Monthly Archives: February 2016

Sergue ! 82 anos , com R$ 76 na conta, passando fome! .

Folha de S Paulo, ILUSTRADA 

Com R$ 76 na conta, cantor Serguei passa dificuldades

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

ENVIADA ESPECIAL A SAQUAREMA (RJ)

Expectativa: Serguei faz o que pode para se tornar uma lenda viva. Até transformar o casarão de dois andares onde mora em Saquarema (litoral do Rio) num museu, o Templo do Rock. Com boca e alma de Mick Jagger, deitou na cama para fazer sua fama. Em 2013, desfilou no Sambódromo com a camisa “Eu Comi a Janis Joplin”.

Até hoje, aos 82, gaba-se: conhece Janis de outros Carnavais. Mais precisamente o de 1970, quando a levou para a boate Porão 73. Ela, descalça, por pouco não foi barrada -o segurança a tomou como mendiga. Alcione e Tony Tornado estavam naquela noite.

Serguei

Serguei


Na terça (23), “O Globo” noticiou que o roqueiro passa fome. No mesmo dia, a Folha foi recepcionada por ele com braços abertos e geladeira vazia. “Tenho R$ 76 no banco”, diz. Recebe R$ 880 de aposentadoria, mais R$ 1.200 da Prefeitura de Saquarema para manter seu museu, num terreno doado pelo município em 2006 -para visitá-lo, basta chegar lá, não há cobrança de entrada.Realidade: a casa não caiu, mas mofou. O Templo do Rock acumulou limo por anos. Dias atrás, amigos rasparam as partes mais deterioradas por infiltrações e tascaram tinta por cima -como na parede acima da cama onde Serguei dorme em travesseiros de oncinha, sob a guarda do painel do Jim Morrison (que, ele jura, já passou a mão em sua bunda).

Parte do orçamento vai para suplementos vitamínicos como Prosso e Centrum. O artista está com “pulmão e garganta ruins”, diz o produtor André Kaveira, 52. “O software é de 27, mas o hardware é de 82. Está debilitado, não consegue cantar. Ele vai pagar o maior mico se arrumarmos um show.”

O bolso também dói. A dívida na padaria chega a R$ 500. De café, Coca-Cola e pão com margarina. “Vou levando.”

Sai do quarto com bata florida e o jeans rasgado (trocou “pelas calças de um hippie” cinco décadas atrás). Bufa, impaciente com o iPhone usado para gravar a entrevista.

Folha – Tá tudo bem, Serguei?

Serguei – Isto [aponta para o aparelho] é uma idiotice! Sua geração descobriu essa babaquice. São os olhos nos olhos que importam.

Os dele, bem azuis e encobertos pela cabeleira, têm resquícios de anos de maquiagem pesada. O homem que no passado vislumbrava um futuro mais “transviado” e “psicodélico”, cantando sobre sua “calça apertadinha” em “As Alucinações de Serguei”, assume ter um probleminha com o presente. Isso ele deixa claro no primeiro minuto de conversa.

Como você está, Serguei?

Mais ou menos. Esta geração de agora, nunca vi geração tão sem cor. Deus me livre, os caras cortam o cabelo todo arrumadinho, bando de idiotas. A gente fez uma revolução para chegar a esta bosta?

Por uma hora e meia, ele recorda a vida “a.B.”, “antes da Bosta”. Já nos anos 1950, Sérgio Augusto Bustamante, filho de técnico da IBM e dona de casa, usava batom roxo e beijava meninos em público. Em 1966, a revista “Intervalo” publicou reportagem sobre o rapaz que protestou pelo “direito de ser jovem e lindo”.

Serguei (apelido dado por um amigo russo incapaz de pronunciar seu nome) foi comissário de bordo da Panair. Nesse vaivém internacional, conheceu a emergente cultura beatnik -que teria pautado seu comportamento ao longo da vida. Acabou demitido por derrubar sangria numa passageira, a atriz italiana Gina Lollobrigida (“A Mulher Mais Bela do Mundo”).

