BASTA !

New York – "Basta Pasta" é um restaurante na rua 17 entre a quinta e a sexta avenidas, cujo dono é um japones (o Suzuki) altíssimo que começou a vida jogando no Santos Futebol Clube. Hoje, esse restaurante "bomba" (sempre lotado) de japoneses do mundo artístico. Mas o detalhe é que ele não serve sashimi ou sushi. A especialização é a comida italiana. A pasta deles cozida dentro de um enorme parmeggiano reggiano é uma das especialidades. O staff não fala uma palavra de inglês. Todos os japoneses e os não japoneses entram pela cozinha. Aquilo está lá faz mais de uma década.

Por que falo dele? Porque não agüento mais. "Basta" serve como um grito de terror, um grito de "chega", uma espécie de "berro final", aquele silencioso do Munch só que com muito barulho, digo, barulho sim, mas que alguém num iPod da vida castrou, reduziu e transformou em pink noise. Não sabe o que é pink noise? Informe-se! E por que? Simples. Estou esgotado, estou estressado, estou meio assim como o Próspero de Shakepeare na sua fabulosa "Tempestade" (futurista, sem sangue, uma tragédia engraçada que olha pro futuro, e absolve todos os seus detratores). Próspero, no fim de sua jornada em sua ilha ou palco diz algo assustador: "Meu fim é meu desespero".

Pois é. Os dias de hoje são chatos. Boring. Todo mundo é "alguém". Tem site pra tudo que é lado, muita gente importante! Uns falando dos outros. Incesto perde! Ataque depois de ataque. Só que nada vira nada, tudo em nome de alguns minutos de fama e da auto promoção. Ninguém mais presta atenção em nada. Tudo vira uma coluna ou um email e nada sobrevive à História. Ou, pelo menos, poucos.

Já foi época. São poucos os heróis.

Bernard Levin, por exemplo. Eu devorava suas crônicas no Times de Londres. Irreverente ao extremo, se metia em confusões, era atacado mas não havia a internet que confunde tudo, pasteuriza tudo, faz o que o Suzuki faz em seu restaurante: comida italiana servida por japoneses que não falam uma palavra de inglês. Mas tentam. O Basta está no próprio nome do restaurante e o homem jogava futebol no time do Pelé!

Me perdoe o leitor mas o stress me pegou. Pegou meu esôfago, meu estômago, uma úlcera talvez. A coluna da semana passada teve uma otima repercussão entre as pessoas que importam, mas o que importa isso?

Não vivemos mais em época interessante e, ainda hoje, quando olho pra cima, meu universo só se acende quando acende um refletor. Não pretendo ser nenhum Johannes Kepler ou Galileo e me aprofundar no vazio do universo. Deus me livre. Fico mesmo com o teatro vazio ou cheio. Mas – juro – ficar discutindo o dia a dia da política manipulada (existe outra?) e conjecturando o "who is who"de amanhã quando até hoje não sabemos de onde surgiu a bala que matou John Kennedy em novembro de 1963 e que calou o mundo (ah sim, claro, ela veio do "livre" atirador Lee Harvey Oswald, pai do cineasta Oliver Stone e sobrinho do seu proprio assassino, Jack Ruby!!!!). Basta!

Ficamos nós, pobres imbecis, dia após dia, tecendo um tapete persa (perdão, iraniano) de possibilidades dentro de algo que chamamos de realidade quando isso tudo não passa de uma tremenda ficção delirante, alucinógena que nem Jung colocaria no prato de seu mestre Freud junto com uma fileira de vocês sabem o quê! (E bota delírio nisso!Tim Leary é fichinha!).

Meu outro herói da adolescência foi o Arthur Koestler, dado como louco (óbvio) já que, além de defensor da euthanasia acabou se suicidando mesmo com a mulher mais o gato – tremendo suicidio esse, em Londres. O homem veio da sua Hungria via Viena e seu livro "Arrow in the Blue"…enfim, berrou até o fim contra as atrocidades de Hitler, mas e dai?

E daí? Me pergunto todos os dias. E daí? Somos tantas vozes e tantos sons que, no fim, parecemos algo atonal, algo de "Erwartung" e Schönberg, algo que se espera, assim como em Godot de Sam Beckett e que nunca vem. E fica lá aquela árvore enervante como se fosse um posto do tempo vazio vigilante.

Temos que mudar de página. Um dia, a "página terá que mudar de página" porque "falta cultura a essa falta de cultura" (frase da minha peca "Um Bloco de Gelo em Chamas" que falava, entre outras coisas, da Guerra Fria).

