A Marcha da Democracia(?) em João Pessoa

Convite
A Ordem dos Advogados do Brasil, por sua Comissão do Negro e de Assuntos
Antidiscriminatórios, concede o prêmio inédito "Luta pela Igualdade
Racial", aos que contribuíram para a igualdade racial no Brasil, o
prêmio será entregue na data em que se comemora os 120 anos de
abolição da escravatura no Brasil, aos seguintes homenageados:

DR. LUIZ ANTONIO GUIMARÃES MARREY
GILBERTO PASSOS GIL MOREIRA
JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES
DRA. RILMA APARECIDA HEMETÉRIO
DRA. SONIA MARIA PEREIRA NASCIMENTO
PROFESSOR EDUARDO DE OLIVEIRA
DRA. VITÓRIA BRASÍLIA
DR. ERICKSON GAVAZZA MARQUES
DRA. THEODOZINA ROSÁRIO RIBEIRO
PROFESSOR HÉLIO SANTOS
DR. CRISTIANO JORGE SANTOS
ELISA LUCAS RODRIGUES
JOYCE RIBEIRO
PROFESSOR KABENGULÊ MUNANGA
ROBSON MIGUEL
PAULO PAIM
FREI VALNEI
JOSÉ VICENTE
MARGARETH F. C. BARRETO GRACIA
DR. HÉDIO SILVA JUNIOR
GLÓRIA MARIA
EDSON SANTOS
ROMÁRIO DE OLIVEIRA
MOYSÉS DA ROCHA
PADRE ENES DE JESUS
EDSON ARANTES DO NASCIMENTO – PELÉ
PROFESSORA EUNICE PRUDENTE

DR. MARCO ANTONIO ZITO ALVARENGA
Presidente da Comissão do Negro e de
Assuntos Antidiscriminatórios da OAB SP


