Morte de Arthur C Clarke

do Carlos

2001: Uma Odisséia no Espaço é uma dessas obras que me parecem fazer parte do ar que respiramos. Pelo menos pro pessoal da minha geração (que por óbvias razões só viu o filme mais de uma década depois do lançamento). Dois são os filmes de ficção sérios, eternos e absolutamente maravilhosos que conheço: 2001 do Kubrick e Solaris do Tarkovsky (pelo amor de Deus não a versão recente de Hollywood, mas a burguesada não vai diferenciar nada mesmo). Arthur C Clarke juntou-se aos ETs hoje. Fica sua obra e sua aventura. Sempre que possível esse blog refere-se a ele…e alguns de nós ao monolito…aos macacos de 2001…ao Hal…Arthur C Clarke juntou-se hoje a Kubrick, a Ligeti…e a tantos outros grandes…Saudações e minha admiração a esses grandes homens…
Carlos

do Sergio Penteado

Quando "2001" foi exibido no Brasil, nos idos de 1969, eu creio, eu fui assistir, no Cine Astor, aqui em São Paulo, se não me engano. Como era muito pequeno, naturalmente esperava um filme de ficção científica, algo tão em voga no gênero naquela época. Apagadas as luzes, acesos os projetores, teve início uma das mais marcantes experiências visuais e auditivas por que passei. Do início do filme naquele deserto e a legenda anunciando "a aurora do homem", passando pela briga dos macacos e aquele fragmento de osso lançado ao espaço e se tornando a espaçonave "Discovery", com a sequência seguinte de "Danúbio Azul" em sincronia com o movimento das estações espaciais ao mistério do monolito e a rebelião do ensandecido HAL 2000, antes da viagem à Jupiter, é tudo muito impressionante e um prenúncio de nosso caos. Hoje, nem tanto, porque se passaram quarenta anos, mas na época, absolutamente inovador. Foi o casamento perfeito, como disse o Carlos, de Arthur Clarke com Stanley Kubrick.
Sérgio

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15 Comments

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15 responses to “Morte de Arthur C Clarke

  1. Vera] [POA

    Carlos, a nossa cena está viva!Eterna. beijos. Vera

  2. Sandra

    Valéria, mandei um e-mail para você. Espero que tenha chegado.

  3. Valéria] [RJ

    Eu vi este filme em casa, numa televisãozinha; o início e a música foram uma supresa pra mim, q era pequena, mas lembro do meu pai comentando a respeito, e logo ele q ñ comentava nada, filme nenhum, música nenhuma etc. Arte nunca era prato do dia na minha casa. Mas lembro q o filme me chamou a atenção só pelos assombros do meu pai, fiquei extasiada com um filme q fez meu pai parar e comentar algo de bom sobre um filme! Estas duas coisas estão juntas, casaram-se na minha cabeça.
    Sandra: adoraria conversar com vc,pois estou fazendo uma pesquisa e sei q vc dá aula de física, pra que série? etc. Vou deixar meu email, se puder entre em contato comigo? valeriam@ar.microlink.com.br
    bjim

  4. Carlos] [US

    Valeu a todos vocês pelos comentários, principalmente depois de dias turbulentos no blog. Mas Arthur C Clarke nos faz refletir antes de brigar. Pois é, um comentário sobre a velocidade do filme. Eis exatamente aí a mão do genial Kubrick. Primeiro, o drama ocorre no espaço, onde não há gravidade. Tenho certeza que Kubrick queria mergulhar o espectador nessa sensação de flutuação constante e a lentidão é inerente a essas sensações. Quando vi o filme pela primeira vez achei lento demais. Foi só muito depois, numa sala, sozinho, que a “mágica” ocorreu. E mais, na versão mais recente há uma cena de blackout que considero antológica. A tela escurece e no fundo fica a música de Ligeti por uns 5 minutos (não contei quanto tempo). Como diriam…é “mind-blowing”. Onde já foi visto um filme com a tela preta por tanto tempo? Kubrick estava indo longe, muito longe na sua crítica do homem e do futuro. Acho que ele propôs uma experiência que vai muito além do cinema.

