Texto de Guilherme Andrade (complemento para ENTRE DUAS FILEIRAS), autobiografia.

Esta é uma dedicatória que estará presente na autobiografia, que será lançada no Brasil, dia 21 de novembro, do meu amado Gerald Thomas. Uma leitura mais do que necessária para quem ainda acredita, e para quem ainda não descobriu, que arte é aquela coisa que sai do âmago, do sofrimento insuportável, da dor, do riso, e até de coisas mais simples que, se não fossem os artistas, seriam coisas tão individuais como universos desconhecidos.
Ezra Pound dizia que existem, na arte, os mestres, que são aqueles que reorganizam linguagens de forma que exprima a sua linguagem como objeto próprio (a pincelada única – aquela que identificamos mesmo muito tempo depois, como um Vermeer, um Rembrandt, etc) e existem os diluidores, aqueles que simplesmente tocam o barco pra frente. Agradeço a D’us, a Dionísio, Talia ou Melpômene, sei lá, por poder estar vivo na mesma época e poder ter contato com um mestre da arte verdadeira – a arte que dói fazer e que, se temos o coração fraco, morremos, porque só é saudável ao espírito, enquanto o corpo grita que não aguenta mais.
Enfim, em novembro, COMPREM (é uma obrigação!) o livro deste coelho criador de inúmeras peças, companhias, artistas, com ou sem o sobrenome dele, etc. Será um afago em quem vive nos horrores e frivolidades desse início de século que mais parece o início do século XX.

Digo isso porque acredito que só a arte nos salvará.

Essa é a minha utopia também, Gerald.

Guilherme Andradeancelmo-pdf-2

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