Programa METROPOLIS : otimo!! Entredentes arrasando !! + Folha de S Paulo + Resposta a Nelson de Sá !

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Critica de Nelson de Sá (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/04/1441404-critica-com-nei-latorraca-gerald-thomas-faz-sua-comedia-sobre-o-nada.shtml

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BREVE RESPOSTA A ESSE NELSON DE SA:

Nelson de Sá e eu nunca nos entendemos. Certo, por alguns anos ele me elogiava (obviamente perdido e sem saber porque) e me colocava com uma das pontas da “Santissima Trindade do Teatro Brasileiro”. Noutras vezes, escrevia nesse português caboclo e feio…mas não importa o passado.

Nunca levei a serio. Não o levo a serio quando elogia. Nao o levo a serio quando critica. E por que?

É simples: esse Nelson de Sá sempre comete um erro básico: se sente “parte” da turma, sente-se como um amiguinho do elenco e do diretor.

Não é. Me lembro das brigas homéricas que tivemos e que o Zé Celso também teve com ele, sempre através do jornal. E olha que o nome do filho dele é Zé Celso e seu blog se chama “Cacilda”, ha ha!

Mas o erro esta aqui: Nelson de Sá não critica o espetáculo (alias é até duvidoso que ele o tenha visto). Num espaço JA RESTRITO pra teatro, esse Nelson prefere escrever sobre aquilo que NAO esta na peça – e o faz de novo aqui em Entredentes.

Ou seja, ele começa sua resenha falando de uma cena que não existe no espetáculo, a da “criança pedindo um tênis”. Pode? Sim, pelo jeito pode.

Não vou me alongar aqui porque são coisas recorrentes ha décadas entre esse ser perdido entre o jornalismo e a arte (já editou a Ilustrada, já editou Economia, já editou “Toda a Mídia” e não sabe bem o que quer: ah sim, montou (certa vez) uma peça de Sarah Kane: claro que foi um desastre).

Certa vez , em “Nowhere Man”, ele publicou um texto sobre isso e aquilo (se fixando em mim, sempre) e ESQUECEU de citar o nome do ator Luiz Damasceno (que esta no palco o tempo todo e pra quem a peça foi escrita).

Aqui, em Entredentes, ele simplesmente não menciona a “mediunidade” – motto recorrente e quase único do espetáculo – que Ney Latorraca protagoniza.

Mas, como todos que erram, as vezes o Nelson tem razão: ele compara a peça ao seriado “Seinfeld” que se dizia sobre o “nada” e isso é ótimo mas exige de mim, o autor “que eu tenha algo a afirmar”.

Nelson de Sá: “Outro é que Thomas, como autor, não parece mais ter as certezas que demonstrou um dia.”

Pergunto: em que tempo vive esse Nelson (que ainda não percebeu que a expressão desse nada é justamente é a essência buscada por um autor vivo sobre tempos tão efêmeros quanto os de hoje? Se esse Nelson quer “verdades” que vá se matricular numa igreja do “interior” ou algo assim. Ou se mude pro Tibet ou pro pico do Kilimanjaro!!!!).

Mas se não fosse tão ignorante sua resenha, eu não estaria rindo aqui. E estou: lendo de novo (do começo) essa ridícula resenha, me deparo com seu inicio: “a cena onde um menino pede um tênis” e que o publico que freqüenta o teatro jamais vera pois não esta na peça! (!!!!!).

Nelson de Sá: “
”Entredentes” tem seu melhor naquilo que já estava na gênese da montagem, no primeiro encontro de atores e diretor, há dois anos: a caracterização que Ney Latorraca fez de um menino, exigindo de sua mãe um tênis. 

A cena não está na peça, mas é nessa capacidade de brincar que a encenação é bem-sucedida. Gerald Thomas revolve à exaustão o talento do ator para achar graça onde ela parece inexistir. Sobretudo, consegue dar forma ao duo cômico de Ney e Didi, nomes dos personagens de Latorraca e Edi Botelho.