Seu voo foi mesmo no rock, onipresente na casa onde vive na companhia dos vira-latas Joelma, Elis e Fiuk. Próxima a um quadro de Serguei com asas de anjo, uma foto dele com Jimi Hendrix e Janis -o “affair” que “gostava de comer biscoito à noite”, lembra. “Já acordei e gritei ‘Jesus fucking Christ’. O corpo dela estava coberto de farelos!”

Serguei lamenta que o rock tenha perdido espaço entre os jovens. “‘Sertanojo’ é uma coisa pavorosa, é gente com muito dinheiro -uns tais de ‘Teteca e Titico’- que paga para aparecer na TV.”

Da tríade “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”, o primeiro foi o que mais pegou na imagem projetada por Serguei. No passado, diz, até garoto de programa foi. “Tenho alma de puta, mas [o ofício] nunca me dominou.” Hoje, se está cabisbaixo, amigos o levam à boate gay Le Boy. Em casa, recebe visitas de garotões como o “22” -referência à idade “do bofinho” para quem disse: “Realmente não sou tão grande, mas você tem que respeitar o quanto eu sou sexy”.

Para Kaveira, Serguei “caiu no folclore” quando deu entrevistas contando que transa com árvores -um cajueiro em particular. Ele produz uma trilogia para mostrar mais facetas desse dinossauro do rock (dez anos a mais que Mick Jagger): “O Último Beatnik” (ficção com Eriberto Leão, que fez Jim Morrison no teatro), a chanchada “100 Anos de Sacanagem” e “Fícicodelia”, documentário com nome que funde “ficção e psicodelia”.

Algo bem no espírito de Serguei, diz o amigo. “Em alguns momentos, o cara não vai saber se aquilo aconteceu mesmo ou se foi uma viagem.” 

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Umberto Eco dead.

 

Umberto Eco

Umberto Eco

Umberto Eco, 1932-2016

I find it beyond absurd to associate Umberto Eco with his greatest success, The Name of the Rose. Or, perhaps (who is to tell?) he might have wanted it so. I remember him so very vividly from a debate, back in the early 1980’s, at New York University, introduced and mediated by Susan Sontag. There were masses of people there to hear him speak but Susan wouldn’t let him. We all laughed. He laughed. She kept on interrupting him and going off and branching off and flowing off into analogies just as she was so brilliant at. And he sat and watched.

What is she saying?”, he must have thought?

What is he thinking?”, we all thought.

And she would talk about Barthes and the entire French Semiotics movement (by which we all mean, Michel Foucault, Roland Barthes himself, Jean Baudrillard and so on….). And Eco was rarely given a chance to echo his voice.

But once he started it was really amusing!

Only last week I boarded a plane at Bologna airport and – quite honestly – it was hard to look at that University and not to associate it with Eco. I had no idea he was ill.

Yes, about “Foucault’s Pendulum”: I bought it fresh from the shelves but could not read it. I mean…. It begins with a huge amount of pages in Hebrew and I…..(never mind)…And, yes, I must confess my young and silly snobbism regarding “The Name of The Rose” when I saw it being sold at SLOAN’S (A supermarket chain in New York) in all its golden glossy cover, next to self help books, carpentry and gardening stuff. Yes, strange but a brilliant strategy.

Yet, when the film came out with Connery in the title role playing none other than Jorge Luis Borges – the blind librarian – and all that Tower of Babel like, “Monty Pythony” barbarism centered on the man of the million languages who gets burned to death, EUREKA!

That is when Eco struck as lightening strikes in the way that Calvino never did and so on.

Fuck. People die. I just can’t accept it, that’s all.

Gerald Thomas.

Umberto Eco

Umberto Eco

 

 

 

 

 

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Taking a beating …and more roasting of a Flemish…

 

 

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Roasting a Flemish Painter + Images of Venice + Henry Moore in Hyde Park !

 

 

 

 

Fear in Firenze

 

 

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Marcelo TAS e eu, quase 30 anos de amor, viadagem e..”gerald : voce esta errado em TUDO !!! “

 

IMG_0478Marcelo TAS e eu, quase 30 anos.

Voce Sabia? Nossa, então…Geeeeraldi…voce PRECISA SABER !!!

