticos debates que teve com Bohr sobre mecânica quântica, por exemplo. Quantos às notas dele, já li que era um mau aluno, já li que isso era lenda urbana, e que ele era excelente, então não sei dizer, mas é possível que fossem baixas sim. Há crianças que falam e andam tardiamente e, repentinamente, tocam sinfonias ao piano. O que não adianta é dizer: se minhas notas são baixas, sou um gênio …(continua na tripa dos comentarios)

e de 06/08/2008 – 14:09Enviado por: Ricardo Miranda

Acho engraçado nomear os EUA como pai de Israel, depois que os Judeus fazem um esforço sobre-humano de sair de campos de morte (e não de concentração) e muitos caminhando, outros resgatados, caminhando cegamente para um região onde o que sabiam é que um dia foi deles, mas que haviam sido expulsos (a última expulsão havia sido pelo imperador romano Adriano). Acho que as pessoas não conseguem montar esta imagem na cabeça, um povo que já não tinha mais nada caminhando para o oriente médio, onde sabia-se existirem alguns colonos judeus, sob a pressão constante da inglaterra que não os queria lá, se você não tem para onde ir, você vai de qualquer jeito, você já está morto, você vaga como um maldito, e depois de todas as pressões e vitórias milagrosas (lembrando que muitos judeus foram muito bem recebidos por palestinos, e após uma articulação de poderes, inclusive a Syria, começou a onda de violência comtra Israel), vocês vão dizer que foi os EUA que colocou os judeus na palestina, ou, em Israel, ou sendo histórico, na Judéia?!?!? …(continua na tripa dos comentarios)

06/08/2008 – 15:01Enviado por: João Magro

Gerald, você tem toda a razão ao falar sobre o polêmico tema… Deus. É polêmico demais porque enquanto o homem não souber lidar com as dúvidas e as perguntas não respondidas ele preferirá manter-se preso na santa ignorância da explicação divina. Não adianta cara, algumas pessoas não querem pensar, tudo é Deus, e “o meu Deu é melhor que o seu”, tudo uma bobagem. Desde as pirâmides do Egito nada mudou, pelo menos naquela época eram Deuses, vários, era mais democrático. Agora é um único e soberano Deus, um ditadorzinho responsável por tudo, ele fez o mundo e etc e tal. Somos crianças..(continua na tripa dos comentarios)

07/08/2008 – 12:42Enviado por: FHorylka.GThomas.

Como deve ser do seu conhecimento, existia um grupo de estudos sobre noções de psicanálise. Funcionava no Museu do Inconsciente, no Hospital Pedro II, Rio de Janeiro, fundado e coordenado pela psicanalista Nise da Silveira.

No país a ditadura militar baixava o cacete em quem ousasse discordar de seus métodos. Naquela época era comum estarmos em uma conferência e chegarem os homens dando uma geral em todos, alguns eram presos até prova em contrário. Isso acontecia até nos cinemas, você lá entretido com o beijo do galã na mocinha, a sessão era interrompida, e ouvia-se uma voz autoritária: TODOS COM DOCUMENTO NA MÃO!.Éramos todos COMUNISTAS… Pelo simples fato de irmos ao cinema, todos suspeitos….(continua na tripa dos comentarios)

PS 1 estou fazendo uma pausa pra ler todos

LOVE

Gerald

07/08/2008 – 14:09Enviado por: André M.Prezado Corvo

Desculpe a minha ignorância, não entendo de Hanah Arendt e a versão dele para o totalitarismo. Eu tenho (agora vão tacar pedra nimim, eu sei) aquela visão mais Gramsciniana de hegemonia pela coerção, ou então, usando Althusser, a questão da luta pelo controle da cultura, e, por conseqüência, dos meios de reprodução do poder, aquela coisa dos aparelhos ideológicos do estado, então, totalitarismo, para mim, não passa de choque de opiniões contrárias, num regime aonde os jogadores não admitem concorrência…(continua na tripa dos comentarios) (mas nao consigo encontrar o email do CORVO que motivou esse, o do Andre M.)… (calma….) (…)

07/08/2008 – 15:27 Enviado por: O CORVOAndré, podemos ser céticos, não ter lido a autora citada tudo bem, eu estou muito longe de ser um intelectual, sou apenas relativamente informado, mas não tem como não acreditar em cultura não é uma questão de fé – onde tem qualquer tipo de agrupamento humano ate os mais primitivos, tem CULTURA.
Já falei no assunto – não confundir cultura com escolaridade –
“CULTURA SÃO AS REALIZAÇÕES ESPIRITUAIS E MATERIAIS DE UM DETERMINADO POVO EM UM DETERMINADO TEMPO’

PS 2 – Sem duvidas, Sandra: o melhor debate ate agora. Nesse novo blog pelo menos!

