Monthly Archives: September 2008

PEDÓFILOS

PEDÓFILOS – Parte 1 e DOW Jones CAI 600 pontos HOJE. Leia em baixo, em inglês, parte da rejeição – do NY Times

O não dito sempre foi mais interessante do que o dito explícito. As pessoas insistem em discutir isso e aquilo sobre a vida particular de outras pessoas e POLICIAM o posicionamento que tomo em relação a isso ou aquilo. Chamo isso de INVASÃO: de curra, de estupro!

Eu insisto sempre em desdizer tudo, pois estou na contramão desde que nasci. Eu disse: CONTRAMÃO!

Por que diabos QUESTIONAM? Melhor ainda: com que DIREITO questionam a minha vida pessoal? Se sou amigo desse ou daquele? Se tomo essa posição ou se “fico” nessa ou noutra posição? (ha!) COMO alguém se METE na minha vida? (epa!) Quem tem esse direito?

Digo isto em resposta a emails recentes furiosos que recebi de todos os lados porque defendi, defendo e defenderei o livro, o ser humano e a existência do escritor expressionista e intelectual Reinaldo Azevedo. Assim como me colocaria a favor de Jackson Pollock e Marcel Duchamp (ou preencham os parênteses com o nome de quem tem ou teve VOZ!)

Já vejo as cartas entrando: “Como? Você vê o Reinaldo como um Jackson Pollock?” A Internet é rasa demais para uma primeira vista. Ela é míope! Mas, com o passar dos dias, a poeira vai baixando. As pessoas vão relendo o texto. Vão entendendo o que quero dizer. E o que  quero dizer? Hein? O que quero dizer? Tenho um leque eclético, ecleticíssimo de amigos e de pessoas que admiro. E NINGUÉM TEM PORRA NENHUMA A VER COM ISSO!  O posicionamento político deles vai desde da crença em Dalai Llama até Jesus Cristo ou ateísmo total. E daí? Tenho amigos que se trancam em casa no Shabath, ás sextas á noite.

Tenho amigos que estão em jejum, agora no final do Ramadan, feriado islâmico. Tenho amigos artistas, não artistas, porteiras, portas, porcas, orcas, cãs, as, s… De Melville pra baixo todos os mamíferos são, em princípio, interessantes para alguém que escreve para o palco.

Poucos são amigos. Esses são poucos. Reinaldo é um dos poucos.

Quantas pessoas neste nosso mundo TÊM UMA VOZ?

Quantas pessoas PEITAM um sistema? O peitam com coerência, são fieis ao seu próprio tipo de humor picante e de uma inteligência raríssima e “invejante” (termo que saiu agora: aqui em Miami, os termos saem, escapam)?

Claro que Jackson Pollock nada tem a ver com Jackson Pollock. Reinaldo também nada tem a ver com o próprio Reinaldo. Eles mesmos variam de dia para dia. Pollock está morto. Reinaldo, espero, nos acompanhará por mais 139 anos. Pollock nos marcou pelo expressionismo abstrato, a turma da “Cedar’s Tavern” de Clement Greenberg, uma turma radical que NÃO ADIMITIA FIGURATIVISMOS. Eles vomitariam aqui na Art Deco de Miami. Aliás, eles vomitavam muito.

Mas, vocês perguntam: o que tem os pedófilos com isso? Chego lá.

Já, não! Gosto e admito Greenberg, Harold Rosenberg, Reinaldo (cujo livro espero que vire uma enciclopédia!). E por que isso deixa tanta gente furiosa? Por que eu deveria ser um cara MUITO LOUCO, cabeludaço, armas na mão com uma camiseta de Che Guevara cobrindo meu torso?

PEDÓFILOS, agora sim!

Olhem só  que chocante: andando aqui pela Lincoln Road, a rua de pedestres e pederastas, a “fauna” e a típica armadilha de turista, diferente de Ocean Drive, eu sendo filmado por uma equipe de documentaristas, notei que uns “pimps” (cafetões) estavam, literalmente, prostituindo meninos e meninas, como dizia Renato Russo.

Tinha crianças soltas para serem “alugadas” em plena Lincoln Road depois de meia-noite, em Miami Beach! O que fazer? A polícia sabe. Óbvio que sabe. Aqui é o santuário, uma espécie de oásis onde tudo pode. Por um  lado, esse “cano de escape” é necessário. Por outro, eu fico pensando… Os piores crimes acontecem ocultamente. Acontecem através da internet, quando ninguém está olhando no interior de, digamos, North Dakota… e do Brasil. O Brasil é o segundo NO MUNDO em crimes contra… quero dizer… SEGUNDO NO MUNDO na questão de EXPLORAÇÃO de SEXO infantil. Caramba! O medo que eu tenho que a M…y lá no Rio seja… Não, essa frase não será concluída.

Não tenho estatística, não tenho números, mas tem 4 andares do FBI em Washington DC só para isso, digo, para TRACK DOWN  esses criminosos!

Como tenho uma “criança”(dentro de mim e outra no Rio) isso me deixa em estado de CHOQUE.

PENA de MORTE! Ou, corta o pau fora.

Antes de sair de NY, um capítulo de Law & Oder SVU me deixou particularmente chocado. É quando o detetive Eliot Stabler entra undercover numa clínica de reabilitação de CHILD MOLESTERS ou de RAPISTS e acaba por incitar um deles a voltar a praticar seu “último crime”. A cena é explícita e chocante. A ponto tal de cumplicidade que os dois saem para “caçar”, que o criminoso pega no pau do Stabler para ver se está duro e “entrega” a menina de ”presente” para o detetive.

A menina amarrada  e jogada no fundo de uma Van… (cena realista e chocante de ver na TV). Até  o discurso eloqüente do molestador de COMO a nossa sociedade, com seus outdoors, billboards. campanhas TODAS ORIENTADAS PARA E PELO SEXO, pra tudo que é lado, bocas virtuais nos beijando, pernas femininas se abrindo, saltos altíssimos tipo “fuck me”, bucetas falantes, tudo isso para levantar pau de homem e vender desde carro ate sabão! Ou máquinas de café expresso!