Uma das relações mais dinâmicas e engraçadas, além de fieis, que mantenho através das décadas, é com o Marcelo.

Olha, foi mais ou menos assim. Um dia, recebo aquele tapinha nas costas em plena fila do correio na Prince Street no SoHo em Nova York onde eu mantinha uma caixa de correio. Alias hoje (estranhamente) é onde fica uma das Apple Stores. Não, em se tratando de Marcelo Tas, não é “estranhamente”. Depois do tapinha: “Voce é amigo da Bete Coelho?”

Sim, sou”. Antipático como sempre, continuei virado pra frente. “É que estudei com ela no grupo do Antunes…. (como se isso fosse me interessar….)…e continuou….”e fundei o Olhar Eletronico lá em São Paulo…. e sou seu fã”.

Pronto. Me ganhou.

Dia seguinte, ou alguns depois, eu estava no fundo do fundo de um solitário “railroad apartment” (uma muvuca novayorkina, desses mínimos que o East Village tem, esse na East 7th Street, do lado do McSorley’s, um pub ), com o Marcelo, me mostrando dúzias de fitas do seu personagem Ernesto Varela, que eu não conhecia.

Tive a minha primeira GRAVE, gravíssima crise de risos. Tão grave que não conseguia mais respirar. Acho que desmaiei , não sei. É que, com o Marcelo, eu tenho um histórico histérico; desmaio muito. Conto mais adiante.

Bem, nessa única temporada dele em NY nos vimos muito. Levei-o a exposição do Saul Steinberg na Pace Gallery na Rua 57. Sim, ele se desbundou mas….MAS não o suficiente para se dar por vencido: até hoje sai por ai “catando” pelo mundo possíveis “pais” de Steinberg. Eu e a Bel Kowarick, sua mulher, morremos de rir. A ultima foi no final de 2014 quando estavam no Gramercy Park Hotel: “Geeeeeeraldi ! Geeeeeeraaaaldi eu descobri tuuuuudo! É o Egon Schiiiiiilerrrr

Marcelo meu amor. Não existe Egon Schieller com R. Existe Egon Schiele.”

Sim, esse ai

Nada. Schiele e Steinberg em nada se parecem mas o Marcelo tem sempre razão.

Gerald ! isso é sério! Voce precisa ir num shaman Holandes ser picado por um sapo sete vezes. É sinistro mas vai te curar”.

Marcelo e eu já declaramos um “caso” através de nossos Blogs no UOL. “Veados filhos da puta” gritavam os internautas. Nosso caso homossexual virou notícia na coluna da Mônica Bergamo. Ai ai ai. Levamos a brincadeira mais longe. Declaramos então que iriamos casar depois de descrições gráficas dos orifícios que penetrávamos e lambíamos.

Pois é. Somos do teatro. Fazer o que?

Claro, levamos a vida muito a sério. Alias, até demais. Tanto mas tanto que chega a doer. Tentamos (ele e eu) decifrar esse enorme enigma a cada dia, a cada momento e, assim como o universo Brooklineano de Woody Allen, nos frustramos em não conseguirmos resolver os terríveis dilemas humanos, as horrendas contradições em nós mesmos, nos outros e fora de nossas janelas.

Um dia, em pleno ensaio do meu “Flash and Crash Days” com as Fernandas, Claudia Kopke a ex mulher dele me liga em pânico: “Venha pro Hospital Samaritano: O Marcelo esta morrendo”. E estava. Driblei o Milton Gonçalves e outras pessoas “Oi Gerald”, dizia o Milton, feliz em me ver…. “Não Milton, estou aqui por causa do Marcelo Tas

Ah, é a ultima porta a esquerda

O Marcelo estava uma caveira. Havia sido vitima de uma medica charlatã em Copacabana que triplicou a doze de alguma coisa. E lá estava um Marcelo que quase não conseguia falar. Mas disse isso: “Descobri o meu amor pela Rua Viveiros de Castro! Amo Copacabana, Gerald

A coisa estava grave pra quem, dois meses antes, havia morrido de amores por…..Belo Horizonte.