enviado por Contrera (essa eh a parte final)…

vcs acaso dizem que nunca vivenciaram algum deles na pele? estejam então á vontade, porque são privilegiados. vcs acabam com isso vendo a história passar à sua frente sem se sentirem tão afetados assim por ela. porque a história toda conduz-se na medida em que tais fundamentalismos e preconceitos são manipulados, revividos e reanimados. o que fazem todos esses homens-bomba? ou atentados massacrantes? ? ? ? dizem eles: não agüento mais, e é esta minha via: a da morte. isso é triste. mas é também legítimo. sim, é legítimo. mas acaso é também legítimo lidar com a morte dos outros, também? pode ser questionável, mas é uma opção. uma opção radical, realmente, mas uma opção. nem compartilho com ela, mas coaduno com o sofrimento que ela implica. chega a ser nobre? dificilmente. mas é honesto. ninguém se mata por aquilo que não valoriza mais do que a si próprio. pensemos se nós, em nossos lugares, nos mataríamos por algum valor qualquer. difícil, não é? pois é. a gente às vezes morre por amor. romantismo, essa invenção tão ocidental…
não culpo a religião. o homem criou a religião para encontrar uma saída a seus dilemas. o próprio homem fez da religião a justificativa para a criação de mais dilemas. o ser humano não gosta muito do ser humano. ele preferiria viver sozinho, às vezes. mas, vivendo em rebanho, mal consegue controlar suas paixões, e precisa, afinal, do poder. para nada, ele sabe. mas precisa. aqui, no brasil, quem opta por política muitas vezes se deixa vilipendiar pela falta de compostura encalacrada em ganância. pelo menos não monta partido para matar os outros por justificativa qualquer. com um motivo religioso. pois no máximo religião aqui é forma de roubar com certa legitimidade. mas a religião, para o povo, é outra coisa: é crença, compartilhamento do mundo com deus. e isso é louvável. não me venham com que a religião é o problema. o problema é o uso que os seres humanos fazem de tudo que tocam. eu sou religioso, sim, e daí? não por isso me meto a julgar os outros pelas minhas lentes. muitos ateus por aí adoram fazer isto, não é mesmo? cada um acredita naquilo que quer. mas, secularmente, precisa, sim obedecer à razão pública e à lei dos homens. se quer misturar as bolas é porque quer tirar proveito de alguma situação.
corvo, querido, não escrevo claro e coerente por algum outro motivo senão o de que tenho amor. escrevo para o entendimento como se pudesse desarmar os espíritos para trazer algo novo à baila. mas posso assim fazer porque também sei como bater com um ippon. infelizmente, os seres humanos são assim. só consegue trazer a paz quem sabe fazer e terminar qualquer guerra.
beijos
contrera

  1. 07/08/2008 – 17:03Enviado por: Rodrigo AguiarÉ engraçado, as vezes as pessoas se perdem eu seu próprio pensamento, e acham que apenas “elas são donas da razão”, daí surge o prazeroso sentimento de se sentir melhor do que as outras pessoas. O pensamento do Gerald é preconceituoso, talvez nem ele se deu conta, mais começou falando de liberdade, e terminou descendo “a lenha” em todo mundo. Ainda bem que Gerald, não é um político. Acho que falou muito, e não disse nada ! Cadê a solução ?”PS do Gerald: Rodrigo: Nao “desci a lenha” em ninguem: vejo o mundo/humanidade como um circo, entende? Leis vem e se vao: ora tem uma coisa, ora outra. Lei Seca, Muro de Berlin….Milhares de pessoas mortas por causa de uma lei: e, de repente…acaba a lei. E vc se pergunta…”por que milhares de pessoas tiveram que morrer tentando escapar ou pular essa porra desse muro?”

    SOLUCAO? como assim. Teve uma, digo Hitler teve a FINAL SOLUCAO

    ja eu prefiro ficar com DUCHAMP, marcel DUCHAMP (“adoro problemas, odeio solucoes)

    LOVE

    G

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Sociedade dopada por Psicotropicos! Pequenas sociedades Secretas. Todo mundo dopado, dopa-minado!

Pequenas Sociedades Secretas

Me sinto estranho às vezes, ansioso, não sei o que fazer, quero espancar as paredes” – me diz um dos meus vizinhos, ex-editor da revista PRINT, Marty Fox. Com seus 76 anos bem vividos, esse editor e também autor de teatro, é um ser extremamente ansioso.

Marty, por que você não tenta tomar Rivotril ou um outro ‘benzo’ qualquer?” Ele não quer. Não quer saber de Valium ou Frontal, Lexotan ou esses que baixam a bola.

Mas Marty parece ser um caso único.

A sociedade moderna está dopada. Ou dopa-minada. Ou minada por total! Pior que isso: está psicotropicamente congestionada. Quem dera a palavra psico-trópico tivesse sua base aqui nos lindos balneáreos caribenhos ou brasileiros, movimentos tropicalistas, mas não: mais tem a ver com o famoso livro “Tristes Trópicos” de Claude Levi-Strauss, o mais famoso antropólogo do século XX.

Falo de experiência própria: faz uns dois meses encarei uma psiquiatra em Nova York. Tudo bem. Depois de uma hora e meia de “entrevista” ela anotava algumas coisas que eu não considerava de nenhuma relevância:

1- Você tem pânico quando esta no meio de pessoas?

2- Você tem pânico quando está abrindo a porta ao sair de casa?

A vontade era a de bocejar. Tendo passado por verdadeiros mestres Freudianos e Lacanianos e tomando um poderoso Topamax + Rivotril, desde que ví, da minha janela em Brooklyn, a queda do World Trade Center naquele dia trágico (e ainda tendo que trabalhar como ‘voluntário’ no buraco- ground zero – por 21 dias) eu estava um caco, um estilhaço. Quatro dias depois de 11 de setembro eu era o próprio personagem rasgado de Beckett, com suas roupas empoeiradas…..mente em frangalhos!

Bem, voltando a tal entrevista com a tal psiquiatra: saí de lá com uma prescription (receita) de Lexapro. Primeiro eu deveria tomar 5 mg ao dia e subir para 10 mg no décimo dia.

