Monthly Archives: March 2014

ENTREDENTES – Folha de São Paulo (30 March 2014) + TV FOLHA

TV Folha – Nelson de Sá

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Aqui esta o link da materia: picotado assim, é dificil de fotografar: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/03/1432389-latorraca-volta-a-cena-apos-crise-de-saude-dirigido-por-gerald-thomas.shtml

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Entrevista ao R 7 – Miguel Arcanjo (Atores e Bastidores)

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Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto de BOB SOUSA

Gerald Thomas é um dos nomes mais inventivos e polêmicos do teatro. Sem medo de dizer o que pensa, ele mantém a verve nesta entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7.

Apesar de ter cancelado sua participação no Festival de Teatro de Curitiba, o diretor fará a estreia mundial de sua nova peça, Entredentes, no próximo 10 de abril, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo. No enredo, o encontro de um islâmico radical com um judeu ortodoxo no Muro das Lamentações, em Jerusalém, Israel.

A montagem marca a volta dele ao território nacional. E ainda comemora o reencontro do diretor com dois atores amigos: Ney Latorraca, que completa 50 anos de carreira, e Edi Botelho, o ator que mais trabalhou com Thomas. Completa o elenco a portuguesa Maria de Lima, pincelada num dos muitos testes que o diretor fez. Thomas diz que é “uma gigantesca atriz”.

Na conversa, o diretor explica por que não foi a Curitiba. E fala o que pensa da burrice do brasileiro, das manifestações, dos black blocks, do conflito no Oriente Médio, da invasão da Rússia na Ucrânia e até do protesto da atriz Fernanda Azevedo no último Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, que não tomou conhecimento, mas opinou mesmo assim. Algumas coisas classificou como “idiotice”. Outras preferiu a palavra “horror”.

Porque como bom artista que se preze, Thomas não tem medo de perguntas. Nem de respostas.

Leia com toda a calma do mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Quando e por que você teve a ideia de Entredentes? Quanto tempo levou desde o começo de tudo até a estreia?
GERALD THOMAS – Olha, a ideia surgiu durante a tournée com a minha London Dry Opera Company (viajávamos com Gargolios) e passei pelo Rio pra visitar o Ney e o Edi, em abril de 2012. No terraço da casa deles, ficamos horas vendo o trânsito absurdamente engarrafado na lagoa Rodrigo de Freitas. Esbocei um texto. E lá surgiu. É fascinante como as coisas são. A peça estreia exatamente dois anos depois de ser concebida.

Entredentes toca em um assunto sempre polêmico, que é a disputa entre judeus e palestinos. Qual o recado da peça para este conflito?
GT – O recado é que um simples beijo de amor entre os dois poderia resolver. Uma simples troca de vestimenta/figurino, faz de todas essas disputas, uma enorme idiotice. Mas claro, estou no campo da utopia. Como conheço o território (Israel, Gaza e Cisjordânia) e países do Oriente Médio, sei que o buraco é mais embaixo. Milenar: sunitas contra xiitas contra aloitas contra itas e itas. Uma peça de teatro sublinha algumas questões e levanta milhares de outras. Essa questão tribal entre seres humanos é uma triste metáfora às inversas sobre uma falsa ideia de “globalização” que só veio pra reforçar a ideia de nacionalismos e xenofobias acirradas e cada vez piores. Não serei eu a resolver. Fico feliz que Nelson Mandela tenha sido um herói na questão de reconstruir seu país de uma ruína racial e horrenda. Não pretendo tanto! Mas a peça não fala de palestinos e sim de islâmicos radicais e ortodoxos radicais, como os judeus hassidicos (a Palestina está incluída).

Como Ney Latorraca reagiu ao convite? Como é voltar a trabalhar com ele?
GT- Ah, é uma delicia. O Ney é uma delicia porque ele “saboreia e se delicia no palco”. Para quem é rato de teatro como eu, tenho de me vigiar pra não ter acessos de riso durante o ensaio: o ideal mesmo seria fazer um Being Ney Latorraca. Diferentemente de John Malkovich, o Ney faz com que todos nós, em volta… Diz assim a atriz Maria de Lima na peça: “Como vocês brasileiros dizem Ney no plural?” E o Ney responde: “NeyS, com S”. Ano que vem, serão 20 anos de amizade e trabalho com o Ney. Nos visitamos na minha casa em Londres e em Nova York (mas Quartett também foi ensaiado no palco do grupo Dogma 95, com quem eu fiz Chief Butterknife, em Copenhagen, 1996).

