Óbvio que a ARTE está MORTA: não passamos de IMPOSTORES de Renda, cabideiros de emprego: Marcel DUCHAMP, o URINOL que deixava o artesanato de pé em seu próprio MIJO!

“DUCHAMP: O AUTORTURADO DaDaISTA”

Está em cartaz no MAM, aqui em São Paulo, uma retrospectiva de Marcel Duchamp. A simples idéia de uma retrospectiva pra Duchamp teria sido, no mínimo, algo impensável, ridículo ou risível, quando ele rompeu com tudo, com a caretice de tudo, com o Samaritanismo da arte, o chamado “bonitismo” da arte no início do século XX. Foi aí que começou o nosso “desastre”. Duchamp, Freud, e alguns outros são os culpados pelos nossos fracassos. Mas explico. São os nossos grandes HERÓIS. Meus grandes, grandes, imensos heróis.

Quem destrói pra construir é aquele que consegue transformar o mundo num abrir e fechar de olhos, e deixar todo mundo de pé, plantado em seu próprio mijo, sem ter o que dizer: claro, e não é à toa que o URINOL de Duchamp foi um dos primeiros READY MADES (achados prontos) – um combate contra a arte artesanal, pintura, escultura tradicional, etc. Sim, deixar o espectador pasmo em pé, em seu próprio mijo de espanto! Retrospectiva de Duchamp é muitíssimo estranho. Quando eu era aluno de Ivan Serpa e Helio Oiticica, eles só me falavam em Duchamp. Haroldo de Campos foi mais longe, já que era Dos Campos, um Duchamp também, Du Champos! A Arte de vanguarda fala em uníssono sempre a mesma coisa, berra sempre a mesma coisa. Mas uma retrospectiva dela nos traz uma lágrima de crystal japonês. E porque?Porque quando Duchamp cancelou sua parceria com Tristan (sem Isolda) Tzara, e deixou Paris, e virou um NovaYorkino, o movimento em si, de deixar o velho pelo novo, já tinha um significado. Falo de 1911 ou algo assim. O Armoury Show.“Achar” objetos prontos na rua e juntá-los, “casá-los” como se fosse um destino “by arrangement” no sentido oriental, é um humor que os americanos não tinham. Só vieram a ter na década de 60 com Wharol, Andy Wharol.Então, certo dia, Duchamp cancelou sua expo na Pace Gallery na rua 57 em Manhattan. Falou “retirem todos os quadros, apareço aí mais tarde com objetos novos”. E, pra juntar-se ao já famoso “NU DESCENDO a ESCADA“ (um dos mais escandalosamente LINDOS tributos à arte desconstrutivista, Duchamp pintou uma mulher descendo uma escada, nua, EM MOVIMENTO, pode-se dizer que remota e cremosamente cubista. E…..ao lado do MOEDOR de CHOCOLATE e ao LARGE GLASS (também chamado de THE BRIDE STRIPPED BARE BY THE BACHELORS EVEN – algo como: “ a noiva desnudada pelos solteiros ATÉ!, nessa ordem, escrito nessa cadência concreta das palavras) somou-se ao seu maior e mais conhecido piece ou seja, peça, ou seja, marca, ou seja QUADRO-NÃO-QUADRO, ou seja: o pai e mãe disso que chamamos hoje de INSTALAÇÃO/manifesto.A RODA DE BICICLETAEssa roda (objeto de obsessão meu) (o que posso fazer? nasci torto!), foi assim: nesse mesmo dia em que Duchamp cancelava sua Expo na Pace, andava pelo Bowery (equivalente a 3ª Avenida, na lower Manhattan) perto da Houston Street, de um lado da rua tinha uma roda de bicicleta jogada fora. Do outro lado um desses bancos de mandeira de bar! Ele GRAMPEOU, tacou a roda em cima do banco e levou o treco pra Pace!

Então, esse foi o MAIOR REVOLUCIONÁRIO de todos os tempos, em qualquer contexto, em qualquer arte (porque sem ele não teríamos John Cage na música ou Merce Cunningham na dança (aliás, a Fabi estuda com o Merce Cunningham em Westbeth até hoje).

A arte está morta? Rose Selavy? Como ironizava seu próprio personagem feminino com uma estrela escupida em seu CABELO, ou os cubinhos de mármore dentro de uma gailola (: porque não espirrar Rose Selavy?:) ou …

Chega de descrever Duchamp !!!

A melhor maneira e a mais triste de representar uma RETROSPECTIVA foi desenhada por Saul Steinberg. O Cartum é assim: um Coelho olhando pro Oeste está sentado em cima de uma Tartaruga que caminha lentamente para o Leste.

Duchamp foi um dos primeiros ENORMES iconoclastas. Com humor. Quebrou o vidro? Deixa lá, quebrado. O acaso é otimo!

O movimento dadaísta (não os surrealistas caretas e marqueteiros que só eles!), o iconoclástico, desconstrutivista, atonal, dodecafônico, serialista, abstrato, abstrato expressionista, minimalista, enfim, tudo isso visa uma só coisa:

– colocar a arte debaixo da lente do microscópio, autopsiá-la; ver, dissecar se as verdades e mentiras dos séculos anteriores de música e pintura e iluminismo e jacobeanismo e Renascentismo, e ismo, ismo de anos e anos de arrotismo de tantos e tantos Rembrants, Velasquez, Beethovens, Monteverdis, Wagners, Lord Humes e Hegels e Kants, e os tantos Goethes, faziam realmente sentido na era pós Freud, na era pós industrializada numa América ainda a ser desvendada pelos bachelors de toda a humanidade enclausurada em suas culturas pré-guerra, fugindo pra lá, digo pro novo mundo, fugindo das emboscadas culturais da pequenina Europa, onde à cada 16 km o teu sotaque te colocaria num campo, num Duchamp de concentração!

E no que deu? Estamos na mesma. Aliás, estamo mais CARETAS. Estamos numa era PRÉ DUCHAMP, porque hoje olhamos Duchamp como se ele estivesse no nosso passado e, toda essa porcaria pseudo inovadora (salvo alguns, óbvio, como Kiefer, Josef Beyus, Nuno Ramos, Tunga, Warhol, Damien Hirst e outros POUCOS) ainda estão naquela era de DECORAR a sala de estar da madame porque – já que voltamos aquela era do GOLD RUSH, à corrida pelo petroléo e à plantação de cana – nada mais óbvio mesmo do que declarar um ESTADO de DIREITO, e colocar um estatuto logo de uma vez:

O que vale aqui é o muralista Siqueiros, ou o medíocre Portinari, ou o idota do Henry Moore, ou a Hepworth.

E o povo, ignorante como sempre, se concentra ali na estátua dos retirantes no Ibirapuera, a metros, meio quilometro da RETRO de Duchamp, sem sequer saber o que foi tudo aquilo, ou se o ovo de Colombo ficou em pé ou não, porque, afinal de contas: não foi Pedro Alvares Cabral que descobriu as AMERiKas de Kakfa?

A Arte está MORTA sim. E faz anos que fazemos teatrinho de representação infantil em torno de seu enterro pra não perdermos emprego. Não passamos é de canastrões de última categoria, com a azeitona na ponta do esôfago, segura ali por algum Nexium, Plexium, Sexium ou Mylanta, Maalox, ou anti-ácido.

Afinal, antigamente as pessoas tomavam ácido.

HOJE: só tomam anti-ácido

Gerald Thomas, sábado, 19 Julho de 2008

comentario brilhante de leitor

Enviado por: guimarães santos rosaÉ Gerald, não só a arte está morta, mas o senso crítico das pessoas também, se bem que brasileiro nunca teve senso crítico, brasileiro é medíocre por natureza, mesquinho, confunde merda com arte e nunca perceberia que estamos estaguinados, estamos copiando o passado porque já não temos mais do que falar, estamos mudos, telepáticos diante da imbecil televisão, ou somos nós os imbecís? Brasileiro não tem senso crítico nem com relação à sexualidade dos outros, agridem, porque esta é a forma dos bárbaros reagirem ao que eles sentem mas não entendem, o brasil necessita ser o berço de um novo duchamp, vamos desconstruir o brasil e reconstruí-lo, poque esse que está aí é falsificado é do paraguai, viva duchamp, viva gerald thomas o desconstrutor do brasil medíocre, um homem vindo do futuro assistido pelo homem geo-político tupiniquim, futeboleiro, axezeiro,funckeiro, imbecil por natureza!

 

120 Comments

Filed under artigos

120 responses to “Óbvio que a ARTE está MORTA: não passamos de IMPOSTORES de Renda, cabideiros de emprego: Marcel DUCHAMP, o URINOL que deixava o artesanato de pé em seu próprio MIJO!

  1. SENTI UMA PONTADA DE DESANIMO NESSE SEU ARTIGO.

    AInda me lembro no começo do século saía da faculdade e passava pela rua que Haroldo de Campos morava, e vi o velhinho lá – falei pra uns caras que estavam comigo – OLHA LA O HAROLDO – e eles – QUEM????

    Nas aulas de Historia da Arte só prestavam atenção na Monalisa.

    Se eu começar a pensar muito não faço mais nada. Acho tudo que faço inutil e irrelevante.

  2. Claudia

    Gerald!!!!!….brilhante texto….putz!!!!!!
    Um brinde!!! com um texto que vale por si só…
    A arte pode sim estar morta….mas mudou muita coisa e continua mudando…mesmo nos fazendo viver do passado…e trazendo a percepção da mediocridade das Amerikas…
    Sei que sou suspeita….talvez seja culpa de E.H. Gombrich…

  3. Ciao Gerald, you could try a teaspoon of baking soda in a glass of lemonade or warm water as a quick, natural anti-acid:-)

  4. Saudosismo frustrado de ex-doidão!

    Se estiver assim achando tão ruim deixe-nos a próxima revolução que tomaremos conta dela direitinho. Reclamar deste marasmo cíclico é confortável demais para o momento.

