doi comentarios que nao cabem mais na tripa de baixo

[Valéria] [Rio de Dengueiro]
Sim, Sandra, que TODOS sejam liberados, eu não penso somente nela,mas nos policiais e nos outros, penso tb nas pessoas q entram pras Farc pq dizem ñ ter opção… Isso tudo é um horror!Caraca, agora COCAÍNA, isso é da pesada, nada espontoso, como vc mesma disse, mas então as Farc vão crescer e ficar mais 40 anos… É, o pessoal tem q estar ligado… Ana, globalizar, ganhar em dólar, euro ou libras, seria ótimo, mas somente se ñ fosse como foi na Argentina, ou só pra alguns como dizem ser em Cuba…etc Vamp, mas se vc ficou só com o boteco-blog, vem beber com a gente, uai! Ih, nem sei como é a expressão q se usa lá em Brasília, ou será: mas qto vou ganhar? Bjim, Valéria

[Carlos]
Zeca de Montreal, você realmetne quer debater se existe merda de cachorro nas calçadas de Paris? Melhor não. Eu passei meu depoimento, você passou o seu. Está bom assim. De fato numa época onde Chirac era "de esquerda", ter Sarkozy ou o sujo Jean Marie LE PEN não faz maior diferença. Talvez eles estejam arrependidos com o Sarkozy agora que ele casou com uma modelo, faz o estilo playboy, etc. As velhinhas que não saem dos seus aparmentos com seus gatinhos e apodrecem lá dentro quando bate o calor (canicule de 2003, centenas de mortos achados semanas sem que vizinho algum nem fosse ver), devem estar se contorcendo e implorando por Le Pen agora…Aliás, 2003 foi um ano emblemático com a onde de calor. Revelou o que é a sociedade francesa centrada dentro de sua bolha e pouco se lixando nem com o vizinho, muito menos com todo o RESTO, como você bem disse.

da Sandra
Valéria, acho que falta de opção é uma justificativa complicada, que inclui desde falta de opção mesmo até comodismo. Uma vez, uma mãe, justificando porque deixava o filho de 4 anos fazendo malabarismo na rua de madrugada, disse: Estou desempregada há mais de um ano, ele ganha R$3.000,00 por mês fazendo isso (até eu me espantei), mas assim que eu acabar a reforma de minha casa, ACHO que vou deixar ele parar.
Sandra

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15 responses to “doi comentarios que nao cabem mais na tripa de baixo

  1. Carlos] [nao sei mais

    Sandra: é justamente aí que eu queria chegar. A responsabilidade dos governos ou a irresponsabilidade deles. A “colaboração” das classes altas é absolutamente necessária. Mas um dos gravíssimos problemas no Brasil é que a grana que se perde em corrupção, a grana que é desviada do seu destino “teórico” causa buracos enormes. Quando eu era pivete a questão da seca do Nordeste era discutida dia após dia. Só o que se sabia era que a maior parte da grana destinada pra socorrer as pessoas nunca chegava. Isso ainda acontece. Eu pergunto: sabemos o que é feito com o dinheiro??Participamos desse processo?Não, e creio que nem há como. E voltando ao tópico anterior que todos sabemos: Democracia não é apenas votar e dar um cheque em branco pros caras. Não há democracia com os índices sociais que o Brasil tem. E é fácil identificar que a questão da Educação é uma questão de toda a sociedade, todas as classes e todo um sistema de mal uso e desvio de verbas que continua a detonar o país.

  2. Sandra

    Carlos, concordo em termos. Toda vez que se aumenta impostos nesse país para ajudar a educação, a educação não vê nem sombra deles, e eu, com o imposto descontado na fonte, sustento lixeiras de 1000 reais.

  3. Carlos] [nao sei mais

    Sandra: eu acho que são pouquíssimas as mulheres que reclamam das lutas de emancipação feminina. E as que o fazem é porque são fracas demais. A coisa é mais complexa, são movimentos sociais que atravessam séculos. Sobre o cientista: no Brasil, é mais do que hora de testarmos a democracia então. Nunca vi democracia com voto obrigatório. E democracia num país que não privilegia a educação é manipulação das massas. Eu acho que os ricos deveriam pagar mais imposto e a grana ser toda direcionada pra educação. O que tem de escravo no Brasil trabalhando por migalhas sem nem poder colocar o filho na escola enquanto o patrão ganha rios de dinheiro…Isso é democracia???

  4. Sandra

    Carlos, o papel do cientista é desconfiar de QUALQUER teoria, e testá-la sempre, e sempre ter em mente que amanhã ela poderá cair. E eu não escolho o TOTAL individualismo, a menos que a opção seja a TOTAL perda da liberdade. Mas cada um é que sabe dos seus valores e dos seus limites. Não aceito que alguém que opte pela perda da liberdade queira impor isso a todos. Por exemplo, muitas jovens reclamam que, se as gerações anteriores não tivessem lutado pela emancipação feminina, suas vidas seriam mais fáceis. Azar o delas. Quero meu trabalho, meu estudo e o meu direito ao voto. Outros defendem um regime mais autoritário. Azar o deles, também. Eu quero democracia.

