Monthly Archives: September 2019

NEXT book of paintings, drawings published by Jardel Dias Cavalcvanti

Posfácio : JARDEL DIAS CAVALCANTI

Apresentação por Ronald Polito

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PIANO INTERPOLATION

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It may be best if I were to just become a housewife :)

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9/11 and we haven’t forgotten.

My article written on that day (part 1 of 8 articles)

WE WILL NEVER FORGET.
Jamais esqueceremos

Parte do meu artigo escrito em tempo real em 11 Setembro 2001 (Folha)

11 de Setembro, 2001 – New York City
GERALD THOMAS
ESPECIAL PARA A FOLHA, EM NOVA YORK

Estou vendo da minha janela (meu apartamento é localizado diretamente no East River, em frente as torres gêmeas chamadas de World Trade Center) uma tragédia proporcional a uma guerra mundial. Os fatos até agora (são 9h30 da manha) dois aviões ‘propositadamente’ se lançaram contra cada uma das duas torres. Sabe-se que um é da American Airlines, um Boeing 767 vindo de Boston. O presidente Bush acaba de falar a nação. Expressão vazia, como se fosse uma marionete pega de surpresa, falou o óbvio, mas deixou claro que se trata de terrorismo.

O Pentágono, em Washington, também esta pegando fogo. Parece que foi um avião também que deliberadamente se lançou sobre o centro da inteligência da Segurança Nacional Norte Americana. Essas palavras todas podem tomar qualquer tipo de conotação e forma, mas a tragédia que vejo da janela e o medo que estou sentindo rompem uma longa e orgulhosa tradição que mantinha os Estados Unidos invictos de ter uma ‘Guerra em Casa’.

O ataque solitário sobre o mesmo World Trade Center em 92 ou 93, quando uma van na garagem do prédio explodiu (fundamentalistas islâmicos) gerou imagens apavorantes, mas não arranhou a superfície do orgulho americano. Hoje, com a direita no poder, isso poderá ter mudado para sempre.

Não sei se estou enlouquecendo, mas (ouvindo o que dizem os experts na televisão) as imagens que vejo e o que pressinto é que esse é o possível ataque massivo aos Estados Unidos e pode, muito bem representar uma próxima grande guerra.

É claro que ainda é cedo para se especular sobre o que está acontecendo. Nesse exato momento, ouço algum repórter dizendo que um shopping center em Washington também foi atacado. Todos os aeroportos americanos estão fechados. Todos os metros e pontes que levam a Manhattan estão paralisados. A catástrofe é monumental. Nunca se viu essas imagens em casa.

A essas alturas (agora são 9h43) o fogo e a fumaça já estão consumindo a maior parte das torres gêmeas. Aqui da mesa do computador olho temerosamente para o Empire State Building (literalmente na frente da minha janela direita) imaginando.

Meu Deus do céu! Uma das duas torres acaba de cair. Colapsou. Não sei se conseguirei escrever esse artigo ate o fim, pois nunca estive numa situação igual a essa. Uma das torres simplesmente caiu. Não ha maneira de calcular o numero de mortos. Mais de 150 mil pessoas trabalham nas duas torres. Uma estação de trem subterrânea e 13 linhas de metrô se encontram no subsolo do prédio, que também é a sede nova-iorquina da CIA e da FBI.

Os Estados Unidos estão sendo atacados. É Pearl Harbor em sua versão 2001 apocalíptica. É inacreditável o que estou vendo. Da minha janela só vejo uma torre do World Trade Center. A outra está no chão. É evidente que o número de mortos supera qualquer estatística ou ataque parecido ocorrido em um só dia em qualquer guerra de porte internacional.

Vou encerrar esse artigo com um medo que nunca tive. Cidadão americano orgulhoso, sempre acreditei ser esse o paraíso seguro onde essas coisas seriam impossíveis. A nossa história mudou para sempre. Não sei mais o que escrever. Estou em prantos e God Bless América.

Volto a escrever agora. A segunda torre do World Trade Center caiu. A estimativa é de 20 mil mortos. O Pentágono e o Capitol Building em Washington foram atacados. Um avião circula em cima da Casa Branca. Shoppings centers pelos Estados Unidos inteiro estão em chamas. Da minha janela, simplesmente desapareceram os dois monumentos mais imponentes do skyline mundial. O World Trade Center acabou.

