Teatro Cultura Artística em Sampa: tudo acabado: minhas imensas solidariedades!

THE DAY AFTER: NÓS SOMOS OS RESPONSÁVEIS!!!!!!!

CONHECENDO O INTERIOR DOS TEATROS NO BRASIL COMO EU CONHEÇO, ESSA TRAGÉDIA ESTAVA ESPERANDO PARA ACONTECER. OS RESPONSÁVEIS SOMOS NÓS MESMOS!!!!!

1- URDIMENTOS: FIOS DESENCAPADOS, REFLETORES AGRUPADOS EM DUPLAS NUM CONGESTIONAMENTO “SPAGETTOLÂNDIA” QUE SERIA PROIBIDO EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO.

2- OS RACKS DE LUZ ESQUENTAM COM MUITA FACILIDADE: NÓS, OS RATOS DE TEATRO, NÃO FALAMOS NADA, NÃO FAZEMOS NADA. 

3- CONDIÇÕES NO RIO DE JANEIRO, ENTÃO! SE COMEÇASSEM A INVESTIGAR… ACABARIAM COM TODOS OS TEATROS! SALVARIA-SE UM OU OUTRO TEATRO, MAS O RESTO SERIA INTERDITADO. O PÚBLICO NÃO SABE DA METADE: SÃO AS CHAMADAS “GALHARUFAS” (uma brincadeira entre nós da classe teatral) mas é a PURA VERDADE: “ESSA NOITE SE IMPROVISA” nao é somente um texto de PIRANDELLO; é uma triste realidade TÉCNICA que pode acabar numa tragédia!

HOJE, segunda feira, É HORA DE PARAR COM O LAMENTO E DE SE PERGUNTAR O QUANTO NÓS MESMOS NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS E “CO-CONSPIRADORES” PELO PÉSSIMO ESTADO DE NOSSOS TEATROS!!!

Apesar de termos “diretores de palco”, não existem no BR os “STAGE MANAGER” e os “PRODUCTION STAGE MANAGERS” e nem os “MASTER CARPENTERS” ou os “RIGGERS” !!!

 O QUE ESSAS PESSOAS FAZEM? CUIDAM DA SEGURANçA DO PALCO DEPOIS QUE TODO MUNDO JÁ FOI EMBORA!!!!! Nesses 30 anos de teatro no Brasil estou cansado de ver Racks deixados ligados, de mesas de luz e máquinas de fumaças deixadas ligadas a noite inteira.  (Instrumentos de luz APONTADOS FICAM QUENTES! APONTADOS SIGNIFICAM QUE ESTAO A 10% E NÃO A TOTAL. E ÀS VEZES UM SER HUMANO NÃO TREINADO NAO NOTA.

Material inflamável:

Em países de primeiro mundo: TUDO TEM QUE SER “SPRAYED” com material anti-chamas!!! Não é o caso no Brasil. Sim, está escrito na lei> mas ja vi serras elétricas, já vi LOUCURAS acontecendo debaixo das quarteladas do palco (nos fossos): deus me livre! agora que aconteceu é que a gente se dá conta de que SÓ NÃO CAI REFLETOR EM ATOR POR PURO MILAGRE!!!!!!!

 

 

(ESCRITO AO MEIO-DIA, horário de NY, por Gerald Thomas, 29 horas após o incêndio)

depoimento do ator MARCELO OLINTO DA CIA DOS ATORES QUE TRABALHAVA EM “O BEM AMADO”

18/08/2008 – 17:43Enviado por: Marcelo OlintoEstava trabalhando no Cultura Artística.
Como ator me sinto sem casa, literalmente, pois estava atuando em O BEM AMADO com o Marco Nanini e a minha companhia a Cia.dos Atores.
Os comentários levantados pelo Gerald procedem, porém devo dizer que tem muito profissional trabalhando duro pela manutenção e conservação dos nossos teatros e consequentemente das produções.
A situação dos teatros no Rio de Janeiro, minha cidade, não é das melhores.
Falta de equipamento, falta de equipe e falta de manutenção e conservação são apenas alguns dos muitos problemas que enfrentamos.
A situação é séria.
O teatro em geral conta com poucos apoios.
Infelizmente não contamos com um Ministério de Cultura ativo e atuante e devo dizer que o Ministro Gilberto Gil foi tarde.
Não vejo, da parte do governo, a associação entre educação e cultura – cultura e educação, mais isso é conversa para mais tarde.
A lista de teatros que estão fechados e/ou necessitam de reformas é enorme e citarei alguns: DULCINA, CACILDA BECKER, IPANEMA, COPACABANA entre outros.
A procura por espaços/teatros é grande.
A falta de espaços/teatros é enorme.
Salve Marieta Severo + Andrea Beltrão e Cláudia Lira e Leonardo Franco que levantaram teatros de altíssimo nível, oferecendo excelentes instalações para os artísticas e para o público.
Exemplos como esses deveriam se proliferar.
Infelizmente não é assim que a banda toca, infelizmente mesmo!!!
Me pergunto até quando assistiremos os nossos teatro serem destruídos para que alguma coisa aconteça, afinal é só lembrar dos incêndios que destruíram os teatro Casa Grande e o Sérgio Porto, o estado lamentável que se encontra o DULCINA e etc.
Este Tsunami nos pegou em cheio, comprovando que tudo na vida é efêmero e passageiro.
Estou, eu e meus companheiros de trabalho, tentando entender as coisas, levantar a cabeça e cantar para subir.
Tenho certeza que Marco Nanini e Fernando Libonati, da PEQUENA CENTRAL, vão se levantar e continuarão a produzir coisas maravilhosas.
É isso.
Marcelo Olinto
Cia.dos Atores

———————————————————————–

(Escrito ONTEM, no calor (sem trocadilhos) da noite:

A TODOS! 

Caramba, juro que não sei o que dizer! É o que nós mais tememos: O fogo. É pior que tudo! Quando temos pesadelos, é sobre isso que estamos sonhando: “O teatro esta em chamas.” Para quem faz teatro nao há nada pior!

Fico chocado que um teatro ainda pegue fogo hoje em dia! Mas fico muitíssimo triste! Penso no Nanini, no Nando e na Cia. dos Atores que estavam lá, lotando com “O Bem Amado”.

Estou simplesmente CHOCADO!

CHOCADO e sem palavras!

O incêndio mobilizou os bombeiros às 5h deste domingo e 18 viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo. Segundo homens da corporação, o piso onde as salas de espetáculos estão localizadas ficou destruído.”

LOVE

Gerald

PS – favor ler o comentario do leitor Heitor Bonfim na tripa abaixo.

escreve Alberto Guzik em seu Blog

“incêndio: o teatro cultura artística pegou fogo. salvou-se o painel de pastilhas de di cavalcanti na fachada. mas a sala esther mesquita foi destruída. e uma grande parte dos equipamentos internos também. penso em meus colegas que iriam atuar lá esta noite. penso nos concertos que iriam realizar-se lá nos próximos dias e semanas. e penso que a destruição do teatro dói em mim como se fosse a de alguém próximo que eu amo. um teatro não é apenas um prédio. e sua destruição não é apenas um incêndio. tem sempre uma carga de metáfora imensa. além das memórias que acorrem. a quantidade de coisas que eu vi e vivi nesses anos todos no cultura… espero que como a fênix ele possa renascer das cinzas. mas imagino como isso será difícil. a cultura em são paulo perde um “local de culto”, e tem de vestir luto.”

da Folha (Ilustrada)

“Estado de choque”
O incêndio no Cultura Artística destruiu a sala Esther Mesquita, onde o ator Marco Nanini estava em cartaz desde o dia 19 de abril com a peça “O Bem Amado”, de Dias Gomes. Nanini havia terminado a primeira temporada há duas semanas e iria fazer mais seis semanas extras de espetáculo. “Ainda estou um pouco em estado de choque. Apresentei-me muitas vezes lá, só com “Irma Vap” foram cinco anos. Mas a perda do teatro é a pior coisa, é irreparável, pois era tradicional, uma sala boa e grande”, declarou Nanini. Diretor-presidente da Sociedade Cultura Artística, que gerencia o teatro, o empresário e bibliófilo José Mindlin disse que o incêndio foi “um desastre que aconteceu inesperadamente”. “Um teatro como este desaparecer é uma grande frustração porque havia sido uma conquista, e a perda da instituição é uma tristeza para todos, não é tão fácil reparar. O teatro enfrentou muitos problemas, mas a gente vai em frente, não pode desanimar”, afirmou. Diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, o maestro Roberto Minczuk foi vencedor, em 1985, como trompista, do Prêmio Eldorado de Música, do Teatro Cultura Artística. “A fachada está intacta, mas o interior parece ter sido completamente destruído. Fico triste, porque esse teatro é um dos mais importantes do Brasil, e um marco da vida musical de São Paulo”, disse.

Solidariedade
Diretor-Secretário da Sociedade Cultura Artística, e dono da rede de livrarias Cultura, Pedro Herz chegou ao teatro às 7h30 e em seguida foi ao hotel Maksoud Plaza, na região da avenida Paulista, onde a Sociedade criou um quartel-general para gerenciar a crise. “Dá vontade de chorar. Estamos todos abalados emocionalmente, tendo que enfrentar a situação e que resolver problemas enormes”, disse Herz. “Estou comovido com a solidariedade das pessoas, vinda através de telefonemas. O que mais peço é a compreensão dos assinantes e colaboradores.” 
(EDUARDO SIMÕES e KLEBER TOMAZ)

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152 responses to “Teatro Cultura Artística em Sampa: tudo acabado: minhas imensas solidariedades!

  1. O Vampiro de Curitiba

    Também estou chocado!!!
    Sem palavras…

  2. Heitor Bonfim

    Lamentável o incêndio do Teatro Cultura Artística, estão dizendo que foi por causa da tocha um balão. Eu já toquei flauta no teatro Cultura Artística de Campinas-SP e foi muito legal. Há tantos bons músicos por aí que fico espantado como são mal aproveitados em bares e lanchonetes. É pena. Se a causa do incêndio foi por causa da tocha de um balão é mais grave ainda, declina contra o povo brasileiro. Nem índio faz isso, tocar fogo na floresta com um balão. É deprimente.

    Tenho aqui um clipping que recebo mais deprimente ainda e inusitado:

    Tribunal do povo
    Joaquim Barbosa briga com Eros Grau por causa de HC
    por Márcio Chaer

    A luta do bem contra o mal do delegado Protógenes Queiroz chegou ao Supremo Tribunal Federal. Preocupado com a opinião pública, o ministro Joaquim Barbosa censurou seu colega Eros Grau por ter libertado Humberto Braz, braço direito do banqueiro Daniel Dantas. “Como é que você solta um cidadão que apareceu no Jornal Nacional oferecendo suborno”, perguntou Joaquim.

    Eros respondeu que não havia julgado a ação penal, mas se havia fundamento para manter prisão preventiva. Joaquim retrucou dizendo que “a decisão foi contra o povo brasileiro”. Em outro round, depois que Joaquim Barbosa — mais conhecido em Brasília como JB — deu Habeas Corpus para garantir a Daniel Dantas o direito de não se auto-incriminar em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, Eros, em tom de gozação, comentou que esse HC repercutira mais que o dele. JB enfureceu-se.

    A partir daí, o exercício de pancadaria verbal foi longe. Joaquim só não agrediu Eros porque foi contido. Ele chamou o colega de velho caquético, colocou sua competência em questão, disse que ele escreve mal “e tem a cara-de-pau de querer entrar na Academia Brasileira de Letras”. Eros retrucou lembrando decisões constrangedoras de JB que a Corte teve de corrigir e que ele nem encontrava mais clima entre os colegas. O clima azedou a ponto de se resgatar o desconfortável boletim de ocorrência feito pela então mulher de JB, tempos atrás: “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse em um velho também”, afirmou-se.

    Depois da encrenca, Joaquim Barbosa não voltou ao tribunal. O primeiro assalto teve lugar no Tribunal Superior Eleitoral, onde ele divide a bancada com Eros Grau. Foi na terça-feira (12/8). O segundo round foi na hora do intervalo para o lanche, no STF. Os dois começaram a discutir à distância, em voz baixa. Em pouco tempo, estavam aos berros — o que permitiu que os advogados no Salão Branco acompanhassem o embate. JB foi embora e não participou do resto da sessão. Tampouco voltou no dia seguinte. A justificativa foi a de que o ministro estaria com a pressão alta.

    Populismo judicial

    O pano de fundo do conflito, contudo, é o mesmo que embalou a discussão das “fichas sujas”, dos grampos, das algemas e dos HCs de Gilmar Mendes a Daniel Dantas.

    De um lado, com grande sucesso de público, está a tese de que é necessário adotar atalhos para combater a corrupção. Nessa linha de raciocínio, haveria direito de defesa e impunidade em excesso. Exigências, como motivo sólido para prisão provisória, para grampear ou quebrar sigilos, por exemplo, seriam meros pretextos para manter bandidos ricos longe das grades. É a doutrina do palmômetro.

    Do outro lado do ringue, está o movimento consistente do STF no sentido de expandir as garantias individuais e os direitos fundamentais das pessoas. Não faz sucesso algum. Decisões nesse campo são entendidas como formalidades burocráticas e revoltantes.

    Assim que o ministro Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus a Daniel Dantas, Joaquim Barbosa não omitiu sua opinião: “Como cidadão, o sentimento que eu tenho é muito parecido com o da grande maioria dos cidadãos brasileiros”, afirmou ele à Agência Brasil. Mas ressalvou que, como ministro, pode agir diferente.

