São Paulo, sábado, 26 de abril de 2008

Zuenir Ventura revê 68 olhando para o presente

"1968 – O Que Fizemos de Nós", jornalista elege raves como emblema da juventude atual

Livro, que sai em caixa com nova edição de best-seller do autor sobre "ano que não terminou", tem entrevistas com Caetano, FHC e Zé Dirceu

LUIZ FERNANDO VIANNA
DA REPORTAGEM LOCAL

Em 1988, Zuenir Ventura publicou "1968 – O Ano que Não Terminou", que já chegou à marca de 400 mil exemplares vendidos. Em 2008, o jornalista lança uma edição revisada de seu best-seller com "1968 – O Que Fizemos de Nós", livro que não pretende ocupar a nova data redonda apenas com mais um balanço do que aconteceu há quatro décadas.
Ao rever o primeiro "1968", Zuenir concebeu um segundo em que buscasse, segundo ele, "continuidades e rupturas" entre a quase mítica "geração de 68" e jovens de hoje.
"Não há hoje "a" geração. Há tribos, galeras, turmas. Por isso, achei que a estrutura não devia ter uma ordem rígida. É mais fragmentada", diz ele, 76, referindo-se à primeira metade do livro, em que faz pequenas reportagens para retratar os tempos atuais e pô-los em contraste com 68 -na segunda, entrevista nomes importantes da época falando de ontem e hoje.
"Quis corrigir um pouco essa má vontade que a gente tem com a nova geração. Também era assim em 68, mas os jovens eram muito agressivos e respondiam: "não confie em ninguém com mais de 30 anos". O João Batista Ferreira, ex-padre que era um dos poucos com mais de 30 em quem os jovens confiavam e que hoje é psicanalista de jovens, diz que há um 68 dentro de 2008 e nos conclama a ter um olhar mais generoso.
Precisamos lavar os olhos e tentar entender o que eles são, o que eles querem", afirma.

Narcisismo
Zuenir foi a campo, então, e procurou entender o culto ao corpo dos dias de hoje, da obsessão pela magreza aos piercings, como mostra o capítulo "Viva o Corpo Brasileiro".
Mas o investimento maior está nas 30 páginas de "Sexo, Drogas e Rave". Ele relata, com doses de humor e espanto, sua ida a uma grande festa embalada a música eletrônica e ecstasy, e elege as raves como emblema da juventude atual.
"Você encontra nesse tipo de festa o que eu chamo de busca meio agônica do paroxismo; ou seja, da vertigem, da voragem, do risco. Ao mesmo tempo em que é uma coisa coletiva, as pessoas ficam muito ensimesmadas, mais preocupadas com elas do que com os outros. Há um narcisismo", diz.
Ele, no entanto, não aponta no livro nenhum dedo condenatório para esses jovens e vê seu comportamento como quase natural, já que os projetos coletivos, especialmente os políticos, não fascinam mais.

Utopia ingênua
Dos desdobramentos positivos de 68, Zuenir Ventura destaca vários no livro, como o maior respeito às preferências sexuais e aos direitos da mulher, e o fortalecimento dos movimentos negro e gay. Na ala negativa, estão a violência ("acreditava-se numa violência edificante, pedagógica, o que dava a você o direito de ser violento, mas não ao outro, e hoje sabemos que toda violência gera violência") e as drogas. "Havia uma certa utopia ingênua ao achar que as drogas poderiam ser um instrumento de abertura das consciências.
Mas essa realidade se mostrou perversa. No fundo, há uma multinacional das drogas que gera mortes. É uma tragédia deste século que herdamos do anterior", diz ele.

Entrevistas
A segunda parte do livro tem sete entrevistas (veja trechos nesta página). Começa com Heloisa Buarque de Hollanda, crítica literária que sediou o Réveillon que abria "O Ano que Não Terminou", e termina com José Dirceu, líder estudantil preso em 68, libertado graças ao seqüestro do embaixador americano em 69 -do qual participaram Franklin Martins e Fernando Gabeira, também entrevistados- e que teve o mandato de deputado federal cassado em 2005 sob suspeita de comandar o mensalão.
César Benjamim, preso por cinco anos durante a ditadura militar e hoje um cientista político dissidente do PT, conta uma história que, embora não inédita, é pouco conhecida: Lula teria jantado e "derrubado três litros de uísque" com Alberico Souza Cruz dias depois do debate com Fernando Collor, no segundo turno da eleição presidencial de 1989. Alberico era satanizado pelos petistas por ter sido o principal responsável pela edição (favorável a Collor) do debate exibido nos telejornais da TV Globo. "Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?", teria dito o hoje presidente da República.
Na entrevista de Caetano Veloso, está, para Zuenir, a frase que resume melhor a possibilidade de um "novo 68": "Para ser [uma coisa] parecida com aquilo, tem de ser muito diferente daquilo". Agora lançados numa caixa, os livros deverão ser vendidos separadamente em breve.