MARCHA PELA DEMOCRACIA EM JOÃO PESSOA

Tenho 70 anos e quero contar a quem interessar possa tudo o que ví ontem na praia. Eram aproximadamente 17 horas quando chegamos, eu, minha filha e o namorado dela, ao local de onde sairia a Marcha de Democracia. Havia muitos jovens, muitas cores, sorrisos, brincadeiras e palavras de ordem. Era muita a energia que ali estava canalizada. Portavam e exibiam toscos cartazes em cartolinas, com mensagens escritas com pincel atômico. O que queriam aqueles jovens assim irmanados naquele momento, naquele espaço? O que diziam aqueles cartazes e faixas rústicas, algumas, podia-se ver, confeccionadas em casa? O que queriam eles em cima de um pequeno carro de som, bradando num microfone? Por que tanta agitação ontem à tarde? Em dado momento, um jovem aparentando ter 22 anos, explicou no microfone: eles estavam organizados para seguir em caminhada ao longo de toda a orla, em defesa de suas expressões. Queriam eles que fossem respeitadas as suas opiniões, seu direito de ir e vir, queriam falar, dizer. Queriam sorrir, jogar fora mordaças, bradar por liberdade de manifestação. Era um espetáculo bonito de se ver, movimento incisivo, mas ordeiro, pacifico. A marcha deveria seguir acompanhando o carro de som, de Tambau até final de Manaira. Nesse percurso, haveria música, animação de rua, palavras de ordem, tudo dentro da ordem, da lei. No entanto, em dado momento, percebi um tumulto se formando em torno do carro de som. O que seria? Policiais de trânsito e policiais militares anunciaram que o carro não podia prosseguir, alegavam irregularidades burocráticas. Aquilo foi mesmo que jogar água fria na fervura. Mas a turma acatou, mesmo que a contragosto, fazer o que. A turma era gente do bem. Fariam a festa ali mesmo, em volta do carro, os microfones ligados, a música tocando, a multidão dançando no meio da rua. Não haveria a caminhada, mas apenas um protesto. Gentes sentavam no asfalto, encenavam mordaças, alguns iniciavam coros dizendo abaixo a repressão, democracia sim. Mas as autoridades só queriam truculências, tumultos. Policiais desligaram o som do carro, repuxaram fios, danificaram a instalação e fizeram um cinturão em torno do carro de som, como quem diz aqui ninguém encosta mais. Exacerbaram-se os jovens, até então muito calmos. Os policiais disseram vamos levar o carro. Os jovens disseram que não. Um rapaz se deitou na frente do carro para impedir, os policiais arrastaram o corpo do rapaz para que saísse da frente à força. Os policiais extrapolaram em suas posturas e levaram o carro embora. Vi quando os policiais espancaram um moço. Até então, eu tinha permanecido distante, observando e me indignando com tudo que estava acontecendo. Ouvi impropérios, gritos de abaixo a repressão, insultos de lado a lado. De repente, que horror. Tropa de cavalaria invadiu a rua, os cavalos se postaram em posição de atacar. A turma se irmanou mais e entoou ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heróico o brado retumbante, o sol da liberdade em raios fulgidos brilhou no céu da pátria nesse instante. O hino nacional avançou nas vozes afinadas dos manifestantes. Os cavalos ameaçaram pisotear todos. Vi repentinamente quando os animais avançaram na multidão, bombas de efeito moral explodiram. Meninos, rapazes e moças, senhores e senhoras, anciãs e anciãos correram atabalhoados para escapar das patas dos animais. Entrei em pânico, todos entraram em pânico. Algumas pessoas tentaram se proteger entrando nos bares, os cavalos entraram também nos bares, uma multidão correu para a areia da praia, tentando se proteger, os cavalos invadiram a areia galopando atrás da multidão. Eu não via mais nada, sabia apenas que precisava correr muito na areia. Finalmente, senti braços protetores em meus ombros e ouvi alguém me dizendo palavras de conforto. Era minha filha e o namorado dela falando comigo. Alguns rapazes desconhecidos também me cercaram em gestos de proteção. Essas coisas não são fictícias, eu vi tudo. Os canais de televisão estiveram filmando. Meu nome é Dôra Limeira, tenho identidade, cpf e endereço fixo. Pago os impostos em dia, sou professora aposentada.

Dôra Limeira
05 de maio de 2008

OBS: Não confundir com a Marcha da Maconha.


do Vamp
Olha, vou ter que fazer o papel do advogado do diabo. Reparem na observação abaixo do texto. "OBS: Não confundir com a Marcha da Maconha." Pois é! Tem a ver, sim! A "Marcha da Maconha" foi proibida na maioria das cidades onde aconteceria. Juízes acharam que seria apologia ao uso de drogas e tal… Não vou entrar no mérito. Como a marcha da erva foi proibida, os manifestantes resolveram fazer manisfestações em favor da liberdade de expressão. Não acredito que a PM começou a descer o cacete só para quebrar o tédio ou para manter a fama de má. A molecada provoca mesmo. Essa molecada em particular, mais ainda. Eles não estavam com os olhos vermelhos de tanto estudar, isso eu garanto. Depois, sejamos sinceros: Manifestação sem levar porrada da PM não tem graça nenhuma, né? Dona Dôra, não esquenta a cabeça com a molecada, não. Agora eles já têm uma história pra contar para os filhos. E pelamordedeus!, se lhe oferecerem um cigarrinho, a senhora nem pense em fumar, viu?!
O Vampiro de Curitiba

Do Gerald
Depois de perceber que nao pertenco a "nada", a nenhuma tradicao, que nao entendo Hebrew, que me confessei por skype com amigos de todas as cores (nao vejo em preto e branco) e fiquei olhando aquele caixao ali na minha frente……confesso que li esse texto ai em cima e……e……escrevi pra Ana que….que…que…achava ele tao fora do que estamos (pertinentemente) discutindo aqui. Sei la. Devo estar vivendo com desidratacao mesmo olhando o UNIVERSO nos olhos: e ele eh negro! pasmem! Essa questao do racismo me pega, me rasga! Isso acaba comigo caralho! Juro, eu entrego os pontos: nao sei mais o que dizer. Mas sei que eh necessario porque a minha pele eh branca. Putamerda!
GT

da Sandra
Gerald, você sabe o que significa o negro do Universo? É a ausência de cor.
Sandra

