Monthly Archives: November 2007

My dinner with Andre

Eh – talvez- um dos melhores filmes que ja vi. Filmado em 81, acabo de reve-lo (porque dei de cara com Wally Shawn na saida do cinema outro dia (filme ruim do Sidney Lumet, algo about the Devil): Esse "jantar entre Wally Shawn e Andre Gregory" eh algo de profetico. Me lembro do cinema vir abaixo aqui em NY na epoca. Mas vendo ele agora, quantas profecias saem da boca do Gregory (sobre Orwell, sobre os proprios novayorkinos, sobre nos mesmos como robots, sobre o "futuro" e…….quantas verdades sao ditas por Shawn sobre o quao necessaio eh dar valor as pequenas coisas fisicas de todos os dias: as coisas fisicas e triviais, justamente aquilo que Gregory rejeita…..e por isso foi parar, entre outros lugares do planeta, na colonia de Jersey Grotowski.
Uma maravilha
Triste. Lindo. Apaixonante. Nao ha filme melhor, mais inteligente. Nao adianta ficar idolatrando essas bobagens que andam por ai. Nem Guns nem Roses. Aluguem. Prestem atencao. Acordem. Eu, pelo menos, acordei de novo. Sensacao muito boa.
Gerald

comentario de Ana Guimaraes (psicanalista, escritora)
O mesmo digo eu, Gerald: ir "dormir" ainda mais feliz depois de saber que você acordou de novo. Até porque você já me fez acordar de novo também, e, tem razão, a sensação é muito boa mesmo, esse knocking que nos desperta. Obrigada pela dica: vou rever esse filme do Louis Male. Beijo
Ana Guimarães

Advertisements

2 Comments

Filed under Sem categoria

de Andre Luis Patricio

olá,maestria seu último texto no blog,me animou,cá estou na TERRA DA IGUALDADE RACIAL;ao som de uma sinfonia estridente( se é q se pode chamar algo por aqui de sinfonia;talvez uma bateria de escola de samba(da mangueira,da portela,para o cadaver de paulo francis sambar a contra-gosto)melancolica,tediosa,realmente este século XXI pós pós pós,é deprimente,e cá no imperinho renazista,rola boatos q teremos como secretario de cultura um dos carros-chefes da burresia(boçalizante)nordestina:frank aguir,santo elogio da ignorância,um dedo a mais nessa mão,tenho uns textos imprimidos,boas pra ti,por aqui, o holocausto cultural ñ monstra q terá fim,mas sobre isto conversavamos eu e um interno da febem(na unidade da vila maria),quando ele me disse: andré so podemos manifestar arte pelo crime:eu gritei descultura:nãooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!,mano,o crime é o creme do bolo dos poderosos aqui ou em qualquer lugar,ñ tenho nada, seu gerald,um coxão no chão,uns livros ,uns cds da cassia, do wagner,do gonzaquinha,uns sonhos,uns sambas:uma única máscara para enfrentar a solidão,a canção(será q faço cançoes),mas sabias q sou leal na amizade(para além das minhas necessidades)de gente pobre q faz tudo,q segue tudo no limite,como a um gregor samsa a se arrastar,há tempos luto com(sobre) o assassinato da amizade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.aquele abrço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Andre

2 Comments

Filed under Sem categoria

We Won't Get Fooled Again

New York – "We'll be fighting in the streets

With our children at our feet

And the morals that they worship will be gone…"

Estaremos brigando nas ruas

Com nossos filhos bem aos nossos pés

E a moral que eles prezam terá desaparecido

…"And the men who spurred us on

Sit in judgement of all wrong

They decide and the shotgun sings the song.."

E os homens que nos levaram a isso

Sentam lá julgando ser tudo isso um erro

E decidem que é a pistola que canta a canção…

I'll tip my hat to the new constitution

Take a bow for the new revolution"…..

Eu tiro meu chapéu para a nova constituição

Me curvo perante a nova revolução.."

"We don't get fooled again"

Ninguém nos faz de otário de novo"

É. Ninguém me engana de novo. Essa letra profética de uma das músicas mais incríveis da década de setenta, "Won't get fooled again", do Pete Townsend, líder e guitarrista do The Who, resultou de uma briga ideológica entre ele e Abbei Hoffman, lider de todas as contra-culturas ( principalmente na época de Woodstock em 1969), e que levou uma "guitarrada" de Townsend na cabeca enquanto discursava, inflamadamente contra o grupo britanico. Abbey Hoffman, agora já morto e ex-hippie, ex-yippie, ex-tudo, preso mais de 40 vezes por porte de drogas, mas um líder que JAMAIS se vendeu ao chamado "establishment".