Ah…tempos gloriosos! Nikita Krushshev batendo com o sapato na bancada da ONU (eta orgãozinho de merda essa ONU!), crise dos mísseis da baia dos porcos, e depois o ucraniano Brezhnev naquele Kremlin nas ranhuras da loucura com perseguições de todos os tipos! E tudo continua igual, digo, de certa forma, é claro!

Próspero, no solilóquio final, pede aplausos, porque somente através deles poderá ser libertado dessa sina.

Nossa sina? Falta de poesia, falta de humor. Falta um pouco de compreensão histórica: nos atacamos por nada, ou por pouco, muito pouco.

Apesar da úlcera, vou no Suzuki mais tarde pedir um daqueles pratos que ele inventou, aquela macarronada globalizada, que ele deve ter pensado durante um gol do Santos. Ele vai fingir que se lembra de mim, vai apertar minha mão e vou sentar no meio daquilo tudo e comer com o resto da rapaziada para esquecer que temos "etnias" e que viemos de lugares diferentes mas que vamos todos pro mesmo! Sim, pombas. Escuro? Claro? Quem saberá? Ah sim, ia esquecendo. Pirandello, não. A Warren Commission, não, ela não. O Elton John não, que nada! O pai do Dode Al Fayed, não, a Harrods continua cheia. O Bush, não, ele tambem não. Quem era mesmo? Não tem importância. Amanhã estará tudo deletado.
Gerald Thomas
diretodaredacao.com

PS: que bom, o Peter Punk voltou!

do Carlos sobre um musicista brilhante (ai se os leitores soubessem…ai se eles soubessem o que eu sei….)
Marcelo Moraes Caetano: não entendi o texto, mas você me veio como uma revelação: falta um Mínimo Múltiplo Comum!!!! Achem o MMC e estaremos resolvidos. Achem o MMC, não o MMC. O MMC está no Rio de Janeiro, mas e o MMC do tudo? Sem o MMC, o MMC pode escrever o quanto quiser que nada levará a nada. Ou seja, NLN. MMC, você tem idéia se NLN é a resposta final do MMC que procuramos? Porque se NLN é a resposta, não adianta MMC, concordas MMC? BN (Boa noite)
Carlos

…eis ao que o Carlos (US) se refere:
[Marcelo Moraes Caetano] [Rio de Janeiro/RJ/Brasil]
É, os ícones de hoje são todos iconoclastas. Esse paradoxo ocorreu em outras eras, talvez de modo até mais intenso. No entanto… não havia como MOSTRAR todos os sortilégios e dodecafonias mundiais históricos e extemporâneos, porque simplesmente não havia TANTOS VEÍCULOS… Lembra-me uma frase do Paulinho (Paulo de Tarso, sabe?) "Não foi o crime que inventou a lei, foi a lei que inventou o crime". Dada a vênia devida à paráfrase mal-ajambrada (que lembra Saussure versus Lacan) a "culpa" do mundo de hoje não é do mundo de hoje, é – será? – da "lei" do mundo de hoje – espalhar informação. "Não há nada oculto que não venha a ser revelado" -disse outro ícone, Jesus, the popstar. A pasteurização do GLOBO (OPS) nos deixa ainda nauseabundos e perplexos, diante do conhecimento tão complexo e vasto que, da noite para o dia, revelou-se-nos. É difícil ser antropofágico ante a nova lei: saber tudo. E a causa-conseqüência de tudo está na lei… que nós mesmos quisemos escrever outrora. Agüentemos!

do Vamp
A época em que vivemos é a melhor da história. Ainda temos algumas estátuas a derrubar? "Não há estulticie maior do que atirar sal no mar e estátuas no chão"… "Não em torno de novos barulhos: em torno dos inventores de novos valores, gira o mundo, gira inaudível."(Nietzsche). TALES, não vem ao caso, neste momento, afirmar que foi exatamente o desejo de implantar uma utopia, um paraíso na Terra, que acabou gerando um verdadeiro inferno, do qual bem lembrou a SANDRA. Não vem ao caso questionar a Utopia que alguns esperam. Quero questionar o fato de se esperar, de ter esperança, esse o maior defeito que o ser humano pode ter. Não existirá, TALES, revolução que trará valor às nossas vidas. Ninguém quer ser salvo por nós. Devemos parar de tentar salvar o mundo e começar a viver. Ou seremos sempre "saudosos do passado, inúteis no presente e ardentemente adversários do futuro."(Bakunim). No mais, o que 68 trouxe de melhor foi o nascimento de um tal de Vampiro, lá em Curitiba. Abraço!
O Vampiro de Curitiba

Vamp: te respondi a questao do desenho dos tapetes atraves dos dois emails que tenho! espero que tenhas recebido e que o encanto nao tenha se quebrado!