Belo comentario de Ana Carolina Lima
Eu tenho muita vergonha dos meus contemporâneos, e na minha individualidade nem acho que esse é o adjetivo correto, porque eu odeio rave e nunca tomei ecstasy!!
Infelismente esse bando de gente surda e burra é resultado; E nem sabem do quê. Mas é resultado, de homens que lutaram por um ideal de civilização sem civilidade pois não havia outra maneira. Aqueles jovens idealistas tinham como opositores militares que acreditavam estar em uma guerra e não num debate. Só que a dureza daqueles jovens pra enfrentar tal situação os transformou em homens brilhantes mas cansados e desapontados. E o terror que pairava em seus pesadelos não os permitiu relatar com a contundência necessária o ocorrido pra concientizar esta nova juventude. E as novas crianças cresceram 'felizes' e cegas e perdidas. E os papais que se safaram na maioria das vezes preferem não falar sobre o assusnto e esquecer os choques. E essas crianças perdidas como 'Alice' compreenderam que o jogo é se safar, mas…do que???
Somos então filhos de militantes misturados com os filhos de militares, coniventes, ausentes, 'caguetas', ignorantes, intelectuais, enfim, todos igualmente perdidos e assustados.
ACL

da Sandra
E os meus alunos são gente fina pra caramba! Podem exluí-los dessa classificação "geração perdida". Só eu que dou sopapo galáctico neles!!!!
Sandra

Sandra: Se acredito em Deus? Acredito nessa salada mista que essa promenade walk produz aqui em Miami. Acho que deus criou varias Babel (plural please) nessas 114 bilhoes de galaxias> portanto acredito em 114 bilhoes de deuses e 114 bilhoes de Miamis. Nesse momento te escrevo do 34 andar e vejo Cruise Liners e o mar mais azuis e Tel a viv com venezuela e o escracho do mundo se embebedando de Tequila (meio dia agora) e o que sobra da festa rave de ontem……deus> bem……se vier numa forma de pilula talvez, com antioxidadnte sim! Achei muito chato a Hillary provocar o Obama: minha cabeca esta estourando! e meus nervos ja passaram da pele: o livro do Zuenir e LINDO de morrer!
LOVE
G

35 Comments

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35 responses to “

  1. Ana Carolina

    Fabioooo!
    Um beijo grande pra você!
    Não sofra, somos todos uns f….. mesmo! Não existe “gerações”, isso é uma babaquisse, existem pessoas,tipos de pessoas e interesses diversos. Claro que a historia também existe e deixa marcas…mas, enfim.
    Quanto a Vamp; sabichona demais pra mim!
    Beijos

  2. Sandra

    Para quem acha que os MEUS aluninhos são geração perdida. E Vamp, acho você muito legal. “Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização./ Falamos a sua língua mas não entendemos seu sermão./ Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão/ Mas não sorrimos à toa./ Não sorrimos à toa./ Aqui nesse barco ninguém quer a sua orientação./ Não temos perspectiva, mas o vento nos dá a direção./ A vida que vai à deriva é a nossa condução.
    Mas não seguimos à toa./ Não seguimos à toa.” (Arnaldo Antunes)

  3. Sandra

    Fábio, você tem a opção de ser diferente, se quiser. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