Do GT
Lindo isso, mesmo, lindo. Mas poetico, utopico porque aqui na terra ….Nao sei. Nao fui criado dessa maneira. Digo, minha educacao, meus casamentos. Minhas relacoes! Mais uma vez, se eu comecar a contabilizar as pessoas pelas suas cores, vou ter que parar assim como a Alemanha parou em 1939 e mandou parte da minha famiia pro gas! Aprendi desde cedo, subindo a Mangueira como eh o mundo "real"….digamos assim. Real? Ou aqui, nas ruas de NY, nas ruas coloridas de NY ou nas ruas racistas do Tennessee ou nas calcadas molhadas de Londres e em Brixton, em Herne Hill, sul de Londres, passando Brixton, onde a comunidade Jamaicana morava! Sempre me identifiquei mais com eles e porque? PORQUE NAO FACO PARTE DESSE MUNDO!!!!!!
NAO SOU DO MUNDO REAL
SOU DE TEATRO
ME RECUSO A VER
FACO CRER
E ATRAVES DESSE CRER
QUERO MUDAR
E A MUDANCA
E A UNICA ESPERANCA
QUE EH A ULTIMA QUE MORRE (OU QUE DORME)
GT

Do Mau Fonseca
Ontem vi Gerald falando sobre o amor – digo, na TV Cultura, numa reprise do programa Café Filosófico. Enfim, fiquei pensando sobre isso – amor – coisa que é inexistente – mas fazemos de nossas vidas a razão de tudo – o amor. E pelo jeito, já perdemos os trilhos por muito tempo. Não sou fã dos jovens (embora nao seja velho tenho 28) mas pareço um velho (embora minha pele seja ótima e nada de cabelos brancos) mas me sinto um Matusalém (tamanho cansaço que fujo pra Marte). Não quero falar dessas passeatas, nem da falta ou nao de liberdade – so acho que os jovens deveriam ser menos "sociaveis" e passar a ser mais egoistas (consigo-DELES) quem sabe menos muvuca, mais pensamento (mas sem parar ou pausar a vida) porque esse atropelamento sem fim – nao deu resultado. Não dá resultado. Mas, faz parte mesmo da trajetoria, primeiro atropelar e depois contar os mortos. Ia falar outras coisas, mas perdi o rumo (fica pra proxima)
Mau

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21 Comments

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21 responses to “A Marcha da Democracia(?) em João Pessoa

  1. dôra limeira] [João Pessoa

    Nas cidades onde foi proibida a marcha da maconha, foram realizados protestos contra a repressão. Por exemplo, em João Pessoa, cidade de pouca visibilidade porque “fora do eixo”, organizou-se a marcha pela democracia, permitida pelas autoridades, desde que não houvesse menção à palavra “maconha”. Os meios de comunicação divulgaram o evento e muita gente compareceu. O texto que fiz foi inspirado unicamente nas coisas que vi in loco. Nunca fumei maconha, felizmente larguei o cigarro há 4 anos, mas não ligo se A ou B quer fumar seu baseado. Recado para do Vamp: dizer que a “molecada” tinha os olhos vermelhos e não era de estudar, dizer que a “molecada” insulta sem causa é estereotipar demais.
    Dôra Limeira