Por que, além do Ney, você escolheu os outros dois artistas do elenco, Edi Botelho e Maria de Lima?
GT- O Edi está comigo desde 1987 (Trilogia Kafka) e viajou o mundo comigo, às vezes no papel principal, como em M.O.R.T.E 2 em Taormina (Sicília, Zurique, Roma e Munique). Além do mais, onde está o Ney, está o Edi. Eu o amo. Além disso, o Edi viajou o mundo comigo durante a Trilogia Kafka (New York no La MaMa, 1988) e o Wiener Festwochen (Festival de Viena, 1989) e participou da minha montagem italiana de Said Eyes of Karlheinz Ohl (Os Ditos Olhos Tristes de Karlheinz Ohl) feito com a Cia. do Grotowski em Pontedera, Italia, em 1990. Quanto a Maria de Lima, a descobri durante os árduos testes em Londres em 2010, pra Throats, a primeira peça da London Dry Opera. É uma gigantesca atriz, algo fenomenal. Você verá em cena: é de arrepiar.

Você tem opinião formada sobre a atriz Fernanda Azevedo, que virou alvo de polêmica na classe artística por discursar contra a Shell [dizendo que a empresa apoiou a ditadura] ao receber o Prêmio Shell de melhor atriz na semana passada?
GT- Desculpa, mas não sei quem é e do que se trata. Mas posso falar da idiotice desses prêmios. Eu mesmo deixei cair (de propósito) a estatueta do Molière (ganhei dois, acho, e achei ridículo aquilo tudo). Caiu e virou cal, giz em pó. Acho o Oscar uma besteira, o Globo de Ouro outra besteira e assim por diante. Não podemos ser endossados pela classe média. Estamos à frente deles. Se nos endossam é porque endossamos os valores deles e quero que se fodam. Sigo o exemplo do meu mestre (com quem trabalhei) Samuel Beckett que não deu a mínima pro Nobel que ganhou em 1969 e nem foi recebê-lo.

Você acha que os artistas de teatro estão mais caretas hoje em dia? Por quê?
GT- Claro que estão. A resposta está em vários lugares: não se ousa mais em teatro e temos a TV e a internet que discutem os assuntos antigamente “fritos” somente nas frigideiras teatrais. E com essa fritura vinha um enorme risco. Hoje todos querem sucesso. Não entendo isso. Eu amo o risco! O mundo deu uma encaretada horrenda. Sou filho dos anos 60 e demonstrei nas ruas de Nova York contra a Guerra do Vietnã, militei na Amnesty International em Londres, na década de 70, e fui a Woodstock antes da industrialização de tudo! Eu lia a coluna de Bernard Levin no Guardian e… Não, não sou nostálgico: sei que um Schoenberg surgira dessas cinzas atuais [risos].

Por que Entredentes foi anunciado no Festival de Teatro de Curitiba 2014 e depois caiu da programação?
GT- Porque adiei a estreia em São Paulo. Eu não pude chegar no Brasil pra continuar os ensaios no dia marcado (coisas a ver com o La MaMa em Nova York) e não via sentido em fazer tudo corrido e mal feito. Pra quê? É a volta do Ney aos palcos depois do piripaque, o coma, que sofreu por 67 dias, e minha primeira produção com atores brasileiros em palcos daqui desde 2008 (Kepler, The Dog). Pra que apressar? Então transferimos a estreia pro dia 10 de abril [no Sesc Consolação, em São Paulo], e o Festival de Curitiba já terá acabado nessa data.

Quais grandes diretores do teatro brasileiro você gostaria de convidar para ver Entredentes? Por quê?
GT- Olha, eu não convido ninguém. Nem brasileiros e nem sei lá de onde. Não acredito mais em nacionalidades. E não acredito em teatro com bandeiras nacionais de país algum. São todos bem-vindos.

Qual sua opinião sobre a invasão da Rússia na região ucraniana da Crimeia?
GT- Essa região do mundo tem definições ambíguas. O que é russo e o que é ucraniano e o que é polonês é uma questão de 300 anos. Somos nós, os ocidentais, que criamos fronteiras e decidimos que o Iraque será o Iraque, que o Irã será o Irã e assim por diante. Se voltarmos aos povos babilônicos ou a Constantinopla, depende do império em vigor, essas fronteiras mudam. Essa Rússia de Putin e dos filhos da Putin só existe desde a Perestroika de Gorbachov/Reagan. O “império soviético” ainda esta de pé. E, economicamente, o Putin fez milagres para que a Rússia se recuperasse do fracasso soviético e de Boris Yeltsin. Então, é como o território do Acre ou o Alaska. Um já foi da Bolívia e o outro, da Rússia e, em 20 anos, não estaremos sequer lembrados do que foi o quê. Alguém, por acaso, sabe que a Alemanha só foi unificada por Bismark e faz (relativamente) pouco tempo? Ainda vai rolar muito sangue.

