Detalhe: o repórter do JB não sabe que Rainha Mentira e Queen Liar são a mesma Peça!

CURITIBA – Um dos nomes mais incensados – e polêmicos – do teatro brasileiro, o diretor e dramaturgo Gerald Thomas apresentaria três espetáculos na edição de 2008 do Festival de Curitiba. A utilização do verbo no passado já mostra que, no meio do caminho, houveram alguns percalços – Gerald não chegaria de Nova Yorque a tempo de se apresentar com as peças "Rainha Mentira e Queen Liar", de sua Cia. Ópera Seca – restando apenas o espetáculo "Terra em Trânsito" como representante de sua obra.

Estrelado por Fabiana Gugli e Pancho Capelleti, que na peça interpreta um cisne que será transformado em foie gras, a história narra o drama vivido por uma cantora de ópera que, trancada em seu camarim pouco antes da apresentação, ouve no rádio o jornalista Paulo Francis, que faz um discurso racista, chegando até mesmo a elogiar os nazistas pelo extermínio dos judeus. À partir daí, a personagem de Fabiana vai, aos poucos, enlouquecendo.

O texto de "Terra em Trânsito", que faz parte da tetralogia "Asfaltaram a Terra" é atual, já que a personagem de Fabiana, que contracena com um cisne durante os 45 minutos do espetáculo, discorre sobre diversos temas, como guerras, desastres naturais, acontecimentos históricos, tudo com uma carga dramática recheada de passagens bem humoradas.

Fabiana Gugli, que já trabalha com o diretor há oito anos e defende o texto com vigor e carga dramática impressionantes, revelou que é sempre um prazer encenar um texto de
Gerald Thomas.

– É uma peça difícil, porque vai do drama ao humor de maneira rápida. Mas é, ao mesmo tempo, apaixonante.

O texto, segundo a atriz, foi escrito para ela pelo próprio Gerald Thomas, já tendo sido encenada em inglês e espanhol. Para isso, segundo Fabiana, muita coisa teve que ser modificada, para que fizesse sentido em outros países, como Argentina e Espanha.

– Por ser muito atual, a peça muda o tempo todo. E exige uma entrega completa do ator.

Já tendo atuado em 13 peças do diretor, Fabiana diz que se identifica muito com o trabalho de Gerald, que chega a dirigir seus atores em cena, modificando ou acertando algumas coisas no momento da apresentação.

Outro ponto positivo do espetáculo é a iluminação, do próprio Gerald Thomas, que realça os momentos mais dramáticos da peça, levando a platéia a vivenciar de forma mais intensa as reações despertadas pelo texto e pelas interpretações no palco.

Ao final, a sensação que fica é que durou pouco, tamanho o talento da dupla. Uma pena não poder conferi-la nos espetáculos que foram cancelados.

O Festival de Curitiba segue até o próximo dia 30.


do Vamp
O Vampiro de Curitiba]
Gerald, deixa de ser chato! Não gostar de tropicalistas não é racismo, é bom gosto, he, he… E, fora o detalhe do repórter não saber que "Quenn Liar" é o mesmo que "Rainha Mentira", a reportagem foi até bem favorável.
Vampiro de Curitiba

da Valeria
[Valéria] [RJ]
Enquanto o Gerald tava trancado em NY, sua peça falava de uma artista trancada no camarim; estas trancas e tranças da vida… E esta do título é tristerrível, mostra a quantas anda o investimento em arte q se faz nos jornais… Gente no mínimo mais perspicaz é quase certo q há por aí; claro q todos podem comer moscas, eu mesmo comi há pouco, mas não num título, neste diálogo! Caramba! O pouco q vi no youtube da Fabiana é de impressionar, e o foco do patê de fígado é de tirar o chapéu. Pensando nisso eu me sinto um ganso q é massacrado por tanto consumo q me é empurrado goela abaixo para q eu vire um produto, essa massa, esse patê cultural. Olha Gerald, ñ sei se vc pensa em publicar o texto q muda sempre, mas q eu gostaria muito de lê-lo, isso eu não posso negar. Sandra, a gente tem q repensar esta história de a parte de baixo ser uma coisa pra lá de baixa, né? he he he Vamos aos paradigmas do XXI, se existem, se não, a gente tenta reinventar Bjim
Val

do Ivam Cabral (Satyros)
Gerald, querido, tudo certo? Estamos em Curitiba, no Festival. É que andei ouvindo umas coisas por aqui que quis te contar. Primeiro, é unânime os elogios para "Terra em Trânsito". Segundo, ouvi um diálogo que me emocionou. Estava no Memorial de Curitiba, o QG do Festival, e ouvi uma senhora comentando com uma outra: "Ora, Festival de Teatro sem Gerald Thomas não é Festival de Teatro". Ao que a outra respndeu: "Mas ele não veio". "Veio a sua obra e isso já é o bastante", finalizou a primeira. Achei que você gostaria de saber dessa história. Amor,Ivam

PS: Um enorme beijo Ivam: obrigadissimo e sucesso ai meus queridos!!!

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17 Comments

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17 responses to “Detalhe: o repórter do JB não sabe que Rainha Mentira e Queen Liar são a mesma Peça!