  2. Valéria] [RJ

    Mas isso ñ quer dizer q sou a favor das cotas; acho q tudo tem mil lados, é complexo! E continuo achando q o texto e a maneira de ‘sanar’ esta calamidade pública na educação é muito superficial, e deixa tudo literalmente à flor da pele.
    E: a quem interessa, no Brasil, um povo com Educação? O analfabetismo, a pobreza, o assistencialismo são ótimos investimentos pros políticos com ‘p’ pra lá de minusculito…
    Gerald, vi tua ópera e quero ver de novo! Gostei mto mas depois falo mais. E aquele touro massacrado são os massacrados do planeta, e às vezes quem faz o derradeiro trabalho sujo, de enfiar o último lance vem do próprio povo… Pisoteando e deixando todos com fome, sem pensamento claro, sem futuro, fica mais fácil entrar na arena com alguém nestas condições,né? É uma covardia, um jogo sem jogo. E os políticos sabem disso, se aproveitam desta fraqueza, um horror. E dá-lhe guerras. Gostei das letras sozinhas e depois se mostrando no conjunto, do som junto com as imagens tb…
    bjim

  3. Valéria] [RJ

    Este assunto da passeata é pertinente sim! Uma passeata pela dita democracia ser pisoteada por cavalos em cima de eqüinos (pra diferençar) ñ é pertinente? Seja da maconha, do aborto, das células-tronco, da eutanásia, o q for, tudo tem q ser discutido e ñ pisoteado. Ou voltamos à ditadura como uma forma de homenagear 1968?
    Agora o q o Paulão disse: conheço casos de pessoas q estão dando de si e são bons alunos em outros cursos sim. Perguntei a alguns profs. Mas tb soube q um amigo meu (eu mesma tinha indicado pra ele tentar o pré-vestibular da UFF) ñ passou pro cursinho pq ele é alto, louro e de olhos azuis! Todo mundo ficou olhando enviesado pra ele. E ele é pobre pobre, paupérrimo, sem dinheiro, sem casa, vivendo de favor qdo ñ consegue trbalho mas queria seguir em frente, apesar de ter tido uma educação básica pra lá de insuficiente. Antes de sair o resultado, ele me disse:ñ vou conseguir, ñ acreditaram q sou pobre, mesmo levando tudo, e a maioria na fila era de negros, né?…
    bjim

  4. Sandra

    Gerald, fale-nos sobre o amor!

  5. (Claudia)] [SP

    Gerald…Lindo o teu comentário…
    Merci!

  6. O Vampiro de Curitiba

    (continuação) Entrar para Universidade não quer dizer nada, Paulão. A vida continua! Você quer que os empresários sejam obrigados a empregar pessoas que entraram na Universidade através de cotas? Pense bem na merda que estão fazendo! Depois vem esse pessoal, esse mesmo que está incentivando as tais cotas, e dirão: “Ah, eu não sabia! A minha intenção não era essa!” Aí, já era! E vem cá: O PT tem cotas para negros para as vagas de deputados? E para Senadores? Paulão, vou lhe dar um conselho: Quando você encontrar esses idiotas que querem fazer demagogia com pessoas da sua cor, use a famosa frase do Olavo de Carvalho: “Vai tomar no cu!” Um racista? “Vai tomar no cu!” Um Gabriel pensador? “Vai tomar no cu!”

  7. O Vampiro de Curitiba

    É, o assunto racismo não termina, né? Paulão, negativo! Nem vem que não tem! Os alemães que chegaram aqui fugindo da guerra (assim como os italianos, japoneses, poloneses, etc…) não tiveram moleza, não! A minha avó não falava português, minha mãe fala alemão fluentemente, mas eu não pude aprender porque existia muito preconceito contra alemães, devido a guerra e tal. Você sabe o que é alguém não poder ensinar a lingua materna a um filho? O que você pensaria, Paulão, se um burguesinho babaca escrevesse uma música chamada “negra burra”? Pois é! Escreveram uma música chamada “loira burra” e todas as rádios tocaram e tocam. O idiota que a escreveu tá toda hora na mídia, pousando de bom moço. Minhas irmãs são loiras, algumas de minhas filhas são loiras. E aí? Ninguém está falando que não existe racismo no Brasil. Só acho que o Estado não deveria estimular o racismo como vem fazendo com as tais cotas. E depois? Quem vai empregar essas pessoas depois de formadas? (Continua…)

