Monthly Archives: August 2008

A Sinfonia dos Des-Ditos (ato 1: Os Caretas)

 

 

Um torcedor do Corinthians desce a pé  a Brigadeiro Luis Antonio, feliz da vida. Um vulto sozinho neste frio sábado à noite, nesta rua cinza, cidade cinza, sombras além do cinza, garoa fina e cinza ele toca nos postes como se fossem pessoas.  Seu time ganhou.

 A cena não deixa de ser sublime, apesar de estranhamente triste e tristemente cinza, assim como Beckett sonhava o mundo. Estranho esse sentimento passageiro de “vencer”, de “ganhar”. Sempre nós, os homens, querendo vencer ou ganhar. Ou colocando nossas mulheres como cavalos ou éguas de Tróia para vencer nossa batalha por nós. Ele, o loner torcedor-sozinho,  fantasiado de pierrot,  poderia também estar vindo da convenção dos Democratas ou dos Republicanos.

Caramba! Como estou exausto de política! Como estou exausto de retórica. Como estou podremente exausto dessa guerra de nervos que somente se resolverá mesmo é através das urnas, em novembro, nos EUA. E, até lá, será um deus-nos-acuda, um deus-nos-acusa, um rebola hesbollah, um índio a menos ou a mais na tribo. Exausto.

Nessas convenções todo mundo está certo e orgulhoso de que alguém irá “vencer”, “levar o título”, “ocupar o trono”. Nesse catch as catch can, uma mulher estava sendo cogitada por anos, a Hillary, e eis que outra, no partido oposto (um coringa, uma incógnita), a Sarah Palin,  leva a cartada. Golpe sujo. Golpe baixo. Política já foi outra coisa?

Como pergunta pertinentemente alguém (será Larry King?): Ela está preparada para ser a Comandante Chefe?”

A pergunta já inclui a resposta.

Muitas respostas já incluem a pergunta.

Não agüento mais.

O nome “Lula da Silva” me enoja, e todo seu ministério! Mas nada mais tenho a dizer a esse respeito. O Real está forte, os restaurantes desta triste Paulicéia estão cheios. São Paulo enche a pança! É o que se faz aqui. O que mais se faria perto da Brigadeiro Faria Lima? Ah sim, os pequenos teatros alternativos que imitam os grandes teatros de GRUPO alternativos do mundo: mas aqui eles adicionam um pouco de cor a esse gris sur gris!

 Ainda me preocupo muito em ler e ouvir análises disso e daquilo, mas entro facilmente em nada! De tanto golpe baixo em golpe baixo a coisa vai, que nem me importo mais se McMain pega uma mulher que só viu duas vezes na vida antes… Bah! Política!!!  Eu deveria me importar depois de tanto que sofri com o Obama nesse último ano. E agora? Agora é esperar as eleições! Não adianta mais sofrer por antecipação ou por frustração.

A “Sinfonia dos DesDitos”  – que pequena revolução!

Escreve o Comandante Peter Lessman, 27 anos de Varig e agora na “Arab Emirates”:

Tendo a triste lembrança da política Brasileira como pano de fundo, assisti emocionado à Convenção Nacional do Partido Democrata nos EUA oficializando a escolha do seu candidato a Presidente e Vice, assim como também no dia seguinte o show de retórica de Obama aceitando a indicação.

Não consegui desgrudar um minuto daquele espetáculo de democracia e esperança em estado bruto. Do meu quarto de hotel em Bangcoc, acompanhei totalmente fascinado a cobertura da CNN nos mostrando de todos os ângulos possíveis os rostos, expressões e palavras das grandes e pequenas figuras humanas em um grande momento da sociedade americana, comprovando mais uma vez a sua incrível capacidade de reagir efetivamente, e com extremo vigor, quando insatisfeita com os rumos do seu governo e de seu país. Sem contar a grandeza da sua grande adversária derrotada na feroz disputa, Hilary Clinton, quando vigorosamente conclamou a todos para se unirem em torno de Obama, pelo bem do país!

Viajando há quase 30 anos literalmente pelo mundo, este acontecimento mais uma vez confirma o que eu não canso de repetir:

O que realmente diferencia o chamado “Primeiro” mundo do restante não é o dinheiro ou os eventuais rios de petróleo no “pré-sal” de cada país; mas acima de tudo na capacidade, ou não, de cada cidadão entender que a sua conduta e engajamento individual têm um impacto decisivo na qualidade da sociedade na qual ele está inserido, e conseqüentemente o futuro da sua nação…

O sistema deles funciona e se aprimorou ao longo dos anos com muita luta e até de uma guerra interna, e onde mulheres e negros, por exemplo, só conquistaram o pleno direito ao voto há menos de 100 anos.

Mas há duas características fundamentais por trás deste sucesso: os simples e sólidos princípios básicos quando a Constituição deles foi criada há mais de 200 anos pelos chamados “Pais Fundadores da Nação”, e o total comprometimento e vigilância de cada um dos cidadãos para com o seu fiel cumprimento.

E é este mesmo engajamento que tornou possível o “fenômeno” Obama, e TODOS os comentaristas políticos são unânimes em concordar, através do que eles lá chamam de “grass roots movement”. Um movimento “de raízes”, de “base”, onde através do trabalho “de formiguinha” de dezenas de milhares de voluntários de TODAS as camadas sociais país afora, ele obteve o apoio e arrecadou milhões de dólares para ao seu movimento chamado de “Change” (Mudança).

Assim como levou milhões a repetir em coro ao longo da campanha pela indicação de candidato pelo partido Democrata o “yes we can” (nós podemos sim). Com certeza fará o mesmo na Campanha Presidencial contra o candidato Republicano McCain.

E ele reconheceu a importância deste trabalho em um dos momentos marcantes do seu discurso de aceitação da candidatura Democrata ao afirmar: “O que alguns ainda não entenderam é que tudo isto que está acontecendo (o movimento CHANGE que ele lançou) não trata da minha pessoa (it’s not about ME), mas é sobre vocês! (it’s about YOU!)”, em uma extraordinária lição de humildade e liderança que já começou a fazer história.

Pois é, meus Brasileiros e Brasileiras: cada país tem o “Fenômeno” que merece certo?

Será que NUNCA aprenderemos a reagir??

Abraços esperançosos de muito longe,”

Peter Lessman.

 Minha companhia de teatro finalmente “aconteceu”: ontem, sábado, lá no SESC Paulista. O que significa acontecer? Significa fazer a cena acontecer! Significa entrar no groove, entrar no vivo da natureza viva e nunca morta. E estamos vivos. E o projeto que já mudou de nome (depois de muita raiva minha e muitas dissidências de atores) esta lá, de pé, assim como o teatro está de pé desde Sófocles!

 

E como o torcedor do time desta capital descendo uma de suas avenidas principais numa falsa alegria passageira, eu, numa falsa alegria passageira, comemoro um dia de vitórias dramáticas sabendo que o povo de New Orleans está fugindo do “Gustav”, marido da “Katrina”, 3 anos depois da devastação, pois é disto que nós somos feitos:

Festas

Vitórias

Devastação

Gerald Thomas

Abaixo, um texto de Artaud (mandado por Marina Salomon) em resposta á minha ira de anteontem no “ Geração Careta”: 

“Jamais, quando é a própria vida que nos foge, se falou tanto em civilização e em cultura.  Há um estranho paralelismo entre essa destruição generalizada da vida, que encontra-se na base da desmoralização atual, e a preocupação com uma cultura que jamais coincidiu com a vida, e que é feita para governar sobre a vida.