  5. carioca do pânico

    deixa de ser viado geraldinho.

  6. Paulo/Glaucia

    Geraldo Thomas?!???!

  7. Paulo/Glaucia

    geraldoi thomas??????

  8. Marcio Leal

    Gerald Thomas? Quem é Gerald Thomas? Os medíocres serão conhecidos por sua excentricidades, os sábios por suas obras. Gerald Thomas nem será lembrado! kkkkkkk

  9. Shanna Tova

    Coisa triste ser uma bicha frustada, nao Gerald? Bichona frustrada mesmo voce, hein?!

  10. Paulo Bee

    Duchamp todos conhecem. Quem e Gerald Thomas? Pela foto, um bi frustrado de sua condicao… olha a mao da menina cheia de pulseirinhas… ja que ele nao gosta mesmo do cara (e pelo comentario de ninguem nesta vida), sua pose e para la de digna de uma obra de Duchamp!!! Tao moca, tao menina… melhor que a roda de bicicleta!

  11. Zeca

    Gerald, seu texto me deu vertigem… e concordo plenamente!
    E olha, nao leve a serio esses babacas que deixaram alguns comentarios desaforados. Eles sim sao RETRO!!! Eles que nao sabem a distincao entre ARTE e DECORACAO. Becs et à plus!

  12. murilo

    Nada como um assunto tão mal compreendido pelas terras brazillis como algo chamado “arte” moderna para que apareça oportunistas subautores teatrais para apontar o dedo do alto da propria arrogancia imbecil e dizer: mijo.

  13. Ailton

    tsc,tsc.tsc…
    ainda um amargurado com pouco a dizer né?
    mas existe um lado bom em ver -te aqui…
    assim não tenho surpresas de achar tua “pseudo-arte” emporcalhando algum nobre teatro afora….

  14. Kurt

    OLhando paRa o VasO coM a mÃo na na dEscarGa dou uma última olhada para dentro do vaso: adeus, bosta; o que se vai é um todo de pequenos e microscópicos pedaços de mim; tento imagina-la passando por labiríntos de de cano até a estação de tratamento de esgoto mais próxima. E num futuro, os habitantes da cidade onde eu moro berberão da água da rede de tratamento. Adeus, bosta, nos veremos por aí algum dia.

  15. Antonio

    Gerald, seu texto sobre Duchamp é um verdadeiro bumerangue.

  16. gthomas

    Bicha, viado, nao sei das quantas: frustrado, teatro que nao sera lembrado…….que pena de vcs anonimos! Porque pego na arteria de vcs sim . Voces eh que pegam as travecas de madrugada e passam Aids pras esposas??? ou tem ciumes das minhas mulheres?
    Por favor, a unica coisa que imploro eh que fiquem dentro do comentario: o resto, sexualidade e tal….resolvam com o respectivo analista ou manicomio!

  17. gthomas

    Kurt, Antonio, Obrigado por comentarios pertinentissimos
    saindo do computer por tempo indetermindao
    sabe o que eh curiososo na biografia de DuchamP (sem querer me comparar a ninguem….obvio: Beckett me dizia assim:

    Quem eh voce pra desmerecer Monet, Manet, etc? Quem se lembrara de voce SEU VIADO???
    triste que a IG-norancia de PER-pertue.
    e sempre com os mesmissimos palavroes HOMOfobicos
    ZECA, John I miss you Both
    Being here is a good as being in HELL
    meaning in helicopter hell

  18. Abigail Vasconcelos

    Nao gosto do Duchamp, mas que a foto do Gerald e uma gracinha, isto e! Com cara de menina cetica!

  19. Gitano

    Gerald!Qual é o cheiro da calcinha,da Fernanda Montenegro?

  20. Maria Medeiros

    E que venha a Madonna! Get together, get together, get together…

  21. Daniel

    É incrível como as pessoas medíocres costumam criticar tudo por não conseguir lidar com sua própria mediocridade.

    BTW, o correto é “Andy Warhol” e não “Andy Wharol” – o erro foi cometido duas vezes, para não ter a desculpa de erro de digitação (!!!).

  22. Daniel

    Ah sim, já ia esquecendo! Engraçado como o frustrado tende a ser polêmico, né?

    Depois de tantas críticas, certamente ele vai se justificar: “sou realmente polêmico”…

    Da mesma maneira em que fez quando foi vaiado e mostrou a bunda no palco!

    Lugar comum é uma merda – e não é “merda d’artista”, é merda pura mesmo!

  23. Fala! Geral Gerald ‘Manlarga’ Thomas! Em Braspilia, o seu maior fã é o dramaturgo brasiliense Zeferino – outro dia falei a ele das overdoses q vc prestava os primeiros socorros em Londres e ele ñ sabia e o Zeferino sempre foi me falando dos detalhes sórdidos que todos nós vivemos – hj lendo teu post – acabaram as minhas dúvidas – vc é um iluminado pelo olhar da luneta que grita terra à vista – na terra doe cego a luneta mira o planalto – abração

  24. E VC DANIEL QUE VC FEZ E FAZ NA VIDA????

    VC É O QUE??? ALGUM ARTISTA REVOLUCIONÁRIO ???

    UM MAIS UM AULTISTA ???

  25. É UM PROBLEMA COM A SEXUALIDADE.

    É UM TAL DE CHAMAR O OUTRO DE BICHA, DE VIADO

    NÃO TEM O QUE FALAR AÍ CHAMA ALGUEM DE BICHA

    É TIPICO DE BLOGUEIROS

    POR ESSAS QUE DETESTO SERES HUMANOS.

  26. E tudo se resume a falar do sexo – o problema ainda é o pinto – ou melhor em dar o pinto – a canalhice e a indecencia desses seres ditos “humanos” racionais e emocionais se resume a chamar alguém de BICHA, VIADO, ETC.

    Todo dia se ouve isso. Quando não tem o que dizer algo, sobre um alguém determinado se cai na mesma coisa de sempre – BICHA, VIADO, ETC.

    Seria cliche chamar isso de cliche. Não é, é banal mesmo…É O SER HUMANO (E ESTE MERECE ONDE ESTÁ) A BEIRA DO FIM.

  27. Ana

    G, a arte não está morta… Ela só deixou de procriar. Gozado que iconoclasticamente, isso é realmente a morte da arte.
    É como ver algo que um dia teve vida, através de um album de retratos vivo, mas sem condições de afastamento da morte, do tempo passado.

    A arte passou a ser o que é diferente do comum, mesmo que o diferencial seja a apologia ao comum.

    Duchamp deu seu recado. Mas como dizer a um monte de “almas artísticas” que recriar o inusitado carece de uma divergência absoluta.

    Ninguém tem muita coragem de divergir. E quem tem é mal interpretado.

    Chegar à uma divergência simplista, ista, ista, seria algo realmente inusitado, e não uma apologia ao comum, mera e simples.

    Não sei… sei lá… vou pensar mais a respeito.

    Mas não concordo que a arte esteja morta, ainda que a grande maioria que chega perto dela seja um bando de necrófilo. Ou neo-necrófilos, ou ainda pós-necrófilos.

    Há que ter alguma divergência… há que ter algum ponto divergente, simples ou quantificado, mas que seja um estopim para algo que ainda não conhecemos.

    Porque, insisto, isso existe: o que não conhecemos.

  28. Ana

    Gozado, Mau, ao contrário de você, eu não vi desânimo. Vi um Gerald “parecendo” desanimado, por estar atrás de algo que não seja o desânimo.

    Berra, Gerald, berra mesmo. Por mais que nada de novo salte aos olhos, um dia o novo cria ouvidos. Love,

  29. Edward

    Sobre o uso de drogas: Porra, deixa as pessoas usarem as drogas; são os corpos delas; querem se matar, se matem; agora, se forem parar em um hospital público por causa de uso de drogas, a consulta e os remédios serão pagos. caso contrário irá do hospital direto para a cadeia. E tenho dito. Que tal mostrarmos soluções em vez só de problemas? daqui em diante!

  30. Edward

    e se cometer um crime sob o efeito de qualquer droga, a pena será duplicada. Eu nem fumo. Já basta o tempo me matando a cada dia que passa. Ainda sair na rua e correr o risco de ser assassinado, atropelado, o sofre uma acidente qualquer. quero viver até o ano 3008.

  31. Contrera

    gerald, querido
    (lá no serviço tem um sujeito, muito gente boa e tal, que tem bloqueio contra homossexuais. um dia eu disse para ele que se eu resolvesse dar a bunda isso não mudaria em nada minha existência mas que mudaria a dele: ele passaria a me evitar, por medo – de quê? nem desconfio… digo aos que xingam chamando de bicha, etc: meus caros, discriminação está na constituição e código penal, e é inafiançável: cuidado porque vcs podem ir em cana rapidinho caso alguém tenha suficiente cuidado para acabar com a raça de vocês, aos poucos. eu mesmo já disse isso a sujeitos que resolveram encanar com minha opção religiosa e eles preferiram ficar quietinhos… ahahahah)
    mas, voltando:
    sim, querido, vc tem razão. a sociedade adora entronizar, adora púlpitos, adora precursores, adora sucessores, adora tudo. a sociedade adora, de adoração, porque ela no fundo ainda é dominada pelo sentimento de que PRECISA adorar, como se adoram cordeiros de ouro, cruzes, etc. e o duchamp sabia muito bem o que ia acontecer: tanto que mudou de continente! querido, o duchamp é para mim o primeiro entediado sincero da história da arte que resolveu combater a arte dominada pela ausência de vida. ele simplesmente cansou. e seu cansaço deu nisto: neste vazio em que nos encontramos. agora vc diz que é preciso construir. sim. querido, concordo, e todos podemos fazer algo nesse sentido. eu estou fazendo. e vc também.
    o resto, querido, bom… deixa. deixa lá nas celas em que se encontram ou nas masmorras onde um dia irão parar…
    bj
    contrera
    me liga, eu topo entrar no grupo

  32. Ana

    Contrera, vc é brilhante!

