Monthly Archives: March 2008

Direto aqui do meu apt em NY

AUTORTURADO

New York – David Mamet publicou, há algumas semanas, um artigo num jornal sem nenhuma importância. Refiro-me ao Village Voice. E digo isso com pesar. Hoje, falido, cheio de anúncios, ele é dado de graça nas banquetinhas de plástico nas esquinas e as pessoas não se dão mais ao trabalho de pegá-lo. Virou um jornal de "personal ads". Nas delis mais remotas do Queens ou em Riverdale, o Voice ainda é "vendido". Deve custar 1 dólar, se tanto.

Comento essa coluna porque ela repercutiu no Brasil, deformada como "el gusto" exige, em conjunto com uma má traduçãozinha e um toque de bom oportunismo de quem não conhece bem as bandas daqui. Mas antes de começar a escrever esta coluna, fiz questao de me informar: perguntei a meus amigos da "crasse" artística daqui e "sete" fontes na imprensa, entre elas algumas no New York Times, onde trabalhei como ilustrador na decada de 80. Pasmem. A OpEd page (página de opinião) do Times recusou o artigo da mesma forma que Spike Lee recusou o "tratamento" que Mamet havia feito para um filme sobre Malcolm X.

Verdade. Mamet gostaria de ser britânico, assim como a primeira pessoa que ele cita no tal artigo, o revolucionário economista James Maynard Keynes. O artigo de Mamet "I am no longer a brain-dead liberal" me chamou mais atenção porque menciona Samuel Beckett. Mamet deve sentir uma enorme frustração por não ter podido sentar face a face com o mestre. Tem muita citação beckettiana nesse artigo, mas só os iniciados entenderiam.

Mas não quero desmerecer Mamet. De forma alguma. Quando se está numa "crise criativa", qualquer artista apela. Isso é comum. Atenção, porque falo de artista e não de jornalista. Mamet é artista, mas está longe de ser o "maior" ou "melhor" autor americano. Essas categorias são fajutas, pré-fabricadas, não colam. "Melhor e maior" é o oportunista que tem o melhor agente em Los Angeles. Faz uns dois anos, mais ou menos, morri de rir quando se fez um "fuss" sobre o melhor ator de todos os tempos: era o Russsell Crowe. Surge um "melhor" a cada dia. Deve-se rir.

"Living the moment baby, living the moment", dizia Andy Warhol debaixo daquela peruca platinada, sem mover uma ruga, num cinismo único! Maravilhoso!

O grande da vez…..deixa me ver..não, não vou abrir essa gaveta. Sairão muitos defuntos defumados. A fauna da fama é uma indústria calhorda e quem quer lucrar com ela é ainda mais calhorda ou um tremendo frustrado.

Mamet está em crise! E nessa crise, sei lá, tenta chamar atenção pra si mesmo, seja lá como for. E em plena campanha eleitoral ferrenha em que estamos, Mamet encontrou o Voice, veículo com pouca repercussão, a não ser por ..ah sei lá. Tem gente que busca tanto uma razão que até o Cairo News (se é que existe) seria um bom veículo.

Então, vamos lá: ele cita Norman Mailer, recém-morto. E eu disse logo após a morte dele "ainda bem que morreu" por ter apoiado um criminoso, Jack Abbott (um duplo assassino que, por acaso escrevia "In the Belly of the Beast"). Esse autor e psicopata, assim que saiu da prisao (por pressao de Mailer), matou um ator e garçom do La Mama, aqui no Binny Bun, na Segunda Avenida.

Bem, ao Mamet então. Ele cita Mailer quando esse se colocou na posição de crítico de drama durante a premiére de Esperando Godot, do nosso mestre Beckett. Sem sequer ir a estréia, Mailer – assim como uma espécie de Ivan Lessa – chamou a peça de "uma porcaria". Diferente do critico Walter Kerr, do N Y Times, que odiou a peça na época mas se retratou 25 anos depois, reconhecendo a genialidade do autor. Kerr escreveu sua carta de demissão dizendo que, "nao tendo reconhecido o talento de Beckett naquela década, quantos outros talentos não teria arruinado?" Gosto de jornalistas humildes, capazes de reconhecer erros históricos e histriônicos.

Mamet também reconhece que Godot é a melhor e maior peça do seculo XX. Mailer mais tarde, ao ver a peça (e quando conversei com o próprio numa convenção num dos hotéis na rua 59, na beira sul do Central Park, em 85, acompanhado de Heiner Mueller), reconheceu que – de fato – Esperando Godot era um masterpiece. Teve que comprar uma página no Voice pra dizer isso. Naquela época o Voice ainda tinha enorme importância. Mamet comenta isso.

Mas olhem quem era Mailer. Olhem quem era Beckett. Olhem quem é esse pobre coitado que teve que colocar a Madona em Speed the Plough para conseguir audiência: falo de Mamet. Seus filmes Wag the Dog e Glengarry Glen Ross são, de fato, geniais. Geniais!!! E o que ele denuncia ali? Manipulação e corrupção de imagens, de vendas, da exploração corporativa, da guerra como indústria, etc. Mudou de idéia? Tudo bem. Todos mudamos de idéia. Todos temos esse direito.

Mamet liga demais para a crítica. Parece ter medo dela, talvez por não ter tido sucessos recentes (no Old Vic em Londres tem poltrona vazia pacas!) Mamet escreve num inglês de gente que conhece latim ou está latindo. Latindo alto, pedindo socorro pra alguem. Aos 61 anos de idade, o cara está um pouco a ver Oleanas, digo, navios. Suas peças políticas são tão desinteressantes quanto as de David Rabe, ou Hare, seja o animalzinho de estima ou o prato do dia.

O coitado do Mamet, a essa altura de sua vida, sem ser consultado, escreve um artigo e explica porque o escreveu. E explica, explica, se justifica….êta! Descreve sua motivação e seus "leitmotifs", parece um mea culpa culpado. Algo ali me soa mais atonal do que a dodecafonia de Schoenberg e é aí que os oportunistas abroad (hey broad) o fisgam como "o exemplo da esquerda que defectou pra direita". Quanto barulho por nada! Ah não, isso é outro dramaturgo! Me desculpem.

"A disputation between reason and faith"…Wow…Hmm , sei, que novidade, Mr. Mamet. Não é a toa que não emplacas! Considerando Howard Brenton (com sua nova peça em Londres, no National – outro fracasso -, sobre o ex-primeiro ministro britânico Harold Macmillan) ou Alan Bennett, Joe Osborne, Tom Stoppard (esse sim! Stoppard é o maximo!) ou David Hare ou David Rabe ou mesmo Edward Bond (not James, sorry), com seu brilhante King Lear, ou mesmo Steven Berkoff ou Pinter e seus silêncios insuportáveis do "unsaid" da aristocracia de Hampstead ou Belgravia, Mamet não está pegando o 'olho do furacão'. Se é pra falar de politica numa peça, é melhor que esteja anos luz na frente e tenha algo Brechtiano a dizer ou então, fique no "não dito" de Beckett, nas palavras omissas e cortadas do mestre Sam e tente o caminho da … sei lá! Quieto Gerald!

Free market economy, Mamet? Mas alguma vez foi diferente? O que te pôs no mundo, se não a free market economy? Você nunca recebeu subvenção estatal, já que os Estados Unidos não têm um Ministério da Cultura. "Como cria dos anos 60, eu aceitei como um ato de fé que governo é algo corrupto, que o mundo dos negócios é explorador e que as pessoas têm, geralmente, um bom coração", diz Mamet.

Mas Mamet e sua mulher sentiram um enrijecimento de músculos (estranho isso, não?) ao ficarem ouvindo a National Public Radio (geralmente contra a admistração Bush aqui e mantida com doações e impostos do contribuinte, olha só a democracia funcionando!) e perceberam, depois de calar a "porra da boca" por muito tempo, que National Public Radio poderia também ser chamada de National Palestinian Radio. Hummm… Mamet, Mamet….. Acho que vou procurar você!

Mamet esta passando por uma pura crise. Não sou eu a julgá-lo. Muito menos eu a oportunizá-lo. Acho nojento, simplesmente nojento, gente que tem sua agenda agulhada e não acha argumentos próprios pra fazê-lo. Precisa se calcar num nome "dito" internacional, exageram sua importância e daí chamam atenção para a sua (assim chamada) "dissidência", como se vivêssemos na ex-União Soviética na época de Soljenitzin. Nojento.