    O herói do povo brasileiro

    Nem sempre. O tribunal já teve de interferir em matéria que estava em suas mãos para garantir o direito de um cidadão que aguardava por quatro anos uma decisão dele, em pedido de Habeas Corpus. Em outra ocasião, quando o empresário Edemar Cid Ferreira fora preso ilegalmente pelo juiz Fausto De Sanctis, JB tentou manter o indeferimento do pedido — depois atendido pelo tribunal. O ministro não se conteve e investiu contra seus colegas, dizendo que “isso depõe contra o tribunal” que, segundo ele, estava decidindo “de acordo com a qualidade das partes”. Imediatamente e enfático, o decano Celso de Mello rebateu a crítica com exemplos da semana que o desmentiam, no que foi seguido também por Cezar Peluso no mesmo sentido.

    O idealismo de JB lembra o espírito macunaímico, comenta, a propósito do assunto, um observador bem posicionado no STF, ao celebrar os 80 anos da obra de Mário de Andrade. Macunaíma, consagrado como “o herói do povo brasileiro”, ao fim de sua epopéia, transforma-se em uma constelação.

    Reincidência

    Não foi a primeira vez que Joaquim Barbosa discutiu com um colega. No julgamento de uma lei mineira, considerada inconstitucional pelo Supremo, o ministro começou uma discussão exaltada com o colega Gilmar Mendes. O pleno declarara inconstitucional a lei de aposentadoria mineira que existia há quase 20 anos. Como muitos beneficiados haviam morrido ou já estavam aposentados, Gilmar propôs a modulação dos efeitos da inconstitucionalidade. JB não entendeu e partiu para o confronto.

    Ele reclamou que não foi consultado sobre a questão de ordem e afirmou que não concordava com a proposta feita por Gilmar Mendes. “Ministro Gilmar, me perdoe a palavra, mas isso é jeitinho. Nós temos que acabar com isso”, disse Joaquim Barbosa. Gilmar Mendes retrucou: “Eu não vou responder a vossa excelência. Vossa excelência não pode pensar que pode dar lição de moral aqui”. O ministro Marco Aurélio concordou com o relator. A discussão foi interrompida com um pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski.

    Em dois outros episódios, acusou o ministro Marco Aurélio de fraude na distribuição de processos e imputou tráfico de influência ao ministro aposentado Maurício Corrêa.

    No conflito com Marco Aurélio, o caso envolvia um pedido de habeas corpus distribuído no início da noite de uma sexta-feira. Barbosa era o relator e Sepúlveda Pertence o decano. Os dois gabinetes informaram que seus titulares haviam viajado. Ao receber o recurso, Marco Aurélio pediu à Secretaria do Supremo que certificasse a ausência dos colegas a quem caberia a distribuição, por preferência. Os funcionários dos respectivos gabinetes atestaram, por escrito, que os ministros não estavam em Brasília. Na semana seguinte, Joaquim atacou o colega afirmando que estava na Capital. Marco Aurélio representou contra Joaquim à Presidência da Corte. Mas Nelson Jobim, então na direção da Casa, decidiu colocar panos quentes no caso, declarando apenas que não houvera irregularidade na distribuição.

    Em relação a Maurício Corrêa, que hoje atua como advogado em Brasília, Joaquim Barbosa estranhou que ele o procurara antes para falar do processo e, no dia do julgamento, um outro advogado comparecera para a sustentação oral. Ao microfone, Barbosa fez a acusação de tráfico de influência do ex-colega. Informado da imputação, Corrêa foi ao plenário. Nas mãos, tinha a cópia da procuração — também presente nos autos — confirmando que ele atuava no processo. Corrêa interpelou Joaquim Barbosa judicialmente, a quem só restou retratar-se.

    O ministro Joaquim Barbosa foi procurado 24 horas antes desta notícia ir ao ar, por email. Não se manifestou. O ministro Eros Grau não quis dar declarações. A narrativa se baseia no relato de testemunhas.

    Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2008

  3. Sandra

    Puxa… Isso nunca deveria acontecer a teatros e bibliotecas.

  4. gthomas

    Loucura ne Vamp?
    SUPER TRISTE!
    Preciso encontrar o Nanini e falar com ele!
    LOVE
    G

  5. O Vampiro de Curitiba

    Putz, estava um domingo tão tranquilo… De repente essa merda toda….

  6. O Vampiro de Curitiba

    SÃO PAULO – O incêndio que atingiu o Teatro Cultura Artística, em São Paulo, por volta das 5h da manhã deste domingo, fez com que a apresentação da Orquestra Filarmônica de Liège fosse transferida para o Teatro Municipal e para a Sala São Paulo. Segundo informe divulgado no site do Teatro atingido, quem comprou ingresso para o dia 18 deve se dirigir ao Municipal e quem comprou para o dia 19 deve ir à Sala São Paulo. O fogo já foi controlado, mas equipes dos bombeiros continuam no local realizando o trabalho de rescaldo.

    Gerald Thomas: fico chocado que um teatro ainda pegue fogo

    O incêndio mobilizou os bombeiros às 5h deste domingo e 18 viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo. Segundo homens da corporação, o piso onde as salas de espetáculos estão localizadas ficou destruído.

    AE

    Incêndio de grandes proporções destruiu salas de apresentações

    Ainda de acordo com os bombeiros, não houve vítimas. No entanto, o coronel João dos Santos de Souza, afirmou que todo o terceiro andar do prédio foi atingido. Com isso, as salas Esther Mesquita, com 1.156 lugares, e a Rubens Sverner, que tem 339, ficaram danificadas.

    O teto cedeu e os bombeiros precisaram controlar o fogo do lado de fora do teatro. O prédio vizinho ao teatro foi evacuado.

    Algumas explosões foram ouvidas, mas as causas do incêndio ainda serão investigadas pela perícia, segundo os bombeiros.

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a Rua Nestor Pestana está interditada desde as 5h25. A alternativa para o motorista que segue para o centro da cidade é utilizar as ruas Martins Fontes e Martinho Prado.

    Atualmente, estava em cartaz no Teatro Cultura Artística a peça “O Bem Amado”, com o ator Marco Nanini.

    Na fachada da casa, há o maior afresco existente do artística plástico brasileiro Di Cavalcanti. Com 48 metros de largura por oito de altura, a obra foi feita em mosaico de vidro e inaugurada em março de 1950. Segundo os bombeiros, ela artista não foi atingida pelas chamas.

  7. gthomas

    Heitor, Sandra, obrigado pelos comentarios

    Heitor: SUPER PERTINENTE A MATERIA QUE VC ANEXOU!
    MIL VEZES OBRIGADO
    LOVE
    G

  8. gthomas

    Vamp
    obrigado por colar o texto do home do IG aqui
    LOVE
    G

  9. Sandra

    Kassab, reconstrua por favor nosso teatro.

  10. Flavio Marzano

    Também estou arrasado com isso… Deprimente, trágico

  11. Também fico estarrecido com essa notícia. Pude ver algumas fotos e o estado do teatro não está nada bem.
    Deixo aqui meio apoio, mesmo de longe, para todos que vivem e respiram teatro!

  12. Heitor Bonfim

    Ô Geraldo, obrigado, houve um blackout de energia em campinas e região, fiquei fora do ar.

  13. O CORVO

    Eu não conheço a cidade de S.Paulo, mas fico muito triste quando alguma casa que abriga cultura é destruida, seja ela teatro, cinema, biblioteca ou ate mesmo um velho coreto, em BH o Palácio das Artes também foi destruido por um incêndio ha uns cinco anos atrás, mas foi prontamente resconstruido. Espero que a Secretaria de Cultura de SP reconstrua rapidamente o Teatro Cultura Artistica.

  14. Tene Cheba

    Lamento de coração a perda provisória, desse importante espaço.
    Caramba, o ministro Joaquim Barbosa está sob os efeitos de alguma causa não aparente. Uma Corte tão branca e reluzente, deveria ao menos se bronzear mais. Sei lá, tão óbvio que me parece pouco provável. Bush uma vez perguntou ao presidente Fernando Henrique se não existiam negros no Brasil, parece, quanta pretensão, que só eu entendi a ironia, na época. Não gosto muito dessa, o povo contra Joaquim Barbosa, draconiano e Macunaíma, o azeite e à água, densidades diferentes.

  15. Acordei com um telefonema as 7h da manhã, minha mãe me cumprimentando pelo meu aniversário e preocupada em saber se o prédio que evacuaram era o meu! E eu sonolento: O QUE? O Cultura tá em chamas???? Abro a janela e não acreditei! Que merda!
    Fui até lá perto e vi um monte de gente, do outro prédio que foi evacuado, misturado as putas dos puteiros do lado e seus clientes e taxistas… muitos chorando na calçada. Fiquei mais emocionado ainda em saber que um incêndio sem vítimas fatais (NA VERDADE SOMOS TODOS VITIMAS) e um TEATRO pudesse provocar choro em cidadãos tão comuns/tão especiais, o mundo não está perdido amor!
    Bj

  16. Franciny Chequer Gonzalez

    São Paulo, está em luto parece que se foi um parente proximo.
    concordo com Caetano Vilela, incendio sem vitimas, e elas sao nós mesmas, mas podem ter certeza que será reconstruido pois e ano eleitoral, será as promessas, polidicos adoram essas coisas.

  17. gthomas

    Caetano: Happy Birthday,
    Vc havia me dito, esqueci.

    Franciny, obrigado por dizer.
    LOVE
    G

  18. Carlos, EX-BLOGUEIRO

    Vou condensar os dois posts em UM, vai ser misturado mesmo, parte triste, parte normal, um final humorado, se o momento permite?

    Cultura Artística:
    Ao ler as linhas que o Caetano Vilela escreveu, além de ser ele testemulha ocular desse triste episódio, só posso dizer que também fico triste e perplexo pelo que aconteceu. Não tenham dúvida, vão reerguê-lo, mas é um choque pra todos. Luto? O Cultura Artística não morreu!
    Pergunta: Os bombeiros deram aval de segurança contra incêndio duas semanas antes? E agora isso? Segurança contra incêndio deveria envolver equipamentos modernos e eficientes de combate ao fenômeno, como por exemplo uns 500 sprinklers por metro quadrado. É um teatro de altíssimo nível oras, que tipo de equipamento contra incêndio eles tinham? Digo equipamento automático, não o número de telefone dos bombeiros e portas de emergência. Ou só instituição financeira tem essas coisas? Nunca vi banco pegar fogo.

    Heitor Bonfim:
    Teatro Cultura Artística de Campinas? Tem certeza? É novo? Ou você quer dizer a Casa de Cultura Artística? Porque se for é muito, muito diferente do teatrão de SP, hein?

    Sobre o outro post: queria ter mexido o caldo ali. Queria trazer o Rothko (genial, numa outra dimensão) na discussão e tentar entender parte das transformações dessa cidade (NYC) ao longo das décadas até os dias de hoje. Rothko-Pollock-Jasper Johns-Basquiat…Nossa, Rothko e Basquiat na mesma frase…devo estar ofendendo muita gente…mas são os fatos…Eu disse transformações, não disse evoluções.
    Quem sabe num diário de bordo (2) o Gerald invoca um pouco as mudanças na cidade…Fica o pedido…ou sugestão…
    Finalmente: faltou dizer que a melhor parte de NYC fica lá pros lados da Canal Street, no coração de Chinatown!! É lá que o Gerald compra seu peixe frito dia sim, dia não.

  19. Mariene de Campos

    Foi obra de algum nero desavisado….do tríplice retorno,

  20. Pior que pegar fogo no teatro é pegar fogo no Supremo Tribunal.
    Nem Champolim Colorado vai nos salvar. Dizer: Nem indio faz isso, é uma falta de consideração com os indios, indio não agride as crianças.

  21. Mariene de Campos

    Estou chegando aqui agora e minhas coisas ainda estão na rodoviária …

  22. gthomas

    Respondendo ao Carlos EX- “Nossa, Rothko e Basquiat na mesma frase…devo estar ofendendo muita gente…mas são os fatos…Eu disse transformações, não disse evoluções.
    Quem sabe num diário de bordo (2) o Gerald invoca um pouco as mudanças na cidade…Fica o pedido…ou sugestão…
    Finalmente: faltou dizer que a melhor parte de NYC fica lá pros lados da Canal Street, no coração de Chinatown!! É lá que o Gerald compra seu peixe frito dia sim, dia não.

    GT- Caramba! Eu nem me lembro de ter falado em Rothko sabia? Ia falar em Guston ma ja estava me alongando…..O Guston era odiado pelos “abstracts” mais radicais como o Barnett Newman e De Kooning…e Pollock e o mentor deles todos, o Clement Greenberg – e tudo isso no LUGAR mais INTERESSANTE da cidade (ainda): o VILLAGE, em plena Univesity place no Cedar’s tavern

    sim, Carlos, aos poucos eu vou fazer o roteiro/mapa da cidade, como o pai daquele sujeito Peter Stillman no 1 livro do Paul Auster na NY Trilogy
    LOVE
    G

  23. Mariene de Campos

    Vcs ainda tem teatro que pega fogo, nois aki da pátriazinha dos Otoni nem isto, só Sarau na casa do coronel, com poesias e jograis pre-selecionados de apadrinhados recomendados previamente avaliados pelo crivo certeiro da parelha do quem indica, ainda tem que votar no vereador deles, tomar no cu bambú…Viva o teatro do oprimido!!! Socorro Boal!!!

  24. Mariene de Campos

    Que pela saco !!!