Como curar um molestador numa sociedade orientada para o sexo, tudo criado em   agências de propaganda da Madison Avenue?

Ora, não sou trouxa. Já usei drogas como a coca pra sentir “sexo” e quebrar tabus. Não sou imbecil e muito menos hipócrita. Não poso de santo. Mas existe uma coisa que não pode ser quebrada: o trauma de se abusar de uma criança! “Traum”, em alemão, é sonho. Trauma, em alemão, é exatamente o mesmo. Uma letra, uma diferença. A mesma diferença que a idade traz.

Também não sou ingênuo que temos fantasias. Que rolem! Entre a fantasia, existe o deserto de Saara. Entre praticar essa fantasia existe um sistema jurídico. Criança, violência e exploração, jamais!

Numa parte mais light: vocês leitores, um dia, espero, vão ter que se acostumar com a diversidade. Sim, ela mesma. Exemplo? Tá bom!

Ontem, fui conversar com a Dianne, gerente aqui do Starbucks, na quina da esquina de Ocean Drive com nada, mas quase rua 15. Enorme, branca. E o Benny enorme, negro, ambos do Tennessee. Amantes? Não. Provavelmente gostam do mesmo sexo.  Nos demos bem na hora. Não sei o que é que CLICA! Um sorriso, a “atitude”: nos confessamos uns pros outros em questão de segundos.

Disse, em questão de segundos (e me peguei fazendo justamente aquilo que odeio que façam comigo). Eu DEMANDAVA que viessem à Nova York. E dizia: “COMO? Vocês não conhecem Nova York?” Dianne respondia: Somos de Nashville e achei essa “bolha de liberdade” aqui em South Beach. Ela, assim como eu, é filha da contra cultura dos anos 60, anti-Vietnam, anti-tudo. Continuamos assim. De que tribo somos? Nos termos de John Hemingway, somos de uma “Estranha Tribo”. John, aliás, é daqui, de Miami.

Era nítido, aliás, como Dianne e eu nos comovemos com o encontro: às 5 da tarde de hoje, domingo, terá mais!

Os amigos podem divergir em tudo. No entanto, existe um coração, porque somos movidos e comovidos por ele. O intelecto produz alguns obstáculos, assim como produz lareiras, assim como produz vaidades, assim como produz poesia concreta, assim como produz os silêncios nas peças de Harold Pinter, assim como produz o não dito, que foi como comecei o artigo.

Nos é permitido brincar!  Logo ali adiante uma brincadeirinha de mau gosto. Claro que de mau Gosto!

Não endosso o capítulo “CRUELDADE”, assim como não endossso muitos ovos que já fritei, assim como não endosso muitos camarões que já assei, como não endosso muita coisa que já fiz. Mas fiz. Se um dia me puserem na Cadeira do Juízo Final ou na cadeira de madeira no Tribunal de Nurenberg, vai sair muita, muita, muita sujeira. Mas esse sou eu HOJE!

E isso, muito imbecil por aí não parece entender.

Quando chamam Reinaldo Azevedo de “reacionário” deveriam dar uma bela olhada no espelho e dar uma repensada no termo e em suas pobres vidas e em suas roucas vozes! Reaça? Ha! Não me façam rir!

CRUELDADE (eu escrevi, pensei, mas não endosso)

Parado, ontem, também no meio da fauna entre músculos e musculosos, eu observava o movimento dos traficantes e de las puchas. De repente vem uma surda e me deposita uma placa na mesa: I’m deaf (sou surda).

Respondo: Good. You don’t need to hear all this horrible noise all around you! (Que bom. Você não precisa ouvir esse barulho horrível ao redor de você)

Penso em outras possibilidades:

Um Cego:  ÓTIMO! Você não precisa ver essa escrotalha que anda por aí!

MUDO: Maravilha: um a menos pra falar merda.

Paralítico: Sorte sua! Não precisa se preocupar em “malhar”, em se preocupar com “gordurinha localizada”!

Confesso uma coisa: quem “exige” que eu seja de um lugar só, é porque tem medo do mundo. Bobagem! O mundo é habitado por seres humanos. Eles são tão bons ou ruins quantos esses aí, da tua rua. Mas as diferentes culturas e costumes são interessantes e quem tem medo de conhecê-las, morrerá pobre de espírito! Mas uma coisa é certa, medo da morte eu tenho. Medo  daqueles que me impedem de viver a vida eu tenho. Da vida, jamais!

 

Gerald Thomas, South Beach – Miami (100 crianças serão abduzidas nessa cidade hoje e ninguém fará nada!)

Domingo, mais uma etapa!

 

 

 

(Vamp, na edição)

 

 

 

Do blog do Reinaldo Azevedo:

 

Domingo, Setembro 28, 2008

Falanges do ódio 

Gerald Thomas responde em seu blog às falanges do ódio, que resolveram, agora, patrulhar a nossa amizade – ou, no caso, censurá-lo porque “tem a coragem” de se dizer meu amigo.

Eis aí. Quando eles não podem silenciá-lo, ameaçam-no, então, com a solidão, com um solene “não gostamos mais de você se você não odiar todos aqueles que odiamos”.

O que é que essa gente sabe sobre celebração, encontro, decência? Nada! Esses caras estão urrando cedo demais, não é, Gerald? Talvez devessem esperar um pouco…

 

 

 

DOW JONES CAI 600 PONTOS HOJE, FINAL DE TARDE DE SEGUNDA-FEIRA:

House Rejects Bailout Package, 228-205; Stocks Plunge

Published: September 29, 2008

WASHINGTON — In a moment of historic import in the Capitol and on Wall Street, the House of Representatives voted on Monday to reject a $700 billion rescue of the financial industry. The vote came in stunning defiance of President Bush and Congressional leaders of both parties, who said the bailout was needed to prevent a widespread financial collapse.

