Monthly Archives: September 2011

Estado de Sao Paulo – GT – 9/11

Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

Contemplativo, Gerald Thomas costumava divagar sobre o que escreveria para uma coluna que mantinha olhando para o nada pela janela de seu escritório, em Williamsburg, no Brooklyn. Não exatamente para o nada, mas para o World Trade Center, já tão fincado na paisagem que nem se destacava mais. Até aquela manhã dos ataques. “Alguém me ligou histérico dizendo para eu ir para a janela. Fiquei trêmulo, atônito. Enquanto eu estava olhando, veio o avião na segunda torre. Quando a torre caiu, caí junto, com o computador. Só me lembro de chorar convulsivamente.”

O dramaturgo recebeu uma convocação ainda naquele dia para trabalhar nos escombros. “Não tive muito tempo para pensar. Era escrever, ir para o buraco, voltar pra casa e tentar dormir. E era impossível dormir. Fiquei 21 dias nessa “rotina”, coberto de poeira e asbesto”, lembra. Thomas não dá muitos detalhes sobre esse trabalho, mas, em uma entrevista na época, contou que chegou a fazer triagem de roupas achadas secas, duras de sangue, “na esperança de encontrar documentos, cabelo”, qualquer coisa que identificasse a quem elas pertenciam. Também serviu café e suco de laranja para os outros trabalhadores.

Na tragédia, Thomas perdeu um advogado e todas as suas secretárias. “Era um escritório com sete advogados no total. Perdi também um editor de vídeos”, conta. O clima que se seguiu àquela terça-feira foi de dor e união. “Foram três meses de caos, abraços e choros e a nação virou uma “Nação Zumbi””, descreve o dramaturgo. Ele lembra que, aos poucos, “começamos a entender que (Dick) Cheney, (George W.) Bush, (Donald) Rumsfeld, etc, estavam envolvidos, de uma forma ou outra”. “Não esperei sair os livros “Plan of Attack” ou o “State of Denial”, do Bob Woodward, ou o relatório da Comissão 11/9 para descobrir a m… envolvida ali.”

Gerald Thomas se divide hoje entre Londres e Nova York e, dez anos depois dos ataques, encenou suas impressões na peça Throats, na capital britânica – que veio para o Brasil com o título Gargólios. Quando fala dos efeitos do 11 de Setembro no que é a cidade hoje, poetiza. “Nós somos góticos. Somos uma cidade de ferro guza. Sabemos nos reerguer com orgulho.”

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SBT TV – 9/11 (aired last Wednesday night)

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Philip Glass, Allen Ginsberg, MoMA and I: an almost full cycle of love, collaboration and

What an evening filled with memories! Sad, yet, great warm memories. Saw (heard) Philip (Glass) play 3 numbers of “Metamorphosis”, composed in the late 1980s for my “Kafka Trilogy” (he said “I knew you were out there and I threw an extra one in for you!”)

Although one couldn’t see him, because he was hidden by circular layers of scrim material or gauze, Philip was heard loud and clear. Beautiful acoustics and magnificent playing. I guess that MoMa (the Museum of Modern Art) can move art to “elevated” areas of our minds. The installation was created by Carlito Carvalhosa, a Brazilian conceptual installation artist of the highest order.

I almost burst into tears when I heard the voice of Allen Ginsberg (who filmed Julian Beck’s burial: what a 360 degree turn in life!!! The Ginsberg I met during that time when I was directing Julian Beck in Beckett’s “That Time”, (and died during the run of the production).

It was precisely during that production that Philip and I met for the 1st time), and I saw Ana Ciça, said hello to Stokes (the wonderful Stokes Howell) and Phil at the end. I said to Phil: “you always manage NOT to be in NYC during 9/11.” In fact, he’s almost always in Brazil. He leaves for Olinda (Pernambuco?) today.

Ran out like a madman because I had to be on live TV (Record, Brazil) 10 minutes of a very interesting interview (10 minutes is an eternity, given it’s a  a nightly news situation.) Apparently, SBT also aired a previously recorded piece done here at home.

A wonderfully sad round circle: from 23rd Street to 53rd and back to 23rd Street where the studios are. Said some things I had never said before. Came to conclusions I had not come to before about it all, from the cradle to the grave.

Once I get the links, I’ll post them on this blog . All in all, what remains is a soft and warm feeling of humanness. And that is the wonderful reward of seeing life go by whilst keeping long, long friendships. I mean, collaborations, friends and good work. Moving forward, yet  being able to look onto and into the past with a little bit of melancholia, gratitude and eternal love.

Gerald Thomas

September 8, 2011 and counting (down)

 

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