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49 Comments

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49 responses to “BASTA !

  1. Sandra

    Podem ficar vocês com a ordem. A disciplina no meu trabalho e a responsabilidade pelo meus atos são a ordem que me bastam. Eu quero o caos da Internet. Eu quero o caos das megalópoles. E quero o vazio do universo de Kepler e Galileo na minha alma.

  2. Sandra

    Carlos, por que será então que nos países onde há “uma individualização total sem breque e o resultado é: quem pode ($$) vira indivíduo, quem não pode, junte-se aos escravos” há menos pobres? E a gente prefere admirar os países que sabem o que é melhor para o povo, não prezam o dinheiro como valor, e pensam nos pobres… de fora? E o pior é que muitos tratam os fugitivos desses regimes com traidores, já que não querem o que A GENTE acha que é melhor para eles, morando bem longe daqueles infernos. Quem nos elegeu para escolher o que é melhor para o mundo? EU ESCOLHO, segundo meus valores, quem pode me ensinar algo. E quando, e sobre o quê. Muitas vezes, aprendo com minha filha e com meus alunos. E a ela sim, ensino meus valores. A meus alunos, ensino meu saber, e SE ELES QUISEREM, alguns de meus valores.

  3. O Vampiro de Curitiba

    Putz, Carlos… Até onde vai o fanatismo, hein? Agora você sugere que para salvar a humanidade devemos sair do próprio corpo, é? Vamos virar todos espíritos perdidos, almas penadas, vagando pelo espaço… Não acha mais fácil cada um estudar, trabalhar, ganhar a própria vida como nos países desenvolvidos? Carlos, sinceramente, estou ficando preocupado com você.

  4. Carlos] [US

    SANDRA: não é questão de querer “salvar o mundo”. Não acredito nesse tipo de panfletagem também, mas nem tudo o que é crítica a um sistema significa querer salvar o mundo. Cada um fala a partir de sua experiência própria mas também é importante olhar as coisas de fora, sair do próprio corpo. Não acredito nessa idéia do indivíduo que o Mau citou porque não é assim que ocorre. Do século XVIII pra cá o processo foi de individualização total sem breque e o resultado é: quem pode ($$) vira indivíduo, quem não pode, junte-se aos escravos. Essa coisa de valor de mercado de cada um de nós me parece no mínimo um grave equívoco. Mas muitos estão adorando!

  5. Mau

    O mundo continua o mundo de sempre com Sadam ou sem Sadam. Pro Iraque pelo jeito sem o Sadam foi merda pra todo lado. Assim como, quando, mataram Pablo Escobar na Colombia. O mundo sempre terá Al Capones, Stalins e outros e outros.

  6. Carlos] [US

    Caracas Vampiro, não precisa exagerar: “Mas o Bush é um cara simpático. Se sua esquipe (sic) cometeu alguns erros na estratégia da invasão ao Iraque, tudo bem, são humanos”. Meu, vai simplificar as coisas assim em Marrakesh. Tadinho do Bush né? Quem se importa que a política do cara matou centenas de milhares de inocentes…o cara fez uma dancinha legal outro dia e isso é o que vale. Valeu Vampiro, vai me poupar um certo tempo aqui porque discutir isso com você é total perda de tempo. Mas falando sério: espero sinceramente que você esteja apenas ironizando a questão, porque se seu pensamento for esse mesmo, se você realmente acha que o que existe no Iraque está tudo bem, que são “alguns erros na estratégia…tudo bem…”, então é melhor você calar a boca sobre esse assunto porque você não sabe porra nenhuma do que está acontecendo fora de Curitiba.

  7. Sandra

    Marcelo, Feynman é Feynman, cara. O resto é silêncio.

  8. O Vampiro de Curitiba

    Fábio, eu escrevendo como o Reinaldão? Obrigado, mas não tenho essa pretensão. O cara escreve demais. Putz, agora você vai invocar até com a polaca? Me poupe!