  5. Sandra

    Sérgio
    ISSO!!!! HUMILHA!!!!!

  6. Sérgio] [São Paulo, SP, Brasil

    Hey, Sandra, não me odeie.
    Os avanços tecnológicos felizmente tem um lado muito bom !
    Basta você ir a uma locadora, pegar o DVDremasterizado do filme e projetá-lo numa tela de plasma de 50 polegadas.
    Mas aviso que, quando revi esse filme muitos anos depois pareceu-me plasticamente maravilhoso mas lento, lento…totalmente SLOW DOWN para nossas cabeças aceleradas dos tempos atuais.
    Não sei se uma criança da idade que eu tinha na ocasião teria saco para assistir.
    Saludos !

  7. Sandra

    Que imagem linda!!! Já imaginou vê-la numa TELONA de cinema, com aquele SOOMMM? Ai, ai,… Sérgio, te odeio.

  8. Sandra

    Eu vi 2001 pela primeira vez numa TV preto e branco. COMO ODEIO VOCÊS!!!!!!!!!!

  9. Peter Punk] [Rio de janeiro

    Alguem hoje ainda escreve ouficção cientifica? O futuro chegou ou eh mes que vem . Ate Gibson depois de neuromancer e monalisaoverdrive nao escreve mais sobre o futuro. Reler o futuro.

  10. Sérgio] [São Paulo, SP, Brasil

    Putz! Retificando, o nome do computador do “2001” era HAL (paródia do IBM antecipando uma letra no alfabeto) 9000 e não “HAL 2000″…tô ficando velho e esquecido, também já faz tanto tempo..he he he..

  11. Contrera

    em 2001, um animal que se vangloria (vana gloria) encontra faíscas do infinito. e, claro, enlouquece. contrera

  12. O Vampiro de Curitiba

    Linda homenagem, Gerald e Carlos. Confesso que do Kubrick eu prefiro “Laranja Mecânica”, óbvio. É, o tempo não pára…

  13. Sérgio] [São Paulo, SP, Brasil

    Quando “2001” foi exibido no Brasil, nos idos de 1969, eu creio, eu fui assistir, no Cine Astor, aqui em São Paulo, se não me engano.
    Como era muito pequeno, naturalmente esperava um filme de ficção científica, algo tão em voga no gênero naquela época.
    Apagadas as luzes, acesos os projetores, teve início uma das mais marcantes experiências visuais e auditivas por que passei.
    Do início do filme naquele deserto e a legenda anunciando “a aurora do homem”, passando pela briga dos macacos e aquele fragmento de osso lançado ao espaço e se tornando a espaçonave “Discovery”, com a sequência seguinte de “Danúbio Azul” em sincronia com o movimento das estações espaciais ao mistério do monolito e a rebelião do ensandecido HAL 2000, antes da viagem à Jupiter, é tudo muito impressionante e um prenúncio de nosso caos.
    Hoje, nem tanto, porque se passaram quarenta anos, mas na época, absolutamente inovador.
    Foi o casamento perfeito, como disse o Carlos, de Arthur Clarke com Stanley Kubrick.

  14. Mau

    E na mídia, a grande (grande será) esses Grandes autores ganham espaços minusculos qdo morrem – odeio notas de falecimento. Ainda bem que ainda tem alguns veiculos da midia q sempre resgatam gdes autorais do Brasil e exterior em especiais, doc´s e etc. Se eu fosse um grande autor eu morria e não avisava ninguem. Acho nota de falecimento tão pobre.

  15. Carlos] [US

    Quando Arthur Clarke completou 90 anos, trechos desse programa foram ao ar na TV. Enfim, o vídeo está no youtube. http://www.youtube.com/watch?v=3qLdeEjdbWE

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