  8. Mau

    Ontem vi Gerald falando sobre o amor – digo, na TV Cultura, numa reprise do programa Café Filosófico. Enfim, fiquei pensando sobre isso – amor – coisa que é inexistente – mas fazemos de nossas vidas a razão de tudo – o amor. E pelo jeito, já perdemos os trilhos por muito tempo. Não sou fã dos jovens (embora nao seja velho tenho 28) mas pareço um velho (embora minha pele seja ótima e nada de cabelos brancos) mas me sinto um Matusalém (tamanho cansaço que fujo pra Marte). Não quero falar dessas passeatas, nem da falta ou nao de liberdade – so acho que os jovens deveriam ser menos “sociaveis” e passar a ser mais egoistas (consigo-DELES) quem sabe menos muvuca, mais pensamento (mas sem parar ou pausar a vida) porque esse atropelamento sem fim – nao deu resultado. Não dá resultado. Mas, faz parte mesmo da trajetoria, primeiro atropelar e depois contar os mortos. Ia falar outras coisas, mas perdi o rumo (fica pra proxima)

  9. Ana

    Gerald, lindo o que vc colocou. O mundo real é mesmo muito terrível. A sua recusa em ver me emocionou. Algum ato de rebeldia há de existir!

  10. Sandra

    Nossa… Isso sim foi lindo…

  11. Sandra

    Gerald, você sabe o que significa o negro do Universo? É a ausência de cor.

  12. Ana

    E outra coisa: AONDE NÓS ESTAMOS? NA CHINA? NINGUÉM MAIS PODE FAZER UMA PASSEATA PACÍFICA, COM MÚSICA E CARTAZES DOMÉSTICOS??? Achei isso tão chocante, e tão ANTIGO… Me lembrou MMDC, doi-codi, tropel de cavalos, Getúlio, Jango, Jânio……… e finalmente: os milicos. Eu fiquei, sinceramente, triste. Parece que a gente tá andando prá trás…

  13. Ana

    É isso mesmo, Sandra. E concordo com você. Proíbem a maconha, e o cigarro? Eu estou sofrendo para TENTAR parar de fumar. Não consigo. Vou acabar com uma DPOC (enfizema). OU ficar como o Chico Anysio, andando de cadeira de rodas, para não ter falta de ar. O álcool é liberado, e dá um baita prejuízo à sociedade, justamente pq. é liberado: todo mundo enche a cara, e sai fazendo o que quiser, pq. a bebida coloca as defesas psicológicas abaixo; reduz o sujeito a um palhaço, mas tem tanta grana OFICIAL envolvida, que ninguém abre a boca contra. Eu sempre digo que se o mundo parasse para fumar um baseado ao mesmo tempo, teríamos duas horas de paz no mundo. Isso, claro, se o baseado for classe A.

  14. Sandra

    O que eu soube (posso estar errada), é que, como a Marcha da Maconha foi proibida, várias cidades organizaram a Marcha da Democracia como protesto. Eu sou contra a liberação da maconha, pois só conhecemos seu uso nas rodinhas do bem. O álcool, usado por pessoas que só querem tomar uma cervejinha ou um vinho enquanto batem um papo, não é prejudicial. Mas, largamente difundido, ele é um flagelo. E, depois de liberada uma droga e amplamente difundida na sociedade, não há como proibi-la novamente. Quem seria o deputado que apresentaria um projeto de lei proibindo o álcool? Quem compraria essa briga?

  15. Ana

    Continuar discutindo as cotas raciais só vai nos exaurir. Não vamos chegar a lugar nenhum, pq. precisávamos de um entendimento maior da exclusão que ela gera, e ninguém está afins de perceber isso. Em todo caso, duvido que a medida seja contraposta (conheço o judiciário), então todo mundo que é a favor, pode soltar fogos. Se mais tarde, não fizer efeito, nem as cotas, nem os fogos, a gente começa tudo de novo, até chegar a um consenso.