  4. fabio] [são paulo

    Ana carolina..! Quis elogiar teu TEXTO, não só pela questão da beleza, mas pela tua CLAREZA e SINCERIDADE..! Acho que você é muito nóva, eu já sou quarentão, e MINHA GERAÇÃO É UM DESASTRE de EGOÍSMO, MAU CARATISMO, CINISMO e por aí vai….! Quando ólho pros MAIS NÓVOS, vejo que são AINDA PIÓRES..!! Mais egoístas, mais CÍNICOS e com UM AGRAVANTE! A INDUSTRIA DÉSSA PORRRRA DE MÍDIA!!(desculpe o palavrão)ELOCUBRANDO A “JUVENTUDE”, TACANDO LENHA NA FOGUEIRA DAS VAIDADES déssa molecada sem NÉXO!Aí vem ÉSSA “BÊSTA” da “vampi” fazer discurso comprado da Reinalda azeveda, dizendo que eles é que tão cértos, que a vida é essa aí, que eles são sinceros pois não querem salvar os outros…!é móle..!!!..ainda bem que você é uma EXCESSÃO, ANA..! ISSO DÁ UM ALÍVIO na gente, de ver gente nóva escrevendo um texto SEM PRETENSÃO e POR ISSO, VERDADEIRO.

  5. Ana Carolina

    Quando disse surda me referia a total falta de comunicação e ao egocentrismo histérico, ou você acredita que quando alguém te diz: Como vai??? realmente está interessado em saber como você está. Se você quiser, ou melhor se EU quiser, te apresento meu pai e minha mãe (Satisfeito?) Ou brilhante pra você quer dizer famoso, aclamado por essa mídia, foto na revista no jornal, no poder público… blá blá, blá, essa palahaçada toda??? heim “Vampiro”.
    Obrigada Fabio! mas…, não pra ser bonito, era só pra tentar expressar como sinto isso tudo.
    Oh Sandra, “graças a Deus” existem exceções, não é??

  6. Ana

    Qto. ao livro do Zuenir, ele esteve conosco lá o b_arco, e contou todo o processo desse livro, uma delícia! Quero ler, quero ler!

  7. Ana

    Mau, fumacê? Você não viu nada. Eu não durmo direito há 7 anos. Primeiro, foi o vizinho do lado. Um dentista. Mas o consultório parece um salão de beleza em dia de noiva… Depois, uma obra, responsável pela perda de um HD, pelo fechamento de uma janela nos fundos do meu escritório, e pelas rachaduras na casa toda. Isso não se faz… É um direito daqueles que trocam o dia pela noite, dormirem até às 10h30, pelo menos. Por causa disso, estou tentando voltar a dormir de noite, e viver de dia. Tá vendo, Vamp! Já tive meus dias de vampira! Ahaha!

  8. Sandra

    Gerald, você não precisaria de um lugar um pouco mais calmo? Rave não é muito pesado para quem precisa descansar?

  9. Contrera

    “acreditem: não acreditem”. vejam o que acabam de falar. de resto: “pensem. não vivam”. ahahah bj contrera

  10. O Vampiro de Curitiba

    O Gabeira é uma exceção à toda imbecilidade que foi a “Geração 68”. O resto são espertalhões que estão todos milhonários cobrando indenizações e vendendo o Estado à companheiros. Continuam os mesmos depois de velhos: Enquanto demonizam o capitalismo se enriquecem às custas dos “oprimidos”. Gente chulé, credo!

  11. O Vampiro de Curitiba

    Ana Carolina, você poderia nos dar um exemplo, um único, de alguém “brilhante” daquela geração? Oras, a geração de hoje é muito mais inteligente, mais ligada, mais esperta que a de 68. Esses imbecís de 68 não são ouvidos pela geração atual não por que esta seja surda, mas por que aquela não tem nada a dizer, “ou não”!

  12. O Vampiro de Curitiba

    Sobre a questão que o Gerald levantou no post abaixo, a resposta é simples: Todos têm o direito de tentar viver onde mais lhe agradar. E todo país tem o direito de permitir ou não a entrada desses estrangeiros. Acho hipocrisia deixar entrar os estrangeiros apenas enquanto faziam o “serviço sujo” e reclamar agora que estão tirando empregos dos nativos. Mas os governos têm todo o direito de serem hipócritas. Eu não tenho esse direito!

  13. O Vampiro de Curitiba

    Já disse aqui que o mundo de hoje é o melhor de todas as épocas, não foi? Pois é! E essa geração atual também é a melhor de toda a humanidade. O mundo, afinal, evolui. Que bom! Essa rapazeada de hoje jamais pediria indenização por erros cometidos por eles mesmos. Ou seja, não aceitaria bolsa-ditadura. Essa garotada quer liberdade de verdade, não trocar uma ditadura militar por uma comunista. Essa moçada, embora ache Caetano uma simpatia, não entra nessa de dizer bobagens que não significam absolutamente nada como essa frase do Caetano. São coerentes e lógicos demais para isso. Podem parecer arrogantes ou egoístas, mas não estão nem aí para esses rótulos. Eles são as gerações anteriores livres de seus respectivos pré-conceitos, valores e ideais. São pessoas livres que amam a liberdade. Não querem esmola de ninguém nem se acham superiores às outras para quererem salvá-las. Não querem domesticar o povo nem lhe sugerir caminhos. Qurem viver sem hipocrisia e sem demagogia. Fora passado!