Antes de retornar à cultura, observo que o mundo tem fome, e que ele não se preocupa com a cultura; e que é apenas de maneira artificial que se quer dirigir para a cultura pensamentos que estão voltados unicamente para a fome.

O mais urgente não me parece tanto defender uma cultura cuja existência jamais salvou um homem de ter fome e da preocupação de viver melhor, e sim extrair disso que se chama de cultura idéias cuja força viva seja idêntica à da fome.

Nós temos necessidade sobretudo de viver e de acreditar naquilo que nos faz viver e que alguma coisa nos faz viver ¤ e aquilo que sai do misterioso interior de nós mesmos não deve retornar perpetuamente sobre nós mesmos, em uma preocupação grosseiramente digestiva.

Quero dizer que se para todos nós é importante comer, e já, nos é ainda mais importante não desperdiçar nesta única preocupação imediata de comer nossa simples força de ter fome.

Se o signo da época é a confusão, vejo na base dessa confusão uma ruptura entre as coisas e as palavras, as idéias, os signos que são a representação dessas coisas.

Certamente não são sistemas de pensamento que nos faltam; o seu número e as suas contradições caracterizam nossa velha cultura européia e francesa: mas quando é que a vida, a nossa vida, foi afetada por esses sistemas?

Não diria que os sistemas filosóficos são algo que se possa aplicar direta e imediatamente; mas das duas, uma:

Ou esses sistemas estão em nós e somos impregnados por eles a ponto de viver deles, e neste caso o que importam os livros?  ou nós não somos impregnados por eles, e neste caso eles não merecem nos fazer viver; e de

qualquer forma, que importa seu desaparecimento?

É necessário insistir sobre esta idéia da cultura em ação e que se torna em nós como um novo órgão, uma espécie de segunda respiração: e a civilização é a cultura que se impõe e que rege até mesmo nossas ações mais sutis, é o espírito que se encontra nas coisas; e é de maneira artificial que se separa a civilização da cultura, e que há duas palavras para significar uma única e idêntica ação.

Julgamos um civilizado pelo modo como ele se comporta, e ele pensa da maneira como se comporta; mas já sobre a palavra civilizado existe uma confusão; para todo o mundo, um civilizado culto é um homem esclarecido quanto aos sistemas, e que pensa através de sistemas, de formas, de signos, de representações.

É um monstro em quem se desenvolveu até o absurdo essa faculdade que temos de extrair pensamentos de nossos atos, em vez de identificar nossos atos com nossos pensamentos.

Se falta amplitude à nossa vida, ou seja, se lhe falta uma constante magia, é porque gostamos de observar nossos atos e de perder-nos em considerações sobre as formas sonhadas de nossos atos, em vez de sermos impelidos por eles.

E essa faculdade é exclusivamente humana.  Diria mesmo que é essa infecção do humano que nos estraga certas idéias que deveriam permanecer divinas; pois, longe de acreditar no sobrenatural e no divino inventados pelo homem, creio que foi a intervenção milenar do homem que acabou por nos corromper o divino.

Todas as nossas idéias sobre a vida devem ser modificadas, numa época em que nada mais adere à vida.  E essa penosa cisão é motivo para que as coisas se vinguem, e a poesia que não está mais em nós e que não conseguimos mais encontrar nas coisas ressurge de repente pelo lado mau das coisas; e jamais se viu tantos crimes, cuja gratuita estranheza só pode ser explicada por nossa impotência em possuir a vida.

Se o teatro existe para permitir que nossos recalques tomem vida, uma espécie de atroz poesia se exprime através de atos bizarros, onde as alterações do fato de viver demonstram que a intensidade da vida permanece intacta, e que bastaria melhor dirigi-la.

Porém, por mais que queiramos a magia, no fundo temos medo de uma vida que se desenvolvesse toda sob o signo da verdadeira magia.

E é assim que nossa ausência enraizada de cultura espanta-se com certas grandiosas anomalias e que, por exemplo, em uma ilha sem nenhum contato com a civilização atual, a simples passagem de um navio, somente com pessoas sadias, pode provocar o aparecimento de doenças desconhecidas nessa ilha, e que são uma especialidade de nossos países: zona, influenza, gripe, reumatismos, sinusite, polinevrite, etc., etc.

Do mesmo modo, se achamos que os negros cheiram mal, ignoramos que para tudo aquilo que não é Europa somos nós, os brancos, que cheiramos mal.  E eu diria mesmo que exalamos um odor branco, branco assim como se pode falar de um “mal branco”.

Como o ferro aquecido ao branco, pode-se dizer que tudo o que é excessivo é branco; e para um asiático a cor branca tornou-se a insígnia da mais extrema decomposição.

Dito isto, podemos começar a traçar uma idéia da cultura, uma idéia que é antes de tudo um protesto.

Protesto contra o estreitamento insensato que é imposto à idéia de cultura ao se reduzi-la a uma espécie de inconcebível Panteão; o que resulta em uma idolatria da cultura, da mesma maneira que as religiões idólatras colocam deuses em seu Panteão.

Protesto contra a idéia separada que se faz da cultura, como se existisse, de um lado, a cultura, e de outro a vida; e como se a verdadeira cultura não fosse um meio requintado de compreender e de exercer a vida.

Pode-se queimar a biblioteca de Alexandria.  Acima e além dos papiros, existem forças: podem nos roubar durante algum tempo a faculdade de reencontrar essas forças, mas não podem suprimir a sua energia.  E é bom que muitas das grandes facilidades desapareçam e que certas formas caiam no esquecimento; assim a cultura sem espaço nem tempo contida em nossa capacidade nervosa ressurgirá com uma energia amplificada.  E é justo que de tempos em tempos se produzam cataclismas que nos incitem a retornar à natureza, ou seja, a reencontrar a vida.  O velho totemismo dos animais, das pedras, dos objetos utilizados para aterrorizar, das vestimentas bestialmenteimpregnadas, em uma palavra tudo o que serve para captar, dirigir e desviar as forças, é para nós uma coisa morta, da qual sabemos apenas tirar um proveito artístico e estático, um proveito de fruidor e não um proveito de ator.

Ora, o totemismo é ator porque se move, e é feito para atores; e toda verdadeira cultura apoia-se sobre os meios bárbaros e primitivos do totemismo, cuja vida selvagem, ou seja, inteiramente espontânea, quero adorar.

O que nos fez perder a cultura foi nossa idéia ocidental da arte e o proveito que dela tiramos.  Arte e cultura não podem andar juntas, contrariamente ao uso que universalmente se tem feito delas!”

Antonin Artaud

  

(O Vampiro de Curitiba na edição)

 

 

 

 

 

 

156 Comments

Filed under artigos

GERAÇÃO CARETA

GERAÇÃO CARETA

Tem uma espinha de peixe entalada na minha garganta”, me conta uma atriz. “Já fui várias vezes no otorrino e ele diz que não tem nada ali… mas eu sinto ela lá”. Já um dos atores, quase quieto ou cabisbaixo, diz que gostaria de dizer tanta coisa , mas tanta coisa, mas não sabe como e nem por onde começar.

