Monthly Archives: September 2007

Uma breve interrupção existencial

Dois criadores, dois enfoques e dois momentos : Sergei Eisenstein e Jackson Pollock
Córdoba, Argentina – Talvez eu não esteja aqui à toa: os argentinos sempre foram uma platéia incrível e nos deram Cortázar, Borges, Cazares, Piazolla, Victor Garcia (o grande gênio que montou o Balcão de Genet pra Ruth Escobar nos anos 60/70 e foi o que me fez optar por teatro….. Talvez eu esteja aqui pra me despedir.

Olho em volta e nao sei mais de onde eu sou e ao que pertenco: Se é o Rio de Janeiro que tanto amo (quando eu falo com uma menina de 6 anos, a mileny, neta da minha mãe, eu choro me comovo até nao sei ate onde…..Quando estou na minha casa em Manhattan é de lá que sou, é lá que minha vida de teatro começou, é lá que estou, de fato em casa, andando pelas ruas…
Mas e Londres, aquela da minha adolescência e de tempos recentes? Onde conheco cada beco de cada rua, seja de Herne Hill em SE 24 ou de Hampstead em NW3… ou em Berlim, Munique, ou em, sei lá, São Paulo.

Coloquei uma obra teatral e autoral nos palcos do mundo. Escreveram a meu respeito em jornais e em livros. Nada a reclamar. Mas, sinceramente, olho em volta e vejo uma leva de "nada" recebendo mundos e fundos pra reproduzirem o "nada" (obs: não autorarem, mas somente reproduzirem!) e esses alguém só conseguem essas fábulas de dinheiro porque estão politicamente entrosadas com as pessoas certas. Suas obras são fracassos fenomenais. Medíocres, elas chutam diletantemente pra todos os lados, mas nada. Nao farão parte de obra alguma em país algum. Enquanto isso, enchem seus bolsos.

Já deu. Judeu.
Uma crise de identidade na minha idade não faz sentido ou, se fizer, será a derradeira, prometo. Um leitor – inconformado – do diretaredacao.com mandou com que eu me calasse. Talvez ele tenha razão. "Cale-se Thomas".

Existe uma lei pra proteger a justiça, mas isso não faz muito sentido, se tanto a lei quanto a justiça sao corrompíveis.

Quero agradecer todos aqueles que me apoiaram até aqui, nesses 30 anos até aqui. E escrevo isso de coração. Se tem uma coisa que me emociona hoje em dia é esse blog aqui, com as pessoas trocando ideias,num forum totalmente DEMOCRÁTICO, onde nem muito metido o bedelho, ou os dedos… Sim, Peter Punk, os dedos, my Stcky Fingers, sticky from the brown sugar as you make me feel so good, ja que as pedras rolam. Mas longe de serem as pedras filosofais ou fundamentais

1- Fico pasmo com os desencontros

2- Fico pasmo com a roubalheira e com os conchavos nesse meu mundinho da arte.

3- Mas, ao mesmo tempo, é um SINAL DE ALERTA: não servimos pra NADA: somos o entretenimento da BURGUESIA, mesmo. E pronto. Leiam em "The Age of Turbulence", de Alan Greenspan, e vejam como o mundo de "verdade" funciona. Nos, do teatrinho, estamos somente divertindo a pequena e a alta burguesia, Que nojo!

Ainda não há um termo pro que eu quero fazer. Mas certamente será (se eu conseguir) tão inovador quanto ja foi quando EU me inventei. EU SOU UM AUTOR de todas essas misturadas nacionalidades aí ditas acima. EU sou um autor Brasileiro. Acredito que, contando a minha historia, estórias, conto a turbulência do meu tempo.

Não acredito em montar clássicos ou adaptar e importar textos de outro: o diretor de teatro, em principio, é um imbecil. Poderia estar em plena Avenida Paulista dirigindo o trânsito. O "pensador de teatro", ah, esse, desses temos poucos.

Fiz o que pude, não reclamo de nada. O reconhecimento foi e ainda é fantástico.