  16. Ana

    Vamp, o Exmo. Ministro Gilberto Gil que tornar o Santo Daime (ayahuasca) patrimônio nacional (e cultural). Ok, que ela é enteógena, enquanto a maconha é alucinógena (se bem que em tempos áureos, eu nunca vi nenhum ET, gnomo, elfos ou querubim, e ninguém que eu conheça que tenha experimentado viu também, mas tudo bem). Mas aí eu fecho com Chico. O Buarque. A gente devia vender maconha pro mundo todo. O mundo todo usa, e é a nossa. E é a melhor que segue para o mundo todo. Para os usuários tupiniquins sobra xuxu com amoníaco. Se é pra tornar Ayahuasca patrimônio cultural, que legalizem de vez todas as ervas que essa terra produz. E enquanto ele se preocupa com isso, o SESC SP corre o risco de fechar. Por que? Porque o governo acha que não serve pra nada. Vai entender. Vai entender.

  17. Ana

    Gozado, que se fosse no Rio ou em SP, e fosse a Marcha da Maconha, estaríamos todos achando um grande absurdo. Como é em João Pessoa, Paraíba, ninguém dá muita bola. O pessoal do meio literário tem razão: essa história do eixo Rio-SP ter sempre mais atenção já cansou. Ele (o eixo) (elas, as cidades) não é (são) o Brasil inteiro.

  18. Contrera

    que horror. só isso. o horror. o pior é que estamos nos acostumando.

  19. Ana

    Não, Vamp. Eu pesquisei antes. A Marcha da Maconha também aconteceu, mas não foi essa. Procure pelo título do texto sem a interrogação, e verá que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas querem que tenha. E Gerald, como isso não pertinente? Não vínhamos falando em liberdade, defesa, direitos, Cuba, Fidel, juízes negros? O povo marchar pela democracia não é pertinente? Saber que esse povo foi coibido (e coagido) em seus direitos não é pertinente? Ok, sorry, então quem está perdida sou eu. Afinal, sou neta de italiano e não parlo lo idioma. Sou neta de índio e não falo Guarani. Nem Tupi. Me encontro tão perdida qto. todos. E não acho que a questão do racismo tem de pegar a gente pq. somos brancos. Tem de nos pegar pq. somos HUMANOS.

  20. O Vampiro de Curitiba

    Olha, vou ter que fazer o papel do advogado do diabo. Reparem na observação abaixo do texto. “OBS: Não confundir com a Marcha da Maconha.” Pois é! Tem a ver, sim! A “Marcha da Maconha” foi proibida na maioria das cidades onde aconteceria. Juízes acharam que seria apologia ao uso de drogas e tal… Não vou entrar no mérito. Como a marcha da erva foi proibida, os manifestantes resolveram fazer manisfestações em favor da liberdade de expressão. Não acredito que a PM começou a descer o cacete só para quebrar o tédio ou para manter a fama de má. A molecada provoca mesmo. Essa molecada em particular, mais ainda. Eles não estavam com os olhos vermelhos de tanto estudar, isso eu garanto. Depois, sejamos sinceros: Manifestação sem levar porrada da PM não tem graça nenhuma, né? Dona Dôra, não esquenta a cabeça com a molecada, não. Agora eles já têm uma história pra contar para os filhos. E pelamordedeus!, se lhe oferecerem um cigarrinho, a senhora nem pense em fumar, viu?!

  21. Ana

    É esse o papel do estado, independente de cor, raça, credo? É esse o país do Lula que angariou a confiança de milhões de eleitores com seus manifestos que se tornaram um partido? Ainda que isso tudo seja promovido por seus inimigos, esse não é o país que queremos. Isso lembra ditadura militar. E deve ser denunciado por alguém que represente esses jovens. Livre manifestação é um direito popular, desde que não se agrida às instituições. Parece que estamos regredindo. Parece que isso foi ontem. Um ontem do passado, da história, e que não deveria mais se repetir.

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