  9. fabio] [são paulo

    Sabe, VAMPIRO!! Você está escrevendo IGUALZINHO ao Darty VEIDER da “veja”(reinaldo azevedo). VOCÊ vai tanto lá puxar o SACO DELE QUE ESTÁ FICANDO IGUAL,MEU!JÀ enchi o saco do Géraldo pra parar de COLOCAR TEXTO DO NAZISTA AQUI.E você veio em DEFESA DO NAZISTA. Fiquei na minha..!Agóra, ter que ver você se TRANSFORMANDO NELE,AH, meu tenha SANTA PACIÊNCIA,NÉ!Assim já é demais.Isso aqui é um BLÓG, NÃO A CASA DOS HORRORES, da mulé se TRANSFORMANDO EM MIRZA.Sê tóca,meu!O circo VOSTÓK já foi pra outra CIDADE.Procura outro pra IMITÁ, tem tanta gente legal por aí.E quanto a sua “polaca”, JÁ ENCHEU O SACO TB. JÁ TÔ ACHANDO QUE ÉLA DEVE SER O MICHÉL CERDAN, LÁ DO “ASTROS DO RINGUE”, lembra? para com éssa viadagem,meu.

  10. O Vampiro de Curitiba

    Carlos, não vou satisfazer seus desejos “metendo o cacete” em você. A polaca já me roubou todas as forças, he, he… Mas seja sincero: Enquanto o Obama e a Hillary (ambos defendem a permanência dos militares no Iraque) ficam se digladiando, o Bush fez uma dancinha em apoio ao MacCain. Como não achar o homen simpático? É que você e a maioria da população estão até o último fio de cabelo cheios de pré-conceitos, de maniqueísmos, uma verdadeira lavagem cerebral feita durante anos contra o “Império”, contra o “consumismo”, etc, etc… Mas o Bush é um cara simpático. Se sua esquipe cometeu alguns erros na estratégia da invasão ao Iraque, tudo bem, são humanos. Mas é óbvio que o mundo está bem melhor sem Saddam Hussein, Osama Bin Laden e outros monstros. (Tudo bem, Gerald, não falo mais sobre isso.)

  11. O Vampiro de Curitiba

    Carlos, como diria Jack, o estripador, vamos por partes: 1) Eu apóio o Bush em suas atitudes de detêr esses lunáticos que querem salvar o mundo e para isso acorrentam duarante mais de 8 anos pessoas na selva colombiana ou explodem civís israelenses. Você me entendeu muito bem, não há contradição nenhuma, há coerência. 2)Eu não sou cristão, portanto não queira que me sinta culpado pelos pecados de nossos ancestrais, se é que cometeram algum. 3)O MMC a que me referí como sendo o senso comum é o seu “mínimo múltiplo comum”, não nosso musicista Marcelo, grande prosador, além de tudo. 4)”Amo a guerra, adoro o fogo, elemento natural do jogo, senhores…”(Raul Seixas). 5) Ainda não sou rico como gostaria. E você, joga na Mega Sena para ficar pobre? 6) Minha retórica pode até ser simplista, mas jamais falsa. Escrevo o que realmente penso. 7) Eu insulto o blog ou o seu mundinho alicerçado pelo mais rasteiro pensamento politicamente-correto, Carlos?

  12. O Vampiro de Curitiba

    Gerald, querido, recebí seu e-mail. Como lhe respondí, o encanto só aumentou. Você, além de pura inspiração, é muitíssimo gentil.

  13. Sandra

    E… Carlos, eu posso ter dito bobagem, mas foi o suficiente para te incomodar.

  14. Sandra

    O mundo não precisa que ninguém o salve, Carlos. Como disse o Vampiro, gente que tentou salvar o mundo, e que sabia o que era melhor para nós, trouxe-mos um mundo cinza, cheio de tristeza e medo. E, em geral, essas pessoas sabem sempre menos do que as que querem doutrinar. Eu dou um colo a alguém com dor, e peço quando tenho dor. Eu ensino aos meus alunos ciências exatas, e a minha filha, o kit básico de sobrevivência (comer, beber, dormir, lavar-se, vestir-se) e os valores básicos: honestidade, disciplina, caráter,… e o amor pela leitura e pela matemática.
    Eu não faria NADA pela “causa”. Eu tenho nojo de “causa”.

  15. Mau

    Eu sugiro que o ser humano se torne menos “social” e passe a ser mais individual – e viva o “no carpe diem”. Acho um saco esse slogan do “fodendo-se e rindo-se a cada dia”

  16. Sandra

    Take it easy, Fábio. A média está bem mais alta que isso.