Eu ainda me lembro de ter perguntado sobre efeitos colaterais: “Não, não terás nada. Imagine. Se, por acaso , no início, tiver algum pânico, alguma tremedeira, como muita ansiedade, quebre uma pílula de Rivotril ao meio e tome”, ela me disse.

Estranho porque, entrando no site do Lexapro, dizia-se que o medicamento era usado justamente para combater o pânico e ansiedade!!!

Tomei por 21 dias e chutei o pau da barraca! Não agüentei. Claro que por alguns dias, o mundo ficou LINDO, deu aquela fome de comer ‘fondue’ e traçar todos os queijos suíços, mas e a libido????

Assim como já havia acontecido com o Prozac, a libido foi dar uma caminhada na Sibéria. Ao contrário do Zoloft (que também experimentei por um tempo, mas abandonei porque é como uma sinfonia de Brahms: não se chega ao orgasmo NUNCA!!!!!) o Lexapro é, sim senhor, um tremendo broxante!

Curioso: faz um tempinho, um amigo muitíssimo querido, também analista, me deu um Viagra pra experimentar. Um dia experiementei. Confesso que minha visão ficou tão blurred (embassada) , tão completamente turva, que PERDI a mulher que estava na minha frente. Me deu até um pouco de náusea e… tudo foi pra baixo!

Voltando pros psicos, ou psycos (como a gente chama os loucos nos EUA), a sociedade parece mesmo não se agüentar! Só mesmo se juntando a essas pequenas sociedades secretas é que se descobre que todos os amigos também estão tomando.

Lexapro? Porra, tô com ele e não abro, já faz dois anos” Não foram duas ou três pessoas, foram mais de dez. E quem não falou do Lexapro, falou do Effexor, do Praxil, do Wellbutrin ou sei lá do quê; ESTÁ TODO MUNDO DOPADO, ou melhor, todo mundo “seratoninando” com esses SSRI!!!

Que locura! É mais ou menos como entrar em qualquer outra sociedade secreta! Terreiro de umbanda, por exemplo: caminhos sigilosos pra chegar não sei até onde…e, de repente, chegando lá: generais quatro estrelas, policias, artistas, arquitetos renomados, sorveteiros, políticos, etc. Parece o próprio “O Balcão” de Jean Genet!!!

Isso tudo me remete a uma única coisa!!! Ao meu mestre Samuel Beckett, cada dia mais montado e cada dia mais trivializado! Abro as páginas dos jornais do mundo e, dá-lhe Beckett. Desde os “Dias Felizes”, com a Fiona Shaw, até o Micha Barishnickov, fazendo os Beckett Shorts (Eh Joe) ou Peter Brook, passeando pelo Brasil e pelo mundo com seu pocket Beckett e Ralph Fiennes e Liam Neeson interpetando, entre outras coisas “First Love” (Primeiro Amor), no Lincoln Center Festival.

Gerald Thomas e Samuel Beckett

Foto: Gerald Thomas e Samuel Beckett em Paris, 1984

Ah, que saudades do Lincoln Center Festival! Eu e as Fernandas (Monetenegro e Torres) fazendo o nosso Flash and Crash Days. Eu nem sabia que, aqueles sim, eram dias…felizes. Explico: a enorme empatia entre os textos CINZAS de Beckett com os dias de hoje não são à toa! Uma maneira de sair desse tom cinza é tomando antidepressivo. O outro, é formar , ou fazer parte, como fiz por anos a fio, anos e anos, dessa sociedade (agora nada secreta) de aficcionados por textos de Samuel Beckett, que celebram o eterno lamento do berço até o túmulo (the same old moans and groans from the cradle to the grave).

Encarar a realidade custa caro: com psicotrópicos, mais caro ainda. Talvez, colocar um manto cinza e recitar no palco, dia após dia, “Imaginação Morta, Imagine”, ainda seja a farsa mais holística de encarar a vida de frente, já que sabemos como somos e quão frágeis somos perante a imensidão do desconhecido de nossas próprias mentes.

Gerald Thomas

(na edicao, obrigado: Vampiro de Curitiba)

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www.geraldthomas.com ESTÁ NOVO!

Houve uma mudança na HOME, novos Projetos e um design lindo do Pisco (Eyepop).
Também na parte da “press” têm coisas novas, Reviews, etc.
GT

http://www.geraldthomas.com

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por Atila Roque – Brasil do O Globo

Opinião

O Globo, 20 de junho de 2008

O ovo da serpente
ATILA ROQUE

O bárbaro episódio protagonizado no Rio de Janeiro pelos criminosos fardados do
Exército é um sinal de que ultrapassamos o fundo do poço e nos aproximamos perigosamente das profundezas do horror totalitário.Não vamos fingir que se trata de um episódio isolado. A responsabilidade é do Estado e da sociedade que tem sido leniente e tolerante com a brutalidade sistemática exercida pelos que deveriam ser os guardiões dos direitos dos cidadãos. É preciso uma intervenção radical, um movimento cívico que rompa com a inércia e o silêncio cúmplice que deixa as populações das periferias pobres e das favelas à mercê da barbárie executada pelo tráfico, pelas milícias, pela polícia e agora pelo Exército.

Estamos vendo o crime penetrar todas as esferas do Estado. As últimas notícias mostram que, no Rio de Janeiro, ex-governadores, ex-chefes de polícia, deputados e autoridades públicas deram as mãos ao crime organizado para ampliar o poder e a riqueza. As instituições vão aos poucos sendo corrompidas e manietadas, ferindo gravemente o estado de direito e a democracia.