Hoffman passou por varias cirurgias plasticas, iniciou movimentos politicos aqui e ali em Universidades americanas, se plantava na frente da ONU ou de outras organizacoes mas jamais se "vendeu". Aliás, Hoffman criticava a contracultura em geral por ter se vendido e ter virado uma indústria. Tive o prazer de conhecê-lo muito brevemente na casa de Jerelle Kraus, minha diretora de arte quando eu ainda era ilustrador da Op Ed page do New York Times e ela fazia jantares, digamos assim, exotéricos e ecléticos, orgiasticos em seu apartamento escandaloso na rua 86, no inicio dos anos 80.

Já se brigou por ideologia dentro da própria contracultura, não é incrível? Mas eram brigas "boas" que resultavam em coisas criativas como essa musica inrivelmente simbolica do Who (meet the new boss, same as the old boss). Digo, as pessoas se ouviam e nao somente se traiam! Ou seja, digo com isso que já houve – em épocas remotas – noção de ética, de anti-ética, mesmo entre rockeiros, drogados, junkies caindo pelas tabelas.

Pois hoje we are fooled again. Somos enganados, enganados e passivos, ao contrário dos pacifistas. Me pego enganado por pessoas que eu julagava serem amigos ate pouco tempo atras. Isso no campo artistico, nao no Campo de Marte. Me desculpem, estou escrevendo em cima da hora. Hoffman foi encontrado morto com 53 anos de idade, a minha idade atual: suspeita de suicídio, em 1989. Eu estava dirigindo a ópera Mattogrosso, minha e de Philip Glass, quando li e fiquei meio tonto. Abbey Hoffman e Jerry Rubin, (Rubin, outro yippie morreu) esse, atropelado. Seus últimos anos de vida foram gastos em "networking". Ele acreditava que apresentando pessoas umas as outras, das mais variadas tribos e fazendo com que trocassem cartões, iria provocar a "revolução" pacífica do entendimento. Atropelado, assim como Roland Barthes.

Pois Townsend, do the Who, não gostou das críticas de Hoffman porque estava vendendo muitos discos à base de muito pacifismo Tommy can you hear me? Tommy can you see me? etc., e seu vocalista, Roger Daltrey, torso nu, vendia a imagem sexy do sexo livre e aquela coisa toda daquele negócio todo liberado e que a AIDS encaretou.

A partir de hoje quando vejo a Hillary atacando o Obama e o Edwards atacando a Hillary e o Bill Richardson atacando o Edwards nesse cao come cao que eh a escalada politica nessa falta de cultura, penso muito nesse we don't get fooled again. Mesmo porque é a música de abertura de CSI-Miami, que não perco por nada.

"Nada prova nada", de novo a minha frase da peça Circo de Rins e Fígados. Nada prova nada. Não sabemos onde estamos e o que somos nesse seculo XXI das corporacoes invisiveis. Woodstock já se foi e seus mentores estão enterrados. Enterramos, de vez a nós mesmos!

PS: Estou muito feliz porque John Hemingway, colunista do DR, se mudou para Montreal. Assim estamos mais perto. Desde que ele chegou lá, na quinta passada, a neve subiu, e meu entusiasmo em vê-lo com mais frequência também.


Gerald Thomas

7 Comments

Filed under Sem categoria

do Mau Fonseca

Um país que descobre que meninas são aprisionadas em celas com homens e estupradas, com aval do Estado, do Judiciário,pra ser escrachado pela mídia internacional. Uma governadora, que é como todos governadores – se tornam indignados depois do ocorrido. E como Lula e seu PT – nunca sabe de nada, somente toma medidas depois que a Mídia escancara ao Espaço Público. Oportunismos e oportunistas – Maluf vem a publico dizer que foi ele quem encontrou nos anos 80 o petroleo de Santos – MENTIRA deslavada – A PauliPetro atuou na Bacia do Parana – cara de pau sem vergonha. Lula – Maluf – governadores petistas, tucanos – todos farinha podre do mesmo saco.
Mau Fonseca

