Monthly Archives: July 2015

Cidadão do Mundo – last part (última parte): por Jardel Dias Cavalcanti.

Gerald Thomas: cidadão do mundo (parte final)

 

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O final do livro “Gerald Thomas: cidadão do mundo”, organizado por Edi Botelho, é reservado para o comentário de algumas peças e óperas montadas pelo dramaturgo nos últimos anos, como também para Thomas falar e refletir sobre si mesmo.

Há uma parte um pouco melancólica, denominada “Todas!”, em que Gerald Thomas comenta os problemas que envolvem a sua imagem pública. Visto como “polêmico” (há tantos episódios externos à própria obra do diretor que geraram esse adjetivo), rebate logo dizendo: “Polêmico, na imprensa, para mim significa que o jornalista é preguiçoso.” Com certeza, evidentemente, o adjetivo “polêmico” não resolve (muito menos resume) o significado de uma vida inteira dedicada ao teatro, à criação e à reflexão sobre o “mundo em transe” ao qual o diretor sempre esteve atento.

Os adjetivos variam do péssimo ao pior: grosso, viciado, alcoólatra, come todas e todos, mitômano, narcisista e por aí vai! Contra essas denominações ordinárias, há uma obra construída, que requer tempo, atenção e cultura para ser entendida. Jornalistas não têm tempo para isso, como pessoas “ordinárias” também não. Gerald Thomas reclama disso: “No entanto, tudo isso parece evaporar-se como a fumaça que uso no palco. O que parece sobreviver é a imagem de um monstro.”

Além da imprensa, novos amigos revelam ao diretor parte dessa imagem terrível criada sobre ele. “Nada como sentar com um amigo recente. Ele revela tudo aquilo que você mais temia a respeito da tua imagem girando por aí, mas tinha medo e perguntar. (…) Você não tem ideia de como é visto pelas pessoas, ou melhor, você não tem noção de como é sua imagem por aí.”

A resposta que o diretor dá a esse “espelho torto” de sua imagem é dura: “Então, que assim seja, (…) vou começar a satisfazer a imagem pública que fazem de mim. Chega de me desculpar. (…) O jeito mesmo é ficar antipático, arrogante, orgulhoso. Já que não importa mesmo que as pessoas não me conheçam na intimidade e não saibam dos meus sacrifícios diários de sobrevivência… entendi de uma vez por todas que uma pessoa pública é assim mesmo: uma coisa, um produto. E produtos não choram lágrimas e nem se despedem!”.

Outro tema apresentado pelo dramaturgo é a sua relação de admiração e respeito por Haroldo de Campos e Beckett, bem como pela obra de Wagner, que montou em vários momentos, e sua relação tensa com dois outros grandes criadores que são o compositor Luciano Berio e o dramaturgo Heiner Müller.

Sobre Haroldo de Campos, revela: “ele foi uma das pessoas mais importantes da minha vida e obra”. Sobre Beckett, a dívida pelo contato, amizade e influência fatal: “A prosa de Beckett que montei no início, na verdade, era uma porta – uma chance – para que eu começasse a formar um vocabulário próprio.”

Sobre Heiner Müller, apesar da aproximação com três montagens de “Quartett”, Gerald diz: “eu não faço mais Heiner Müller, não acredito nas peças dele, não me convence mais como dramaturgo. É um ótimo escritor de manifestos e Hamlet Machine é uma coisa que nunca me apeteceu (…)”.

De Richard Wagner, o diretor montou “O navio fantasma” e “Tristão e Isolda”, e não polpa admiração ao compositor:”Superlativo no sentido ariano mesmo da palavra: perfeição, além da vida, aquilo que inspirou Nietzsche a escrever homem, Super-homem, e criar o ser imortal. Não há nada como Wagner. Eu choro enquanto dirijo. Lacrimejo, descubro a cada dia, a cada récita, a cada ensaio, uma nova camada. Nunca tivemos um gênio assim, e não haverá outro.”

Com Luciano Berio a relação não foi boa, no momento de direção da obra “Zaíde”, de Mozart, a convite de Bob Wilson, quando juntou-se para Gerald Thomas duas coisas desagradáveis: “Mozart é o compositor que menos gosto. Juntando com o que eu mais detesto que é Luciano Berio, deu no que deu.” Berio descobriu a relação próxima de Thomas com o compositor Philip Glass, que ele não tolerava, quando começou a demonização do diretor e de Glass. Quando Gerald, em um encontro com Berio, exigiu do compositor a música, recebeu de volta o questionamento: “Quem é você para exigir alguma coisa de Luciano Berio?” Sobre a música que Berio levou seis meses para compor, Gerald Thomas não poupa crítica: “Nossa mãe, que coisa horrorosa! O cara precisa de seis meses para compor uma bosta dessa.”