Dizer que Bush mentiiu sobre o serviço militar numa equação, não tem o mesmo peso da mentira numa nacão militarizada como somos… dizer que JFK mentiu ao aceitar o premio Pulitzer por um livro escrito por Ted Sorenson… Esse argumento diminui sua tese, assim como dizer que Bush dormia com os Saudis e Kennedy com a Máfia. Olha só que erro de proporção na escala de segurança nacional!!!!!

Como disse, Mamet é mais inteligente que isso, seja lá o que esteja passando, ele cita novamente JFK e as merdas que fez, cita várias outras administrações e as merdas que fizeram. Mas se JFK fosse de esquerda, como alguns querem ridiculamente fazer crer, por que impôs o embargo a Cuba e provocou uma das maiores tensões da guerra fria, a crise dos mísseis? Por que não ficou amigo de Castro? Essa gente tem cada idéia…

Mamet montou "Catastrophe" de Beckett, e, bem, foi uma catástrofe. Usou Pinter como ator e Guilgud, o maior de todos, mas mesmo assim não deu certo. Beckett escreveu essa peça como um curto fragmento em homenagem a Vlacav Havel, ex-presidente da República Tcheca, ex- preso político e parte do Chapter 77, torturado autor teatral ele próprio. Percebi que trechos inteiros do texto de Mamet, que li em português, sobre a figura do "diretor teatral", estavam completa e erroneamente traduzidos ou propositalmente traduzidos para se encaixar na agenda de alguém. Afinal, Mamet é ele próprio diretor e jamais poderia julgar erradamente a categoria de diretor. Já eu, GT, acho que o diretor é realmente desnecessário, autor que sou das minhas próprias peças, e vejo um trânsito de luzes e fogueiras de vaidades por ai que me doem a vista, ego puro! E eu sou simpático à causa de Mamet, mesmo sem parecer a olho nu (sua interpretação da Constituição é brilhante e dos militares também, o que dizer?)

Só escrevi isso tudo porque sinto Mamet, ele proprio, torturado, assim como Havel, e "compro" sua dor nesse momento político delicado. Escreve Mamet: "Falo como um membro da classe privilegiada? Se querem – mas as classes nos Estados Unidos são móveis, não estáticas, como na versão marxista. Emigrantes vem e continuam a vir aqui sem um tostão e conseguem ficar ricos: o nerd faz trilhões de dólares, a mãe solteira, sem um puto e ignorante na língua inglesa, consegue mandar seus dois filhos para a universidade" (Mamet fala de sua avó).Trechos desse depoimento são, de fato, emocionantes.

Outras passagens, como diria Mailer mesmo sem tê-lo lido, são trash. Sem tê-lo lido, friso. O que vem a ser típico de jornalistas e colunistas. Vivemos momentos tensos e sujos, como em todas as prévias. Se o artigo sobre ser um "brain-dead liberal" foi aproveitado por alguns "brain-dead conservatives", acho uma pena. Não conseguiram enxergar a honestidade no depoimento de um artista em crise, a dor de uma orelha cortada. Mas, mais sujo ainda, é tentar se aproveitar dessa fragilidade artística e fazer disso uma plataforma política para poder manifestar frustrações ou lançar uma faísca numa direção que deixaria o próprio Mamet horrorizado: a faísca do oportunismo político. Seria como dizer que Godot chegou e chegou com o uniforme de papai Noel, cheio de presentinhos, dentro dessa maior crise econômica em que vivemos.

Caricatura mal feita, igual a que Mamet tanto reclama. "Brain-dead liberal" ainda é melhor do que "Active Savage Opportunist Columnists".

Gerald Thomas


EXCEPTIONALMENTE POR CAUSA DOS INSISTENTES ERROS TECNICOS publico aqui um coment que veio por email do Vampiro
Sandra, é justamente por isso que o Gerald está fora da disputa. Senão, toda semana seria escolhida uma frase dele… Pessoal, só deixa eu explicar um coisa: Eu vou escolher a frase entre os comentários, certo? Portanto, não venham forçar a barra. Tem de ser uma frase espontânea, dentro do contexto discutido. Como sou bonzinho, aceito sugestões tipo: "Vamp, acho que aquela frase de fulano mereceria vencer, tal, …" Mas não me venham com "democracia", com "direitos iguais", etc… Isso é coisa de povão. Se rebelar é coisa de quem tem moral de escravo. A virtude da moral nobre é a obediência. Vou escolher tendo como critérios a originalidade, oportunidade e inteligência. Pode, por exemplo, não ser nada tão genial, mas, dentro de um determinado contexto, ser uma ótima sacada. Não vou mais escolher "pérolas", no sentido vulgar mesmo. Até porque, se assim fosse, só o Fábio venceria. Vamos lá? Não me poupem!
Vampiro de Curitiba

ENORME comentario do Contrera!
conheço apenas um filme baseado em algo do mamet que vale a pena: tem o dustin hoffman como protagonista e é bem lá pra baixo, à la bukowski, hoje diversão de presepantes. os outros, ora. tem até um, com um urso, de quem o meu sogro viu erro de continuação! ahahah aqui qualquer um que ande pelas quintas, sextas, quinquagésimas avenidas daí parece, a muitos, saído do palácio de versailles (escrevi correto? ahaha). cá entre nós, a avenida que segue o nome de hollywood perde feio até para a são joão, para o minhocão. mas deixa. tão interessante saber que o mamet diz-se isso ou aquilo é perceber que o mailer jamais deixou de ser animal de circo da mídia e que passou mais a ser lembrado pelas bobagens que disse ou fez do que pelo que escreveu. péssimo destino, esse. mas sei lá, cada um escolhe a vida que quer. mas tudo bem. hoje, em que qualquer um com pistolão à altura consegue escrever garatujas que convencem o idiota que comprou o jornal de que tentar pensar com reserva é piada. cont.
mas para não fugir da raia: o mamet, bem ou mal, vende-se dia a dia ao sistema que tanto critica, e não por isso pode colocar-se acima dele. diferente é ser como um bukovski, sempre ao relento – e quando não, cagando e andando para os que se valem da fama fácil. alguém imagina o feioso comedor de belas e feias dispondo-se a defender o que seja? ou wagner, sim o desafeto do coitado do nietzsche, disposto a meter-se em peleja alheia sem ganhar com isso algo para sua arte? o artista é um mercenário, bem ou mal, como qualquer outro. disposto a tudo em seu nome, ou em nome de sua arte. não me venham com que haja algo mais nobre a ser defendido nessas idas e vindas de opiniões, doxas, que mal influenciam quem quer que seja? busca-se espaço em jornal, revistas, tv (ah, que maravilha), rádio (será?), internet, etc. claro que sempre há algo que possa ser melhor ou pior discutido. claro que sempre haverá os que se metem em enrascadas, fingindo ser o que suas mulheres não engolem mais (ops). ingênuos.
o wahrol era mais esperto. sabia que o que contava era o jogo dos bastidores. saber o que acontecia, para ver o pau comer. e curtir com isso. o wahrol não encanava com discussões fúteis para enganar a patuléia (olhem, eu leio o elio gáspari ahahah). simplesmente via o mundo por detrás de suas lentes de garrafa, curtindo o joguinho pesado de quem sabe-se predador. somos predadores, ou o quê? ou alguém quer ir lá à áfrica defender os que morrem sem parar, sei lá por que tantos motivos? alguém quer meter-se a ser da onu, para ser explodido por israelenses ou palestinos? existem esses. mas não estão aqui, meus queridos. escrevo para gente muito bem disposta atrás de seus micros de última geração, com empregos ou ocupações de gente grande. claro que a gente tem formação e precisamos debater, sem dúvida. e por isso debatemos. por que fazemos parte da sociedade, não é? alguém quer algo mais? responsabilidades? ora, esses têm mais o que fazer (realmente).
o mamet, em suma, apenas tenta um espacinho. o village voice? nunca vi. só conhecia o village people. ahahah e eu acho que prefiro o segundo. ahahah alguém tem aí um cd do village people, macho man? pago bem. ahahah bom, mas enquanto eu aqui passo o tempo, sem ter passado minhas roupas para amanhã, hoje, afinal entrevistarei um fudido paquistanês, chefe sei lá de quem, penso então se é para isto tudo que me formei – ou se para isso e algo mais fui realmente deformado. admito. embarquei nessa leva de mamets e mailers muito a contragosto. nunca achei muito deles. prefiro ler suetônio, que aliás mal consigo entender. ahaha e por quê isso, afinal? talvez porque nunca me senti realmente imiscuído pelas questões desses sujeitos – raras exceções. algo errado? nada. simplesmente não me afetam ou não deixo que me afetam. podem me chamar de alienado. ok. até concordo.
só pergunto: algo poderia esse tipo de discussão ter contribuído para me formar melhor nas posições de que este país em que vivo necessita? não creio. assim como não creio que melhor entender a semana de 22, de 23, de 24, de 25 (viu, gerald, fiz o dever de casa) possa realmente ajudar a entender melhor a inserção desta patuléia em qualquer questão mundial. reparem (se quiserem) no que digo: sou filho de geração que não completou educação superior. minha mãe chegou ao começo do secundário, no chile. meu pai só terminou o ensino médio. e assim, do jeito como eles foram, e do jeito que conseguiram o que conseguiram – e ai se foi bastante -, entendiam o mundo de outra forma – alienada, dirão vocês, nada. simplesmente do jeito que vivenciaram. algo do mundo de um mamet? nada. este iria classificá-los ou entendê-los apenas como classe média baixa empobrecida. e fazer suas peças, seus filmezinhos. é nossa função assistir a esse jogo pelo lado de fora?
ou na verdade devemos, nós que podemos, tentar entender essa nossa inserção? quiçá por isso me meta hoje a refletir e gastar esforços sem conta para recuperar tantas vivências desperdiçadas por ideais alheios que não contribuem a fazer com que consiga entender a mim mesmo e aos dilemas dos meus queridos, e dos que me afetam. claro que essa é a função da arte. conhece-te a ti mesmo. não, meus caros, as peças gregas não serviam para divertir, não. eram apenas a forma pela qual a sociedade entendia a si mesma, sem a intromissão do oráculo. e nós, por que insistimos em esquecer e desprezar essa nossa posição privilegiada? porque não embarcamos em nossa maioridade? ou porque preferimos esquecer, desprezar-nos para evitar interferir, afinal podemos com isso realmente nos machucar? sim, podemos nos machucar. sim, meus caros, os artistas somos – ou podemos ser – todos nós. mas se embarcarmos numas desse mamet ou de outros – tantos – tão coitadinhos, estaremos perdidos. com amor, contrera

