CRÍTICA: A SUBVERSÃO CULTURAL DE GERALD THOMAS EM ENTREDENTES: FANTASTIC !!! “Comercial? Então era comercia e não miche? ” “E voce ve alguma diferença?”

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CRÍTICA: A SUBVERSÃO CULTURAL DE GERALD THOMAS EM ENTREDENTES
19 DE ABRIL DE 2014 MICHELFERNANDES DEIXE UM COMENTÁRIO
Kyra Piscitelli, do Aplauso Brasil (kyra@aplausobrasil.com)

“Entredentes” traz Ney LA – Torraca, Edi Botelho e a atriz portuguesa Maria de Lima. Foto: Alisson Louback
“Entredentes” traz Ney LA -Torraca, Edi Botelho e a atriz portuguesa Maria de Lima. Foto: Alisson Louback

SÃO PAULO – Ver Gerald Thomas no teatro é uma verdadeira experiência. É difícil imaginar que o autor possa escrever uma história linear, dessas com o mínimo de lógica. O trunfo e o defeito de Thomas é esse: subverter. Vomita críticas, opiniões e pensamentos. É como uma viagem de conexões e não-conexões. Assim é Entredentes, em cartaz no Sesc Consolação.

Nessa nova empreitada, Thomas conta com o velho amigo e fã Ney Latorraca. Os dois estão no quarto trabalho juntos e esse reencontro artístico acontece cerca de duas décadas depois. Outro velho amigo e parceiro de cena de Thomas está no palco: Edi Botelho. E para desequilibrar a cena, uma presença feminina: a atriz portuguesa Maria de Lima.

Em cena Edi Botelho e Ney Torraca. Foto: Alisson Louback (foto acima)

Gerald Thomas desafia e sai do comum – como se espera dele. Um judeu e um palestino no muro de lamentações; um telão com a imagem de uma vagina aberta; uma portuguesa que desafia nossa brasilidade; críticas à TV, à propaganda ou qualquer coisa que não seja esperado. Tudo isso e mais um pouco está em Entredentes.

Algumas críticas são geniais como comparar um trabalho publicitário a de um michê. Outras mereciam ser mais exploradas como o encontro de um judeu e um palestino no muro das lamentações.

Gerald Thomas tem tanta coisa para falar que uma peça é pouco. Quem assiste viaja da época colonial brasileira à atualidade em um segundo. Os atores em cena, se viram, improvisam e dão um show. Embarcam junto com Thomas.

Em cena, a atriz portuguesa Maria de Lima. Foto: Alisson Louback (foto acima)

As notícias atuais estão no texto – e não duvido se outras forem acrescidas no meio da temporada. Aliás, Entredentes é atemporal. A história tem tantas possibilidades que pode ser contada a qualquer época ou tempo.

A própria história de Torraca se mistura. Em vários momentos, a recente internação do ator ou até iminente morte aparecem.

É uma história sem começo, meio e fim, sem tempo definido e de vários personagens. É um grito de Gerald Thomas para um mundo confuso em suas referências e seus papéis. A história começa em um possível futuro: astronautas estão explorando um novo mundo. Então, é para esse caminho que seguimos? Rumo a novas colonizações?

Ver Gerald Thomas é buscar perguntas e nunca respostas. Ver Gerald Thomas é não entender tudo que se passa em cena e tentar não se incomodar com isso. O autor coloca para pensar; traz críticas dos dois lados e de qualquer ângulo. E que pareça confuso: se você sair com algum desses montantes de desconexões ecoando na cabeça terá valido a pena.

Ficha Técnica
Autor e Diretor: Gerald Thomas
Elenco: Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima
Direção de Produção: Willian Taranto
Cenografia: Gerald Thomas e Lu Bueno
Iluminação: Gerald Thomas e Wagner Pinto
Figurino e Programação Visual: Lu Bueno
Trilha Sonora: Gerald Thomas
Sound Designer: Tocko Michelazzo
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Assistentes de Direção: André Bortolanza e Gabriel Barone
Produção: Taranto Produções
Realização: SESC São Paulo

Serviço
Local: SESC Consolação – Teatro Anchieta. Rua Doutor Vila Nova 245, Vila Buarque, SP
Informações: 55 (11) 3234-3000
Capacidade de público: 280 lugares
Temporada: 11 de abril até 11 de maio. Sextas e sábados às 21h e domingos às 18h
Importante: No dia 18/4, NÃO haverá apresentação do espetáculo.
Ingressos: R$ 35,00 (inteira), R$17,50 (meia) e R$ 7,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos
Duração: 90 minutos

Aqui uma redução de uma merdinha de resenha preguiçosa de alguem que cita um nome de autor que não esta citado na peça: VEJA -SP
http://vejasp.abril.com.br/atracao/entredentes?utm_source=email

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