Agradeco especialmete ao SESC SP (Danilo Santos de Miranda) por tudo e por tudo mais nessas décadas de apoio impressionante. E ninguém poderá reescrever essa HISTÓRIA.

Agradeco a Samuel Beckett e Ruth Escobar, e Ellen Stewart, a minha Mama….e tantos outros que não caberiam nessa enorme lista.

Mas é que o mundo da "oportunidade" se instalou de tal forma que parece um corrimento vaginal sem cura! Das poucas coisas com as quais não sei lidar. E ainda tenho que ouvir através de terceiros "é, mas o Gerald Thomas não tem propriamente uma dramaturgia!"

Que merda de frase é essa, meu lider? E que ouvidos voce dá a essas merdas que dizem isso? Leia sobre o quanto a minha dramaturgia está sendo estudada. É só consultar o http://www.geralthomas.com. Eu autoro. Não adapto. Não monto textos de outros, portanto tenho uma ESTÉTICA sim , e fortíssima e uma dramaturgia que, temo em dizê-lo, foi motives de elogios até de (não nao vou dizê-lo), me seguro no meu conhecimento do passado e saio convicto de que os criadores viveram uma vida feroz, triste, infeliz e sempre em busca de algo mais em seus trabalhos e nao o glamour das estréias e das fotos pousadas pras colunas sociais.

Pra cada um desses merdinhas que diz que não tenho uma dramaturgia, meu lider, pergunte-os o que fazem e o que fizeram e pergunte aos maiores atores do mundo o prazer que tiveram em dividir o palco comigo (descontando o Fagundes em 1985) e porque mantenho parcerias tão longas e odeio dogmas.

Sim, estou fragilizado, estigmatizado, arranhado por um beco onde me meti ou fui metido, um estereótipo ao qual realmente não pertenco: sou muito mais que isso porque….porque. Porque me emociono profundamente com aqueles que QUEBRARAM seu espelho e/ou cujo espelho foi quebrado por eles à revelia. Me emociono com o Tom Zé, com o Tom Jobim, caio de chorar com o Hendrix ou com o Cartola e com uma noitada com o Ivo Meirelles (amigo de tantos anos), ou uma música do Chico, e outra de Caetano: é tanta coisa….

Estou engasgado e não sei se consigo ir até o fim: as letras de Vinicius e de João Cabral, e de Haroldo de Campos ou de Derrida sobre Haroldo de Campos….(e ainda afirmam que não sou brasileiro!) ou os filmes de Glauber e Cacá.

Fiz o que pude, coloquei assim como minha alma mandou, os mandamentos da minha alma no palco e nas colunas e nos jornais essas décadas todas. Mas isso nao é o suficiente. O mundo verdadeiro está na política e nos pactos dos politicos/econômicos e nós ficamos aqui entretendo a burguesia, achando que estamos revolucionando????? Não estamos revolucionando nem os estacionadores dos caros automóveis de nossas platéias.

Muitíssimo obrigado mais uma vez mas Hay Mediocridade, Soy Contra!

E, pra terminar, faço um copy and paste dum comentário do brilhante Carlos (nauseamail)

Contrera: em várias das suas mensagens você desculpa-se a si mesmo por estar discutindo o tema. Fique tranquilo, a Arte, seja qual for, seja como for, vai continuar vivendo e morrendo independentemente de qualquer coisa que escrevamos aqui ou em qualquer outro lugar. Mas usar do RIGOR para definir se um evento é Arte ou não parece-me produto da academia. Assim, como é produto da academia definir se Aleijadinho é barroco mineiro ou não. Aleijadinho era um artista supremo que criou obras que tem UMA CARA: a cara de Aleijadinho. Talvez não sejam rebuscadas suficientemente para adentrar no 'reino' barroco nos moldes europeus. E isso POUCO importa porque constituem uma obra única, ou seja, quiçá Aleijadinho não se enquadre no barroco. É o barroco que tem que se enquadrar em Aleijadinho ou então que se crie um novo nome. O RIGOR, nesse caso, existe para ser esfacelado ou pelo menos pervertido. E ponha perversão no que a Marta fez.
Carlos