É como se a Torre Eifel ou o Big Ben caíssem. Não há dúvidas de que hoje começa uma guerra mundial. Bush certamente mandará mísseis para alvos no Oriente Médio. E outros mísseis voarão na nossa direção, aqui em Nova York e nas principais cidades americanas.

Pode ser o fim.

11/09/2001 – 16h00
Gerald Thomas relata os momentos de tensão em NY

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Um ataque de Olavo de Carvalho a mim. Triste !

GT + Legs and feet in a pensive mode: this attack on me is unbelievable !

Um belo e triste exemplo dos tempos vigentes. Não moro no Brasil mas esse “Olavo de Carvalho” (que também mora aqui nos USA é um dos masterminds do governo brasileiro. Eis o que ele escreveu a meu respeito:

“A mensagem que não veio”

Olavo de Carvalho
O Globo

Muitos amigos estranharam que eu não publicasse aqui a mensagem de Natal que lhes passei por e-mail no dia 24. Mas uma coisa é escrever para um círculo de amigos, outra para um jornal. A única mensagem de Natal que, neste ano de 2001, eu faria estampar num diário de grande circulação seria um inútil apelo a meus colegas jornalistas para que prestassem um pouco de atenção à situação dos cristãos no mundo.

Michael Horowitz, erudito judeu ortodoxo que nobremente assumiu a vanguarda da campanha em defesa dos cristãos perseguidos, calcula que uns 150.000 deles — o total dos mártires dos primeiros séculos — morrem anualmente assassinados pelas ditaduras da China, do Vietnã, da Coréia do Norte, do Irã, do Sudão, etc. Dessas ditaduras, umas são comunistas: cumprem fielmente a máxima leninista de “varrer o cristianismo da face da Terra”. Outras são islâmicas: violam despudoradamente o mandamento corânico que proíbe a coerção em matéria religiosa. Coerentes ou incoerentes, são todas genocidas.

Jesus disse que Deus Pai não aceitaria nossas preces e sacrifícios enquanto não pagássemos o que devemos a nossos irmãos. Uma mensagem de Natal que se omitisse de dizer antes de tudo uma palavra em favor desses mártires seria uma blasfêmia.

Mas seria preciso também reservar umas linhas para aqueles que tentam defendê-los e cujas vozes são abafadas pela indiferença geral. Esses também são mártires, em escala menor. Seu martírio é lutar pelo reconhecimento de fatos que, justamente por ser desprezados pela mídia, não adquirem jamais aquele grau de credibilidade pública que preservaria da pecha de paranóico o homem que os divulga.

Os que sofrem insulto e chacota por dizer verdades não reconhecidas do mundo são imagens vivas do Cristo atado à coluna, entre Anás e Caifás, perguntando em vão: “Se minto, prova-o. Se digo a verdade, por que me bates?”

Se eu, falando do Natal na grande imprensa, nada dissesse deles, meu silêncio seria também insulto e chacota.

É verdade que minha reputação nada sofreria com isso. O insulto e a chacota, quando voltados contra cristãos, não são delito, não são discriminação, não são coisa feia. São a expressão dos altos sentimentos de uma elite falante que hoje é aceita como superior, em moralidade e consciência, a todos os santos da Igreja.

Um representante dessa elite acaba, aliás, de produzir a típica mensagem de Natal dos novos tempos. Em artigo publicado no “Jornal do Brasil” do dia 25, o sr. Gerald Thomas celebra como um grande progresso moral a iniciativa de uma faculdade de filosofia holandesa, a qual, a título de lição de casa, sugeriu a seus alunos heterossexuais que fizessem uma experiência “gay” e em seguida a descrevessem num ensaio literário. Mais pormenorizadamente: a experiência seria na forma de sexo oral, a “fellatio”, devendo prosseguir até o orgasmo e sendo proibido cuspir o esperma ejaculado.

Não se trata propriamente de um experimento, e sim (embora o sr. Thomas decerto o ignore por completo) da aplicação de uma técnica bem conhecida de indução comportamental, descrita por C. A Kiesler em “The Psychology of Commitment”, de 1971, cujo princípio se pode resumir assim: persuadido a adotar por brincadeira uma conduta que reprova, na maioria dos casos o sujeito a aprovará retroativamente. “Tanto mais profunda será a mudança de atitudes, diz Kiesler, quanto mais o comportamento adotado seja inconsistente com as convicções anteriores”. Gostando ou não, os novos adeptos da “fellatio” dirão que gostaram.