3 Comments

Filed under Sem categoria

Thanksgiving

Aproveito pra agradecer a todos os perus e outros bichos pelo que fizeram (e pelo que me fizeram de mal, me causaram mal ) esse ano (e todos os anos) por mim. Continuo na batalha. Eh o que interessa. Continuo pagando aluguel. Amanha, quinta, sao devorados 80 milhoes de perus, muita gente se devora, muita briga de familia, muita bebedeira como todos os anos! Todo mundo agora nos voos e nas estradas, nas freeways. Turkey, Peru com o nome desse estranho animal…dois paises que entre Thanksgiving e Natal devem sofrer um karma horrivel. Mas IstamBUUUUL se recupera de tudo. An-Cara nem tanto. Ja Lima….otima laranja azeda!
LOVE pra todos. Enjoy!
Gerald

HAPPY BIRTHDAY meu maravilhoso NARSISO TOSTI !!!! (Miss you!)

11 Comments

Filed under Sem categoria

O Barulho do Sangue na Tela

PREDADORES MODERNOS
.
New York – Agonia pura: ficar diante de uma tela, seja essa aqui, a do computador, fazendo pesquisa sobre um astrônomo do passado, ou a da TV, observando o debate entre os candidatos democratas. Mudo de canal e me pego viciado nesses seriados que giram em torno do mesmo tema: armas, tiros, FBI, CIA, policia de Nova York, de Los Angeles e/ou de qualquer outro lugar.

Vou ser mais específico. A América ama a sua polícia, ama suas armas. Os seriados como "Without a Trace", "Law and Order", "CSI-Miami", e dezenas de outros como "Dog", um caçador de fugitivos, um cabeludo, todo vestido de couro e brincos, enfim, toda a parafernália de um heavy metal (a mulher e os filhos idem) que grava seu reality show no Hawai. É tudo violento. Recentemente o nosso Dog esteve manso, pois foi retirado do ar por ter abusado da chamada "n" word (nigger). Estava aos prantos no Larry King, não faz uma semana.

O problema é que a tela nos vicia. Não sei se causa câncer, paranóia ou delírios com danos irreparáveis. Mas, em CSI Miami ou CSI Las Vegas, vemos a bala do revólver entrar em câmera lenta, penetrar o crânio e ir mais longe: perfura a carne humana, fura a artéria e explode sangue na tela inteira. Isso tudo de uma forma, digamos , clínica, enquanto a voz estranhíssima de David Caruso, examina um raio X e manda sua turma invadir um galpão em Coral Gables.

Nos acostumamos com isso? Será? É por isso que as cenas que nos chegam de Bangladesh hoje e ontem já não significam muita coisa. São reality shows da miséria humana. Mas é uma miséria com um cenário igualmente pobre que não satisfaz, que não dá muito IBOPE. O que faz o público consumir pipoca é muito sangue, muito tiro, muita revelação de como funcionam nossos "heróis" .

E quando vejo o debate dos democratas eles não falam em outra coisa. Quer dizer, falam sim. Falam em impeachment, falam em educação, falam em seguro saúde, etc. Mas se estiverem no poder, estarão sendo guiados pelas corporações, as mesmas que guiam os que estão no poder agora. Claro, nada será como essa administração criminosa que manipula tudo a ponto de passarmos por loucos ou burros, ou ambos.

Agora (tarde demais) algumas celebridades chamam Bush de criminoso de guerra. Mas só agora. Onde estavam essas celebridades quando as urnas foram roubadas em Ohio e na Flórida nas últimas eleições? E que tal esses senadores e deputados democratas que votaram "sim" por ocasião da invasão do Iraque? Como aparecem agora? Alguns votaram não. Sabiam da mentira e a peitaram. Ainda existe alguma dignidade. Mas a prática humana (mundial) está na ofensiva. Somos predadores. Gostamos de ver a desgraça dos outros. Essa frase nao é somente de Oscar Wilde mas vem sendo repetida através dos séculos e se origina dos filosofos gregos.

Então, faz algum sentido sermos otimistas? Faz algum sentido termos a ilusão de que estamos criando alguma coisa que não seja através da violência (já que ela é a via mais atraente)? Olhem a obra do artista plástico Damien Hirst. Olhem Pollock.

