DIALOGO – REFENS – PROPOSITOS, banalizacao do mal/guerras/invasoes/debates e pacifismo/solucao

da Sandra (original)
Meu pai, que era português, foi mandado pela família para o Brasil com 14 anos, porque senão iria morrer em Angola, como muitos dos seus amigos, sem nem saber porquê, ele que foi bóia-fria desde os 9 anos. Tenho uma amiga carioca que teve a mãe morta na sua frente, numa guerra entre facções. Por ter reagido (com as mãos limpas), levou um tiro que quase paralisou suas pernas, e teve que vir para São Paulo, expulsa de casa, sozinha, uma menina de 12 anos. Vivemos uma guerra civil, e abstraímos completamente. E falamos da guerra em termos técnicos. Deve ser porque dói muito.
Sandra

do Vamp
[O Vampiro de Curitiba]
Fico imaginando o que se passa na cabeça de certas pessoas. Uns me acusaram de fazer a banalização da guerra. Me digam: O que fazer, por exemplo, só para citar o testemunho do Gerald, frente ao nazismo? Eu não consigo dormir sabendo que tem pessoas acorrentadas há mais de 8 anos na selva colombiana e ninguém faz nada por que é politicamente incorreto agredir um país, mesmo que o próprio país peça ajuda dos demais países para lutar contra o narco-terrorismo. É muito fácil ignorar o que se passa na Colômbia, no Afeganistão, em toda a África, no Tibete e ficar falando abobrinhas de um mundo de paz. Isso é egoísmo puro. É fácil morar em New York e defender a paz. Queria ver se morassem naqueles países que citei, se pensaríam da mesma forma. Pacifismo é uma coisa, egoísmo é outra bem diferente
Engraçado, aqueles que se dizem porta-vozes da paz são exatamente os mais raivosos. O Carlos, por exemplo, é muitíssimo pacífico, desde que se concorde com ele. Olhem aqui: Nâo estou pretendendo que ninguém concorde comigo, mas não abro mão da minha liberdade de expressão. Tenham certeza que eu prefiriria um mundo sem Nazismo, sem terroristas, mas não é assim. Não serei um belo adormecido, como disse sabiamente a Marina Salomon. A "provocação" que fiz foi com relação às mulheres na citação de Nietzsche, que,óbvio, também estava sendo irônico. Com relação às guerras, não retiro nem uma sílaba. A paz é apenas um período entre-guerras. Não porque eu queira ou não, porque é assim desde sempre e assim será.
Vampiro de Curitiba (a respeito do Carlos no post abaixo desse)

e…do meio do Sonho de uma noite se Verao…
[fabio] [são paulo]
(que nem o hino do TIMÃO)….!!!!!CAAARLÃÃÃÃÃÃO,CAAARLÃÃÃÃÃO, CAARLÃÃÃÃÃÃO, CAAARLÃÃÃÃO!!!!!É isso aí Carlão!!!E dá NA "VAMPIRA",AHAHAHAHAHAHA..! TOMÔ, "VAMPI/PAPA", GOSTÔ..???PODIA DORMÍ SEM ÉSSA!!TÔ FALANDO QUE O CARLÃO É O CARA!!"vampi/papa", CÓRRE LÁ PRO CÓLINHO do "tio Rei" córre!vai pedí ajuda pro GOOBELs, VAI, ahahahahahahaaha!! GOSTEI, BEM FEITO, LEVÔ A SUA, AHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!!! Que bom, comecei a SEXTA FEIRA COM O PÉ DIREITO, GRAÇAS AO CAAARLAÃÃÃÃÃO!!!!!!!!!!!VALEU CARLOS-US!!!!

do Mau Fonseca
[Mau]
Vamp, a gente falar de guerra no aconchego de nossos lares, de frente pro PC, tomando chá, café, comendo trufa de licor com cereja ou pipoca de microndas é fácil – facil demais. Abraços a vc, um beijinho no rosto pra sua polaca, e abs a todos ūüėČ