  25. Sandra

    Acho que já comentei aqui no blog que, quando o Teatro Municipal foi re-inaugurado após uma longa reforma, o Mappin fez uma propaganda onde dizia: Estávamos com saudades da música do vizinho.

    Que o Cultura Artística volte logo para nós. Por enquanto, Sampa terá saudades.

  26. gthomas

    O Marcela: vc chama o Boal. Espero que ele va! Talvez assim vc arranje um emprego pro oprimido
    LOVE
    G

  27. Glorinha

    Nesse domingo as cortinas não irão se abrir, a campainha não irá soar, apenas o silêncio das cadeiras sem público.
    Apenas o silêncio triste e perplexo dos panos jaz em cinza tomada por nosso pranto que fica.
    Ele voltará porque seus artistas de ontem de hoje e de amanhã estão vivos!
    [] amigo

  28. Heitor Bonfim

    A fogueira das vaidades do Ex-Blogueiro queimou o Cultura Artística aqui de Campinas. Eita povo.

  29. Heitor Bonfim

    O ex-blogueiro deve ser baloeiro.

  30. FRANCINY CHEQUER

    Mas o que o ex bloqueiro falou está correto que a 2 semanas atraz foi liberada a brigada de incendio do teatro alguem pode me explicar o que houve?
    Pois se houve liberação e porque já estava na nova legislação para locais publicos, ou é mais um caso que vc molha a mão do fiscal e liberado o alvara para continuar funcionando? e não me digam que esse tipo de coisa não acontecem beijos a todos

  31. Marcya oliveira del valle

    Agora ,e silêncio e cinzas…
    Ainda ecoam no ar,vozes,sons!
    Tudo é sombrio e triste.
    Os deuses do teatro choramAinda posso escutar o seus lamentos.
    Palco de tantas ilusões ,agora recordações…
    Chora minha alma!
    O meu grito nâo tem som…
    Que estas cinzas sirva de adubo para frutificar ainda mais este chão,o que eu quero é ve-lo de novo em Prática,sendo palco de grande apresentações ,morada de mil vidas sendo vida de mil moradas…
    marcya de oliveira del vale

  32. Heitor Bonfim

    O mais grave da briga de Joaquim Barbosa com Eros Grau é que Joaquim Barbosa é que existem juízes querendo introduzir uma justiça cega que enxerga no escuro. Se é que me entendem, com a desculpa de justiça o “povo”, mas não se sabe bem o povo de quem ou qual.

  33. Lamentável este tipo de coisa acontecer…se for mesmo por causa de balão sem comentários..e seo teatro estivesse cheio? a tragédia por si só para nós atores e produtores já e doida demais..imagine se for por causa de uma brincadeira que o povo tá cansado de saber o perigo…
    Mais um drama..menos uma opção…
    Que triste….que dor…um grito de lamento.
    Claudia Cozzella
    41 91292109

  34. Lamentável este tipo de coisa acontecer…se for mesmo por causa de balão sem comentários..e se o teatro estivesse cheio? a tragédia por si só para nós atores e produtores já e doida demais..imagine se for por causa de uma brincadeira que o povo tá cansado de saber o perigo…
    Mais um drama..menos uma opção…
    Que triste….que dor…um grito de lamento.
    Claudia Cozzella
    41 91292109

  35. gthomas

    Otima colocacao da Claudia Cozzella: e se o teatro estivesse CHEIO????

    Conhecendo o ESTADO DE PRECARIEDADE DOS TEATROS BRASILEIROS _ FIACAO DESENCAPADA – LA EM CIMA, REFLETORES OPERANDO EM DUPLAS, COM UMA FIACAO CASEIRA SEMPRE NA BEIRA DE CURTO CIRCUITO…..

    EH UMA LOUCURA ! EH SEMPRE UM CHOQUE QUE ISSO JA NAO TENHA ACONTECIDO ANTES!

    PARABENS!
    A GENTE FICA SE LAMENTANDO, SE LAMENTANDO…..
    TRAGEDIA TRAGEDIA. MAS QUEM PRODUZ A TRAGEDIA SOMOS NOS!!!
    LOVE
    G

  36. Paulo

    Caro Heitor, quantas vezes o Sr. ja foi assistir uma peça teatral no Cultura Artística, eu moro ao lado e conheço tudo o que acontece no local, por isso vamos parar de acharmos um culpado como por exemplo, uma vela acesa, uma tocha de balão, um incêndio criminoso como dizem por ai, e lhe pergunto. Ao invés de pegarmos um bode expiratório não é melhor olharmos para nosso próprio umbigo e observar que as instalações esvam precarárias, a manutenção não é la aquelas coisas e de algum tempo para ca, os responsáveis estavam em conversa para mudar de endereço devido a deterioração do predio devido a ser antigo, mas ainda bem que tem seguro, ou se amanhã pegar fogo em algum outro patrimônio público daremos a mesma desculpa de sempre para tamparmos o sol com a peneira, se o Sr. acha que a culpa é de outros é melhor refazer sua análise, pois nunca nenhum governante ajudou o teatro precisava acontecer alguma coisa para ter importãncia, indios são aqueles que sabem o que vai acontecer mas não fazem nada para evitar isso. BASTA DE SERMOS CEGOS!!!!!!!!!!!!!!!!

  37. Clarissa

    Esse é o valor que o nosso país dá ao teatro. Enquanto se desperdiça dinheiro público em apartamentos de senadores em Brasília, o teatro Cultura pega fogo.

  38. Mariana

    Perfeito o comentário do Sr. Paulo, trabalho em um seguradora, e já vi várias histórias, dizendo que o fogo começou de um balão, ou que foi um descuido do vizinho, que estava com a vela acesa, mas depois da perícia aparece a realidade, acompanhei o caso do fogo que queimou a mão da massagista no Rio e posso adiantar que conversando com colegas parece ser mais um caso onde foi tentado aplicar o golpe do seguro, pois suas mãos estavam seguradas, e o objeto que queimou foi um abajur em homenagem á Santo Antônio, São João, São Pedro, do jeito que vai daqui a pouco vão intimar os Santos por serem homenageados.

  39. Sandra

    Talvez tenha sido a mão da providência. Talvez essa tragédia tenha evitado outras piores.

  40. Heitor Bonfim

    Só existem 4 tipos de fios de cobre, são de 1.5 mm, 2.5 mm, 4 mm e 8 mm, se trocar um pelo outro a desgraça é certa.

    Só corrigindo o meu comentário anterior, redigito-o abaixo:

    O mais grave da briga de Joaquim Barbosa com Eros Grau é que existem juízes querendo introduzir uma justiça cega que enxerga no escuro, se é que me entendem, com a desculpa de justiçar o “povo”, mas não se sabe bem identificar o povo de quem ou qual.

    Tragédias de engenharia em teatros, aqui no Brasil, são bem conhecidas, lembro o caso de um Teatro de Americana-SP, novo em folha, cujo palco desabou, havia orquestra e coral, o palco desabou quando tocaram uma nota específica e todos caíram de uma altura de 10 ou 20 metros, foi uma desgraça. A soldas não haviam sido bem feitas e a física hamônica fez o resto.

    tem um vídeo no youtube

  41. Tragédias nossas de cada dia ..o Cultura a cultura. este “staff” reunido no Maksoud é time de primeira farão o melhor.. união na tragédia. Nóssa!! o Nanini foi a maior temporada da história do Cultura deve estar …
    Heitor obrigada são essas coisas que precisamos saber, embora não tenhamos ilusões.Só constatações. wl

  42. juliano

    Pode até ser que os artistas foram omissos,mas todo prédio público deve ter um laudo do corpo de bombeiros, fiscais de obras, alvará de funcionamento, fora que era um prédio tombado pelo patrimonio historico. Acho que o Estado tambem tem muita culpa e o coitado do Nanini e seu produtor com um baita prejuizo, li agora no Estadão, aparelhos alugados, figurinos, devolução de ingressos, perderam tudo… Ter prejuízo por causa do fracasso da peça é do risco,mas acontecer isso, que absurdo… Acho que o Estado deveria indenizá-los,mas estamos no Brasil infelizmente…. Ando pelo centro e vejo em São Paulo o estado de certos apartamentos, predios publicos, uma hora vai acontecer uma trajedia, um novo Joelma aqui.

  43. Adriano

    Que queime esse teatro decadente, só não podemos perder a Kilt, esse sim um estabelecimento de verdadeira diversão!

  44. Geliebt G,

    muito triste o que aconteceu com o teatro. concordo com você, a culpa é sempre nossa, sempre. escolas, teatros, hospitais, museus, tudo na base do “a gente improvisa com isso agora”, e o agora vira eternidade. não sabemos mesmo respeitar espaços onde as pessoas se nutrem de cultura, acreditamos que eles são menores, que não é preciso tomar cuidado com gambiarras. é esse maldito jeito de ser que repudia qualquer senso providente e responsável e que só dá razão ao desleixo.

    abraxxos

  45. Valéria

    Muito triste isso, e desanimador, menos uma casa, por algum tempo pelo menos.

    É, no Rio, a gente vai conversando com os iluminadores, com o pessoal da técnica… é tudo um artesanal perigoso… Antes do Casa Grande queimar, eu já tinha ouvido muitas vezes que um dia, num lugar ou noutro a coisa podia pegar… E se o teatro estivesse cheio?…

    Agora, balão, realmente, eu não sei o que esses pais, família, vizinhos etc ainda conseguem incentivar a paixão por balão, sempre tem um adulto com uma criança ou um adolescente junto; ô coisa perigosa! Vai entender. Sempre tem balão no céu nestas épocas, mas senti que deu uma dimininuída… Mas tem é que acabar!!!

    Imagino também como devem estar a Cia dos Atores, o Nanini… E quem ia entrar depois e depios…

    Aliás, eu adoro esta companhia, e a direção maravilhosa do Henrique Diaz.

    Lúcio Jr.: que idéia de blognovela é esta? Não entendi.
    E mais: seu artigo é encontrárvel na net? Fui lá, tentei deixar recado pra vc mas não consegui. Tem que abrir conta de google etc, deu preguiçil

    Targino: se vc soubesse o quanto eu não sei, até coisas básicas… deixa pra lá; dá sorte de eu saber algo que omentam por aqui; por exemplo, este assunto que o Gerald colocou, sobre as cidades, nosso eu sei um nado, menos do que pulga pula, sobre isso! Eu leio porqeu tenho prazer, tô sempre apaixonada por algum livro, por algum autor,alguma idéia etc

    inté

  46. Sandra

    O dono da Livraria Cultura é uma pessoa de grande sensibilidade. Li num livro, acho que do Gilberto Dimenstein (eu tenho em casa, mas não vou achar agora, vai ficar para mais tarde) que um grupo de escolas queria comprar livros a quilo para montar bibliotecas rapidamente para mostrar ao MEC, e ele teve o cuidado de selecionar bons livros em vez de vendê-los de baciada. E a Livraria Cultura é linda demais! Se o seu dono é o responsável por resolver essa situação, espero que o faça com empenho e carinho, o mesmo que mostra ao cuidar de sua livraria e dos seus livros, para que Sampa tenha de volta o seu teatro.

  47. Sandra

    É hora de evitar a próxima desgraça.

  48. LEIGO

    Gerald,

    Faz tempo que não vou a teatros, cinemas ou estádios lotados. Justamente por desconfiar que não há manutenção preventiva nesses locais. Agora depois do que você descreveu sobre nossos teatros, minha neura aumentou.
    Por essas e outras, teatro, cinema, shows, só se for ao ar livre; estádio só de várzea ou nos parques.

  49. O fogo no teatro cultura artistica reflete o que acontece com a cultura brasileira , sempre desprezada , queimada , jogada ao lixo.
    Os teatro brasileiros pedem socorro , quando isso ira melhorar, nossos atores fazem teatro por amor , porque aqui nosso pais a cultura nao e valorizada.

    Meus pesames a todos que gostam de teatro, e cultura.

    Ronaldo H. galvao

  50. O Vampiro de Curitiba

    Só pra descontrair. Sei que todo mundo quis falar, mas ninguém teve coragem. Então eu falo: “No calor da noite” foi foda he, he…

  51. gthomas

    Vamp. obrigado pelas correcoes.
    LOVE
    G

  52. gthomas

    Musharaff Renuncia
    meu comentario no NYTImes
    August 18th, 2008 1:43 pmIncredible! The timing could not have been better for the GOP!
    This will create upheaval , confusion and violence in the Middle East. It will, needless to say, be a great photo opportunity for the SILENT BUSH to go and show strength. And the little POW POW POW McCain will dwell on this, gaining support. And all the rednecks of the US will cheer on, flags in hand, singing GOD BLESS the war on (imaginary) Terror!
    This must have been written by George Bernard Shaw or some other great playwright! Wag the Dog!
    Gerald Thomas
    — Gerald Thomas, New York

  53. FRANCINY CHEQUER

    Ola estamos falando do teatro, e uma pena e as nossas obras de artes museus, pinacoteca, que valor damos a nossa arte, nenhuma, em um museu vc não tem segurança,entram e saem com a maior facilidade, na verdade nós não estamos sendo roubados, mas sim com perdão a palavra estuprados, sem teatro sem arte, o povo cada dia mais sem cultura, alguem pode me dizer qual vai ser o futuro do nosso país?
    se houver algum futuro
    Beijos a todos Carlos ex, Sandra Valeria Corvo, e cade o Contrera, para vc G.T. e para o Vamp

  54. Botelho

    Nós culpados??