 


Além desses temas, o final de “Cidadão do mundo” trata de trabalhos como a “Blog Novela”, para o universo virtual do site IG, que foi transmitido no Brasil e pelo mundo, com 55 mil espectadores aproximadamente. A peça acabou com o nome de “Kepler, o cão que insultava mulheres”, sendo transmitida via internet, no teatro e na Av. Paulista, por um telão que o Danilo, do SESC, instalou para o público da rua.

A montagem de “Dr. Fausto”, ópera de Ferruccio Busoni, em 1995, é um dos assuntos retomados no final do livro que resenhamos aqui. Montada na Graz Ópera, na Áustria, foi uma felicidade para Gerald Thomas. Suas palavras são radiantes sobre essa montagem: “Ótimo, maravilha, um dos melhores trabalhos que eu já fiz. (…) É um dos que eu mais me orgulho, esse realmente… O Fausto é uma coisa impressionante. O tema é Goethe, e Busoni é um compositor que o Schöenberg criou, então é uma música schoenberguiana com um tema goethiano. É lindo, lindo, lindo! Tem todos os elementos de modernismo (…) eu trouxe os elementos da Bauhaus e Duchamp, a roda de bicicleta, enfim, eu coloquei tudo aquilo que não quis olhar para trás, só quis olhar pra frente e teve que arcar com essa consequência. Foi a luz mais brilhante que eu já fiz até hoje.”

A ópera Tristão e Isolda foi montada em duas versões, uma para Weimar e a outra para o Rio de Janeiro. A de Weimar foi no Deutsches National Theather, na Alemanha Oriental, em frente ao museu da Bauhaus, na Weimar de Goethe, “onde aconteceu todo o modernismo do século XX”. Segundo Thomas, “as críticas foram boas, algumas excelentes. Foi parar na TV e no Japão e China”. Rompendo com o modelo tradicional de apresentação da ópera Thomas inovou, usando até passarela de moda no palco.

No Rio de Janeiro, o diretor teve que partir do zero. Apresentada somente nos anos 50 ou 60, pelo neto de Wagner, com produção da Bayreuth em tournée mundial, a ópera retoma nas mãos de Gerald Thomas, numa leitura ousada e com o grand finale polêmico da bunda do diretor sendo exposta. Além disso, Gerald introduz Freud na peça, o elixir do amor virando cocaína, criando divergências e cortes por parte da direção artística, na pessoa de Helena Severo (governo Rosinha e Garotinho).

No dia da estreia, Gerald recebe a notícia da morte do seu amigo e mentor intelectual Haroldo de Campos. Tensão total, ainda mais com as primeiras fileiras compradas por gente do Richard Wagner Fórum (que não admitem nenhuma mudança no conceito original de Wagner), vindos da Alemanha, Inglaterra, Áustria, Bolívia, Argentina… Atrás dessa fileira, artistas como Caetano Veloso, Cacá Diegues, Fernanda Montenegro, Francis Ford Copolla, Denzel Washington, Zuenir Ventura.

No final da apresentação, vaias irrompem das primeiras fileiras e Gerald Thomas decide mostrar a bunda para esse grupo, o que faz com que ninguém entenda seu gesto, pois estava sendo ovacionado pelas outras fileiras, o que gerou incompreensão da razão do desabafo anal do diretor. “O fato é que mostrei a bunda e fui preso”.

Notícia mundo afora, o fato é que o diretor foi detido, sob processo de Rosinha e Garotinho, sendo levado algemado para a 15ª Delegacia. O resultado para Gerald foi um gasto de 22 mil dólares com advogados e viagens para se apresentar ao juiz, só podendo entrar no Brasil com habeas corpus. Para o juiz, Gerald disse o certo: “Não vou aqui, como artista, colocar um precedente para meus colegas artistas. Eu não cometi nada de indecente, eu estou dentro de um teatro onde a nudez é permitida. No mesmo teatro onde Nelson Rodrigues levou ovo e tomate na cara em Vestido de Noiva, em 1943. Eu, em 2003, me recuso a aceitar que vocês vão me processar por ato indecente, indecoroso, obsceno, sei lá.”

 


ENDE HERE

Gerald Thomas é um dramaturgo do mundo e de “nenhures” (como disse Haroldo de Campos). Não lhe basta apenas o ambiente do teatro, como não lhe basta apenas o ambiente de um país ou de uma cidade, como não lhe basta também apenas uma língua.

Sai sempre em defesa de seu teatro e suas ideias por todos os meios possíveis, dando entrevistas ou escrevendo artigos, ensaios sobre seu trabalho ou sobre autores que lhe importam, livros, blogs etc. Nunca se furtou de frequentar a grande mídia e opinar sobre a situação do teatro e das artes como sobre a política mundial ou a condição humana. Nunca deixou de discutir com outras personalidades ou com o público (em eventos, palestras, workshops) sobre seu projeto de teatro e de outros artistas que admira ou rejeita.