  5. Carlos] [nao sei mais

    Sandra: não uso a palavra/conceito de pecado portanto não sei como responder a essa questão. Prefiro usar conceitos da realidade que não venham necessariamente de dogmas religiosos.
    Você toma o conceito do EU como algo unicamente positivo e maniqueísta: ou EU, ou nada. Muitos filósofos acham que cometendo suicídio eles desafiam a Natureza. EU desafio a Natureza cessando minha vida. Da mesma forma, as velhinhas escolhem fechar as portas pro mundo. Prefiro o jogo de dados mesmo. Quantos filósofos estariam agora varrendo as ruas sujas de São Paulo caso o acaso os tivesse colocado lá. Eles não controlam coisa alguma, até nisso se iludem. E as velhinhas torradas, talvez o acaso as tornou assim, incapazes de durante uma vida toda cativarem outras pessoas, que sejam dois ou três. Isso não é o EU. Isso é a falência do EU.

  6. Sandra

    Ou então, Carlos, a que pecados deveríamos renunciar para não morrermos sozinhos trancados num apartamento? Pois, se eu tiver que renunciar ao meu EU, prefiro pagar o preço.

  7. Sandra

    Carlos, acho que os dois extremos nesse caso seriam: o interiorzão de 20 anos atrás, onde todo mundo sabia da vida de todo o mundo, mas todo o mundo se ajudava, e a megalópole, onde ninguém se mete na vida de ninguém, mas onde as pessoas vivem uma grande solidão. Acho que o que aconteceu na França poderia muito bem acontecer em qualquer cidade grande. Até em São Paulo.

  8. Carlos] [nao sei mais

    Sandra, a resposta pra sua questão sobre as velhinhas vem de duas formas: a primeira é que o que eu escrevi aqui não é uma opinião, não é frase da semana, não é groselha no blog, é um fato: a sociedade francesa convocou uma auto-análise pelos acontecimentos de 2003, com essas pessoas sendo encontradas em seus aptos depois de semanas. Segundo, sugiro a leitura das linhas iniciais do Ensaio sobre a burguesia do livro Notas de Inverno do Dostoevsky…Resumindo (e ele cita a sociedade ocidental e o francês, especificamente): o “EU” acima de tudo. Mas é a tal coisa, né. Na hora de tirar proveito das invasões e gozar a vida é OBA!!!! Depois é “direito à privacidade” ficar trancadinho no apto.

  9. Sandra

    Valéria, demais!!!

  10. Valéria] [Rio de Dengueiro até em 2009

    É, Sandra,sei q mts ‘criam’ filhos pra ganhar dinheiro a partir deles, uns alugam, outros… e por aí vai; mas a opção da qual estava falando era a da imposição das próprias Farcs, tb; impõem q trabalhem na colheita da droga etc. Este assunto me deprime, nem quero falar mais.
    E gente, acho q o Vamp deu uma sacudida em Brasília e ajudou os estudantes a finalmente convecer o Mulholland a deixar a Reitoria! Espero q isso dê em alguma coisa e ñ vá parar na lixeira de R$859, né? Deu foi sangue lá pros estudantes ah ha! Imagine tirar dinheiro de pesquisas e usar em benefício próprio! E Educação é que salva… Como a Arte, como escreveu um dia o J. Castello, a arte ñ veio pra educar e sim pra deseducar, pra ñ ser carneirinho carneirão… Q a Educação faça pensar e agir tb, q deseduque e jogue a sujeira não no lixo, mas na cadeia sem direito a lugar privilegiado, pq quem estudou tem q saber o q faz! Privilégio pra quem sabe o q é errado? Perdoem, eles sabem o q fazem! Argh.
    bjim

  11. Sandra

    Pensando bem, várias coisas estão entre dois limites extremos. No caso das velhinhas francesas, por exemplo, qual seria o ponto ótimo entre o direito à privacidade e a solidão? Ou, como no caso das escolas inglesas, qual é o ponto médio entre não superproteger seu filho ou deixar que ele se defenda sozinho de tamanha crueldade?

  12. Sandra

    Valéria, acho que falta de opção é uma justificativa complicada, que inclui desde falta de opção mesmo até comodismo. Uma vez, uma mãe, justificando porque deixava o filho de 4 anos fazendo malabarismo na rua de madrugada, disse: Estou desempregada há mais de um ano, ele ganha R$3.000,00 por mês fazendo isso (até eu me espantei), mas assim que eu acabar a reforma de minha casa, ACHO que vou deixar ele parar.

  13. Mau

    Por tudo tenho adotado a tática da alienação jornalistica. Não leio jornais (exceto os HQ´s e cartuns), nem presto atenção por demais nos Telejornais, nem revistas semanais, nem blogs jornalisticos; fui ver uns doc´s no Festival – é tudo verdade – mas confesso que teve hora que bocejei – a realidade anda uma chatice – e tenho insonia brava – acho q preciso trocar de quarto ou mudar a decoração – quem sabe ler jornal pra dormir.

  14. Sandra

    Ingrid selou o destino das FARC, como Aldo Moro selou o das Brigadas Vermelhas. Só espero que não termine como ele.

  15. Sandra

    Valéria, não sei… Acho que as FARC não vivem mais 40 anos. Diferentemente das facções criminosas tradicionais, elas têm a fama de ser do bem, e, devido a isso, fica mais difícil lutar contra elas. Por outro lado, elas acabam se essa fama acabar, e é isso o que está acontecendo.

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