No filme "American Gangster", que assisti essa semana, Denzel Washington faz o papel de um traficante de heroína "pura" , o Frank Lucas, da década de 60/70 no Harlem. O nível de violência das agulhas entrando nos braços é inacreditável (afinal é um filme de Ridley Scott). É sangue, mais sangue, sangue e "barulho" de sangue. No cinema, sangue tem barulho, o sangue tem seu próprio som. E a heroína é transportada da Ásia para cá por aviões militares, inclusive embutida em caixões de "soldados mortos". Ou seja, quebra-se aí um dos últimos códigos da moral americana, da ética na era da plena contracultura. Mas isso é papo para outra coluna.

Os astrônomos de séculos atrás descobriram que giramos em torno de algo, algo quente e luminoso. Os astrônomos mais recentes descobriram o buraco negro, que nos engole. É onde nos encontramos. Os cientistas em geral concordam que esse planeta não tem jeito mesmo e que o aquecimento global vai matar tudo e todos. Será um genocídio fantástico numa escala jamais antes vista: como se fosse numa tela imensa, num Imax, ou projetado num planetário no futuro do passado, assim como no pior de nossos pesadelos.
Gerald Thomas
diretodaredacao.com


comentario:
Pollock entendia que esse algo incontível (que é o ser) deveria sair de algum lugar, sem aceitar limite qualquer. virou a massa solta a ditar suas próprias formas, subjacente ao domínio da gravidade e à atratividade da tela, acrescida do poder desmascarador da luz, que mostra, revolve e deforma. acostumamo-nos a sentir (e a maioria a odiar) o cheiro, o gosto, a viscosidade do sangue. não, o sangue é tinta: a tinta que nos revela quando mais escondemos. mas revela apenas o que é: não o que havia por detrás. mas o que há por detrás geralmente é um quase nada bem expressivo: um querer ser de algo de antemão condenado à extinção. contrera
Contrera
do Mau Fonseca
E dia desses eu ouvi um crítico de TV no Brasil falar – a criatividade passa por uma crise – as novelas estão uma porcaria. Demorou pra acordar. Mas pra um país que tem um feriado de consciencia negra (em SP virou feriado) onde os brancos descansam e os pretos trabalham (porque estão todos em serviços que não tem feriado, como faxineiro, lixeiro, peão, etc) realmente merecem as telenovelas e a cultura pobre das TV´s.
Mau

do Carlos
Mau: quanto ao crítico, não tenho dúvidas que ele esteja certo com respeito as novelas. Mas o pior de tudo é aceitá-las (as novelas) como sendo referencial da crise de criatividade. E para que me critiquem: cultura de massa é, invariavelmente, produto de supermercado. A criatividade nesse caso é mero adorno (sem trocadilhos), mero adereço, mera variação de roupagem. Ok, foi diferente um dia, por um BREVÍSSIMO instante, lá no nascimento, quando a TV era uma aventura, uma expansão da vida privada de cada um.
Carlos

outro comentario otimo!
Não creio que a programação das tvs seja apenas distorção inocente, filha legítima dos índices de audiência, uma resposta pronta e estudada sobre o que "o público" gostaria de ver. Creio ser programação construída para ir nos tornando insensíveis às nossas próprias demandas internas, além de nos roubar referências melhores. A humanidade de qualquer ente é construída pelas ferramentas de apreciação da realidade que é capaz de introjetar ou constituir. É trabalho honesto, mas duro. Fácil de se desmantelar, quando não se tem a prática. Fácil de ser reforçada, porque nosso estilo de vida não privelegia o tempo para maiores apreciações sobre o que quer que seja.Tiram-nos a sensibilidade necessária à vida, promovendo a sensibilidade que apenas reage, de olhos esbugalhados, à morte. Trato para bovinos. Assim, fica mais fácil para o consumo: pessoas vazias, aptas a preencher o oco com produtos diversos, realimentadas todas as noites com emoções fortes. É um receituário simples, mas eficaz.
Maurício Galvão

20 Comments

Filed under Sem categoria

Gustavo, thanks for the droppings, I mean the tip

New York, NY (AHN) – A Manhattan restaurant, which entered the records book last week for selling the world's most expensive dessert for $25,000, was forced to shut down Thursday after city health inspectors found vermin on the premises.

According to the Health Department, officials found a live mouse, mouse droppings in multiple places, flies and dozens of live cockroaches, failing Serendipity 3 on the Upper East Side its second consecutive health inspection in a month.

According to New York Daily News, a health official said through a statement: "Both inspections revealed rodent and fly infestation and conditions conducive to pest infestation, including stagnant water in the basement.

6 Comments

Filed under Sem categoria