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A arte é um estado de flutuação migratória. – Gerald Thomas em 1988

Excelente entrevista concedida pelo dono desse blog ao repórter Sidney Rezende no programa "Encontro com a Imprensa", pela rádio Jornal do Brasil.

Entre outras coisas, Gerald fala da identidade cultural do Brasil nos anos 80, de polêmica, de seu teatro, de sua amizade com Samuel Beckett (ou Mr. Beckett), de honestidade, de tempo, falta dele, do massacre que ele promove na cabeça do artista, e atesta: "A arte é um estado de flutuação migratória". Segundo o dramaturgo o artista emigra para um estado qualquer, fora do tempo.

Enfim, vale conferir!

Para isso, clique nos ícones abaixo, ou vá diretamente ao link:
http://www.sidneyrezende.com/sec_entrevistas_view.php?id=16

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Gerald Thomas
Listagem das Entrevistas
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sr sr Gerald Thomas
1988 – Encontro com a Imprensa

Veja esta entrevista clicando nos ícones abaixo.
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Puxa, e por falar na atualidade dos assuntos da entrevista, há alguns dias discutíamos aqui sobre honestidade e mentira no teatro, e sobre polêmica. E aquela história do acidente na Dutra, por que poderia acontecer… é de arrepiar.
Sandra

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Warhol / maconha / tacabo e os clones imediatistas

Amsterdam anunciou que estaria banindo fumantes de seus coffee shops. Como assim? Ouvi direito? Sim, banindo fumantes que misturassem tabaco em seus "joints".

Teatro do absurdo ou do ridiculo não chegam perto. Afinal, Amsterdam eh conhecida pela sua industria turistica da droga leve (e pesada). Mas parece que o tabaco – tadinho – pagou o pato. Quem mistura tabaco em seu baseado tera que fumar do lado de fora, na rua!!!

"A maconha ter que ser PURA, fumada pura", disse um deputado, o Klink. Caramba, dito assim parece ate praga. Afinal, pergunto eu, qual eh o verdadeiro significado de pureza de qualquer coisa hoje em dia, nesses dias tumultuados de subornos, de adulteração transgenica, de guerra entre religioes, entre deuses, da industria das amputações, da industria do terrorismo e do transexualismo? Tentar implantar (sem trocadilhos) o conceito de PUREZA justamente ligado a maconha eh tanto quanto risivel. Particularmente odeio esse negocio: retarda a mente, retarda a memoria do ator, diretor e de quem protesta. Mas o que fazer, fui criado no meio de maconheiros.

Alias, por falar em drogas, existiu um ser exotico e sobrio que se fez passar por drogado (appearence is (not are) – "is" everything, darling): Andy Warhol.

Nos ultimos anos de sua vida, os anos 80, Andy Warhol comecou a fazer litos e silk screens de "judeus do seculo XX", pode? Parece que sim.

O cara que transformou uma lata de sopa num icone (a Campbells) e trivializou um icone (a Marylin) numa lata de sopa de prateleira (fez a mesma coisa com a cara de Mao Tse Tung Tung Tung, terminou a vida voltando as origens, fazendo retratos de judeus assim como Einstein, o juiz Martin Buber, Gertrude Stein, Freud, Kafka, e os irmos Marx (Groucho, etc). Warhol era inteligentissimo, ao contrario do que um artigo no N Y Times tenta dizer e, por isso mesmo, se associou aos drogados sem ser um, aos intelectuais, sem ser um, etc. Era um voyeur e visionario. E um artista não precisa ser muito mais que isso. Ter a genialidade de WAR-HOLE, e suficiente. Saber dar o tiro certo no momento exato e não responder nunca as perguntas de jornalistas, apesar de ter fundado a revista Interwiew, eh um coup de theatre.

Genios nao morem. Sobrevivem as intrigas, ou ressurgem nas clinicas de loucos daqueles que, ate hoje, não conseguiram se refazer do ponto de interrogacao colocado por ele. Esse bando de mediocres que andam por ai e escrevem artiguinhos se dizendo "brain dead liberals" e nao conseguem midiua, a nao ser pra ser ridicularizado (no primeiro mundo) — usado e abusado no terceiro, onde todos tentam pegar uma lasquinha… e transformar o significado de tudo. Oh ceus! Como me cansa a mediocridade! Como me inspira a genialidade de um Warhol.

Mas pra realmente transformar o significado de tudo, tem que ser, antes de mais nada, ser AR-TIS-TA. Isso eh para poucos. Minto. Não eh pra ninguem nao, bando de clones falantes/fumantes!!!

Gerald Thomas.


[O Vampiro de Curitiba]
Quer dizer que não pode misturar tabaco à maconha? Bom, tomara que a moda pegue por aqui. É muita folha de chuchu e bosta de vaca. Aquele perfuminho de "patchuli" não engana mais ninguém.

Vamp: respondendo a uma ooutra pergunta que vc me faz: Nostalgico? Nao, Pelo menos acho que nao. Tentei me divertir um pouco dentro da……(you know what) escrevendo sempre dos PARA! PARA!-metros da cultura e assuntos sociopaticos!

[Gilda Aché Taveira]
OLa pessoal, Hi Gerald, I MISS U all! Estou com problemas de tempo e no micro, mas estarei postando aqui ASAP! Primeiro quero me interar do que anda acontecendo. O que ha´com Ana? ESpero que fique bem, muito bem e Logo! beijos Gilda

[O Vampiro de Curitiba]
Pessoal, vocês esqueceram, eu não. Hoje tem a "Frase da Semana". Na verdade, a frase da semana seria do Gerald: "…onde o amor encontra a morte e a morte encontra o amor". Mas como o Gerald está fora da disputa, por motivos óbvios, a escolhida esta semana é da SANDRA. Ela deixou-nos um pensamento lindo que tem tudo a ver com as nossas relações e e interações aqui no blog: "A quântica diz que é impossível conhecer algo ou alguém sem interagir. Só que, dessa interação, ambos saem modificados."