  33. Ana

    Conseguiu-se: nunca vi tantos comentários idiotas… Não é à toa que a arte não se populariza (tá, eu sei, ela é pra que sabe a apreciar, é de poucos e para poucos, não serve pra nada, não diz nada (???), não representa nada (???)…

    Tá, tá, mas se a arte morreu, o que vamos colocar no lugar dela?

  34. Kalildoskóptrokaspregado~sã

    o senhor tá serrano as gasiada bostáltica no terriótario energumelógico parafrasiatico, denegrindo completamente minha carequice bastártica, ou bostártica. Faça-me um favor., seja homem.

  35. O Vampiro de Curitiba

    Incrível: Temos também os “petralhas da arte”. Gerald chutou a santa dessa gente! E o que eles tem a dizer? Que argumentos? “Bicha”, “viado”, etc…. Fico aqui imaginando essa gentalha: Em vez de camiseta do Guevara, usam de algum “gênio” do que consideram arte. Estudantesinhos babacas que não sabem de nada. Por não saberem, se revoltam com quem tem coragem de assumir posições contrárias ao “stablishiment”.

  36. O Vampiro de Curitiba

    Meninões criados em apartamentos pela vovózinha, é o seguinte: Se tem alguém no Brasil que pode falar sobre arte, esse alguém é Gerald Thomas. Não porque ele assistiu a alguma palestrazinha sobre arte, não. Porque ele é um ARTISTA reconhecido mundialmente! Portanto, parem de relinchar e procurem aprender algo de útil com quem sabe das coisas!

  37. O Vampiro de Curitiba

    A Sandra é quem estava certa (como sempre): “Gerald não escreve, sangra!” Aqui ele jorra tanta informação, que é preciso ter fôlego para assimilar tudo. Brilhante, Gerald! Parabéns, um dos melhores textos seus!

  38. Claudemir Santos

    A Arte não está morta; o que está fedendo é esta cambada de artistas elitistas, com ares acadêmicos e livros sagrados de uma Arte Imposta e Aceita Num Círculo Onanista que se preocupam mais com promoção pessoal e masturbação do que com as verdadeiras manifestações artistas – da mesma forma que é mais fácil fazer um comentário oligofrênico como os dirigidos a Gerald Thomas por pessoas incapazes de dizer algo, no minímo, interessante (Este povo leu Freud, não entendeu e quer por o pinto em tudo que se mexe: é incrível tamanha mediocridade!). Fora deste círculo acadêmico, existem manifestações artisticas de grande valor e coerência. Está na hora dos bonitinhos tirarem a bunda da cadeira, esquecer a televisão, as críticas jornalisticas, a net, os pontos culturais acessiveis do centro da cidade, a facilidade da “ofensa sexual” como resposta mal criada a comentários inteligentes, e se voltarem para a periferia e o interior do país e de si mesmos. Às vezes se pisa na arte e diz que não há nada de novo. No Brasil tem arte boa pacas: mas tem gente que prefere se masturbar ou gozar com o pau dos outros.
    E sobre Gerald Thomas ser esquecido um dia, eu duvido muito. Acredito que ele é um dos poucos artistas capaz de incomodar intelectuais e idiotas. Ou algum dos bonitos leu sua matéria e continou no mesmo lugar? Não dá cara: artistas provocam mudanças e reações. Diz que o Thomas não faz isso!

  39. Kalildoskóptrokaspregado~sã

    u krakinha tá loko pra virá u kópinh di ksuki. Entre um auto beberrão y uma moto tomém, é mió a minininha andá di jegue.Tomara ki sija minininha.Ê mainha, liga pra mim não ão liga pra êlis. pra êlis, derruba a motodka delis.

  40. Claudemir Santos

    No demais, quem não tomou ácido diretamente, tomou indiretamente através de muita arte realizada por artistas totalmente acidados. Agora, quem toma anti ácido, pode continuar admirando a Xuxa e adjacências. Quem sabe um dia vocês não conseguem uma overdose?

  41. O Vampiro de Curitiba

    Essa “arte” que está aí morreu definitivamente, e faz tempo. O que temos visto é qualquer coisa para enganar o público. Afinal os “artistas” precisam sobreviver de algum jeito, né? Tem muito entretenimento, muito circo, etc… Mas a Arte morreu, sim! Se ninguém tem coragem para assumir esse fato e prefere pousar de bonzinho, de politicamente-correto, tudo bem, é do jogo. Mas não venham criticar quem tem coragem para levantar a questão. Se vierem, que venham com argumentos. De preferência, usem “listerine” antes de abrir a boca. Gente chulé, credo!

  42. Anna

    gente deixa o pobre do geraldo em paz… chutar cachoro morto é facil – ele usa o principo do espelho: “a arte esta morta” “a minha”! O cara ta levando um troco com o bloguinho dele so isso… hehehe

  43. Kalildoskóptrokaspregado~sã

    ah, chega de abstraticismo, se for apertar a mão de alguém, aperte como uma alicate, não com mão de seda.

  44. Quando não sei o que falar e nem do que falam, me calo.

  45. Susi

    E que venha a Madonna – holiday, celebrate!!!

  46. Contrera

    ana:
    respondo no post abaixo, no outro “Lei Seca”. é melhor, mais coerente, mais elegante.
    mas obrigado.
    bjinho
    contrera

  47. Mas que nóia.estranho voces que se dão ao trabalho de procurar pelo gerald prá falar “bicha” ai me poupem seus frustrados não conhecem a si mesmos e perdem tempo com inveja.Experimentem viver suas verdades e verão como é bom poder ser.Tentem ler sobre esses caras dos quais ele fala..e verão que o mundo não é a sala de jantar da mamãe ninfomaníaca intoxicada de agrotóxicos de voces querem o gerald..? peguem a senha meus amores

  48. Alê/Montreal

    Oi Gerald!
    Tô com você!
    Arte…? Cadê??
    Arte = Sotheby’s, Christies…Salle Drouot?
    Há muito tempo que a Arte só serve como alternativa de investimento…aí temos os oportunistas da Arte, os parasitas da Arte…como tudo neste mundo, só o $$$ serve de inspiração…
    Ainda bem que tem gente como você…que ainda berra, que ainda tem coragem de nomear as coisas como elas são!
    De resto, é triste ver reações ao seu texto que só comprovam que o povo tem titica na cabeça. Genteemmmmmmmmmm façam a diferença entre uma discussão saudável como o Gerald nos dá a oportunidade de ter….e problemas de ordem pessoal………
    Cheers!
    Alex.

  49. Claudemir Santos

    Tem gente que confunde arte com inovação e/ou novidade. Uma coisa não tem nada com a outra. Este tipo de comentário me lembra aquela garotada da década de 60 que optava por bossa nova, tropicália ou jovem guarda. No meio daquela babaquice toda, o velho Chico Buarque deu a resposta definitiva: “Não precisa dar muito tempo para se perceber que nem toda a loucura é genial, como nem toda a lucidez é velha.” Esperam novidades como se houvesse algo de novo no Front. Besteira! De novo só os filmes dos Stones feito pelo Scorsese ou do Bob Dylan, por Todd Haynes. Marcelo Nova já dizia: “Eu vi o futuro, Baby!, e ele é passado!”
    Mesmo assim, isto não quer dizer que a Arte morreu. Tem muita coisa fedendo. Mas o fedor é de um perfume que mais cedo ou mais tarde você vai acabar usando, com certeza! Novidades e inovações podem surgir; o mundo está sempre rodando e “novidade” é algo relativo. A Arte vive porque não envelhece, não fenece, não morre. Às vezes é até melhor não inovar, mesmo. Eu não espero um novo Shakespeare e nem as novidades de Beckett ou o retorno messiânico de Brecht para condenar o capitalismo! Novidade pra mim é a salada de Júpiter Maçã!
    Agora, quem quiser inovar, que plageie Duchamp! Mas, ao invés de pregar a roda da bicicleta no banco, enfia o quadro da “bike” no cu. Nem o Thomas vai contestar tamanho atrevimento e inovação estética!

  50. Lilian

    Estou comecando a perceber que os elementos da sua próxima peca estao comecando a aparecer… bom demais ler isto…

    Mas afinal de contas….suas pecas SAO ou NAO sao uma galeria pós moderna ????????
    Dificil não acreditar que uma RODA no PALCO não eh um pequeno grande museu………………

  51. Claudemir Santos

    Meus Deus!!!!! Vocês acreditam em “arte não comercial”? Me desculpem, senhores… Tirem esta bicicleta daí agora mesmo!

  52. gthomas

    Vamp, Ana, Mau, Contrera….queria dizer pra voces o seguinte (snif snif snif) esses comentarios todos me chamando de bicha e tal despertaram algo em mim PROFUNDO sabia?

    Fui rapidamente rodar a bolsinha aqui na Paulista e ….Me encontrei…e…

    Agora, gracas a esses que me chamam de Viado,…..sou OUTRA
    pra satisfacao da frustracao delas, virei uma delas tambem:
    Vamp, Ana, Mau, Contrera: a partr de HOJE podem me chamar de Geraldinha Tomaz…….

  53. Valéria

    E quem não quer matar esta dita arte que muitos sabidos ou não sabidos enchem os pulmões pra explicar e normatizar?

    Que ela seja morta mesmo.

    Eu mesmo quero e tento matar muitos conceitos rígidos de ‘arte’ dentro de mim. Eles têm a arte de me sufocarem; que eu os mate. Resta saber o que nascerá e se nascerá ha ha ha

    Se somos mortos ambulantes dizendo amém pra tudo que uns alguéns ditos e consagrados como “importantes”, sejam eles siliconados, ricos, ‘famosos’, ignoratizados, enjornalizados, rigida e burramente academizados num historicismo vulgar etc nos dizem, então a arte, e seja lá o que isso for pras pessoas e mesmo pra mim, tá morta e não enterrada, povoando cofres de investidores de arte, fazendo a moda ou até mesmo inspirando , por que não Rose Selavy?