Matthew Cavanaugh/European Pressphoto Agency

House Speaker Nancy Pelosi walked through the Capitol building on Monday.

Details of the Rescue BillGraphic

Details of the Rescue Bill

Andrew Councill for The New York Times

Senator Judd Gregg, Republican of New Hampshire, said of the new plan, “If we don’t pass it, we shouldn’t be a Congress.”

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The vote against the measure was 228 to 205, with 133 Republicans joining 95 Democrats in opposition. The bill was backed by 140 Democrats and 65 Republicans.

Supporters vowed to try to bring the rescue package up for consideration again as soon as possible, perhaps late Wednesday or Thursday, but there were no definite plans to do so.

Stock markets plunged as it appeared that the measure would go down to defeat, and kept slumping into the afternoon when that appearance became a reality. By late afternoon the Dow industrials had fallen more than 5 percent, and other indexes even more sharply. Oil prices fell steeply on fears of a global recession; investors bid up prices of Treasury securities and gold in a flight to safety. House leaders pushing for the package kept the voting period open for some 40 minutes past the allotted time, trying to convert “no” votes by pointing to damage being done to the markets, but to no avail.

The vote was a catastrophic political defeat for President Bush, who was described as “very disappointed” by a spokesman, Tony Fratto. Mr. Bush had put the full weight of the White House behind the measure and had lobbied wavering Republicans in intensely personal telephone calls on Monday morning before the vote. Both presidential candidates also supported the plan.

Supporters of the bill had argued that it was necessary to avoid a collapse of the economic system, a calamity that would drag down not just Wall Street investment houses but possibly the savings and portfolios of millions of Americans. Moreover, supporters argued, a lingering crisis in America could choke off business and consumer loans to a degree that could prompt bank failures in Europe and slow down the global economy.

 

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Paul Newman, morto aos 83, de câncer

 

The actor Paul Newman has died at 83 of cancer, his spokeswoman told The associated Press. Mr. Newman, whose career spanned five decades, was also a prominent social activist, a major proponent of actors’ creative rights and a noted philanthropist. He was nominated for Academy Awards 10 times, and won a best actor Oscar in 1987 for “The Color of Money.”

Daqui a pouco comento. Nesse instante estou meio…. nada!

2008 está engolindo todo mundo. O Tsunami .

 

SOBRE O DEBATE de ontem:

DEBATE NãO SE GANHA!  ELEIÇÃO SE GANHA!  DEBATE, HAVERÁ MUITOS. VOCÊS SÃO MUITO INOCENTES. EM DEBATE SE DISCORDA SOBRE VÁRIOS PONTOS, SOBRE ESTRATÉGIAS, TÁTICAS, ETC .VOCÊS ACHAM QUE DEBATE É PRA SER “GANHO” COMO SE FOSSE CORRIDA DE CAVALOS. NUNCA VI IMBECILIDADE MAIOR. DESCULPA MAS ISSO É POUCA EDUCAÇÃO POR PARTE DE VOCÊS NO SISTEMA ELEITORAL NORTE AMERICANO!!!!

LOVE GERALD

 

Estou triste com a morte de Paul Newman e estudando o que os comentaristas de todos os jornais e televisões estão escrevendo e dizendo “around the world” sobre ontem à noite.

 Não se trata de QUEM GANHOU, CARAMBA! SE TRATA DE QUEM FOI MAIS FORTE, QUE ATENDEU AS PERGUNTAS, QUE EVITOU AS PERGUNTAS, QUE DESVIOU DOS ASSUNTOS, QUEM INVERTEU OS ASSUNTOS, POR FAVOR, ENTENDAM QUEM É JIM LEHRER DA PBS, DO LEHRER REPORT!!!!!


GT

 

 

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Depois do Debate: leia no fundo desse texto: nota do NYTIMES!Abbey Road vista de Miami: John (McCain), Paul, Obama e Ringo???

Samba Final

 

(Estou cego de verdade)

 

Miami- South Beach.

 

Quando quero dar um pulo para fora de mim mesmo e ver o mundo de fora, venho para cá. Por quê? Porque Miami não existe! Amo essa milha e meia do Ocean Drive, aqui no Art Deco District.

Amo essa total liberdade de TUDO num dos estados mais conservadores. E fiz questão de fazê-lo, a poucas semanas das eleições, justamente na noite ou no dia em que, AFINAL, teremos o tal debate entre McCain e Obama, do qual o primeiro tentou escapar.

 

Ontem, na Casa Branca, McCain deferia qualquer pergunta a seu financial advisor. Obama foi lá, convocado por Bush, o que eu também acho um absurdo. Mas á essas alturas o que eu não acho um absurdo? Só falta o Hugo Chavez aparecer aqui em Miami e dirigir um táxi! Enfim, Obama laid out. Como se fala? COLOCOU seu plano durante 40 mintutos.

McCain Calado.

 A CNN capitalizou: eles levarão o debate para as TVs do mundo e não mais somente à ABC.

 

SINFONIA dos DES-DITOS 3

 

Capa do New York Times de hoje, vista de Miami, é muito engraçada.  Aqui, do meio de las putchas, do meio desse caos fantástico que amo, mi-amo, e onde a mansão de Versace virou um private hotel (o que será um “private hotel”?  Hummmm…), a foto de Obama e McCain andando PARECEM meia ABBEY Road, ou seja, Half Beatles.

Já que só restam dois deles mesmo, será que a semiologia está implícita?

Paul MacCartney

Ringo

John (McCain)

Barack

 

Eles não estão andando numa “zebra Crossing” e nem estão em West Hampstead ou em Kilburn ou sequer estão no mesmo lugar. Mas me faz pensar.

Me faz pensar que há 20 anos atrás, quando meus nervos não estavam tão a flor da pele ainda, mas a pele recebia mais flores do que hoje… eu escrevi e montei um espetáculo chamado “Movimentos Obsessivos e Redundantes para Tanta Estética”: M.O.R.T.E.

