Monthly Archives: November 2017

Fernanda Montenegro (parte 2) Muito emocionada após DILUVIO, no meu camarim.

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Fernanda Montenegro (ontem no teatro SESC – Anchieta, antes de Diluvio, conversando): “foi assim que tudo começou”

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Fernanda MONTENEGRO VISITA “DILUVIO”

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November 27, 2017 · 10:58 am

Portrait of an artist / activist as a young woman (o retrato de uma artista / ativista quando jovem): Adriane Gomes!

Adriane Gomes

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A FANTASTICA cronica falada no rádio por Arnaldo Jabor sobre Diluvio aqui, em texto

Para além das pecinhas românticas ridículas e de musicais mambembes que lotam os teatros de São Paulo, está em cartaz uma peça do dramaturgo e diretor Gerald Thomas, que é um furo no tempo de hoje por onde lembramos o que o Grande Teatro pode ser. Chama-se “Dilúvio” e é um desesperado delírio poético sobre o nosso tempo com gosto de apocalipse. Isso. Com o mundo dominado por dois psicopatas, o porquinho Kim e o canalha Trump, estamos talvez vendo um antigo desejo, uma pulsão de morte que há na humanidade como há também nas pessoas. A fome da morte é forte. A matéria quer morrer, quer o sossego do nada como profetizou Freud. De um mundo infestado de ódio e de mentiras, surge a idéia do suicídio. Isso. O suicídio é um ato de quem teve informações excessivas, insuportáveis para o seu cérebro processar. O suicídio é o pavor de viver sem certezas. Ninguém tem mais onde se agarrar. Nem a Deus, nem ao diabo. A peça “Dilúvio” retrata o intenso agora como prenúncio de uma Terceira Guerra. Estamos com fome de algum acontecimento real e até a Guerra pode ser uma busca de concretude. Já se faz nos Estados Unidos, no Pentágono até  a contabilidade de quantos mortos haveria na Guerra da Coréia contra os Estados Unidos. Já existe uma curiosidade perversa, um desejo de ver a grande tragédia. No entanto, o que interessa é que a peça é um alívio, não só porque paramos de ver o lixo da cidade durante duas horas, como porque vemos que a desgraça não apagou a imensa criação de beleza plástica e de beleza bailarina mesmo sobre a finitude do mundo. Gerald é também um coreógrafo. No palco, vemos um bailado flutuante, voejando, compondo as imagens mais poéticas e inquietantes do que temos visto e vivido. A peça é o melhor espetáculo dos últimos tempos aqui. Vejam “Dilúvio” para se lembrarem daquela coisa esquecida chamada Grande Arte.

Arnaldo Jabor

Radio CBN

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Lindíssimo email de Raquel Zepka sobre Diluvio !

Olá Gerald.

Estive lá na sua linda estréia e na sessão do dia seguinte também…e eu permaneci com um Dilúvio entre as mãos.

Sou quieta, tímida, mas sim, dentro de mim ocorrem explosões.Eu não deixo de sentir uma violenta vontade de chorar ao lembrar dos gritos das crianças que nunca mais encontrarão seus pais novamente, ou ainda, de pensar na brutal solidão do artista, que em meio ao sexo, a morte, a intolerância de tempos sombrios, abre luz entre os escombros. AMOR. DESPEDIDA.SOLIDÃO.RAPE. MURDER. VIDA. VIDA? VIDA!
A incrível orquestração dos elementos de cena, a presença, a intensidade de seu elenco em meio a uma polifonia que não me deixou sair ilesa… fui bombardeada!

É você, sua genialidade que me corta profundamente e ao mesmo tempo, me faz querer viver.Viver o Teatro como se fosse a última vez, cada vez.
Dilúvio me fez despencar em um lugar não asfaltado, em ruínas de solidão.Me dei cara a cara com minha impotência diante das atrocidades do mundo.SOLIDÃO.
Eu sei que eu sou uma mulher jovem, em um canto, que viu ainda muito pouco da vida. Mas essa mancha escura que a solidão deixa no peito, eu a reconheço.

Eu também pedi UM POUCO DE AMOR! ME TIRA DESSA SOLIDÃO!
Nesse seu Dilúvio, percebi também que é nesse violento caos, nessa Babel onde falamos línguas que não se reconhecem, que há uma possibilidade, a da renovação, da vida que brota entre a destruição.

Você nos leva à morte e nos dá a vida, cheia de som, de dor, de humor.AMOR.
É você, o artista se expondo, com as veias abertas, rindo das necessidades “aristotélicas” dos espectadores em criar uma forma de ler sua obra; chorando a escuridão das perdas; mostrando espetacularmente sua história.

Obrigada por tudo. Obrigada por essa dor que me faz continuar acreditando nessa estrada tortuosa, escura e maravilhosa do Teatro.

Eu estou com você, distante, quieta, mas com um Dilúvio entre as mãos.

Com muito amor,

Raquel Zepka 

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Headline do Jabor ! :)

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November 20, 2017 · 8:33 pm