  17. Carlos] [US

    SANDRA, desculpe, mas você está maluca, querida? Que sonhos????que mesmo material é esse??? Que viagem é essa??? “menos maravilhosos”?? De que planeta você está falando?? Do reino das águas claras??? Tudo bem ser for ácido…aí entendo, curta o momento e viaje o quanto puder. Mas se não for ácido eu gostaria de saber da onde você tirou aquilo?? Será que vocês não percebem que tem mais de 6 bilhões de pessoas nesse mundo. Pelo menos 50% se fodendo dia após dia. E vocês vem falando de sonhos, o outro fala que não é pra olhar pra trás…que loucura é essa pessoal. Vocês estão abusando da erva, só pode ser isso. Vão com calma. NÃO volto aqui até o finalzinho do dia…portanto podem meter o cacete em mim à vontade!!

  18. Carlos] [US

    QUANTA CONTRADIÇÃO!!! Vampiro, você fala que devemos parar de salvar o mundo, mas foi o ÚNICO nesse blog a defender George Bush porque, segundo VOcÊ, ele está lutando pela NOSSA liberdade. Socorro. Quanta viagem!!! Ou seja, você gosta do cara porque ele quer salvar o SEU MUNDO. Depois você vem com essa balela de que o MMC é o senso comum. É senso comum só pra você, porque você só pensa no seu umbigo. Caminhar sem olhar pra trás??? Você está maluco?? Isso é ultrajante, será que no teu mundinho ultra-elitista ninguém te disse que se deve aprender com os erros? Você quer novos genocídios, você quer novas guerras do Iraque porque você não quer olhar pra trás e ver a CAGADA que já foi feita. Você insulta esse blog com sua retórica ultra simplista e falsa, baseada nos teus livrinhos de ginásio. Claro que não há utopia pra um branco rico como você. Você JÁ VIVE A UTOPIA. Agora pense nos outros um pouco, se é que isso não é completamente impossível pra você. QUANTO ABSURDO!!

  19. Sandra

    “sobre um musicista brilhante (ai se os leitores soubessem…ai se eles soubessem o que eu sei….)”
    Não sei o que você sabe, Gerald, mas quem toca Bach daquele jeito fala… e a gente escuta.

  20. Sandra

    Gerald, e se formos feitos do mesmo material de que foram feitos os sonhos, qual o problema? Seremos menos maravilhosos por isso?

  21. fabio] [são paulo

    NÓSSA…!!O POVINHO CHATO! SEIS NÃO SABEM CURTIR UM TEXTO, E CALAR A BOOOCA!FECHEM ÉSSA MATRACA, CHEGA!O CARA VAI BROCHAR DE NOVO, DE TANTA M. QUE VOCÊS ESCREVEM!AÍ OUTRO DESSE TEXTO, SÓ O ANO QUE VEM!

  22. O Vampiro de Curitiba

    Gerald, interessante essa metáfora do tapete persa (ou iraniano). Mas penso que você esteja querendo (me desculpe o gerundismo) descobrir algo neste emaranhado que possa lhe dizer algo que faça sentido. O problema é que você está vendo apenas o reverso do tapete. O desenho em sí não está claro por que (separado, sim) o estamos construindo. E nesse processo há muita confusão, muita dispersão. Não importa o que virá, o que importa é a construção. Afinal, a vida não é a chegada, mas o caminho. Caminhemos, então! De preferência sem olharmos para trás.

  23. O Vampiro de Curitiba

    Carlos, o MMC que você deseja seria nada mais que o senso comum! Não precisamos tentar rotular toda essa bagunça de informações. Não se apegue a essa tarefa. Podemos conviver com a informação dispersa. Nada de mínimos! Viva a amplitude de múltiplos! Fora o comum!

  24. Vera] [POA

    De onde veio o aplauso… Solidão, ansiedede, gradidão ou nada disso? Mas me deu uma vontade de aplaudir!

  25. O Vampiro de Curitiba

    Quanto ao texto do Gerald, eu o considero o melhor dos quais tive a oportunidade de ler. Na forma. No conteúdo, quero dizer, Gerald, além do que disse ao Tales, que não é um problema a brevidade de nossas idéias nos dias atuais. O problema foi a exorbitante importância que dávamos às coisas no passado. Se não tivéssemos levado tudo tão a sério, tenho certeza, o mundo teria sido bem melhor. Levaram idéias por demais a sério e criaram Hitler, Mussolini, Franco, Stalin. Hoje, sim!, é possível ter poesia, ter humor. Em outras palavras, hoje é possível viver sem nos esconder em ideologias. Eu curto Gerald Thomas pelo que ele é, não por ser aquilo “ista” ou isso “ista”. O problema é que ainda insistimos em nos rotular: “O cara é bom escritor, mas é daquela revista direitista”. O texto “Eu SOMOS tantos”, fala exatamente sobre isso. Neste “Basta”, de certa forma, você se contradiz e cobra mais coerência, mais seriedade, chega a glorificar aquele passado maniqueísta… Cuidado com a úlcera!