    Acho até que já existe gente que compra urinol e coloca na sala como decoração, a aparência de estar in é tudo…

    Ou vão acabar comprando, ou usando camisetas, bolsas, bonés etc que mostrem isso, pois o máximo que a grande maioria dos homens consegue refletir é: comprar ou não comprar? tá na moda ou não tá? é bicha ou não é? comeu ou não comeu? é grande ou não é? e outras profundidades do tipo.

    Engraçado é que os mesmos que aqui xingam o Gerald são os mesmos que xingariam ou xingaram o Duchamp etc. Mas agora eles entopem a boca com nomes que já foram muito xingados, rejeitados etc e saem em defesa da ‘arte’ …. Urinol neles? Perda de tempo.

    Eu me pergunto o que faria ou pensaria se estivesse na tal expo do Duchamp naquela época. Entenderia? Xingaria?com certeza não. Iria pra casa com a pulga atrás atrás da orelha, ou odiaria ou me chocaria, ou me divertiria ou nunca se sabe. Ia depender da minha miopia, do meu emocional, da minha abertura ou fechadura…

    Esta retrospectiva tem muitas ramificações:
    – agora arte é isso, tudo é possível ( o q é um pensamento tolo)
    – tudo já foi feito
    – ah, artista é tudo louco
    – que coisa feia
    – ele é importante, vamos vê-lo, tá no museu… compra aí um bottom, livro é caro, ímã de geladeira tá ótimo, tira uma foto aqui.
    – ou pensar: na merda que estamos fazendo aqui, somos seguidores? Não tem sentido em achar sentido, nem dar explicação ou sequência a tudo, ou seguir o manual, nem receber pseudo-heranças; quem algemou isso ao belo, ao bom, ao certo, ao raio que o parta que nada cria por si? A gente só xinga e mata por si.
    – etc

    Tenho a sensação de que estamos aqui exatamente como Rimbaud escreveu:’ eu não penso, logo existo: pensam-me’…

    Mas se a retrospectiva pudesse ter um olhar crítico do hoje, um olhar não museologista nem consumista, nem defendologista…

    E o texto do Gerald não deixa de ser um destes olhares de tédio de vida e de crítica, o que é ótimo.

    só não acho que estamos na era pré-Duchamp, estamos mesmos na pós, e já deram um significado cristalizado pra ele, o trator pasteurizador já passou por cima matando coisas que ainda não foram vividas nem vistas; e agora é tb mercadoria de arte. Os xingamentos nos deixam entrever isso.

    Hoje o careta é aquele que deixa entrar tudo, tudo é permitido, dá caldo, é legal, é liberado, é um outro mecanismo, é uma outra forma de negar, calar, não ver, colocando tudo nesta roda que uniformiza, neste oba-oba manipulado e manipulante. E nós no meio!

  54. Valéria

    esta história de inovar… o novo já nasce velho… taí a tecnologia… de dez em dez minutos avança-se… então é isso: arte é tecnologia? Pronto, acabou-se o assunto e ninguém tá morto ha ha ha

    mas a autópsia é sempre adiada.

  55. Rio Maynart

    A Arte morre e renasce na cabeça e na mão de um louco, talentoso artista que desenha, pinta, canta, dança, interpreta, dramatiza, escreve TODO o psicodélico da cabeça das pessoas… de uma era, uma época…sei lá… na verdade, acho que Freud foi (NÃO o mais cientista, mas o…) mais brilhante artista de todos os tempos. Se a Arte morre… renasce com o seu pensamento imortal; Renasce com ELE! Afinal, ele é a própria loucura; e nós somos a imagem e semelhança da loucura descoberta (ou plantada) por ele. Andy Wharol é (foi) a prova VIVA disso. E tudo está aí até hoje.

  56. Antonio

    Gerald, nunca fui ver uma peça sua, acho muita vanguarda pro meu gosto. Mas sempre leio alguma coisa a respeito. Tem espaço pra tudo, até mesmo no Brasil, onde a cultura e a educação é para poucos (quanto mais ignorantes melhor para os políticos, basta ler alguns comentários acima pra entender bem. Pra mim quem fica comentando muito sobre a sexualidade dos outros é porque não conhece a sua, ou está com muita dúvida eheheheheh). Como disse a Rogéria uma vez, tem que ser muito homem pra assumir.

  57. Ana

    Dercy pulou a janela pela segunda vez!

  58. Antonio

    A arte não morreu.Dercy não morreu. Deixaram um rastro de transformações.

  59. Vera

    Essa discussão se a arte morreu ou não morreu, morreu de quê, etc. etc. já dura uns 60 anos e o Duchamp criou suas “anti-obras” há quase um século! E ainda continuam discutindo a mesma coisa. E as pessoas continuam desenhando, pintando, esculpindo, fazendo teatro, cinema, instalações, vídeos , o escambau … se é “arte” ou não pouco importa. Quem gosta de rótulo é dono de farmácia. Ou colunista sem assunto.

  60. Antonio Rodrigues

    Acompanho de longe, bem de longe as suas manifestações. A sua tatica, alias antiga, é “assustar o burguês”. E o burguês se espanta com quem abaixa as calças para mostrar a bunda, faz outras coisas idiotas do tipo e diz, entre outras babaquices, que “a arte acabou”. Desta vez resolvi também me manifestar porque o senhor exagerou ao chamar o Henry Moore, logo o Henry Moore de idiota, o Portinari de mediocre e o povo de ignorante, por admirar a maravilhosa escultura do Ibirapuera. Quem é o senhor para dizer que o Portinari é um medíocre, o Henry Moore um idiota e o povo ignorante, por gostar de uma escultura tão exuberante? O que o senhor fez na vida para ter toda essa arrogância, meu senhor ? Se o senhor comer todo o arroz e feijão do mundo não chegara nem perto como artista de alguém com a obra de Henry Moore. A arte não acabou e não acabara. O que esta acontecendo é que estamos vivendo um momento de tão grande mediocridade, que pessoas medíocres como o senhor tomam ares de genios porque mostram a bunda e acreditam que “destroem e constroem o mundo” falando besteiras. Ai,os ignorantes, não os que gostam da escultura do Ibirapuera, acreditam que o senhor tem algo a dizer alem dessas ridículas provocações baratas e de mau gosto. O Portinari é um medíocre e o Nuno Ramos um genio. O Henry Moore um idiota e o Andy Wharol um inovador. Como alguem que fala tanta cretinice pode ter tanto espaço em jornais? Que época triste. É a “vanguarda” oficial. A “vanguarda” burguesa. Acredita que esta na frente dos outros porque acha o Andy Wharol “inovador”. Nunca deve ter visto um Man Ray.

  61. Pancho Cappeletti

    Felizmente a morte tem seu lado positivo. Se a arte está morta, amanhã nacerá uma nova arte.

  62. Ana

    Contrera, mais hora e meia, e te retorno, também lá no outro post.
    beijo

  63. Ana

    a morte só faz sentido quando se está cansado da vida.

    Dercy pulou janela, fugiu de casa de novo. Foi fazer arte pra Deus. Ou contar a que conseguiu fazer. O que é mais provável.

    dizem que a arte é inútil.

    é o mesmo que dizer que Deus não sente curiosidade de saber como o mundo é visto.
    pelo olhar do artista, claro. ninguém leva nem uma fotografia para o céu.

  64. Nei Alves

    Oi!
    Parabens cara, esse texto eh uma verdadeira aula de conhecimento e critica pertinente, mesmo com toda acidez. O bom tb eh perceber o quanto alguns dos seus leitores nao teem vergonha de destilar imbecilidades deixando claro a falta de conhecimento sobre o assunto. Ah! nada morre… caminhos, atalhos, possibilidades se apresentam e isso depende do contexto em que vivemos. A arte nao esta dissociada do homem/ambiente. Talvez um fato importante para se discutir seja a da REPRESETAÇAO/APRESENTAÇAO, que ja eh subliminar no seu texto e que eh definidora de muitas das questoes pelas quais alguns de seus leitores, simplistamente, te atacam sexualmente.
    Um abraço cara
    Vc eh muito, muito GENTE.

  65. tuca

    HUmmm …discordo….a ARTE NÃO MORREU NEM NUNCA MORRERÁ…enquanto uma criatura humana respirar na terra…

    Talvez este desanimo seja pela falta de réplica…sim, replica…DEUS também deve ter se perguntado muitas vezes…

    O SER HUMANO ESTA MORTO!

    óbvio, pra ele não existe replica!