Qual sua opinião sobre as recentes manifestações no Brasil desde junho de 2013?
GT – Achei lindo. Lindo. Pena que foi esvaziada por um bando de imbecis (os black blocs) e virou violência. Tinha o potencial de ser uma manifestação pacífica, reclamando por direitos básicos num país que não cuida de sua infraestrutura, mas constrói estádios de futebol e endossa a corrupção (Mensalão, entre outras). Pena.

O golpe militar no Brasil completa 50 anos. O que o Brasil ainda não aprendeu com sua própria história?
GT – E nunca aprenderá porque o governo quer manter o povo emburrecido. Alias, o próprio povo parece querer continuar emburrecido. Como aqui estamos “retumbando as margens plácidas do rio Ipiranga” há tanto tempo, retumbaremos por mais uns séculos: levantes, revoluções são feitas com sangue e não com o chopp na praia e o jogo do Flamengo aos domingos ou essas novelinhas das 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h, 20h, 21h, 22h, 23h, 24horas. É um horror!

link direto: http://entretenimento.r7.com/blogs/teatro/2014/03/28/exclusivo-e-uma-idiotice-e-um-horror-diz-gerald-thomas-entredentes-entrevista/

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Nos ensaios com Gerald Thomas – por Edward Pimenta.

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Edward PimentaJornalista, autor do livro “O Homem que Não Gostava de Beijos”

Leia mais
Don Juan, Edi Botelho, Fernanda Torres, Gerald Thomas, Maria De Lima, Ney Latorraca, Circuito Alternativo, Diversão, Entredentes, Nelson Rodrigues, Programação, Teatro, Notícias

A portuguesa eletrônica do GPS anuncia a chegada e estaciono em frente ao galpão na rua Barra Funda, atmosfera pós-industrial, um tanto para o decadente, com espessos fios negros pendendo dos postes de luz. No caminho, pensava em quando tinha visto Ney Latorraca e Gerald Thomas juntos da última vez.

Muito longe, talvez nunca juntos, havia Gerald Thomas (GT, doravante) fumando Gitanes dezenove anos atrás com cabelos acobreados no foyer do TUCA, na estreia de Don Juan, texto de Otávio Frias Filho; Ney talvez estivesse na coxia se preparando para entrar em cena naquela peça que tinha também Fernanda Torres.

Pensava em quando o teatro deixara de ser a tribuna para discussões nacionais, que tipo de gente vai ao teatro, qual foi a última peça a que os meus amigos do Facebook assistiram, será que amigos do FB vão ao teatro, Nelson Rodrigues talvez pudesse se adaptar à lógica telegráfica do Twitter mas jamais os representantes de um certo teatro político. Ainda temos representantes vivos desta linhagem?

Estou tocando o interfone e em segundos estarei dentro dos domínios provisórios de GT, sua equipe de produção e os atores Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima. Eles estão terminando a primeira passagem do texto, não saberei bem o que está acontecendo até o diretor me apresentar gentilmente a todos, com reverência imerecida; logo retomarão o texto do início.

Mas vamos começar pelo fim: GT me diz que esta é sua última peça e não entendo muito bem se é a última em terras brasileiras ou se ensaia uma aposentadoria global. Questão complexa para ser tratada neste mister. O fato é que o autor muitas vezes escreve textos para seus atores. Exclusivamente. Com invulgar tirocínio, identificou e ajudou a consagrar muitos nos últimos 30 anos.

GT tornou-se sinônimo de inovação (a palavra odiosa) nas décadas de 80 e 90 e influenciou decisivamente gente boa da nova geração. Dirigiu no exterior uma míriade de trabalhos, entre os quais Beckett Trilogy, com Julian Beck (já muito doente, em 1985, ano de sua morte) e no Brasil é invariavelmente lembrado pelas antológicas The Flash and Crash Days (1991), escrita para as Fernandas, mãe e filha, O Império das Meias Verdades, Unglauber e Um Circo de Rins e Fígados (2005), para Marco Nanini.

Esta Entredentes, que estreia em 10 de abril, no Sesc Consolação, foi escrito para três artistas consagrados.