    Nós quem, cara pálida?

    Não tenho nada a ver com isso não!

  55. Marcya oliveira del valle

    Assim como varios prédios históricos na cidade de SP que são tombados pelo Patrimonio histórico,como por exemplo o castelinho da rua Apa, projetado em 1912 ,estão ou indo ao chão pelo tempo e pela falta de de interesse dos nossos governantes e de manter viva nossa memoria cultural e nosso monumentos históricos…
    Estive a pouco tempo nas nossas cidades históricas e as catedrais a obras do nosso Alejadinho estão sendo destruidas dias pós dia…
    E a culpa é nossa ?
    Talvez seja a de não exigir que tanto no patrimonio privado como no patrimonio público,apartir do momento que este mesmo seja tombado como patrimonio cultural,seja mantido preservados .Pois quando o edificio é tombado sendo privado existe uma redução nos impostos em função da manutenção do mesmo…
    Mas como muitas vezes isso não acontece ,cabe-nos olhar e denuciar,e quando for público exigir dos nossos governantes que andam com dinheiro saindo pelas cuecas,melhores condições para o edificio.
    Realmente é muito triste uma perda incalculavel ,acabei de ver alguns aquitetos dizendo que já que vão reformar deveria modernizar o edificio,só Deus…
    Agora começa uma nova batalha!
    Quando restauramos uma obra de arte,tentamos até descobrir os pigmentos da tinta que foi usada pelo pintor na epoca,para obra ficar como era realmente,já os nossos edificios que são uma obras de arte também,vão sendo descaracterizados pelos nossos arquitetos que muitas vezes não tem compromisso com a restauração do edificio e já começam a querer mudar ,modernizar ,fazer outro em cima .
    Isso realmente me deixa triste ,é como pegar um quadro de picasso dizer,
    Esta cor ficaria melhor vamos coloca-la,ou este dezenho precisa ser aperfeoicoado! rs
    Temos que manter nossos olhos bem abertos .

  56. sergio luiz bastos

    Concordar ou discordar fazem parte do ser humano. Semana passada discordei (quem fala nao concordo e o Silvio Santos) e reagi asperamente sobre o seu artigo ( lembranças da juventude, talvez) Hoje, aplausos. Com as verbas da Cultura, menores e dos valeriodutos maiores, as casas da Cultura estao sobrevivendo da teimosia de alguns abnegados que nao conseguem evitar que sua vida e integridade fisica bem como da assistencia sejam colocadas em risco. Alguem precisava levantar a bandeira de melhores condiçoes. Parabens!!!
    Quanto Tribunal do povo (anexo) os famosos HC a criminosos, sem comentarios! Com a palavra os senhores juristas…

  57. Mau

    O problema de tudo é a PREGUIÇA … daí é FOGO mesmo.

  58. sergio luiz bastos

    Favor esclarecer

  59. sergio luiz bastos

    Comentario aguardando moderaçao. Favor esclarecer a um leigo

  60. emilio ambrosano

    caros amigos, lí quase todos os comentários e opiniões sobre o triste fato que ocorreu no teatro de cultura artística, eu sou uma pessoa muito analítica e me vem a cabeça várias teorias como todos vocês, uma tocha de balão, uma vela, um curto-circuito e tantas outras possibilidades, lí o artigo no “jornal da tarde” e algumas informações me chamaram a atenção, a primeira é que o vigia sentiu cheiro de fumaça as 4 horas da manhã e só chamou os bombeiros a 5 horas da manhã (estranho, muito estranho, seguindo os ditados populares “onde ha fumaça ha fogo”) eu chamaria no mesmo instante, mesmo que fosse somente uma fumaça de um churrasco ao lado do teatro, outro fato é que o fogo começou de madrugada quando não havia ninguém ,teatro vazio, fechado, sem risco algum a qualquer vida, somente ao próprio patrimônio e também ao acervo dos espetáculos em cartaz, mas o maior pra mim é que hoje e amanhã seria um concerto de uma orchestra belga, que exemplo estamos dando, segurança nenhuma, preocupação nenhuma, fica sem dúvida uma enorme vergonha, pois com certeza não são assim descuidados os grande teatros, auditórios e outras salas de espetáculos na europa, estados unidos e outros países em grande desenvolvimento, pode haver uma caso ou outro, mas não dessa magnitude, o concerto foi transferido para o theatro municipal da cidade de são paulo e a sala são paulo, a cultura perde, todos nos perdemos, mas enquanto continuar o fato de em vez de fiscalizar e exigir mudanças e reformas, corrompe-se a pessoa que deveria interditar por falta de segurança e não interdita emitindo um laudo de segurança falso me preocupa (não estou dizendo que foi assim no teatro de cutura artística, mas todas as possibilidades são possíveis e eu tenho que tentar encontrar uma resposta honesta para o fato) estamos todos correndo sérios riscos se estão todos ou quase todos carecendo de reformas e reformas urgentes. até quando… até quando…
    abraços, emilio ambrosano

  61. Bastos,

    e o PAC? e o VAI? o que você acha desses fomentos?

  62. Eu

    Fiquei chocado qd fui ao Teatro Brigadeiro, estava caindo aos pedaços. Como podem ainda cobrar um valor daqueles? Juro que não me espantou a notícia do Cultura.

  63. gthomas

    Sergio Luis Bastos: vc nunca entrou num Blog e teve que digitar aquelas terriveis letrinhas anti-spam? Nunca entrou num blog antes e leu que teu comentario seria publicado apos APROVACAO? pois entre em qualquer blog (Sergio Davila, Reinaldo, Guzik, Tas) e eh assim. Prevencao contra LOUCOS

    se Carcara pergunta sobre o PAC pro Bastos eu nao respondo!

    muito bom o comentario do Emilio Ambrosiano
    LOVE
    G

  64. Carlos, EX-BLOGUEIRO

    Caro Heitor Bonfim,

    Se você não entende o que os outros perguntam, na boa, omita-se.
    E é o seguinte: se você não tem nada pra discutir sobre o que é colocado (Jasper Johns, Rothko, etc), não acuse as pessoas de serem vaidosas caso elas decidam discutir. Isso é baixo demais de sua parte. Ou seria algum complexo???

    O que baloeiro?? isso é pra ser uma piada?? você sabe ler??

    ONDE está o Teatro Cultura Artística de Campinas?? Diga-me a rua e o número, caro HUMILDE.

  65. Sandra

    Lembrei-me do MASP. Triste, triste,… Ainda bem que o Pietro não viveu para ver seu museu (como ele chamava o MASP) daquele jeito.

  66. emilio ambrosano

    quero deixar aqui também uma pequena opinião sobre o comentário de marcya oliveira dell valle

    marcya trabalho com arte, restaurei objetos de arte muitos anos, portanto sei e entendo o seu comentario sobre preservar obras de arte, mas quero dizer sobre um outro fato, a 7 anos atrás reformaram a fachado do edifício onde meus pais moram (hoje somente a minha mãe pois meu pai já faleceu), cairam uma quantidade enorme de pastilhas de cerâmica, da cor branca e da cor azul cobalto, que em vez de serem recolocadas e sua fachada preservada foram preenchidas com cimento e depois cometeram um grande crime, assassinaram a fachada do edifício descaracterizando a arquitetura, pintaram as pastilhas com tinta a base de pva, fiquei triste e indginado com a obra, depois disso comprei uma camera digital e começei a fotografar todas as fachadas de casas e edifícios do bairro onde moro, produzindo um acervo de mais de 1000 fotos que por descuido meu deletei o arquivo com uma arma chamada “shift + dell” ou seja, aniquilei as fotos de vez, na semana passada fui novamente a alguns lugares que lembro ter fotografado, e fotografei para produzir alguns trabalhos em gouache, e a minha surpreza é que várias casas já haviam sido demolidas para dar lugar a edifícios residenciais, voce acha que governos estão preocupados com nossas obrar arquitetônicas? voce acha que o governo abriria mão de receber os impostos para preservar imóvei? não, nossa memória esta sendo aniquilidade de todas as maneiras, culturalmente, arquitetônicamente, artisticamente, e vai chegar a hora de alquém perguntar sobre algum fato que seja e não poderem responder unicamente pelo fato de não ter com mostrar. eu me sinto destruido quando vejo tudo ser jogado ao chão sem ter sido documentado unicamente pelo fato de que é para melhorar a cidade, ou pela pura expeculação imobiliária, dois muito, estou vendo o entorno do parque do ibirapuera ir a baixo para dar lugar a grandes edifícios sem critério algum de urbanização, simplesmente destruido e aniquilado pelas grandes contrutoras e afins. espero que cuidem da fachada e da grande obra da fachada do teatro, depois conto de um afresco também de um prédio comercial da casper líbero que iam destruir (um trabalho lindo de portinari), não sei se derrubaram a parede, mas que iam, iam. abraços a todos.

  67. ffff400

    Por que o sr. G não aprovou o meu comentário. Contém apenas uma opinião de leitor e não há ofensas. Ou terei de escrever algo laudatório ao G..?

  68. gthomas

    FFFFFFFF40000 o que eh que nao passou? eu nao reprovei nada, exceto spam.
    Por favor mande de novo. Vc pode ver que ate o “cara palida” ali contra mim entrou.
    LOVE
    G

  69. hudson lima

    Neste país de conto de fadas, de ministros insuspeitos liberadores de danieis e pittas, assistimos a destruição da cultura em uma barbarie como esta.
    Fazer o que? realmente é broxante a sensação de impotencia que temos ao ver a destruição de um patrimonio inmatrial como este ser destruído. Somos todos co-autoresde sta tragedia misera´vel
    Hudson lima

  70. marcos

    Sempre escuto a mesma coisa se pegou fogo foi por causa do balão , não foi por causa dos fiscais corruptos , nem por causa das instalações precarias, não por falta de um alvara de funcionamento valido , nem por esquecimento de aparelhos ligados . Gostaria que nossa grande emissora , que pelo jeito noticia sem confirmar nada e polui a mente de todos , colocasse em seu programa de domingo de grande audiencia mulher que teve as mão queimadas por um balão na verdade só queria fraudar o seguro .
    A grande verdade é que no Brasil ser politico corrupto é arte e os artistas que são marginais.

  71. Sr. Bisnaga Voadora

    Gerald vc esta tão chorão.

    So reclama aqui nesse blog.

    Acho que vc embonecou de vez.

  72. Sr. Bisnaga Voadora

    Saudades do Geraldo Tomás de antigamente.

    Para com essa cafonice de LOVE geraldinho.

  73. Marcya oliveira del valle

    Emilio o descaso com o nosso patrimonio histórico é muito grande ou é mesmo por falta de cultura de valorizar o nosso passado ,tenho medo que meus filhos não tenham a opurtunidade de ver muitos edificios que marcou a história do nosso país,é uma pena…
    Eu sou de Poços de caldas mg e o nosso teatro de lá a uns 10 anos pegou fogo,eu ainda morava na cidade,e a prefeitura prometeu reformar,então esperamos muito tempo por isso ,não sei ao certo, mais anos e anos,quando foi reformado e eu já morava em SP.
    Então fui convidada para inaguração,pois a secretaria de Educação queria me fazer ver que as criticas que teci na epoca da reforma eram infundadas.
    Quando cheguei lá, vi que do edifício que eu amava tanto só tinha a carcaça os aquitetos tiraram os afrescos do teto e colocaram gesso,isso fez com que o teatro não tivesse a mesma acústica nunca mais…
    Uma vez estive fazendo uma apresentação lá e fiquei indignada vendo a foto que restou no meio de outras fotos,ela estava toda comida pelo tempo ,cepia…
    E o teatro para os olhos de muitos moderno,lindo.
    E para mim só sobrou a foto ,aquela foto amarelada,que mostrava um edificio construido na epoca dos cassinos.
    Deveria ser muito interessante essas fotos que vc tirou ,que pena que apagou,mas não desista continue fazendo esse trabalho,é muito importante retratar o descaso com nosso passado,é uma forma de grito!!!

  74. Gerald e pessoal: estou tb solidário com toda a classe teatral. MAIS SEGURANÇA PARA NOSSOS TEATROS!

    lembrete: pessoal, amanhã (19/08) é aniversário do John Hemingway. John: happy birthday!

    Abraços do Lúcio Jr.

  75. gthomas

    fff444 – eu, porra louca? ainda bem que vc foi direto pro spam ! deveria ter ido pra privada!

  76. Antonio

    C A D Ê A F I S C A L I Z A Ç Ã O???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

  77. O Teatro pega fogo

    A tendência dos teatros do Brasil é da lugar para as pastelaria, sem quem trabalha e quem freqüenta não fazerem nada pra terem condições adequadas. As pessoas que trabalham no teatro só querem fazer a sua parte ganhar o seu e sai fora, dessa vez escaparam de sair em chamas seria uma trágica peça em?

  78. Gerald, Valéria e pessoal: eu achei que a Valéria queria a volta da blognovela, foi isso…Taí o meu artigo, o que saiu na Discutindo Filosofia.