Da mesma forma estamos vendo a banalização do extermínio puro e simples de jovens pobres, em supostos confrontos com uma polícia ineficiente, mal treinada e mal paga, que parece ter tomado gosto pela matança. Com o aplauso entusiasmado de uma classe média acuada pelo medo, que prefere a “limpeza” da cidade a qualquer preço do que enfrentar o desafio maior de reestruturar o sistema de segurança pública e garantir direitos iguais a todas as pessoas. Nunca é demais lembrar que as sementes do totalitarismo e do fascismo historicamente se alimentaram do medo e do silêncio.

O absurdo e a violência desse episódio humilham o Estado e lança uma mancha sobre o Exército que dificilmente será apagado com pedidos de desculpas formais, ainda que necessários e imprescindíveis.

A ausência de autoridades públicas no enterro dos jovens e as declarações quase protocolares do governador e do presidente não correspondem à gravidade do episódio.

A sociedade carioca também deve se perguntar a razão pela qual tragédias como essas não provocam uma onda de indignação, um grito coletivo de basta que coloque um ponto final na verdadeira política de extermínio que tem sido posta em prática no Rio de Janeiro, com um custo alto de vidas de jovens, em sua maioria negros e pobres. Por que as únicas manifestações públicas de dor e revolta são as das próprias comunidades violentadas? Acho que já passamos da hora de formar uma aliança acima dos interesses particulares, partidários ou econômicos, que coloque como prioridade absoluta uma política de segurança pública e de desenvolvimento social que pense a juventude excluída não como problema ou ameaça, mas como parte essencial do nosso futuro como sociedade.

Por que não podemos reunir novamente o que temos de melhor? Ou será que perdemos totalmente a capacidade de indignação e vamos seguir recolhidos em nossos bunkers urbanos enquanto os cães de guerra espalham sem limites a selvageria?


Atila Roque é historiador e Diretor do Inesc (Instituto de Estudos  Socioeconômicos)

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Lenora de Barros: expo nova

São Paulo, quinta-feira, 19 de junho de 2008

Lenora de Barros brinca com o tempo em mostra

A identidade e a palavra também são temas da exposição que tem abertura hoje

Em "Temporália", na galeria Millan, em São Paulo, a artista cruza linguagens, como vídeo, fotografia e instalação

MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL

Bolinhas de pingue-pongue, ponteiros de relógio, tampas de alçapões e um jogo de palavras são elementos prosaicos que viram a matéria-prima da poética de Lenora de Barros, que elegeu o tempo como o eixo de sua nova exposição na galeria Millan, em São Paulo. "Temporália" tem abertura hoje, às 20h.
Por meio de linguagens e suportes diversos -como a instalação sonora, a fotografia e o vídeo-, a artista, além da discussão sobre o tempo, continua em sua pesquisa a respeito de temas com os quais vêm trabalhando desde o início de sua carreira, no final dos anos 70, como a identidade e a palavra.
"Temporália" tem como uma de suas principais atrações a instalação "Quanto Tempo o Tempo Tem", que coloca o espectador em uma cabine retangular de vidro ouvindo uma performance vocal que vai de um tom violento, logo no início, a momentos mais calmos, mas sempre com uma tensão presente.
"Usei uma brincadeira de criança sobre o tempo e fui retrabalhando essa frase, inclusive com participação da minha mãe [Electra Barros, mulher de Geraldo de Barros, pai de Lenora]", conta.
"Quanto Tempo…" foi colocada na sala principal da galeria próxima a outra obra, também em formato retangular. No teto e no piso da galeria, a artista fixou uma tampa de sótão e outra de alçapão. "Ambas as portas estão fechadas com cadeado e o desenho do espaço entre elas é apenas imaginado por quem as observa", explica Lenora.

Jogos visuais
Outra obra inédita é o vídeo "Tempinho", no qual a artista, com uma pinça, começa a fazer brincadeiras visuais com diminutos ponteiros de relógio, lidando com o acaso e até criando formas mais figurativas, parecidas com pássaros.
O tema da identidade é forte em uma série de quatro fotografias da língua de Lenora, realizadas em quatro momentos (1979, 1990, 1994 e 2008), com nítidas diferenças e que dialogam com outra fotografia, na qual a superfície lunar é mesclada a uma obra retratada por Man Ray. "Há uma conversa visual entre os dois trabalhos e eles lidam com o tempo e suas marcas, seus registros", diz.
A bolinha de pingue-pongue, presente em diversas fases da produção de Lenora, está em "Devolução", objeto formado por três pequenas caixas reunidas, com uma bolinha, e onde está inscrita a frase "Devolver para Lenora na Caixa ao Lado".
As palavras, com inúmeros rearranjos e novos sentidos, são a matriz do que Lenora chama de "placas". "Fiz uma pesquisa intensa para achar essas palavras, que, colocadas nesse contexto, criam novas leituras", afirma a artista, que foi uma das curadoras de grande exposição sobre a poesia concreta no ano passado, no Instituto Tomie Ohtake. "É provável que se veja alguma referência à poesia concreta na mostra.
Mas, na verdade, são alusões muito básicas, quase infantis, ao que se tornou conhecido como poesia concreta."