Olha só que loucura! Estou cercado de gente na faixa dos 25 pra 30 anos. Nunca me senti cercado por gente tão careta em toda minha vida.

Careta? Como definir?

Sim. O artista tem que merecer estar no palco. Tem que merecer estar ali no foco de luz enquanto a platéia está escura. E, para isso, tem que ter experiências de VIDA que gente da platéia não tem, não tem CORAGEM de ter (barreiras de todas as formas, tabus, sexualidade mal resolvida, etc).

Hoje em dia as coisas mudaram. A PLATÉIA parece ser mais interessante que o pessoal do palco. Não é difícil entender porquê. Numa sociedade disfuncional como a de hoje, onde cada um vem se rastejando de um canto e se segurando onde pode, atores e gente de palco deveriam estar SEMPRE léguas na frente. Experiências na frente. Para poder contar ou contra-propôr esse “algo” que está proposto pelo status quo.

Não é o caso. Os atores se chocam com as mesmas coisas que a Da. Maria do Interior das Pratarias se choca. Se despedem com a mesma distância que Da. Maria se despede ao sair da Igreja aos domingos e encaram a vida no palco como se fosse uma ciência: não é!

Existem MUITAS E VÁRIAS crises no teatro. Ás vezes não se tem o que dizer mesmo. Ás vezes não nos deixam dizê-lo. Ás vezes existem tantas coisas para serem ditas que é necessário acionar um freio de mão para que a coisa não se torne hemorrágica. E agora, nesse instante, EU SINTO, que estou batendo com a cabeça na parede criando galos que não cantam, galinhas que não chocam, ovos que não estalam. “Eu tento, entende Gerald? Eu tento chegar… mas não consigo.”

GT: “Tenta chegar? Mas como? Você já não está aqui?

Tento chegar a essa coisa proposta” , me conta uma outra atriz, “mas ela está longe de mim”.

Medo. Muito medo. Medo de se arriscar. O pior é que a arte nunca existiu sem RISCO. Melhor ainda: a arte vive do próprio RISCO!

O resto, o mundo lá fora resolve.

Ou não, como sempre foi o caso.

Gerald Thomas

Num engarrafamento existencial de São Paulo

(Vamp, com saudades, na edição)

172 Comments

Filed under artigos

Hoje o Blog comemora seu terceiro mês e…

Antes de mais  nada, eu queria agradecer aos leitores FIXOS (que transformaram esse BLOG num verdadeiro fórum de debates) e aos FLUTUANTES (aqueles que entram de tempos em tempos: no tempo Proustiano). Seja como for, está o máximo! Os comentários estão BOMBANDO!!!! Interessantíssimo: temos uma das maiores médias de Blogs (postagem diária) em comentários: ultimamente temos chegado à uma média de 250 por post: isso é uma maravilha! E isso com “moderador”.

Então, só tenho mesmo que agradecer a presença e o interesse de vocês: em 3 meses chegamos a quase 133 mil hits ou acessos, o que acho ótimo!!!!!

E parabéns ao pesoal do IG! (fui visitá-los ontem: os projetos futuros são ambiciosos e modernos. É o que se deseja. Sair da mesmice!)

Obrigado a todos!

E daqui a pouco, ainda hoje, espero: um novo artigo sobre o “BRASIL visto de cima”

LOVE

Gerald

__________________________________________________________________________________

QUERIDOS,

ESTOU PODRE DE SONO: MEUS OLHOS FECHAM ENQUANTO TENTO DIGITAR A PARTE PROMETIDA ACIMA. JÁ PASSA DAS 2 DA MANHÃ DE DOMINGO E… NÃO DÁ, 
SE AS MAQUININHAS PIFAM, OS HOMENS NÃO PRESTAM. DIGO, PIFAM TAMBÉM.
SÃO PAULO ME CONSOME (não confundir com a sopa de caldo de carne) como nenhuma outra cidade, e explico:

   Se em NY ou Londres e até em Trieste as malditas contas podem ser simplesmente pagas sem precisar ir aos Correios, mas deixando um cheque num envelope para, digamos, “ConEdison”, a “HIP” (meu seguro de saúde), “TIME WARNER CABLE” ou “BBC TV License”, etc. (ISSO PORQUE NÃO GOSTO DE PAGAR ONLINE: NÃO GOSTO DE DEIXAR MINHAS INFOS PESSOAIS NOS STES DE NINGUÉM).

   AINDA COLO UM SELINHO DE 42 CENTS NUM ENVELOPE E O DEIXO AQUI, dentro do prédio, numa caixa enorrme do “US POSTAL SERVICES MAIL BOX” ou da “ROYAL MAIL” ou da “DEUTSCHE (Bundes) POST” e, no dia seguinte, a conta está paga.

Mas em Sampa… onde o trânsito FLUI maravilhosamente bem e onde não existe stress de trânsito ALGUM. Onde um mero documentozinho de papel tem que passar por  tantos e tantos CARIMBOS e ASSINATURAS de JOSÉS e Marias que SEQUER O LÊEM, sequer  notam o seu CONTEÚDO!!!

Enfim, de volta ao capeamento das ruas e avenidas (PODRES e POBRES!) que são levemente asfaltadas num declive que vai caindo para o meio fio, ou guia, como vocês dizem, para que os motoristas de ônibus treinem para as próximas OLIMPÍADAS. Ou então metem essas carroças que vocês chamam de ônibus pra cima dos postes. Como é que os prefeitos BrassleROX deixam que circulem essa COISAS que até nas estradas perto e dentro de Tanger  e Casablanca já estâo UP TO CODE, digo, modernos (e Vamp: por favor não me venha com aquela de que o BR não vendia ÔNiBus pra NY, nâo! A tua Curitiba e o Jayme Lerner EMPRESTARAM algumas daquelas paradas de ônibus ovais e transparentes, junto com alguns ônibus. Não deu certo. Pequenos demais para o tamanho da populacão de NY e para reconstuir aquele alien numa cidade onde basicamente se anda a pé ).

Tempo que  me consome:

1- Tabelião (soa suspeitamente como o órgão que controla o Taleban) para RECONHECIMENTO DE FIRMA: ninguém olha nada mesmo, mas sai-se de lá, horas depois, orgulhoso e VITORIOSO  com aqueles selinhos e carimbos que Saul Steinberg imortalizou e fez com que Millôr Fernandes ficasse para sempre paralizado  de ódio e inveja (do Saul, claro),  porque, como já dizia Paul Celan, “Até existe  a inveja saudável, mas talvez entre os peixes”.

2-  Nos EUA (eu-a), o país mais personalizado do MUNDO, afinal é um país feito para o coletivo em inglês, US–A (nós–ou da gente), esquecem que existe algum parentesco com United something e, em português, fica ainda mais super-hyper-dper individualista: EU-A.

Lá (aqui, juro que não sei de onde escrevo, minha cabeça foi engolida por Moby Dick, uma baleia que vi na rua), nada de fila de correios e nada de FILA em bancos onde TUDO apita (falo dos bancos no BR): que meda! E que merda viver num clima de terror o tempo todo: não se pode parar nos faróis à noite, aquele CLIMA quando um molequinho de 9 anos quer limpar o vidro do carro.

