Scenes from an isolation, quarantine and bizarreness never lived before: scenes from “DILUVIO” (my play in 2017)

BEATRICE SAYD e ANA GABI

LUIZ DAMASCENO ain my play UnGllauber (1994)

LUIZ DAMASCENO ain my play UnGllauber (1994)

Portuguese –

Dedico este post a todos os artistas, vivos e mortos, a todos aqueles que defendem uma utopia, já que essa coisa que chamam de “realidade” só nos leva a credos e guerra entre credos, ideologias e guerra entre elas, políticas falidas e corrupções em todas as áreas. Mas existe a arte. E, através dela, entramos em contato com algo que vocês, os leitores, muitas vezes, chamam de “mentira”. O único compromisso que temos é com a utopia, com a vida, em trazer “a vida é um sonho” pra vocês, seja através de uma sinfonia, através de uma tela, através de uma peça ou de solo de dança. Aí sim, Zeus ou Zaratustra fala com todos. É a vez do eterno sublime, do eter- no retorno, e, no final de tudo, quando colocamos as mãos na cabeça e choramos, é a única coisa que importa, fora o sarrafo que segura o cenário e aquele monte de refletores que (para nós, no palco) parecem estrelas que nos cegam mas que, para vocês, nos iluminam. No teatro é quase tudo o contrario do que se parece. Mas paro por aqui antes que eu entre em Pirandello ou em Shakespeare, nosso grande contemporâneo, afinal, essa dedicatória é sobre a Utopia e, portanto, raspa em Thomas More… Mas eu não queria ter ido tão longe.

English –

I dedicate this post to all ARTISTS alive or dead, to all those who have defended a UTOPIA, a dream, life as a dream, and have voiced their lives as a dream and turned their entire thing into the utmost bizarre concept, the most inconceivable of all notions since it is this horrible realism that assails our quotidian—our daily realities. What notion? The reality of life, this nightmare, this horrible assault on our brains and intelligences.Our ONLY commitment is with Dame UTOPIA, this strange lady, the lady of All Flowers, the lady Genet described so well, this tramp, this beggar Chaplin inherited as if, as if nothing. And…well, Beckett himself, while staring out his window and saying “I watch the world go by” described so well his utopia “of dying yet again for the last time on earth.” That was their utopia. Mine?

Mine is to see yet another day, another play, another hour and a half, another line, another two, another few, a few more lines, between them two, say, between two lines.
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É essa a aridez final? A solidão derradeira? Que ideia tola. Toda solidão é derradeira, vocês não acham? Afinal, a sensação de ser deixado para trás e esquecido é um tipo derradeiro de sentimento, não é? Se não fosse, não daríamos bola para o fato de estarmos sozinhos. Mas não é o caso. eu sou deixado para trás e não estou aceitando bem.

A menos, é claro, que eu esteja com sede e me sentindo sozinho.

Vocês têm alguma pergunta?
Não? Obrigado. Podemos continuar. Sozinhos !
Gerald Thomas
Gerald Thomas cena da minha peça DILÚVIO (2017) no SESC Anchieta @lisagiobbi @beatricesayd @anagabi @bellemos @sescsp #geralthomas #theater #teatro🎭 #diluvio #coronavirus @felipe66 @doralicelion @ronaldozero @grazielli_vieira

Gerald Thomas Picture 1 Beatrice Sayd and Ana Gabi in my play DILUVIO (2017) and picture 2: Luiz Damasceno in my play UnGlauber (1994)

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