  1. Sérgio] [São Paulo, SP, Brasil

    Prezado Vampiro,
    A Andrea N. tem razão quando menciona o erro gramatical.
    O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal e deve ser colocado na 3a. pessoa do singular, não concorda com “percalços” porque não possui sujeito.

  2. Marina S.

    vamp, o verbo haver é um verbo pra lá de discordante. não concorda com nada.
    é houve mesmo. o repórter ou o copy desk erraram :))

  3. Ana

    Lindo isso que o Ivam Cabral conta! Lindo e pontual!

  4. Sandra

    Valéria, quando eu disse que o golpe não deveria ser tão abaixo da linha da cintura, pensei mais em…dor. Se bem que, para fazer justiça, deveria também dizer que não deveria ser muito acima, no caso dos beligerantes serem do sexo feminino, pois como disse um rapaz travesti numa entrevista: Não é porque a gente é feminina que não vai dar porrada, não é? E ainda acho que precisa MUITA intimidade com os interlocutores para provocá-los com uma coisa dessas.

  5. Ro] [alemanha

    G! feliz de ver a repercurssao no Brasil. Feliz em saber que onde o nome de Gerald está nao passa nada em branco! Voce e´sensacao sempre… Nao consegui acompanhar o blog nos ultimos tempos tao atentamente,porque voce sabe, estava doente e fui hospitalizada e permaneci numa maca ,num corredor de um hospital aqui da ALEMANHA, e que só nao fiquei mais tempo neste CORREDOR (ao contrario de uma sra no alto dos seus 80 anos mais ou menos, que aguardava vaga em um quarto ha uns dois dias), porque assinei um termo de responsabilidade e fui para casa. Mas , deixo meu registro de alegria por tudo que fiquei sabendo agora.Voce merece! sua todos da Cia.Òpera Seca tambem. Beijos enormes Rô.

  6. O Vampiro de Curitiba

    A pergunta que não quer calar: E aí, Gerald, vem ou não vem?

  7. O Vampiro de Curitiba

    A pergunta que não quer calar: E aí, Gerald, vem ou não vem?

  8. O Vampiro de Curitiba

    Andrea N, “houveram” relaciona-se com “percalços”, está certo o repórter. Viu, lindinha?

  9. O Vampiro de Curitiba

    Gerald, deixa de ser chato! Não gostar de tropicalistas não é racismo, é bom gosto, he, he… E, fora o detalhe do repórter não saber que “Quenn Liar” é o mesmo que “Rainha Mentira”, a reportagem foi até bem favorável.

  10. Valéria] [RJ

    Enquanto o Gerald tava trancado em NY, sua peça falava de uma artista trancada no camarim; estas trancas e tranças da vida…
    E esta do título é tristerrível, mostra a quantas anda o investimento em arte q se faz nos jornais… Gente no mínimo mais perspicaz é quase certo q há por aí; claro q todos podem comer moscas, eu mesmo comi há pouco, mas não num título, neste diálogo! Caramba!
    O pouco q vi no youtube da Fabiana é de impressionar, e o foco do patê de fígado é de tirar o chapéu. Pensando nisso eu me sinto um ganso q é massacrado por tanto consumo q me é empurrado goela abaixo para q eu vire um produto, essa massa, esse patê cultural. Olha Gerald, ñ sei se vc pensa em publicar o texto q muda sempre, mas q eu gostaria muito de lê-lo, isso eu não posso negar.
    Sandra, a gente tem q repensar esta história de a parte de baixo ser uma coisa pra lá de baixa, né? he he he Vamos aos paradigmas do XXI, se existem, se não, a gente tenta reinventar
    Bjim

  11. Sandra

    Mesmo quando se fala algo que não é verdadeiro, só para magoar o adversário, o golpe não pode ficar tão abaixo da cintura!!!!!!!!
    QUE COISA MAIS SEM NOÇÃO!!!!!!!! ONDE O PAULO FRANCIS ESTAVA COM A CABEÇA????

  12. Andrea N.] [New York, NY

    “Houveram” tambem foi mal. Assaltaram a gramatica. 🙂

  13. Sandra

    Só concebo alguém defender extermínio numa única situação: se a pessoa for irônica, e MUITO MUITO MUITO brilhante, como Swift.

  14. Mau

    A Fabi arrasa mesmo…

  15. Gerald Thomas

    Sandra: Pelo que sei p Francis nao chegava a tanto: era racista sim: nao gostava de negros e tropicalistas!!!! Odiava tudo o que era….(deixa pra la). Mas ja foi comunista, como todos
    Agora existe esse REVIVAL dele, puro jogo de marketing do pesso.al do Manhattan ConneX.
    Depois de fazer esses discursos inflamados , ele geralmente se retratava. Mas e dai???
    O mal ja estava feito
    LOVE
    Gerald

  16. Sandra

    “tudo com uma carga dramática recheada de passagens bem humoradas”
    Chega a me CHOCAR… PROFUNDAMENTE… a sua capacidade de fazer isso, Gerald.

  17. Sandra

    “ouve no rádio o jornalista Paulo Francis, que faz um discurso racista, chegando até
    mesmo a elogiar os nazistas pelo extermínio dos judeus”
    ISSO É REAL?????????
    ELE FEZ ISSO????????

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