R.I.P. Maria Alice Vergueiro (EletraComCreta – 1986/ 1987)

MAV em EletraComCreta (1986/ 1987)

ELETRACOMCRETA

ELETRACOMCRETA

ELENCO

MARIA ALICE VERGUEIRO (segundo post em homenagem a ela ): essa é ela em EletraComCreta (1986/1987). Tem Bete Coelho e elenco: luz Wagner Pinto. Apesar das matérias de jornal que eu li não mencionarem esse espetáculo (mas o Bortolotto se lembrou), Maria Alice foi uma das grandes presenças esse espetáculo que ficou mais de 1 ano em cartaz (6 dias por semana). Foi o nascimento da Cia de Ópera Seca. Foi o início de muita coisa. Imprensa de merda !

(trecho do monólogo de Maria Alice

”MINHA PAI. Não posso conter em mim todos os crimes de uma civilização. Seria mais do que injusto. Suplico. O que houve, se não foi inteiramente encoberto pelos gestos hipócritas de uma nação, o serão pelo tempo, por aqueles que escrevem histórias, versos. São os poetas que os malfeitores enxergam. PARA!!! Por que exageram o abrir e fechar de uma porta? Essa porta muitas vezes dá para um terreno baldio. Suplico que não me pressiones mais. DEMORO, MAS COBRO DE QUEM ME FAZ MAL O MAL QUE ME FAZ. Demoro, mas cobro de quem me faz mal… o mal… que me faz. Interessante, sinistro. Não posso pedir mais pena alguma. Deixe que ela exploda em contradições. Eu ODEIO a situação psicológica.Eu ODEIO a situação psicológica.Eu ODEIO a situação psicológica.Eu ODEIO a situação psicológica.(soluço) Eu ODEIO a situação psicológica.(soluço)

(e Maria Alice é carregada pra fora de cena.)

Gerald Thomas NYC June 5, 2020

Ontem a minha primeira homenagem no Facebook

R.I.P. MARIA ALICE VERGUEIRO. geraldthomas1
R.I.P. Maria Alice Vergueiro! Que loucura! Maria Alice integrou meu elenco de EletraComCreta em 1986 -1987. Ela foi um dos maiores motivos pelo grande sucesso da peça : “eu odeio a situação psicológica “ #rip #mariaalicevergueiro #underground #teatro #teatro🎭 #experimentaltheatre
Aqui está a reprodução parcial que o Mario Bortolotto publicou no Instagram
“MARIA ALICE VERGUEIRO – DAMAS NÃO DIZEM ADEUS A primeira vez que a vi foi na peça “Electra com Creta” do Gerald Thomas. Eu pensei: “Essa mulher é um furacão. Que puta presença, caralho!”. Mas eu não fazia muita ideia de quem ela era. Eu morava em Londrina ainda e só tava por aqui justamente pra assistir algumas peças e filmes. Mas lembro nitidamente dela em cena. Quando vim morar em São Paulo dez anos depois, eu a conheci pessoalmente em uma festa na Bela Vista. Ela me abraçou e a gente ficou falando sacanagem. Na hora eu pensei: “Essa mulher é uma dama!”. Mas não é uma dama dessas que vc encontra e acha que tem que prestar reverência forçada. Ela era uma dama “de poucas virtudes” usando um termo Berardiniano. Os leitores de “Ken Parker” sabem o que tô falando. Pq é justamente o contrário. Essas damas tem ínumeras virtudes. Com certeza não são as mesmas virtudes apreciadas por quem senta no camarote do teatro e na hora do aplauso, sacodem as jóias. São as virtudes da rapaziada da fila do gargarejo. As legítimas damas do teatro. Pq pra mim o teatro não é esse salão chique com candelabros e beija-mãos. Sempre achei que Maria Alice seria perfeita para ser uma dona de saloon do velho oeste. Cowboy nenhum ia se engraçar com ela. A última vez que a encontrei a gente leu um Tchecov lá no MASP. Eu fui cumprimentá-la no camarim antes da gente ler o texto…..”
Mario Bortolotto

 

Leave a comment

Filed under Uncategorized

Comments are closed.