  14. fabio] [são paulo

    Mau…! Eu já tive vários problemas como o seu, COM VIZINHOS!!!, não tem jeito você TEM QUE IR, LÁ E FALAR DE CARA A CARA COM ELES..!entende??..aí tem várias FASES, ÉSSA “CONVERSA”..!Se você quisér eu vou ter explicando o CAMINHO!..Eu sempre consegui RESOLVER ESSES LANCES COM VIZINHOS QUE NÃO TEM SIMANCÓL, e acham que são donos DA ATMOSFÉRA! Se você quiser, eu te ajudo!

  15. fabio] [são paulo

    Ana Carolina, PARABÉNS, pelo teu TEXTO!!!, já lí umas 3 vezes!!!!!
    e vou lê-lo mais ainda!!!!!Isso que é legal, né GENTÊN…. DO BLÓG DO GÉRALD…!!!Dar o recado de forma CLARA, onde você ENTEEEENDE O QUE ela está dizendo. E NÃO FICÁ DIVAGANDO em explanações que não SABEM PRA ONDE QUEREM IR!!!..e ocupá um PUTA ESPAÇÃO numa tripinha com letrinha…!.então SE TÓQUEM, OK!liguem o DESCONFIÓMETRO, cérto!

  16. fabio] [são paulo

    Gérald…! Eu acho que vai ser difícil você descansar aí nesse “BORDEL “globalizado” a beira de UM ATAQUE de nervos”..!!Acho que você precisa sair deste PAÍS, pra você poder ESQUECER déssa “civilização”. Já que você sempre escreve sobre éla, é melhór agóra você se DISTANCIAR DÉLA.por causa da tua SAÚDE, MESMO!senão ela vai acabar te matando!..isso é o que eu tô sentindo DAQUÍ!

  17. Mau

    Acredite Gerald, deus não existe e Miami ainda é o paraíso se comparado a esse domingo aqui na avenida que moro na zona oeste de SP – precisamente Osasco – minha rua era tranquila, agora de 2 anos pra cá tem um buteco desgraçado, que faz um fumacê (eles chamam isso de churrasco) e tocam as piores musicas possiveis (seria isso a cultura popular e o milagre economico brasileiro) ?? culpa disso é uma vizinha desgrçada que fez um puxado na casa dela e alugou essa porra pra dona do bar – como é q se pode crer num deus ou num objetivo celestial pra nós humanos. Por essas eu me embebedo de doses celestiais de pilulas sedativas – vou nessa nanar.

  18. Sandra

    UAU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Por isso adoro te provocar!!!!

  19. Sandra

    E os meus alunos são gente fina pra caramba! Podem exluí-los dessa classificação “geração perdida”. Só eu que dou sopapo galáctico neles!!!!

  20. Sandra

    Yes, Contrera!!!!!!!!!!!! Virada Cultural em Sampa!

  21. Mau

    Contrera essa vida urbana moderna contemporanea é uma merda nao – eu só fui caminhar no parque com minha pastora alema ver as patinadoras formosas no sol de outono – nada de virada.

  22. O Vampiro de Curitiba

    Bom, ainda matando as saudades de Curitiba, e de uma polaca mais especificamente… Nem lí ainda o texto e nem a segunda parte do post abaixo. Só aparecí para que vocês não morram de saudades do Vamp. Vai ter muito assunto com esses dois post’s do Gerald. Muito mesmo! Por enquanto, apenas digo que o que 68 trouxe de melhor foi o nascimento de um Vampiro, lá em Curitiba. Até mais!