    Oswald de Andrade: Da Utopia à Antropofagia

    Lúcio Emílio do Espírito Santo Júnior*

    Ainda nos anos 2000, muitos não sabem que Oswald de Andrade, além de escritor, jornalista e dramaturgo, possuía um projeto filosófico. Essa dimensão do autor não foi, até hoje, levada a sério entre os que estudam Filosofia. Nos anos 20, Oswald escreveu duas influentes exposições de idéias, configurando um pensamento altamente moderno: o Manifesto Pau-Brasil e o Manifesto Antropófago. Seus textos filosóficos dos anos 40 e 50 (reunidos em dois volumes: Estética e Política e A Utopia Antropofágica) foram uma tentativa de sistematizar e fundamentar as idéias outrora esboçadas em uma forma fragmentária, ou seja, na breve e agressiva exposição de motivos que pediam os Manifestos.
    Vejamos um exemplo da revisão de suas idéias. Primeiramente, Oswald escreveu no Manifesto Antropófago: “Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem” (ANDRADE, 1990, p. 101). Mais tarde, na Crise da Filosofia Messiânica, explicou esse ponto de vista, defendendo a Antropofagia da acusação inquisitorial de amoralidade: “A operação metafísica que se liga ao rito antropofágico é a da transformação do tabu em totem. Do valor oposto ao valor favorável. A vida é devoração pura (…). Antes pertence como ato religioso ao rico mundo espiritual do homem primitivo” (ANDRADE, 1990, p. 101).
    Pode-se dizer que sempre pulsou, em Oswald, um componente romântico, no sentido da busca de ideais. Mas, para Oswald, essas eram idéias que devoravam. O conceito de Antropofagia foi aquele que teve a melhor recepção em toda sua obra. Ele foi pensado, originalmente, como um diálogo com Montaigne, especialmente seu ensaio Os Canibais. Montaigne viu, naqueles índios brasileiros que visitavam a França, homens “recém-saídos das mãos de Deus”, revertendo a acusação que se fazia de serem bárbaros.
    Em Filosofia, Oswald resolveu ir além de Montaigne, aproveitando a senda aberta para a revisão da cultura européia a partir do olhar dos “selvagens” do Novo Mundo. Na maturidade de seus ensaios filosóficos, Oswald misturou, a esse sonho de um homem antes da corrupção social, a consciência da luta de classe, deu a esse homem utópico a vontade de potência, temperada com a dialética de Hegel, separando sempre o caldo das liberdades individuais; a sobremesa foram os dilemas existenciais e “odontológicos”, afirmados por ele como mais importantes do que os “ontológicos”. “Le cannibal c´est moi”, poderia ter escrito a partir da leitura desse ensaio. Oswald passou a falar a partir do lugar desse habitante da América que vivia num mundo onde não existiam as palavras para “pecado” e “perdão”. O inventor da Antropofagia profetizou que o Brasil ficaria marcado por ter sido “um grilo de oito milhões de quilômetros quadrados” e que os conflitos entre a posse (o posseiro efetivamente instalado, o índio dono da terra) e a propriedade (o dono do título, a grande empresa detentora do capital) continuariam a se reproduzir, mesmo na atualidade, entre índios e colonos, sem-terra e latifundiários, etc.
    Antropofagia era, em relação ao que veio antes, uma resposta somente cultural ao problema de identidade brasileiro, mas acabou indo além. A partir da Semana de Arte Moderna, não se trata mais de rejeitar o estrangeiro, é preciso incorporar o outro e ver o que há de si nele, além do que há de outro em si mesmo. Há uma convergência entre o Oswald dos anos 50 e o Ricoeur da maturidade: ambos tratam do “Le soi-même comme un autre”. Como foi explicado no Manifesto Antropofágico: “Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu” (ANDRADE, 1990, p. 49).
    Assim, enquanto princípio organizador de uma apropriação seletiva, a partir da Antropofagia pode-se organizar uma Bienal: a Antropofagia seria útil para brasileiros e estrangeiros, seria um conceito já exportado, indo além das condições e tempo de sua criação, um princípio transcendente. Será que a cultura brasileira conheceu algo semelhante antes?
    Antes de Oswald, Machado de Assis tinha apresentado, satiricamente apenas, o conceito de Humanitas através de seu personagem Quincas Borba. A busca de um princípio universal para todas as coisas foi um dos fundamentos a partir dos quais nasceu a filosofia entre os sofistas. A Humanitas em Quincas Borba era a sátira de uma filosofia do século XIX que acabava justificando a lei do mais forte. Mesmo que muitas outras interpretações possam ser realizadas, a Antropofagia é sempre uma seleção crítica. O princípio funciona agregando valores: as idéias que servem são assimiladas, o que não interessa é descartado. Para além da dialética do senhor e do escravo, surge uma do “devorador” e do “devorado”.
    Para refletirmos sobre a Humanitas, tomemos a palestra Sobre o Humanismo, de Martin Heidegger. Machado de Assis, ao escrever sobre esse termo, provavelmente sabia que, ao tempo da república romana, Humanitas foi pela primeira vez expressamente pensada e vista sob esse nome. O homo humanus só surgiu em comparação ao homo barbarus. A Paidéia era então traduzida por Humanitas. O primeiro humanismo era o encontro da romanidade com a cultura do helenismo. A Antropofagia seria, então, produto do encontro das civilizações indígena e africana com a latinidade européia.
    Em Machado de Assis, Humanitas permanece a preocupação original de reconduzir o homem novamente à sua essência. E essa apareceu em Quincas Borba como sendo a devoração do mais fraco, o triunfo dos fortes. Na Antropofagia, essa essência é, como no primeiro humanismo, a necessidade do homem de encontrar a si mesmo no outro, assim como as culturas humanas se revigoram encontrando-se umas nas outras. Machado transformou, com sua ironia distanciada, a norma civilizatória (Paidéia) naquilo que deveria ser desvio, mas prosseguiu sendo a lei oculta da sociedade (lei da selva). Assim, em Quincas Borba, o Humanitas deixou de ser uma bagagem civilizatória para tornar-se desvio determinista na compreensão da complexidade da vida.
    Quem sabe moldada a partir do Humanitas, a Antropofagia também propõe que a humanidade vive uma devoração universal, mas se opõe a simplesmente chancelar a lei da selva: é contestadora do poder e propõe superá-lo através da razão que devora a si mesma na dialética, assim como na síntese.
    O marco temporal da Antropofagia foi a devoração do corrupto Bispo Sardinha, ou seja, a rebeldia sadia e pagã contra o colonialismo corruptor. Oswald também fez oposição a Sócrates, afirmando que foi um parasita ao mesmo tempo moralista e libertino, vivendo às custas das famílias ricas de Atenas. Ao contrário de moralizar, buscando esconder a contradição interna, Oswald propôs que as contradições fossem assumidas em vista de gerarem sínteses e superações futuras. Ele praticou ativamente esse programa: manifestou-se contra e favor de Getúlio Vargas e de Villa-Lobos. Porém, quando Oswald assim agia, não era por gosto de “virar a casaca”; com esse tipo de atitude, assumia que era um “homem em movimento”. Sobre Freud, observou de maneira arguta que aquilo que o fundador da psicanálise designou como ações dominadas pelo inconsciente eram atividades que apelavam fortemente à consciência: comer e fazer sexo (e chamou-as “consciente antropofágico”).
    Pelo motivo mesmo de assumir a contradição interna e não ocultá-la, propondo sua própria contínua atualização, a Antropofagia possibilitou, por exemplo, prever o surgimento dos boêmios hippies e beatniks (jovens que queriam fruir o ócio possibilitado pela sociedade tecnológica e a liberdade de costumes trazida pela emancipação feminina, junto com o divórcio e a pílula): do choque entre o matriarcado primitivo, ainda que imaginário, com o patriarcalismo, surgiria um novo matriarcado, onde o ócio criativo seria possibilitado pela tecnologia. Os jovens boêmios de hoje, depois do surgimento dos beatniks e hippies, (e, na atualidade, dos ciberpunks e hackers), passaram a ser novos bárbaros, ou seja, desviantes das normas e convenções que usam a tecnologia contra elas.
    Portanto, é preciso superar o dilema posto na abertura do Serafim, recolocado nos seguintes termos na contemporaneidade: entre os intelectuais e os brasileiros cultos, a opção ainda está entre dizer piadas e paradoxos em Nova York para encantar as elites vegetais ou tornar-se apresentador do circo mambembe da revolução (o que equivale a mitificar o operário).
    Assim, encerrando essa reflexão que seguiu na trilha de Oswald, façamos uma última consideração: um verdadeiro socialista não pode mais confundir humildade com grosseria, hábitos de higiene e sofisticação com meras convenções burguesas; precisa conscientizar-se (e aos demais) de que o objetivo é que melhoremos todos como seres humanos.

  79. Antonio

    HAJA SACO PRA AGUENTAR OS CANDIDATOS DIZENDO QUE VÃO RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS DOS PRÉDIOS, TEATROS, MUSEUS, ETC,ETC,ETC… NADA MAIS VAI PEGAR FOGO EM SAMPA, SÓ NA CARA DELES QUE É FEITA DE PAU

  80. gthomas

    Lucio Jr. – OTIMO!

    Vou pedir pra likarem vc aqui assim como o John fez la no blog dele.
    Vc eh bom demais!
    LOVE
    G

  81. Heitor Bonfim

    Sr Ex-blogueiro, só achei uma vaidade extemporânea dizer que o Teatro de SP é muito maior que o de Campinas, lógico que o de SP é maior. Eu só mencionei o Cultura Artística de Campinas porque gostei de participar de um evento lá e acho uma experiência renovadora, só isso. Mandaram eu ir no Cultura Artística de Campinas, se lá não era então toquei no teatro errado. Eu não sou de Campinas. Quanto ao baloeiro, eu achei que vsa se doeu por eu dizer que supostamente uma tocha de balão caiu lá. Ah estão me dizendo aqui que era no Centro de Convivência, já nem sei mais, só falta vsa dizer que o Centro de convivência é menor do que o Teatro de SP.

    Paulo, quanto a “achar” deixo por conta do corpo de bombeiros: “Domingo, 17 de agosto de 2008, 14h34 Atualizada às 07h22
    Tocha de balão teria causado incêndio em teatro. O Corpo de Bombeiros de São Paulo suspeita que uma tocha de balão tenha causado o incêndio que atingiu o teatro Cultura Artística na madrugada deste domingo, no centro da capital paulista.

  82. TLD

    Só um detalhe: moro em frente ao teatro e assisti à tragédia de camarote e ao contrario do que estão divulgando, o fogo começou antes das 4h, pois eu e minha esposa acordamos as 4:15, ja ouvindo estalos, e as 4:30, quando abri a porta da sacada que da de frente pro teatro, ja havia fumaça saindo lá pelo telhado do PALCO. Por isso entendo que o incendio foi de DENTRO PRA FORA. Outro ponto interessante de esclarecer é que eu liguei aos Bombeiros pela 1º vez (só eu, liguei 3 vezes), as 4:50 e fui informado que eles já haviam sido acionados e estavam tomando as providencias. A 1º viatura só chegou as 5:20 e o telhado ja havia desabado (caiu as 5:08 – eu tenho foto). Só começaram a jogar agua as 5:40… QUASE UMA HORA DEPOIS QUE EU FIZ A 1ª LIGAÇÃO !!! O resto da estória é de dominio público. Só estou dizendo isso porque estão afirmando que chegaram 6 minutos após receberem o chamado, não entendo porque… mas que demoraram MUITO, isso demoraram, ainda mais se considerarmos que o batalhão do Corpo de Bombeiros fica aqui do lado, na Consolação, próximo ao Mackenzie. Dali aqui, demorar esse tempo todo??? Sinto muito, mas vejo que não pudemos contarcom os bombeiros… não nesse infeliz episódio da vida real…

  83. emilio ambrosano

    então, lendo ainda vários comentários e manifestos de pesar me veio aqui na minha mente uma outra grande pergunta que eu acho que vai ficar sem resposta, não sei se gerald pode me ajudar, mas lá vai.

    quando uma orchestra, conjunto de câmara, companhias de dança, músicos ou companhias de teatro internacionais vem fazer apresentações no brasil eles mandam alguém fiscalizar as condições de segurança das salas de espetáculo? porque suas companhias tem seguro, fazem seguro de vida, acidente, seguro dos instrumentos e etc, e é nescessário laudos técnicos para garantir a integridade física de seus músicos, penso eu ser assim a maneira correta de proceder, portanto, se a orchestra que ia dar seu concerto hoje no tca viu e ouviu o que aconteceu no teatro que eles iam se apresentar, o concerto de hoje e amanhã não vai ser 100%, estão todos com medo, e imaginando o que poderia ter acontecido se fosse na hora da apresentão, “Graças a Deus”, que foi de madrugada, será que voltam, isso não pode influenciar negativamente a vinda de outros para são paulo, tá certo que temos ótimas salas, minhas salas preferidas são mesmo a sala são paulo e o teatro alfa, mas isso pode prejudicar e muito, não pode?
    abraços, emilio

  84. FRANCINY CHEQUER

    Meu caro Antonio e pior, que os politicos usam oleo de peroba, na suas caras, o pior e ve-los sorrindo quando conseguem de tanto botox, e beijando criançinhas, da arrepio só de pensar.
    Mas para falar a verdade alguem se lembra da Puc que vive lotada de alunos, e está pior que muito teatro, aí sim vai ser uma grande catastrofe, já pensaram. e não me digam que ela não tem dinheiro, pois a suas mensalidades sao bem altas, agora temos que nos preocupar com os proximos incêndios, e não ficar lamentando ou jogando a culpa em um ou outro,ou coisas, mas sim reconstruir o teatro, pois agora não tinha ninguem , vamos abrir os olhos para a verdade primeiro obras mau planajadas, fiscalização omissa, quando vc faz o orçamento de uma obra vc já computa as verbas extras para fiscais, uma hora uma Puc ou outra instituição como o predio de geografia da Usp que está em estado de miseria, pegar fogo, aí não serão palavras tristes mas sim lagrimas, pois aí sim será uma grande tragedia,beijos