Por certo não devo me alongar na apresentação de Ney Latorraca. É um ser mitológico que paira economicamente no espaço que ora se transformou na célula criativa mais absolutamente improvável e genial da cidade, de repente estou a cinco metros de um homem que tem completa consciência de seu corpo maduro, íntegro, sobrevivente de uma longa enfermidade, cabelos branquíssimos, intacto o senso de humor que você conhece bem.

Edi Botelho é o ator que mais trabalhou com GT, eles se conhecem desde a época da Cia Opera Seca, na década de 80. Trabalhou também com Aderbal Freire Filho e Miguel Falabella (para quem, aliás, sobrará farpas, en passant). Maria de Lima, a portuguesa muscular e energética, tem mais de 20 anos de atuação planetária em teatro e TV, já havia trabalhado com GT em “Gargólios” (2011).

A maneira mais simples de explicar Entredentes é dada pelo próprio autor: “Um islâmico radical e um judeu ortodoxo se encontram no Muro das Lamentações, em Jerusalém, e tudo começa”. Não quero tirar conclusões a partir da audiência de um trabalho em evolução, mas aparentemente o texto busca ao mesmo tempo aprisionar o espírito do tempo (tecnologia, fundamentalismos, geopolítica, Brasil, cosmopolitismo, mídia) e dar vazão a obsessões e ironias (Chico Xavier, Wittgenstein, Deleuze, Pirandello, Síria, Ucrânia, Corumbá, Piracicaba, a “torcida gay radical do Flamengo”) num registro que é, alternadamente, comédia e comentário. Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo.

Mas aí Ney canta Chão de Estrelas, de Silvio Caldas, e você percebe que há mais, muito mais:

“Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações.”

Latorraca interpreta Latorraca, o espetáculo é também um tributo, ele se diverte e não precisa fazer muito esforço para fazer rir. A entrega do texto é competente, entende e incorpora a verve de GT, inclusive maneirismos dadaistas como as repetições ad infinitum de expressões que acabam perdendo o sentido original para se tornarem bordões, quase mantras, “It’s amazing, it’s amazing, it’s amazing”, tenho certeza de que você vai deixar o teatro com isso ecoando na cabeça, uma última vez, it’s amazing.

Serviço

Entredentes, de Gerald Thomas
Elenco: Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima
Local: SESC Consolação. Rua Doutor Vila Nova 245, Vila Buarque
Informações: 55 (11) 3258-3830
Capacidade de público: 280 lugares
Estreia (para convidados): 10 de abril, quinta-feira, às 21h
De 10 de abril a 11 de maio. Sextas e sábados às 21h e domingos às 18h
Importante: no dia 18/4 não haverá apresentação do espetáculo.

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Here we go – Agora vai! ENTREDENTES Por Dirceu Alves

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To put an end to all the conspiracy theories: it crashed into a glass of water!

Picture of the production of Sturmspiel

Picture of the production of Sturmspiel

My drawing circa 1989 for the "Sturmspiel" - my play in Munich

My drawing circa 1989 for the “Sturmspiel” – my play in Munich

It is unclear why investigators appear so certain that the two communications systems were disabled deliberately, rather than malfunctioning. Attention has focused on the crew – particularly the pilots – because of the difficulty of shutting off the systems and because of the way the plane navigated subsequently. Attention investigators: time to look at the broader scope and look into glasses of water!!! or, who knows…….on Mars?

Link to images of Sturmspiel:

http://geraldthomas.net/PP-Sturmspiel.html

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In memoriam of my best friend Peter Jump who has left us. Ewa Szymanska – I’m so sad and sorry for our loss. No words, no words- Rest in PEACE my dearest love.

Peter and me early 2013

Peter and me early 2013

Peter and Ewa in Belsize Park, London, recently

Peter and Ewa in Belsize Park, London, recently

Peter Jump at his Belsize Park home (December 2013)

Peter Jump at his Belsize Park home (December 2013)

You will be missed so very very much and I’ll keep on rockin’ in the free world for you.

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“Entredentes” – 10 de Abril no SESC – Consolação ! Pag do Facebook

https://www.facebook.com/events/579321005411799/

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LEIAM COM atenção: com a palavra, Fernanda Montenegro!

http://zerohora.clicrbs.com.br/…/fernanda-montenegro.html

Fernanda

Fernanda

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Uma conversa intima e muito franca entre nous:

http://geraldthomas.net/T-Fernanda-Montenegro.html

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My Videolog: site containing almost all my works (site de videos sue contem quase toda a minha obra

http://geraldthomas.net (videos em arquivo)

EletraComCreta (1986) Bete Coelho & cia de Opera SECA

EletraComCreta (1986) Bete Coelho & cia de Opera SECA

é assim que estou!