  26. O Vampiro de Curitiba

    A época em que vivemos é a melhor da história. Ainda temos algumas estátuas a derrubar? “Não há estulticie maior do que atirar sal no mar e estátuas no chão”… “Não em torno de novos barulhos: em torno dos inventores de novos valores, gira o mundo, gira inaudível.”(Nietzsche). TALES, não vem ao caso, neste momento, afirmar que foi exatamente o desejo de implantar uma utopia, um paraíso na Terra, que acabou gerando um verdadeiro inferno, do qual bem lembrou a SANDRA. Não vem ao caso questionar a Utopia que alguns esperam. Quero questionar o fato de se esperar, de ter esperança, esse o maior defeito que o ser humano pode ter. Não existirá, TALES, revolução que trará valor às nossas vidas. Ninguém quer ser salvo por nós. Devemos parar de tentar salvar o mundo e começar a viver. Ou seremos sempre “saudosos do passado, inúteis no presente e ardentemente adversários do futuro.”(Bakunim). No mais, o que 68 trouxe de melhor foi o nascimento de um tal de Vampiro, lá em Curitiba. Abraço!

  27. Marcelo Moraes Caetano] [Rio de Janeiro/RJ/Brasil

    Ók, mister Carlos, entender-se-ia o (eterno) niilismo, o “muro” do homem, ou a “náusea” das filhas de Eva? Tanto faz… Literalmente. Em vez de NLN (Nada Leva a Nada) poderíamos dizer – igual e paradoxalmente – TLT (Tudo Leva a Tudo). Não existe mais MMC (exceto eu, que existo e estou embarcando para tocar Haydn em Viena na Páscoa). Às vezes, peço um cafuné paternal a Nietzsche, que me responde com um tapa na orelha esquerda. Cuspo na cara de Marx, que me oferece a outra face ou sai me xingando em Hochdeutsch. O pior mesmo é quando recorro à minha velha professora Elizabeth Roudinesco, que me manda reler Freud (aí, em alguns momentos eu vomito convulsivamente, mas em outros atinjo o nirvana de Bodidharma), ou Hegel, Husserl, Lefèbvre… essa gente das sombras, sabe? E o que descubro? Que Taty-quebra-barraco sabe muito mais de filosofia quântica do que eu e do que o próprio Richard Feynman. Sinceramente! DÊEM O NOBEL DE LITERATURA À TATY-QUEBRA-BARRACO, PORRA! MMC Marcelo Moraes Caetano

  28. João Carlos] [São Paulo

    Vejamos , hoje tenho 41 anos e sempre ouvia das glórias e maravilhas da geração anterior e sempre a atual era criticada por seus modismos falta de conteúdo em todas as áreas. Hoje percebo um grande vazio nas pessoas na televisão , no teatro e no país .A grande questão é para onde vamos com tudo isso .Sofrer pra que?Brigar contra o que?Pra morrer no final ou no seu leito de morte, perceber que tudo com o que vc se preocupou ou passou nervoso , não valeu de nada???Fica tudo ai na deriva no etereo.

  29. Lilian

    Hahahahaha…
    qual é o seu e-mail Mau?

  30. Mau

    Contrera vai um rivotril aí….super figura do metal senhor Contrera…e aí quando vc falou “nós de 30 a 40”, eu quase entro nessa fila.

  31. Carlos] [US

    Marcelo Moraes Caetano: não entendi o texto, mas você me veio como uma revelação: falta um Mínimo Múltiplo Comum!!!! Achem o MMC e estaremos resolvidos. Achem o MMC, não o MMC. O MMC está no Rio de Janeiro, mas e o MMC do tudo? Sem o MMC, o MMC pode escrever o quanto quiser que nada levará a nada. Ou seja, NLN. MMC, você tem idéia se NLN é a resposta final do MMC que procuramos? Porque se NLN é a resposta, não adianta MMC, concordas MMC? BN (Boa noite)

  32. Lílian] [ipatinga/MG

    Oq é isto ? autopiedade Gerald ? que nada… ainda acontece de ser ver gente chorando por times de futebol… morro de inveja! Ai de nós os médios! Só nos resta tentar e fazer de conta que temos um utopia, e fazer valer a máxima dos perdedores ” O importante é competir”. ( deve ser mesmo os fins de semana)