TEMPORÁLIA – LENORA DE BARROS
Quando:
abertura hoje, às 20h; de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h; até 16/7
Onde: galeria Millan (r. Fradique Coutinho, 1.360, tel. 0/xx/11/3031-6007)
Quanto: entrada franca

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Somente na América: Obama e McCain sentados lado a lado

E conversando, civilizadamente, por 20 mintutos, no funeral de Tim Russert. O filho de Russert, Luke, fez um lindo e severo discurso olhando na direção dos dois canditados presidenciais: "Nunca deixem de admitir que erraram ou mudaram de opinião", "Assim como no programa do meu pai (Meet the Press), sempre tenham a coragem de se confrontarem com suas opiniões passadas, e "quotes" (citações) que fizeram no passado. Tenham a coragem de admitir seus erros e suas gafes"

Depois veio uma homenagem de Bruce Springsteen (Russert amave o "Boss" de New Jersey (eu odeio)). Esses funerais são sóbrios, políticos e, como disse um comentarista da CNN, "civilizados, orientados e focados". As lágrimas já foram e ainda virão.

Hoje Fidel se encontrou com Chavez em Cuba pra mostrar o quê?

Que contraste fenomenal!

Off Shore drilling: Se o programa de Bush for aprovado, por causa dessa SEDE imensa de PETRÓLEO, bye bye Flórida, bye bye turismo nas Flórida Keys, e Miami e Palm Beach e etc etc etc. Acabou. Todo o real estate via virar UNreal estate ou seja, toda imobiliária vai virar relíquia assim como matéria plástica. Vcs se lembram quando os nossos pais falavam "matéria plástica" ao invés de , simplesmente, plástico?

Escrevo tudo isso enquanto grande parte dos EUA estão debaixo d'água.
O resto está debaixo de esperança.
E os poucos que não estão nem num nem n'outro, estão pulando de avião em avião, vendo aeromoças servindo lanches-lixos e dizendo "excuse me mam, could I simply have a RAW TOMATO?"
Gerald


[O Vampiro de Curitiba]
He, he… Pô, Gerald, também não precisa humilhar, né?! Só por que você tem McCain e Obama, não precisa avacalhar lembrando a nós, do Hemisfério Sul, que temos Chaves e Fidel. Fique sabendo que temos também Lula e Evo Morales!!!

[andré luis patricio] [são paulo]
a atitude,o a falta de atitude do exercito no rio,a brecha legal,com a penca de tudo que é ilegal nesse páis,do exercito fazer papel de policia,as brechas que há para questionarmos isto,e o uso das instituições de forMA eleitoreira,desse governo,horrivel,resultou no derramamento de sangues,dos corpos desepados de três jovens negros .a demo-cracia!!!!!,lágrima escorre em silêncio,vejo corpos "dos finceiramENTES POBRES SEREM O CALDO DESSA(DA NOSSA BARBARIÉ ).O MENINO DO RAP TEM RAZÃO: O CRIME É O CREME DO BOLO DOS PODEROSOS.Ñ CONSIGO PENSAR EM OUTRA cousa,maestria!.pois sou negro,financeiramente pobre,e tenho medo da policia.é o que sopra da banda larga solitária de meu corAção!.

[Mau]
SOBRE EXERCITO NO RIO – Nao adianta pixar os militares. Pixem o ser humano. A policia qdo sobe morro mata inocente, tanto qto o exercito. Não é a designação o problema; o problema é que o ser humano que tá uma BOSTA.

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Ainda em pauta:

>>>Venda ilegal da Varig12/06/2008

Comentario com linguagem parecida com a do Reinaldo Azevedo. Uma pena. Falta postar tudo que ocorreu depois do depoimento da Denise no Senado. As coisas parece que não tiveram a ilegalidade que ela quiz transmitir.
Silvério Cardoso Corrêa | Juiz de Fora – MG | 17/06/2008 13:13

do GT: Eh isso Vamp; Da nele: o cara fala em linguagem, e me vem com "as coisas parece"!
Da nele.

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Revista Espresso

Obrigado pela revista que vcs me mandaram aqui pra NY. Misteriosíssmo tudo isso: uma foto e….o resto tem que ser visto online. Pena. Pena pra aqueles que não tem computador. Sim, Starbucks é TUDO, mesmo pra um ex-provador de café, como eu.
www.revistaespresso.com.br/tv/
Gerald

PS: mas JURO que não entendi. Entrei online e tudo que existe lá é um clip de fotos. No entanto, sentamos por mais de 1 hora e meia pra discutir grãos, torrefação etc. Foi tudo pro Lixo, ou pro Illy? Ou pra onde? Pro Law and Order SVU? Vegan?

SOBRE O MESTRE DOS MESTRES, PETER BROOK

[Pedro Kligerman] [Rio]
Os ingressos pro Peter Brook dirigindo Beckett aqui no Rio, no CCBB, semana que vem, já esgotaram, a bilheteria abriu às 10h, mas já tinha gente na fila desde 4h da manhã! Ele já se apresentou, em fevereiro, inclusive em Hong Kong, no festival de artes lá, também em pouquíssimas apresentações… Lá o ingresso custava entre 110 e 620 dólares, aqui custa 10 reais (pouco mais de 5 dólares) ou 5 reais para estudantes e idosos e pagamentos com cartão do banco do brasil… É para poucos!