  85. Marcelo Olinto

    Estava trabalhando no Cultura Artística.
    Como ator me sinto sem casa, literalmente, pois estava atuando em O BEM AMADO com o Marco Nanini e a minha companhia a Cia.dos Atores.
    Os comentários levantados pelo Gerald procedem, porém devo dizer que tem muito profissional trabalhando duro pela manutenção e conservação dos nossos teatros e consequentemente das produções.
    A situação dos teatros no Rio de Janeiro, minha cidade, não é das melhores.
    Falta de equipamento, falta de equipe e falta de manutenção e conservação são apenas alguns dos muitos problemas que enfrentamos.
    A situação é séria.
    O teatro em geral conta com poucos apoios.
    Infelizmente não contamos com um Ministério de Cultura ativo e atuante e devo dizer que o Ministro Gilberto Gil foi tarde.
    Não vejo, da parte do governo, a associação entre educação e cultura – cultura e educação, mais isso é conversa para mais tarde.
    A lista de teatros que estão fechados e/ou necessitam de reformas é enorme e citarei alguns: DULCINA, CACILDA BECKER, IPANEMA, COPACABANA entre outros.
    A procura por espaços/teatros é grande.
    A falta de espaços/teatros é enorme.
    Salve Marieta Severo + Andrea Beltrão e Cláudia Lira e Leonardo Franco que levantaram teatros de altíssimo nível, oferecendo excelentes instalações para os artísticas e para o público.
    Exemplos como esses deveriam se proliferar.
    Infelizmente não é assim que a banda toca, infelizmente mesmo!!!
    Me pergunto até quando assistiremos os nossos teatro serem destruídos para que alguma coisa aconteça, afinal é só lembrar dos incêndios que destruíram os teatro Casa Grande e o Sérgio Porto, o estado lamentável que se encontra o DULCINA e etc.
    Este Tsunami nos pegou em cheio, comprovando que tudo na vida é efêmero e passageiro.
    Estou, eu e meus companheiros de trabalho, tentando entender as coisas, levantar a cabeça e cantar para subir.
    Tenho certeza que Marco Nanini e Fernando Libonati, da PEQUENA CENTRAL, vão se levantar e continuarão a produzir coisas maravilhosas.
    É isso.
    Marcelo Olinto
    Cia.dos Atores

  86. isso mesmo G, o Lucio é fera.Emílio e Márcia O que esses podres poderes eles querem para os cidadãos :
    – Tudo mal iluminado, escuro bem triste emporcalhado nada prá fazer com bastante depressão para zerar a auto estima, principalmente dos jovens, desesperança em alta dosagem prá aniquilar com a coragem mas como em Kafka sempre prometendo que vai “estar melhorando” prá que o pedinte não saia do subjulgo nas solas do sapatos desses vermes. E continuamos com a campanha ” Eu tenho nojo dos políticos do meu país” é só fazer um adesivo e colar atrás, no carro.Faça voce mesmo a sua frase e saía por aí.ilgt

  87. Antonio

    Daniel Dantas, devolva um pouco em forma de apoio para as reformas do TCA ihihihihihihi

  88. Heitor Bonfim

    Ao Ex-Blogueiro, referia-me ao Teatro Interno Luiz Otávio Burnier
    (Centro de Convivência Cultural)
    Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí
    Fone: (19) 3232-6225, vulgo Cultura Artística. Se é maior ou menor, confira. Lá é tudo de concreto, se caisse um balão não faria nem cosquinha.

  89. Antonio

    “Salve Marieta Severo + Andrea Beltrão e Cláudia Lira e Leonardo Franco que levantaram teatros de altíssimo níve”
    Marcelo, você esqueceu o SESC.

  90. Carlos, EX-BLOGUEIRO

    Heitor Bonfim:

    Será que eu quis ser “vaidoso” ao dizer que o Cultura Artística de SP é maior do que o inexistente teatro de Campinas??
    Morei 10 anos em Campinas e faz dez anos que saí de lá. Eu ainda fui da época em os cinemas históricos começaram a virar “igrejas”…um por um….cinemas que tinham décadas e décadas…Centros culturais fechando…Por isso sua mensagem chamou mais minha atenção, fiquei curioso sobre o “novo teatro”, nada mais. Você deve ter falado do Centro de Convivência que de fato não tem nada a ver com o Cultura Artística de SP. Pronto, resolvido.
    Não precisa sugerir que eu faço fogueira das vaidades, que sou baloeiro e dizer que eu botei fogo no teatro Cultura Artística de Campinas porque ele nunca existiu.
    Realmente fica complicado trocar mensagens assim.

    Mas já que falamos do interior, Campinas é uma cidade enorme, duas universidades enormes, e é culturalmente fraca. Mas isso leva a uma outra discussão que todos conhecem, o investimento em Cultura no Brasil…Ah…a não ser que consideremos cultura os dois estádios de futebol gigantes que Campinas tem. Volto a perguntar: alguém já viu Banco pegando fogo?

  91. gthomas

    Marcelo Olinto: vou “colar” o seu comentario no corpo do Blog itself.
    Obrigado por te-lo mandado.
    LOVE
    G

  92. Antonio

    Franciny,
    você reparou que a Marta só mexe boca e mais nada?(saí do assunto mas não aguentei)

  93. Carlos, EX-BLOGUEIRO

    Ok, Heitor Bonfim…mandei minha mensagem antes de ver sua confirmação. Pois é, conheço bem aquele local, também já estive naquele palco algumas vezes, mas faz muito tempo. De fato o que não falta lá é concreto, mas o teatro chegou a ficar fechado por dois anos for infiltrações. E todo o teatro externo, que “antigamente” abrigava todo tipo de espetáculo, nunca mais foi utilizado com receio que desabasse sobre o teatro interno.
    É complicado…

  94. gthomas

    “Banco pegando fogo” eh um excellent remark!, Heitor
    Teatros sao como Bancos de cultura: ou sera que nao deveriamos pensar assim?

    1- um teatro que apresenta um pessimo dramaturgo funciona como um banco que lava dinheiro

    2- um teatro que apresenta um dramaturgo de vanguarda ou de risco seria um investment bank

    3- um classico como Shakespeare, Moliere, Marlowe, etc, seria um banco classico, conservador.

    Mas seria, de qualquer forma, e teria que ser, guardado como um BANCO!
    LOVE
    G
    LOVE
    G

  95. Antonio

    Recentemente, não me lembro onde, fizeram uma matéria sobre as péssimas condições do teatro Maria Dela Costa. Mas, como tragédia pouca é bobagem…

  96. FRANCINY CHEQUER

    Crianças vamos para, parece briguinha de casal, vamos falar serio moro ao lado do parque do Ibirapuera e do Planetario, estam precarios,o parque só está com uma marquize danificada a anos e ninguem fez nada infiltração aos montes, tudo está precario, mas vamos começar do principio não vai ser chamando um ao outro de baloeiro vaidoso e etc, eu não estou tomando partido, mas de inicio vamos falar primeiro da falta de cultura o país so quer saber de samba e futebol, claro que e bom para o povo mas e melhor ainda quando tem instrução e isso gera educação bons habitos tanto com vc como para com os outros, respeito e também conciencia, para com seus erros para ser humilde e pedir desculpa quando erra, pois isto não e se humilhar mas sim crescer, temos que pensar na educação, saúde, moradia o direitos da população, em vez de nos preocuparmos com o teatro sim e uma fatalidade, mas será que tem alguma biblioteca no bairro e escola, vamos tentar transformar esta nova geração , pois se continuar assim não vejo um futuro para o país, mas não levem a mau não sou contra teatro só estou exemplificando na minha humilde opinião o que eu acho de prioridade, beijos a todos

  97. gthomas

    Franciny: PARABENS, com a coisa toda desabando e as feridas aparecendo, juro que nao consigo entender porque as pessoas querem se atracar e arrancar pelos golpes baixos!
    LOVE and give PEACE a small piece of CHANCE!
    G

  98. Antonio

    4- um teatro que apresenta uma comédia seria Banco do Brasil,
    5- um teatro que apresenta um drama seria o BANERJ,
    6- que apresenta uma tragicomédia seria o OPORTUNITY,
    7- que apresenta uma saga, o ITAÚ.

    Gerald, desculpe a intromissão

  99. Heitor Bonfim

    É, chega de briguinhas, perdão, fui ver se tinha algum espetáculo em Campinas, mas está pior que achar água no deserto do Saara. Só tem barzinho e lanchonetes. Vejam o que encontrei:

    “O Urblog encontrou um ´Jack Kerouac` vagando por Campinas, vendendo poesia por uns trocados.”

    http://eptv.globo.com/lazerecultura/lazerecultura_interna.asp?224323

  100. gthomas

    PARABENS A TODOS:

    BRIGAS NUMA HORA DESSAS NAO FAZ SENTIDO

    FRANCINY VC CONSEGUIU!!!

    ANTONIO: OTIMAS COLOCACOES
    …e me faz pensar aqui no Citibank, no HSBC, no NatWest, no Chase e no BankAmerica….qual espetaculo eles financiariam> as vezes eh importante pensar “broader” – Merril Lynch assim como o David, Morgan Stanley, etc
    LOVE
    G

  101. Stefano

    Gerald, acabei de ver uma entrevista com o Gerald Perre de lá, o administrador – não se sabe ainda o motivo do desastre. Isso leva a reflexões práticas como a sua, manutenção dos teatros. Onde está a grana das loterias, do ministério da cultura, das secretarias estadual e municipal? E porque os teatros, tão caros, não se auto-sustentam?
    É outra pergunta fácil.
    Tanta gente trabalhando nesses órgãos, tanta gente. E o prefeito falando sobre o fato. Ai ai.
    São Paulo, como o Rio, adora candidatos estranhos ( melhor esse adjetivo ).
    E por falar neles, adjetivos, no tempo dos reinaldos ( o que é aquilo?), mainardis ( tst) e cia, que saudade do Francis ( ao menos ele tinha elegância ).
    Onde foi parar a elegância? Deu lugar para o histerismo vazio?

  102. Heitor Bonfim

    Aliás, tive de chamar a polícia outro dia porque ligaram uma Cultura RAVE de 220 decibéis perto do Aeroporto de Viracopos que dava para deixar surdo qualquer um à 6 km de distância, foi um inferno. Mas agora parece que a Prefeitura de Campinas criou juízo. Espero.

    Pelo iG busca achei o seguinte:
    site da orquestra sinfonica municipal de Campinas

    Sala Carlos Gomes fica localizada no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes (Pça. Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí) – Informações: Tel. (19) 3237-2730

    http://www.osmc.com.br/secao.asp?i=88

    Ensaio Aberto
    Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) em parceria com o Rotary Club Jequitibá e com o Banco de Almentos do Ceasa oferecem à população os Ensaios Abertos – numa ação conjunta que visa à conscientização social e à popularização da música erudita.

    O objetivo da parceria é abrir os ensaios da OSMC que acontecem aos sábados, às 10h, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, para o público em geral.

    Para participar é necessário levar 1 kg de alimento não-perecível (de preferência óleo, feijão, arroz, leite, enlatados, açúcar ou leite condensado) no dia do ensaio geral, das 9h às 9h45, na portaria do teatro.

    Os alimentos arrecadados serão revertidos para entidades assistenciais.

    O Rotary Club Jequitibá doa para a APACC- Associação de Pais e Amigos de Crianças com Câncer, localizada na Rua Nádia Batistone da Silva, 355 – Bosque das Palmeiras, cujas crianças necessitam de uma dieta hipercalórica.

    O Banco Municipal de alimentos distribui as doações às 150 instituições de Campinas que são atendidas pelo órgão, todas cadastradas no Conselho Municipal de Assistência Social que beneficiam em torno de 30 mil pessoas desde bebês e crianças, até pessoas com necessidades especiais e idosos.

    Próximas Datas:

    agosto: 23, 2008

    E o medo daquilo desabar?

  103. Flavio Marzano

    Estrutura do Teatro Cultura Artística corre risco de desabar, diz o Estadão hoje.

    Alguém – oh alguém, onde estás? está pensando no painel de Di Cavalcanti – ou ele vai desabar junto???

  104. Psiu

    Mesmo com medo precisamos prosseguir…

  105. gthomas

    me pediram pra divulgar isso sobre Tortura nunca mais e divulgo:
    
    Subject: Ato no DOI-CODI, dia 24 as 14h !

    Chegou o momento para um ato público forte de contestação deste passado podre do Brasil, escamoteado debaixo do tapete.
    É hora da nova geração levantar a poeira contra a tortura. A de ontem e a de hoje.
    Vamos fruir a liberdade que a Ditadura tentou calar brutalmente e nos manifestar por um outro Brasil.

    Estarei lá!

    Paulo Fávero
    ………………………………………………………………..

    Do Paraiso ao Matadouro

    Convocatoria do ATO no DOI-CODI, as 14h, Domingo, dia 24 de Agosto !

  106. gthomas

    Esta divulgado A G B de Paula. Aqui esta, Nao da pra copiar o documento inteiro e o link se torna invisivel aqui na tripa de comentarios: tente, por favo, vc memo deixar um.
    LOVE
    G

  107. Anna Américo

    Estou de luto!!!
    São Paulo perde seu maior templo sagrado do teatro.
    O teatro Cultura Artística abrigou as grandes peças, os grandes artistas e iluminou a vida cultural paulista desde 1950, quando foi inaugurado por um concerto de Vila Lobos.
    Que pena!
    Cultura Artística era oteatro mais importante de São Paulo.
    E como eu havia falado, na Casa branca,senado, assembleia etc nao pega fogo…pena .