  33. Contrera

    4) difícil é acompanhar estes tempos em que, com apenas 20 aninhos, qualquer um parece ter disposição – e saber! – para dominar o mundo. e nós, com 30 ou 40, onde ficamos? a ver navios, claro! lembrando de bandas que nem conhecemos direito – você, gerald, assistiu a elas no auge, mas e nós, latino-americanos? nós apenas curtimos os resquícios, tentando imaginar como foram aqueles tempos. porque aqui nós tínhamos só generais, não é mesmo? esses caras casados com santas omissas – como a mulher do geisel – ou com ladras de mão cheia – tipo a senhora do generalíssimo (na verdade, mero coronel) entronado pela linha dura pós-castello branco. era essa laia que nós (vocês) viam no poder, enquanto sonhavam com a liberdade apelando a um secos e molhados. hoje, não. hoje, ninguém pode nada, mas também nada parece atrapalhar quem quer se guiar pela luz de um certo esclarecimento. nada, a não ser, claro, o dinheiro! ahahah bom, cansei! contrera

  34. Contrera

    reparem como é engraçado. escrevo isto aqui sem a menor idéia do que acabo de escrever. mas preciso manter a sanidade e a coerência. quer desafio maior este, de hoje? acontece que todos estamos diante de todos, e a coerência também requer a contraposição com nossa prática. quer maior desafio que esse? não, isso não é Orwell. é a disponibilidade da opinião pública e da política a todos, em maior ou menor grau. claro que nisso MUITO ou TUDO do que nos formou vai pro espaço. pois não há mais espaço. 3) é natural vivermos de saudosismo das décadas de 60 e 70 (refiro-me ao sessentão lemmy, por exemplo) se compararmos tudo o que delas derivou em comparação com os anos 80. mas o que temos hoje? mudanças que de tão radicais não podemos aquilatar. e às quais mal podemos nos opor. isso não é desafiador? é. mas adianta algo? não!!! e para cada um, adianta? maybe. não me digam que as corporações mandam em tudo. mandam em muito. mas na opinião pública nunca nada esteve tão anarquicamenteparadisíaco

  35. Contrera

    discordo. 1) o fato de que nada prova nada nem serve para nada é mais do que interessante: é uma novidade que impõe a todos nós o desafio de fazermos desse nada algo que valha. o que aconteceu é que as coisas assumiram sua real dimensão – nunca fomos nada, no fim das contas, no jogo do poder real -, e agora nos apoiamos no passado por “descobrirmos” que não entendemos nosso presente – e que presente! mas vejam só: alguém, durante os eventos citados, sabia REALMENTE o que acontecia? não. hoje, ao menos levamos apenas meia semana para repararmos que 99% do que se disse ontem era mentira. já quanto à verdade… 2) a virtual ausência de referências que cubram de cima abaixo os âmbitos de discussão (filosofia, psicanálise, política, etc.) e que dispensem apelar a parâmetros carcomidos pela inoperância colocam-nos diante de quê? da necessidade de nós mesmos os procurarmos, nas questões que nos afetam. mas não o fazemos por quê? porque em geral gostamos de nos restringir às coisas como eram.

  36. Marcelo Moraes Caetano] [Rio de Janeiro/RJ/Brasil

    É, os ícones de hoje são todos iconoclastas. Esse paradoxo ocorreu em outras eras, talvez de modo até mais intenso. No entanto… não havia como MOSTRAR todos os sortilégios e dodecafonias mundiais históricos e extemporâneos, porque simplesmente não havia TANTOS VEÍCULOS… Lembra-me uma frase do Paulinho (Paulo de Tarso, sabe?) “Não foi o crime que inventou a lei, foi a lei que inventou o crime”. Dada a vênia devida à paráfrase mal-ajambrada (que lembra Saussure versus Lacan) a “culpa” do mundo de hoje não é do mundo de hoje, é – será? – da “lei” do mundo de hoje – espalhar informação. “Não há nada oculto que não venha a ser revelado” -disse outro ícone, Jesus, the popstar. A pasteurização do GLOBO (OPS) nos deixa ainda nauseabundos e perplexos, diante do conhecimento tão complexo e vasto que, da noite para o dia, revelou-se-nos. É difícil ser antropofágico ante a nova lei: saber tudo. E a causa-conseqüência de tudo está na lei… que nós mesmos quisemos escrever outrora. Agüentemos!

  37. Sandra

    É verdade, Fábio. Se ele sobreviveu a Beckett, vai sair dessa. Por que estou me preocupando?