 

Acordem brasileiros: esse país é extremanente RACISTA, cruz credo! Se um moleque branco vem, VOCÊ FICA. E se for um NEGRO, você dá um jeito de atravessar a Rebouças, vindo ali da Henrique Schauman.

 

Traum: sonho, em alemão

TRAUMA, oposto do sonho!

Já fiquei trancado naquela porta de banco giratória e nada acontecia: se tivesse sido com o ex-críitico teatral do New York Times de décadas anteriores, ele teria descrito uma ida aos bancos no BR à “Esperando Godot” que, segundo a infeliz crítica de Kerr, foi assim: “Nada acontece, em dois atos”

 

Kerr, décadas depois, pediu demissão do cargo de crítico por reconhecer em Beckett um gênio: “Nao tendo reconhecido Beckett logo, quanto talento maravilhoso eu terei ‘overlooked’?”

Pergunta: Quando é que esses MALANDROS QUE USAM O DINHEIRO PÚBLICO DO CONTRIBUINTE (esses verdadeiros impostores de renda!!)  seguirão o exemplo de kerr e… Como eu sou inocente, não? Tentando mesclar política com dignidade e dignidade com cultura…

 Nossa senhora! E as ruas aqui em sampa (olha que não falo das valetas que quebram TODOS os carros que cruzam a JAÚ, ITÚ, FRANCA, LORENA pelas  Joaquim E. de Lima, Peixoto Gomide, Casa Branca, Ministro, Padre, Augusta e a Haddock e a Bela Cintra e a rua da Consolation!) Não, o pior quebra-focinho-de-carro é a esquina da BRIGADEIRO (pra quem nem é daqui, até que dou banho em Rogério Fasano, que sentava ao lado do Fausto Silva na Rodeio e estranhava a decoração. Isso era uma prática diária, até que Marilia Gabi Gabriela, hoje a scholar mais respeitada no que diz respeito a Benazir Bhutto e a criação de sociedade dos seus ex-amigos…), enfim, o CAOS e o INFERNO dessa cidade me encantam (Frase de Marion Strecker).

Afinal, mostre-me uma grande cidade  cosmopolita que ainda tenha “BUJÃO DE GÁS” sendo vendido por charretes motorizadas: Essa é a grande KAPUTal? Sou mais o Rio! NÃO, NÃO E NÃO!!! NÃO ESTOU AQUI NESSE PLANETA PARA INSTIGAR AINDA MAIS VAIDADE ONDE NÃO DEVERIA HAVER NENHUMA…

O Roberto Marinho ordenou que a fiação fosse enterrada e que os os postes fossem alcoólatras em tratamento. E MANDOU que o Case e a ESPOSA doassem o seu dildo (como é em  português? É “consolo fálico”) no Bar Vinte, a alguns passos de onde o Islamismo extremista (ou algo assim) já faz muito tempo CONSEGUIU  dividir o LEBLON de Ipanema.

 É o Jardim de Alah… junto ao canal que desemboca na Rodrigo de Freitas!

 Prefeito (0u “a”): Vocês só têm duas opções!!!!!

1- Enterrem logo esss FIOS horrendos com seus geradores ou ‘transfiomadores’ assasinos: com 89 anos de atraso!

2- ENTERREM o transporte público também! SP bate todas as outras capitais do mesmo porte em FEIÚRA, falta de INFRA, etc.

Nao é à toa que o teatro CULTURA ARTÍSTICA  foi-se em questão de 3 horas.

Imaginem se Osama bin Laden decidisse atacar Sampa: Não restaria nem o Parque Trianom. Melhor ainda: só sobreviveriam os michês que ficam ali do lado de fora do Dante.

Mas… JUSTAMENTE por causa de toda essa zona que o Rio virou, aquela cidade ainda tem algo MUITÍSSIMO PRECIOSO: um senso de auto-estima altíssimo. Por ter sido a capital de Portugal e das colônias e depois a do BR. Não, de forma alguma: esse orgulho não está à venda  e não está na competição por prédios mais altos ou Shopping Malls que abrem aqui mais do que vala rasa na Geórgia!  Isso vem de uma FORTÍSSIMA TRADIÇÃO e CULTURA.

Sim, a CULTURA é o samba e a tradução vem de longa data: a de exbir com muito carinho, amor e preservação, ao TURISTA, a cidade onde Jesus decidiu dar uma paradinha. Só que, ao invés de simplesmente abençoar a cidade, seu gesto foi um daqueles “CARAMBA, como isso aqui é lindoooo!!”

COMO ISSO aqui é lindo!

Na minha modesta opinião, o Cristo Redentor deveria se casar com a LADY LIBERTY. “Ah, que piada insossa”, vocês estão dizendo. Seguinte, camaradenses: Jamais, mas JAMAIS menosprezem ou duvidem da importância de quando dois ÍCONES ou SÍMBOLOS resolvem se unir e se casar! Nunca! A História já nos provou  os tremendos danos de tais fusões. Mas raríssimamente existe, de fato, a paixão!

Gerald – comemorando 3 meses de IG e agradecendo TODA a equipe do fundo do meu coração: não sei como vocês me aguentam!

PS DO VAMP: críticas tudo bem, mas não esqueçam o LISTERINE!

380 Comments

Filed under artigos, shot cuts

Um dia iremos desaparecer: que saudades da GUERRA FRIA!

UM DIA IREMOS DESAPARECER

GERALD THOMAS

Eu geralmente me incomodo quando percebo que pessoas muito próximas a mim não conseguem arcar com críticas. Digo, não estão mais acostumadas ao sistema mais simples, aquele do parlamentarismo: ouvir duras críticas e rebatê-las, sem ter chiliques, tremeliques, ataques de pânico histriônicos e saltitarem acrobaticamente, água saindo pelos poros e olhos, como se fossem bufões numa péssima imitação dos Simpson’s se os personagens estivessem todos “ligados” de cocaína! Hoje, basta uma mera crítica, uma mera coisa que chamávamos de “discussão racional” e pronto: lágrimas e SURTOS PSICÓTICOS. Passos em círculos para todos os lados, berros, acusações em volumes de discoteca e dedos como se fossem canhões belicosos em Fallujah atrás de insurgentes!

A frase que tornou a minha Electra Com Creta famosa – “Está estabelecido o conflito” – já não existe mais! Agora, depois de uma mera discussão existencial ou de um desabafo, a frase estaria mais pra “Está estabelecido o SURTO”!

Caramba, anda-se inflamado! E essa inflamação, pergunto eu, não seria fruto de pouca vivência em grupo? Ou de pouca noção Histórica? Sim, deve ser isso: pouca noção histórica. E ainda tem a indústria farmacêutica que está deixando todo mundo meio “surtado” e viciado em calmantes.

Ufff!

Também me incomodo quando vejo algum intelectual usando uma tragédia natural ou uma guerra, por exemplo, para traçar metáforas com o mundo fantasioso e lúdico do palco ou da prosa. No caso, então, estou incomodado comigo mesmo. Sou dramaturgo, sou dramático e estou apavorado com o que vejo com a passividade do mundo. “Qual passividade?”-você pergunta. Ah, ainda bem que a pergunta veio a tempo. Nem havia me recuperado do incêndio no Teatro Cultura Artística ou a quantidade de galões de açaí  que comi depois que postei o texto sobre o bendito produto/commoditie… ou o acidente da Spanair… já logo me voltam as maladias do mundo.