  108. gthomas

    Anna Americo, atriz da minha cia de teatro: as coisas nao pegam fogo a toa. Como tantos comentarios e comentaristas inteligentes colocaram aqui em cima: Banco tambem nao pega fogo – Circo (de rins e figados ou nao) pega fogo, teatro pega fogo por causa de uma serie de elementos delieados na materia

    nao adianta ser SENTIMENTAL OU FICAR DE LUTO

    ADIANTA TOMARMOS MEDIDAS ASSIM COMO O SESC TOMOU

    VEJA SE ALGUM SESC PEGA FOGO!!!??? NAO

    VC LEMBRA DO PAULAO NO PINHEIROS E AS MEDIDAS DE SEGURANCA POR CAUSA DOS HMI NO ALCAPAO??

    EH ASSIM QUE DEVERIA SER!

    AS MEDIDAS DO SESC, COM O APAGAR DA CHAVE PRINCIPAL AS 10 DA NOITE, DEVERIAM SER ADOTADAS POR TODOS OS TEATROS

    LOVE
    G

  109. Valéria

    Foi um ‘acaso’ o Gerald ter falado sobre as construções, a cidade, e daí o tema virou realidade, pegou fogo num teatro e estamos discutindo isso em várias frentes… triste mas bacana também.

    Emílio: quase morri quando li que vc tinha perdido tudo!

    Sim, índio não bate em criança. Sempre fico encantada com a paciência, a proximidade entre eles; claro, tô falando em geral, de uns programas que assisti. E sempre fico em puro desalento ao ver a cara e o jeito com que pais e mães tratam as crianças, como as puxam pelo bracinhos enquanto andam pelas ruas, como as perguntam ou mandam nelas como se isso fosse natural, como dão esporro nas crianças na frente de todo mundo, isso não é chocolate de se ver.

    Marcelo Olinto: sim, o amor que muitos profissionais têm é bem lembrado; e todos sabem onde as coisas podem ruir… E dá-lhe governo de fachadas…

    Em teatro, eu sempre sento na frente, primeira fila (quando não é coladíssima ao palco alto), ou no corredor; não gosto de ficar no meio de nada, gosto de ter um espaço vazio perto de mim.
    Há muitos teatros que são construídos num aperto só, imagino como deve ser numa hora de tumulto.
    Ainda não conheço o espaço de vcs, Marcelo, mas dizem que é lindíssimo! Uma amiga minha foi e ficou apaixonada pela maneira como o teatro foi elaborado. Ela me contava empolgadíssima sobre os detalhes etc. Parabéns por ela então.
    Ela falou que eu tenho que ir lá mesmo que não tenha peça.

    bjim a todos

  110. Tene Cheba

    Infiltrções não derrubam estruturas armadas de concreto, podem quando muito acelerar processos de envelhecimento precoce das edificações, visualmente produz muita insegurança ao leigo, além do desconforto por está em um local, transitório ou não, vunerável ao intemperismo. Mas, devemos tratá-las, a boa técnica impede que patologias de longo prazo, comprometam seus revestimentos. Fios são dimensionados pela área de suas seções: 1mm², 1,5mm², 2,5mm², 4mm², 6mm², 10mm², desta bitola para frente são denominados cabos. Antigamente, usava-se a bitola inglesa AWG, hoje não mais. Peço que não me batam por isto, somente quis esclarecer aos brilhantes comentaristas.
    O comentário do Gerald Thomas sobre a manutenção dos Teatros brasileiros, pertinente, muito precisa, na veia. Mostra a impressionante amplitude do seu conhecimento. Ah ah, de manutenção eu entendo um pouco.

  111. gthomas

    Valeria acertou na mosca: o post anterior era NY, Bandeira de Lugar Nenhum….cidades, predios…..

    eta mulher semiotica!

    caramba, melhor eu calar a boca se for assim. !!!!!

    11 de setembro esta se aproximando: eu fui dar uma andada rapida aqui pelo East River….
    e….todos os dias da minha vida desde entao eu penso e repenso,,,,,

    Tene Cheba: obrigado pela precisao sobre a minha precisao!
    LOVE
    G

  112. gthomas

    E quanto ao resto da minha propria cia de teatro…o que pensar? que enorme tristeza, que enorme ‘entulho’ na garganta!
    G

  113. Tene Cheba

    No modelo convencional se instalações elétricas de médio a grande porte, torna-se bastante complicado derrubar a chave geral, existe a imposição de um procedimento técnico, embora simples, para o seu desarme, porém muito trabalhoso para ser diário e permanente, esta rotina requer, sendo uma função do porte das instalações, equipes qualificadas. Não conheço o Teatro Cultura Artística, entretanto pelo que li, trata-se de um grande Teatro, um Segurança para tomar conta de um patrimônio imensurável como este é no mínimo, deixando barato, uma falha administrativa monstruosa, criminosa. Não sei se existe neste Teatro alguma cabine de alta, se existe, ou existia, então o crime foi perfeito, mesmo assim, se não existia, o crime foi perfeito.
    Não existem sociedades secas, a Cultura é um ônus com o qual todos tem que arcar, para sua subsistência. Não é uma questão de prioridades, mas sim da nossa sobrevivência.

  114. Heitor Bonfim

    Aqui em casa tivémos sorte, fomos reformar o telhado e para nossa surpresa ele estava recheado de ninhos de pássaros, uma faísca seria suficiente para virarmos churrasquinho. Depois da reforma, escutei uns barulhos, e não é que tinha um papagaio maluco comendo os fios elétricos para fazer um ninho? Aff

    O próximo Bin Laden será do MST, talvez uma criança.

  115. Heitor Bonfim

    Não entendi o “entulho na garganta” Gerald.

  116. gthomas

    “O proximo Bin Laden ser do MST”? Como eh Heitor?

    Bem , eu nao sei se vc sabe algo sobre meu passado. Suponho que nao. Te imploro que va ao http://www.geraldthomas.com (likado aqui) e va pros “chronicles” e procure o report ao vivo que fiz enquanto o WTC era atacado enquanto eu via tudo da minha janela.
    Bin Laden aqui nesse blog nao, por favor.
    Serio, por favor mesmo
    LOVE
    G

  117. Carlos, EX-BLOGUEIRO

    Heitor Bonfim, só por curiosidade, porque mostrar o texto sobre o ensaio aberto? Estou tentando conectar as coisas já que o assunto está passando por Campinas.

    À propósito: quem está brigando aqui???????

  118. Tene Cheba

    A ditadura no Brasil foi uma conseqüencia, a resultante nefasta dos eventos que a antecederam, suicídio de Getílio, a renúncia de Jãnio, a fraqueza de Jango, o oportunismo de Brizola, o medo de Cuba.Infelizmente nossos políticos pensam pequeno, são incapazes de um ato de amor pelo nosso país, não generalizando, é claro, mas o nosso povo bate palmas para esta miúdeza, ao que parece para todo e sempre.A insuportável vontade do expoente 0.

  119. Tene Cheba

    Ninguém, o Vamp não deixa, mas eu não baixo a minha guarda nunca. Estou brincando, claro, Cavalheiros são sempre Cavalheiros.

  120. Valéria

    TLD: pelo visto nem com os bombeiros nem com os políticos nem com os fiscais… Deve ter sido torturante ficar vendo o fogo lamber tudo enquanto os bombeiros não vinham… Eu já presenciei um incêndio de um prédio inteiro, em frente a minha antiga casa; fui a primeira a ligar – tava chegando em casa- , fiquei lá com eles um tempão esperando, muita gente ligou outras vezes além de mim; É frustrante ver um incêndio, e o olhar das pessoas que não acreditam que estão perdendo tudo, vira uma algazarra de gritos eufóricos e perturbadores; muitas crianças, senhores, gente saindo de qualquer jeito às 3 da manhã. Foi bonito ver alguns vizinhos do meu prédio descendo, a gente organizando roupas, chinelos etc. Mas isso é muito pouco. Aquele prédio era um dos mais simples da rua, e tinha gente na rua que não gostava do astral das pessoas… E o prédio foi lambido quase que totalmente, agora só está la a fachada antiga, linda…. os bombeiros chegaram quando não tinha mais quase nada, pedaços de janela caindo, aqueles estalidos, aquelas quedas, o cheiro, o calor, tudo é muito rápido e forte. E infelizmente estonteante de se ver. E a vergonha de entrar em casa depois de tudo? Ter pra onde ir, ter uma cama pra deitar etc. Não esqueço disso, das pessoas.

    Lúcio Jr.: obrigada, vc é um amor!
    Agora falta o artigo sobre a recepção…
    Se for abuso colocar aqui, pode enviar pro meu email.
    Gostei do seu texto, a antropofagia, pra mim, sempre foi uma seleção crítica; um novo uso tb; nos deram o que comer, comemos, depois de um tempo a gente degusta, umas coisas a gente volta a comer, ama, outras a gente cospe, ou reverte, ou vomita, ou brinca, mistura receitas; e o interessante é que a gente pode até pensar num termo outro no lugar de “devorar”, né? mesmo que ele esteja ligado à fagia… Fiquei pensando nisso, mas isso é outra coisa. E esta idéia do humano, fico pensando nesta história de ser humano, o que nos liga e assemelha? ( saindo desta concepção humana vinculada a um ideal tb…) Nossa, como eu penso nisso.
    Mas confesso que tenho que dar uma nova olhada em Machado pra ver melhor o seu texto, claro que meio que percebo o que vc quer dizer, mas teria que imbricar nisso. Sim, gosto muito do ponto do vista sobre “os selvagens” que o Montaigne colocou. Mas o seu final, eu não sei dizer, vou ler de novo.

    bjim

  121. Tene Cheba

    Entulho na Garganta, eu vejo, como a fome impiedosa, mas a falta de vontade de comer, o semblante que não relaxa, a voz tênue, fraca, formal e obediente, a parede do quarto tão próxima e tão distante, os olhos que custam a piscar, a lágrima que teima em não cair, o inexplicável ponto neutro, a inércia e o inerte tão medonhamente próximos de ti.

  122. O CORVO

    É uma pena, a questão das casas de espetáculos no Brasil, salvo algumas exceções – ha algo pior que são os estádios de futebol que não deixam de ser casas de espetáculos é a paixão da maioria dos brasileiros e ainda não aconteceu uma tragédia de grandes porporções por pura sorte – eu parei de frequentar estádios por medo, pois o balanço de alguns grandes estádios estão acima do limite técnico de engenharia (se estiver errado que o Tene Cheba me corrija por favor).

  123. Oi, GT e pessoal. Eu é que agradeço pelo espaço. Vou procurar o outro artigo e vou publicar atendendo ao seu pedido (afinal, não quero encher de textos meus, o palco é do Gerald e do Vamp).

    Abraços do Lúcio Jr.

  124. Paulo

    Gerald, isso de ficar pensando no WTC nao vai trazer as torres de volta. O fato que elas nao existem mais eh um fato irreverssivel.
    Eu estive no observatorio no topo varias vezes e cheguei a ir no restaurante Windows of the World que ficava na outra torre. Entao eu tambem tinha uma relacao afetiva com elas, as vezes passeava naquele mallzinho que ficava no subsolo. Fiquei muito chocado quando estava na California e vi pela televisao tudo ao vivo. Mas a vida continua, sinto por quem morreu la, sinto mesmo.
    Mas infelizmente as consequencias as reacao americana a esse ato de odio foram desproporcionais, coisa que da muito pano pra manga. Take it easy…

  125. Heitor Bonfim

    Desculpe, Gerald, Bin no more.

  126. anonimous

    Vamos lá artistas brasileiros, essa categoria empreendedora, reclamem e peçam dinheiro ao governo…

  127. Valéria

    Lúcio Jr. : oba! e li o que escrevi pra vc, parece que não gostei mas eu gostei muito, gostei da maneira como vc escreve tb. É qeu eu li outras coisas, muitos comentários, e tudo foi misturando dentro de mim, e eu sou uma pessoa desviante por excelência, uma coisa vai ligando na outra, é uma loucura, se deixar tudo vai me atravessando de uma vez! ufa

    Gerald: fiquei com ciúmes: vc pode autografar tb o meu/seu livro que já tá todo rabiscado em algum dia nessa vida?

    Semiótica! aha hahaha

    OLha, depois de ler que aquelas aves comiam o fígado de Prometeu, e no outro dia lá tava o fígado de novo, eu acho que existem artistas que captam no ar muito coisa, ou sei lá o que é isso! Mas vc é um deles.
    Caramba, quantos muitos anos se passaram pra se saber que o fígado se regenerava? Ou já naquela época… bom deste assunto não entendo nada, só olho da beirada da cadeira!

    E que este teatro ressurja das cinzas, como disse o Guzik!

    Carlos ex- : bom te ver, mas vc falou grego pra mim quando citou uns nomes, uns dois se salvaram numa bóia furada, neste meu naufrágio de ignorâncias, e mesmo assim…

  128. gthomas

    Paulo: depois de 9/11 eu trabalhei no Buraco por21 dias
    no, it ain’t easy to take it easy, not yet…..
    LOVE
    G

  129. Carlos, EX-BLOGUEIRO

    Eu vou me abster de comentar a afirmação sobre o MST e Bin Laden…que bom né?