e assino em baixo
Gerald Thomas
"Despair", de Edvard Munch
Linha de Montagem
De Ruy Filho : E fico diariamente pasmo que sua dramaturgia ainda não seja enxergada. perceba, nem digo mais entendida, disso desisti. Mas enquanto alguns insistem em te transformar em guardas de trânsito, abstraindo de sua arte os valores reais de sua criação, eu vou continuar insistindo aqui e alí. É curioso ver uma platéia, como foi na ufscar, ano passado, descobrir que na estética da tua cena cabe a descoberta da palavra que a conduz à realidade. Mas é triste saber que ainda entre os próprios artistas, tão pouco é compreendido.Fui te descobrindo no convívio. Fui te encontrando na rotina. Mas basta o primeiro encontro, o primeiro cruzar de olhares para certificar-se de seu valor. É, Gerald, enquanto muito se discute e filosofa sobre abstrações, pouco, na verdade, se enxerga do que está a palmo de distância. Sigo na luta por teu reconhecimento (ainda que isso pareça prá lá de estranho!). Mas sem isso, então nada mais me parece possível. Beijos e escute apenas o que vale à pena! RUY FILHO.
Ana Peluso :G., dá pra sentir o abismo que vc enfrenta daqui. Sei lá, mas acho que, e justamente por saber dessa politicagem que "finge sobre o fingir" sem o menor constrangimento, é que uma arte – AUTORAL – como a SUA, NÃO PODE DEIXAR DE EXISTIR. Além de autoral, vc é o encenador que mais trinca, estilhaça, e por isso dilacera, toda a realidade ao redor de sua criação. Ninguém sai da mesma forma que entrou numa peça sua, e podem dizer o que disserem; podem até, por talvez morrerem de medo do que sentem, fingirem que não entendem nada, criarem polêmicas em torno da sua nacionalidade, como se só quem vivesse no Brasil soubesse do real (é um trocadilho, sim). Mas eu, particularmente, acho que é isso que faz do seu teatro, o real espetáculo da desumanidade absoluta. Se existe quem finge que não vê a realidade, e prefere um texto adaptado para poder colocar todos os pontos nevrálgicos num patamar de ilusão, problema dessas pessoas. Vc disse algo muito bonito no seu PS do post abaixo. Vc disse que "as coisas se encontram e enxergam" depois da vida. E é bem isso. Se as pessoas ainda não entenderam que toda a "miscigenação" de situações que vc cria não deixa de ser proposital, é uma pena. Elas ainda vão ao teatro esperando algo menos radical. Algo mais distante de suas realidades (já) confusas. No fundo, a gente sabe que essa merda (a vida, o sentido, o próprio mundo) se esfacelou, e por isso se faz presente um teatro de reconstrução (um horror de termo, eu sei), de remembers, de remontagens.Ver você, seus atores, ouvir seu texto, sua voz, se manter fiel às batidas do coração diante da geometria humana, desumana, e humana, que vc apresenta é um ato de coragem. Não existiu uma vez em que eu voltei para minha casa depois de assistir à uma peça sua, sem estar totalmente de posse dos meus pensamentos. Sem me sentir totalmente VIVA com tudo o que isso implica de "agradável" e "desagradável". Perceber como vc une no palco quase todos os fragmentos mais importantes do século XX e início de XXI, em detalhes dignos de fazer brotar uma sensibilidade embotada diante do TANTO, é atestar que isso não é pra qualquer UM. Você é o ÚNICO que consegue isso. Você é esse UM. Não deixe isso ficar só na história antes da hora… Existirá o momento certo de parar, e acho que ARTE é tudo o que disseram, mas é basicamente RESISTÊNCIA.É através dela que dizemos NÃ-ÃO. Não queremos. Não vamos acreditar. Não acreditamos. Não nos enrolem. E alguém pode dizer "pra quê?", afinal nada muda. O papel da arte não é transformar o tecido social. Até pq. o tecido social não absorve/ apreende a arte. Ou a consome, e espalha na mesa de centro para provar o consumo, ou não é arte; é o tal entretenimento. O tecido social só vai sentir o PESO da arte verdadeira, quando ela traçar um paralelo histórico, então, meu caro, vc tem chão. E desistir agora significaria um olhar para aquelas torres gêmeas, sem um esboço de reação. Seria a morte em vida. O momento pede vida na morte. A morte está banalizada. Concebe-se a vida muito facilmente.Parar diante disso? Soltar o braço, quando se sabe que o salão inteiro pode nem estar prestando atenção, mas é você quem vence a queda de braço? Seria como assinar uma petição pela canastrice completa. Vc, sendo quem é, deve ir até o fim, deitar o braço do oponente, quebrar a mesa. Aí, o salão pára. Na marra, até, pela barulheira, mas pára. (mais uma vez: desculpe por usar tantos blocos, mas resumir algo ligado a você não dá certo; vc já cria síntese suficiente, pra gente funcionar bem como espelho em reflexo, e tudo isso é um tesão, é vida, é arte, é pensamento, é pul-sa-ção!)