 

Bete Coelho, Damasceno e Edílson Botelho, e um enorme elenco de brasileiros, levaram ele para o mundo. Até para Taormina fomos, Zurich e o escambau, fomos.

 

Ele era uma homenagem àquele que amarra e sufoca TUDO, embrulha tudo como se fosse um PACOTE, o artista Christo. E, dentro da peça, o personagem principal ouvia um relógio tic- tac dentro de um outro ser grávido. Era um homem- bomba quando ainda não tínhamos homens-bomba, que horror! Esse personagem principal (na primeira versão, Bete Coelho, segunda, Edi Botelho), era um escultor que não conseguia esculpir. Por quê? Porque as pedras em que tinham que esculpir já estavam embrulhadas por pano pelo CHRISTO, o embrulhador.

 

Paralelo com a política, total!

Paralelo com Hamlet, total: todos os personagens eram Hamlet, Ofélia, etc.

Aqui vai, de MIAMI (lembrado por Marina Salomon), o trecho final, o SAMBA FINAL que encerrava o espetáculo:

 

Quem faria isso comigo?

Olhe fundo nos meus olhos e diga!

Aqui? Um universo?

Os de cima, os de baixo?

 

Os menores erros… EU DISSE

Os menores erros EU DISSE

EU DISSE!

LUZ!

SOM!

Palavras!

Mas do que valem?

Nossos poetas estão mortos

Nossa musica não tem heroísmo

 

Nos não temos corpos, somos fracos, somos rasos

Nossos casos, moribundos.

Julgamentos: cada caso, um acaso.

Nossa obra, uma obra do acaso total.

 

CLAMO!

EU DISSE

 

CLAMO!

 

Que me acordem se eu estiver dormindo

Minha angustia, meu espírito!

 

CONVOCO!

 

EU DISSE!

CONVOCO!

 

Uma NOVA geração de criadores!

Que se afunilem

E que se intoxiquem

E ouçam os lamentos das cidades!

Que se estrangulem, mas achem a geometria das cidades!

 

CONVOCO!

EU Disse. Convoco. Um novo Parangolé Brasileiro!

 

E Que chova sobre a NOSSA POESIA!”

.

 

Não faço mais teatro. Faço ópera. Ópera seca. Há anos digo isso e há anos faço isso. Só que agora mais do que nunca.

Estou constrangido pela falta de pensadores no mundo. Constrangido pela falta de loucos, obcecados, visionários. Parece que só existem os políticos e os que entretém os políticos com shows ou com consentimento. O nojo nacional é, antes de mais nada, um nojo cultural. E não adianta centralizar informação e distribuir verba. Isso vira FBI sangrento e burocrático e, para minha infelicidade, não parece mais ópera.

 

M.O.R.T.E.

 

(Movimentos Obsessivos e Redundantes pra Tanta Estética), há mais ou menos vinte anos.

 

Desabafo – espetáculo de Gerald Thomas com a Cia. de Ópera Seca de 1990, endossado em South Beach em Sept 2008.

 

 

(Na edição, O Vampiro de Curitiba)

 

PRATICAMENTE ACABOU O DEBATE: DEPOIS COMENTO: TÉCNICAS BÁSICAS DE DEBATE: McCAIN: EU ESTIVE MAIS TEMPO AQUI. EU CONHEÇO AS TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS MELHOR MEU FILHO, GAROTO, “O QUE O GAROTO (OBAMA) NAO PARECE QUERER ENTENTER (what the Senator doesn’t seem to be able to understand) over and over and over.

ESSA É A TATICA

NÃO OLHAR NUNCA NOS OLHOS DE OBAMA

RIR SEMPRE NA HORA DA RESPOSTA DO OUTRO

É ISSO

SERÁ ISSO

E PROVAVELMENTE SERÁ ELEITO

FALO DE McCAIN, o Quarto Beatle. Não falou dos Weapons For Mass Destructions no Iraq que não existiam, não falou do massive tax break pra elite, não falou que o Irã era mais enfraquecido com a presença de Saddam Hussein.

SÓ TEM UM PROBLEMA: MCCAIN ESTÁ AQUI HÁ MAIS TEMPO, SIM!

MCCAIN ASSINOU MAIS ACORDOS SIM!

E JUSTAMENTE POR ISSO

JUSTAMENTE PORQUE FEZ ISSO E AQUILO

JUSTAMENTE PORQUE CONHECE AS ENTRANHAS DOS MECANISMOS

É QUE ESTAMOS NA MERDA EM QUE ESTAMOS!

É QUE ESTAMOS NA MERDA EM QUE ESTAMOS!

É QUE ESTAMOS NA MERDA EM QUE ESTAMOS!

Mas é assim!

Chega!

GT

 

 

 

 

Do New York Times de sábado:

 

 

The two men met for 90 minutes against the backdrop of the nation’s worst financial crisis since the Great Depression and intensive negotiations in Congress over a $700 billion bailout plan for Wall Street.

Despite repeated prodding, Mr. McCain and Mr. Obama refused to point to any major adjustments they would need to make to their governing agendas — like scaling back promised tax reductions or spending programs — to accommodate what both men said could be very tough economic times for the next president.

For the first 40 minutes, Mr. Obama repeatedly sought to link Mr. McCain to President Bush, and suggested that it was policies of excessive deregulation that led to the financial crisis and mounting economic problems the nation faces now.

“We also have to recognize that this is a final verdict on eight years of failed economic policies promoted by George Bush, supported by Senator McCain — the theory that basically says that we can shred regulations and consumer protections and give more and more to the most and somehow prosperity will trickle down,” Mr. Obama said. “It hasn’t worked and I think that the fundamentals of the economy have to be measured by whether or not the middle class is getting a fair shake.”