[Sandra]
Gerald, há algum tempo usar maconha era ir contra o sistema. Só que isso virou uma grife, uma obrigação. Acho que, hoje, ir contra o sistema é ser careta. Numa entrevista para a Revista do Rock, Rita Lee disse que estava tentando se livrar do alcoolismo, mas tinha sérias dificuldades, porque ninguém aceitava que uma roqueira não bebesse. A contestação do NÃO POSSO fazer isso virou o TENHO que fazer isso.

[Ana]
Essa de não poder misturar tabaco à maconha, doeu. Agora deu tilt de limpeza no primeiro mundo. Claro que cigarro faz mal. Mais mal que a maconha, por sinal, guardadas das devidas proporções. Em todo caso, só um nerd pra misturar tabaco com cannabis pura. Polêmicas à parte, eu acho que o ser humano tá com a cabeça pelas tabelas. Alguém aqui no Brasil, desconhecedor do fato que a maconha é usada livremente na Hollanda, poderia achar que o tal Klink pirou. E ainda poderia perguntar "É o Amir Klink, aquele dos barcos?".

CONTRERA FINALMENTE!!!!! (UFA!) *que bom, Love GT)
à miséria dos fumantes passivos, agora a dos fumantes envergonhados (pelas autoridades). o ser humano sabe se destruir como nenhum outro ser do universo, mas não sabe viver junto. cito o lemmy: a única coisa que o ser humano realmente sabe fazer é destruir o outro. origem de orgasmatron.
Contrera

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Nowhere Man, nos em nenhum lugar: adeus!

Fico estranhamente incomodado quando chamam alguem de estrangeiro. Tipo…..Samuel Beckett eh um dramaturgo "irlandes". Mesmo? Wow. Pois bem, com esse eu convivi, dirigi suas coisas, adaptei. Sim. Ele, de fato, falava com um forte sotaque de Foxrock, e seu "distanciamento quase cruelmente brechhhhtiano ou artaudiano" a respeito do "outro" lado da ilha britanica fazia com que ele, assim como seu mentor, o Joyce, brincassem e bordassem com a lingua (os dentes tambem). Alias, Yeats ne? Bem, deixa isso pra la.

Tanto Joyce quanto Beckett "escolheram", esquecerem de onde vieram. "Exiles" eh um texto de Joyce pra teatro, se nao me engano. Nao consulto o Google quando escrevo. Simplesmente vou ate onde minha poor memoria me trai. Esse texto eh sobre a terra e aqueles que escolhem seu proprio destino e sua propria diaspora. Ambos sairam correndo de la (os irlandeses tem uma certa queda por sairem de la) e se "plantaram" em .., bem Beckett acabou em Paris, no Boulevard St Jacques. Se escondeu ate atras da lingua francesa pra escrever !!!(mentirinha que eu acabei desvendando com o tempo, ja que Hamm – com dois "m" e tudo significaria canastrao – ou presuntao que o Clov (derivado de clown ou cravo , coisa que se enfia no presunto quando se assa ele no forno), ou Lucky e Winnie e Willie e assim por diante nao sao exatamente nomes franceses.

E odeio quando se referem aos Beatles , ate hoje , como os quatro "ingleses" , quando Lennon deixou claro que sua residencia seria Nova York. Lennon e Yoko eram New Yorkers assim como Saul Steinberg era a capa daquilo que ele desenhava: um New Yorker! E, against all odds, Lennon fez do Dakota, sua moradia ate o fim de seus dias.

Tem que se chamar o genio do cinema, Ingmar Bergman de "o cineasta sueco Ingmar Bergman"? E Tem que se chamar Picasso de espanhol? Caramba, o Picasso eh, incontestavelmente e unicamente, o Pablo Picasso (com seus 23 nomes)! Sem patria, como o artista plastico Christo, aquele que embrulha tudo, ou Jesus Cristo, aquele que escolheu o Rio de Janeiro pra abrir seus bracos e – depois de uma via dolorosa, decidir que, diaspora atras de diaspora, somos atormentados por nossas nacionalidades ou por nossos nomes, por nossos sobrenomes. Que perseguicao!!! Sera que um dia teremos a liberdade de escolhermos "um lugar" Galileonico, ou Kepler-onico que nos deixem em paz, olhando o ceu aberto, ou com misseis passando sobre nossas cabecas – repleto (claro , como sempre) com campanhas e mentiras politicas a manipular toda e qualquer informacao), digo, repleto de "tempo pra pensar"….

Marcel Duchamp , um frances? Como assim? Tao frances quanto o De Kooning? Ambos New Yorkers ou ambos do mundo, ambos de lugar nenhum como Nam Jun Paik, ou como….sei la, como somos narcisisticos em relacao a possuir, eu disse POSSUIR um lugar, algum lugar, algum nome, UM NOME, nome do meio e o passado que ele tras. Olhar para tras eh RETROSPECTIVA e retrospectiva eh coisa muito triste, muito depravadamente triste!

Tempo pra se repensar o que significa tudo isso!
Sim, porque perdemos as estribeiras. Digo, enxergamos somente aquilo que quermos enxergar. Aquilo que nosso nariz aponta, aquilo que nossa bussola da sorte ou da oportunidade aponta. Mas sabemos que isso dura pouco e que o jogo muda rapido.

O tempo passa rapido. Muito rapido. E, de repente, ja foi. E aquele "tcheco que morreu em Berlim" o Kafka, tadinho, um dos maiores genios da literatura, me vem a cabeca, pois teve um tempinho entre uma campanha contra o seu proprio pai e o sistema; e ecreveu Metamorfose em que o homem vira um inseto.

Esse blog precisa de diversificacoes, se transformar em outra coisa,se transformar no inseto de Kafka ou sofrer uma gigantesca diaspora:HOMERICA (olha,mais uma metamorfose), e eh por isso publiquei, recentenemente aqui Felipe Fortuna, John Hemingway , neto do proprio, o Ernest, um auto exilado himself. Acho que o tumulto dos ultimos tempos tomou conta da minha cabeca.

Talvez seja a hora de dizer um breve e tristissimo ADEUS. Triste, mas, verdadeiro. Vou sentir saudades. Ja disse isso muitas vezes. O teatro fecha suas cortinas todas as noites e morremos em nossos camarins todas as noites. Sera que realmente existe um outro dia, um outro lugar, terra de ninguem? Vou procura-la por ai….
LOVE
Gerald Thomas, um Nowhere Man.
New York – 26 de Marco de 2008

————————————————— death —————————————————

da Valeria (por email porque COMENTARIOS AINDA ESTAO COM PROBLEMAS)
Eu me espanto com os outros, mas comigo também.
Receba meu olhar e sorriso.
Inté,
Valéria

Numa entrevista Nancy Huston- nasceu na parte anglofônica do Canadá, mora em Paris, escreve tb em francês- diz:"estou persuadida de q os seres humanos estão invadidos pela ficção sem saber. Tudo o q nos contam sobre nação, religião, família, é para q construamos um personagem. São ficções pobres e q podem ser nefastas e perigosas.Qdo um país se sente em perigo ou humilhado, reativa-se algo do tipo 'nós somos bons, eles são maus'.Isso é ficção de base da espécie humana. Já a ficção literária tem algo de formidável: ñ se apresenta como uma verdade eterna, mas sim como ficção. E com isso deixa o lugar para a ambigüidade, contradição, complexidade e situações c + nuances do q 'eu e nós'. A ficção nos encoraja a nos identificar com pessoas q ñ se parecem conosco (…) isso nos dá uma distância preciosa em relação às ficções q recebemos e pode contribuir a melhor compreender os outros". Saiu tradução de "Marcas de nascença"
(Déborah Berlinck – Prosa&Verso)

—depois de uma busca na caixa do UOL…..encontrei isso: de dias atras
[Valéria] [RJ]
é incrível como a posse no mundo está relacionada a tudo tudo tudo: ao amor, ao prazer, as coisas úteis, à amizade, à terra, à mente etc. E é horrível ver que as tentativas de independência são asinhas de borboleta mantidas pelos sérvios em sua coleção. Que o SIM dos kosovares para a independência seja finalmente um NÃO ao NÃO dos sérvios, que esta violência entre etnias, inacreditável e dolorosa, tenha um fim; fico torcendo daqui, sentada na beirada da cadeira, assistindo à minha incompreensão para tantas lutas sem fim.