é assim que estou!

Tom Zé - the master of the Tropicalist movement came

Tom Zé – the master of the Tropicalist movement came

Fernanda Torres em Imperio das Meias Verdades 1992

Fernanda Torres em Imperio das Meias Verdades 1992

Perser und Andromeda - Stuttgart Opera 1990

Perser und Andromeda – Stuttgart Opera 1990

Our play - The Flash and Crash Days (1991 - 1995) Fernanda Montenegro / Fernanda Torres, etc

Our play – The Flash and Crash Days (1991 – 1995)
Fernanda Montenegro / Fernanda Torres, etc

http://geraldthomas.net

Visitem desde as produções, bate papos com celebs e materias de tv (muitas) sobre o que é a doença Beckettiana, o desajuste cultural com os quais eu tenho interacted em mais de 30 anos.
Tem materias em TODAS as linguas e muitos tradados e manifestos: quem apresenta o site é Philip Glass a quem eu devo tanto…Tanto…

Estão (quase) todos la.

LOVE
G

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“ENTREDENTES” (meu) – com Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima chega na reta final e estreia em 10 de Abril no SESC-Consolação!

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Chamada de Capa

Chamada de Capa

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http://oglobo.globo.com/cultura/ney-latorraca-grande-volta-um-ano-apos-internacao-10491051#ixzz2ofHsadzI