Mr. McCain became more animated during the second part of the debate, when it shifted to the advertised topic: foreign policy and national security. The two men offered strong and fundamentally different arguments about the wisdom of going to war against Iraq — which Mr. McCain supported and Mr. Obama opposed — as well as how to deal with Iran.

More than anything, Mr. McCain seemed intent on presenting Mr. Obama as green and inexperienced, a risky choice during a difficult time. Again and again, sounding almost like a professor talking down to a new student, he talked about having to explain foreign policy to Mr. Obama and repeatedly invoked his 30 years of history on national security (even though Mr. McCain, in the kind of misstep that no doubt would have been used by Republicans against Mr. Obama, mangled the name of the Iranian president, Mahmoud Ahmadinejad, and he stumbled over the name of Pakistan’s newly inaugurated president, calling him “Qadari.” His name is actually Asif Ali Zardari.).

 

 

PS. do Vamp: Sobre o ocorrido: Um vagabundo entrou com nicks de outras pessoas e postou comentários em nome das mesmas. Todos sabemos quem é o vagabundo. Aqueles que deram o e-mail para o vagabundo terão que mandar um e-mail diferente para o Gerald e só comentar aqui no Blog com o e-mail novo. É o preço a pagar por não saberem escolher amizades. Quanto ao vagabundo: Eu sei quem é ele. Ele sabe que eu sei. Eu sei onde encontrá-lo. Ele não imagina quem eu seja. O mundo dá voltas, mas é na reta que resolvemos nossas diferenças.  Não hoje, não amanhã, mas resolvemos!

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"Apocalipstick" – Quinta-feira: Conversa em Washington Falha: "TEATRO POLÍTICO", diz Chefe do Senado!

Blog: quatro meses. Leia o UPDATE de QUINTA á Noite lá embaixo, nessa mesma coluna, *em ingles” do NYTimes, estou tentando dar um tempo… tentando relaxar… em Miami (obviamente não consigo). GT

Não, não é bem um blog e sim mistura de BlogHosting com BlogNovela. Não sou blogueiro ou bloguista ou blognauta. Sou autor e diretor teatral, uma arte em momento fundamental de se repensar, de se reapresentar e de se re-encenar. Assim como no magnífico prefácio de Alberto Guzik pro “Encenador de Si Mesmo” (uma coletânea que Haroldo de Campos, Jacó Guinsburg e Silvia Fernandes fizeram sobre o meu trabalho), a arte da encenação não pode bater na primeira e única tecla e não pode ficar na era do primeiro e último retorno. Ou seja, morremos todos os dias. No fechar do pano, no teatro, acabamos com as nossas vidas, as vidas de nossos personagens. Se o teatro pega fogo e o espetáculo não volta mais, acabou. Bem, mas até Hamlet já dizia isso. 

 

Anteontem, conversando com  a última beatnick do teatro livre, a Judith Malina, trêmulo de emoção por todos os motivos do mundo (a morte de seu companheiro Hanon há seis meses e a de Julian Beck há 23 anos) eu senti que estamos, nós do teatro, entrando num clima estranho. Mesmo o seu Living Theater – com esse nome – vive dias estranhos. Sinto que DEVERÍAMOS SER CAPAZES DE TROCAR DE NOME E DE IDENTIDADE pelo menos uma, duas, três vezes na vida. Vocês acham justo que “atacham” um nome e um número na gente e… that’s it?

 

Estranho!  Termo estranho esse termo… estranho. Pois! Mais e mais gente no mundo quer entrar para o teatro, mas… Entrar para quê? Entrar para dizer o quê? Naquela mini-entrevista no YouTube, em inglês, http://www.youtube.com/watch?v=kfZaz3s5VV0, eu falo sobre essa crise.

 

Essa gente tem o que dizer? São pensadores? São, em primeiro lugar, ARTISTAS? Não, não são. Esse Blog comemorou ontem 4 meses aqui no IG e foi além dos 178 mil hits e cada post vira um ‘hub’, um fórum de debates  com seus pra mais de 400 comentários e isso me deixa extremamente orgulhoso.

 

Mas e qual o pararelo entre Blog e Teatro? O Berro. A BlogNovela. O BlogHosting. A intensa interatividade que existe num tempo quase real de performance art que acontece aqui.

 

No próximo capítulo da BlogNovela estaremos remando de volta paro o CRASH novayorkino de onde eu  nunca saí. Encenador de si mesmo? Não, nada disso. Encenador do que está em minha volta. Um imenso barulho que Maureen Dowd chama de “apocalipstick” , se referindo ao batom no porco e ao apocalíptico mundo de mentiras editorias em que vivemos.

 

O que vem a ser um artista? O que dá a alguém o direito de ocupar o palco e estar na luz? Pois é, justamente! Tudo está turvo, tem gente demais querendo dizer coisas demais nesses reality shows. Gente que não tem passado, que não colocou um pé na lama e outro na merda, como diz um mestre do teatro. Mesmo assim, o ego do anonimato está crescendo dia a dia de uma forma apocalíptica. Os 15 minutos de fama de Warhol parecem ter se tornado uma eternidade e ninguém, digo, os do palco, consegue lidar com a crítica. Talvez porque a crítica não consiga mais lidar com eles.

 

Há um rombo imenso no diálogo na arte mundial. É disso que ria o Damien Hirst outro dia quando comprou sua própria obra…

 

Pena que nós não consigamos lotar os teatros com nossos próprios egos ou transformar os blogs em leitura casual. Para mim isso virou um caso visceral e eu queria agradecer a vocês todos por me darem essa chance.

 

LOVE

 

Gerald

 

 

 

(O Vampiro de Curitiba na edição)

 

Desta quinta, do New York Times:

 

It does no good, Mr. Dodd said, “to be distracted for two or three hours by political theater.”

The senator was apparently alluding to a growing revolt by conservative House Republicans against the proposed $700 billion rescue, and the fact that Senator McCain has not yet endorsed the plan, whose concept runs contrary to the policy positions he has taken for years.