Contrera]
os incêndios irão continuar. 50 anos? 100? sei lá. não estaremos aqui para vê-los ou ver o seu fim. contrera

E lá se foi nosso ultimo NEO-BEAT Gerald… Pq é que todo irlandês não gosta da Irlanda…? síndrome de província ?
Lílian |

Concordo com tudo. Pego aqui uma fala de uma peça que fizemos em homenagem (após sua morte) ao gênio MUNDIAL Bergman. Na verdade é o final do Fanny e Alexander. Nem é de Bergman. É de stridberg. Enfim… Mentira e realidade são uma coisa só. Tudo pode acontecer, tudo é sonho e verdade. Tempo e espaço não existem. Sobre a frágil base da realidade, a imaginação tece sua teia e desenha novas formas, novos destinos. – STRINDBERG Volta logo. Bj
Marcelo F. |

Admirável Gerald, você é realmente um grande artista!! Só alguém com a alma elevada sobre a massa cinzenta da humanidade é capaz de ser um nowhere tão atento e zeloso a tudo! bjs
ana carolina |

Daqui de Marte tbm perdi minha certidão de nascimento, o "Mau" não sabe se vai ou fica, ou some, ou renasce. Ou padece.
Mau | | http://maulsoleu.blogspot.com | 26/03/2008 23:39

Carlos (US) por email POR QUE O SISTEMA AINDA ESTA FALHANDO PRA ALGUNS
Eu não conhecia esse documentário Ilha das Flores. Minha pergunta é: após 20 anos, o que aconteceu com a Ilha das Flores? A tragédia que é aquilo acabou ou as pessoas continuam indo lá comer o resto do resto??? Hoje saí de um seminário onde falava-se sobre arte contemporânea. Aquele famoso papo, um pessoal mais analítico, os "filósofos" da turma e seus narizinhos empinados, a discussão sobre complexidade…ou seja essa coisa sobre a tal da arte. Agora vejo esse vídeo com pessoas fazendo fila pra ir comer lixo. Não dá pra não se sentir culpado. E se eu abrir as notícias agora, vou certamente ver uma matéria sobre cirurgia plástica no Brasil, país com mais cirurgias plásticas no mundo. Não dá pra não se sentir parte de uma época onde estamos totalmente perdidos e totalmente
culpados. Então a gente vem e escreve, ou a gente vai e cria e discute, nós os privilegiados. Não há sentido algum. É vaidade.
(Carlos US)

de Marina Salomon
Nessa interessantíssima entrevista da Nancy Huston ela sugere que os filósofos deveriam ao menos passar seis meses numa creche, cuidando de crianças. Quem sabe se fízessemos esse 'estágio' saberíamos o que fazer quando o telefone tocasse as três da manhã… talvez matássemos menos. talvez conseguíssemos entender o que de fato importa. quem sabe?
Marina S

[Sandra]
Será que há como não levar na alma a nossa história? De onde viemos, o que comíamos, bebíamos, vestíamos, a sonoridade da lingua que falávamos na nossa infância, o que representava para a nossa cultura perseverança, amizade, perdão, liberdade, mesmo que discordássemos de tudo que era considerado correto por todos a nossa volta? Mas viver em outros lugares, conhecer outras culturas, não nos torna ainda mais diferentes e únicos? Não dá para rotularmos alguém por sua origem, nem negar o que isso lhe acrescentou.

[Gustavo] [Gainesville. FL]
Não sou brasileiro, não sou estrangeiro, não sou de nenhum lugar, sou de lugar nenhum…

Sandra…
Vamp, espero que você esteja mais calmo, pois você é sempre muito intigente e brilhante. Mas vai aí um puxão de orelha: para que se estabeleça um debate, é necessário respeitar o adversário. Dizer: "O fato de se ver a questão daqui da Banânia, me possibilita ter uma visão MAIS IMPARCIAL do que vocês que vivem aí. Você, principalmente, Gerald, sendo artista, faz a análise utilizando-se de EMOÇÕES, DE PAIXÕES." não é argumento, é falta deles. É dizer: meus argumentos são melhores que os seus.
Sandra |

FINALMENTE o "MEU" (e somente MEU) Vamp reaparece
Com licença? Oi! Tudo bem? Sim, sou eu: Vamp. Pensaram que eu não viria? Nada, era só charminho… Aposto que nem sentiram minha falta, né seus reaças?! O Gerald não gosta mais de mim. A Sandra me deu um puxão de orelha. Carlos, o homen-bomba, sentiu-se culpado. Fábio, o plebeu sanguinário do buzão do Tietê, já estava comemorando. A Ana quase me conquistou. A Veléria finge que me ignora. E a vida segue… Posso seguir com vocês?
Vampiro de Curitiba

Do Gerald pro Vamp
So eu e vc sabemos, mas estou dancando um tango aqui sozinho em NY porque vc voltou!

As boas vindas da maravilhosa (a apoiadora) (aqui fora do BloG)
Oi Vamp! Que saudades!
Sandra

e mais
[Sandra]
"Creio no mundo como num malmequer,/ Porque o vejo. Mas não penso nele/ Porque pensar é não compreender…/ O Mundo não se fez para pensarmos nele/ (Pensar é estar doente dos olhos)/ Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…/ Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…/ Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,/ Mas porque a amo, e amo-a por isso,/ Porque quem ama nunca sabe o que ama/ Nem sabe por que ama, nem o que é amar…/ Amar é a eterna inocência,/ E a única inocência não pensar…" De Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.

da Val pro Vamp
Bom, Vamp, já q vc pediu, lá vai: eu não te ignoro, eu morro de rir de suas não tão sutis ironias e esculachos! É bom te rever por aqui; ficava te imaginando lendo e rindo da presença da sua ausência he he Vc e a sua Polaca tão no meu imaginário, se bem q pensando bem no já já, sabe q não tinha feito imagem de vc? Sem essa de imagem vampiresca, nem de louro alto etc. Caraca! vc tá sem imagem, mas tem um olhar muito do danado, um olhar de ponteiro, sei lá. É isso aí, agora vamos brincar de roda. O engraçado é q fiquei pensando nisso agora: como a gente se imagina? Só sei como é o Gerald. O resto é fabulação pura, só q em pedaços, não vem ninguém inteiro! É muito louco como vejo vcs he he he bjim de aipim
Valéria

do Carlos pro Vamp
Vampiro: finalmente entendi como o Bush consegue te influenciar tanto. Aproveito esse clima de influências e te pergunto rapidamente: o "Homen(sic)-Bomba" vai se casar com a "Quenn"(sic) Elizabeth?? Dá-lhe Bush!!!!! Fazendo cordeirinhos e aluninhos mundo afora. À propósito, ele já deve estar de olhos em terras brasileiras, fique esperto! Já disse que quer ficar na mesma região onde Josef Mengele foi tão bem recebido. É que brasileiro é tão "bãozinho".
Carlos

poemas mandados pela Sandra (by request)
Gerald, um presente para você. Um presente que É você: DESENCANTO/ Eu faço versos como quem chora/ De desalento…de desencanto/ Fecha o meu livro, se por agora/ Não tens motivo nenhum de pranto./ Meu verso é sangue. Volúpia ardente…/ Tristeza esparsa… remorso vão…/ Dói-me nas veias. Amargo e quente,/ Cai, gota a gota, do coração./ E nestes versos de angústia rouca/ Assim dos lábios a vida corre,/ Deixando um acre sabor na boca. / -Eu faço versos como quem morre. (Manuel Bandeira)
Sandra

A Polaca vai morrer de ciumes
VALÉRIA, seja sincera, meu anjo. Eu estou no seu imaginário ou no seu coração? CARLOS, você não perdoa nada, né? JORGE, usar nomes próprios? E o que eu faço com o "Vampiro"? Ahh, deixa como tá, tá bom! SANDRA, dá próxima vez, no lugar de um puxão na minha orelha, experimente dar uma mordida, bem devagarzinho, tá? Todos os leitores, principalmente os do sexo feminino: Beijo na nuca! E aí, arrepiou?
O Vampiro de Curitiba

Carlos (US) frustrado
Poxa Vampiro, de fato fiz o que pude pra te provocar. Mas você parece estar numa fase mais zen. Dessa maneira você é de fato menos o temível Nosferatu do Murnau e mais o conde Von Krolock do maravilhoso "A Dança dos Vampiros" do Polanski…meu deus como eu AINDA me divirto com esse filme, depois de tantos anos…
Carlos