  23. Contrera

    este sábado de virada:
    1) passo ainda de manhã para pegar autógrafo de contardo calligaris. entro na roda viva do dever alheio. o contardo mal dá abertura. os seguranças fazem também a sua parte. impossível sentir-se à vontade. sai ele lá pelas 16h, esgotado, dizendo que foi bom. o que foi bom, sei lá.
    2) assisto “apenas uma vez (once)” e saio embasbacado refletindo naqueles momentos em que deixamos a vida passar pelas mãos. foi isso o que o cara faz: embalado nas carências próprias, esquece o seu redor e a possibilidade de uma nova vida – mas a dois. passa pela vida como que por um sonho, enquanto ela deixa-o embalar em sua própria miopia – sua própria verdade. tudo
    a ver com “Café com leite”, de daniel ribeiro, urso de cristal em berlim, com meu amigo diego torraca. as músicas, lindas. choro – raro – muitas vezes na sala de cinema.
    3) encano com o que não existe para descobrir que o inconsciente me arranja das suas: a necessidade de sair para… aproveitar a virada cultural.

  24. Sandra

    Estava pensando no fato de eu sempre me referir à decada de 70 como uma década cinza. Os automóveis tinham cores berrantes, as roupas eram coloridas… Por que será que essa década pareceu-me terrivelmente cinza? Seriam os jornais, revistas e televisores? Será que era a informação que era cinza? Ou os nossos sonhos?

  25. Antonio Moraes

    Sobre teatro, revi ontem “O Bem Amado”. Tinha visto ano passado no RJ, ficando decepcionado. Afinal, apesar do Diaz ter avisado que era uma produção comercial, é a Cia dos Atores com Nanini. Pus a culpa no texto. Achei-o empoeirado (tinha visto no dia anterior o ótimo “As Centenárias” de Aderbal sobre texto de Newton Moreno), para ser simpático. E o cenário intrusivo e pesado. Mas na revisão o espetáculo se saiu bem. A crítica ao cenário continua. Mas como desta vez fiquei em um lugar excelente, ele não interferiu. O Sálvio Coelho foi injusto. Ah um detalhe, o ingresso custa 50% A MAIS QUE NO RJ. Isto é cafajestagem, !! É verdade que o TCA é superior ao das Artes, mas eu pago o mesmo por um fígado gordo de ave torturada no RJ e em SP. E comer no Antiquárius (matriz e filial) também sai pelo mesmo. Qual o motivo dos ingressos seram mais caros em SP ? Mesmo tendo patrocínio, como neste caso ?

  26. Antonio Moraes

    Contrera, pratico todos os dias. Sobre imigrantes, na empresa para a qual trabalho (da área de TI) existem dois, um peruano e um dominicano. Entre 150 pessoas. E recomendaria a contratação de mais, caso o candidato vá bem na avaliação. O medo de imigrantes se concentra principalmente nas áreas profissionais nas quais não é exigida grande capacitação ou formação superior. E são essas pessoas que tem medo de perder seus empregos subqualificados para ilegais prato cheio para demagogos. “Revoluções” não acabarão com a xenofobia. Ela será eliminada com a globalização, fenônemo durante muito tempo restrito a uma pequena “elite” que, nos últimos 20 anos, atingiu o mundo todo, inicialmente nas finanças e comércio (eliminação das barreiras nacionais a estes produtos) e chegará ao trabalho. A Europa é um exemplo.

  27. Tales

    Ana, acho que pós-maio estamos menos perdidos do que pensam. Aliás, adorei o depoimento do Gabeira. Se não me engano foi ele quem disse que com esta experiência saímos com poucas “certezas”. Isso é bom. Revisitar Maio é necessário e importante se quisermos criar a better world e não cairmos no niilismo chinfrim de um presidente q diz q devemos esquecê-lo. Parafraseando o título do livro, o sonho não acabou e como disse certa vez o poeta: “Nós devemos realizar escrupulosamente os nossos sonhos”.

  28. Mau

    A geração de 68 era a geração perdida – dita por aqueles que eram a geração perdida do Vargas e o Estado Novo – nossos avós e nossos pais. Aí eu fui a geração perdida dos anos 90 – representado por Kurt Cobain e sua melancolia. Agora a nova geração perdida da internet e globalizaçao. Possivelmente, o homem de neanderthal foi a primeira geração perdida. Sempre haverão, perdidos e como diria o escritor – aos perdedores BATATAS.