Por dar a cara à tapa, não se furtando a transitar por áreas pouco convencionais, tem sido sempre admirado e/ou criticado. Seu temperamento, embora difícil (quem conseguiria viver com um artista, esse “esquizofrênico que deu certo”?), não o afasta de uma legião de admiradores. Em geral, quem conhece o trabalho do diretor o admira. Talvez a frase de Barthes explique um pouco o diretor: “Eu escrevo para ser amado”. Nem tanto, às vezes o diretor parece criar para ser odiado. É, por isso, mais mal entendido do que conhecido profundamente, onde deveria ser de fato reconhecido: no seu teatro.

Desde suas montagens de Beckett no La MaMa, em Nova York, Gerald Thomas tem levado o teatro para o campo da experimentação, da criação de uma prática próxima ao “experimentar o experimental” de Helio Oiticica, sem cair em chavões vanguardistas fáceis. Amante da ópera, principalmente wagneriana, faz de sua dramaturgia uma busca pelo ideal da “arte total”, uma conjunção cósmica de teatro, música, cenografia inspirada nas artes plásticas, performance, dança. Jamais conformado com a linguagem “normatizada”, do que quer que seja, faz da estranheza do discurso – “Oh! A palavra que me falta!”- uma forma de “invenção”.

Gerald Thomas não espera Godot, acaba de escrever sua autobiografia “And dead, we walk”, que em breve será lançada… E os debates recomeçarão.

Jardel Dias Cavalcanti

link direto: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=4156&titulo=Gerald_Thomas%3A_cidadao_do_mundo_%28parte_final%29