Mr. McCain and his Democratic opponent, Senator Barack Obama, left the White House by a side entrance without commenting. The initial silence of the presidential candidates reinforced the impression that thorny issues still need to be addressed before an accord is achieved.

Shortly afterward, Mr. Obama said in an interview on CNN that he was confident that a deal would be reached “eventually,” but he said, “I think there’s still some work that needs to be done.”

 

 

WASHINGTON — With their first presidential debate awash in uncertainty, Senator Barack Obama interrupted his preparations in Florida and arrived here Thursday afternoon to join Senator John McCain for an extraordinary White House meeting intended to spark an agreement on the $700 billion government plan to bail out the nation’s financial institutions.

 

 

 

 

 

PS. do Vamp: Como vocês devem ter percebido, tivemos uns probleminhas no WordPress. Enquanto o Gerald está lá em Miami, se estressando com aquela paisagem maravilhosa, eu “estarei resolvendo” (gerúndio é foda, né?) o problema. Enquanto isso, mandem ver nos comentários.

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Reinaldo Azevedo e seu livro maravilhoso: "O País dos Petralhas"

“O Pais dos Petralhas”

 Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro  “O Pais dos Petralhas”. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas: uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo, enorme e uma empatia que já dura quase um ano.

Pior, ou melhor, eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.

E por quê? Porque leio o seu blog  todos os dias. Além de ser direto e indireto (essa balança poucos conseguem, ou conseguiam, como Bernard Levin, Koestler, Francis) ele é sanguinariamente vil quando quer. Persegue e é perseguido.

“O Pais dos Petralhas” é um “must” absoluto pelo seguinte: seja o leitor de… (ai meu saco!)  ‘esquerda’ ou de ‘direita’ (termos defuntos na minha opinião, hoje, em 2008): o livro é uma compilação de posts do blog e conta uma história “trágica” (a da política nacional brasileira sob o regime xenofóbico e desastroso do PT), e engracadissimo também.

Exemplo de um post: “WEIS NÃO É UM, MAS SETE (10/12/2007)

“…Lembram-se daquela passagem de Memórias Póstumas de Brás Cubas, a do “almocreve”? Weis vive implorando que eu lhe dê alguns trocados. Já fui tentado a jogar tostões em seu chapéu. Quando, no entanto, penso em sua figura diminuta, em sua constrangedora irrelevância, em sua arrogância sem lastro, em sua disposição para a serventia, em sua inclinação para lustrar os sapatos do poder – já que precisa ficar na ponta dos pés pra puxar o saco – ignoro-o. A exemplo de Brás Cubas, vou diminuindo o valor da esmola. Até que não reste nada.”

Essa passagem, tão ácida quanto quase todas, aparece na página 47.

Ou: “O marxismo é uma variante da preguiça… ” (do post Bodas Bárbaras, pág 99). “Os Discípulos de um Homem chamado Nair” ou “Estamos na Sarjeta” (pág 143)

-“Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada  “O Direito Achado na Rua”. Foi publicado pela editora UnB e elaborado pelo núcleo de Estudos Para a Paz dos Direitos Humanos. Paz? Si vis pacem para bellum, já ensinava o ditado latino. Se queres a paz, prepara a guerra”.

Pois! Reinaldo está em guerra permanente. Mas não é à toa: Seus  inimigos, um governo sujo, corrompido, etc, parece estar ficando cada vez maior.

Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. Qual moral? Você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nitzscheana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.

O livro é imperdível! Eu, um confesso ignorante em política brasileira, estou me tornando um mestre depois dos posts diários de Reinaldo Azevedo. Esse livro é uma grandiosa amostra do que são esses posts. Se eu pudesse, faria uma enciclopédia de TUDO que ele escreveu ou tem escrito, pois assim como numa peça de Shakespeare, cada palavra um significado e um labirinto, cada labirinto, três séculos de significados. Reinaldo Azevedo é, sem duvida, o mais brilhante cronista político brasileiro. “O Pais dos Petralhas” é uma amostra compilada dessa mais que perfeita perfeição.

Gerald Thomas

September 21, 2008

 

 

Do blog do Reinaldo Azevedo

Uma “moral matemática”

Gerald Thomas, que tem seu blog hospedado no iG, escreveu um texto sobre O País dos Petralhas. Reproduzo, abaixo, alguns trechos:
Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro O Pais dos Petralhas. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas — uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo “enorme”, e uma empatia que já dura quase um ano.
Pior, ou melhor: eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe, de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.
(…)
Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. “Qual moral?”, você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nietzschiana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.
(…)
Para ler a íntegra, clique aqui

 

Por Reinaldo Azevedo | 05:37 | comentários (8)

 

 

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CRASH Parte 4 – TRUMP:DOW Jones SOBE 382 pontos: a História revive seus Horrores! Os FEDs entram e SALVAM a AIG/ Pior depressão desde A DEPRESSÃO, dizem os analistas aqui em NY

New York – TRUMP

Tábula Rasa.  Entre os geniais “Porcos Voadores” de Damien Hirst e as acusações da Maureen Dowd de que a Carly Florina não seria (sequer) capaz de dirigir a Hewlett-Packard, o que acontece? Tudo isso está ligado à Sarah Palin e ao Crash econômico que hoje deu a tal melhorada “band-aid”. O Dow Jones subiu 382 pontos porque o plano de emergência do secretário do tesouro (tesoureiro, alfaiate!), Henry Poulson (que alias eh primo de uma cantora lírica soprano que já cantou numa ópera que dirigi em Stuttgart em 1990, “Perseo und Andrômeda”, de Salvatore Sciarrino), se reuniu com o Bush (tão impopular que nem o McCain quer atender seus telefonemas. Chega a ser engraçado de tão patético ou patético de tão engraçado).

Mas, justamente por isso, gosto de quem zomba dos que se levam tão a sério: AMO o Monty Python (ou o que resta deles) e Damien Hirst (ótima a matéria na Ilustrada de hoje). O Saachi está se mordendo e o Nigel Reynolds, do Daily Telegraph de Londres, também.