    Tente buscar a réplica no mais inusitado…nos que nunca lhe passaram pela mente…nos que sequer ouviram falar de NY, viram umas letrinhas sei lá onde…no carro da madame sei lá…

    busque a alma…o cheiro do pó, do suor…da falat de comida…mas com excesso de estranheza e vontade de entender…

    VAI VER QUE A ARTE VIVE E BROTA…TODOS OS DIAS…TODAS AS HORAS…AÍ SIM…VC VAI ENTENDER REALMENTE o que é ser Deus! se é possivel isso…mas vc sabe …entende, pode não aceitar agora, hoje, neste momento…mas um dia …

  66. Márcio M

    Gerald Thomas, quando você diriigiu há um bom tempo atrás a cantora baiana Gal Costa e ela cantou ”Saudosismo” do Caetano Veloso, foi um grande momento de ARTE: Eu, você, João girando na vitrola sem parar e o mundo dissonante que nós dois tentamos inventar…

  67. ze sarmento

    MORTE DA ARTE CONTEMPORÂNEA NA CASA DAS ROSAS

    Não resistiu a tanto abuso em construção que saiu dos traços da sua criação.
    Era hora de se revoltar com toda mazela que assistia de onde estava.
    Seria hora de partir pra cima com a fúria dos piores homens sem sentimento de perda e pôr a lâmina para perfurar um a um sem piedade aparente os intrusos da sua residência.
    Nunca viram tanto ódio em pessoa de índole tão pacata, que sempre empregou nos gestos, suave tempero de educado senhor.
    Levava a lamina embainhada de fio amolado e ponta afiada no esmeril da esperança em ver acabado sua vingança sem muito tardar. Enfiada à cintura segura pelo cós da calça, escondida entre o meio de sua revolta pelo que via e sentia, levando na cara também uma careta-máscara que exportava pesado terror.
    Quando adentrou a casa que saiu dos traços criados pela sua técnica e imaginação aguçada de arquiteto clássico, lá pelo final do século vinte e que fora projetada para ser doada a filha que estava para casar e que passou a abrigar outras gerações da família, não resistiu a se enfurecer mais ainda e começou a pegar um por um aqueles que se diziam ser a vanguarda da arte da criação contemporânea.
    Não ia deixar a casa dos sonhos, construída em grande área arborizada, possuindo trinta espaçosos cômodos em estilo arquitetônico francês, evidenciando fachada de grande vitral colorido decorando hall de entrada. Sabia que sua criação atraia e alegrava todos os visitantes, por se enervar de prazer, não faltando o mesmo sentimento quando se deparavam com o espaçoso jardim inspirado no famoso palácio francês, o Versalhes, ganhando as raízes dos roseirais, energia suficiente da terra sempre adubada para encantar os românticos e apaixonados com suas flores viçosas.
    Casa que não viu crescer os filhos, tampouco os netos, por conseguinte também a ramagem folheada a ouro da árvore genealógica da grande família, por ter sido escolhido para viver no mundo espiritual antes do seu término.
    Não viu a sua cria robusta e bem acabada recebendo as pilastras e fachadas e escadarias, o estilo clássico de vanguarda, que se encontra fincada em rico solo, receber os amigos dos descendentes em festas regadas ao melhor vinho e champanhe e uísque escocês, claro, sem passar pelas orlas Paraguaias para serem rebatizados.
    Sabem que estendeu dias na planificação dos desenhos da residência, nas horas em vagar dos projetos arquitetônicos de responsabilidade sua de obras municipais paulistanas, sonhando em dar a filha uma moradia digna de sua casta descendência, riscando e amassando pequenas plantas com traços que ganhava os papeis e que não achava que era o que devia ser os móveis e objetos de decoração, tentando dar forma nos traços criados nas escalas estudados na faculdade de arquitetura.
    Não gostava do que via ser apresentado e representado sem inibição pelos poetas que pela casa era escolhidos para os lançamentos de livros, pelos artistas que faziam suas obras e expunha em instalações de vanguarda.
    Achava que as obras que lá freqüentavam eram textos criados sem conexão com a realidade dos tempos atuais e da sociedade.
    Para dar andamento ao que se dispôs a fazer, que por muito tempo o fez matutar de como deveria agir, surgiu entrando pela larga porta principal já com a faca empunhada em riste, num ínfimo andamento em que um autor lia um poema de criação própria, gesticulando para todos os cantos.
    A faca desinibida fora retirada da cintura num só solavanco de endiabradas mãos de homem rude ao pisar no último degrau da subida, e entrou pela parte do corpo que poderia encontrar o melhor órgão que existe para fazer, por ocasião, parar de bater e dar os últimos suspiros os pulmões. Encontrando o coração, foi lá que se alojou a ponta afiada e parte da lâmina vindo a cortar a veia aorta. Puxando-a para si e já de olho em outro autor canastrão, deixou-se cair nas escadarias o berrante e delirante homem poeta, vindo a ficar esguichando no piso de mármore, o vermelhão de dentro de si.
    Já correndo ao outro grande canastrão da escrita que fazia sua performance em sala exígua ao grande hall de entrada, chegou a tempo de encontrá-lo ainda pelo meio do poema que achava que era sua obra prima, quando num lance de trepidês instantânea, fez o braço com toda força dos tendões e nervos, levar a lâmina de encontro ao abdômen.
    Um grito estridente se ouviu ecoando por toda área da grande avenida, vindo a se despregar das paredes, algumas pinturas de grandes artistas do passado, pelo medo de serem também confundidos como autores contemporâneos. Arrastando a lâmina, tripas saíram deixando o oco da barriga que guardava os intestinos. Grande obra de arte acha que criou fazendo aquele intestino se expor como obra de arte com cores berrantes.
    Depressa chegou a outra sala com o povo indo atrás achando ser parte de uma peça encenada com a maestria da veracidade. Nessa encontrou o autor recitando, isto é, gritando, a última estrofe do seu épico poema. Encurralado entre o encontro de duas paredes, ficou sem saída na ampla galeria que se achava sob temperatura do ar condicionada, que expunha algumas obras também contemporâneas, formando um mosaico de muitas cores e estilos.
    Pinturas clássicas, neoclássicas, modernas, primitivas, renascentistas, barrocas, rococós, românticas, impressionistas, cubistas, expressionistas, futuristas, surrealistas e pop arte, derramavam lágrimas pelo semblante rosto, por saber que, em outras salas, havia uma exposição e instalação de arte contemporânea de autores que se achavam o máximo.
    Os visitantes davam ao momento movimento de êxtase com o que assistiam, e de certo modo, estupefatos uns, outros nem tanto, por ser de sentimentos diversos todas as gentes.
    Nos infernos ou no céu, já prestavam juramento sobre as mentiras que empreenderam no decorrer da vida, ou as pendentes verdades que tenham neles existidos, os gênios defuntos já entregues a branquice da cor do corpo de quem perde a vida terrena, tendo-os muito mais dificuldade em explicar do por que se interessar tanto em ser chamado poeta, artista, tanta gente vindos de casta burguesia refinada.
    Correu o encurralado poeta que deixou de ser por um instante, por ter dado um drible de corpo no enfezado e agora assassino arquiteto com a faca ensangüentada na mão. Saiu em busca de proteção tentando fugir de mãos ignotas, protegendo no peito o filho da sua criação literária. Na fuga acabaram visitando algumas salas, vindo no decorrer da perseguição de quem queria atacar e de quem queria fugir, a destruir as instalações dos artistas que gritavam com as mãos na cabeça desesperados pedindo que não destruíssem o que criaram com tanto sacrifício tendo-os muito mais sacrifício arranjar lugar para expor.
    Destruída a arte contemporânea, morto o último perseguido com uma facada nas costas, a platéia visitante da casa das artes começou a aplaudir a encenação, mas ao mesmo tempo começando a fugir quando caiu a ficha, pelo aparecimento de grande aparato de policiais armados para prender o assassino.

    Zé Sarmento

  68. Fernanda

    Gerald,

    Parabéns. Este texto é uma GRANDE OBRA DE ARTE!
    MIL VEZES PARABÉNS!
    Continue assim mesmo.
    Estou simplesmente MARAVILHADA.Você me fez lembrar meus queridos professores – da ECA e FAU
    beijos,
    Fernanda

  69. marcio garcia

    grande texto… um brinde ao velorio da arte… um brinde de mijo… dos hipócritas q criticam a sexualidade de uma representação…sem nem ao menos saberem quem foi duchamp.
    saúde.

  70. Antonio

    Pintei um cabide de vermelho. Estou vendendo por 500 dólares. É pura arte. Alguém quer comprar?

  71. ……. . . . . . . . . . . . . . !
    arraaaaaasÔÔÔÔuuuuuuu…..! Gérald…!

  72. Ana

    puxa, Tuca, a gente pensa muito parecido!

  73. Carado sul

    Nossa Geraldo. Como foi previsível esse seu texto. Você certamente leu algum livrinho da editora Taschen, e mais algumas notícias de canais da net, para escrevê-lo. Você também é muito previsível, pois ao romper com (quase) tudo, retoma tendência de vanguaras radicais do século passado.

  74. Ana

    aviso: comentários chulos serão devidamente banidos, sem dó nem piedade. a casa dos outros oferece respeito. ninguém que entrou aqui, viu uma agressão à sua pessoa. espera-se, no mínimo, o mesmo comportamento.

  75. Ana

    Carado, que papo é esse? A’s vanguarda’s do’s século’s passado’s buscam o que todas as vanguardas buscam… aliás, radicalismo é insistir, não iniciar…

  76. Gerald Thomas

    Sem comentários

  77. gthomas

    Fabio! QUE SAUDADES!!! Que bom que vc voltou!!!!!
    Que saudades que vc voltou!!!!!
    LOVE
    G

  78. José duarte

    Quanto vale, a arte pelo mijatório??? e o sentido ???
    Quanto vale, o protesto como crítica na bunda de fora???

    Palmas e vaias fazem a diferença.

  79. O Vampiro de Curitiba

    Apesar de tudo, já estava morrendo de saudades da minha “Escrava Isaura”, he, he…

  80. E a Dercy diria aos preocupados com o cu alheio – vão se FODER

    Hahahaha

  81. Clareza

    Acho que todos tem um ponto de vista. E no meu ponto de vista, viver já é uma arte. Imagine você que o Senado achou o máximo o teto para o professor de R$ 950,00. Acho que eles não passaram por uma universidade ou faculdade, ou mais não tiveram que se especializar, sem contar em passar a noite preparando aulas. Agora imagine os pulos que os aposentados dão para sobreviverem com um salário de R$ 415,00. Vamos observar essas pessoas e nos preocuparmos de verdade com o estilo de vida que essas pessoas levam, isso é arte. Por acaso não é arte as inúmeras favelas no Rio de Janeiro ao lado das grandes mansões. E as nossas crianças, aliciadas pelo tráfico, pela prostituição, pela pedofilia. Por acaso, o poder paralelo dos bandidos com Estado, não é arte? O Rio de Janeiro é um set de filmagem. A ficção e a realidade se confundem. E os nordestinos como sobrevivem à tanta ignorância e a seca? Mas nas festas populares, agem como se nada estivesse lhes faltando. E nas prisões vocês já foram, quanta injustiça. Gente presa por furtar um pedaço de pão para matar a fome, e que não podem nem pagar um advogado para se defender, sem contar os hospitais. Estes eu deixo sem comentários, mas é uma arte bem realista. Olha, sei que tem mais coisas para explorarmos nesse sentido. Esse é o Brasil. Não adianta querer tapar o sol com a peneira. Agora você quer exigir que essas pessoas tenham ânimo para mais alguma coisa? Isso é arte. Cada dia o brasileiro tem que inventar uma maneira de sobreviver o outro dia. É essa arte que fazem a maioria dos brasileiros. Sobreviver, cuidar da vida que Deus lhes deu sem se imiscuir em assuntos mais complicados que eles não possam entender, senão trabalhar, trabalhar e trabalhar.

  82. Petry

    Vai ver que tudo isso é por culpa do rombo das contas da Previdência. Afinal, os aposentados que ganham acima do mínimo e que insistem em continuar vivos, apesar da crise na Saúde, só podem dar prejuízo.

  83. Ana

    G, no meio da folia do salão só encontrei a Geraldinha agora…!

    — Geraldinha como é ser OUTRA? Nossa!, dear que chique se encontrar no meio da Paulista! Uau! Melhor que isso só em NY!

    (você é ótimo!)

  84. gthomas

    Por favor observem: alguem entra com Gerald Thomas. Nao sou eu,
    Infelizmente nessa porra de internet ate isso ….
    ate aqui existe clonagem. Saco
    enfim
    gthomas, eh como assina o dono do blog
    nada quer dizer que alguem clone meu URL
    LOVE
    G

  85. Clauke

    Ocês num entenderam nada! O Geraldinho gosta de fazê “arte”, e quanto mais suja melhor. Olhando sua imagem dá a impressão de que ele não toma banho e tem mau hálito. Na verdade ele gosta de aparecer e se for a custa dos outros, melhor ainda (se masturbar com o pau dos outros). Confessem: ele é engraçadinho.

  86. gthomas

    Ola Claike, que enorme prazer em te rever aqui! Qaunto tempo. Lendo o teu comentario assim, parece ate que vc nao me conhece, Vai, pode revelar tudo. Pode falar do mau halito sim, Pode falar de como vc chupou meu pau depois que ele saiu do teu cu varias vezes. E, justamente por isso, por causa daquele demorado beijo, acabamos ambos ficando com aquele halito de merda. resta saber se vc ja usou listerine a antibiotico pra se livrar do seu.
    Assim que vc saiu daqui, tratei de “enrolar:” meu pau em hypogloss e engolir AZT preventiva porque sabia que vc era HIV positivo, Ainda bem: agora, um ano depois fiz teste, estou limpo, mas atraves de nossos medicos fiquei sabendo que vc nao tem muito tempo mais de vida’,Sinto muito
    Gerald

  87. gthomas

    Sr Antonio Rodrigues..quem sou eu? Abra o meu perfil ai do lado e desbobiras, Ah, desculpa, Ja sabes, Mas nao sabes que PRA tirar a bunda no Municipal, tem que se (em primeiro lugar) ja ter encenado varias operas no mundo inteiro: sorry Rodrigues,

    Quanto a Man Ray….. Se quizer discutir fotografos ou todos aqueles que brincavam com a anti fotografia e a litogravura, desde Max Erns ate Jean Arp desde Richter ate…..os que pintavam a oleo mesmo como Leger, Gris, sei la quem. estou a disposicao: sim AFIRMO que Portinary foi somente promovido pelo governo VARGAS. Mais nada. Era um enorme COPIADOR de uma pequena breve fase de Picasso e levou adiante o trabalho de uma GENIA da arte brasileira, Tarsila do Amaral. Essa sim! Ah sim, tem o genial Ismael Neri tambem, o primero Psicodelico brasileiro, poeta, pintor, etc,
    So falta voce me falar em Volpi. Ah tinha o Di…nao tenho opiniao sobre ele: portinari sim, um horror que nao consta na historia do mundo assim como Villa Lobos consta na historia da musica do mundo. Quem sou eu?
    EU.
    LOVE
    Gerald
    eu tenho uma vida antes da bunda. Talvez nao sabia. Ela tenha sido a minha salvacao.

  88. guimarães santos rosa

    É Gerald, não só a arte está morta, mas o senso crítico das pessoas também, se bem que brasileiro nunca teve senso crítico, brasileiro é medíocre por natureza, mesquinho, confunde merda com arte e nunca perceberia que estamos estaguinados, estamos copiando o passado porque já não temos mais do que falar, estamos mudos, telepáticos diante da imbecil televisão, ou somos nós os imbecís? Brasileiro não tem senso crítico nem com relação à sexualidade dos outros, agridem, porque esta é a forma dos bárbaros reagirem ao que eles sentem mas não entendem, o brasil necessita ser o berço de um novo duchamp, vamos desconstruir o brasil e reconstruí-lo, poque esse que está aí é falsificado é do paraguai, viva duchamp, viva gerald thomas o desconstrutor do brasil medíocre, um homem vindo do futuro assistido pelo homem geo-político tupiniquim, futeboleiro, axezeiro,funckeiro, imbecil por natureza!

  89. Miguel Oniga

    Isso é cultura, ô palhaço?

  90. Pessoal, não li tudo, mas não acredito que a arte está morta, talvez vcs estejam apenas observando a casca da sociedade, o que aparece na tv. Se querem compreender o que eu digo, vao ao endereço, http://www.3d4all.org ou http://www.cgsociety.org, esses sites formam artistas (nem maiusculo nem minisculo, iguais) que tem o interesse em crescer e mudar opniões.

    Animem-se e animem os outros, os meios de comunicação estão ai pra isto, e oportunidades são coisas que raramente voltam.

    abs

    jD

  91. Contrera

    mais um que xinga chamando de palhaço… triste.

  92. gthomas

    Tai! Gostei desse Oninga, Miguel, Palhaco eh legal, Nao deve ter a minima ideia de quem foi Duchamp, deve ser um boiadeiro com acesso a internet (ai ai o dinheiro novo…..) e deve ter ficado meio triste porque nao estou aqui a falar de duplas caipiras,
    Mas tudo bem: tudo tera seu tempo.
    A proxima sera a seu gosto: Escreverei sobre Xitaozinho e Xorororo…Nao! Nao! Melhor ainda. Pra voce especialmente. Sobre CLODOVIL!!!!! ja que fui no programa dele varias vezes (e trocamos mil beijocas) tenho mil fofocas e focas de PALHACO pra revelr oh seu Miguel. saudoso Miguel…..
    Com toda minha simpatia
    Gerald

  93. Fábio Luiz Marciano

    A arte morreu como prenúncio do fim da civilização como conhecemos – a barbárie nos faz agonizar dia a dia e cada vez mais.
    O que resta é o vômito existencial, um refluxo feito de arte-sanato modismos retrô e ganância.
    Na verdade acho que já morremos todos e somos prisioneiros deste umbral transformado em lata de lixo chamado Terra.
    Duchamp tentou avisar, mas como sempre, não demos ouvidos…

  94. Contrera

    valeu, fábio!

  95. Halley

    Isso aqui tá parecendo uma “guerra de todos contra todos”. Abraço.

  96. GERALD THOMAS

    ótimo comentáriio!!!

  97. VALTER

    me dá tristeza o ser humano. Ninguém precisa concordar com a opinião de outrem em qualquer circuntância. Se não gostaram do texto do Gerald Thomas, alguém aliás que desconheço o trabalho, e que não consegui chegar ao final do texto, podem até fazer o registro, mas descambar para a gressão verbal é no mínimo descortês. Demonstra total falta de educação, civilidade e, por que não, talvez, recalque de alguém que nós querendo ou não tem alguma progeção midiática. Sempre digo que apontar o dedo é fácil, mas quase ningué faz isso diante do espelho. Critiquem, mas não percam a linha, embasem seus comentários de maneira inteligente e com conhecimento se não parece um grito no vazio. Não é por vivermos numa democracia que devemos xingar a quem quer que seja.

  98. zé povinho

    “Cada dia o brasileiro tem que inventar uma maneira de sobreviver o outro dia. É essa arte que fazem a maioria dos brasileiros. Sobreviver, cuidar da vida que Deus lhes deu sem se imiscuir em assuntos mais complicados que eles não possam entender, senão trabalhar, trabalhar e trabalhar.”

    ^^
    this
    e pau no cu de quem nao entendeu

  99. gthomas

    Valter
    Obrigado.
    Mas vc vai ver que nao adianta, Os tais Palhacos da vida, os tais xingamentos de viado , bicha nao sei das quantas continuarao.
    Parece ser assim. Ou pelo menos aqui parece ser assim. Estou sem moderador ou moderadora!
    LOVE
    G

  100. Oi, Gérald..! O pissoal aí em cima tá baxando o níver, hein..! Nóssa senhóra…! Gostei do aviso da ANA, tem que cortar baixaria pela raiz..!
    Gérald, eu tava meio cansado das agressões e distorções sobre as cagadas do governo LULA..! E o OITAVO capítulo da blógNOVELA, foi ótimo e achei que você ia acabá-la, alí….! No máximo, um “grãn-finale” no NÓNÔ!…mas daí você deu continuidade, pois o pessoal pedia, né…, então achei que já tinha dado no SACo…., e resolvi sair fóra um pouco.Eu tava com saudades dos TEU TEXTOS, COMO esse do DUCHÃNPS, foi BÁÁÁÁÁRBARO…!Você chacoalhou, TIuuuuDJU e pôs todo MUNDO PRÁ CORRÊ!!!……………ahhahahhaa(risada de pãnico misturada com tapa na cara), EU ADÓRO…!..Tava doidinho prá me ATRACA com a ODÉTE róitman também, tava com saudades déla e das meninas e do CARLOS..!..Ele também deu uma sumida, né,não???Eu assisti dois capítulos do documentário sobre o ANTUNES, na tv cultura..!Eu só assistí UMA PÉÇA DELE, mas eu ÃMO ESSE CARA…! Você CURTI, GÉRALD, o trabalho dele??????
    As vezes eu fico pensando se você e ele(antunes) MORREREM…! NÓS TÃMOS FUUUUUDIDOS!!!!!!(desculpe a tragédia grega)

  101. gthomas

    Pois eh Fabio. Acho que o Carlos, Andrea N. (que alias esta likada aqui e vou retirar porque nao faz nenhum sentido…) O gustavo da Florida e alguns vao, voltam….mas vc e Vamp sao uma dupla que eu nao posso perder, pelo amor de deus
    LOVE
    G

  102. ..Gérald..! Póde contar comigo sempre..! amigo..!Éssa sumidinha é mais prá arejá um pouquinho..!..Eu tava muito viciado aqui no blóg, entrava toda hóra, aí já é meio doença, né..!..O que eu também não pósso perder é ficar longe dessa tua força destruidora-construidora que poucos seres HUMANOS, TEM..!Você e o Antunes, TEM..! Por isso eu óro prá Geôvá todo santo dia, prá que ele dê SAÚDE prôs DOIS..! Vocês são nóssas BÚSSOLAS e ASTROLÁBIOS nesse MAR REVOLTO de mediocridade digital mudérna futurística de vãnguarda
    pós-trãnsgênica..!!!!….( gérald, o piór, ainda, nesse teu texto do duchãmps, é que eu pensava exatamente isso que você escreveu…! Esse cara pôs um ponto final na arte…….!Mas, eu tinha MEDO de falar isso e apanhar dos “artrístas” mudérnos di sun paulo…!né..!..e você vem e MÉTE O PÉ NA JACA…..!qui sí fô..!…..ahahhahaha, foi o máximo..!)

  103. Sr. Geraldo:
    Como o senhor se dirigiu a minha pessoa, lhe respondo. A sua biografia pouco me interessa. O mundo, diferentemente daquilo que o senhor pensa, esta cheio de artistas maravilhosos. Prefiro os que respeitam seus pares, aqueles capazes de reconhecer a obra de um Henry Moore, mesmo não sendo seu estilo mais proximo, O senhor cita o seu show com Gal Costa, “com os peitos nus”, cantando musica do Caetano Veloso. Não é o tipo de atração que me interessa. O meu gosto vai para uma direção bem diferente do estilo do cantor baiano. Sou mais chegado no Eric Satie, no Monk, no Egberto Gismonti, na Rosa Passos, no Tom, no João Bosco, no Vila Lobos. Gosto mais do Nelson Rodrigues, de quem sou parente, do Vitor Garcia, de quem fui grande amigo. Pessoal que talvez o senhor tambem ache mediocre, tal a sua arrogancia. Se tivesse que escolher em ter na minha parede um quadro de Portinari, ou de Ismael Nery, iria preferir o segundo. Contudo, não me acho no direito de classificar como mediocre alguem que deixou uma obra com milhares de pinturas, desenhos e gravuras. O senhor diz que dirigiu operas pelo mundo. Alias eu soube de tais fatos mais atraves de suas afirmações do que atraves de outros. Mas não duvido. O mundo é grande, cheio de teatros por todos os cantos. Mas o Portinari tem um mural na sede da ONU, que evidentemente o senhor deve achar uma merda, uma copia, assim como os cretinos da ONU que o contrataram. Sr. Geraldo: menos. O senhor se acha maravilhoso, mas o Portinari merece respeito, assim como o Henry Moore, o Brecheret. E construiram suas obras varias decadas antes do senhor. O senhor me desafia para uma discussão sobre fotografia, e artistas que interferiram sobre ela. Não da. Não da para discutir com quem acha o Nuno Ramos um genio e o Henry Moore um mediocre. É demais. Não da para debater com quem acha o Andy Warol um “inovador”. É papo de arte da revista Caras. Meu senhor, tudo o que o AW fez, o Man Ray ja tinha feito, com genialidade, meio século atras.

  104. gthomas

    Sr Antonio Rodrigues
    esse eh o ultimo email que troco com o sr
    vamos por pontos

    1- Victor Garcia se escreve com um c no meio, se eh que estamos falando do mestre de teatro Argentino que dirigiu o Balcao de Genet,
    e Cemiterio de Automoveis, etc….Se eh dele que falas, fique sabendo que basta abrir a minha bio ai do lado pra entender que, alem de Beckett ele foi meu MESTRE

    2- Nelson Rodrigues eh um dos 5 ou 3 MAIORES e MAIS IMPORTANTES autores teatrais de todos os tempos na minha opiniao.

    3- Ter um mural na ONU era exatamente onde eu sabia que seu argumento iria AFUNDAR. A ONU nao eh o MOMA nem a Guggenheim e nem o Metropolitan e nem o Louvre e nem porra nenhuma . A ONU nao vale um tostao furado: Na Frente do Portinari tem um Chagal e ninguem nem ve! Presente de,……
    Getulio Vargas!
    Gerald

  105. Tene Cheba

    É a mesmisse, a iteração do mesmo, o Museu dos Horrores, nem decadente, nem inovador, apenas o mesmo. aliás esse marasmo cultural se estende a esse século, novo século, primário, repetitivo, sem conseqüencias, bom é o bobo, que acredita nas cores. Que porrada Gerald Thomas, o fantástico Homem Nu.

  106. Esse tambem é o ultimo email que troco com o senhor ( o senhor acha Nuno Ramos um genio, fica dificil o papo ). Então vamos por parte.
    1. O Vitor que falo é o mesmo Victor que o senhor diz ser seu mestre. Não me importa muito o c do meio, ao contrario do senhor. Fomos grandes amigos e nunca o chamei de Victor, mas de Vitor mesmo. Pelo seu discurso e pela amizade que mantive com ele, posso lhe dizer que voce é um pessimo aluno.. O Vitor (sem c mesmo ), brilhante que era, seria incapaz de chamar um artista como Henry Morre de idiota. Jamais classificaria o Nuno Ramos como um genio. E muito menos lia sobre arte na revista Caras para achar o Andy Warol um “inovador”.
    2. Pelo menos o Nelson se salvou da sua arrogancia. Alias ele esta la no ceu muito preocupado com a classificação que o senhor lhe daria. Ele não dormia pensando nisso.
    3. Eu tambem tinha certeza que na sua prepotencia o senhor acharia que “a ONU não vale um tostão furado”. Fiquei tambem sabendo atraves do senhor que o Getulio mandava tanto por la.

    Sr. Geraldo: menos. “A ONU não vale um tostão furado “, mas o senhor tambem não vale tanto assim.

  107. Sr. Geraldo:
    Esse tambem é o ultimo email que troco com o senhor ( o senhor acha Nuno Ramos um genio, fica dificil o papo ). Então vamos por partes.
    1. O Vitor que falo é o mesmo Victor que o senhor diz ser seu mestre. Não me importa muito o c do meio, ao contrario do senhor. Fomos grandes amigos e nunca o chamei de Victor, mas de Vitor mesmo. Pelo seu discurso e pela amizade que mantive com ele, posso lhe dizer que voce é um pessimo aluno.. O Vitor (sem c mesmo ), brilhante que era, seria incapaz de chamar um artista como Henry Morre de idiota. Jamais classificaria o Nuno Ramos como um genio. E muito menos lia sobre arte na revista Caras para achar o Andy Warol um “inovador”.
    2. Pelo menos o Nelson se salvou da sua arrogancia. Alias ele esta la no ceu muito preocupado com a classificação que o senhor lhe daria. Ele não dormia pensando nisso.
    3. Eu tambem tinha certeza que na sua prepotencia o senhor acharia que “a ONU não vale um tostão furado”. Fiquei tambem sabendo atraves do senhor que o Getulio mandava tanto por la.

    Sr. Geraldo: menos. “A ONU não vale um tostão furado “, mas o senhor tambem não vale tanto assim.

  108. Contrera

    tá bom, tá bom. ninguém liga se esta é a primeira ou última vez que… nada, deixa para lá.
    1) todo o patrimônio artístico leva centenas de anos para ser avaliado criticamente, num trabalho difícil e incessante que não qualquer um pode achar que pode fazer (eu mesmo não concluí um curso do prof. Kossovitch por pura covardia, por admitir esse fato). digo isso porque não importa quem tem razão, num determinado momento. a arte sempre é passível de avaliação crítica e esta pode, com o tempo, provar a real importância de gente na sua época considerada medíocre ou, por outro lado, a insignificância de bastiões inabaláveis em suas próprias épocas. por isso, até prova em contrário, em questões de arte, tudo tem seu valor. todos nós estamos por demais imersos em nossas próprias culturas para julgar.
    2) um artista pode, sim, assumir idiossincrasias em favor ou contra sua própria arte. pois no fundo é com base nessas idiossincrasias que a sua própria arte pode ser, inclusive, melhor compreendida. isso, por outro lado, não significa que deva se confundir essas posições idiossincráticas como posições de entendedor acadêmico de arte. estas, só são assumidas por especialistas, cujas posições servem para avaliar o preç$$$$o dessas próprias obras. todo artista, por outro lado, faz isso o tempo todo: avalia, aceita, recusa, chuta, xinga, abraça, etc., em prol de valores que professa em sua própria arte.
    3) o Nuno Ramos é um sujeito dedicado à arte. se é gênio ou não – categoria essa tão enlevada por um Goethe que me dá aliás arrepios, cá entre nós é algo menor. importa é o que ele faz, e pelo que sei faz bem, embora não esteja dentre os que mais aprecio.
    flw
    contrera

  109. Euricibíades Ventura

    Lamentável as observações superficiais e infundadas dessa bicha de vanguarda. Perdi meu tempo lendo este texto inútil quase tão fútil como um Faustão ou uma Hebe. Nunca fui assistir uma peça sua nem nunca irei pois você ´´fala pela bunda”.