    Valéria: te agradeço, bom te ler.
    Que nomes você se refere? Eram os pintores?
    Ahhh…Prometheus…ele é o culpado de tudo!!! Pois é, ele ficou ao lado dos coitados, inferiores e inúteis Homens quando Zeus quis liquidar nossa raça de vez. Foi punido, mas foi salvo depois…E aí a punição foi diferente: Zeus resolveu punir os Homens diretamente. E mandou ninguém menos do que a primeira MULHER, Pandora, pra iniciar a confusão! ahahah…muito bom. Essas histórias da mitologia são fantásticas. Roubei um livro ótimo a respeito e coincidentemente o leio esses dias. Não resisti comentar ao ver o que você escreveu…Mas não sei mais nada a respeito.
    Boa noite. A minha carroça tem que ir…
    (naousoemaio@hotmail.com)

  130. L. Froes

    Triste. Conheci pouco o Cultura, a tragédia Se encantou e perdeu o fator artificial.

  131. Heitor Bonfim

    Aqui no Brasil, até o segundo avião bater nas torres do WTC ninguém fazia idéia de que era um ataque terrorista. Eu via tudo pela MTV e não estava entendendo nada. Todos aqui acreditavam em um acidente. Não me lembro se foi no mesmo dia, mas um motor de jato caiu num bairro e incendiou várias casas, mas não tinha nada haver com o WTC.

    Voltando ao Teatro Cultura Artística, de SP, os bombeiros demoraram uma hora e vinte minutos para começar a combater o incêndio, segundo TLD, acima. É muito tempo, pois às 4 da madrugada não tem tráfego. Das 4:15 as 5:40 é muito tempo. É muito estranho. Lendo todos os posts, aqui, vemos que há muitos teatros incendiados ou em via de desabar. Um contraste com as Olimpíadas, nem faço idéia dos bilhões de dólares envolvidos.

    Há bastante material de leitura no site: http://www.geraldthomas.com
    Vou me debruçar nele, boa madrugada.

  132. O Vampiro de Curitiba

    Pessoal, dêem uma olhada pra cima. Tem texto novo. Adivinhem de quem!

  133. Paulo

    Gerald, o termo é “GAMBIARRA”, “galharufa” é outra coisa.
    Um abraço

  134. Às vezes eu me pergunto: O que é cultura? Cultura é aquilo que falamos e ninguém entende, ler livros da moda, falar palavras que nem o Aurélio sabe explicar, achar que tudo é xenofobia.
    Houve um tempo que cultura, era falar francês, ler Balzac, obras do Renascimento, comer comida francesa, ouvir musica clássica, conhecer o teatro grego, assistir operas, tocar piano. O tempo foi passando e a cultura foi mudando. Era chique assistir peças teatrais que só falavam palavrões, contavam piadas de baixo calão. Hoje cultura é fumar maconha, cheirar drogas, dançar e contar funk, grafitar muros (coisa horrível). Ta hora desse pessoal tomar cicuta.

  135. gthomas

    Nao Targino: Cultura nada tem a ver com drogas. Ou melhor, existe a cultura das drogas, mas isso eh outra coisa: existe a cultura do alcoolismo, do automobolismo, da cavalaria, do equilibrismo.
    Aquilo que vc achava que era cultura continua sendo cultura: ou voce acha que se monta JULIO CEZAR de Shakespeare com um kilo de maconha? De onde vem isso?

    De onde surgem essas frases? A poesia de Yeates, a poesia de Pessoa ou de Erza Pound ou dos Irmaos Campos ainda vendem muito, digo MUITO! E de onde o senhos acha que isso eh cultura de maconha ou de cheirar alguma coisa?

    Ou Caetano e CHICO? Desde quando se equaciona esses dois com drogas? Agora, para o seu desgosto total, Manoel Bandeira e Cole Porter esses dois eram Viciados em Cocaina. e ai??? o que dizes?
    LOVE
    G

  136. gthomas

    Paulo: eu PRATICO teatro ha 30 anos. Se uso galharufa eh porque eh galharufa, aquilo que a gente manda calouro de teatro BUSCAR nos outros teatros. Conheco meus TERMOS teatrais,
    Gambiarra eh um termo generico e nao se aplica unicamente a teatro
    Cada um no seu galho!
    G

  137. caca

    triste.. muito triste.
    alguma coisa tem que mudar.

  138. gthomas

    Um pouco tarde Caca
    depois de muitos Keploes implorando, essa tua frase (um pouco forcada e isolada) eh acolhida com carinho, solidao e incompreensao do que se passa la no nosso espaco.

    Nao da assim
    Nao da pra passar feio na frente de quem nos cede tao generosamente o espaco e nos financia o projeto.
    Por que o silencio dos outros? Faz sentido? Existe alguma validade naquilo ou simplesmente rebeldia imbecil daquelas :suicoidas mesmo?
    Que pena
    vieram me avisar
    e eu passei pra frente
    quando eu chegar ai, provavelmente sera pra me despedir
    G

  139. 17 de agosto. São Paulo. E um incêndio de grandes proporções destrói uma das mais tradicionais salas de espetáculos da cidade. O teatro Cultura Artística, emoldurado por belíssimo painel de Di Cavalcanti em sua fachada, arde sem possibilidade de controle, e se vê irmão, na história, de outro dos mais importantes espaços igualmente consumido pelo fogo, o TUCA. Não vivi aquela época. Mas estou vivo agora. E assisto e leio o lamento e revolta genuína por parte dos artistas.

    Que nossas salas estão sucateadas, sabemos desde sempre. E aceito a frase que abre o texto de Gerald Thomas em seu blog: “nós somos os responsáveis”.

    No entanto, o que adiantará lamentos, revoltas e textos como este? Absolutamente nada. É preciso ir mais radicalmente no âmago da questão e ter coragem de assumir posturas desagradáveis e responsáveis.

    Culpamos facilmente os administradores, particulares ou públicos, por permitirem tamanho abandono das salas. Equipamentos sucateados, gambiarras elétricas e gatos por todos os cantos, materiais baratos sem acabamento antichamas. Não sou o artista mais experiente por aí, mas nesses poucos anos, já tampei mesa de luz com minha cabeça para que a goteira não caísse sobre ela, vi refletores despencarem, cabos cederem, e muitos foram os choques em tomadas improvisadas.

    Exigir dos gestores melhor tratamento e acompanhamento das necessidades estruturais é o mínimo que cabe aos artistas. Mas apenas isso não resolve nada, pois continuamos ocupando, alugando, aproveitando, apresentando-nos nesses espaços mesmo sabendo de suas impossibilidades em oferecer qualquer segurança mínima aos que dentro do palco trabalham e aos que fora assistem.

    Um desastre como o do Cultura Artística serve para nos trazer maior prontidão. A mídia se encarrega de tornar o incêndio uma tragédia. Cabe aos artistas se (re) posicionarem, puxar para si a responsabilidade para que as salas sejam devidamente equipadas e preparadas.

    Não está perfeita? Simples, não alugamos, não nos apresentamos, não nos tornamos cúmplices. E talvez seja esse o maior desconforto que acompanha tanta tristeza, a certeza de que nosso silêncio, nossa passividade nos revela cúmplice.

    Gerald está certo, somos os responsáveis. Mas quem está disposto a enfrentar verdadeiramente a situação? Desagradar amigos? Encarar parceiros? Conflitar valores?

    Faço minha parte recusando. Sempre foi assim. Desde 2000 quando fotografei o porão do Centro Cultural São Paulo e precisei de mais de cem imagens para registrar os problemas. Minha vida custa tanto quanto a dos meus atores e meu público. Sou responsável por eles, sim. Perco espaço por isso e conto com muitos desagravos pelo mundo afora.

    Sinceramente? Prefiro ter outros motivos para não dormir.

  140. gthomas

    Eh isso Ruy! Portugal e suas colonias se indignam! Um ai chega a querer me corrigir no que quer dizer respeito a galharufa, como se eu nao soubesse. Como se nao soubessemos como eh o interior fedorento, humido, coalhado de mofo que sao os camarins, uma vez que o publico saiu, Como se nao soubessemos como eh a disputa por um cadeado pra se trancar alguma coisa, pois as macanetas as portas ja se foram ha muito. Fora os SESCs, sabemos que muitos nem chuveiro tem. E tem gente que acha que, se tem cortina vermelha….eh lindo.
    Estou sem conseguir dormir tambem porque:

    O fato de ter pegado fogo num teatro imenso ja eh uma coisa terrivel: mas o fato dele se chamar CULTURA ARTISTICA e justamente no Brasil quer dizer muito. Estou lendo muita entrelinha? Acho que sim. Acho que nao.
    Viva o Imperio das Meias Verdades
    LOVE
    G

  141. Sandra

    Não tem volta? Foi o fim?

  142. FRANCINY CHEQUER

    Me desculpem ter que responder algo que não tem nada haver com o debate, mas mulherada deste blog vcs leram que o castigo de Zeus aos homens foram as mulheres Pandora, mas o ponto fraco de Zeus também eram as mulheres, falem bem falem mau, mas não vivem sem as mulheres, começando pela mãe, beijos a todos

  143. Durante 10 anos coloquei em cena nos palcos do Cultura Artísica bailarinos de 3 a 30 anos de idade. Jovens amadores, que se portavam com o profissionalismo que a Casa exigia. Com imenso cuidado formamos uma equipe que incluia: monitoria de alunos, assistente de camarins, assistente de palco, roteirista teatral, técnicos de som, luz e até seguranças . Não só com o objetivo de realizarmos bem o nosso trabalho, más pelo extremo compromisso e respeito a este templo sagrado. Submetemo-nos às rigorosas regras feitas por profissionais e para profissionais, independente da idade ou experiencia do nosso elenco e público. Assim evoluimos como cidadãos e como artistas. Tenho certeza que os “reverences” serão inesquecíveis, pois nunca houve para nós Teatro mais adequado que este.
    Um palco que se abria em leque e uma platéia que o acolhia num abraço, fundindo artistas e público numa mesma coreografia e numa mesma emoção!

  144. As metáforas se consolidam nas entrelinhas, nos nossos subtextos. Não naqueles apresentados ao público, mas exatamente nos camarins sem ar-condicionado, no cheiro que sobe dos porões. Não acho que esteja lendo errado, não.

    Cultura Artísitca!! Não é qualquer cultura, é a da arte! Esta, incendiada diariamente pela falta de constância de políticas públicas, por supostos artistas, pelo público desinteressado de reflexão. Só vende-se, hoje, emoção padronizada, artistas padronizados.

    Nossos Neros foram décadas de ministérios culturais barganhados nas vésperas de eleições como cadeiras de apoio partidário.

    Agora o e a Cultura Artística morrem. Como um fim de tudo isso.

    Estamos mais próximos ao olhar silencioso filmado por Bergman em Persona ou ao estupro de Lars von Trier manipulado em Dogville para provocar o julgamento? Entre o sublime e o grotesco, a solidão do artista no brasil é a única verdade concreta. Só precisamos definir se nos tornamos personagens de Bacon ou de Capar Friedrich.

    O teatro experimental, a pesquisa artística, a arte em si adornam cada vez os sofás burgueses em salas cafonas. E somos obrigados a viver com isso sem muito o que fazer.

    em nota: um decisão que não levará a nada! Não escrevo mais brasil com maiúscula. Não enquanto não nos mostrarmos devidamente adultos… metáforas servem para construir simbologias e estas para gerar pardigmas.

    beijos, saudades
    RUY FILHO

  145. coloquei no meu blog um texto sobre a lei Rouanet, tendo a montagem de Hamlet, com Wagner Moura, por exemplo. Como é possível se cobrar 80 reais por um ingresso num país que passa fome????

  146. FRANCINY CHEQUER

    Oi outro comentario nada haver concordo com o Antonio, mas a Marta nesta eleição nem piscar vai conseguir, ela está deformada de tanto botox ,a boca impossivel de movimentar, ela não está parecendo uma pata que teve um AVC ?

  147. Paulo

    Uma coisa que nao se comentou aqui eh que no Cultura Artistica havia dois pianos Steinway que sei que custam carissimo…
    Para quem gosta de musica classica foi uma tragedia a mais.

  148. Valéria

    Ruy,adorei o que escreveu!

    Mas acho que metáforas não servem para construir simbologias… Acho que a sim-bologia sim-plifica, junta duas coisas e faz uma representar a outra, acho isso complicado….Uma coisa representar a outra, aí não sobra nada pra pensar….

    Metáfora é a nosso próprio ato de linguagem, de tentar significar… De dizer, sem chegar lá dizendo este ato mesmo…

    E paradigmas, bom que se criem outros paradigmas a partir de novas tentativas de significar, de tentar falar, de não achar que já tá tudo dado…
    bjim

  149. Valéria

    ih, agora que entendi o bonde andando do Ruy, ué passou e não vi o diálogo com o Gerald! Então esquece, entendi errado aha haha

  150. Heloisa Paternostro

    Oi Gerald,
    Sou uma modesta atriz, que conhece também um pouco dos bastidores teatrais.
    A minha pergunta é: porque , um teatro como o Cultura, que tem só superproduções, lota mais ou menos 2000 lugares, não faz manutenções tecnicas nos maquinários e equipamentos de segurança,?ou porque não tem pessoal especializado para cuidar disso??falta grana??falta boa administração??falta vontade??que será que falta??

    To super triste também…só fico aliviada porque o painel do Di se salvou…menos mal!!

    Beijão.

  151. Pingback: iG - Blogs e Colunistas - Lista completa de todos os blogs e colunas presentes no portal iG » Teatro Cultura Artística em Sampa: tudo acabado: minhas imensas solidariedades!

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