Aqui nos EUA vivemos grudados em números. Números percentuais. Estatísticas. Como diria o Targino, estatísticas estocásticas. McCain contra Obama, 1 por cento, 5 por cento, quem será o Vice-presidente, quem será o nome nas convenções que vêm por aí daqui a dez dias? Sou bombardeado por emails do partido democrático, sou bombardeado por telefonemas, sou bombardeado por especulações o tempo todo. A cada quatro anos meus nervos se mudam para Sibéria ou para debaixo do mar e visitam Jules Vernes e voltam cheios de algas e ….

As campanhas políticas são como as discussões caseiras ou de pessoa para pessoa, só que num macrocosmo: trata-se de explorar o que há de mais pobre e o de mais podre: a  miséria humana misturada ao mais puro sadismo e seus conchavos psicológicos para ver se “colam”. Jornalismo também é feito assim. Somos vítimas, leitores e retratados, em seus piores preconceitos e fetiches mal resolvidos.



As notícias têm como objetivo nos destruír, rasgarem a alma do ser humano com a falta de palavras/conteúdo ou perspectivas.

Parece um livro que Paul Auster plagiou de Beckett, não me lembro o nome agora, onde uma menina  procura, na terra esquecida e perdida, um ente querido que não encontra. Sim, Auster imita Beckett: voltamos ao mestre irlandês em “The Lost Ones“, uma prosa  cheia de nichos e gente perdida, uns procurando aos outros.

Não parece ser a vida hoje? Pois parece. Talvez seja a minha percepção de mundo, mas em Darfur a situação NUNCA esteve tão horrenda e o mundo nunca esteve tão calado. Quanto à industria da guerra, ela não passa de uma metáfora mesmo, uma commoditie como o açaí do artigo anterior ou uma foto no livro da Lenise: ninguém mais relaciona uma foto a nada: ninguém mais relaciona conteúdo à forma de coisa alguma. Ninguém está nem aí!

O ser humano virou um lixo informatizado, uma besta que lê computador e que quer consumir a última novidade aqui nas lojas caras sem nem ter idéia do que é ORIGEM, forma: pergunte a alguém o que foi a Bauhaus! Como? Quem foi Gropius? Como?

Um bando de seres com cremes caros nas caras com seus iPhones nas mãos checando NADA e mandando seu chatsinhos pra nada e lugar nenhum e reclamando de barriga cheia, até que um dia….

Até que um dia vira uma bomba. Até que um dia a casa cai. Até que um dia a morte chega perto. Até que um dia a cara do inimigo não será mais objeto ridículo de propaganda e uma Dresden será encontrada arrasada ou uma Hiroshima dizimada. E aí, quando a guerra aterrissar no quintal, todos exclamarão num uníssono “WOW, como isso pode acontecer????”

As múltiplas etnias estão sendo comprimidas a um só sólido bloco de lama e fezes.  Isso se chama hoje de força de trabalho. Mesmo indignado com a propaganda eleitoral e as eternas promessas e mentiras ainda não desisti: e mesmo assim essas interpretações literárias ou dramáticas de eventos catastróficos como política e História ainda me movem, mas também me incomodam profundamente porque conheço as repetições. Estou diante de uma fogueira de vaidades, e os fatos não mentem e… É, não há mesmo jeito de escapar de um paralelo dramatúrgico. Mas ainda não sei bem qual, já que ainda não há desfecho. Estamos sempre em pleno primeiro ato e ele não termina nunca!

E como a desgraça ainda está em progresso, digo as desgraças no mundo, e não se sabe aonde irão  dar, não se pode compará-las a nada, absolutamente nada, mas nesse momento cada ser que se pronuncia por ter uma opinião (foi assim que comecei o artigo) parece ser tratado como um louco, um bárbaro tártaro vindo do buraco mais fundo da humanidade dantesca.

Iconoclastia? Desconstrutivismo?

Mortos! Não parece haver mais aquele paraíso realmente democrático e parlamentarista de poder-se discutir, divergir amistosamente. Agora as divas estão soltas e fora de suas jaulas. Os dias de Sartre e as longas conversas parisienses são uma mera triste lembrança.

Esse novo milênio é para se respirar fundo, olhar através das pessoas e pensar 9 vezes antes de se pensar em falar a verdade.

Artigo dedicado a Mikhail Gorbachev e os Estilhaços soviéticos. Ele acabou tendo que liberar aquela merda toda por causa da geada do trigo numa jogada que Reagan oportunizou. Naquela época chegávamos ao fim da Guera Fria. Que saudades da Guerra FRIA!

 

Gerald Thomas,NY agosto de 2008

(Vamp na edição)

280 Comments

Filed under artigos

O Brasil não dá valor ao Brazil! tem um update no PS la embaixo!

Açaí em NY

Há uns dias, meu amigo Sérgio Dávila, da Folha e do concorrente UOL, escreveu uma matéria sobre o Açaí em Washington e mencionou a mesma MEGA cadeia de supermercados orgânicos Whole Foods. Mas a matéria me deixou irritado pelo seu amadorismo. Sérgio está longe de ser um amador: tanto não é que eu mesmo escrevi o prefácio de seu livro sobre o 11 de setembro aqui em NY.

Aqui então está a matéria que escrevi pro suplemento “Equilíbrio” (também da Folha) há dois anos, acho que em meados de 2006. O que me irritou é que o Sergio ignorou o mais popular produto, o Sambazon, esse que ganhou todos os prêmios possíveis e é igualzinho à fruta batida nos BB Lanches ou Polis Sucos da vida (pra quem é do Rio).

TÍTULO DA MATÉRIA DA FOLHA

“Produtos orgânicos feitos à base da fruta típica do Pará ganham espaço nas lojas e cafés da cidade norte-americana […] Além de rico em vitamina E, o açaí tem proteína, fibras e minerais como ferro, fósforo e calcio”

GERALD THOMAS

ESPECIAL PARA A FOLHA, EM NOVA YORK

Nova York: tem mais açaí daí aqui do que aí. E chega de rimas. O fato é que, em cinco quarteirões de Nova York, ou de qualquer capital americana, é impressionante notar a quantidade de açaí que existe no mercado. Desde que o Dr. Perricone (dermatologista e expert em antioxidantes em geral) e até Oprah Winfrey, a diva da TV diurna, começaram a botar a boca no mundo sobre o produto, não há mais quem o freie! Se, em São Paulo, eu tenho que procurar por bairros (e não exagero) até conseguir achar um lugar simpático como o Amazon’s, na esquina da Jesuíno Arruda com a João Cachoeira, no Itaim Bibi, (nao existe mais em 2008!!!, faliu!), ou lugares muito específicos ligados ao norte do Brasil, no Rio cada loja de sucos de esquina vende o suco ou a polpa batida há mais de duas décadas e meia.

Mas aqui em NY ele é encontrado nas suas mais variadas formas, sabores, concorrências e embalagens -de maneira a confundir o consumidor.

O líder no mercado é o Sambazon, que também planta, replanta e tem todo um projeto “integrado” com os indígenas da região Norte do Brasil.