Valeria, aquela que…
Vamp Vamp, já vi q vc gosta de provocar… a Polaca… Bom, talvez meu imaginário fique no coração! Nem sei se a minha consciência fica dentro ou fora forinha de mim; vc escolhe, ok?
Carlos, tô sentindo falta dum parceiro blogueador, o Contrera. Gostava de ver vcs dois juntos mas ñ me entenda mal…E vc e o Vamp sei ñ, tô aki atrás do arbushto só vendo.
Jorge, o meu nome de família era tão forte q ele era + do q eu, então mudei, e aos poucos começaram a me chamar pelo 1º nome de novo, ufa! Mas confesso q estranhei a tal valeridade, hoje já gosto; então a gente é q tem q gostar do nome, quem ouve é q recebe. Acho q tem a ver com sonoridade, sentir-se bem, identificar-se, curtir, zoar sei lá. Se entraram aki deste jeito, por que não continuar? Deixa o Mau ser mau, o Vamp não ser Peter Funk! É bão, e a gente somos muitos, com apelidos ou não! em 1890 o meu nome era Olga. Mais pra trás não me lembro mais rsss
inté da Valéria

VampZen
Pois é, Carlos! Eu sempre fico zen quando estou apaixonado… O pior é que eu fico muito brega. Todo mundo fica. Estava ouvindo "One", do U2, na voz de Johnny Cash. Fiquei emocionado de verdade… Ai, ai…
O Vampiro de Curitiba

do Carlos pra Valeria (ENVIO DE MENSAGEM AINDA COM PROBLEMAS PESSOAL DO UOL)
Parte 1:
Caramba VAMPIRO, essa coisa de apaixonado, zen, etc, isso aqui tá ficando tão quadrado quanto aquele programa "almoço com as
estrelas" que minha avó fazia questão de assistir enquanto a panela de pressão estava no fogo. Se tem um som que eu não suporto é panela de pressão cozinhando. Isso junto com a TV do "almoço nas estrelas" é um trauma insuperável. Enfim, curta o seu affair, claro. Pelo jeito nem Nosferatu nem o a Dança dos Vampiros você conhece! Só te cobro um pouco mais de conhecimento Vampírico, só isso. Claro que o Draculinha do Coppola você viu, né? Tem umas boas imagens, sem dúvida, entre elas o Tom Waits sendo atirado contra a parede várias vezes dentro da cela, mas no geral Hollywood é essa merda, estraga todos os seres de verdade, até os vampiros acabam virando apenas "mitinhos" com leite e sucrilhos.

Parte 2:
Pois é VALÉRIA, não sei do Contrera. Teria ele enlouquecido?? Puxo o tópico da loucura porque vi agora (e o Gerald deve saber) sobre essa peça sobre a Camille Claudel na famosa Curitiba. Coincidência que há algumas semanas eu falava da Isabelle Adjani aqui no blog. Falava porque ela fez a versão do Herzog do Nosferatu e fez a Camille Claudel depois. Que belo filme. Talvez o final mais triste de filme que existe…Pois então, vi que essa trupe está fazendo a trilogia da loucura: foi Van Gogh, agora é Camille Claudel e terá mais um. Talvez seja um tópico pro blog: a loucura. Tem muito "romantismo" em volta da coisa de loucura, mas ninguém fala muito do grave sofrimento pelo qual essas pessoas passam. A loucura da Camille era diferente de Van Gogh, com certeza. Mas enfim, como só tem maluco no blog, eis um tópico pertinente. Carlos (US)

[Valéria] [RJ]
É Peter Punk, né? E o q a gente faz vendo monge chorando? Não dever ser fácil morar na China ou ter os olhos dos ditadores sempre vigiando violentamente. Mas hoje tô olhando pra esta eterna temporada de caça em todos os setores. Salvem as focas bebês q terão suas peles… Isso é um horror, mas o pior é que o consumo se consumará. Bjim daquela que…

Mais Contrera (que bom!)
não temos lugar, gerald. nunca teremos. não me refiro a vc, eu, joyce, beckett, kafka. refiro-me a todos. por insegurança, teimamos em nos localizar. não temos lugar. simplesmente. carinhos contrera finalmente volto à web.
Contrera

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quando o telefone tocar as 3 da manha…

NINGUEM TEM A EXPERIENCIA. EH JUSTAMENTE POR ISSO QUE AS GUERRAS ACONTECEM, BOMBAS EXPLODEM, CRIANCAS MORREM, INOCENTES VIRAM PRESUNTOS E TERRORISTAS CONTINUAM SOLTOS COMO no caso inexplicavel de Osama Bin Laden!
Gerald

da Valeria (no rio via EMAIL pois os comments estao com problemas)
Mas quando isto acontece, quando toca o telefone às 3 da manhã… ah qtas muitas experiências/previsões não foram ouvidas tb, nem experienciadas, qtas outras centenas ainda ñ foram pensadas, muitas milhares descartadas…o ponto anterior pode trazer um vislumbre ao posterior. É, tudo já tá em ação desde desde desde Dresden… e aquele si(g)no telefônico vai gerar conseqüências e seqüências q vão gerar muitas outras para muitos outros. E aqui estaremos nós entre cansaços, nervosismos, ruídos de esperanças, com ouvido tapado (ou inflamado) ou não, buscando pensar como e quem vai atender este telefonema e quando e pra quê. Sempre saltos e (im)possibilidades a nossa frente mas
Salve (sem querer escrevi slave antes!) o dia do teatro – 27 de março, dia de encontro de idéias, de pensar o mundo de outra maneira, com tensões e tesões.
Q ñ sejamos gansos.
A sua resposta foi um salve ao argumentar, Gerald, um salve ao encontro, gostei muito.
bjim

ATENCAO: SE VC MANDOU UM COMENTARIO, ASSIM COMO A VALERIA, E NAO CONSEGUIU, SORRY, O PROBLEMA NAO EH MEU: ESTOU NESSA DISCUSSAO O DIA INTEIRO COM O PESSOAL DO UOL QUE DIZ QUE ESTA OK MAS EU SEI QUE NAO ESTA!!! MIL DESCULPAS
GERALD

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Apesar de tudo, o Brasil precisa de teatro

São Paulo, quarta-feira, 26 de março de 2008

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CURITIBANAS

DESFALQUE 1
Gerald Thomas não vem. Pôs ponto final no imbróglio da passagem aérea que o traria de Nova York. A organização havia assumido problemas de "logística", que teriam impedido a apresentação de uma das duas peças do programa. Transferida para hoje, sua palestra também foi cancelada. A gota d'água, segundo o diretor: o festival queria que sua produtora arcasse com parte dos custos.

DESFALQUE 2
O diretor-geral do evento, Leandro Knopfholz, disse à Folha que não comenta mais o caso. Pediu que falasse com a produtora de Thomas, Fernanda Signorini. A reportagem deixou recado em seu celular, mas não conseguiu contato. Do prometido "Mundo de Gerald Thomas", Curitiba viu apenas "Terra em Trânsito".

agora meu desejo particular, por GT

E, mesmo com problemas, eu desejo TUDO DE BOM e DE MELHOR, ao pessoal que continua no Festival de Curitiba. Afinal, quantos festivais o Brasil tem? Que seja um sucesso, afinal, teatro – ou melhor, FAZER TEATRO hoje no Brasil eh um luxo.
Sucesso a todos. M.E.R.D.A. (que tudo corra bem, com toda sinceridade)

E mais – guardar rancor nao esta escrito em nenhum TESTAmento, em nenhum predio de Buckminster Fuller, ou de Norman Foster, que construiu a nova CUPULA do Reichstag em Berlin, sim aquele mesmo Parlamento em cujas escadas onde em…….(……) "Better said is the unsaid" – Foster constroi tambem o Samuel Beckett Theater.

Existe muita coisa no mundo com que se preocupar: o numero de VITIMAS desde que Bush invadiu o Iraque nesses 5 anos. OU A ECONOMIA!!! ESTAMOS NO PIOR BURACO DESDE DESDE DESDE DRESDEN !!! DESDE DRESDEN!!!!!