E, POR HAROLDO DE CAMPOS PARA A FOLHA DE SAO PAULO CADERNO MAIS 1996

São Paulo, domingo, 27 de outubro de 1996
O homem de nenhures

HAROLDO DE CAMPOS
ESPECIAL PARA A FOLHA

Uma falena preta, negrejante, abre asas em trapézio e borboleteia: dança. Está nua, e o triângulo de terciopelo entre suas coxas móveis (ela dança) replica, em miniatura, às asas trapezoidais do vestido alçado. Ela dança, Carmen Miranda cambaleante, ao ritmo de um samba de Chico Buarque cantado na língua nórdica de Ingmar Bergman. Das velaturas vocálicas e das angulosas consoantes do sueco emerge, aos poucos reconhecível, um refrão familiar: “Canta samba Brasil!”, ligeiramente “estranhado” pelo sotaque. Ao fundo da cena, em azul e branco, nuvens sobre céu, um telão radiante corta o escuro do palco. Compõe uma paisagem à Magritte e à Duchamp. Com cinco latrinas brancas enfileiradas como esculturas vacantes. Cinco retretas que sinalizam aqueles mallarmeanos “lugares absolutos” (na fala comum e nos grafitos dos lavabos públicos, “lugares solitários”…). Cinco viúvas sedentárias, porcelanizadas, prenhes do mistério freudiano, grávidas do (agora não mais retido) ouro fecal. Três enfermeiros e duas nurses, todos vestidos de branco hospitalar, acabaram de fazer escoar, para o mais profundo fundo dessas higiênicas tubulações hidráulicas, sua propiciatória (e demasiadamente humana) oferenda aos deuses inferiores, num ritual não mais que metaforizado, em fundo de cena.
Um bebê gigante (Luiz Damasceno), um macroneném, avermelhado ainda do sangue parturial -acabara de sair de um útero borrachosamente complacente, hiante buraco púrpura perfurado no tampo de uma mesa rococó (escrivaninha de dramaturgo? távola filosofal? berço de embalar neonatos e tálamo para a cópula conjugal dos genitores?). Acabara de nascer e/ou renascer. Não muito antes, por falar em Magritte, havia desfilado contra um friso gris, um rodapé de fundo de cena, uma severa silhueta de guarda-chuva, enquanto uma fogosa dama de amarelo-canário (Raquel Rizzi), emperiquitada sobre saltos altos da mesma cor, se esforça por barganhar a mesa-totem com um magote cochichante de compradoras potenciais, na tentativa desesperada de salvar da ruína as falidas contas domésticas…
Aparentemente, essa mercadejante matrona é a mãe-esposa do bebê nu e sangrento (diretamente extraído de uma tela de Francis Bacon) e se reveza nessa posição com a falena dançarina (Milena Milena), agora de branco vaporoso, com manchas sanguinolentas no vestido de noiva, abandonada sobre a mesa-cama, cabeça, cabelos e um braço pendentes, uma figura finissecular de bela-adormecida, recém-saída do pincel pré-rafaelita de Dante Gabriel Rossetti ou de seu colega Burne-Jones.
Estou tentando recapturar em palavras alguns dos mais fascinantes momentos (“cenogramas”) de “Nowhere Man” e dou especial destaque à cena final, misto de balé mortuário e rito de ressurreição, em ritmo de samba sueco-tropical. Já havia visto no Rio a nova peça de Gerald Thomas, mas uma falha de computarização prejudicara naquela ocasião a estudada iluminação de cena. Revê-la agora, no Sesc da rua Clélia (Lapa), deu-me a possibilidade de avaliá-la mais completamente.
Mas não somente pela sedução da visualidade (arte na qual é mestre) prende-nos Gerald Thomas nesse seu novo espetáculo. Nele se acentua um traço sempre rastreável na dramaturgia geraldiana: o cômico, a farpa irônica, o farsesco levado até a auto-ironia.
O macrobebê edipiano é também um “trombone” (como se diz em gíria teatral italiana), um ator canastrão (a exemplo do Hamm de Beckett), atônito e agônico, aguilhoado pela consciência crítica e atormentado pelos aplausos (platéia de pé!) que recebe quando menos espera, ou seja, quando lhe parece evidente ter fracassado monumentalmente em seu desempenho. O “mundo às avessas” quevediano (e hegeliano) se instala em cena. E o perplexo ator ora se metamorfoseia -destino de filósofo cínico?- no cachorro domesticado de “Quincas Borba” de Machado de Assis, para melhor fugir de tudo e de todos, ora se divide, derrisório e vaníloquo, entre Fausto e Mefisto. Ambos, no fundo, uma só personagem em duas “personae” complementares, mefistofáusticas: “die Faust”, o “punho” em alemão; “the fist”, o “punho” em inglês, não por mera coincidência as duas línguas de Thomas, além do seu português-brasileiro, de menino carioca crescido sob a asa instigante de um parangolé monocromático de Hélio Oiticica.
A acentuação do veio cômico (ou da veia histriônica) no teatro geraldiano, que vem sendo ressaltada pela crítica desde a primeira apresentação da nova peça no último Festival de Teatro de Curitiba, provoca risadas na platéia. Descontrai-se e desreprime-se assim o público, levado à perplexidade pelas turbulências vermelhas que o diretor desencadeia em cena aberta, num jogo obsessivo de humor/amor/morte, no qual engaja o excelente elenco da Ópera Seca: estupenda performance de Damasceno, à cuja arte experimentada e arguta o espetáculo muito justamente é dedicado; frisantes desempenhos de Milena e Raquel, bem coadjuvadas por Ludovaldo e Marcos Azevedo.
No caso da escritura “grafocênica” de Gerald Thomas, dessa escritura que se escreve encenando-se, vale dizer, à medida mesma que se vai pondo em cena, em luz, em voz (as intervenções em “off” do diretor, como sempre, pontilham ironicamente o espetáculo), parece-me, cada vez mais, que à crítica cabe mais uma função propedêutica. Quero dizer, uma função de introduzir o espectador à singularidade “verbi-voco-visual” da peça, um papel de “aperitivo” (do latim, “aperire”, “abrir”), de instigação a assistir o que só no palco se passa e se explica (de “ex-plicare”, desdobrar). Muito mais do que uma tarefa exegética, que exija do crítico uma análise exaustiva de conteúdos, do fragmentário campo semântico desse teatro, cujos sentidos em dispersão -esfiapados, experimentais- muitas vezes não são claros nem mesmo para o próprio diretor-dramaturgo, tão perplexo com suas construções/desconstruções como os próprios atores que põe em cena (sem falar do desnorteado auditório).
É o valor que dou a estas anotações sumárias, registros impressionistas de pós-espetáculo. Que sirvam como uma calorosa recomendação aos frequentadores de teatro para a prática desse exercício de abertura mental e desfrute sensível que é presenciar o “Homem de Nenhures” (Nowhere Man) em suas aventuras e desventuras a-tópicas, de quem não foi a Portugal e perdeu assim mesmo o lugar. Já que, como profetizou o velho timoneiro náufrago Stefauno Malamado, nesse espaço lúdico de andanças e errâncias (ou vida, ou teatro) “nada terá tido (ou haverá de ter) lugar senão o lugar”…
Aproveito para assinalar que a montagem entre nós da nova peça do dramaturgo anglo-carioca-alemão ocorre exatamente no momento em que, com o apoio do departamento regional do Sesc, a “trintenária” Editora Perspectiva lança, em primoroso trabalho gráfico, “Um Encenador de Si Mesmo”, ampla coletânea de ensaios de e sobre Gerald Thomas, volume criteriosamente organizado por Sílvia Fernandes e J. Guinsburg.

 

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“And Dead, We Walk” – Finished and sent off to the publishers. Autobiografia terminada ! GOL!!!

"Piles"

“Piles”

BIO BABY

How many pages? A lifetime, he said.

How many pages? A lifetime, he said.

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“O Espaço Vazio” (EMPTY SPACE) de (by) Peter Brook: Portuguese and English prefácio de Gerald Thomas (editora Apicuri)

Screen Shot 2015-07-07 at 6.00.43 PMPrefácio por

Gerald Thomas

Fazer teatro, montar peças não é exatamente a coisa mais difícil do mundo. Autorar, sim, é difícil. Mas o “pensar” o teatro, isso é mais difícil ainda.  

Pensem no seguinte: uma edificação é construída – seja um prédio ousado, uma ponte complicada, um projeto urbano que inclui toda a civilização. Bem, existem aqueles engenheiros civis que a constroem, assim como os pedreiros, os marceneiros, e toda aquela turma com seus ferros contorcidos e concretos protendidos.