Mas assim Nelson de Sá pode se dizer “amigo” do elenco e / ou do diretor e autor pois ouviu essa estorinha nos ensaios. Ele se considera “amigo das estrelas”. Juro que adoraria receber a avaliação RUIM ou PESSIMO desse pobre ser. Esse “BOM” é péssimo. Saudades da Barbara Heliodora. Mesmo!

Final “profundo”:

Nelson de Sá “De todo modo, perto de produções recentes, é um renascimento para Thomas, inspirado pelos talentos da dupla e de Maria. E sua cena segue bem emoldurada, pela trilha musical e sobretudo pela cenografia: uma vagina gigante que remete ao renascimento de Latorraca, depois de uma crise de saúde, e também às rachaduras nos muros políticos e religiosos, por onde vaza vida.”

Wow! Por onde vaza a vida! Nossa! Poético esse Nelson. Por onde vaza a vida!!!! 


Por onde vaza a vida (Haroldo de Campos, se estivesse vivo) teria um desvio de enfarte agora!

Quem sabe , um dia, Nelson de Sá será promovido a “entregador” de jornal.

Isso sim, seria engraçado. E justo! Ha ha!

Gerald Thomas.

OTIMA OTIMA CRITICA. EXCELLENT REVIEW
http://entretenimento.r7.com/blogs/teatro/2014/04/17/critica-gerald-thomas-solta-grito-entalado-entredentes-e-convida-brasil-a-pensar/#r7-comentarios

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Nova versão de Nelson de Sá:

Pelas frestas, o renascimento de Ney e Didi

POR NELSON DE SÁ

16/04/14 13:44
“Entredentes” tem o seu melhor naquilo que já estava na gênese, nos traços iniciais da montagem, durante o primeiro encontro dos atores com o diretor, há dois anos: a caracterização que Ney Latorraca fez de um menino, exigindo da mãe a compra de um tênis.
A cena não está na peça, mas é nessa capacidade de brincar que a encenação é mais bem-sucedida. Gerald Thomas revolve quase à exaustão o talento do ator para achar graça até onde ela parece inexistir. Sobretudo, consegue dar forma ao duo cômico de Ney e Didi, nomes dos personagens de Latorraca e Edi Botelho.
Um pouco como “funny man” e “straight man”, remetendo às duplas do “music hall”, do cinema mudo e de Samuel Beckett, referência insistente do diretor, mas também à série pós-moderna “Seinfeld”, os dois jogam conversa fora por uma hora e meia _sobre a saúde de Latorraca, o Oriente Médio, qualquer coisa.
Ao longo da peça, até o final, Didi cobra repetidamente que ela não sai do prólogo. Embora seja o que permite desenvolver sua comédia sobre o nada, como se dizia da série, aos poucos o espectador passa a se perguntar também: Quando vai começar? Quando é que vai parar de arranhar a superfície?
Não é só questão de duração, embora “Entredentes” se estenda muito além dos curtas e até dos longas de “O Gordo e o Magro” _ou da meia hora das séries cômicas de televisão. É que Thomas, como autor, não parece mais ter as certezas que já demonstrou um dia.
De todo modo, perto do que se viu em produções recentes em São Paulo, é um renascimento, em parte inspirado pelos talentos cômicos de Latorraca, Botelho e da atriz portuguesa Maria de Lima _cuja personagem, Maria, para insistir no paralelo com “Seinfeld”, parece uma mistura de Elaine e Kramer, ou ainda de Pozzo e Lucky, de “Godot”.
Maria faz, expressamente, a voz do autor-diretor no palco, uma intervenção enriquecedora na rotina da dupla cômica. Mas seus discursos afetadamente geopolíticos, apesar do humor na interpretação, vão da ligeireza à obviedade, com efeito frustrante.
A cena ainda é muito bem emoldurada por Thomas, na trilha musical quase intermitente e principalmente na cenografia: uma vagina gigante que remete ao renascimento de Latorraca, depois de uma crise de saúde, e também às rachaduras nos muros políticos e religiosos, por onde escapa a vida.

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