E como isso vai acabar. E colunistas brasileiros, cujos sobrenomes JUDEUS, ou JUDAICOS querem implicar com o middle name de Barack HUSSEIN Obama. Que triste piada. E se esses colunistas se transferissem no tunel do tempo e fossem la pro Reichstag em plena decada de 30 quando Hitler perseguia os seus …….E ai? Como seria essa coisa de pegar um nome ou um sobrenome? Sera que o sobrenome desses colunistas os levaria prum gas chamber? Ou – decadas depois, os CUbriria com um "sobretudo" e os colocaria em Checkpoint Charlie…ali perto …onde tantos spies da Stasi, KGB, CIA e MI5 foram trocados……anos depois na Guerra Fria (nada Fria) (bem quente alias) (melhor que agora!!!)

VIVA O TEATRO! Um lugar de livre associacoes! David Mamet falou em brain dead liberals-e que ironia…o cara EH TAO FAMOSO MAS TAO TAO TAO FAMOSO QUE SOMENTE UM JORNAL GRATUITO AQUI PELAS RUAS (o Voice) o publicou (entrevistei o cara pra Folha em mil novecentos e bolinha…porque o cara nao publicou uma OpEd piece no Times? E agora? Quem esta Wagging the Dog, I mean, the tail? Ah esqueci. mamet eh excelente playwright, pessimo diretor. Parece Lynch mas esta longe de ser Lynch. Seu Speed the Plough precisa mesmo de direcao la em Londres no Old Vic porque o Kevin Spacey esta mesmo spaced out!

– "LIBERAL" aqui nos USA tem outro significado, assim como….como…como….(nada tem a ver com ESQUERDA) (tem a ver com the very principles of the Democratic Party and its Founder Members-Fathers-Mothers of Invention-Fuckers!) como alguem que nao mora aqui nao sabe E NAO SABERA JAMAIS!!! o que Barack Obama significa e nao sabe o que McCain significa E NAO SABERA JAMAIS PORQUE NAO CONVERSA COM O CARA DA ESQUINA PORQUE NAO CONVERSA COM O ATENDENTE DO BAR, O GREGO DO DINER GREGO, (nem sabem o que eh um diner grego!) NAO CONVERSA COM O MOTORISTA DE TAXI NEGRO DE NEW JERSEY QUE EH TENOR DE OPERA, NAO CONVERSA COM O CARA QUE TENTA A VIDA E CHEGOU DE NORTH CAROLINA FAZ DEZ ANOS E EH BRANCO MAS VOTA em OBAMA, e esse McCain, quando jura outros 100 anos de presenca no Iraque esta apelando para FATOS MANIPULADOS QUE A INDUSTRIA BELICA QUER OUVIR COM SEU DISCURSO ETERNO DE POW, OU SEJA DE VETERANO TORTURADO, OU SEJA, DE "Prisoner Of War" AND DISTINGUISHED MEMBER OF THE MILITARY SERVING THE LOCKHEED CORPORATION AND SO ON!!!!!

VIVA qualquer festival, seja onde for, porque celebra a ARTE e nao essa MERDA (sem pontilhacao) de POLITICA. Essa sim MATA seres humanos. MATA, MANIPULA, manipula informacao. Politica eh uma grande merda. Nao quero transformar meu teatro em politica. Nao quero transformar um caso de amadorismo em uma falha politica.
LOVE
Gerald Thomas

parabéns meus queridos:

[O Vampiro de Curitiba]
É isso aí, Gerald! Disse tudo. Apesar de todos os "percalços", valeu a pena, sim! Se formos ser bem racionais, só a Arte justifica a vida. O festival tá rolando e, mesmo com os problemas, ainda têm muitas peças legais para assistirmos. Viva o Teatro! O público curitibano (que também é vítima do descaso e da desorganização) agradece imensamente. Achei louvável sua atitude de não transformar em questão política o que é apenas incompetência de alguns (des)organizadores do festival. Papel de vítima não fica bem pra ninguém. Beijo e obrigado por tudo!

[Sandra]
Puxa, que texto… Quase choro, e nem sei porquê…Não sou a mesma desde que comecei a ler seu blog, Gerald. Não vejo filmes, não leio livros nem olho as coisas da mesma maneira.

do Vamp
Gerald, o Obama, pelo fato de ter o sobrenome que tem e também por sua cor, foi poupado por toda a imprensa mundial. É politicamente incorreto criticar os defensores de minorias. Enquanto ninguém o observava, ele ia muito bem, obrigado! Mas começou a crescer e a imprensa foi obrigada a prestar mais atenção em seus discursos. Descobriu-se aquilo que já sabíamos: É um político vazio e não muito preparado. É igual aos demais, isso sendo generoso com ele. O fato de se ver a questão daqui da Banânia, me possibilita ter uma visão mais imparcial do que vocês que vivem aí. Você, principalmente, Gerald, sendo artista, faz a análise utilizando-se de emoções, de paixões. E não deveria ser de outra forma. Eu, sendo um incorrigível racional, vejo que McCain já é o novo presidente dos EUA. Melhor assim. (Carlos, tente usar de argumentos dessa vez, sim?)
O Vampiro de Curitiba

Concordo que ninguém deveria ser marcado por um nome.
Sandra

Vamp: te convido a passar uma temporada aqui e conversar com as pessoas, os parentes (nao so dos mortos) mas das vitimas que nao encontram camas em hospitais dos Veteranos e essa administracao nao tem mais DINHEIRO pra traze-los em avioes militares. Muitos tem que PAGAR sua prorpia passagem de volta em voos normais, da Alemanha, por exemplo. Que vc me diz disso? Estou exausto de debater esse tema e quem decide somos nos os eleitores e mais, o Carlos nao se manifestou e isso esta ficando longo e politico (coisa que nao queria): mas 4 mil mortos militares, centenas de civis!
–"Quando o telefone tocar as 3 da manha na Casa Branca, o fato eh que NINGUEM estara preparado" e por isso sempre da MERDA e as guerras ESTOURAM!!!. Sera que ninguem entende isso? Nao ha bom nem ruim!!!! Nem Mal nem Bem, nem Terra nem Ceu nem Branco nem preto nem GT ou TGV e ta tarde. tchau! o trem se foi – Gerald

Marcelo Frankel
. Mas o que eu quero dizer na realidade é exatamente que quem faz arte, quem está exposto publicamente, sempre terá um papel político. Arte é política, também. Marcia X fazia política. Já Marisa Monte faz entretenimento. Fassbinder fazia politica. Já Charles Manson talvez seja um entretenimento, ou não. Não sei. Talvez uma doença. Talvez um anarquista. Político ou mero entretenimento. Depende da ótica que vemos charles manson. Nem sei porque citei charles Manson. Enfim… Relaciono arte ao amor. Walt Whitman é amor. E também relaciono Politica ao amor.
Marcelo F.
(Rio)

reposta do Carlos pro Vampiro
12:25 aqui…não consegui comentar antes, mas agora que entro vejo essa mensagem do Gerald e mais abaixo…o Vampiro de Curitiba dizendo que McCain já é o novo presidente. Eu também disse que o McCain seria o novo presidente. Mas disse isso diante de um grande pessimismo com o que via. Ao contrário do Vampiro, eu não disse que ele seria o presidente porque eu achava ele o melhor, mas sim por ser o pior. E dessa forma seguiria nessa NOJENTA tradição iniciada em 2000 aqui nos EUA:votar no mais putrefato, no mais retardado, no mais criminoso e imbecil. Agora o Vampiro me pede argumentos. Os argumentos, meu caro, apesar de você já ter demonstrado inúmeras vezes que pouco se importa com a guerra do Iraque, é que o número de inocentes mortos passa da casa das centenas de milhares. E o número de soldados americanos mortos chegou essa semana nos 4 mil. Não vou entrar no mérito econômico dessa guerra covarde. Ou as gerações futuras de americanos vão pagar a
conta, ou algum outro país vai.
Carlos (US)

problemas com envio de mensagens
Eu escrevi ontem a segunda réplica pro SÉRGIO…. E NÃO ENTROU DE NOVO!!!Está acontecendo alguma coisa no envio de MENSAGENS???ALGUÉM TEVE ESTE PROBLEMA TAMBÉM???
fabio |
Fabio: recebi nao sei quantos emails aqui dizendo a mesma coisa; so passa um ou outro: Problemas de mecanica ou algo assim. Nao sei. Ja passei pro pesoal do UOL.