O açaí deles é orgânico e tanto pode ser vendido em barras (polpa) quanto naquele “Rio style berry blend“, que eu como às colheradas, batido com guaraná (já estou ficando roxo!), e há até a nova invenção do grupo: os “smoothies”. O que vem a ser um “smoothie”? Uma espécie de shake, talvez, em sua embalagem sensual. E esses “smoothies” combinam chocolate com açaí, manga com açaí, acerola com açaí e por aí vai. É necessário apontar que os americanos são muito mais criativos que os brasileiros quando sabem que têm nas mãos um antioxidante que vale ouro.

Os brasileiros, cansados, sem iniciativa, recorrem ao bom e velho suco de laranja ou aos enlatados. Que pena. Aqui, nas “delis” ou nas lojas dos coreanos, que funcionam 24 horas, você entra e encontra “pomegranate juice with açaí”, da Früttzo, ou um outro, da marca Bossa Nova, um concentrado de açaí adoçado com “agave” (um adoçante oriundo de um cáctus mexicano, um polissacarídeo de assimilação lenta pelo organismo).

São interessantes as diferentes maneiras como se anunciam, como “brigam” para tomar conta do mercado. Mas ideologia mesmo, projeto mesmo, só um deles tem, e a longo prazo: Sambazon.

Seja como for, entrem no site www.sambazon.com -é uma rapaziada engraçada, alegre e que esbarrou no produto porque foi surfar no Brasil na virada do milênio. Só que, desde então, como tudo que floresce nesse país, da Microsoft ao grupo Nirvana, a coisa gera alguns milhões de dólares. E o Departamento de Estado norte-americano, que premia somente algumas companhias por “Corporate Excelence“, escolheu o Sambazon entre seus 12 finalistas em 2006. “Sambazon no Brasil por promover desenvolvimento sustentável na floresta brasileira enquanto melhora a condição econômica dos seus “indigenous people'”.

A soma da criatividade desse mercado com a sede e a vontade de comer é incrível. O que eu acho uma pena é que eu tenha que ralar para achar em São Paulo um produto embalado, certificadamente orgânico, pronto para comer ou beber que venha dessa fruta que somente o Brasil tem a oferecer.

Em cinco quarteirões de Nova York, contei mais de 18 produtos de empresas diferentes contendo açaí.

Em São Paulo, se não souber o lugar certo, acaba-se pedindo um guaraná com gelo e limão que nem sequer contém guaraná. Tudo porcaria química. Que piada malcontada!

“Breaking news”

Eles me pediram para manter segredo, mas aqui vai. Neste ano ainda, o pessoal do Sambazon lançará no mercado brasileiro um de seus produtos, que se chamará Tribal. Dessa maneira, quem sabe, não precisarei mais ficar que nem um alucinado, parando a cada loja de sucos perguntando “Tem açaí natural?”, porque teremos o Tribal.

Aqui a Whole Foods ou a Commodities e a Traders Joe e tantas dezenas de outras nos trazem tantas opções de sorvetes ou outros produtos como o de açaí (até a Tropicana tem uma versao com a fruta) (com tapioca são insubstituíveis) mas, na bolsa, ou no táxi, aos goles, estarei tomando, nas minhas breves passagens por Sao Paulo terei que me contentar com o Tribal, esperando pela minha volta para NY, porque no meu freezer só tem potes e mais potes do sorvete “style berry blend”… Vou parar de escrever e meter a colher! É de salivar!

Gerald Thomas, sempre na frente dos outros que se metem a ser diletantes (Sérgio é amigo meu, mas se meteu a falar de algo que desconhece! Se liga, Davila!)

—————-

O BRASIL DA VALOR AO BRASIL (NO TEATRO) HOJE NA FOLHA

trechos da ilustrada (sobre o lancamento do livro de Lenise Pinheiro)

DA REPORTAGEM LOCAL

A fotógrafa Lenise Pinheiro conta que sua principal inspiração foi o alemão Fredi Kleemann (1927-1974), que, radicado no Brasil, captou importantes momentos do teatro paulistano das décadas de 50 e 60 e se projetou retratando montagens do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia). “O modo como usava a luz no rosto dos atores me influenciou bastante, apesar de nossos estilos serem diferentes”, conta.
Outra referência foi a aparição do dramaturgo Gerald Thomas. “Ele sacudiu a cena brasileira. Foi uma chuva de estética. Mudou não só a linguagem do teatro como ampliou suas possibilidades e introduziu um alto nível de exigência e qualidade ao trabalho.”
Por conta dessa transformação, a fotógrafa conta que, assim como atores e diretores, teve de investir na técnica. O que, em seu caso, significava também adquirir novos e mais modernos equipamentos. Personagens O colega Leopoldo Pacheco atribui a qualidade das imagens da artista à “paixão que tem pelos atores, diretores e personagens em geral”. Estão registrados no livro Raul Cortez, Bete Coelho, Renato Borghi, Ney Latorraca, Fernanda Torres, Marco Ricca, Vera Holtz, Pascoal da Conceição e muitos outros.
Um dos destaques é uma série que registra o dançarino japonês Kazuo Ohno se maquiando para uma apresentação, em 1997. Outro é uma sessão realizada com Zé Celso quando este completou 60 anos. “Ela assumiu as rédeas de diretora. Me fechou entre quatro paredes, me dominou, me fez mostrar todo meu corpo.
Foi fantástico.” (SYLVIA COLOMBO)

230 Comments

Filed under artigos

Teatro Cultura Artística em Sampa: tudo acabado: minhas imensas solidariedades!

THE DAY AFTER: NÓS SOMOS OS RESPONSÁVEIS!!!!!!!

CONHECENDO O INTERIOR DOS TEATROS NO BRASIL COMO EU CONHEÇO, ESSA TRAGÉDIA ESTAVA ESPERANDO PARA ACONTECER. OS RESPONSÁVEIS SOMOS NÓS MESMOS!!!!!

1- URDIMENTOS: FIOS DESENCAPADOS, REFLETORES AGRUPADOS EM DUPLAS NUM CONGESTIONAMENTO “SPAGETTOLÂNDIA” QUE SERIA PROIBIDO EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO.

2- OS RACKS DE LUZ ESQUENTAM COM MUITA FACILIDADE: NÓS, OS RATOS DE TEATRO, NÃO FALAMOS NADA, NÃO FAZEMOS NADA. 

3- CONDIÇÕES NO RIO DE JANEIRO, ENTÃO! SE COMEÇASSEM A INVESTIGAR… ACABARIAM COM TODOS OS TEATROS! SALVARIA-SE UM OU OUTRO TEATRO, MAS O RESTO SERIA INTERDITADO. O PÚBLICO NÃO SABE DA METADE: SÃO AS CHAMADAS “GALHARUFAS” (uma brincadeira entre nós da classe teatral) mas é a PURA VERDADE: “ESSA NOITE SE IMPROVISA” nao é somente um texto de PIRANDELLO; é uma triste realidade TÉCNICA que pode acabar numa tragédia!

HOJE, segunda feira, É HORA DE PARAR COM O LAMENTO E DE SE PERGUNTAR O QUANTO NÓS MESMOS NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS E “CO-CONSPIRADORES” PELO PÉSSIMO ESTADO DE NOSSOS TEATROS!!!

