DILUVIO – MANIFESTO !!!!

DILUVIO MANIFESTO

Fiquei perturbadíssimo depois que saí da reunião.

Não é culpa de ninguém. Talvez seja culpa minha mesmo.

Minha obra NÃO é sobre guerras. Jamais disse ou declarei que a minha obra gira em torno do mesmo tema. Existe (obviamente), uma clara repetição. Ouçam Mozart. Vejam Picasso. (mas não mirem Duchamp). O artista não necessariamente se “repete” mas…se MULTIPLICA.

Warhol deixou isso explicitamente (explicito)!

A minha obra (teatro, pintura, textos em geral)

é – nada mais nada menos – do que um “bando de impressões MINHAS, angariadas desde a infância até hoje, vista por esse prisma torto que é a minha cabeça” ou, como dizia Beckett “moans and groans, from the cradle to the grave”

E isso me torna ÚNICO. E é isso que pessoas UNICAS como o Beckett e como o Philip Glass viram e descreveram a meu respeito. E se o Liberation publicou “Os teatros estocásticos de GT “– 9 paginas e o New York Times me deu uma capa enorme no “Arts and Leisure” em 1988 (eu tinha 34 anos, sorry) e se Haroldo de Campos me abraçou e me publicou e se existem TESES a meu respeito e se sou estudado mundo afora é porque essa VOZ aqui dentro GRITA !

E GRITA aquilo que vocês não querem (muitas vezes) OUVIR.

Eu não vim aqui pra diverti-los, PORRA. Embora, muitas vezes, vocês riam. Mas riem sim. De tão nervosos que ficam.

E é isso que vamos seguir em Dilúvio.

Quem gostar e se “empatizar”, ótimo. Quem não gostar, morra!

Quem sou eu? Não sei. E Jamais descobrirei.

Eu enceno o que vem a cabeça: Daí tantos LIVROS e teses a meu respeito.

Daí o ‘ENCENADOR DE SI MESMO”. ESSE SOU EU.

LOVE

Gerald Thomas

São Paulo, April 20, 2017

 

São Paulo, April 20, 2017

 

 

 

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