do El Padre (resposta do Carlos pro Vamp)
Mas o Iraque???? Por favor, leia a respeito, já te pedi isso mil vezes. Eu já não era pra estar escrevendo isso porque como disse: encheu o saco. Essa tua retórica está se desmoronando dia após dia. Você totalmente ignora que os EUA já deram tapinhas nas costas de Saddam, que Bin Laden recebia armamentos dos EUA…Apenas entenda que é mais nojento do que você imagina. Então não repita que a guerra do Iraque ocorre PRA NOSSA LIBERDADE. Isso é um ERRO GROSSEIRO de interpretação. PS. UOL CONTINUA COM SUA ESTRATÉGIA DE ENGANAR OS PATROCINADORES.
Vampiro: se você cobra mais maturidade das minhas mensagens, releia o que você escreveu. Esse seu pensamento sobre o Sarkozy invadindo a Colombia, por exemplo. O Mau respondeu à sua citação de Homero: você fala em Homero em 2008?? Ou você começa a pensar no que fala, ou vai ficar cada vez mais complicado. Eu nunca disse que a guerra contra a Al Qaeda é ilegal, por exemplo. Os EUA foram atacados (pelos terroristinhas que eles mesmos treinaram, mas isso é um detalhezinho, né?), então revidaram. (cont)
Carlos(US)


AQUI ESTA UMA COISA INTERESSANTE: O CINEASTA HUGH HUDSON (CARRUAGENS DE FOGO, "REVOLUTION' COM AL PACINO E INUMEROS OUTROS FILMES, EH UM DOS MEUS MELHORES AMIGOS – esta aqui do meu lado e digitou isso)

here is ORWELL on adolf hitler . He is writing in january 1945

…." as a politician Hitler had three great assets. One was his complete lack of pity, affection or human ties of any kind . Another was his bottomless belief in himself and contempt for everyone else. And the third was his powerful and impressive voice, which within a few minutes could make any audience forget his Charlie Chaplin-like appearance. "

…"The First world war was Hitler's great opportunity. He loved evry moment of it, and it appears to be true, though it has often been denied, that he served with distinction and was decorated for bravery. He says himself that he wept when the war stopped., and from then onwards to restore the atmosphere of war was his main aim . "


Daqui a pouco escrevo um pouco sobre a banalização do mal, se Hannah Arendt (sobre o julgamento de Eichman)

Mau: sim, falamos de guerra em tempo de paz, ja que ela, a guerra, esta por toda parte. Ela eh como um cancer: um dia vc esta saudavel, dia seguinte vc descobre que esta com alguma coisa. Entao, do "Daily Reality Check" nao faz mal nenhum. Ao contrario. Seriamos cegos ou Hermetos Pascoais se ficassemos calados ou vc acha que em 1930 alguem poderia imaginar o que estaria acontecendo em 1940 na Alemanha, Polonia, etc?????

Daqui a pouco, mais.

LOVE
Gerald


reposta do Vampiro (mandadas po email)
Frase da Semana
Sei não… Os homens-bomba do blog estão querendo atacar até o pessoal do UOL, he, he… Melhor acalmar os ânimos, né? Querem a 'Frase da Semana'?
A tão esperada, propalada e polêmica 'Frase da Semana' finalmente virá à luz. É da Valéria, aquela do Rio de Dengueiro: '…eles fizeram tudo aquilo comigo e eu q sou internada?' Ela está no post do Karl Kraus e foi tirada de uma conversa da Valéria com o Carlos sobre o espaço (inexistente) devido aos loucos.
Não deveria, mas como sou 'democrático' (tsc, tsc…) vou me justificar: Escolhí esta frase, primeiro por que (sim, separado) ela me emocionou muito: Coloquem-se no lugar da pessoa que a pronunciou! Por ela ser diferente dos 'normais' precisaria ser internada? Ou seja: Não existe espaço para os 'não normais' em nossa sociedade? Eles tem de ser separados do convívio com outros humanos? Que porra de liberdade é essa? É uma frase muito mais profunda em seu conteúdo do que aparenta: Fala de liberdade, de diferenças, de quem julga quem é ou não normal, etc… Segundo motivo: Eu quis fazer 'uma moral' com a Valéria, pela sua simpatia. Aí vem um cretino: 'Ah, Vamp, assim não vale! Temos os mesmos direitos! Não somos todos iguais?' Respondo: Não, cretino, não somos coisíssima nenhuma iguais! Éramos iguais perante Deus, como Deus está morto, somos, sim!, diferentes. Graças a Deus!
Vampiro de Curitiba

[Ana]
Caros, peguei o bonde andando, mas dei um pulo e estou no vagão. Somos iguais-diferentes. Ponto pacífico. Ou quase iguais, por sermos semelhantes em aparência, mesmo assim, não somos. Ninguém é totalmente pacífico. Outro ponto oceânico. Mas somos pacifistas. Eu pelo menos sou. Sou contra a guerra, porque é muito fácil tender para a porrada, quando há discordância. Infinamente mais fácil. Conter o outro e suas vontades pela força. Demarcar territórios com canhões, e não com hormônios, como fazem nossos primos que andam de quatro. Aliás, os hormônios só nos regem; sequer servem para demarcar o que é nosso e o que não é, porque ninguém é de ninguém (outro problema). E como ninguém é de ninguém, terra alguma é de alguém, e achamos que sim, assinamos tudo em papel timbrado. (Ct.)
E quando não há concordância, assassinamos tudo; até o papel timbrado. Nós, seres humanos, não temos palavras, porque temos muitas. Temos idéias a torto e direito, mudamos os conceitos todos os dias, mudamos de time, de lado, de ponto de vista, mas isso se faz a custa de algo que foi inventado no caminho para substituir o poder do notório – na visão de Foucault-; nós mudamos muito mais por dinheiro e poder, do que realmente por compreender todas as arestas dessa mesa redonda. O ser humano conseguiu passar por Freud, e voltar a rituais xamânicos. O ser humano não passa de uma roda, que gira, gira, gira, em falso. Ninguém sabe a verdade, e talvez não se queira realmente saber. Ou pelo desespero de nunca saber, se finge que não se quer. Vendo de fora, quando se está dentro, é tão fácil ver saídas. Mas lidamos com o bicho-homem, com o bicho que mora dentro do homem, e esse bicho é imprevisível. Lidar com isso é que são elas.

[Ana]
Ô, Vamp. Que papo é esse da guerra do Iraque ser o preço da liberdade de todos nós??? Quando se viu um cara sair de lá e tentar orientalizar o ocidente??? Não me diga que você acredita no september eleven? Eu não acredito. Aquilo foi MONTADO. E pode me chamar de visionária. Eu já estou acostumada. Aquilo foi a farsa mais MAL PREGADA da história. Pensa (pensem) bem: os caras tentam acertar 5 aviões em pontos estratégicos dos EUA, não conseguem e param??? Quer dizer, o atque era – sob hipótese – só aquilo? Ninguém por terra, nenhum míssel? Ah, sinceramente, tem hora que dá dó do ser humano. Tão crente, tão crente. Descrê de Deus e crê no homem. No caso, em vários homens, representados por um, que sozinho não consegue vender nem a mãe. Faça(m)-me o favor…

Duas do Vamp
[O Vampiro de Curitiba]
Carlos e Ana, eu não queria mais falar sobre isso, até havia mudado de assunto. Isso não é brincadeira, gente! Não cabe aqui falar de King Kong, de cebolinha, de não sei o quê. O fato de terem sido os EUA que armaram o Iraque, é só mais um motivo para a Invasão. Pelo menos estão corrigindo um erro do passado. (não foi erro, aquela época era importante vencer o Irã) Você, Carlos, sabe por que eu quero que seja a França que invada a Colômbia e não o Brasil? Quando você falar novamente em "Império", lembre de "bolivarismo", de mundo "Islâmico". Em Cuba já estão prometendo permitir as pessoas usarem celular, Carlos! Sei lá… vocês me chocam… Somos, realmente, muito diferentes. Você, Ana? Putz…

[O Vampiro de Curitiba]
Ana, creio, sim!, no homem, por isso mesmo não creio em deuses. O que você quer dizer com "SÓ aquilo"? 5.000 mortos? 15.000? Acha pouco? E sou eu quem banalizo a violência? Não quero crer no que lí! Principalmente vindo de você. Os ataques ao mundo livre foram inventados, é? Putz… é muita teoria da conspiração! O Holocausato também não existiu? Ana, Ana… Bom…agora nem sei mais o que dizer… apenas digo que você me surpreendeu… Fica bem, tá? Beijo!

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35 responses to “DIALOGO – REFENS – PROPOSITOS, banalizacao do mal/guerras/invasoes/debates e pacifismo/solucao

  1. Ana

    Fab√≠o, voc√ę m√ę d√° arrep√≠os. Tome seu prozac, meu caro. Misture com a sua “nevralgina”, e com as inas todas que voc√™ quiser. Na buena. Quem n√£o tem c√£o, ca√ßa com gato. Sempre foi assim… E eu sou louca de perder meu tempo contigo? Nem a pau. Gerald, guarde-o. Vai doer √† toa.

  2. fabio] [s√£o paulo

    ANA..! Se eu soub√©sse que √©ra voc√™ que tinha posto o desenho e fosse DAR √ČSSA “RESP√ďSTA”…!!!!JUUUURO que eu N√ÉO TERIA PERGUNTADO.Acho que vou TOMAR UM PROSAC, com CORISTINA e NEVRALGINA..!!! Voc√™ conseguiu PIORAR MINHA DOR DE CABE√áA! PEEELAMOOOOORDE-DEUS!!!!( o Gerald, BATE O PAU NA MESA A√ć, MEU, manda esse POVO D√Ā UM TEMPO!)

  3. Ana

    E quando digo “meu mundo” isso √© t√£o vari√°vel, e ao mesmo tempo t√£o particular, que me assusto com as possibilidades de mundos ideais que temos √† disposi√ß√£o. Estamos pr√≥ximos ao dia da solid√£o. Ao dia de nos enfrentarmos e saber-mo-nos nossso √ļnicos inimigos, e nossos √ļnicos amigos.

  4. Ana

    O desenho √© do Saul Steinberg, F√°bio. Fui eu que coloquei a√≠. Mas n√£o acho que case com o assunto. √Č que √© o homem desenhado por ele mesmo, numa alus√£o – minha, claro – de que podemos “nos desenhar” como quisermos. E se seguir o bom senso √© – tamb√©m – um ato fundamentalista, que seja. O bom senso existe como medida. Do tempo, do cheio, do vazio, da vida. N√£o d√° pra acreditar em revolu√ß√£o por guerra. N√£o d√° pra acreditar na guerra. Isso √© uma tradi√ß√£o arcaica. Achar que s√≥ existe movimento no contra, na luta; que s√≥ se consegue chegar a um suprassumo atrav√©s de embate, ganho, e poder. Perda seria o oposto. Paz seria o oposto. Di√°logo seria o oposto. Eu j√° penso num computador que transcreva o que eu penso. Porque eu penso r√°pido demais. E como eu, milh√Ķes. Outrem pode pensar num computador que d√™ fama imediata, riqueza imediata, poder imediato. Eu n√£o vejo gra√ßa. Porque meu mundo n√£o √© deles. Se fosse, eu veria. (Ct.)

  5. Ana

    Sei l√°. Andei pensando. E o problema do mundo √© quando voc√™ diz, voc√™ pode at√© dizer, n√£o tenho nada com isso. Quando voc√™ diz isso, voc√™ j√° tem algo a ver com isso. Que coisinha mais bem engendrada… Quem foi o esperto?

  6. fabio] [s√£o paulo

    Bom, PELO MENOS VOC√ä COLOCOU ESSE DESENHO, BEM LEGAL..!!!!! √Č SEU G√ČRALD???? AAADOOOOREI, CARA!!!!o BASTA/PASTA e o DESENHO at√© agora s√£o os MELHORES.

  7. fabio] [s√£o paulo

    A√≠, t√ī at√© com DOR DE CABE√áA!!!!!VOU FAZER UMA PERGUNTA?
    Quem ASSISTIU um filme dos anos 60, chamado ..” DESCALSOS NO PARQUE”..???????√ą com a Jane Fonda, n√≥vinha e com o Robert Redf√≥rd, tamb√©m novinho. Eu √©ra moleque em birigui e assisti num domingo a noite, naquela √©poca eu n√£o achei gra√ßa, mas rev√≠ ag√≥ra na tv CULT, e √© UM SARRO O FILME, √Č MUITO LEGAL. QUEM J√Ā VIU LEVANTA A M√ÉO???!(esse papo de gu√©rra t√° um p√≥rre, hein!)

  8. Ana

    Vamp, a frase da semana eu até endosso. Digo, endosso a Valéria. Sandra, as baratas nunca morrem. Só com chineladas e inseticidas. E nenhum cientista parou pra se perguntar como elas podem sobreviver por milhares de anos. Ou se parou, não foi noticiado. Mau: já que somos inconstantes, pra que guerra? Sei lá, gente, guerra remete a dor, e dor não é boa coisa. Aliás, minha briga básica com a Criação é por causa da dor. Não justifica. Não justifica. Não justifica.

  9. Sandra

    Ana, o universo √© cheio de incertezas e assimetrias. Einsten indignou-se com as primeiras, Kepler com as segundas. Somos n√≥s que queremos o certo, o reto, o sim√©trico, o perfeito. E achamos que sabemos muito bem o que √© o perfeito. Os nazistas achavam que perfeito era ser ariano, n√£o usar √≥culos ou muletas. Por que? Quem disse que isso √© ser perfeito? Quem disse que existe o perfeito? Talvez, perfeitas sejam as baratas…

  10. Mau

    Eu acho que não há melhor jeito pra se viver. Vivemos numa guerra civil nas cidades, é verdade, mas ainda sim, é diferente de Iraque, e Oriente Médio. A guerra é um estado do ser humano Рtanto que os gregos fizeram Ares o Deus da Guerra. Mas ainda assim, seria preferivel viver com menos guerras. DE QUALQUER FORMA РESTAREMOS SEMPRE INCONSTANTES, NA PAZ OU NA GUERRA.

  11. O Vampiro de Curitiba

    ANA: T√°, mas n√£o daria para voc√™ discordar de mim sobre outro assunto? A frase da semana, sei l√°…

  12. Ana

    Vamp, não finaliza não. A gente tá aqui pra isso: também discordar. Se todos concordarem o mundo perde a graça, vai todo mundo celebrar a vida, e as guerras não farão mais sentido. Não é?

  13. Ana

    Nossa, Sandra, eu n√£o sabia disso! Gozado… as elipses s√£o t√£o mais suaves e belas que o c√≠rculo… D√£o a sensa√ß√£o de flexibilidade, adaptabilidade, e o s√£o, no sentido dos an√©is, se pensarmos na acelera√ß√£o centr√≠peta. T√° vendo? O homem se indigna quando encontra algo que se adapta √† natureza. O homem √© dapt√°vel natureza, e inadapt√°vel por excel√™ncia. Tanto que fez, fez, fez, e fez um mundo que o confortasse. Afinal, a chuva √© linda, mas incomoda. O frio incomoda. Mas e o pre√ßo disso tudo? √Äs vezes me pergunto se t√° valendo, no momento, tanta tecnologia, diante de tanta disparidade de objetivos, ou ideias, ou vontades. O ser humano √© um tipo maluqu√≠ssimo…

  14. Ana

    Ok, partamos do pressuposto que existam mesmo milhares de mu√ßulmamos cheios de bombas em torno de si mesmos andando calmamente pelas ruas dos estados todos dos EUA, prontos para detonarem com a Am√©rica quando Al√° mandar. Ok, e por qual motivo eles estariam ali, e n√£o em CASA? Enquanto, a gente discute, o mundo ganha dinheiro com o motivo da nossa discuss√£o. √Č direito seu achar que a guerra do Iraque vale a minha, a sua, a nossa, liberdade. √Č direito meu lembrar a mim, a voc√™, a n√≥s, que nascemos livres, e nos escravizamos. S√≥ quero os motivos. Sexuais? Temperamentais? Quem √© que sabe? Quem √© que pode dizer por que (separado, idem) o ser humano tem esse costume desde sempre? Parece coisa programada, n√©? Plataformas e plataformas de c√≥digos-fonte dizendo a cada um o que fazer. Porque beb√™s, Vamp, n√£o escravizam. Aprendem com os pais.

  15. O Vampiro de Curitiba

    Finalizo esse assunto com esse coment√°rio, Ana: N√£o foram cinco pessoas. Existem milhares de mu√ßulmanos prontos a se explodirem em nome de Alah dentro dos EUA, da Europa. Isso responde a seu principal argumento, o de que ningu√©m quer “orientalizar” o ocidente. √Č um prazer dialogar com voc√™, Ana, mas pra mim j√° deu, t√°?

  16. Sandra

    Lembrei-me de Kepler. Ele achava que as órbitas dos planetas eram definidas através de sólidos perfeitos. Quando descobriu que eram elípticas, indignou-se: Deus não poderia ter feito aquilo! Elipses? Que coisa grosseira! Mas acho que Deus gosta de curvas, até das elipses, e dos apaixonados, dos cartesianos, dos fracos, dos fortes (será que ele nos separa em fortes e fracos?), dos religiosos, dos ateus e também das baratas.

  17. Ana

    Acabei de encontrar o meu “s√≥ aquilo”. Mas me diga, se voc√™ quer invadir um pa√≠s, voc√™ entra com cinco caras apenas? Foi isso que eu quis dizer. Eu n√£o me referia aos mortos no atentado. O atentado foi armado. Eu n√£o acredito de forma alguma que “aquilo” tenha sido como dizem que foi. √Č um direito meu pensar dessa forma. Porque basta fu√ßar na hist√≥ria, pra ver com o homem a “escreve” atrav√©s de centenas de anos. Tudo arquitetado. E sempre com interesses de poucos por tr√°s.

  18. Ana

    Os EUA s√≥ n√£o lucraram com essa invas√£o, pq. a globaliza√ß√£o j√° estava a√≠, na cara. Deu prej√ļ. Bem feito. Enquanto perderam tempo com isso, a China foi se fortalecendo com todos os restos de tudo: comunismo (trabalho for√ßado de gra√ßa) capitalismo (entrada nos mercados estrangeiros) tradi√ß√£o. Pronto. Foi o que bastou. Fosse os anos 90, e os EUA teriam lucrado horrores. Ora, n√£o se d√™ por vencido. Minhas an√°lises s√£o d√©beis perto de analistas que eu conhe√ßo. Desistir agora seria deixar tudo pra hist√≥ria resolver, e ela resolve a conteto da √©poca. Outra sacanagem.

  19. Ana

    Vamp, seja honesto e retire o “S√≥”. Voc√™ est√° parecendo assessor de imprensa de pol√≠tico. N√£o distor√ßa. Assim n√£o vale. A √ļltima palavra do t√≠tulo do post desse blog fala em solu√ß√£o. Sem entendimento n√£o tem solu√ß√£o. Eu n√£o acho que aquilo foi inventado. Eu acho que foi mon-ta-do, o que √© bem diferente. Mas n√£o adianta. Tem gente que precisa do sistema INTEIRO para acreditar no sistema. N√£o force a sua barra. O mundo √© essa bosta mesmo. Se mata desde sempre. Se busca poder desde sempre. Motivos. Eu quero motivos. Que o homem √© completamente louco eu j√° sei. Eu quero os motivos da loucura. Beijos

  20. O Vampiro de Curitiba

    Petr√≥leo, Ana? Voc√™ acredita realmente que os EUA tiveram algum lucro com esta invas√£o? Ai, ai… eu quero acreditar no homem, preciso acreditar! Mas lendo todos esses coment√°rios, fica dif√≠cil ter esperan√ßa… A hora que voc√™ tiver um tempinho, Ana, leia os meus coment√°rios sobre esse assunto, t√°? A√≠ nos posts abaixo. Eu me dou por vencido. N√£o tenho mais argumentos para contrap√īr √†s suas an√°lises.

  21. Ana

    Vamp, √© n√≠tido que sua forma de pensar o mundo se assemelha a dos estrategistas. Nada contra. Afinal, tem dado muuuuuuuuito certo, mesmo. Para voc√™ e os estrategistas, n√ļmeros isolados contam. Fazer o qu√™? Se a gente for falar de morte por guerra, podemos entrar no terreno da guerra das ind√ļstrias farmac√™uticas, e o que elas fazem na √Āfrica. Ah, mas s√£o s√≥ milhares de vidas por ano… √ďbvio que os mortos de 09/11 s√£o perdas consider√°veis. √Č √≥bvio que houve dor e ranger de dentes. √Č √≥bvio que foi um erro. E por isso me espanta a gan√Ęncia do homem. Matar concidad√£os (SIM, √Č A VELHA E CERTA TEORIA DA CONSPIRA√á√ÉO, SIM) s√≥ para ter motivo para entrar num territ√≥rio e pegar PETR√ďLEO, t√° errado. Fala isso pro mundo. N√£o, o mundo j√° sabe. A ONU nem aprovou a invas√£o. Fala isso, ent√£o, por quem est√° por tr√°s da Casa Branca. Pode ser o Bush. Talvez ele n√£o entenda lhufas.

  22. Ana

    Afinal, foi por isso que ele foi escolhido. E olha que na Florida, parece que a urna travou. Ningu√©m queria um cara assim definindo o futuro dos EUA… Nem os EUA. Mas como dizia Kennedy, o buraco √© em outro lugar do mapa. >>> Em tempo (sobre holocausto, e similares): as coisas existem. H√° sempre o gatilho. E sempre h√° um dedo no gatilho. Mas a hora certa de disparar, e pra onde disparar √© que faz a diferen√ßa, e na maioria das vezes, a ordem n√£o vem de quem atira.

  23. Ana

    Seu amigo Hugh est√° certo. Hitler tinha um imenso desprezo pelo ser humano, e amava as guerras, mas pensando do ponto de vista psicanal√≠tico: se ele fosse aceito na academia de belas artes, teria continuado assim? Ele era um artista frustrado, e um arrogante de premissa: n√£o aceitaria desenhar por desenhar. Ou escrever pelo escrever. Ele queria reconhecimento. N√£o deram, ele fez o que fez. Muito paulatinamente. E encontrou um inimigo. O poder. O mesmo que ele utlizou para deixar a Alemanha parecida com um ice cube. Ele fugia de curvas. As curvas para ele eram um erro. Niemeyer seria considerado um inimigo. Ele trituraria Niemeyer, apenas porque as curvas para ele eram um erro. Ele √© a mostra do suprasumo da arrog√Ęncia. (Ct.)

  24. Ana

    E provou o que pode algu√©m sem um pingo de limites, quando h√° discord√Ęncia. Deixassem o menino desenhar em paz, e n√£o haveria 2¬™ Guerra (?). Talvez estiv√©ssemos √† beira dela. Porque parece precisa dela para justificar a paz. No fundo, no fundo, temos medo da alegria. N√£o vou usar a palavra felicidade. Ela j√° saiu at√© do terreno da utopia… Nem parece palavra. Parece figura de linguagem.

  25. O Vampiro de Curitiba

    Carlos e Ana, eu n√£o queria mais falar sobre isso, at√© havia mudado de assunto. Isso n√£o √© brincadeira, gente! N√£o cabe aqui falar de King Kong, de cebolinha, de n√£o sei o qu√™. O fato de terem sido os EUA que armaram o Iraque, √© s√≥ mais um motivo para a Invas√£o. Pelo menos est√£o corrigindo um erro do passado. (n√£o foi erro, aquela √©poca era importante vencer o Ir√£) Voc√™, Carlos, sabe por que eu quero que seja a Fran√ßa que invada a Col√īmbia e n√£o o Brasil? Quando voc√™ falar novamente em “Imp√©rio”, lembre de “bolivarismo”, de mundo “Isl√Ęmico”. Em Cuba j√° est√£o prometendo permitir as pessoas usarem celular, Carlos! Sei l√°… voc√™s me chocam… Somos, realmente, muito diferentes. Voc√™, Ana? Putz…

  26. O Vampiro de Curitiba

    Ana, creio, sim!, no homem, por isso mesmo n√£o creio em deuses. O que voc√™ quer dizer com “S√ď aquilo”? 5.000 mortos? 15.000? Acha pouco? E sou eu quem banalizo a viol√™ncia? N√£o quero crer no que l√≠! Principalmente vindo de voc√™. Os ataques ao mundo livre foram inventados, √©? Putz… √© muita teoria da conspira√ß√£o! O Holocausato tamb√©m n√£o existiu? Ana, Ana… Bom…agora nem sei mais o que dizer… apenas digo que voc√™ me surpreendeu… Fica bem, t√°? Beijo!

  27. Sandra

    Gerald, se quiser e se puder, fale sim. Est√° na hora d’eu abaixar a crista e ouvir.

  28. Ana

    √Ē, Vamp. Que papo √© esse da guerra do Iraque ser o pre√ßo da liberdade de todos n√≥s??? Quando se viu um cara sair de l√° e tentar orientalizar o ocidente??? N√£o me diga que voc√™ acredita no september eleven? Eu n√£o acredito. Aquilo foi MONTADO. E pode me chamar de vision√°ria. Eu j√° estou acostumada. Aquilo foi a farsa mais MAL PREGADA da hist√≥ria. Pensa (pensem) bem: os caras tentam acertar 5 avi√Ķes em pontos estrat√©gicos dos EUA, n√£o conseguem e param??? Quer dizer, o atque era – sob hip√≥tese – s√≥ aquilo? Ningu√©m por terra, nenhum m√≠ssel? Ah, sinceramente, tem hora que d√° d√≥ do ser humano. T√£o crente, t√£o crente. Descr√™ de Deus e cr√™ no homem. No caso, em v√°rios homens, representados por um, que sozinho n√£o consegue vender nem a m√£e. Fa√ßa(m)-me o favor…