Mas existe, primordialmente, aquele que “bolou, concebeu” a coisa toda. Esses são os que chamamos de “gênios”. Falo de Peter Brook, obviamente.

Peter Brook é o pai e a mãe e o Deus do teatro moderno, contemporâneo, pós-moderno, desconstrutivista e avant-garde. Sem ele e seu conceito de “espaço vazio”, não teríamos tido Bob Wilson, Pina Bausch, Antunes Filho, Peter Stein, Victor Garcia, Steven Berkoff, Richard Schechner, Mabou Mines ou… ou tantos outros como eu, por exemplo.

Sim, ele estava numa posição muito confortável em sua Royal Shakespeare Company em Londres, plenas décadas de 60 e 70, quando algo lhe invadiu a cabeça, como um daqueles pesadelos gostosos, com gosto de “Tempestade Calibanesca” (aquela que destrói o que existe, mas aparece com gostos do novo e sabores exóticos).

Foi Grotowski para lá, Grotowski para cá, foi Jan Kott para lá e para cá e foram os princípios de Artaud, mas foi, sobretudo, a ideia de “um espaço vazio”, despojado, expondo o campo nu e cru, com seus andaimes à mostra e sem retoques ou maquilagem, que criou, de fato, o Espaço Vazio. Sim, foi o fim dessa ideia toda de encenação pomposa e farsesca (da qual Brook já era um consagrado mestre), que cairia como uma coluna de gesso falso e sobre a qual os novos valores, simples e diretos, prevaleceriam.

“Menos, menos”, ele gritava ou sussurrava quando um ator ia “além” com histrionismos ou quando a emoção ficava fake, assim como um cenário brega de Bollywood. “Menos,menos”. Calmamente “menos”.  

Ironicamente, esse “menos”, virou o nosso “mais” (less is more) e chegou à nossa essência!

Tive o privilégio de assistir aos ensaios de Sonhos de Uma Noite de Verão, no Aldwych Theatre, Londres, em 1971, ainda com a  Shakespeare Company. Eu ficava olhando Brook no palco em pleno dilema, em plena crise sobre como contornar uma pergunta vinda de um ator “careta”, daquela nos moldes de “mas de onde tiro essa emoção, Peter?”. Eu o via, andando para lá e para cá no palco, tentando explicar o conceito de um espaço vazio ou de um exercício físico de Grotowski a esse ator. Nem sempre o resultado era feliz.

Mas foi através de Robert Langdon Lloyd (o Puck da produção) que Brook achou sua resposta. Ironicamente, eu estaria (13 anos depois desse evento) dirigindo o próprio Lloyd na minha première de All Strange Away, de Samuel Beckett, em Nova York. Que pulo!

O Espaço Vazio é um “tapete no chão e uma ideia na cabeça”, uma onda no mar, uma estrela em formação. Os ingleses não tiveram muita paciência, mas os franceses, em especial o Ministro da Cultura da época, Jack Lang, convidou Peter Brook a se mudar para Paris, ofereceu-lhe um velho espaço abandonado – em frente à estação de trem principal, a Gare Du Nord, e um orçamento que faria com que os planos metafísicos do teatro de Brook decolassem. Brook se tornou um “ex-britânico” e, daí em diante, viria a ser a principal atração teatral de Paris.

No teatro Bouffes du Nord, nessa “ruína de espaço”, Brook conseguiu “apagar” os cantos e coxias do teatro formal e lá constituiu a sua ideia de teatro internacional: vieram atores do mundo inteiro, da África, da Ásia, da Lua e de alguns meteoros interessantes.

E, com pouco mais que um tapete persa no chão, um pouco de terra e dos ensinamentos do místico armênio George Gurdjieff, Brook mergulhou nos contos mais difíceis (como a encenação “não encenada” de Mahabharata – nove horas de duração –, onde alguém, um ator, simplesmente olha a plateia, abre um livro e conta uma história. Foi assim com suas adaptações de Tchekhov, de Bizet, de Shakespeare e de Beckett.

Este livro, O Espaço Vazio, foi a nossa bíblia, nosso guia dos anos 70.

Cada página traz uma revelação e uma revolução a respeito do que seria o “palco puro” e o espaço preenchido com ideias metafísicas (em vez de monstruosos cenários que só adornam, enfeitam tudo e em nada contribuem).

O Espaço Vazio de Brook foi como a ideia inicial que, no mundo do rock, passou-se a chamar de unplugged. Grupos como Nirvana, Pearl Jam, e mesmo algumas superbandas, entenderam que os efeitos estavam se tornando defeitos e que uma limpa, uma chuva sobre a poesia da arte, era necessária, assim como o quadro de Max Ernst “Europa depois da Chuva”. O livro veio na hora em que o resto da contracultura do mundo estava em pleno vigor, em plena limpa, em plena chuva.