Maureen Dowd escreve:   Carly Fiorina, the woman John McCain sent out to defend Sarah Palin and rip anyone who calls her a tabula rasa on foreign policy and the economy, admitted Tuesday that Palin was not capable of running Hewlett-Packard.

That’s pretty damning coming from Fiorina, who also was not capable of running Hewlett-Packard.”

Estou sem saco pra traduzir. Ambos os presidenciáveis me deixam HOJE de mau humor: é muita palavra besta rodando pra lá e pra cá. E olhem (todos vcs que me lêem) que sou pelo Obama até o último dos tantos fios de cabelos que tenho.

Mas, vendo a entrevista do TRUMP na TV, não dá mais! Enchi. Ainda sou daqueles que conversa com pessoas. Ontem, num jantar muitíssimo agradável com pessoas cuja identidade preciso manter sob cuidados Fort Knoxianos, as máximas eram “O Governo é sempre o nosso pior inimigo, até que a gente precise de um amigo!”. Bush tem mentido tanto, mas tanto, mas tanto que hoje à tarde, finalmente ele não fez brincadeirinha nenhuma com os repórteres: brincou de fazer cara séria e falou sobre a crise. Ou melhor, brincou de “assegurar” à população de que tudo estaria OK. Claro que os editores pulam em cima e rodam os clips recentes onde ele se contradiz ferrenhamente! Cada dia é uma coisa.

Até que McCain em Iowa explode e diz que – no melhor estilo TRUMP – “would FIRE” (demitiria) todo mundo.

“Se eu fosse presidente, eu o demitiria”, dizia McCain, num tremendo esforço de se distanciar de “George W Bush”.

TRUMP, que apóia McCain, deve ter dado um sorriso. Seu topete virou marca registrada. Seu “You’re FIRED” também.

Damien Hirst e seus porcos voadores, sem saber, também virou marca registrada: porcos de batom.

Agora a coisa está mais ou menos assim: no BURACO. Também não é à toa. Os Suíços fizeram experimentações com supercondutores, não foi? Disseram que isso iria produzir um ou vários buracos negros no universo, não é? Bem, o queijo suíço mais famoso é o Emmentaler, cheio de buraco. O Gruyere não, nem o Appenzeller, mas o Emmentaler tem mais buraco do que queijo!

Já estamos no buraco desde que o Tene Cheba me avisou ontem, num comentário, como a última BlogNovela foi premonitória: Nós, os personagens “nadávamos para fora da crise do capitalismo” em direção ao paraíso: Cuba. Era uma tremenda gozação, óbvio. Paraíso uma ova! A idéia era a de que 200 milhões de americanos, cheios desse negócio de “capitalismo”, fugiriam em jangadas improvisadas das costas da Flórida e fariam a viagem em direção contrária para encontrar o líder ainda vivo e conseguir tocar nas barbas… do…

Ainda mais intrigante: o manuscrito (está no título: era uma forma de celebrar o 11 de setembro de uma forma pessoal) era encontrado, parcialmente queimado nos escombros de Ground Zero, lá onde o Word Trade Center caiu, foi explodido pelos… chega! Estou esgotado de tanta retórica. Está na hora da BlogNovela virar um projeto concreto. E estamos a caminho de fazê-lo. Fiquem atentos, queridos!

Gerald, quinta, dia mais brando do CRASH.

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New York – Quarta-feira, 5:30 da tarde.

Num dia de mais loucuras, onde o DOW Jones caiu mais 450 pontos, o que reina mesmo é a loucura. Não sou analista de sistemas, não sou economista, mas ouço as pessoas, ando pelas ruas e recebo telefonemas. Alguns deles, de pessoas desesperadas: “O que devo fazer? Tirar todo meu dinheiro do banco?”, era um dos amigos. Um outro, já mais velho, que passou por várias crises, vários crashes, acha que dessa vez a coisa é pra valer: “Nunca vi nada igual. As filas nos bancos estavam imensas. Tentei primeiro numa ATM (caixa eletrônica) e nada funcionou. Estamos vivendo um doomsday”.

Meus termômetros não são jornais nem as colunas ou os blogs, mas os amigos, os advogados e amigos que me explicam e me contam a coisa em retrospectiva histórica, não histérica.

“Gerald, você sabe que tudo isso vem de horas e horas e mais horas de pessoas sentadas no DK Room”

GT- DK room? O que é isso?

“É o Don’t Know Room. É pra onde os stock brokers vão, no final – depois que fecha a bolsa, a NYSE e “acertam” os pontos, os nós, tudo aquilo que ficou mais ou menos no ar, todo aquele negócio “subjetivo” que… Bem, você sabe do que estou falando”.

Tento. Esse Blog não é de economia. Mas todos nós que estamos alertas e vivemos com os olhos quase abertos e lembramos dos escândalos escandalosos das “montanhas de manteiga” na Europa (década de 70) (manteiga super produzida e que não tinha saída: Dinamarca, Holanda e Alemanha acumulavam montanhas desse produto da vaca) e todos que se lembram do escândalo chamado de “Great Salad Oil Swindle”, lá pelo início dos anos 70, sabe que o mercado financeiro é tão subjetivo quanto a ARTE. Hoje algo vale isso, amanhã, tal pintor, poeta, etc., não valem mais um tostão furado!

 O “Great Salad Oil Swindle” se resume num cara que ia medir um navio-tanque  (cargueiro) daqueles, ancorados aqui perto, em New Jersey. Ele ia com aqueles sticks… (me faltam palavras, oh blog… coisa rápida…) …stick… é vara! Isso! Vara de medir óleo, como aquelas, que medem o óleo do motor de seu carro. Só que enorme!