ISABEL DE LUCA
Publicado:
23/10/13 –

Ney Latorraca, Edi Botelho e Gerald Thomas, em Nova York: estreia em SP após o carnaval e temporada no Rio a seguir
Foto: Divulgação
Ney Latorraca, Edi Botelho e Gerald Thomas, em Nova York: estreia em SP após o carnaval e temporada no Rio a seguir Divulgação
NOVA YORK – Gerald Thomas sentiu no próprio corpo a internação da qual Ney Latorraca quase não voltou. Faz um ano depois de amanhã: Gerald chegou em casa sem conseguir respirar direito, desmaiou na cama e ouviu sua falecida mãe dizendo coisas que, logo soube, estavam acontecendo com o amigo — inclusive o nome do irmão do médico que operou a vesícula do ator e, por obra do acaso, estava presente na cirurgia. Quando Ney foi intubado, Gerald teve dor de garganta. Quando houve suspeita de trombose, teve dores na coxa. Quando o quadro se complicou, ligou para uma mãe de santo.
— Foram três dias enchendo bacia de água com sal feito um doido. Três dias acordado. Eu não tenho essa tradição, sou um cético total — ressalta o diretor. — A ironia é que eu, que nunca escrevi nada sobre ninguém incorporando nada, tinha esboçado uma coisa sobre o Ney incorporando a Rainha Victoria. E de repente lá estava eu, essa porcaria judaica, incorporando também.
Em 25 de outubro de 2012, Gerald estava estabelecido em Londres, de onde Ney acabara de voltar. Eles passaram dias dedicados justamente à leitura das 30 primeiras páginas da peça “Entredentes”. Agora, com Gerald morando novamente em Nova York e Ney recuperado, foram retomados os ensaios daquela que será a grande volta do ator aos palcos — num papel mediúnico e com a ação passada no Muro das Lamentações, em Jerusalém. A estreia será em São Paulo, após o carnaval, seguida de uma temporada no Rio.
— Eu quase morri. Pifou tudo. Só que não me lembro de nada, né? O Gerald recebendo uma entidade e eu lá, errr — diverte-se Ney, fazendo cara de desacordado, no apartamento do diretor, às margens do East River.
Gerald, Ney, Edi Botelho (ator da primeira formação da Cia. de Ópera Seca, em São Paulo, em 1986) e Daniela Visco (assistente de direção e atual mulher do diretor) estão ensaiando por dez dias num estúdio alugado em Manhattan, sempre das 16h às 20h. Em janeiro, a produção se intensifica com a mudança temporária de Gerald e Daniela para o Brasil, onde a atriz portuguesa radicada em Londres Maria de Lima se juntará ao elenco. É a terceira vez que Gerald dirige Ney — as outras foram em “Don Juan” (1995) e “Quartett” (1986) —, a primeira com um texto próprio. E, sendo assim, o casamento entre o real e a ficção caiu como uma luva. A peça, claro, mudou muito depois dos problemas de saúde de Ney, cujo personagem lá pelas tantas brada: “Eu entrei em coma, entrarei em coma quantas vezes for necessário!”.
— Desde 1985, quando dirigi o Julian Beck, existe uma coisa na minha vida que é o metateatro, a metalinguagem. O Julian estava morrendo de câncer e por acaso me escolheu para dirigir a última coisa que ele faria no palco. Não era o The Living Theatre (companhia de teatro que Beck fundou), eu fiz “The Dying Theatre”. E desde então houve uma série de casamentos metalinguísticos: Fernanda mãe e Fernanda filha (em “The flash and crash days”, de 1991), Marília Gabriela fazendo o papel de entrevistadora (em “Esperando Beckett”, de 2000)… — lembra Gerald.
Ney conta que quando teve alta e precisou encarar os fisioterapeutas, após quase dois meses praticamente imóvel, achou que não andaria mais. E diz que nunca vai esquecer a primeira vez em que, passado o susto, foi andar sozinho na Lagoa.
— Era 12 de março. Saí de shortinho e boné, dizendo que ia só até o homem do coco. Mas fiz a Lagoa inteira. Não andava em linha reta, ia assim, ó (ele percorre a sala em ziguezague). Eu estava muito magro — comenta ele, já de volta aos 77 quilos. — Chegaram a noticiar que eu morri. Até hoje, quando ando pela Lagoa, as pessoas se jogam no chão, o ônibus para. É uma comoção. Eu não sabia que era desse jeito. Foi um tal de gente ir pagar promessa em Aparecida… Depois de tudo isso, para mim, o que está valendo mesmo são as pessoas.
O mesmo vale para o trabalho.
— Nesta altura do campeonato, eu, que já estou para fazer 70 anos de idade e 50 de carreira, quero trabalhar com alguém que me acrescente alguma coisa, se não, eu prefiro ficar em casa. Eu ganho muito bem na Globo, sou contratado da emissora há 40 anos, tenho plano de saúde, sou muito respeitado na minha terra, então eu posso me dar ao luxo de dizer: eu quero trabalhar com o Gerald Thomas, com o Luiz Fernando Carvalho, eu quero ficar com a minha turma — ele avisa, carregando no estilo Ney Latorraca.
É pelas mãos de Luiz Fernando Carvalho que Ney vai voltar à televisão, em dezembro. O especial que dará origem à série “Alexandre e outros heróis” (adaptação do livro de contos de Graciliano Ramos) já foi gravado. Em novembro, serão rodados os nove episódios do programa:
— É como fazer teatro dentro da TV Globo. Você tem aula de canto e tudo, e decora aquele texto de 70 páginas como se fosse uma peça. Uma delícia.
Quanto a trabalhar com Gerald, ele destaca o que chama de “brecha jornalística”, que permite ao autor-diretor encaixar no texto temas quentes do noticiário:
— Tem esse frescor, o teatro do Gerald.
O imbróglio das biografias não autorizadas já está em “Entredentes” — cujo nome, o diretor avisa, ainda deve mudar —, numa cena em que Ney diz coisas como “A minha (biografia) pode publicar, viu? Sem problemas” e “Aqui (no Brasil) ninguém lê. A população é analfabeta. Por isso podem publicar o que quiserem. Não faz a menor diferença, entende?”.
— É o desejo de voltar a ter censura — posiciona-se o ator. — Daqui a pouco vão querer censurar matéria de jornal.
O assunto é de especial interesse para a turma: a biografia de Gerald assinada por Edi Botelho não pôde ser lançada, no ano passado, depois que um ex-ator da companhia do diretor entrou com uma notificação apontando “inverdades” no texto.
— Estamos esperando esse processo no STJ agora — diz Botelho.
Gerald, por sua vez, prepara um livro autobiográfico, “Let’s say it all started”, e um romance, “Lost case of a brief case”. Após anunciar que abandonara o teatro, em 2009, e voltar atrás criando a London Dry Opera Company — com a qual apresentou seu último espetáculo no Brasil, “Gargólios”, em 2012 —, hoje desativada, ele promete formar a New York Dry Opera Company até o fim do ano.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/ney-latorraca-grande-volta-um-ano-apos-internacao-10491051#ixzz2ofHsadzI
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Um site engraçado pra quem é brasileiro:

http://desciclopedia.org/wiki/Gerald_Thomas

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https://www.facebook.com/events/579321005411799/

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If the Ukranians don’t know what they want, then why should WE want it for them?

!!!!???!!!

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