Segundo o sr. Thomas, esse procedimento, adotado universalmente, libertaria a humanidade de muitos de seus males, inclusive a guerra americana contra o terrorismo, a qual — quem não sabe? — é puro homossexualismo reprimido. Porém, mais que resolver problemas político-militares, a espetacular inovação pedagógica traria ainda um benefício de ordem espiritual: ela nos levaria, assegura o sr. Thomas, “mais perto da belíssima filosofia prática… de Jesus Cristo”.

O que é o gênio, meus amigos! Ao longo de dois milênios, em todo o cortejo dos papas e doutores, ninguém se deu conta, com a inteligência iluminada do sr. Thomas, de um método tão simples e eficiente de evangelização.

Se não fosse a intervenção providencial desse cavalheiro, jamais teríamos percebido que Nero, Calígula e os outros aficionados da felação descritos na “História dos Doze Césares” de Suetônio estavam mais próximos do espírito cristão do que aqueles mártires que, desconhecendo o verdadeiro sentido da oralidade evangélica, se deixaram devorar pelos leões.

Suponha-se, agora, que eu escrevesse coisa análoga a respeito, não dos cristãos, mas de qualquer das comunidades queridinhas da Nova Ordem Mundial; que eu dissesse, por exemplo, que os índios, ou os chamados “afro-brasileiros”, contribuiriam muito mais para o bem da humanidade se, em vez de se apegar aos complexos ritos de suas religiões de origem, tratassem de chupar os membros uns dos outros.

Alguém tem dúvida de que eu seria preso, processado e condenado, além de flagelado nos jornais como disseminador de preconceitos, como nazista, como inimigo da espécie humana?

Mas, se essas coisas são ditas a respeito de cristãos, tudo se inverte. Mau, preconceituoso, inumano, é o cristão que tenha o desplante de se sentir insultado e aviltado em sua fé pelas palavras do sr. Thomas.

O sr. Thomas, naturalmente, negará qualquer intenção de insultar. Dirá que foi sincero, que no seu entender a identificação da essência do cristianismo com o sexo oral “gay” é a mais alta homenagem que se poderia prestar à fé cristã. Ninguém, ao menos nos meios jornalísticos, porá em dúvida seu direito de acreditar nisso e apregoá-lo. Podem achar que exagerou, que foi de mau gosto, mas jamais admitirão que cometeu um crime. Ao contrário: acharão inconcebível que alguém se magoe, por mero conservadorismo religioso, com uma coisa tão cândida, tão singela, tão… cristã! Tal é o milagre da imaginação moderna: à luz dela, qualquer ilusão autolisonjeira de um membro das classes falantes, por mais estapafúrdia, se torna critério de veracidade e legalidade, sobrepondo-se à opinião de milhões de religiosos, rejeitada como crença subjetiva com base na qual seria injusto julgar um ser humano. E ninguém vê nada de mais em que o total desprezo pelo sentimento alheio coexista, numa mesma alma, com pretensões de moralidade superior.

Uma longa tradição de retórica anticristã preparou a classe culta não somente para receber com simpatia as palavras do sr. Thomas, mas para ouvir com a mais completa indiferença a notícia da morte anual de 150.000 cristãos, não lhe opondo, na melhor das hipóteses, senão um sorriso de desprezo olímpico e incredulidade desdenhosa. Essa mesma opinião letrada, se a notícia lhe fosse dada no dia de Natal, acusaria a mensagem de extemporânea e truculenta. Eis por que preferi deixar essa mensagem para depois do Natal.


Minha resposta ao Olavo:

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2019/07/03/hidden-and-not-so-hidden-nudes-gerald-thomas-at-65/

e…

https://geraldthomasblog.wordpress.com/2016/10/21/nudez-1/

Gerald

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ABAIXO A CENSURA ! (Ditadorezinhos de MERDA!)

 

ABAIXO A CENSURA!!! ABAIXO A CENSURA! Não deixe que as “autoridades” (hipocratas, fascistas, ladroes da LIBERDADE), decidam o que deve ou não ser publicado/ pensado / dito !!!! #geraldthomas #abaixoacensura #liberdade #direitos “O RETRATO DO PODER”
“O RETRATO DO PODER”
“O RETRATO DO PODER”
O PODER NAO PODE SER UM ESQUADRAO DA MORTE.
DA TUA MORTE !
CUIDADO COM ESSE “TAL” PODER ! Gerald Thomas

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A small fragment of a fragmented interview with Gerald about the experimental theater era.

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