Claro, Marcelo. A Viveiros de Castro! Mega rua legal. Voce vai se divertir e vai ficar bem!”

Não é isso Gerald. É que você não entendeu ainda o espirito da Rua Viveiros de Castro!”.

Eu segui o Marcelo por todos os canais de TV e programas por onde passou assim como me hospedei em todos os seus apartamentos (e cidades de sua escolha momentânea). Com ele é tudo tão , digamos, “pentapolar” que até a filha virou filho, Luc, garoto lindo e inteligente, advogado de direitos humanos baseado em Washington- DC. Ufa, que alívio, trangenders no sentido contrário acabam a cara da Barbara Heliodora.

Mas eu salvo o Tas de muitas situações e ele a mim. “O Gerald é um mentiroso” dizia ele a uma garçonete de um hotel em São Paulo onde eu estava hospedado, só porque eu usava a camisa da Guinness e ela me perguntou se eu havia estado em Dublin. “Sim, acabo de chegar de lá

Ele esta mentindo!”, dizia o Marcelo pra garçonete.

Fiquei intrigado. Por que eu haveria de mentir sobre uma miserável Dublin sendo que ele me visita sempre em Nova York ou sei lá onde? E ele sabe que dou aula em Cork e que a Irlanda é terra de Beckett, meu mestre…?

Enfim, com o Marcelo eu desmaio e eu sou o mentiroso. Pode-se dizer que é amor puro ou puro amor. Mas é também temor.

Desmaiei muitas vezes no mesmo dia. Foi na “Wolf’s Deli” enquanto eu tentava abocanhar um shrimp salad sandwich e ele me contava sobre a época em que era piloto da FAB e como eles vão ganhando altura e que tem um dispositivo (tipo uma seringa injetada na perna pra….Bem. Eles desmaiam também. Mas voltam a si. Não consigo contar essa….É …não consigo nem escrever que bum, estou no chão.

Quando eu voltei a mim já estávamos no metro da Lexington com a 57 e eis que alguém se jogou nos trilhos, frente do metro. Pronto. La fui eu de novo.

Nossa, Gerald. Voce dá um trabalho!!!”

Inundei alguns apartamentos do Tas. Num daqueles namoros cinemáticos, naquele auge sexual quase fingidos (nunca fui de acreditar em sexo debaixo do chuveiro até que vi a agua estragando o apartamento do Tas, o lindo apartamento Art-Deco na esquina da Jau com Haddock Lobo porque eu e a….eu e a tal da ( não devo mencionar o nome dela aqui) trepavamos alucinadamente debaixo do chuveiro e, quando acordamos do quinto orgasmo, a apartamento havia virado um pantanal.”)

Gerald ! Preciso da tua ajuda. Quando vc sair do teu ensaio me ajuda aqui no Tuca Arena

Ok querido, depois do meu ensaio eu passo la !”

Bem, assim, é. Eu passo lá onde o Marcelo esta. Logo um ano apos nos conhecermos, o Marcelo assistiu bem grudado a mim, atrás de mim, na primeira coxia da esquerda, opera MattoGrosso, que montei com Philip Glass.

Somos assim: apaixonados. E afirmo isso três décadas depois. Não sei quantas ou por quantas emissoras ele ja passou mas até um programa com o Lobão ele ja teve. E até dicas sobre hotéis em Buenos Aires eu ja dei nos primórdios do CQC.

De Terças Insanas a Sextas bem sacanas e calmas, somos um – com muito cabelo e outro bem careca. Parece o par ideal.

Mas tem momentos assim: Eu saio do Facebook por pura falta de saco. “Gerald, você esta fazendo o maior erro da sua vida!”

Ele sabe que eu tremo com essas ameaças. Imagina. Alguém que tem um shaman holandês e é picado sete vezes por um sapo e ainda consegue mandar uma coluna depois de tomar sete Camparis… e falar com o Arto Lindsay sobre o “Império das Meias Verdades” (espetáculo meu com a Fernanda Torres), e o ciúmes que eu fiquei sobre um comentário que o “pseudo” anti-musico fez no restaurante de um hotel em 1992, no Rio….tenho que temê-lo!