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A ARTE SIM – é só o que tenho a AFIRMAR

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Que viagem doida

Um bebe chorando a noite inteira
Os executivos japoneses enlouquecendo….
Me fez pensar o seguinte

Mas nao sei se devo dize-lo.
Vou continuar a ler o que o Alan Greenspan tem a dizer sobre o Pedro Malan.
Hummmmmm…..
E a materia de ontem no Globo sobre o Satyros….
Hummmmm
Gerald

MAGICAL MYSTERY TOUR DE GERALD THOMAS :

Peter Punk :

Uau ! viagem intrigante , tentarei seguir estas pistas.Eu dormi vendo na Tv imagens de Mianmar(nome lindo parece de indio) com seus monges budistas junto com jovens sendo assassinados porque exigem democracia de um governo ditatorial , censor e violento etc,etc,etc….(pros monges liderarem a revolucao da pra imaginar a barra) E onde esta a ONU ? A Onu nao aprovou uma censura contundente . Todos tem medo de China girl!Se la pelo menos tivesse petroleo o pessoal do Bush poderia se interessar!! Esse papo de mundo livre, democracia pra todos eh uma cascata, ne?!Democracia eh um produto vendido quando interessa a quem interessa.Ah o Itamaratiiii esta observando com atencao!!!>>> Agora pela manha vejo que 11% dos brasileiros confiam nos politicos e a maioria confia nas forcas armadas !! O loco meu!!

Carlos :

Interrompo meu silêncio e volto ao blog para falar de ARTE: e refiro-me ao último gol da jogadora Marta da seleção brasileira de futebol feminino contra os EUA. Gol que me fez chorar pela beleza plástica inigualável, pelo talento supremo, pela própria negação da Física e pela técnica fantástica que só mesmo comparando a uma obra de Arte. Acho um exagero descomunal a quantidade de futebol em um país como o Brasil, mas um gol desses dá significado a palavra DIVINO. No mais, está provado: aposentem todos os homens do mundo. Não há mais dúvidas: é a hora das mulheres.

Mau :

E eu que ando cogitando virar monge budista, pra ter paz, vejo os monges indo pro pau.

Contrera :

tenho minhas restrições a qualificar de arte tudo o que aparece como excepcional. mas tudo bem. carinhos Contrera

Carlos de novo :

Contrera: não entendi sua simplificação. Não se trata de algo excepcional apenas. Por isso fiz questão de ressaltar os atributos técnicos, a organização do feito, a obra criativa do ato. E mais: existem OBRAS que contém dois segundos de Arte, seja em sons, em cores, em formas, em linhas, em movimentos. Dois segundos que valem uma eternidade. Mas se isso não é o suficiente…então…como você disse, tudo bem. tudo ótimo.

Ana :

G., vc vai estar no projeto DRAMAMIX? Aquele lance de 78 horas de dramaturgia? Eu achei o máximo! Sobre o bebê chorão e os japoneses, diga o que pensou! Deixou-nos curiosos! