Monthly Archives: April 2008

manifesto importado do blog do Reinaldo Azevedo

UMA CARTA CONTRA A POLÍTICA RACIALISTA E SEUS SIGNATÁRIOS

Neste momento, um grupo de brasileiros está reunido com o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, para lhe entregar a carta intitulada "Cento e treze cidadãos anti-racistas contra as leis raciais". O que confere urgência ao documento é o apoio a duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade, que estão no Supremo (ADIN 3.330 e ADIN 3.197), contra as cotas raciais: uma é relativa ao Prouni, e outra, aos vestibulares das universidades estaduais do Rio.

O alcance do texto, no entanto, vai bem além do apoio às duas ADINs. Entendem os 113 signatários, entre os quais me incluo, que a divisão do Brasil em raças é uma prática retrógrada. Em vez de apresentar uma resposta para os problemas que aponta, contribui para extremá-los.

Seguem abaixo trechos do documento. Na seção "Avesso do Avesso" (link ao fim deste post), publico a íntegra e a lista dos signatários.

*
(…)
Nós, intelectuais da sociedade civil, sindicalistas, empresários e ativistas dos movimentos negros e outros movimentos sociais, dirigimo-nos respeitosamente aos Juízes da corte mais alta, que recebeu do povo constituinte a prerrogativa de guardiã da Constituição, para oferecer argumentos contrários à admissão de cotas raciais na ordem política e jurídica da República.

Na seara do que Vossas Excelências dominam, apontamos a Constituição Federal, no seu Artigo 19, que estabelece: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si". O Artigo 208 dispõe que: "O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um". Alinhada com os princípios e garantias da Constituição Federal, a Constituição Estadual do Rio de Janeiro, no seu Artigo 9, § 1º, determina que: "Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, deficiência física ou mental, por ter cumprido pena nem por qualquer particularidade ou condição".
>

(…)
Apresentadas como maneira de reduzir as desigualdades sociais, as cotas raciais não contribuem para isso, ocultam uma realidade trágica e desviam as atenções dos desafios imensos e das urgências, sociais e educacionais, com os quais se defronta a nação. E, contudo, mesmo no universo menor dos jovens que têm a oportunidade de almejar o ensino superior de qualidade, as cotas raciais não promovem a igualdade, mas apenas acentuam desigualdades prévias ou produzem novas desigualdades:

– As cotas raciais exclusivas, como aplicadas, entre outras, na Universidade de Brasília (UnB), proporcionam a um candidato definido como "negro" a oportunidade de ingresso por menor número de pontos que um candidato definido como "branco", mesmo se o primeiro provém de família de alta renda e cursou colégios particulares de excelência e o segundo provém de família de baixa renda e cursou escolas públicas arruinadas. No fim, o sistema concede um privilégio para candidatos de classe média arbitrariamente classificados como "negros".

– As cotas raciais embutidas no interior de cotas para candidatos de escolas públicas, como aplicadas, entre outras, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), separam os alunos proveniente de famílias com faixas de renda semelhantes em dois grupos "raciais" polares, gerando uma desigualdade "natural" num meio caracterizado pela igualdade social. O seu resultado previsível é oferecer privilégios para candidatos definidos arbitrariamente como "negros" que cursaram escolas públicas de melhor qualidade, em detrimento de seus colegas definidos como "brancos" e de todos os alunos de escolas públicas de pior qualidade.
(…)
Raças humanas não existem. A genética comprovou que as diferenças icônicas das chamadas "raças" humanas são características físicas superficiais, que dependem de parcela ínfima dos 25 mil genes estimados do genoma humano. A cor da pele, uma adaptação evolutiva aos níveis de radiação ultravioleta vigentes em diferentes áreas do mundo, é expressa em menos de 10 genes! Nas palavras do geneticista Sérgio Pena: "O fato assim cientificamente comprovado da inexistência das 'raças' deve ser absorvido pela sociedade e incorporado às suas convicções e atitudes morais Uma postura coerente e desejável seria a construção de uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada. Temos de assimilar a noção de que a única divisão biologicamente coerente da espécie humana é em bilhões de indivíduos, e não em um punhado de 'raças'." ("Receita para uma humanidade desracializada", Ciência Hoje Online, setembro de 2006).

Não foi a existência de raças que gerou o racismo, mas o racismo que fabricou a crença em raças. O "racismo científico" do século XIX acompanhou a expansão imperial européia na África e na Ásia, erguendo um pilar "científico" de sustentação da ideologia da "missão civilizatória" dos europeus, que foi expressa celebremente como o "fardo do homem branco".
(…)
A meta nacional deveria ser proporcionar a todos um ensino básico de qualidade e oportunidades verdadeiras de acesso à universidade. Mas há iniciativas a serem adotadas, imediatamente, em favor de jovens de baixa renda de todas as cores que chegam aos umbrais do ensino superior, como a oferta de cursos preparatórios gratuitos e a eliminação das taxas de inscrição nos exames vestibulares das universidades públicas. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Programa de Cursinhos Pré-Vestibulares Gratuitos, destinado a alunos egressos de escolas públicas, atendeu em 2007 a 3.714 jovens, dos quais 1.050 foram aprovados em concursos vestibulares, sendo 707 em universidades públicas. Medidas como essa, que não distinguem os indivíduos segundo critérios raciais abomináveis, têm endereço social certo e contribuem efetivamente para a amenização das desigualdades.
(…)
A propaganda cerrada em favor das cotas raciais assegura-nos que os estudantes universitários cotistas exibem desempenho similar ao dos demais. Os dados concernentes ao tema são esparsos, contraditórios e pouco confiáveis. Mas isso é essencialmente irrelevante, pois a crítica informada dos sistemas de cotas nunca afirmou que estudantes cotistas seriam incapazes de acompanhar os cursos superiores ou que sua presença provocaria queda na qualidade das universidades. As cotas raciais não são um distúrbio no ensino superior, mas a face mais visível de uma racialização oficial das relações sociais que ameaça a coesão nacional.

A crença na raça é o artigo de fé do racismo. A fabricação de "raças oficiais" e a distribuição seletiva de privilégios segundo rótulos de raça inocula na circulação sanguínea da sociedade o veneno do racismo, com seu cortejo de rancores e ódios. No Brasil, representaria uma revisão radical de nossa identidade nacional e a renúncia à utopia possível da universalização da cidadania efetiva.

*
Eis alguns dos 113 signatários da carta:
Aguinaldo Silva, Alba Zaluar, Antonio Cícero, Bolivar Lamounier, Caetano Veloso, Demétrio Magnoli, Edmar Lisboa Bacha, Eduardo Giannetti, Eduardo Pizarro Carnelós, Eunice Durham, Ferreira Gullar, Gerald Thomas, Gilberto Velho, João Ubaldo Ribeiro, José Augusto Guilhon Albuquerque, José de Souza Martins, Lourdes Sola, Luciana Villas-Boas, Lya Luft, Maria Sylvia Carvalho Franco, Nelson Motta, Reinaldo Azevedo, Roberto Romano da Silva, Ruth Correa Leite Cardoso, Wanderley Guilherme dos Santos e Yvonne Maggie.

Para ler a íntegra do documento e a lista completa dos 113 nomes, clique aqui.

[Contrera]
as cotas surgiram num país em que o racismo foi pandêmico (os Estados Unidos) e chegaram, por subservientes, a uma nação que sempre primou pela miscigenação como forma de exposição ao mundo. desde sua criação, fui contrário a elas. debati inclusive na FEUSP (faculdade de educação) a respeito, sendo tomado como radical – quando na verdade já lá eu expliquei como tudo se originara. ocorre que, na medida em que a desigualdade mostra-se (em aparência) guiada pela cor da pele (os fatores-guia são outros, mas descambam quase sempre na questão da pele), foram dados argumentos a movimentos políticos que viraram o jogo em seu favor – pela incompetência de quem não soube à época argumentar. hoje, tenta-se virar um jogo que a sociedade muito relutantemente aceita. eu, de minha parte, penso que ambas as partes deveriam deixar de lenga-lenga. analisem-se os dados macro: eles provavelmente não descambam em anti-racismo ou igualdade de oportunidade. termine-se então com as cotas. e a coragem? ahaha

[Valéria] [Rio de Dengueiro]
Achei MARAVILHOSO este manifesto, sempre fui contra este sistema sem pé nem cabeça do governo! Tem q dar igualdade de oportunidades, e q a cota seja pras pessoas menos favorecidas, pros pobres. ANTES: q se melhore a Educação no Brasil, o prof virou o q ñ tem tempo pra estudar e tem q mostrar produto em vez de trabalho de qualidade, um horror! E infelizmente há profs. q trabalham na escola pública e dão aula de qq jeito, já na escola particular… (ñ tô falando de faculdade). Há mto o q se mudar, o nível é baixíssmo nas escolas e nas faculdades é mto fraco tb. Sempre houve negros contra e a favor! Q este manifesto ajuda a apagar este fogo q discrimina pessoas! Dez Gerald! E obre o texto, ñ li todo mas há uma diferença terminológica entre racismo e racionalismo, e o tal científico, me parece, foi do meio do sec XVIII ao XX… E qdo juntam os dois dá resultados como o nazismo. Noção de raça já tá furada e agora a gente cria nomes afro-sei lá + o q etc. Somos uma só espécie com variações.

Vamp
[O Vampiro de Curitiba]
Fábio, agora o assunto é sério. O que estava se criando com as cotas raciais era a oficialização do racismo no Brasil. Era o Estado dizendo que negros são diferentes de brancos. Era o Estado divindo a sociedade pela cor da pele das pessoas. A ciência afirma que não existem raças! A idéia das cotas era combater o racismo, mas foi um equívoco que começou a gerar o ódio entre irmãos de um mesmo país. No Rio Grande do Sul começaram a se desenvolver grupos neo-nazistas. Carecas idiotas que insultam pessoas negras, dizendo que elas estavam roubando as vagas dos brancos pobres. Ainda ontem conversava com um amigo meu, negro, e ele dizia que o sistema de cotas havia se tornado um pesadelo pois estavam rotulando todos os negros, inclusive os que não utilizaram o sistema de cotas para entrar para a universidade, como aproveitadores e que seriam profissionais de segunda linha. Um horror! Os negros é que seriam as maiores vítimas desse absurdo e ninguém falava nada. Veja as pessoas que Veja, Fábio, as pessoas que assinaram o manifesto. Tem gente do PT, dos movimentos negros, intelectuais de todas as linhas, poetas, escritores, desde mais conservadores até da extrema esquerda. Ferreira Gullar, Caetano Veloso, João Ubaldo Ribeiro e tantos outros. Você acha que todas essas pessoas assinariam algo que julgassem que iria prejudicar os negros? Eu assisti, inclusive, a entrega do documento no Supremo no Jornal Nacional. Todas as pessoas que estavam nesta entrega eram negras. Todas afirmaram que as cotas eram prejudiciais aos negros.
Vampiro de Curitiba

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falamos e falamos mas O QUE FAZEMOS????


– Hiroshima após o ataque nuclear sofrido em 6 de agosto de 1945 –
– foto colhida na net –

Todos nos, de uma forma ou de outra, falamos ou escrevemos de barriga cheia. Eh muito facil: dizemos tudo o que dizemos – ja que as nossas preocupacoes sao, em grande parte, masturbacoes. Masturbacoes politicas e grandes, exuberantes e hiperberbolicas hipocondrias da vida cotidiana, sejam elas de ordem social, politico-social, sejam elas de ordem "ambiental", mundo verde, ou global warming ou coisa e tal.

Mas a pergunta persiste: qual de nos que escrevemos nesse espaco DE FATO mete a mao na merda ou tem contato com a miseria humana? Vou perguntar de novo: quem, de nos aqui, atras dos nossos computers, sabe o que eh, DE FATO, ser carbonizado numa camara de gas (ou tem parente que foi?) ou estar numa rua em que um suicide bomber aperta o cinto e reza pra Alah e BOOOOMMMM!!!!????!!

Alguem tem nocao do que eh ou seria isso????? Pois eh, eu, muitas vezes tambem nao, ja que o que acho que sei eh DE OUVIR FALAR!!!!!

Pergunto de novo? E sou muito sincero na minha pergunta! Em relacao a Barack Obama e John McCain nao me assusta nem um pouco quando a tatica do terror eh usada nas campanhas politicas porque as pessoas DE FATO SENTEM MEDO.

SENTI ISSO NO VOO DE VOLTA PRA NY ONTEM, vindo numa merdinha de um MD88 da Delta que nao pousava no JFK, e fomos parar em Connecticut. Seguranca eh a PRIMEIRA COISA na cabeca das pessoas.

OUTRO EXEMPLO: a cada duas geracoes, PELO MENOS UMA, (vou repetir) pelo menos UMA sabe o que eh FOME: sabe o que CRASH, sabe o que eh estar numa FILA de desempregos e sabe o que eh a MISERIA.

Ninguem que escreve aqui sabe disso. Eu so sei porque meu pai me contava como era a Berlin dele, quando ele era crianca em 1929. Eu so sei porque a vejo de longe ou porque – de vez em quando – dou aula de teatro nas favelas.

Meu pai carregava uma mala de dinheiro e trazia um pedaco de pao pra casa, isso na Alemanha de 1929.

Ou, nao sabemos o que eh uma Dresden completamente destruida. Uma Hiroshima completamente destruida. Uma Baghdad parcialmente destruida: vidas humanas achatadas, aniquiladas pra que? Pra mostrar PODER! O poder!

e…uma geracao depois o que resta eh …a retorica, os oradores, os jogadores profissionais da semantica! E tudo isso em nome de uma agenda ou de um deus ou em nome de uma grana preta!

Entao, vamos com calma gente.

E fiz o meu trabalho na Amnesty International: sei como eh, juro que sei. Mas nao me gabo disso!

Nao vamos nos insultar uns aos outros: a maioria se esconde atras de codinomes, mas a depressao acaba eh aqui, digo COMIGO aqui.

Pode ser tudo muito engracado pra voces. Pra mim, infelizmente (que nao traio o sigilo de ninguem) nao eh!

LOVE

Gerald

BRAVO !
[O Vampiro de Curitiba]
Como eu disse no post abaixo, poderíamos ter evitado tantos insultos. Acho o debate válido, mas com argumentos, não com ataques pessoais. Idéias se combatem com idéias. Valores com valores. Nada justifica esse clima de guerra que querem impôr ao blog, exigindo que cada qual se posicione, tome partido. Nem ao menos nos conhecemos, não há o porquê de tanto ódio. Acho engraçado alguns comentários do Fábio, por exemplo. Mas daí a chamar os outros de "burros" só por não pensarem da mesma forma, há uma grande distância. Se alguém não gostar daquilo que escrevo, tem todo o direito de usar argumentos contrários. Se não quiser usar argumentos, tem todo o direito de me ignorar. Mas devemos, preferencialmente, comentar os assuntos colocados pelo Gerald, não fazer comentários em cima de comentários. Com alguns eu tenho a liberdade de discordar francamente pois sei que reagirão da maneira adequada, como a Ana, a Valéria, a Sandra. Não somos inimigos, acredito que temos mais em comum que diferenças.

do Carlos
[Carlos] [US] Vão aqui duas mensagens em dois blocos separados: 1- os blogs caminham rápido demais. Até entendo a ânsia de escrever e comentar sem a preocupação de investigar mais sobre o que se diz. Funciona maravilhosamente bem quando o assunto é Deus, afinal é o que eu chamo tópico-avestruz: tudo desce goela abaixo. Mas quando envolve história, movimentos sociais, fatos, contra-fatos, datas, números, eventos, daí fica um pouco mais complicado querer comentar tudo achando que está dando uma aula de história. Na maioria das vezes, vem é de um microcosmo totalmente parcial, incompleto e inevitavelmente distorcido. Com um pouco de "pesquisa" imparcial talvez pudesse evitar tamanhas trivialidades. Bem, esse foi o post bacaninha. Agora segue post mais complicado.Eu discordei da análise que considerei leviana e protestei quando vi a mensagem em destaque e algumas pessoas concordando com as afirmações. Não vi ódio nenhum nas mensagens que seguiram. A Ana Carolina não usou do ódio pra argumentar. O que houve sim, infelizmente mais uma vez, é esse uso da vitimização.Fica complicado assim.Não entendi essa de que devemos nos comunicar preferencialmente com os comentários colocados pelo Gerald. O próprio Gerald tinha sugerido que colocássemos nós alguns tópicos. Mas será que isso já desapareceu?Será que semana passada já é longe demais e o negócio é como alguns sugeriram, olhar apenas pro futuro?Se eu aceitar a retórica que li aqui recentemente e que nem comentei, significa que Hiroshima deve ser esquecida também?Não, nunca passei fome, mas seguindo o formato da mensagem da Ana, venho de família de imigrantes famintos que deixaram a Europa na guerra com uma mão na frente e outra atrás e foram dormir sobre o capim na terra prometida, o Brasil Carlos (US)

Claudia Terra
(Claudia)] [SP] A Madona, faz com que eu sinta, uma impotência absurda. C.

Ih…
O Vampiro de Curitiba]
Claudia Terra, engraçado, a Madona me provoca tudo, menos impotência…

Fabio Fabio….(sobre o Post nada….mas….o que fazer ne?)
fabio] [são paulo]
É engraçado, né..!? A "vampira" parece uma "putinha"…!, na hóra do comentário, éla désce a "bolsinha" com toda FORÇA..! Aí, quando éla ouve a "SIRENE" da "policia" chegando, éla córre pro "beco", se tróca e vem vestidinha de " FRÊiRA"..!com a "bliblia" na mão fazendo uma PRÉCE..!!tóma vergonha néssa cara, meu!
Fabio

Entao ta, engulam essa!
O Vampiro de Curitiba]
Já que o Carlos e o Fábio não falam outra coisa senão do blog do Reinaldo Azevedo, lá tem um ótimo post sobre Obama. "Obama e o peso do passado". Acho que vale a pena para enriquecer o debate.
Vamp

Eu, Gerald: Sobre Nagasaki, Hiroshima, Dresden, Brasil hoje….nada! Sobre o que Fazer ou "O QUE FAZER?" nada. Tudo bem, vamos continuar nessa. Nao vejo muita razao nisso, mesmo porque, como ja dizia o dono da cervejaria de Boston Samuel Adams: Taste is something so peculiar that it's not debatable. (Gosto eh algo tao peculiar que nao se pode discutir)
O artigo sobre Miami continua aqui embaixo. E valido. Esse breve desabafo foi, desculpem, um mero desabafo: Em emails particullares alguns de voces acharam que nao era pra tanto. Acho que, talvez, tinham razao. Mas. el debate continua
LOVE
G

Claudia Terra (designer)
VAMPIRO DE CURITIBA: O MEU COMETÁRIO SE REFERE A UMA IMAGEM QUE O GERALD COLOCOU ONTEM, E ACABOU TROCANDO PELA ATUAL. A MADONA A QUE ME REFERI, É UMA MULHER COM UMA CRIANÇA MORRENDO DE FOME..SIMBOLO ATUAL DA AFRICA… REALMENTE ERA ALGO DE CAUSAR, INCOMODO, DESCONFORTO E MUITA TRISTEZA. Ela é com certeza o OPOSTO da Madona que voce se refere,e se voce tivesse visto ela também, te provocaria TUDO. Releia, teu próprio tópico…."Idéias se combatem com idéias, e valores com valores"…. Desculpe, mas neste caso, voce nem sabe "DO QUE", está falando. C.

GT: eh, a Ana mudou as fotos; por um meia hora tinha sim uma Madona com um filho esqueletico nos bracos! Eh disso que a Claudia estava falando. C: eu tambem achei estranho!

[Sandra]
Gerald, imagino você dando aula. Quando minhas classes estão um pouco indóceis, o máximo que faço é berrar no microfone ou posicioná-lo para dar microfonia, ou raspar a unha no quadro-negro. Aí agradeço pela atenção e prossigo a aula. Acho que você mostraria alguns cartazes com Hiroshima destruída, campos de concentração,… diria aos alunos como eles são privilegiados de poderem usufruir de sua aula, em vez de estarem naqueles lugares, sempre lembrando-os que uma em cada duas gerações passa fome: Qual será? A sua? A de seus filhos? Depois mandaria-os fazer uma redação de 100 linhas de como aquele gesto de indisciplina tornou o mundo um pouquinho pior, e acrescentaria: São 100 linhas mesmo, hein? (Pode deixar!!! Eles têm noção do perigo!). Acabaram? Então queimem o papel e misturem as cinzas à água. Vai ajudá-los a interiorizar o aprendizado! E depois, a despedida carinhosa: Bem, por hoje chega, né? Amanhã tem mais!
Sandra

do Carlos (US)
Pensei que com o chacoalhão virtual algumas informações aqui colocadas não sofreriam da barbárie da simplificação mais uma vez. Eis que me engano novamente. O Banco dos Pobres é uma iniciativa séria, e não deve ser avacalhada como foi. Talvez o próprio nome do banco ofenda aos ouvidos que preferem palavras como Perrier, Moe & Chandon, etc. O problema dos que usam a viseira capitalista selvagem é que ou se prega o ideal da riqueza, no sentido de possuir cada vez mais coisas, ou não interessa. Esse é o grande erro, um erro que tem reflexos trágicos na sociedade e no meio ambiente.Sabemos que a cultura do ganhar cada vez mais, lucrar mais e mais, é a ordem do dia. Está bem claro que o joguinho do crescimento mundial vai chegar ao fim cedo ou tarde. Em meio a essa orgia, o Banco dos Pobres não propõe fazer ricos, propõe menos desigualdade, "apenas" isso. Sandra: se você não consegue diferenciar minha "birrinha" da vitimização banal é porque estamos de fato escrevendo em idiomas diferentes.
Carlos

do Vamp sobre o manifesto
Pô, Gerald! Você assinou o manisfesto contra as cotas raciais e não nos falou nada? Parabéns, fico muitíssimo orgulhoso! Sempre fui contra essa aberração. No início nos chamavam de racistas, preconceituosos, esse papo de sempre. Hoje, são os próprios negros que querem apenas igualdade e não ser tratados como deficientes, como pessoas que precisam ser diferenciadas. Parabéns, Gerald! De coração mesmo! Sei que precisa de coragem para essa atitude. São com atitudes como essa que se muda o mundo. Pôxa, me sentí muito orgulhoso por você! Você me emociona, cara! Parabéns!
O Vampiro de Curitiba

EU: Quando a Sandra me perguntou hoje sobre o manifesto, nao entendi. Agora o Vamp mencionou de novo e a ficha caiu! Eh o seguinte: o Reinaldo Azevedo me apresentou a esse manifesto!, mais ou menos ha umas 3 semanas e eu coloquei meu nome la, em total confianca nele.
Obrigado Vamp.

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comentarios: nao couberam na tripa de baixo, continua aqui

Carlos (US) e Fabio discordam e…
Carlos (US) e Fabio se juntam num coro e…
Nossa, o show de horrores continua. Fabio, põe NOJO nisso!Nunca vi tanta simplificação, tanta banalização dos fatos, tanta leviandade canalha como estou lendo aqui. O que? A Ana diz que aplaude e o Gerald está orgulhoso??Cara, que loucura!!Copio a frase no final que tive que ler várias vezes pra ACREDITAR que estava lendo isso em DESTAQUE nesse blog. Como as coisas mudaram rapidamente aqui!! Enfim, passei rapidinho. Não dá mais, tenho que acabar um trabalho e estou atrasado…e vamos admitir: comentar mais o que??Quer exemplo melhor da estupidez reinante? Aqui está a síntese do que virou isso aqui: "Além de 25 anos de uma ditadura militar, qual foi a herança daquela geração? 1)A glamorização do uso de drogas, principalmente do cigarro e do álcool. Os heróis gostavam de se auto-afirmar. Nas novelas, nos teatros, no cinema, apareciam sempre com um cigarro na boca e um copo de bebida na mão. A esquerdista era aquela que fumava, que bebia, que não tinha preconceitos com o sexo livre, etc."
Carlos

DESSE JEITO VOU TER QUE IR PRO GRAND CANYON JUNTO COM O…..CLODOVIL MESMO! OU COM O TOM WOLFE E SUAS FOGUEIRAS DAS VAIDADES!!!! LOVE GT

Fabio!
O POBREEEMA, gentên….!! è que vocês FALAM e lógo em seguida DESFALAM….ENTENDE!!!AGÓRA, segunda a "REINALDA AZEVEDA" do blóg do gérald, o GÓLPE DE ESTADO de 1964, FOI TUUUUDO CULPA dos militantes, estudantes, jornalistas, artistas, atores, trabalhadores de "esquerda"..!..isso é "CLARO COMO A ÁGUA"..!!! só não vê quem continua com esse "discursinho" de esquerda até HOJE!…PRONTO..!..éssa é a "tése" da "reinalda azeveda", VULGO "vampi"/papa do blóg do Gérald Thômas. Vocês, sandraquãntica e ana KHAREN´T..?! Querem ARGUMENTAR O QUE diante déssa…..ABERRAÇÃO da NATUREZA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Só PODIA "SEDUZIR FÊMEA MÓRTA", mesmo….né…Beu, ABoooour..!(clodovil em cena).Calma, CARLÃO…..o negócio agóra é com Gérald Thômas…, "não vãmos nôs dispersar"…..(como dizia o mineiro)…..isso deve ser o efeito "MIAMI VAICE".
fabio

VAMP
Pessoal, eu peço que, mais uma vez, vocês relevem o Carlos. Ele é gente boa. Eu o entendo, claro. Tem muita gente que ficou perdida nesse meio do caminho. Alguns, como o Gabeira, o Lobão, o próprio Caetano, se encontraram e deram um chute em toda essa mesmice esquerdista retrógrada. Já outros, como o nosso amigo Carlos, não sabem pra que lado olhar. Sabem que tem algo de errado, mas não sabem em que direção caminhar. O tempo não pára, Carlos! Não pára!

Da Ana Peluso
Carlos, explique você, então, melhor, o que sobrou dessa porcaria de golpe de 64. Quem sabe você não conseguem nos convencer que somos todos doidos, e que tudo o que vemos de atraso não passa de holografia pura? Um beijo, bom trabalho. Também vou para o meu; em outra janela do windows.

[Mau]
E continuando com os FANTASMAS DO PASSADO – nao foi comunismo que fez o golpe militar – foi o proprio exercito que deu o golpe e usou o comunismo como justificativa. Em relaçao as drogas, sexo livre, o cinema, a TV, Hollywood, e todo liberalismo do sexo livre construíram – e não meia duzia de revolucionarios. Acho que taí é o equivoco. E ate qdo vamos discutir os fantasmas da ditadura – nao resultou em nada, sejam revolucionarios ou reacionarios ou elitistas ou intelectuais ou ou…quem mais tinha nesse pulgueiro?

[Carlos] [US]
Não protesto contra opiniões adversas. Protesto contra a leviandade como são colocadas. Andei lendo o que escreveram. Cheguei até a coçar os olhos ao ler que o Vampiro disse que de fato Obama parecer ser a opção mais coerente com a realidade multi-racial e transloucada dos dias de hoje. Não sei isso foi uma mudança de "opção", ou uma ironia de alguém que não consegue enxergar o estrago dos bilhões e bilhões de dólares que estão sendo usados numa guerra perdida. Mas daí as mesmas pessoas que defendem George Bush vem dizer que a herança da geração de 68 é drogas, álcool e sexo?? Ah, sem dúvida existe coerência no quesito leviandade e desinformação. Não dá pra condenar a geração de 68 dessa forma. É como se não tivesse acontecido NADA ANTES. E as décadas anteriores? Há um emaranhado de episódios que muitas vezes FUNDEM-SE uns nos outros (como o Mau mencionou) e que tem consequências certamente ALÉM de drogas e álcool e essa leviandade que alguns de vocês tratam das coisas. SANDRA: não é questão de só aplaudir ou só jogar tomate, é uma questão de entender um momento histórico que por sinal vai além do país. Todos esses movimentos de ditadura e contra-ditadura, comunismo e contra-comunismo. Mas de repente estamos aqui julgando a geração de 68 pelo legado que deixou como se não houvesse mais nada que contribuísse para o desenrolar das coisas??? Minha crítica foi pela simplificação e pelo julgamento leviano dado ao assunto. ANA: eu não estou procurando a culpa!! Você usa essa palavra várias vezes…Assim a "culpa" vai acabar caindo na cabeça de algum macaco que alguns milhões de anos atrás decidiu que queria ser gente.

[O Vampiro de Curitiba]
E contra-argumentar sem ofender, ANA CAROLINA, também é muito difícil? Você poderia ser mais…sutil, se é que me entende?!

Ana Peluso
Ana Carolina, não se trata de vitimização ou auto-vitimização, como preferir. Se trata de perdas patentes. Claro que cada um tem uma forma de receber o prejuízo. Um vai superá-lo melhor que outro. Enfim, somos todos diferentes, apesar de semelhantes. Já morrer com as certezas, respondo por mim, não sei quanto ao Vamp: mas quero morrer com todas as incertezas possíveis e impossíveis. De outro modo, que graça teria? Bj

QUASE TODOS SE REFEREM A ESSE COMENTARIO:

[Ana Carolina]
é. realmente é muito difícil contra-argumentar com alguém que não tem o menor respeito pela história e generaliza tudo. O codinome parece bem adequado. Alcólatras, suicidas e neuróticos são sempre pessoas magoadas com o mundo, vivem se vitimizando e morrem com suas certezas incorrigiveis.
ACL

[fabio] [são paulo]
Sandraquãntica…!!Eu disse pro Carlos, que o negócio agora é com o Gerald, pois eu também FIQUEI ESTUPEFATO de ver Gérald thômas colocar sob "DESTAQUE" a ABERRAÇÃO REINALDIANA da "vampi", entende.?ou seja…dizer que a culpa do GÓLPE DE 1964, é dos estudantes..!!!!e que a TORTURA, PERSEGUIÇÃO, CENSURA,MÓRTES, DESAPARECIMENTOS, CORRUPÇÃO, e por aí vai, É TUDO CULPA DOS ESTUDANTES e cia. ltda…Portanto, com a "consciência" de Gérald Thômas,colocando ISSO EM DESTAQUE, eu só pósso ME SEGURAR NO CARLÃO, AQUI…! E usar éssa frase de uma raposa da política brasileira(tancredo neves)pra IRONIZAR MINHA SITUAÇÃO e a do CARLOS…ENTENDEU..??!!!

TA PEGANDO FOGO TUDO ISSO E DEPOIS NAO VENHAM ME FALAR EM PAZ…..PEACE AND LOVE OR LOVE AND PEACE POR QUE? WHY? WARUM? WAR ROOM?
PORQUE PARECE QUE GOSTAMOS DOS TAPAS OU DAS PAPAS FRITAS!!!!

[Sandra]
Vamp, minha outra sugestão para a frase da semana é a do Gerald: "Mas agora parece que o mundo inteiro "mesmo" desceu aqui, parece um despacho que nao apaga!"

[O Vampiro de Curitiba]
Ana Carolina, do Carlos e do Fábio eu não esperava outra coisa. Eles se preocupam com vaidade, com aparecer, essas coisas…O pessoal do blog já está acostumado com o showzinho deles. Mas você? Você foi, no mínimo, deselegante. Somos alcoólatras, neuróticos e suicidas, sim! Tentamos sobreviver da melhor maneira possível. Mas em que momento eu me coloquei no papel de vítima? Outra: Eu coloquei a minha opinião, só isso! Não pedí para ninguém concordar comigo. Não entendí tanto descontrole da sua parte. Por que tanto ódio? Você mal me conhece… Pôxa, Ana Carolina, você me decepcionou. Acho que sua atitude foi totalmente desnecessária. Poderíamos ter continuado esse debate com argumentos, com opiniões, não precisávamos de ataques pessoais. Bom, de qualquer forma, eu me desculpo se, por algum motivo, eu tenha te ofendido. Não era essa a minha intenção.
O Vampiro de Curitiba

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Miami ou MiDeixe!

Miami ou MiDeixe!

Se Pirandello estivesse aqui nao teria o menor problema: teriamos uma nova versao "rave" e ela se chamaria "2.5 milhoes de personagens em busca de um autor". Ja se meu mestre Beckett estivesse vivo, estaria murmurando – la em Coconut Grove (onde ele teve a estreia Americana, pasmem!, de seu Esperando Godot, na decada de 50) algo parecido como em seu "the Lost Ones"…."Abode where lost bodies each roam looking for their lost ones".

Mas os dois estao mortos e Miami esta cada vez mais MAIS! Mas, mais o que? Estou ha 5 dias tentando entender que "mais" esse. De seis em seis meses, quando acabo vindo pra ca, me pego fazendo a pergunta criminosa e capital e mordendo a maca. Pra que querer entrar no Paraiso e pra que sair dele? Porque isso aqui eh um inferno! Mas nada melhor que o inferno! Ai que inferno explicar isso! Mesmo pra um Novayorkino ou um carioca ou alguem que faz plantao nas chamadas "muvucas" do mundo, oucam essa aqui perola (juro que eh verdade)

Hoje, domingo de manha, um casal de brasileiros deitados na areia do FountaineBleau pega o Nextel em viva voz e fala assim: " Po ai! Se nao fosse pela feijoada eu taria ai com voces!!!!"

Pensei, refleti, pensei de novo. Olhei em volta. Homens de kipa (judeus ortodoxos, com suas JAPs – Jewish American Princesses do lado), latinos, Gregos, Arabes, Ingleses, Franceses, o diabo. Todos nos, servidos por humildes Peruanos e Colombianos, haitianos etc, ilegais.

Bem, essa feijoada eh, evidentemente aqui, em Miami.
Esse cara esta hospedado aqui. "SE nao fosse pela feijoada aqui, eu estaria ai nessa Merda de pais ai, ou seja o Brasil onde vcs tem que aguentar essa merda de vida" (livre subtexto e interpretacao minha). "papai e mamae estao comprando presentinho pra voces viu?"

Meu deus! O novo rico! O dinheiro novo. O emergente! Miami eh "o" santuario pra esse tipo de gente e…ainda parece – em alguns lugares com a propria Barra da Tijuca! Perai. A Barra eh que parece com Miami, Gerald, sera que vc nao se toca? Ah. Claro! Ah sim, o novo rico e eu tentando esconder o livro que estava debaixo do meu braco: "1968, o que fizemos de nos" – uma ode aos tempos, um triste depoimento ao eunuco, a idade indefinida, a sexualidade indefinida, escrito por Zuenir Ventura, o mestre. Eu estava vendo, vivenciando o que Zuenir descrevia no livro, so que numa especie de asterisco do mundo, um asterisco aricsco e latino que inclui uma brasileirada fruto do novo dinheiro.

O fato eh que Miami esta ou eh – de longe – hoje a MUVUCA do mundo. Pelo menos, South Beach, Ocean Drive, esse strip de milha e meia, que corre paralela a Collins Avenue e que tem cantos definidos e spots definidos e onde tudo virou industria.

Desde um extremo da ponta de South Beach – o Joe's Stone Crab (Corner) (pra onde eu corro todas as vezes em que estou aqui….(como descreve-lo?) Eh um Peter Luger do Super Caranguejo. O Stone Crab eh tipico daqui …..(o City Crab de Manhattan tambem serve. Ah, o Peter Luger: em Williamsburg, Brooklyn, NY: lugar de carnivoro. Reservado com 3 meses de antecedencia. Eh um Bavarian steakhouse. Inexplicavel fenomeno, o Peter Luger: perguntem ao Boni.

O Joe's e a versao crustacea de Miami do Luger de NY.
Mas andando a pe pela muvuca de Ocean Drive ou e vendo a putaria, percebo que – cada vez menos- se fala ingles: pior, cada vez menos se "entende" ingles. Aqui o ingles virou completamente secundario.

O ''assalto" da emigracao illegal esta em tudo que eh lugar: se ouvissimos o que o Lou Dobbs esta berrando ha anos na CNN talvez (e refletissimos mais e tomassemos mais acao, a coisa nao tivesse virado essa mixordia). Esse pais eh feito de emigrantes. Essa eh justamente a graca da coisa. Mas a ilegalidade da coisa esta insuportavel. E a demagogia do governo Bush em construir o RIDICULO muro que atravessaria Texas , New Mexico . Arizona e California so pode ser mau gosto ou a penultima idiotice (debaixo de muros de cavam tuneis), e ja existe a industria dos tuneis, anyway!

Dos 5 taxis que peguei, 2 motoristas eram brasileiros. Uma era brasileira , de Goiania: Maria Borges. Conversamos pouco, ela timida , eu tambem. Mas onde quero chegar? No Tides? Na mansao do Versace? No bar gay do lado ou do outro lado que purula e pororoca de las putcas e seus pimps e traficas que nao cabem na calcada? Nao nego que o cheiro de tesao chega a transbordar pelas calcadas e tem ate turma de motoqueiro de mascara pra fazer com que a gente se sinta dentro da serie CSI-Miami. So falta aparecer o David Caruso em seu Hummer e…..Sem falar que em NY nao temos uma Lincoln Road, aberta tao tarde como aqui com essa FAUNA, policia correndo atras de peruas de salto alto, produtos de consumo. Consumo humano, eh so pagar e levar pro hotel: mas cuidado, senao elas te esvaziam e voce fica a ver os belos navios de Biscayne! Se tem uma fauna e flora viva eh aqui! Mas a troco de quantas vidas mortas? E quantas sociedades moribundas? Nao sei responder! Essa feijodada ja deve estar pesando na barriga do casal e as caipirinhas ja devem ter subido a cabeca deles e…. Ou entao ja devem ter brigado porque, sei la. Chega!

A rave acabou de manha e que vi da janela e que emendou com um casamento de judeus mas que…mas adelante habia una cerimonia de matrimonio de "cubanos en exilio", um acontecendo nos gramados luxuosos do Ritz Carlton o outro, na areia mesmo!

"No meu pais, existe fome e miseria meu senhor", me dizia o simpatico mensageiro do hotel, um haitiano. "E no entanto aqui, na nova versao desse hotel terao SETE novas piscinas e ONZE restaurantes".

Eu ja estava comovido com o livro do Zuenir e esbocei uma lagrima com o Patrice, de Port au prince. O livro do Zuenir merece mais que uma coluna, merece um estudo aprofundado. Nao pode ser, nao deve ser comentado levianamente.

O que me atria sempre a Miami? O que atria esse sexo a flor da pele que faz com que uma mera adolescente mude de roupa e se enturme com a muvuca mais muvuquenta. Ela eh, digamos, de uma familia tradicional de um pais ou estado qualquer. Chegou aqui, pegou a coceira no ar e la se foi pra nite! E em pleno dia! E adeus! So se vera essa menina daqui a alguns dias. Voltara tatuada e …

O que me atrai me repugna, mas me atrai!
A cidade proibida. Todo novayorkino vem pra ca. Mas agora parece que o mundo inteiro "mesmo" desceu aqui, parece um despacho que nao apaga! Parece o terreiro mais vivo do mundo!

Fauna, zoologico, etnias e nacionalidades: estamos virando muitos, muitissimos nesse planeta e, se algo tiver que transbordar tera que transbordar aqui: eh uma "arca que Nao eh", ao ives de "Arca de Noe", um diluvio sempre por vir, a Babel se entreolhando: o zoologico humano e se procriando artraves da ilegalidade, drogas e prostituicao.

Se, em NY estao todos cobertos, aqui, com a nudez nada castigada, ela, a nudez, vira uma aberracao: os obesos pedindo comida e mais comida e falando arabe ou hebraico aos berros, os latinos latindo, judeus de kipa, o bate estacas constante de uma rave enraivecida com os caras se observando porque as mafias se policiam e visam o lucro e aqui a luta pela sobrevivencia eh mais desnuda que em qualquer lugar que ja vi: sempre vejo a mesma cena: mais Porsches conversiveis num unico quarteirao, com calota dourada, turmas desvairadas de russos e de croatas e de nicaraguenses, etc!

"Show me the money"

Na praia, mais pelanca, maquillagem, unhas longas e mais cellulite e a latinada berrando com seus filhos que passam por nos esparramando areia pra inconveniencia de todos.

Ah, as drogas e las putchas! So numa unica subida de elevador (estou no 34 andar), vem varios mensageiros: olha eu sou o numero 48, O outro: "eu sou o numero 57" e assim por diante: " o que o sr precisar desde QUALQUER cosa desde la chica mas rica and beautiful, you understand me sir, please just call my number any time of day or night and I can get you Anything!!!"

Ano passado, digo, faz alguns meses estive aqui, no National Hotel e fui comer na Jerry's Deli. Acho que meu inferno gastrointestinal comecou ali. Os Venezuelanos imundos que trabalham na Jerry's Deli da Collins Avenue continuam la e continuam imundos.

Eh engracado. E essa pergunta eu faco a voces:

1- tempos atras o mito era que os estrangeiros fazem aqui o "trabalho sujo" que Americano nao quer mais fazer. Isso eh – na realidade do "outsourcing" e da falencia da economia – uma tremenda mentira. Tenho amigos aqui, assim como em NY desempregados e aguardando numa fila de agencia de empregos. Digo, aguardando emprego seja ele qual for. Querem nomes? Se for necessario provar vou a justica e levo pelo menos uns 6 ou 7 cidadaos americanos que nao conseguem mais penetrar o cerco das mafias que empregam os ilegais.

2- Daqui a alguns anos nao se falara mais ingles em Miami, quem, sabe em parte de LA tambem nao. Os excluidos serao os que nasceram aqui e pagam seus impostos. O que voces acham disso, se esse fosse o caso no Brasil? "E ai meu irmao? Aquela feijoada?" Me levanto, com o livro do Zuenir nas maos, e umas anotacoes na mao, o rabo entre as pernas de vergonha e fico com uma enorme pena do fato do Zu nao ter visto algumas dessas cenas interessanterrimas, tristes, decadentes, efervecentes, borbulhantes que dao tesao e frio na espinha assim como dao depressao. Muito parecido como o material que compilou pro seu livro, e muito parecido com o que viramos todos, digo nos que partimos de um ponto, de um ideal, mas que nos encontramos noutro tao completamente diferente. Isso eh bom? Ruim? Nada disso. Simplesmente nao existimos mais.

Gerald Thomas


comentario do Vamp
Zuenir Ventura, com o seu "1968 – O que Fizemos de Nós", trouxe uma reflexão sobre as diferenças entre gerações. Comportamentos, valores, ideais de 1968 agora podem ser vistos e discutidos pela geração atual.
Não quero, aqui, ser a voz nem da Geração 68 nem da geração atual, dessa rapaziada que curte "raves" e tal. Quero colocar a opinião daqueles que nasceram em 1968.
Embalados por ideais de 1917, querendo salvar o mundo da selvageria do Capitalismo, a Geração 68 quis implantar no Brasil e em toda América Latina uma ditadura comunista. Guiados pelo Partido Comunista Soviético, vários grupelhos armados competiam para ver quem era mais "revolucionário", mais combatente, mais crítico ao capitalismo. Faltou combinarem isso com o Capital. Conclusão: Os militares, chamados pelos setores mais conservadores da sociedade, não gostaram muito da idéia e resolveram interferir. O sonho de uma noite de verão transformou-se num pesadelo de chumbo.
Radicalizações de ambos os lados, as décadas de 60 e 70 assistiram às torturas, aos assassinatos, à barbárie geral. O final, todos sabemos qual foi. Os valentes esquerdistas, depois da aventura revolucionária, depois de terem dividido a sociedade, depois de transformarem o país numa ditadura militar, foram fazer canções melosas na Europa capitalista, preferencialmente na França.
Além de 25 anos de uma ditadura militar, qual foi a herança daquela geração?
1)A glamorização do uso de drogas, principalmente do cigarro e do álcool. Os heróis gostavam de se auto-afirmar. Nas novelas, nos teatros, no cinema, apareciam sempre com um cigarro na boca e um copo de bebida na mão. A esquerdista era aquela que fumava, que bebia, que não tinha preconceitos com o sexo livre, etc…
2)Como alguns dos presos políticos ficaram custodiados com criminos comuns, desenvolveram, desde aquela época, uma simpatia pelo crime, organizando-o e lhe ensinando táticas de guerrilha e terrorismo. Ali surgia o "Comando Vermelho", que daria, mais tarde, origem aos demais bandos criminosos, como o PCC.
Pois bem! Para nós, filhos de 68, sobrou um país atrasado, onde tudo era proibido, onde tínhamos aulas de "Moral e cívica"e deveríamos amar o nosso país com obediência e respeito. Enquanto os heróis desfrutavam da democracia Francesa, para nós sobrou o uso de drogas e a violência dos seqüestros e assaltos do crime, agora organizado. Tornamos-nos uma geração de alcoólatras, suicidas e neuróticos.
Depois de 25 anos de inferno, democracia restabelecida, os valentes voltam ao país e são recebidos como heróis. São eleitos presidente, deputados, senadores, prefeitos, governadores. Outros ocupam cargos de ministros, assessores, secretários. Vendem o Estado aos companheiros e se enriquecem como nunca se viu. Não satisfeitos, exigem indenizações, bolsas-ditaduras, afinal, se consideram vítimas do passado.
O pior é a herança ideológica que deixaram. Nas universidades, nas escolas, misturaram aquele sub-marxismo com catolicismo, inventaram a "teologia da libertação", acabaram com o diferente, com o individual, com a meritocracia. Transformaram tudo em coletivo, em cotas, em populacho, em pobreza. Enquanto ensinam ao povo a odiar os "burgueses", o capitalismo, os "americanos imperialistas", vão passar as férias ma Disney, em Miami… Ainda hoje os vemos por aí, defendendo hora a ditadura castrista, hora a chavista. Alguns ainda adoram Saddam Hussein, como aqueles que se auto-intitulam do MR8, famosos por recentemente ameaçarem de morte o colunista Diogo Mainardi. Vivem, todos eles, do dinheiro público dos miseráveis que pagam impostos.
Não queremos fazer papel de vítimas, aprendemos a ter senso de ridículo, apenas não me venham dizer que esta geração é alienada, egoísta, etc… Não existiu geração mais perniciosa que a de 68.
Vampiro de Curitiba

[Tales]
A boçalidade, a merda, a mediocridade, de fato, têm um incrível poder de nos atrair. Vide Miami. E foi o próprio Benjamin que disse uma vez, convidado por Adorno a ir pro Eua, que queria ficar bem longe da barbárie. Mas é claro, que isso é redutor, o EUA não é só a terra do Tio Patinhas, Mickey e Donald, como é também o país que nos deu Faulkner, Rorty, Mellville, Kerouac, Miller, Kubrick, Welles, o jazz, o rock etc.
O ápice do texto. "Nao nego que o cheiro de tesao chega a transbordar pelas calcadas e tem ate turma de motoqueiro de mascara pra fazer com que a gente se sinta dentro da serie CSI-Miami. So falta aparecer o David Caruso em seu Hummer e…..Sem falar que em NY nao temos uma Lincoln Road, aberta tao tarde como aqui com essa FAUNA, policia correndo atras de peruas de salto alto, produtos de consumo. Consumo humano, eh so pagar e levar pro hotel: mas cuidado, senao elas te esvaziam e voce fica a ver os belos navios de Biscayne! Se tem uma fauna e flora viva eh aqui! Mas a troco de quantas vidas mortas? E quantas sociedades moribundas? Nao sei responder! Essa feijodada ja deve estar pesando na barriga do casal e as caipirinhas ja devem ter subido a cabeca deles e…. Ou entao ja devem ter brigado porque, sei la. Chega!"
Tales

[john]
So, did you have a good time in my home town? Ready to give up the Big Apple??;-)
John H

From GT – My answer, dearest: After 3 days or so of watching this (,,,,,) parade on the promenade, I felt as if I was in Tel A Viv of Belize de Port au Prince avec las putchas homegrown ….But you know all that, so why am I preaching? The good news is that , when one wakes up in the morning and the sun hits you in the face and your feet hit the warm sands and you take a dive into the transparent waters (full of seaweed, yet transparent anyway), the "world out there" doesn't seem to matter/YET, now Back in the bitten apple, and the terrible weather, I SHALL NEVER give up THIS, my beloved and fucked up NY!
LOVE (we'll talk tomorrow) GT

do Mau Fonseca
A ditadura no brasil nao ocorreu por conta de uma intensiva comunista – no brasil nunca houve comunismo – o maximo foi na epoca de Prestes e da Intentona Comunista. Jango – fez visitas na China e isso foi pretexto pra que os EUA junto aos militares brasileiros justificassem um golpe. Esses jovens que ficaram rotulados como comunistas nao eram comunistas – e somente surgiram pra lutar contra a ditadura. A bem da verdade o Brasil nunca soube ser de ideologia nenhuma. Veja vargas, era admirador de Mussolini, no entanto fez um pacto com os EUA pra ficar no lado dos aliados na 2.Guerra – em troca pediu a construção da Petrobras e da CSN. Ou seja, sejam os velhos ou os jovens, o Brasil nunca se postou ideologicamente. E nós aqui, do presente e eles do passado, sejam das gerações perdidas de Vargas, JK, Janio Jango, militares, os brasileiros sempre acabaram atrasados. Em relação aos bolsistas da ditadura – ate nos EUA o holocausto foi usado pra se ganhar grana a custa da tragedia.
Mau

Lindos os comentarios: estou relendo todos (de novo: da um livro ou uma peca, espetaculo: OBRIGADO a todos: da um tremendo orgulho! LOVE GT)

[Sandra]
Por mim, os neo-ricos podem farofar à vontade, desde que não joguem lixo na areia, e que usem seu próprio dinheiro, e não dinheiro público. Eles é que terão que pagar pela infelicidade dos ilegais? Vamos dividir as pessoas em quem merece e quem não merece estar ali? Todo mundo precisa do empregado mal-remunerado, mas alguns são do bem, então estão justificados. E o empregado ma-remunerado precisa do turista, inclusive o imigrante ilegal, senão estaria bem pior no seu próprio país, para o qual não quer voltar (senão já teria voltado). Que os neo-ricos esnobem seus pares se quiserem.
Sandra

Do Rio Dengoso a Valeria….
Sandra: ri de sua pergunta ao mesmo tempo engraçada e carinhosa: "G. tem certeza q vai conseguir descansar?" Talvez ver outras coisas descansa tb, outro tipo de agito! G.:É bacana perceber seu pasmo, atração e ogeriza por tudo isso q tá fazendo de Miami o local de despachos do mundo: "mas agora parece que o mundo inteiro 'mesmo' desceu aqui… cenas interessanterrimas, tristes, decadentes, efervecentes, borbulhantes q dao tesao e frio na espinha assim como dao depressao… Com os caras se observando porque as mafias se policiam e visam o lucro e aqui a luta pela sobrevivencia eh mais desnuda que em qualquer lugar que ja vi: sempre vejo a mesma cena: mais Porsches conversiveis num unico quarteirao…" Tá tudo aí, e como vc q pega tudo no ar, rearrumando seu mundo e desarrumando o nosso com o seu olhar, só fico esperando como isso pode entrar em cena a partir de vc. Acho q vc tá se espiralando pra mandar ver,pra nos mandar nos ver, pra nos enviar pra este universo pluri-patê éticultural!
Valéria

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São Paulo, sábado, 26 de abril de 2008

Zuenir Ventura revê 68 olhando para o presente

"1968 – O Que Fizemos de Nós", jornalista elege raves como emblema da juventude atual

Livro, que sai em caixa com nova edição de best-seller do autor sobre "ano que não terminou", tem entrevistas com Caetano, FHC e Zé Dirceu

LUIZ FERNANDO VIANNA
DA REPORTAGEM LOCAL

Em 1988, Zuenir Ventura publicou "1968 – O Ano que Não Terminou", que já chegou à marca de 400 mil exemplares vendidos. Em 2008, o jornalista lança uma edição revisada de seu best-seller com "1968 – O Que Fizemos de Nós", livro que não pretende ocupar a nova data redonda apenas com mais um balanço do que aconteceu há quatro décadas.
Ao rever o primeiro "1968", Zuenir concebeu um segundo em que buscasse, segundo ele, "continuidades e rupturas" entre a quase mítica "geração de 68" e jovens de hoje.
"Não há hoje "a" geração. Há tribos, galeras, turmas. Por isso, achei que a estrutura não devia ter uma ordem rígida. É mais fragmentada", diz ele, 76, referindo-se à primeira metade do livro, em que faz pequenas reportagens para retratar os tempos atuais e pô-los em contraste com 68 -na segunda, entrevista nomes importantes da época falando de ontem e hoje.
"Quis corrigir um pouco essa má vontade que a gente tem com a nova geração. Também era assim em 68, mas os jovens eram muito agressivos e respondiam: "não confie em ninguém com mais de 30 anos". O João Batista Ferreira, ex-padre que era um dos poucos com mais de 30 em quem os jovens confiavam e que hoje é psicanalista de jovens, diz que há um 68 dentro de 2008 e nos conclama a ter um olhar mais generoso.
Precisamos lavar os olhos e tentar entender o que eles são, o que eles querem", afirma.

Narcisismo
Zuenir foi a campo, então, e procurou entender o culto ao corpo dos dias de hoje, da obsessão pela magreza aos piercings, como mostra o capítulo "Viva o Corpo Brasileiro".
Mas o investimento maior está nas 30 páginas de "Sexo, Drogas e Rave". Ele relata, com doses de humor e espanto, sua ida a uma grande festa embalada a música eletrônica e ecstasy, e elege as raves como emblema da juventude atual.
"Você encontra nesse tipo de festa o que eu chamo de busca meio agônica do paroxismo; ou seja, da vertigem, da voragem, do risco. Ao mesmo tempo em que é uma coisa coletiva, as pessoas ficam muito ensimesmadas, mais preocupadas com elas do que com os outros. Há um narcisismo", diz.
Ele, no entanto, não aponta no livro nenhum dedo condenatório para esses jovens e vê seu comportamento como quase natural, já que os projetos coletivos, especialmente os políticos, não fascinam mais.

Utopia ingênua
Dos desdobramentos positivos de 68, Zuenir Ventura destaca vários no livro, como o maior respeito às preferências sexuais e aos direitos da mulher, e o fortalecimento dos movimentos negro e gay. Na ala negativa, estão a violência ("acreditava-se numa violência edificante, pedagógica, o que dava a você o direito de ser violento, mas não ao outro, e hoje sabemos que toda violência gera violência") e as drogas. "Havia uma certa utopia ingênua ao achar que as drogas poderiam ser um instrumento de abertura das consciências.
Mas essa realidade se mostrou perversa. No fundo, há uma multinacional das drogas que gera mortes. É uma tragédia deste século que herdamos do anterior", diz ele.

Entrevistas
A segunda parte do livro tem sete entrevistas (veja trechos nesta página). Começa com Heloisa Buarque de Hollanda, crítica literária que sediou o Réveillon que abria "O Ano que Não Terminou", e termina com José Dirceu, líder estudantil preso em 68, libertado graças ao seqüestro do embaixador americano em 69 -do qual participaram Franklin Martins e Fernando Gabeira, também entrevistados- e que teve o mandato de deputado federal cassado em 2005 sob suspeita de comandar o mensalão.
César Benjamim, preso por cinco anos durante a ditadura militar e hoje um cientista político dissidente do PT, conta uma história que, embora não inédita, é pouco conhecida: Lula teria jantado e "derrubado três litros de uísque" com Alberico Souza Cruz dias depois do debate com Fernando Collor, no segundo turno da eleição presidencial de 1989. Alberico era satanizado pelos petistas por ter sido o principal responsável pela edição (favorável a Collor) do debate exibido nos telejornais da TV Globo. "Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?", teria dito o hoje presidente da República.
Na entrevista de Caetano Veloso, está, para Zuenir, a frase que resume melhor a possibilidade de um "novo 68": "Para ser [uma coisa] parecida com aquilo, tem de ser muito diferente daquilo". Agora lançados numa caixa, os livros deverão ser vendidos separadamente em breve.


Belo comentario de Ana Carolina Lima
Eu tenho muita vergonha dos meus contemporâneos, e na minha individualidade nem acho que esse é o adjetivo correto, porque eu odeio rave e nunca tomei ecstasy!!
Infelismente esse bando de gente surda e burra é resultado; E nem sabem do quê. Mas é resultado, de homens que lutaram por um ideal de civilização sem civilidade pois não havia outra maneira. Aqueles jovens idealistas tinham como opositores militares que acreditavam estar em uma guerra e não num debate. Só que a dureza daqueles jovens pra enfrentar tal situação os transformou em homens brilhantes mas cansados e desapontados. E o terror que pairava em seus pesadelos não os permitiu relatar com a contundência necessária o ocorrido pra concientizar esta nova juventude. E as novas crianças cresceram 'felizes' e cegas e perdidas. E os papais que se safaram na maioria das vezes preferem não falar sobre o assusnto e esquecer os choques. E essas crianças perdidas como 'Alice' compreenderam que o jogo é se safar, mas…do que???
Somos então filhos de militantes misturados com os filhos de militares, coniventes, ausentes, 'caguetas', ignorantes, intelectuais, enfim, todos igualmente perdidos e assustados.
ACL

da Sandra
E os meus alunos são gente fina pra caramba! Podem exluí-los dessa classificação "geração perdida". Só eu que dou sopapo galáctico neles!!!!
Sandra

Sandra: Se acredito em Deus? Acredito nessa salada mista que essa promenade walk produz aqui em Miami. Acho que deus criou varias Babel (plural please) nessas 114 bilhoes de galaxias> portanto acredito em 114 bilhoes de deuses e 114 bilhoes de Miamis. Nesse momento te escrevo do 34 andar e vejo Cruise Liners e o mar mais azuis e Tel a viv com venezuela e o escracho do mundo se embebedando de Tequila (meio dia agora) e o que sobra da festa rave de ontem……deus> bem……se vier numa forma de pilula talvez, com antioxidadnte sim! Achei muito chato a Hillary provocar o Obama: minha cabeca esta estourando! e meus nervos ja passaram da pele: o livro do Zuenir e LINDO de morrer!
LOVE
G

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De South Beach – Miami

Amanha ou depois eu escrevo sobre a OBESIDADE na praia, a profusao de linguas e linguagens, etinas,a farofeira, os emigrantes ILEGAIS que servem aos hoteis (National, Delano, FontaineBleau, Tides, TODOS), colocando cadeiras e servindo (embebedando) todo mundo:
South Beach – esse strip de art deco (que eu amo eh que se ame: Me Ame) MI AMI – esta uma doideira: ja fazia 6 meses que nao vinha aqui: so no elevador subindo: os mensageiros do hotel (que se identificam por NUMEROS e nao nomes – e quase nao falam ingles) oferecem TUDO: desde qualquer DROGA ate Mulheres, las putchas que entram ilegalmente de, digo do…..!!!! Eh so discar "….numero…tal tal e tal…."
que loucura!
em que epoca estamos?????
– os comentarios estao otimos –
ate ja
estou tentando vencer um nervous breakdown mas vcs nao deixam!
LOVE
G


Essa eh otima!
Pô, Gerald! E você queria o quê? Com essa cara de maluco que você tem, que oferecessem uma bíblia?
O Vampiro de Curitiba

Tales que, ao contrario de Pancho, sabe localizar Miami na Historia e no mapa!
Boa sorte aí, Gerald! Miami parece uma extensão dos anos pré-Castro de Havana, qnd esta era de fato o cabaré dos americanos, que cheiravam, fodiam e bebiam todas naquela Disneylandia…
Tales


Miami – Desde um extremo da ponta de South Beach – o Joe's Stone Crab (Corner) (pra onde eu corro todas as vezes em que estou aqui….(como descreve-lo?) Eh um Peter Luger do Super Caranguejo. O Stone Crab eh tipico daqui …..(o City Crab de Manhattan tambem serve. Ah, o Peter Luger: em Williamsburg, Brooklyn, NY: lugar de carnivoro. Reservado com 3 meses de antecedencia. Eh um Bavarian steakhouse. Inexplicavel fenomeno. Sorry Rosebud!

O Joe's e a versao crustacea de Miami do Luger de NY.

Mas andando a pe pela muvuca de Ocean Drive ou e vendo a putaria, percebo que – cada vez menos- se fala ingles: pior, cada vez menos se "entende" ingles.

O 'assalto" da emigracao illegal esta em tudo que eh lugar: se ouvissimos o que o Lou Dobbs esta berrando ha anos na CNN talvez (e refletissimos mais e tomassemos mais acao, a coisa nao tivesse virado essa mixordia). Esse pais eh feito de emigrantes. Essa eh justamente a graca da coisa. Mas a ilegalidade da coisa esta insuportavel. E a demagogia do governo Bush em construir o RIDICULO muro que atravessaria Texas , New Mexico . Arizona e California so pode ser mau gosto ou a penultima idiotice (debaixo de muros de cavam tuneis)

Venho sempre pra Miami: e sempre que venho a coisa esta, digamos , um pouco mais putaria, ou seja, mais "nao excitante jovem e sim algo decadente e burgues" . Basta ver o que o Trump esta construindo aqui; como consciliar a pederastia dos dealers com a caretice dos Condos dos moradores que vem com Trump estampados na testa, resta a ser visto.

Hoje na praia, um garoto peruano illegal, dizia com todas as palavras que trabalhava pro hotel pra plantar os guarda sois e cobrar 10 dollares por agua mineral.

Aqui ninguem te rouba. Pode deixar Rolex, iPod, cellular, dinheiro aparecendo, cartao de credito na caminha da praia e dar um mergulho longo, pois nao te roubam.

Mas gosto de olhar as etnias e nacionalidades se entreolhando: o zoologico humano que, enquanto que em NY estao todos cobertos, aqui, com a nudez nada castigada, vira uma aberracao: os obesos pedindo comida e mais comida e falando arabe, os latinos latindo, judeus de kipa, algo que supus serem gregos, uma brasileirada desvairada, russos, e sei la, Babel. Babel tentando lutar pelo sol e farofa numa praia que ja foi, essencialmente, internacional mas, nivelada por cima e servida por cubanos no exilio. E hoje?

Agora? Se o motorista de taxi nao eh Brasileiro (o que foi o caso: Augusto da Silva), ele eh Haitiano. Na praia, mais pelanca, maquillagem, unhas longas e mais cellulite e a latinada berrando com seus filhos que passam por nos esparramando areia pra inconveniencia de todos.

Ah, as drogas e las putchas! So numa unica subida de elevador (estou no 34 andar), vem varios mensageiros: olha eu sou o numero 48, O outro: "eu sou o numero 57" e assim por diante: " o que o sr precisar desde QUALQUER cosa desde la chica mas rica and beautiful, you understand me sir, please just call my number any time of day or night and I can get you Anything!!!"

Dominicanos, Haitianos, Peruanos, Russos, Bulgaros, mas ainda assim, Cubanos esperando Fidel morrer, e argentinos e mexicanos e equatorianos e o mundo se encontra aqui. Parecida com uma NY dos subtropicosm ate os americanos tentam se encontrar aqui, mas os latinos sao mais fortes e metem medo!

Dos austriacos cafonas que estao no mesmo andar que eu e ganham o suficiente pra comprar o castelo de Graz, eu ouco : Sei Vorsichtich, como se eu nao soubesse! ate os Venezuelanos imundos que trabalham na Jerry's Deli da Collins Avenue.

Eh engracado. E essa pergunta eu faco a voces:

1- tempos atras o mito era que os estrangeiros fazem aqui o "trabalho sujo" que Americano nao quer mais fazer. Isso eh – na realidade do outsourcing e da falencia da economia – uma tremenda mentira. Tenho amigos aqui, assim como em NY desempregados e aguardando numa fila de agencia de empregos mas numa eternal fila pois sabem que atraves de caminhos "legais" em seu proprio pais jamais conseguirao coisa alguma. Ja os ilegais estao com suas Mafias tao bem construidas, tao edificadas e fortificadas que o paralelo da obesidade e da cellulite na praia parece ser pertinente: estarao la e so crescerao! Daqui a alguns anos nao se falara mais ingles em Miami. Os excluidos serao os que nasceram aqui e pagam seus impostos. O que voces acham disso, se esse fosse o caso no Brasil?

Gerald Thomas


Contrera (sobre outra coisa: mas coloco ele aqui)
de olho nas estrelas, a trupe geraldiana investigará o domínio do dinheiro numa cultura pop, com métodos quase fascistas, para questionar aquilo que está constituído numa aposta obamada até alcançar o universo. é isso?
Contrera

GT – Olha querido, depois dessa passagem por Miami e ver uma Jewish wedding na praia e andar pelo Promenade e me sentir em Tel A Viv da San Juan de Port Au Prince de Caracas de Punta Del Leste de havana da Cavalaria dos Small Horses da Cata-LUNIA, ja nao sei se estaremos olhando pra estrelas ou pra mansao que Gianni Versace deixou pra tras ali perto do The Tides e que menciono em quase todas as minhas pecas! Caramba: agora que percebo quantas pecas minhas foram escritas aqui! Eh hora de consultas David Caruso do CSI Miami ou de Pegar o Pancho pra me mostrar o Uruguay inteiro mesmo!
LOVE
G

resposta do Pancho
Pancho Cappeletti] [São Paulo]
com muito prazer eu e toda a pequena nação uruguaya vai recepcionar você com muito carinho. Mas devo adiar que ao contrário de Miami, nosso pequeno país, assim como os bons perfumes… não tem uma variedade de idiomas, nem idiotas, nem etinias, farofas, emigrantes então….eheheh…não usamos drogas nem prostitudas…SOMOS UM PAÍS LIMPO E PADRONIZADO COMO A NORUEGA. Bien Venido!!!

e do GT
Deus me livre! Agora da pra entender porque os Nazis iam pra esse triangulo: Uruguay – Ar-Etc. The perfectly white and CLEAN CLAN CLUTZ! hey?
LOVE
G

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ESTATUTO – por Gerald Thomas

"Uma forma reparatista de ver o mundo teatral"

NY- Em questao de algumas semanas, um pequeno grupo de atores se juntara num dos andares do SESC Paulista por um longo periodo. Outro grupo se reunira aqui em NY. Nao sera uma clausura propriamente. Mas desse "encontro" (espero), saira uma nova maneira de ver o que rola no universo. Quem sabe, menos rancorosa, quem sabe, mais desligada de clichés, vicios, etc.

Temos alguns pontos de partida, ja que tive breves momentos de iluminacao recentemente (e nao estou brincando). "Iluminacao?" "Como assim?", pode perguntar um cinico. "Voce anda se encontrando com Richard Wagner recentemente?

"Teve encontros secretos com o Siegfried – personagem do Anel dos Niebelungos – no meio da Floresta?" ou sera que Wittgenstein andou te visitando seu apartamento em Manhattan ou em Londres junto com o "magico" David Blaine?"

Sim, possivel que sim. Tive momentos reveladores. Digo novamente: reveladores, divinos, sublimes, iluminados (preencham voces com superlativos o resto se quizerem!)

Esse BLOG atinge hoje um numero que eu havia marcado num dos meus caderninhos do Starbucks que seria o numero final, digo terminal, digo CHEGA!!!!!: mas calhou do Papa passar por aqui e a discussao ficou interessante e Tiradentes apareceu ai e coalhou a coalhada e….num surto repentino hoje ainda tem as primaries de Pennsylvania em que Obama e Hillary vao passar por somente mais UM teste decisivo…..e essa vida do Blog parece cada vez mais injetada de vida e sangue: dessa vez ela, a Hillary ou cai fora ou se olha no espelho deformado ou pergunta pro David Blane como prender a respiracao por mais que 16 minutos! Oh Rodham oh Rodham viva cuja voz nao aguento mais na CNN ou nos outros canais mesmo com a adesao de Tony Snow (ex spokesman da Casa Branca e ex Fox TV). CNN nada comentou sobre o fabuloso Richard Quest!

Nao aguento mais a covardia e a hipocria da midia. Ha anos escrevo isso. Mas tem uma hora em que o copo transborda.


1- Estaremos olhando pras estrelas. Literalmente estaremos olhando pra barras de chocolate flutuantes ou aquelas que giram como pequenos planetas. LUNETA eh o que nao falta. Caolho tambem nao.

2- Estaremos investigando a questao da iluminacao X DINHEIRO. Estranho. E como gira essa porra! Nada a ver com Marx, Engels e Feuerbach e sim com a imagem POP dessas pessoas:

2a: eu disse POP? "Cuidado Gerald com a escolha das palavras!" Cuidado eh o caralho, vc nao deve nada a ninguem. (oops, essa o lobby do Al Gore vai me cobrar de tao corrupto que sou)!

3- Sim, empregaremos o supergasto sistema falido e horroroso de superdelegates que se usa aqui no USA nas eleicoes. Nas artes vai funcoinar porque nas artes seremos um pouco fascistas, com o nada-perdao da palavra. A arte e o fascismo namoram ha muito tempo! Deem uma olhada pra frente e nao pra tras, sem clichés e sem preconceitos. SEM PRECONCEITOS!

4- Sou e serei ate o fim por OBAMA! Mas isso nao entrara em nossa investigacao teatral: la eu colocarei todos os discursos politicos num tribunal e que se fodam! Nao devo nada a ninguem e estou em estado de BEM, neutro no que diz respeito as convencoes internacionais basicas de respeito ao ser humano (e alguns animais tambem).

5- Se a Historia nos mostra que ate alguns politicos estao preparados pra deixar de lado suas animosidades e fazer o pacto com o diabo da vitoria (1960: JFK e LBJ), entao porque uma cia de teatro teria que estar que "relendo" textos ja escritos e nao formar UMA NOVA CONSTITUICAO?????

NOTA: essa declaracao significa que essa eh uma experiencia e que pode dar em NADA, pode significar numa derrota terrivel. Mas sou bom em guerras. Sou bom nas ESTRELAS . Tenho estudado a velocidade da luz e a capacidade de me tornar transparente e/ou de simplesmente fazer entender atraves do SOPAPO galactico. Entendem?

Eh estranho dizer isso: mas uma lampada me veio e …me disse…."pare de querer olhar o mundo, vc ja o tem". Reli uma antiga materia do Alan Riding do NYTimes de outubro de 1988 e vou fazer num canto do teatro os cantos de Pound ou Santeria ou reproduzir de memoria uns trechos de Kantor (Tadeuz) ou pequenas perolas de Imagination Dead Imagine ou de All Strange Away que, assim como disse Richard Wagner a Ludwig "vou meter o pe na tabua" (como se isso fosse verdade!) na hora de escrever as lindas linhas de Liebestod, ou na hora de colocar o Nietzsche debaixo do seu proprio piano pra ouvir as marteladas da overture do Fliegende Hollander, o Navio Fantasma, sabendo que seu futuro seria uma "rua escura" chamada seculo 2o onde a atonalidade e dodecafonia dos judeus como Schoenberg iam deitar e rolar. E ai mestre?

6- Se soubesses os impasses de hoje? Se soubesses das belezas do mundo de hoje, se soubesses das imundices e das nojeiras e das belezas que fazemos delas, que loucura linda eh a mistura eh a inter-racialidade, em disputa hoje pela Casa Branca, nas previas da Pennsylvania.

7- Sim, o UNIVERSO.

Desde os descobridores ate os ATRAVESSADORES, aqueles que, como os CELTAS, ja nasceram com um tijolo entalado na garganta: ESSES SOMOS NOS!!!!!!

Bem vindos ao novo grupo do SESC Paulista! O Estatuto do blog serve aqui uma funcao triste: o tijolo na garganta se desafina como um violonista que nao cabe mais em sua orquestra. Ao mesmo tempo as duas orquestras nao param de tocar!

Gerald Thomas
New York – April 22, 2008


Rafael Dantas, obrigado pelo: http://www.youtube.com/watch?v=BxYsVDFh1ow
o resto eu comento amanha: Vampiro, thanks pelas emocionantes palavras
LOVE
GT

[Zeca] [Montreal]
Sei la por que, mas depois que li esse texto lembrei da Besta Humana do Zola e do instinto de morte do personagem principal, da fissura, da fenda cerebral de Jacques Lantier, o mecanico de locomotiva. Ainda jovem, ele pressente a maneira como o instinto de morte se traveste em todos os seus apetites, a Ideia de morte sobre todas as ideias fixas, a grande heranca sobre a pequena e ele se afasta (ou é afastado) das mulheres, do vinho, do dinheiro, das ambicoes que ele podia ter tido legitimamente. Ele renunciou aos instintos. Seu unico objeto é a maquina. O que ele sabe é que a fissura, a fenda, introduz a morte em todos os instintos e que na origem ou no final de todo instinto, o negocio é matar e talvez até ser morto. A Besta Humana somos nós.

[O Vampiro de Curitiba]
E vai Gerald, com sua serpente e sua águia, abandonar sua caverna e falar aos seus. Estrela de Sol, quer ver as demais estrelas. Quem sabe, até uns sopapos estrelares, se for preciso. Chega de mudar o mundo, sequer entendê-lo. Mudemos nós! Fora clichês, pré-conceitos, ideais. Fora passado! Não teremos medo do futuro porque amamos o destino. Façamos o presente, então. Construiremos a nós mesmos. Super-homens, sim! Não um homem biologicamente superior, isso a história já nos provou que é bobagem. Mas podemos criar a nós mesmos, novos valores, ou valor nenhum. Somos todos sobreviventes, forjados na dor e no desespero. Merecemos dar um passo adiante. Sem medo do abismo. E esse processo só pode começar na arte. É por isso que estaremos todos atentos ao novo grupo do SESC. Boa sorte a todos, ou se preferirem: M.E.R.D.A!!!

[Pancho Cappeletti] [São Paulo]
bem difícil pra mim comentar qualquer assunto que você escreveu nesse último texto…me sinto um grão de areia em alguma praia. Tudo que posso dizer é que fico feliz pra caralho com suas inspirações… viva el teatro hombre!!! te amo Pancho

Do Gerald em Miami por ordens medicas lendo o livro do Zuenir Ventura (LINDO!) : afastado do Blog por alguns dias. Lendo os comentarios OTIMOS de todos, so penso mesmo em transformar tudo num livro ou dialogo teatralizado, mas vou singularizar um unico agora, olhando pro mar mais azul aqui de South Beach, Miami:

[fabio] [são paulo]
aaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!! (grito de SUPLÍCIO)………..!!!!

Eh isso mesmo Carlos!
Fabio, valeu: o blog precisava de um epitáfio. Mas nem tudo está perdido. Vamos tentar uma partida. Eu começo: Peão b4.
Carlos (US)

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