Apesar de termos “diretores de palco”, não existem no BR os “STAGE MANAGER” e os “PRODUCTION STAGE MANAGERS” e nem os “MASTER CARPENTERS” ou os “RIGGERS” !!!

 O QUE ESSAS PESSOAS FAZEM? CUIDAM DA SEGURANçA DO PALCO DEPOIS QUE TODO MUNDO JÁ FOI EMBORA!!!!! Nesses 30 anos de teatro no Brasil estou cansado de ver Racks deixados ligados, de mesas de luz e máquinas de fumaças deixadas ligadas a noite inteira.  (Instrumentos de luz APONTADOS FICAM QUENTES! APONTADOS SIGNIFICAM QUE ESTAO A 10% E NÃO A TOTAL. E ÀS VEZES UM SER HUMANO NÃO TREINADO NAO NOTA.

Material inflamável:

Em países de primeiro mundo: TUDO TEM QUE SER “SPRAYED” com material anti-chamas!!! Não é o caso no Brasil. Sim, está escrito na lei> mas ja vi serras elétricas, já vi LOUCURAS acontecendo debaixo das quarteladas do palco (nos fossos): deus me livre! agora que aconteceu é que a gente se dá conta de que SÓ NÃO CAI REFLETOR EM ATOR POR PURO MILAGRE!!!!!!!

 

 

(ESCRITO AO MEIO-DIA, horário de NY, por Gerald Thomas, 29 horas após o incêndio)

depoimento do ator MARCELO OLINTO DA CIA DOS ATORES QUE TRABALHAVA EM “O BEM AMADO”

18/08/2008 – 17:43Enviado por: Marcelo OlintoEstava trabalhando no Cultura Artística.
Como ator me sinto sem casa, literalmente, pois estava atuando em O BEM AMADO com o Marco Nanini e a minha companhia a Cia.dos Atores.
Os comentários levantados pelo Gerald procedem, porém devo dizer que tem muito profissional trabalhando duro pela manutenção e conservação dos nossos teatros e consequentemente das produções.
A situação dos teatros no Rio de Janeiro, minha cidade, não é das melhores.
Falta de equipamento, falta de equipe e falta de manutenção e conservação são apenas alguns dos muitos problemas que enfrentamos.
A situação é séria.
O teatro em geral conta com poucos apoios.
Infelizmente não contamos com um Ministério de Cultura ativo e atuante e devo dizer que o Ministro Gilberto Gil foi tarde.
Não vejo, da parte do governo, a associação entre educação e cultura – cultura e educação, mais isso é conversa para mais tarde.
A lista de teatros que estão fechados e/ou necessitam de reformas é enorme e citarei alguns: DULCINA, CACILDA BECKER, IPANEMA, COPACABANA entre outros.
A procura por espaços/teatros é grande.
A falta de espaços/teatros é enorme.
Salve Marieta Severo + Andrea Beltrão e Cláudia Lira e Leonardo Franco que levantaram teatros de altíssimo nível, oferecendo excelentes instalações para os artísticas e para o público.
Exemplos como esses deveriam se proliferar.
Infelizmente não é assim que a banda toca, infelizmente mesmo!!!
Me pergunto até quando assistiremos os nossos teatro serem destruídos para que alguma coisa aconteça, afinal é só lembrar dos incêndios que destruíram os teatro Casa Grande e o Sérgio Porto, o estado lamentável que se encontra o DULCINA e etc.
Este Tsunami nos pegou em cheio, comprovando que tudo na vida é efêmero e passageiro.
Estou, eu e meus companheiros de trabalho, tentando entender as coisas, levantar a cabeça e cantar para subir.
Tenho certeza que Marco Nanini e Fernando Libonati, da PEQUENA CENTRAL, vão se levantar e continuarão a produzir coisas maravilhosas.
É isso.
Marcelo Olinto
Cia.dos Atores

———————————————————————–

(Escrito ONTEM, no calor (sem trocadilhos) da noite:

A TODOS! 

Caramba, juro que não sei o que dizer! É o que nós mais tememos: O fogo. É pior que tudo! Quando temos pesadelos, é sobre isso que estamos sonhando: “O teatro esta em chamas.” Para quem faz teatro nao há nada pior!

Fico chocado que um teatro ainda pegue fogo hoje em dia! Mas fico muitíssimo triste! Penso no Nanini, no Nando e na Cia. dos Atores que estavam lá, lotando com “O Bem Amado”.

Estou simplesmente CHOCADO!

CHOCADO e sem palavras!

O incêndio mobilizou os bombeiros às 5h deste domingo e 18 viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo. Segundo homens da corporação, o piso onde as salas de espetáculos estão localizadas ficou destruído.”

LOVE

Gerald

PS – favor ler o comentario do leitor Heitor Bonfim na tripa abaixo.

escreve Alberto Guzik em seu Blog

“incêndio: o teatro cultura artística pegou fogo. salvou-se o painel de pastilhas de di cavalcanti na fachada. mas a sala esther mesquita foi destruída. e uma grande parte dos equipamentos internos também. penso em meus colegas que iriam atuar lá esta noite. penso nos concertos que iriam realizar-se lá nos próximos dias e semanas. e penso que a destruição do teatro dói em mim como se fosse a de alguém próximo que eu amo. um teatro não é apenas um prédio. e sua destruição não é apenas um incêndio. tem sempre uma carga de metáfora imensa. além das memórias que acorrem. a quantidade de coisas que eu vi e vivi nesses anos todos no cultura… espero que como a fênix ele possa renascer das cinzas. mas imagino como isso será difícil. a cultura em são paulo perde um “local de culto”, e tem de vestir luto.”

da Folha (Ilustrada)

“Estado de choque”
O incêndio no Cultura Artística destruiu a sala Esther Mesquita, onde o ator Marco Nanini estava em cartaz desde o dia 19 de abril com a peça “O Bem Amado”, de Dias Gomes. Nanini havia terminado a primeira temporada há duas semanas e iria fazer mais seis semanas extras de espetáculo. “Ainda estou um pouco em estado de choque. Apresentei-me muitas vezes lá, só com “Irma Vap” foram cinco anos. Mas a perda do teatro é a pior coisa, é irreparável, pois era tradicional, uma sala boa e grande”, declarou Nanini. Diretor-presidente da Sociedade Cultura Artística, que gerencia o teatro, o empresário e bibliófilo José Mindlin disse que o incêndio foi “um desastre que aconteceu inesperadamente”. “Um teatro como este desaparecer é uma grande frustração porque havia sido uma conquista, e a perda da instituição é uma tristeza para todos, não é tão fácil reparar. O teatro enfrentou muitos problemas, mas a gente vai em frente, não pode desanimar”, afirmou. Diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, o maestro Roberto Minczuk foi vencedor, em 1985, como trompista, do Prêmio Eldorado de Música, do Teatro Cultura Artística. “A fachada está intacta, mas o interior parece ter sido completamente destruído. Fico triste, porque esse teatro é um dos mais importantes do Brasil, e um marco da vida musical de São Paulo”, disse.