Se você é um encenador, autor ou mero espectador de teatro, este livro visionário de Peter Brook é um must. Por quê? Porque sem ele, você ainda vive naquela época triste e boba que não entende que Peter Pan voa através de um complicado mecanismo de alavancas e fios, mas que, na verdade, a fábula do menino herói pode ser muito melhor contada por alguém que o olha nos olhos – recriando em você a ideia do espaço que esse menino deveria ocupar.

O Espaço Vazio está em nossas cabeças. E o bom teatro está na nossa capacidade de “imaginar o inimaginável”. E este livro de Peter Brook é um daqueles preciosos que você visita de tempos em tempos, assim como eu mesmo o faço, quando eu o procuro em minha prateleira e vejo que ele mudou de lugar por conta própria: assim como a nossa galáxia e o nosso organismo. Este livro é sinônimo do nosso tempo-espaço e é o que eu chamo de uma masterpiece do século xx que mudou, para sempre, a história.

Gerald Thomas

http://www.apicuri.com.br

ENGLISH

Empty Space – Peter Brook – Foreword.

© Gerald Thomas

Making theater happen or assembling its various parts is not exactly the hardest thing in the world. It’s what we all do, all the way back to the Greeks. “Authoring”, well, yes. That is tremendously difficult and, dare I say….’unique’ !

But to “think” the theater not only as a craft, but as an ever evolving philosophy, well, that is even harder. And to transform it, radically, into ‘before and after’, well…that’s up to the Gods.

And it only happens once every 100 years. I’m being optimistic, of course.

Consider the following: a building is constructed and it’s a daring project. Well, there are those ‘civil engineers’ who build, as well as masons, carpenters, welders and all that crowd working with contorted iron, massive beams and contorted and pre-stressed, pressed, compressed concrete.

But there is primarily one, that singular one who “devised and conceived” the whole thing. These rare innovators are what we call “geniuses“. I speak of Peter Brook, obviously.

Peter Brook is the father,  the mother and the God to modern theater, contemporary, postmodern, deconstructive and avant guard stage craft. Without him and his concept of the “Empty Space” would not have given birth to the likes of Bob Wilson, Pina Bausch, Antunes Filho, Peter Stein, Victor Garcia, Richard Sckechner, the Mabou Mines or ….. or so many others like me, for example .

Yes, he held a very comfortable position in the Royal Shakespeare Company in London, in the late 60’s and 70’s when something broke in his head, cracked his mind open, opened his vision just like in one of those delightful nightmares, tasting like “Caliban-esque Tempest” (one that destroys what already exists, but opens one’s pallet to new and exotic flavors), Brook introduced the notion of discomfort to the theater.

Peter Brook was obviously picking up on the Grotowski ripple effect, in a way. All over the world, Grotowski’s voice is heard and absorbed. Suddenly, as if out of nowhere, in all four corners of the ring, Grotowski and Jan Kott (“Shakespeare Our Contemporary”) are working in tandem and rattling the scene. But nobody hears them better than Brook.

Nobody understood Grotowski’s “physicality” more than Brook. The Polish master came at the right time, as the right remedy and rescued a Master of the Theater.

The idea of a “poor theater” might have born under the horrible occupation of Poland during the Second World War. But its germination was resonating morphically, all over the planet.

This “Poor Theater” is, above all, and I mean, above it all, Brook’s idea of an ​​”empty space”; a space stripped bare naked, freckled void and just raw.

Scaffoldings all over on stage, meant to be climbed, meant to be looked at, meant to represent “Under Construction”!!!

This book marks the definite end of a pompous theater (the Royal Court theater) and a ‘new theater philosophy under construction’ and is only really preceded by the highly politically charged theater of Bertold Brecht and of Artaud’s “cruelty “notations and, of course, the theater without walls by Julian Beck and his Living Theater.

Pomp and Circumstance done away with, what prevailed was the naked lunch or the naked truth of an essence of drama and storytelling.

“Less, less,” Brook shouted or whispered when an actor was heading “beyond” the limits of histrionics or when fake emotions were an obvious resource during the rehearsals of Midsummer Night’s Dream.

Ironically, this “less” turned out to be “more” (Less is More) and rippled through just about every aspect of modern life, especially the Minimalists. Brook, Beckett and the Minimalists – a straight arrow in the blue.

I had the privilege to sit in and watch the rehearsals of “Midsummer Night’s Dream”, at the Aldwych Theatre, London, in 1971, still with the RSC. I kept looking at Brook on stage in plain view, in the midst of a crisis and one only question was apparent: “how to transform a traditional actor into a modern interpreter”. I guess that this is where the art of ‘representing” takes over from “acting”. It starts here, with “Empty Space”.

But from where do I draw that emotion, Peter?“. I ‘d see him walking to and fro on stage, trying to explain the concept of an empty space or exercise the Grotowski technique to the desperation of traditionally trained actors. The result was not always a happy one.

But it was through Robert Langdon Lloyd (role of “Puck” in that production) that Brook found his answer. Ironically, I was (13 years after this event) directing Lloyd in my own premiere of” All Strange Away” by Samuel Beckett, in New York. What a leap!