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Paulo Szot ganha Tony Award escreve Marcello Bosschar da Dinamarca

Puxa… no meio dessa tristeza e perda, fiquei contente por ver que o nosso amigo Paulo Szot (que cantava a controversa Ária de Tristao e Isolda em nosso espetáculo NxW) ganhou o Tony por South Pacific na Broadway. Parabéns, Paulo. Um beijo em voce, Gerald. Marcello
Marcello Bosschar | Copenhagen, Dinamarka | 16/06/2008 03:18


GT: pois é Marcello: mas mesmo nessa última ária (que chama-se Liebestod) (amormorte, morteamor) tem essa maldita morte!Mas tenho certeza que Caetano Vilela e o Marcelinho, do piano) estao super felizes tambem! O espetaculo era Nietzsche Contra Wagner
LOVE
G

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JAMELAO morto – Tim Russert Morto. 1950 – 2008

Não, realmente não estou mais entendendo nada. Tim Russert é o cara que eu vejo todos os domingos no MEET THE PRESS na NBC – o programa de mais prestígio da tv dominical.
58 anos de idade. Esse ano de 2008 já consumiu mais gente que….. Não estou acreditando. Depois ele ainda tem um longo Uno a Uno no MSNBC… Não pode ser verdade!
Gerald

PS: Estou vendo a NBC – Tom Brokaw – emocionadíssimo (ele era o âncora do Nightly News, agora narrado por Brian Williams) – falando sobre o MASSIVE HEART ATTACK

Educação Jesuíta, natural de Buffalo, âncora de Meet the Press desde 1991 – ele dava as (agora McCain esta falando ao vivo……. Senator Lieberman… BARACK OBAMA DIZ QUE O CONSIDERAVA UM AMIGO
governador Paterson

vou parar: O Nightly News deve dar: foi o Meet the Press, foi Tim Russert (agora Chuck Schumer) (senador por NY) que fala (frequente guest….)
desculpe mas quando morre alguem assim, uma voz VERDADEIRA do jornalismo POLÍTICO eu fico pasmo, emocionado.
EMOCIONANTE o depoimento do General Colin Powell no Situation Room do Wolf Blitzer da CNN, sobre o dia dos pais (esse domingo). Russert escreveu um livro sobre o pai dele. Chega.
Gerald

só mais uma coisa: Tim foi o primeiro a declarar em 6 de maio último Barack Obama vencedor e, ironicamente, era tão entusiasmado pela sua profissão que chegou a confessar "eles nos pagam pra fazer isso?"

Voltando da Itália ontem, onde foi levar seu filho como presente de graduação, Russert vai permanecer na história como um dos mais importantes marcos do jornalismo político americano. Ex acessor do Governador Mario Cuomo (NY) e advogado de profissão, o homem era realmente o máximo.
Estranho: Com a saida de Dan Rather da CBS, da morte de Peter Jennings da ABC e da saida de Tom Brokaw do Nightly News da NBC e Ted Koppel do Nightline (ABC) a cara da TV mudou pra pior (e agora da morte de Tim Russert) a ……..
onde esta Bryant Gumble?
Que estranho
Esta tudo estranho
MEET DE-PRESS-ED

Agora foi o Jamelao, da Mangueira: eh um por dia! Esse blog voltou a ser um obituario. Estou tentando entrar em contato com o Ivo Meirelles, meu grande amigo e parceiro. Caramba: Jamelao, uma das almas da Mangueira. Minhas saudacoes mestre! Sem mais o que dizer, pedra na garganta!
LOVE
G

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Vcs que me leem em Barcelona todos os dias

Quem sao voces??????
Gerald


[O Vampiro de Curitiba]
Aproveito este novo post que Gerald abriu para comentar algo sobre a famigerada "Frase da Semana". A frase, vocês sabem, às vezes sai na Sexta, às vezes ao Sábado, às vezes não sai, às vezes é uma frase do próprio Gerald, ás vezes é criticada, outras comemorada, enfim, já faz parte do blog. Já teve até enquete sobre ela: Para minha surpresa, a maioria decidiu que deveríamos mantê-la, talvez com algumas mudanças. O que mais poderia acontecer com a "Frase da Semana"? Deixar de existir! Isso mesmo. Pelo poder outorgado por vocês à minha pessoa, decido que a "Frase da Semana" já não mais existe. Já é passado. Já era. Obrigado a todos que curtiram e que opinaram sobre a frase.

fabio fabio
….aí..! a BICHA resolveu dá Pití, virtual..!.."num brinco mais"…." "de frase"……aí Geová, mê dê saco!…..prá aturá éssa odéte..!
fábio

Ué?! O interessante da "Frase" era justamente a surpresa. O que poderia ser mais surpreendente do que a extinção dela? Acabou! A vida é assim: Coisas e pessoas deixam de existir para que outras as substituam. Depois, convenhamos, o gostoso não é a eternidade do casamento, mas a sedução do namoro, o trocar de olhares. Sabem aquele momento em que os olhos se encontram, se fixam, aquele calor no próprio olhar? Parece que vai sair faíscas? Pois é! Essa fase já passou. Para mim foi bom, e para vocês?
O Vampiro de Curitiba

paixao do Vamp
Olha, quero esclarecer que "essa fase" que já passou diz respeito apenas à "Frase da Semana". Quanto ao resto, eu continuo apaixonadíssimo por todos vocês. Uns (umas) mais que outros, mas completamente apaixonado! Aqui não tem brochice não. Vamp é paudurescência eterna!
O Vampiro de Curitiba

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Quatro anos sem fumar!