  110. paula fernandes

    “Nunca fui assistir uma peça sua nem nunca irei pois você ´´fala pela bunda”.”

    lamentavel é ver isso…todos podem se expressar, claro, óbvio…mas falta de respeito é um absurdo.seria melhor nem comentar, de preferencia de entrar…lamentavel.

  111. Sandra

    Gerald, suas respostas estão o máximo!!!!!

  112. Sandra

    Caramba!!! Do jeito que você é exigente, sua peça deve estar ficando um total arraso!!!

  113. Rita Silveira

    Tens toda razão, perseguimos fantasmas e nossos melhores pensamentos já foram contaminados, como podes ver pelos comentarios, por uma cultura desinformada. É lamentável deparar todos os dias com uma mídia que repercute e acimenta o que já não serve mais.Só a arte nos salvará!!! Arte feita por pessoas de cabeça ventilada, arejada e com suas crendices. Não nos afastaremos muito do que esta por aí mas em algum momento o viés disso penetrará nossa alma e será amparado pelo entendimento, enfim…

  114. Para usted, mí he aquí resucitada
    Rrosecelavy

    Pour vous me voilà ressuscitée
    Rrosecelavy

  115. LUCIANO

    QUEM ESTÁ MORTO É O PRÓPRIO GERALD THOMAS…

  116. everaldo

    Não so a arte, o intelecto tsambém.

  117. O BEBÊ QUER CHUPETA… DÁDÁÁ!!!

    © DE João Batista do Lago(*)

    De tudo o que está dito neste artigo, apenas e tão-somente, um parágrafo deve, de fato, ser destacado: “(…) A Arte está MORTA sim. E faz anos que fazemos teatrinho de representação infantil em torno de seu enterro pra não perdermos emprego. Não passamos é de canastrões de última categoria, com a azeitona na ponta do esôfago, segura ali por algum Nexium, Plexium, Sexium ou Mylanta, Maalox, ou anti-ácido (…)”.

    Digo isso pela semelhança que o parágrafo tem com a constatação nietzschiana de que “deus está morto!” ou, com a constatação foucaultiana de que quem esta morto é o homem! Tanto num quanto noutro caso devemos entender as “constatações” como “um campo” de desconstrução das “verdades absolutas” geralmente se nos imposta pela cultura burguesa, que jamais pretendera, como não pretende, ver estabelecido o campo da dialética do saber.

    Junte-se, aqui e agora, a inferição do A. do artigo de que a “arte está morta”. Temos, então, a formação do corpo trínico: deus + homem + arte. Não há como descartar o campo dialético “inato” (e somente neste caso pode-se pressupor uma tipologia de inatismo, pois, tudo o mais é apreendido) em cada parte dessa trindade. Todos são feitos de matérias contrastantes, sobretudo quando se colocam diante de suas verdades particulares a respeito do saber. É exatamente aqui que ocorre o campo dialético, ou seja, sobressai os contrários das verdades implícitas em cada membro desse corpo trínico.

    Seja Nietzsche, seja Foucault, seja Thomas – resguardadas as dimensões de tempo e espaço, e de “paidéia” – trabalham o conceito de morte partindo, precisamente, da dialética da “negação” específica de cada parte do corpo trínico, como se cada uma dessas partes fosse o todo. Negam essa verdade “absoluta” que o saber burguês sempre pretendera estabelecer. E por uma razão muito simples: deus não há sem o homem e sem sua arte de criador; o homem não há sem seu deus e sua arte de criação; a arte não há sem seus criadores e criaturas. Todas essas partes são, por natureza, subversivas. E são as suas subversões que são responsáveis pela dialética da vida.

    Assim sendo, quando se diz que o “deus”, o “homem” ou a “arte” estão mortos, quer-se dizer, de fato: é chegado o momento de subverter o caos; de ter a devida coragem de enfrentar a realidade mais que real das super-estruturas partindo do campo das infra-estruturas; é preciso quebrar as correntes que prendem as mentes; é preciso repensar o saber; é preciso rever e reinventar a episteme… Enfim, é preciso dizer que a única fala e linguagem que “deus” e o “homem” têm são as suas “artes”, e conseqüentemente, que a única fala que a “arte” tem são seu “deus” e seu “homem”. Afora isso tudo será decadência, ou seja: o deus “é” decadente, o homem “é” decadente, a arte “é” decadente, isto é: o deus “é” morto, o homem “é” morto, a arte “é” morta.

    * * * * *

    Mas há, ainda, uma “coisa” que gostaria de destacar e que não se encontra explicitada no artigo, isto é, “os verdadeiros dadás estão contra DADA”. Esta enunciação foi dita pelo principal “produtor” do Dadaísmo (movimento de artistas plásticos e poetas, surgido em Zurique, em fevereiro de 1916), Tristan Tzara, que inferiu, também, que “Dada não significa nada”, numa reação contra tudo e todos, posto que, o dadaísmo, pretendia-se exterminador, propunha-se desmantelar todos os valores consagrados – fossem quais fossem -, não para construir algo em seu lugar, algo julgado melhor ou utopicamente desejável, mas pelo simples gosto de por abaixo as instituições estabelecidas, as correntes estéticas em moda, a Burguesia, a Psicanálise, a Filosofia, etc.

    Em verdade, o dadaísmo, jamais passara de uma tipologia do Romantismo idealista; de um modo de agir anarquista; de um Iluminismo tardio. Isto não quer dizer, sob hipóteses quaisquer, que o movimento não produzira resultados convincentes; e um desses resultados fora, exatamente, Marcel Duchamp. Ao mesmo tempo é preciso inferir que o niilismo implícito no dadaísmo foi o mesmo que o levara à derrocada, dando lugar ao Surrealismo entre outros movimentos mais modernos.

    Assim sendo, aos meus olhos, o presente artigo dá-nos (também) a impressão de querer resgatar o dadaísmo como se fora A ÚNICA EXPRESSÃO DE ARTE verdadeira ou que, NADA, depois dele, tivera, teve ou tem a mínima importância. Este é o ponto burro do artigo! Contudo quero acreditar que seja, em verdade, mais uma “chamada” do autor para o campo de debate, pois, é Gerald Thomas, aos meus olhos, um dos melhores diretores de teatro do Brasil, e quiçá, do mundo. E sabe-o que pode fazer esta “provocação”.

    Ora, dizer que depois do dadaísmo tudo é lixo, não seria isso querer (re)estabelecer uma “religião” ou uma “verdade absoluta?” Não seria isso um contra-senso ao próprio dadaísmo? Porventura não seria essa “eternização” de Duchamp ou de Freud, etc…, como “heróis”, uma tipologia de mitologização ou fetichismo-academicista da arte? Não seria isso um retorno à arte burocrática da burguesia dominante?

    Aos meus olhos, esse desejo incubado do “sujeito” que fala no artigo – “sujeito” que não é o autor, segundo minha percepção, e possivelmente seja esta a provocação – como inferiria o próprio Freud -, poderia ser registrado nos anais da literatura psicanalista como um tipo de manifestação de condicionamento reflexo de uma mente que ainda não se despregou da sua infância latente. Quem sabe(?), para ilustrar essa inferição, Freud diria: “- Não é à-toa que esse “sujeito” vive a repetir dádádá… dádááá… dádádá…”.

    Em seguida ele (Freud, o herói!) explicaria sua tese mais ou menos com essas palavras de psicanalista:

    “- A onomatopéia (da.http://queremosportugues.multiply.com/da…) infantil implícita na palavra dadaísmo (dada + ismo) revela o campo lúdico-patológico ou a morbidez de saudades recalcadas. Esse “sujeito” (ainda) vive a sentir falta de um elemento de prazer – a chupeta – sem perceber que ela representa a falseabilidade do real ou a falta de experienciação pessoal da realidade amarga da infra-estrutura do presente; esse “sujeito”, possivelmente está com preguiça mórbida ou talvez queira contestar, por contestar, as formas e os valores dominantes da arte atual”. Seria, assim, “uma explicação” de Freud.

    A arte, assim como a vida, não precisa de heróis ou deuses. Neste ponto concordo com as constatações: “deus está morto” ou “o homem está morto” ou “a arte está morta”. Mas quando consideramos a questão “quem matou deus e/ou o homem e/ou a arte?”, verifica-se que, antes de matá-las, já a tínhamos como mito ou fetiche. Assim sendo deus, homem e arte jamais serão mortos. Mas, se mortos, só o serão por meio da decadência do “homem” como assinalaria o “velho” Nietzsche.

    ———-

    (*) João Batista do Lago, 58, maranhense de Itapecurumirim, poeta, escritor, teatrólogo, jornalista e pesquisador – E-mail: joaobatistalagoster@gmail.com

  118. julio

    infelizmente geraldthomas tem razão a arte morreu, o que temos hoje são amontoados de pseudos artistas, comerciantes, curadores(que são mais destruidores), vendedores de quadros elevadfos a grandes experts da arte, artistas concetuais que são pessoas sem criatividade, sem vergonha, um mundo aonde impera o cifrão, e artistas mediocres ou piores que isso (vide a vergonha de uma Beatriz Milhazes (valores irreais pagos por um artesanato de luxo.. maravilha dos novos ricos brasileiros, comprando arte com pseudo arte nas paredes…..decoradores e milionárias com lojas pseudo chics vendendo artesanato barato produzido em série e vendidos em mansões nos jardins a preços absurdos….pena..doi essa comercialização da arte..mas não é somente aqui podemos ver a ridicularização das castas compradoras de lixo a preços irracionais( aliás esta semana relatório financeiro mostra a decaída abrupta do pseudo artista comerciante, genio da mídia Damiem Hirst….coitados destes compradores que pagaram centenas de milhares de dolares e que no final terão algumas dezenas de dolares na parede e a vergonha da compra para elevação do status…pena pena pena….

  119. Miguel Oniga

    Pelo que entendi, existe o certo e o errado: você é o certo.
    Miguel Oniga
    Reg. Prof. 3842

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s