Solidariedade
Diretor-Secretário da Sociedade Cultura Artística, e dono da rede de livrarias Cultura, Pedro Herz chegou ao teatro às 7h30 e em seguida foi ao hotel Maksoud Plaza, na região da avenida Paulista, onde a Sociedade criou um quartel-general para gerenciar a crise. “Dá vontade de chorar. Estamos todos abalados emocionalmente, tendo que enfrentar a situação e que resolver problemas enormes”, disse Herz. “Estou comovido com a solidariedade das pessoas, vinda através de telefonemas. O que mais peço é a compreensão dos assinantes e colaboradores.” 
(EDUARDO SIMÕES e KLEBER TOMAZ)

152 Comments

Filed under artigos

New York – Pequeno Diário de Bordo 1

 

New York –  (Com um PS. no final: Maureen Dowd, do NYTimes de domingo, com uma pérola!)

 

O Artista é Sempre Um Estrangeiro ou A Bandeira de Lugar Nenhum

 

Andando pela cidade ainda atordoado, como sempre, resolvi dar uma volta em torno do reservatório d’água, no Central Park. É oval, circular. Hoje ainda estava cheio de poças d’água. Os joggers, aqueles corredores doentios conectados ao iPod, correndo atrás de suas vidas, ou mais para perto da morte, berravam “room please” e todos nós, os mortais, abríamos caminho. Eles passam correndo, trotando e eu andava rápido, muito rápido, pensando na vida: “nunca irei me acostumar com o skyline dessa cidade. Mesmo vivendo aqui, no Rio e Londres e Alemanha, desde sempre, nunca irei me acostumar a lugar nenhum.

 

Kafka, certamente um dos maiores autores da humanidade, mas que ultimamente circulou pelos blogs por motivos imbecis, é autor de uma frase que adoro: “Quando vou dormir à noite, me certifico de que tudo está em seu devido lugar. Quando acordo, acho estranhíssimo que tudo esteja no mesmo lugar em que deixei ao ir dormir”.

 

A turistada tá foda, aqui! Em Londres, semana passada, a turistada também tava foda. Sempre foi assim? Não, acho que não. O dólar está baixíssimo e isto torna Nova York mais acessível para todos: uma brasileira (sem a menor idéia do que estava dizendo) exclama: “Isso aqui é a minha cara!” 

 

Quer dizer que ela é a cara do Chrysler Building, construído no auge do período “dark” da arquitetura “art deco”? Quer dizer que ela sabe exatamente quem era Frank Lloyd Wright e sabe o que ele fez com o concreto protendido, quando experimentou com o seu “Guggenheim” em espiral? Quer dizer que ela sabe o que a Lower East Side (Essex Street com Delancey, por exemplo) significa no calendário de um lituano imigrante? E ela sabe o que aconteceu com a “sua cara” (com sotaque de Vila Nova Conceição) em Saint Mark’s Place na década de 60 e 70? Não. Ela não sabe. Mas, mesmo assim, NY é a “sua cara”! E o pior é que é mesmo! Trump é democrático! Barbara Walters, que caminha anônima aqui ao lado, também é. (Acaba de pisar numa poça). Mas turista quer ver arquitetura, prédio, art deco? Claro que não! Turista vem aqui pra… fazer COMPRAS!!!!! E fazer BARULHO! E subir no Empire State Building para tirar fotos. E compram ingressos pra shows da Broadway sem nem saber que as origens dessa tradição foram contrafóbicas reações ao musiktheater, uma reação ao teatro musical europeu. Trocando em miúdos, o musical da Broadway vem a ser uma versão “action movie”, uma versão light da ÓPERA européia. Pasmem! Mas… a Macy’s está lotada! E a Bloomingdales também!

 

A Valéria me mandou um trecho que faz parte de um texto que escrevi pra Folha  e esta publicado no livro o “Encenador de Si Mesmo” (Editora Perspectiva,1996) – Haroldo de Campos fez a curadoria a respeito de minha obra. Esse trechinho era a respeito do artista plástico Jasper Johns, um dos maiores, da turma do Raushenberg (morto faz pouco tempo), ambos descobertos pelo Leo Castelli, aquele que montou sua galeria na West Broadway, aquela via que divide o SoHo entre vivos e quase mortos!

 

Mas nesse sábado ensolarado aqui em NY eu endosso isso que escrevi há mais de 14 anos. Eu sou ele, o Johns. Ele vira eu. Somos todos feitos da mesma coisa: New York é uma mistura linda!

Essa mistura incoerente é, em si, uma celebração. Celebrações podem constatar momentos tristes. Como festas. Festas podem ser coisas tristes, como os lamentos do samba, os lamentos do jazz. Os lamentos do Blues. Só não ouve quem não quer.

Eis o texto: “O artista é sempre um estrangeiro”. Isso está no capítulo “A Bandeira de lugar nenhum”

 

O “elemento terra”, no artista, flutua sobre camadas espessas de influências, maleáveis e pessoais, a ponto de sofrer do mal itinerante (necessário) que os povos nômades sofreram no desesperador esforço de acumularem sofisticação durante seu percurso”.

 

Criar inimigos sempre foi e sempre será a tática de todos aqueles que não conseguem mais se olhar no espelho ou tolerar a entrada de imagens estranhas àquelas que se admiram. E a cara do inimigo geralmente compreende todos os traços que a sua não tem. Tudo aquilo que a moldura do espelho contém pode ser chamado de “estrangeiro”. Alguns se penteiam perante o estrangeiro e se embelezam para ele. Outros jogam pedras no estrangeiro e o estilhaçam, confirmando mais uma superstição.

 

Toda arte produzida em grandes centros é descaracterizada de nacionalidade. Ela é urbana simplesmente. Essa urbanidade compreende a falta de identidade, a confusão étnica e mística que as vias de concreto propõem…”

 

A produção artística dos centros urbanos é a natureza mais que morta, decrépita, mas, paradoxalmente, essa decrepitude contém todos os aspectos do homem moderno, suas várias nacionalidades – tudo justaposto, aglomerado, anárquico e fora de ordem, neste disfarce democrático fica difícil distinguir até o sexo da obra, quanto mais a sua origem étnica”.

 

O artista é sempre um estrangeiro”. Isto está no capítulo “A Bandeira de lugar nenhum”.

 

New York de então

New York de agora

 

O estado de espírito de sempre.

 

Gerald Thomas (alheio aos sons de Phelps e Spitz e ovações em Beijing, sorry: Pequim, Atchim!

 

(Vamp, ainda na edição)

 

 

PS 1- Maureen Dowd – Considerada a mais (ouch) “polêmica” colunista do New York Times escreve sobre… bem, leiam trechos, chama-se “A RÚSSIA não é a JAMAICA!”.

“A América está de volta à Guerra Fria e “W” (George Bush) entrou em férias novamente (…) Depois de oito anos ele continua ignorando a realidade; deixando de prever ou se previnir ou mesmo se preparar contra “disasters”: interpetando mal ou não interpretando os “reports” das agências de inteligência (…)

Ele passou 469 dias de sua presidência no rancho, dando coices, 450 dias em Camp David “dando pinta” (…) Isso tudo está acontecendo enquanto a Rússia avança para dentro da Geórgia (…)”

Trechos da BRILHANTE colunista que pega no pé de todo mundo, geralmente não sobre alguém específico: não adianta dizer que ela é isso ou aquilo: ela é simplesmete MateMática, como 1+1 são 2: Maureeen Dowd.

52 Comments

Filed under artigos