Irene Day 2: Manhattan: Folha Online

27/08/2011 – 19h27

Segundo dia do furacão Irene

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GERALD THOMAS
ESPECIAL PARA A FOLHA

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Se vocês acharam exagerada a cobertura da imprensa relativa ao furacão Irene, saibam o seguinte: ainda faltam oito horas para que o maldito chegue a Manhattan, lugar de onde escrevo.

Mas, mesmo assim, já é visível o volume de água subindo no East River. A essa hora, eu estarei amanhã em um território tenebroso chamado East Manhattan (que estará debaixo de dois pés d’água, os túneis do metrô estarão transbordando mais água (e mais ratos) para as ruas e avenidas da cidade, e estarei sem luz, sem eletricidade para sequer descobrir se este artigo foi publicado no jornal.

Maryland e a Carolina do Norte já estão debaixo d’água mesmo. E sem eletricidade.

Não importa muito agora se a categoria desse furacão é 1 ou 2 ou se o Irene será “demovido” a tropical storm.

O fato é que ventos a 100 km por hora vão derrubar tudo em seu caminho, sinais de trânsito vão virar ÓVNIS perigosíssimos e nós, cidadãos da Zona A (ou 1), considerada a mais perigosa e sob evacuação mandatória do prefeito Bloomberg, estaremos comendo milho ou ervilhas enlatadas e dando descarga com baldes de água acumulados durante o dia.

A ConEdison (aqui do lado, na rua 14 com o FDR Drive) já decretou que serão obrigados a cortar a luz por causa da erosão de seus geradores com a invasão da água salgada do East River.

Quem diria! Em uma semana, sofremos os tremores do terremoto de Virgínia e pegamos um furacão.

Só em pensar que, daqui a duas semanas, estaremos enfrentando o décimo ano da tristeza do 11 de setembro me faz virar o inverso de um furacão. Aqui dentro, as lágrimas correm como um rio mais parecido com a literatura de Joyce ou Guimarães Rosa. Ou seja, aquela estranha mistura de tristeza com a estonteante alegria de ver a natureza em movimento.

Gerald Thomas é autor e diretor teatral

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