  38. Sandra

    “Escuro? Claro? Quem saberá?”
    Eu acho que para o claro. Mas acho que Deus nos quer com dúvidas, pois certeza emburrece, e estamos aqui para crescer.

  39. fabio] [são paulo

    PUT…Q..PAR..!!!!! PAREM DE FICAR QUERENDO EXPLICAR O CARA, PELA MOR DE DEUS,PORRA! AGÓRA QUE ELE ACORDOU E ESCREVEU ISSO..PÔXA!ISSO É O GÉRALDO, LEIAM E EXPLODÃO JUNTO COM ELE.É SÓ.

  40. Sandra

    Desculpem-me a dissonância, mas não tenho nada a ver com a década de 70. Eu era criança, mas tudo o que me lembro dela é TV preto e branco com aquele comprovante: Aprovado pela Censura; Jornal preto e branco, desfile militar, medo da polícia, medo, medo, muito medo. Lembro-me quando vi uma tirinha amarela na Folha de São Paulo: use amarelo pelas Diretas-Já, e chorei: Que lindo! A Folha veio colorida! Depois, cor por todo o lado! Música por toda a parte! Internet chegando! Eu não quero aquele mundo triste, cinza, com músicas, filmes, livros e imprensa censurados! Eu quero cor, música, leitura, conflito de idéias. Eu quero as luzes nas noites de Sampa!

  41. Sandra

    Cara…, desculpe-me mas…
    “ainda hoje, quando olho pra cima, meu universo só se acende quando acende um refletor. Não pretendo ser nenhum Johannes Kepler ou Galileo e me aprofundar no vazio do universo. Deus me livre. Fico mesmo com o teatro vazio ou cheio”
    QUE LINDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  42. O Vampiro de Curitiba

    Pô, Gerald! Você posta textos falando em política e depois reclama que só falamos em política? Depois tem outra: Estamos aqui atacando idéias, não pessoas. O Tales eu vou responder depois. Também já tô de saco cheio…

  43. Heitor Bonfim] [SP

    Calma Gerald, a cacofonia é incidental, mas o silêncio sempre vem para dar um descanso e suspense.

  44. Mau

    Por isso odeio fim de semana – é sempre no fim de semana que eu DESISTO.

  45. Sandra

    Você está se cobrando demais, querido. Por que acha que cada gesto seu deve salvar o mundo? Para começar, ponha o centro de massa no seu umbigo, que o mundo vem no vácuo… se quiser, senão azar dele! O ser humano é lindo com todas as suas qualidades e fraquezas, como você mesmo destacou no comentário do Marcelo! Por que acha que precisa ser mais que isso? E o que é ser mais que isso? Seja você, que você é lindo como é! Um beijo

  46. fabio] [são paulo

    >>>DUUUU, CARRRAAAAAAALHO!!!!!!!
    GÉRALDO, VIIIIAJEI!!!!!!! ABRAÇO,
    FÁBIO.

  47. Peter Punk] [Rio de Janeiro

    Eh uma ficção delirante!!Procuramos por ela? Existiram tempos melhores? Torço para que sim. Não lembro. O final do sec 20 não foi. Não foi. Tinhamos algo muito melhor? Naquele tempo um psiquiatra encontrou outro na rua e disse : “vc esta ótimo. E eu como eu estou? Como eu estou?!”Sinto que agora tudo eh mais . Fortes concentrações na superfície. Imagens que não param e não levam a lugar nenhum . Tudo eh tão rapido e no entanto vivemos em busca do passado.De volta pro futuro! Ou “so restara o que eh informação” e provavelmente citações.

  48. Sandra

    Desculpe-me pelo que vou dizer, Gerald… Eu sei que é mal colocado, mas…
    PUXA! ATÉ NA CRISE VOCÊ BRILHA!

  49. Tales

    Esse é um momento pra lembrar que o Maio de 68 completará 40 anos. Um momento épico e idílico em que estivemos bem perto da realização – aliás, um dos motes era: “somos realistas exijimos o impossível” – de uma sociedade verdadeiramente fraterna. O mundo está afundando na barbárie, mas nós estamos engolfados num éter que embotou nossa capacidade de crítica e anseio por utopias. E é justamente por essa razão que eu acredito ainda mais na perspectiva de uma revolução – mas, internacional claro.
    Para esse seu momento de niilismo e angústia, eu recomendo muitíssimo – esse foi o único que eu li dele – “Bem vindo ao deserto do real” do Slavoj Zizek. É uma cacetada na vidraça disso que está aí. Eu me senti revigorado depois da leitura dele.

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