Ok. Dou um tempo. Volto ao Facebook.

Ah, Geralllldi. Saiba que tudo ali não te pertence mais. Pertence ao Facebook

Não, guardo tudo em Word

Então pertence ao Gates

Mas tenho cópia em papel

Um dia pega fogo !

Tenho copia em Concreto, enterrado junto ao bloco de Herodes embaixo do Muro das Lamentações! Pombas.

O Al Qaeda vai lá e pega. E explode!”

“ Eu tenho dispositivo contra o Al Qaeda, Marcelo! Eu mostro a minha BUNDA e eles somem. Morrem de medo de uma Bunda! Pronto!” UFA!!!!

E assim vai. Uma discussão sobre o ‘nada’ pode durar horas e termina em gargalhadas, meio assim como era o Seinfeld.

Estou apenas começando a descobrir o pergaminho!”

Gerald, o pergaminho não está com nada! Voce precisa descobrir o terno do Emporio Armani feito pelo papel virtual da Google desenvolvido pela Nasa no laboratório do Richard Branson numa rua paralela la naquela….. naquela……. (naquela, sabe? a Portobobello? Onde ficava a Virgin ?)”

No fundo da superfície do fundo, o Marcelo é uma pessoa profundamente triste. E não poderia  deixar de ser diferente. Triste, inconformado, deprimido…aquele que , como no desenho do Steinberg (que mostra o perfil de um sujeito como se fosse um raio X, tem um coelho triste lá dentro olhando por de trás, como se fosse uma segunda visão).

Já eu não sou muito diferente: também sou um desenho do mesmo Steinberg: “A Retrospectiva” que mostra o mesmo coelho sentado em cima da tartaruga. O bicho mais ágil sentado em cima do mais lento. A tartaruga se move para a direita e o coelho olha, passivo e triste, resignado, para a esquerda.

Num dos últimos encontros, me mostrava todo prosa, o APP “preto” do Facebook. Eu e a Bel chacoalhávamos a cabeça. “Tsk Tsk. Esse menino não tem jeito mesmo

O Twitter esta morto, Gerald, morto !!!“, dizia o Marcelo em tom de barítono fúnebre, em final de 2014, como se eu me importasse muito como isso. Mas depois, um ano depois,  a “ex secretaria de Estado” (e, quem sabe) futura presidente Hilary Clinton o citou como exemplo de Twiteiro. E aí? Pra mim o Twitter e um sanduíche de mostarda crua (?) e nada, significam a mesma coisa: nada. Mas, e então?

E então nada. Nada mudou. Somos como água e vinho e essa é a graça da coisa.

É uma vida, de esculhambações, decretos de mortes e avacalhações em publico. É quase uma parceria mas que não chega a ser. Nos “consultamos” e nunca nos deixamos de falar.

E o que predomina mesmo é essa incrível perplexidade tão melhor expressa por Hamm e Clov em “Fim de Jogo” (quando Clov olha as ondas do mar através da pequena janela e Hamm pergunta o que acontece) “Nada. É a vida tomando seu rumo”

 Um rumo com muito amor, diga-se de passagem.

LOVE

Gerald Thomas

Wengen, CH, Feb 14, 2016

 

 

 

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YOU MUST SEE THIS !!! Voce precisa ver isso !!! (Sara Baras)

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VIVA A MANGUEIRA !!!

ACABARAM-SE    

TODOS OS PROBLEMAS:

a   MANGUEIRA

GANHOU !!!!!

(E COM A BETHANIA!) (agora…relaxem!!!!!)

Brasil : fique frio ! Esqueçam da miséria , da porra da corrupção , da Zika (mas não da Dona Zica) , da MERDA geral há 500 anos : a Mangueira venceu !!! Agora , se o Flamengo ganhar (com o Caetano marcando GOL !!! Imagine só !!) o Tropicalismo estará de pé ! E… Nossa !! aí sim, acabou a CRISE!!!!!!

Meu mestre e amigo, Ivo Meirelles (chorei de alegria daqui, do outro lado do mundo)

Meu mestre e amigo, Ivo Meirelles (chorei de alegria daqui, do outro lado do mundo)

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