Ele ia medir a quantidade de óleo de salada (e depois dizem que Breton e Dali são os papas do surrealismo!) pra verificar a quantidade diária do cargueiro até que um dia… Até que um belo dia o cara leva um CHOQUE! Ele acende uma lanterna e se da conta de que estava medindo somente um pequeno cilindro. O cilindro estava cheio de óleo de salada, sim, mas o resto do navio cargueiro estava …. VAZIO!!!!

Doença da Vaca Louca!

Sim, esses são os tempos! Amanhã os jornais estarão repletos das mais perfeitas análises sobre esse, o dia 3 do mais profundo CRASH dos últimos tempos. Será profundo? Qual seu impacto psicológico? O quanto a mídia aumenta ele? Até que ponto as pessoas são levadas ao PÂNICO pelo que ouvem e pelo que vêem? Ai é que está a questão!

Já disse: ando pelas ruas. Não moro na Upper East ou na Upper West Side e nem no Village. Moro numa zona que não tem nome. Poderia chamar-se isso de Gramercy Park Área, com algum esforço. Mas hoje andei pacas, fui até a rua 12, subi e voltei. O telefone e o skype não pararam. O assunto foi….

O CRASH. Juro, as pessoas estão achando que amanhã estarão fazendo fila na porta da padaria (aqui não existem padarias como tal) com malas de dinheiro tal qual em 1929.

WAIT a second. Mas qual second? Vocês viram quantas demissões no mundo hoje?

Do centro do olho do furacão: Gerald !

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New York – EXTRA ! EXTRA ! Agora, nesse momento, terca-feira, horas após o fechamento da bolsa (NYSE) os Feds oferecem “esmola” temporária à MEGA – ASSEGURADORA “AIG”. O preço desse bail out? 85 bilhões de dollares!  AIG está envolvido no 401K, em empréstimos, em business, em assegurar bancos, etc. Se eles “caissem”, como Merril Lynch e Lehman Bros, seria o fim de Hollywood, por exemplo, pois AIG são as subseguradoras de filmes de Hollywood e até de, pasmem, Angelina Jolie!

Pronto! Os Feds entraram em campo! Nao iria demorar. Agora é imprimir mais dinheiro e a inflação irá pros céus (no mau sentido). E que as nuvens sejam o limite. E McCain ainda pede uma comissão parlamentar para investigar. COMISSÃO PARLAMENTAR? Pra quê? Estão TODOS envolvidos!

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Esse é o CRASH! Essa é considerada a depressão das depressões! Não que eu entenda dessas coisas. Mas entendo quando vejo um âncora como o Brian Williams, da NBC, se “mudando” pros financial headquarters da mesma TV, a MSNBC ou CSNBC ou algo que o valha, com uma expressão de terror e tremor – entre uma e outra, narrando as notícias e perambulando entre as mesas dos experts que ganham a vida “analisando” o dinheiro alheio. “Dessa vez”, dizia Williams, “o problema chegou até nós, pela primeira vez. Amanhã você poderá não estar mais sentado ai”. Wow!

Já cedo de manhã, Fernando Rodrigues (da Folha), havia cancelado os planos de almoço. Senti, pelas notícias de ontem a noite, tarde, que o NYSE, a bolsa de NY, teria um dia duro pela frente pelos eventos da última sexta.

Mas hoje? Caramba… hoje?

Não existe mais a Merril Lynch como tal. É como se deixasse de existir a KIBOM pra vocês. Lynch foi comprada pela BankAmerica e o DOW Jones CAIU 500 pontos. Parece a ilha de Galveston no Texas, que recebeu uma onda (o IKE) e pouco sobrou.

E a Lehman Brothers? BANKRUPCY! E ainda vem aquelas caras empresariais de sempre, com o sorrriso de sempre, dizer “não se preocupem com nada, seu dinheiro está garantido, assegurado!

Como assegurado se um dos maiores grupos financeiros EVER, o AIG, está em Águas Mais Profundas do que Houston, Texas? A própria AIG não sabe como sair dessa. Numa reunião com os Feds, os Feds saíram andando….

Não vou aqui falar muita bobagem, pois deixo que os cadernos de Economia os façam por mim. Só posso dizer que 8 anos de governo Republicano, de subprime, de brincar com dinheiro, deu nisso. As imagens na televisão, dos empregados deixando seus escritórios com as bolsas e caixas com pertences nas mãos é absolutamente deprimente. Mas os governantes estarão sempre sorrindo para nós. Como nos campos de concentração. Não eram chamados assim. Eram “campos de trabalho”: bem vindos. Arbeit Macht Frei.

Gerald Thomas no dia da Depressão das Depressões FINANCEIRAS em NY.

 

Do blog do Fernando Rodrigues:

 

“Na crise dos EUA, um nome emerge: John Thain

Nova York – o blogueiro mata as saudades da reportagem diária na economia. É divertido falar com essa galera apavorada em Wall Street. Eles não sabem o que é ter passado por isso no Brasil tantas vezes.

Mas os operadores estão olhando longe. Querem ver o que sobra do atual pandemônio. E um nome emerge da crise: John Thain, o CEO da Merrill Lynch que conduziu a venda desse banco de investimentos para o Bank of America de maneira até, vamos dizer, macia –dado o ambiente tumultuado.

Thain assumiu a Merrill Lynch caindo aos pedaços em dezembro passado. A ML tinha sido depauperada pelo chefe anterior, Stanley O’Neal, que perdera bilhões na farra dos títulos imobiliários podres.

Thain assumiu e não teimou com a realidade. A Merrill Lynch se livrou de mais US$ 30 bilhões de títulos imobiliários podres (deu tudo a preço de banana para a Lone Star). Vendeu também a participação da ML na empresa de mídia Bloomberg. Em outras palavras, enquanto muitos ficaram esperando ajuda do governo, Thain foi saneando a empresa.”

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Eu, GT em Londres

Quem quiser assistir, clique o NOVO LINK eh www.youtube.com/watch?v=kfZaz3s5VV0

…o volante eh do lado britanico, o idioma tambem

LOVE

G

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