da Gloriosa:
Gerald, Estou emocionada pelo texto-desabafo que acabo de ler.Vc conseguiu resgatar a importância da arte, sonhos e ideais num mundo empobrecido por preconceitos e sentimentos menores que limitam a liberdade de expressão.
Maria Fernanda Sanchez |

Fabulosa Ana
Chega disso tudo. Chega, também do próprio Brasil estar lost, lost, lost Zweig. O Brasil nunca foi, é, ou será o país do futuro. E os EUA nunca serão o que tencionam ser, simplesmente porque todo mundo se esquece do principal: nós somos humanos, com falhas, erros, e aprendizados. Mas não temos mais muito tempo para ficarmos nesses rótulos. E não é discriminando ninguém, que chegaremos à perfeição. Simplesmente porque ela não existe. E é isso que encanta em Obama. Ele não mente. Não promete um mundo sem fundo. Ele sabe muito bem que isso não existe. E que é hora de fazer o possível para uma vida sustentável. Com brancos, negros, mestiços, ameríndios, chicanos, gitanos, e até marcianos, se for o caso. Mas chega de perder tempo com guerra, né? Tá mais do que provado que ela só destrói. E se ela, em algum momento deu lucro, o mundo mudou. E ela, graças a essas mudanças, dá prejuízo. Quem não vê isso? McQuem? Bushs? Quem não viu? Deu certo? Deu?
Ana Peluso

BRAVO ANA!!!! te aplaudo de PÉ!!!! GT

do Vamp
[O Vampiro de Curitiba]
Tá bom… tá bom… Não existe Bem nem Mal, direita nem esquerda, não existem lunáticos terroristas querendo explodir o mundo em nome de Alah, não existem ditaduras na África, na América Latina, e muito menos no Oriente. É tudo fantasia de Bush e de alguns "neocons" "putrefatos" e "retardados". Vamos retirar todos os soldados americanos do Iraque e glorificar o congraçamento de curdos, xiítas, sunitas, palestinos e israelenses. A realidade não existe! Só existe o mundo perfeito e encantado de Gerald Thomas e seus amiguinhos "mais antigos". Tchau

do Gerald pro Vamp (segunda tebtativa, a primeira nao entrou)
Querido, vamos com calma! Ditaduras na Africa com Darfur, Congo, Zimbabwe de Mugabe ou em Cuba – OBVIO que existem. Existem ditaduras disfarcadas de nao ditaduras onde a lei de sharia exige que a mulher se cubra toda e sirva o homem, e existem os hassidicos judeus que vivem como pinguins na terra ocupada e prometida mas vendem diamantes na Antwerpia e aqui na rua 47 mas nao se misturam, vivendo seu isolamento em Williamsburg, Brooklyn….. Terrorismo eh a forma MAIS ABOMINAVEL e eu a REPUDIO em Terra em Transito: ou vc viu ou nao viu quando a Fabi fala "onde estamos? em 11 de setembro? Na estacao de King's Cross em Londres? Na estacao de trem em Madrid? Ou em naquele hotel em Aman na Jordania ou no no dia a dia de Baghdad?"
O que estamos discutindo aqui? Meu "mundo encantado, Vamp?" pelo amor de deus! O Tchau de ontem veio depois de um dia frustrante a angustiado com tanto telefonema, tanta confusao! Nao era dirigido a vc. Mas voltando ao assunto, ninguem coloca palavras na minha boca: ninguem aqui nos USA eh retardado, putrafato. Nunca escrevi isso. Aqui a politica eh inteligentissima. Mas como expicar a PIOR CRISE economica, Vamp? Como explicar que a CHINA esta comprando parte de nosso foreign debt? Se formos falar em corrupcao (e eh sempre um bom tema) isso eh assunto pras colonias ou ex-colonias (Brasil eh um bom exemplo onde ninguem eh punido nessa bandalheira!) Mas e o Paquistao? Quem matou a Benazir? E o pai dela? Onde comeca essa discussao? Com Churchill? Com Truman? Com Delano Roosevelt? Ou com Marco Polo e as expeditions> Bom o livro do Boorman, os Descobridores, simples mas um bloco sucinto. Tem Os Navegadores, os Remadores, os Nadadores, os Tudadores (da era Tudor) os SeiLaDores!!!, Nao importa/ ramificacoes da British Commonwealth e seus problemas!!!. Vai ter terrorista pra todo lado e isso eh horrivel SIM. Mundo encantado o meu? NUNCA AFIRMEI QUE NOSSOS PROBLEMAS AQUI COMECAM OU TERMINAM COM BUSH Pelo amor de Santo Cristo da Prefeitura de Santa Catarina! Bush eh MINUSCULO dentro de tudo isso! Minusculo!!!! Tudo isso comecou na gurra Civil, pode ser? ou quando os FOUNDING FATHERS ecrevera, a CONSTITUTION? Ou quando o Juiz da Suprema Corte Clarence Thomas (nao, nao somos parentes) passou a mao na bunda daquela menina….esqueci o nome! Vc nao viu terra em transito, onde a cantora,Fabi, trancada num camarim, enfiava goela abaixo de um Swann in Love (Proust) (ou o cisne de Loengrin de Wagner) esperando a sua hora de entrar no palco e cantar a sua aria em Tristan und Isolde, o "Liebestod", onde o "amor encontra a morte e a morte encontra o amor".
LOVE
Gerald

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Do site Bem Paraná On Line

Vejam no site : http://www.bemparana.com.br/index.php?n=62347&t=problemas-tecnicos-e-cancelamentos

e tirem suas próprias conclusões…

Problemas técnicos e cancelamentos

Gerald Thomas não apareceu para seu segundo espetáculo e Os Satyros interromperam a sessão do domingo

Adriane Perin e João Pedro Schonarth
Flávio Sampaio/divulgação
momentos de nervosismo no Guairinha

Vestido de Noiva: momentos de nervosismo no Guairinha

Não é só o Fringe que vive de cancelamentos. A Mostra Oficial do Festival de Curitiba também enfrentou este tipo de problema no primeiro final de semana. Duas apresentações foram canceladas, uma delas, Vestido de Noiva, dos Satyros, no Guairinha, parou no meio por conta de problemas técnicos com a parte multimídia. Primeiro, Mundo Gerald Thomas, que deveria ter duas peças em cartaz, no sábado e domingo,só teve uma, Terra em Trânsito. Rainha Mentira foi cancelada porque o diretor, que também responde pela iluminação, não conseguiu chegar em tempo de Nova York. Parte da platéia não foi informada do cancelamento na entrada e esperava noo intervalo, quando foi discretamente comunicada, individualmente. Segundo a produção explicou a iluminação é um dos pontos altos do espetáculo, que sem Thomas não poderia ser colocado em cena. Não foram cogitadas, até o fechamento desta edição, novas sessões para cumprir o que foi vendido. Já a palestra de Thomas, que deveria ter sido na sexta-feira, ficou para amanhã às 16 horas, no Teatro Positivo.

No domingo, o problema foi mais complicado e a peça Vestido de Noiva, que tinha o Guairinha lotado – de público e boas expectativas – parou depois de cerca de meia-hora de seus 80 minutos. Foi o tempo de começar a ambientação e os primeiros sinais de problemas vieram quando a luz do palco apagou, a da platéia acendeu e o diretor pediu compreensão para que o grupo fizesse nova tentativa, já que o projetor, peça imprescindível, não funcionava. Tensão no ar, mas a platéia atendeu ao pedido o que, no entanto, não adiantou e poucos minutos depois novamente o problema. Com o cancelamento confirmado a platéia começou a demonstrar insatisfação com comentários exaltados. A ponto de uma das atrizes voltar ao palco aos prantos dizendo que o problema não foi com os atores que estavam ali fazendo sua parte.

Uma voz, não identificada rebateu, dizendo que o problema não era com a estrutura do teatro. Ontem pela manhã, a produção do Festival de Curitiba confirmou uma sessão "especial", ontem a noite mesmo. Quem não pôde assistir pode receber o dinheiro de volta ou escolher outra peça que queira ver. Uma pena, pois o começo da apresentação foi promissor.

Igualmente lamentável foi um suposto policial militar apontar uma arma para atores que faziam uma performance da peça Abajur Lilás, no Largo. Ninguém apoiou a atitude, mas algumas pessoas acharam a ação inadequada para o horário de circulação de crianças – e meio perdida, já que surgiu do "nada".

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