Mereço parabéns! (acho)
Continuo com nojo de cigarro ! Odeio esse negócio e sinceramente não entendo como fui fumante por essas décadas afora! que loucura.
Nao tenho porque ser hipocrita, Drogas? Ja peguei. Claro. Sou filho dos anos 60. Pra trepar entao, ihhhh. Mas esse maldito cigarro! Qual eh a desse maldito entupidor de arterias, veias que mata mais que AIDS, que qualquer coisa? Essa bosta que estraga ovario, que estraga o sistema reprodutor do homem, que mexe com os neurotransmissores, com os olhos, estraga a pele, ataca o figado…nao fica restrita aos pulmoes e…..NAO DA BARATO NENHUM. NENHUM!!!!!! Parei no dia em que publiquei na Ilustrada "Tanto Gil quanto Bush odeiam o teatro". Estava passando 4 dias no Brasil e, esperando, no hotel Everest, no Rio, a hora do embarque de volta pra NY. Notei que todos os 3 cinzeiros do quarto estavam lotados. Nao cabia mais nada. Tive que levantar da cama e apagar aquele na privada. E foi ali, naquele nojo, que olhei aqueles pacotes de Gitanes que falei BASTA.
As primeiras 3 semanas aqui em NY foram terriveis. TERRIVEIS, Mordia as paredes, Chorava, esperneava. Depois foi ficando melhor. Meus amigos diziam que era pior do que deixar a heroina (nao sei, nunca experimentei). Mas nao usei o patch e nem o tal do Zaiban ou o chiclete, Fui cold turkey. Um dia acordei RESPIRANDO e hoje olho todos os fumantes com compaixao mas como se fossem loucos e ratos de laboratorio, PRA PARAR EH SO QUERER PARAR!
Gerald

do Rio
Gerald, parabéns!!! Deve ser muito difícil parar, e como disse a Sandra, é um longo caminho de volta (pra outro ponto qualquer, claro) mas que é com certeza mto prazeroso! O único 'vício' q tenho é um chocolate ou algo muito bem feito e gostoso! Adoro experimentar! E de vez em quando criar. Sou apaixonada por comidas bem feitas, bem temperadas e nada de gordura nem fritura! Mas a arte da cozinha é de se tirar o chapéu, as saladas bem feitas, os doces, combinações mil hummmm e um bom chocolate bom! Mas controlo e como (nos dois sentidos ha ha ha)! Bom, Vamp, traga a frase da semana pq a da outra eu me perdi e não vou procurar, tô com pouquinho tempo aqui no computador! E fala sério: o cheiro do cigarro é horroroso!!! bjim
Valéria

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o perigo dos fones celulares

Semana passada, três neurocirurgiões disseram pro Larry King, o papa dos talk shows (a voz que ouço nos meus sonhos), que eles não colocam os fones celulares perto dos ouvidos (preferem usar aquele negocinho que se coloca no ouvido e que esqueci o nome em portugois!) O problema, até hoje são as micro 0ndas perto demais do cérebro. Estamos todos FRITANDO!

Neurocirurgiões mundo afora, desde australianos até americanos e até o próprio Sanjay Gupta, o "médico de plantão" da CNN, diz que não coloca o cell perto do ouvido. Isso me preocupa porque vivemos grudados com esse negócio e nem nos preocupamos mais, não é? Nos vendem a imagem de segurança, mas….AINDA É PERIGOSO! E cada país regula sua própria margem de frequência de segurança. Adivinhem a do Brasil? Uma das mais fracas? Ou seja, uma das mais perigosas! Assim como aqui, nos US. O tumor em questão chama-se glioma e é evidente que o FDA diz que os celulares não posam risco algum (lobby) e tal, e que está tudo ótimo. Mas estava tudo ótimo com a ENRON ou o escândalo da…da..Halliburton no Iraque também nao é? Estava tudo ótimo com os tomates aqui até que tudo deu em salmonella, e agora tem gente doente em hospitais. Isso sem falar no e-coli do espinafre e no Patriot Act!
Gente! Que loucura!
Gerald



[Sandra] [SP]
"…vivemos grudados com esse negócio e nem nos preocupamos mais, não é?" Vivemos não, cara-pálida! O telerjinho vive esquecido na bolsa, e quando vou usar, ele está sem bateria e sem créditos (é pré-pago, lógico!) Você que tem esses celulares que costuram, bordam e pregam botões é que abusa.

[Mau]
Pronto agora sei q nao vou morrer por causa do celular.

[caca]
que bom ler isso, bom não né, na verdade, desesperador!! mas eu sempre falei isso agora confirmo que não era neurose minha. nunca consigo dormir com o celular por perto nem comer coisas que saem do microondas. fico mal.

[O Vampiro de Curitiba]
Eu sempre preferí conversar bem de pertinho. Principalmente se o interlocutor for do sexo frágil. Nada melhor do que falar com a boca colada no ouvido da gatinha, né? Corre-se o risco de um gravidez indesejada, mas, câncer no cérebro provocado por ondas do celular, jamais!

Para todos os namorados, desejo um dia cheio de beijos na boca! Que o amor vença o cotidiano!
O Vampiro de Curitiba

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Venda ilegal da Varig


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Dilma cometeu atos "imorais", afirma ex-diretora da Anac

No Senado, Denise Abreu reafirma que agência sofreu pressões para aprovar venda da Varig

Segundo ela, estrutura da Anac foi voltada para atender aos interesses do escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula

ANDREZA MATAIS
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em depoimento à Comissão de Infra-estrutura do Senado, a ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu acusou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, de terem cometido atos "imorais" que "podem gerar uma ilegalidade" no processo de venda da Varig para a VarigLog.
Ela reafirmou que a agência foi pressionada pelo governo para aprovar a venda sem exigir documentação que comprovaria a origem do capital dos sócios da VarigLog, entre eles o fundo norte-americano Mattlin Patterson, e apresentou novas acusações.
"As ingerências praticadas [pela Casa Civil] e a forma truculenta como o escritório Teixeira Martins [do advogado Roberto Teixeira] atuou na Anac são, no mínimo, imorais, que podem gerar uma ilegalidade. Eu não tenho dúvidas disso."
Denise contou que, em meio à crise aérea, a estrutura da Anac foi voltada para atender aos interesses do escritório de Teixeira, ao ponto de a equipe técnica da agência ter atuado para ajudar a consultoria contratada pelo advogado para trabalhar no caso.
"Houve pressão para que toda a documentação do escritório Teixeira Martins fosse agilizada, como se a Anac não tivesse outra coisa a fazer." Segundo ela, foi devido a pressões da Casa Civil que o Cheta (Certificado de Homologação de Aviação Civil), que permitiu a nova Varig a voar, saiu em tempo considerado recorde, cinco meses.
"Toda essa aceleração foi porque tinha uma pressão, sim. Se não tivesse, não haveria monitoramentos. Éramos chamados na Casa Civil para checar pari passu (simultaneamente) o que estávamos fazendo."
Segundo ela, para o terceiro escalão "não é fácil dizer não para alguém que usa o nome do presidente da República [sobre Roberto Teixeira]."
Munida com 30 kg de documentos, que deixou à disposição do Senado, a ex-diretora citou várias reuniões para exemplificar a interferência do governo no processo. Ela descreveu quatro encontros ontem, todos com a participação de Dilma e Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil.
Um deles, ainda em 2005, quando Denise era subsecretária de assuntos jurídicos da Casa Civil, teria contado com a participação do presidente Lula e do então ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda).
Na reunião, Lula foi orientado a vetar artigo da Lei de Falências aprovada pelo Congresso que incluía as empresas concessionárias entre as beneficiadas. Mas, no dia seguinte, em uma outra reunião, desta vez no Planalto, o governo decidiu aceitar esse artigo apesar do parecer contrário da subsecretaria de assuntos jurídicos da Casa Civil. Com isso, a VarigLog pôde comprar só a parte saudável da Varig, sem assumir as dívidas tributária e trabalhista. >
"Tivemos inúmeras reuniões na Casa Civil, despachei com o presidente e fui surpreendida com o fato de que, apesar do parecer, o artigo deveria ser aprovado. Nunca ouvi falar em recuperação de concessionária de serviço público. Se uma concessionária não cumpre suas obrigações, sua concessão tem que ser cassada", afirmou.
Denise disse que, 19 dias após tomar posse na Anac, foi chamada por Dilma e Erenice e recebeu orientação para um plano de contingência, já que "nos foi dito que a Varig iria quebrar por conta de uma dívida de R$ 7 bilhões." Vinte dias depois, segundo Denise, a ministra a convocou nova reunião, quando mudou a versão. "Fomos chamados para dizer que a Varig não iria mais quebrar e que tínhamos que fazer um trabalho para colaborar com o juiz [Luiz Roberto Ayoub, coordenador da recuperação judicial]."
Na ocasião, Dilma teria afirmado que havia representação contra Denise no Ministério da Defesa. A denúncia, no entanto, só teria sido protocolada pelo advogado Roberto Teixeira semanas depois. Como relatora do processo de venda da empresa, Denise disse que foi novamente pressionada pela Casa Civil porque, diante de denúncia de que o capital estrangeiro no negócio era superior a 20%, o que é ilegal, pediu à VarigLog documentação sobre o capital.
Ela, porém, negou ter recebido ordens diretas de Dilma. "A ministra Dilma nunca me deu uma ordem. Fui fortemente questionada, contestada."

[O Vampiro de Curitiba]
Incrível como age a mente de um petista. Até ontem, Denise Abreu era uma verdadeira heroína do Governo Lula. Hoje, os próprios companheiros tentam desqualificá-la. Não, dessa vez não dá pra dizer que as denúncias são coisa da CIA, do Bush ou da Veja. Aliás, se vocês acompanharem todos (eu disse todos!) os escândalos do governo Lula, perceberão que em todos eles a oposição não teve nada a ver. Todas (repito) as denúncias envolvendo todos os trambiques dos petralhas foram feitas por próprios companheiros. Só para lembrar do mais recente: Quem foi que vazou o dossiê com gastos do Governo FHC? Oras, um servidor da Casa Civil. Indicado por quem? Por ele, José Dirceu. E aí, Zé ruela, ops!, Zé Dirceu? Vai continuar com essa cara de paisagem ou vai nos explicar o porquê de tanta traição entre companheiros?

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Macbeth em New York

Na terça-feira que vem, estréia aqui em NY, ou melhor, em Brooklyn, melhor ainda, no St Ann's Warehouse, uma versão polonesa de Macbeth, de….Shakespeare. Trata-se de um grupo bem interessante de Varsóvia liderado por Grzegorz Jarzyna e a peça fica duas semanas em cartaz. Quem se interessar, que vá lá ver!

Gerald

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crise de abandono: Dra Paloma!!!!

Dra Paloma
Dra Paloma
Dra Paloma
Dra Paloma
DOC PAL
DOC PAL

assim talvez ela responda!
Essa combinação ortomolecular (depois da briga dos suínos contra os macrobióticos na frente do Metropolitan Museum de ontem) não me fez nada bem. E minha companhia de teatro do SESC AV Paulista não deu a mínima!
GT
PS: agora vejo que foi tudo um STUNT porque a SPRINT está lançando um celular tão ou quase tão smart quanto o iPhone. Tudo uma encenação!!!! Como podem?????

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