  29. Contrera

    antonio, meu caro, que jeito empolado de dizer nada!
    abraços
    contrera

  30. Sandra

    BAAAAMMMMM! Onomatopéia da década de 70 explodindo, com seus tons de cinza e seus anos de chumbo. Lembrava hoje aos meus alunos o que foi a Internet chegando: Puxa! Viram no Fantástico? Logo vamos ter a Internet! Dará para conversar com alguém do outro lado do mundo e trocar cartas, fotos,… O que foi a cor chegando aos jornais, à televisão… Comprar livros e música online!… Que sonho! Nasci na década errada! A única vantagem de ter nascido em 65 é que, se fosse diferente, não teria minha família, minha filhota…E quem diria que os jovens de 68 diriam algo tão clássico com: ESSA JUNVENTUDE ESTÁ PERDIDA!

  31. Antonio Moraes] [SP

    Dois ‘posts’ interessantes. Por enquanto: Que bobagem esta coisa de “espirito do tempo/geração”. O homem é o que é à milênios. Mudou um pouco externamente (a pele, sempre negra, 15000 anos atrás, diversificou-se entre 12000 e 8000 anos atrás – vejam artigo do Drázio na fsp de hoje). Cresceu em tamanho – minorias agora são constituídas de milhões de pessoas, e contam-se em termos globais (que massa de consumo, não ?). Uma massa gigantesca possue $$ suficente para sair da subsistência básica, podendo ir a Miami e outros paraísos tropicais, gastá-lo com lhe aprouver. Existindo oferta, sempre existirá que lucre com ela. Quem não se lembra de Tales de Mileto ( 2600 anos atrás) que questionado uma vez por quê não era rico, já que era inteligente, resolveu locar todas as prensas para a produção de óleo de oliva da região em que morava ao preceber que a colheita iria ser boa. Resultado ? Tiveram que pagar o preço que ele impôs para não perderam a produção.

  32. Contrera

    pessoal, desculpem-me, mas, se houve 68, foi em paris e adjacências. aqui, pelo que sei, houve ai-5 e a geração dita de 68 não tem, como um todo, tanto em comum entre si a não ser a oposição a um dragão – a ditadura – que caiu na base do balança mas não cai. a geração atual? não sei. mas sei que não é tão burra quanto dizem nem tão chata. mas, como quase todas, herda da anterior muitos de seus limites e bobagens. não me afasto disso, pois também tenho minha parcela da responsabilidade. quanto ao zuenir, louvável que ele, como é, teime em tentar entender. eu já estaria cansado, regando ou podando meu jardim. bj contrera

  33. Sandra

    Geração 68 é um rótulo onde cabem Franklin Martins e Fernando Gabeira? Não é uma classificação ampla demais?

  34. Gilda] [RIO

    G,excelente sua dica sobre os livros do Zuenir. Semana passada, conversei durante um voo inteiro, de Maceió ao RJ, (passando por SAMPA como sempre…)exatamente sobre 68 e hoje.Um amigo que foi super atuante em 68, e eu pegando o fim dos governos militares, a reabertura do sede na UNE, diretas já, etc e a impáfia da geração atual. E minha opinião é que a politica, e/ou os políticos não geram o menor interesse e CONFIANÇA para q as pessoas se mobilizem. O pais tem muita coisa boa,mas estah em estado de coma,numa UTI de portas fechadas, e nao confiamos nem um pouco na equipe medica q estah la dentro. Por ora eh isso,volto assim que puder.
    beijos

  35. Valéria] [Ro de Dengueiro

    Como AMO Caetano quero sublinhar a sua agudeza: “Para ser [uma coisa] parecida com aquilo, tem de ser muito diferente daquilo”.
    A percepção de q podemos fazer uma curva nesta estrada, mudar o curso da ‘história’, é mta complexa; e ñ temos isso, há um ensimesmamento apesar de se estar mergulhado numa coisa coletiva, como diz o texto do post. O ‘como’ tá muito escondido, desmaiado em nós, robôs sem energia, ou sem percepção, pra canalizá-la de uma forma q dê pra parar este processo de exclusão global, pra tentar ser um outro 68. Este processo mitificante em q estamos, de q assim é pq assim é pra ser aquilo que queremos e estamos conseguindo tá mais furado q o nosso buraco do olho; e nos encolhemos neste conto de fadas de adultos. Isso deixa tudo sem sentido e sem direção. Estamos sem leme e lema pra nos conduzir. Ninguém quer ter riscos. É o certo pelo + certo.E como é difícil fazer uma curva fechada!Bom, como ñ li o livro, mas gostei de onde ele tenta ver, ñ vou dizer mais nada. Inté!

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