“Empty Space” is a rug on the floor and an idea in the head, paraphrasing Glauber Rocha, the mentor of the New Brazilian Cinema of the 1960’s. It’s ” a wave in the ocean, a star in the making, a crack in the bottle that carries the message”. Yet, the message was loud and clear: connect with the audiences!

The English did not have much patience for Brook’s rapid transformation. Yet, the French (especially the Minister of Culture at the time, Jacques Lang), invited him to move to Paris, in 1974, with an amazing offer: an old abandoned train depot – opposite Paris’s main station, La Gare du Nord, and a budget so good, it would make the metaphysical plans of Brook’s new theater take off like a rocket around the world. Brook became a “former Brit” and, from now on, became the main theater attraction in Paris. And, literally, this ‘physically powerful’ space which Brook brought into the world could be as subtle as an actor turning 180 degrees and “construct the space’ around him with a simple body gesture. “Here I am…here I am not”. No light cue, no major musical theme, just a simple 180 degree turn.

Here, at the “Bouffes du Nord”, his theater now, that torn apart and “derelict like rubble of a space”, would bubble and this “Empty Space” became a plateau from which Brook was able to build up an ​​international arena: actors came from all over the world; from Africa, Asia, the Moon and some interesting meteors fell into the pit. Spoken language didn’t matter anymore but gestures did.

And with little more than a Persian rug on the floor, some dirt, some real soil and the (so called) the five natural Gurdjieff elements, Brook plunged into the most difficult stories (such as the ‘undoable” Mahabharata, nine hours long ) head first. Someone, an actor, simply just looked the audience in the eyes, opened a book and told a story. And t was so with his adaptations of Chekhov, Bizet, Shakespeare and Beckett.

This book, The Empty Space was our bible, our guide in the 70s. Each page, a revelation and a revolution about what would be the “essence of purity” on a stage and the space filled with meta-very-physical ideas and substituted those monster size sets that contributed to absolutely nothing at all to the reflection of drama.

The ‘Empty “Spaced’ Brook was the beginning of a new era with repercussions in all the arts, all of them, being stripped to the bone. Even rock groups moved to their ‘unplugged’ phase.

Groups like Nirvana and Pearl Jam understood that the special effects were becoming ‘defects’ and that an acid rain upon poetry and prose were long overdue. Yes, it was all a little like Max Ernst’s painting “Europe After the Rain”. Acid, raw and thoughtfully uncomfortable.

The book came out at a time when the rest of the counterculture movement in the world was in full force, under a full clean view and a dirty bursting cloud of acid rain.

If you are a director, actor, author or a mere theatergoer, this visionary book by Peter Brook is a MUST. Why? Because without it, you’d still live in that sad and silly time-zone which refused to understand that Peter Pan only flies through a complicated mechanism of levers, harnesses and wires. In reality, the fable of the boy-hero can be much better told by someone that you looks you in the eye – recreating inside of YOU the idea of ‘​​space’ that this fable should occupy.

Ultimately, this “Empty Space” is in our heads. And good theater resides in our ability to “think the unthinkable” and believe the unbelievable without much ado.

It is precious to visit and revisit this book from time to time, as I myself do, when I look at my shelf only to realize that it has moved, changed place, escaped on its own to another level all by itself. It exists so fluidly as our galaxy and its eroding planes.

This book is a synonym to Einstein’s time-space revelation and, just “Relativity” itself, it has changed forever our ever changing History.

Gerald Thomas

 

Comments Off on “O Espaço Vazio” (EMPTY SPACE) de (by) Peter Brook: Portuguese and English prefácio de Gerald Thomas (editora Apicuri)

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Donald Trunk – Too late for the New Yorker magazine….

Donald Trunk (copyright Gerald Thomas)

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DONALD BROKEN TRUNK

Cardboard Version

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Found these lost drawings from 1981 – Achei esse desenho perdido (1981)

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PORRA!!!!! Um ano desde os 7 X 1 – Alemanha X Brasil

Porra, é o aniversário dos 7a1!

8/7/2015 15:00
Por Gerald Thomas, de Nova Iorque

Para o colunista, Dilma parece uma menina birrenta, batendo os pés - Não vou, não vou e não vou!

O Brasil “Balança mas não cai.”

Começo essa coluna roubando uma frase do Romário que li na Folha: “Sentado no sofá, assim como milhões de brasileiros, fiquei triste. Mas tive outro sentimento em particular, aquele que só quem já esteve em campo, com aquela camisa, poderia sentir: impotência.”

É inevitável não rir. Rio de nervoso, obvio. Acompanho essa punhetagem politica pela imprensa brasileira desde sempre. Nada Prova Nada (titulo do meu livro de crônicas e frase preferida da minha peça “Circo de Rins e Figados”, escrita para o Marco Nanini em 2005.

Nada Prova Nada.

Teorias A-Bundam!

Hoje, leio algumas aberrações postadas pelos meus 5 mil “amigos íntimos e 4 mil seguidores” do Facebook. Vejo como a coisa parece estar tomando ares de gang contra gang na “South Side” de Chigago, ou a guerra entre traficantes sentados em seus respectivos morros! É, politica no Brasil, desperta nojo ao brasileiro. Mas isso não nasceu ontem. Eu também não. Fora isso, os argumentos de todos os lados são: chatérrimos ou fraquíssimos.

Punheta!!!!” , exclamam alguns mais esclarecidos! Sim, é punheta mesmo, já que a corrupção….ah, a corrupção….ai ai…a corrupção !!! Ai ai…a impunidade!!! Sim, “Punheta!!!!”

Desbocado, provocador, cáustico faz da coluna uma peça de teatro

Tenho a certeza de que a palavra “impunidade” deveria constar no dicionário pornográfico! Tem um “pune” em impunidade. Isso vai longe!

Punheta tem seus perigos. Ao mesmo tempo, é uma delicia quando vinga pois não se deve explicações a ninguém. Depois do gozo não precisa se perguntar a companheira e não precisa se ouvir a voz de ninguem e não precisa-se dizer aquelas coisas de sempre “quer um copo d’agua? Eu vou la buscar” ou “tem um lenço de papel ai? Estou todo esporrado”. O ato solitário tem suas vantagens!

Politica no Brasil é uma punheta sim,  mas está longe de ser um ato solitário.

Romário mais uma vez: “Há um ano, a seleção brasileira masculina de futebol entrava em campo para passar o maior vexame de sua história, tomar uma goleada de 7×1 da Alemanha, em uma Copa do Mundo em casa.”

Faz um ano!!! Caramba. Um ano!!!!

Mas, olhem aqui: nada vai acontecer no Brasil. Talvez essa seja a PIOR constatação de todas.

Sim, essa é a pior constatação de todas. Se aqui nos USA os assuntos do dia são sobre o comediante Bill Cosby (provas de que estuprou duzias de mulheres com alcool e drogas) e o outro comediante, o ridiculo Donald Trump – ambos igualmente ofensivos em seus comentarios e atos- no Brasil um vai acusar o outro, milhares de colunas de opinião serão escritas, poucas parcelas da populacão protestarão e, fica tudo por isso mesmo!!

Estamos retumbando ha tanto tempo as margens do Rio Ipiranga, retumbado e heroico povo!!! Eu aqui, retumbando há tanto tempo…”

Ha um ano eu usava pequenos trechos do Hino Nacional Brasileiro na minha ultima peça encenada no Brasil: “Entredentes”, com Ney Latorraca. Mas o final era triste e tragico. Ney se enforcava ao som de “Chão de Estrelas”, rearranjado por Philip Glass.

O publico ja havia recebido uma “lição de anti-patriotismo (uma espécie de espelho de si mesmo, vinda de um sotaque portuges”, vindo da boca de uma atriz Lisboeta, Maria de Lima, e alternava o riso frouxo e nervoso, com um silencio de quem estava impactado com a realidade daquele retrato.

Ha um ano, o edificio estava meio em ruinas, mas não balançava tanto. Hoje, ele balança. Balança mas não cai.

Dilma parece uma criança  birrenta (“Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou”) Pode-se adicionar uns 3 mais “Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou“. Pode-se ver a imagem de uma criança pentelha sendo ‘arrasatada’ pelos pais pra ir a escola ou algo assim. “Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou”!!!! Tadinha!!!

Quem ja viveu o que eu vivi sabe que não existe “verdade” em politica, seja o pais que for, seja a época que for. Existem somente retoricas de merda e uma mentirada ridícula.

Eu abri com o Romario mas fecho com o comediante inglês John Oliver (na HBO) que diz (e diz com propriedade):

“Como? A Dilma diz que nada tem a ver com a Petrobras se sentou em seu conselho diretorial nos anos onde a empresa mais foi desfalcada? Desfalcada tão tipicamente quanto o “Brazilian Waxing”  (depilação).

Então, com esse comentário sobre a depilação relacionado a politica brasileira, fecho essa coluna com essa palavra comum a todos os setores: PENTELHOS!!!!!

Gerald Thomas

Confiram o  show de John Oliver (HBO) tira o melhor dos sarros:

https://www.youtube.com/watch?v=rpXyFCcInG0

Visualizar o vídeo Last Week Tonight With John Oliver – Corruption in Brazil do YouTube

Gerald Thomas, diretor teatral. ator, escritor, encenador polêmico, criador de uma estética elaborada a partir do uso diferenciado de cada um dos recursos teatrais e orientada pelo conceito de “ópera seca”. Renovou a cena brasileira nas décadas de 1980 e 1990. Dirigiu no ano passado, a peça musical Entredentes com o cantor Ney Latarroca, nos teatros do Sesc de São Paulo e Rio de Janeiro.

Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins

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Autobiography coming soon: “And Dead, We Walk” – Gerald Thomas (past, present and future)

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The Coffee Bang

The Coffee Bang

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