  29. Ana

    Caros, peguei o bonde andando, mas dei um pulo e estou no vag√£o. Somos iguais-diferentes. Ponto pac√≠fico. Ou quase iguais, por sermos semelhantes em apar√™ncia, mesmo assim, n√£o somos. Ningu√©m √© totalmente pac√≠fico. Outro ponto oce√Ęnico. Mas somos pacifistas. Eu pelo menos sou. Sou contra a guerra, porque √© muito f√°cil tender para a porrada, quando h√° discord√Ęncia. Infinamente mais f√°cil. Conter o outro e suas vontades pela for√ßa. Demarcar territ√≥rios com canh√Ķes, e n√£o com horm√īnios, como fazem nossos primos que andam de quatro. Ali√°s, os horm√īnios s√≥ nos regem; sequer servem para demarcar o que √© nosso e o que n√£o √©, porque ningu√©m √© de ningu√©m (outro problema). E como ningu√©m √© de ningu√©m, terra alguma √© de algu√©m, e achamos que sim, assinamos tudo em papel timbrado. (Ct.)

  30. Ana

    E quando n√£o h√° concord√Ęncia, assassinamos tudo; at√© o papel timbrado. N√≥s, seres humanos, n√£o temos palavras, porque temos muitas. Temos id√©ias a torto e direito, mudamos os conceitos todos os dias, mudamos de time, de lado, de ponto de vista, mas isso se faz a custa de algo que foi inventado no caminho para substituir o poder do not√≥rio – na vis√£o de Foucault-; n√≥s mudamos muito mais por dinheiro e poder, do que realmente por compreender todas as arestas dessa mesa redonda. O ser humano conseguiu passar por Freud, e voltar a rituais xam√Ęnicos. O ser humano n√£o passa de uma roda, que gira, gira, gira, em falso. Ningu√©m sabe a verdade, e talvez n√£o se queira realmente saber. Ou pelo desespero de nunca saber, se finge que n√£o se quer. Vendo de fora, quando se est√° dentro, √© t√£o f√°cil ver sa√≠das. Mas lidamos com o bicho-homem, com o bicho que mora dentro do homem, e esse bicho √© imprevis√≠vel. Lidar com isso √© que s√£o elas.

  31. Carlos] [US

    Vampiro: voc√™ que despeja a bomba e eu √© que sou o terrorista do blog? Ontem foi foda, meu caro. Venho ler o blog no final do dia e est√° l√° essa barbaridade de que a guerra no Iraque √© pra NOSSA liberdade. De que Sarkozy deveria invadir a Colombia…Mais calma eu pe√ßo √† voc√™! De fato o mundo sempre foi um campo de batalha, mas escute el padre um pouco: mudan√ßas existem. N√£o muito tempo atr√°s tudo era a luz de velas. Transporte era cavalo. Eu mesmo dava ben√ß√£o montado num jegue. Hoje uso skype e blog pra casar as pessoas como fiz entre voc√™ e o Fabio. As coisas mudam. Tem que mudar.

  32. Carlos] [US

    T√° complicado dividir as mensagens em duas. Mas vamos l√°. Gerald: Tax return √© foda, sempre √©. E a tal medical insurance nesse pa√≠s…cara, primeiro te mandam uma conta X. Da√≠ voc√™ manda pra insurance e a mesma conta volta X+Y, porque a√≠ o “dot√ī” sacou que voc√™ tem insurance ent√£o ele cobra mais pelo que era menos. Pois bem, essa √© uma guerra: a guerra DA SACANAGEM que √© a sociedade, um fodendo o outro (antes fosse no sentido sexual, mas n√£o, √© no sentido de roubar mesmo, TIRAR PROVEITO).

  33. O Vampiro de Curitiba

    Mau, a gente falar de PAZ no aconchego de nossos lares, de frente pro PC, tomando chá, café, comendo trufa de licor com cereja ou pipoca de microndas é fácil Рfacil demais. Abraços a vc.

  34. O Vampiro de Curitiba

    A t√£o esperada, propalada e pol√™mica “Frase da Semana” finalmente vir√° √† luz. √Č da Val√©ria, aquela do Rio de Dengueiro: “…eles fizeram tudo aquilo comigo e eu q sou internada?” Ela est√° no post do Karl Kraus e foi tirada de uma conversa da Val√©ria com o Carlos sobre o espa√ßo (inexistente) devido aos loucos.

  35. O Vampiro de Curitiba

    Sei n√£o… os homens-bombas do blog est√£o querendo atacar at√© o pessoal do UOL, he, he… Melhor acalmar os √Ęnimos. Querem a “Frase da Semana”?

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