EletraComCreta – uma breve cena de Maria Alice Vergueiro, MAM – Rio, 1986.

 

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Maria Alice, sendo enforcada pelo ator Marcos Barreto, diz, berra, num único folego, sem folego:

“Esperança era sua última esperança, mas mesmo assim baixo demais para o ouvido dos mortais

E outras vezes imaginar um outro extremo tão duro de imaginar

Que uma segunda vez se comprimia tanto nesse extremo

Que uma corrente de esperanças e desesperanças se misturavam criando submissão.

S-u-b-m-i-s-s-ã-o, e nada dana em nada.

Tento esclarecer depois.

Imaginando outros murmúrios: Pai, Pai no céu, Pai de Deus, Deus no céu, Asa de pai, Asa no céu, e outras combinações de Cristo com Jesus e outros complexos.

Outros nomes completos digamos números, digamos de amados, digamos de amaldiçoados, como a plebe subindo a montanha, ah, mas amados mesmo assim, interjeições inimagináveis, antigos filósofos gregos ejaculados juntos com seus lugares de origem, sugerindo, quando possível, conquista de conhecimento ELE NÃO ESTÁ AQUI, bem audível isso, bem audível. Mesmo assim não totalmente satisfatório, por causa das intermináveis duvidas, como por exemplo,

QUAL DIÓGENES????

(Maria Alice cai dura no chão)

EletraComCreta, de Gerald Thomas

estréia no Museu de Arte Moderna, Rio em 1986

No elenco, a Cia de Opera Seca: Bete Coelho, Vera Holtz, Maria Alice Vergueiro, Beth Goulart, Luiz Damasceno, Domingos Varela, Marcos Barreto, Magali Biff, Wagner Pinto (cenário; Daniela Thomas)

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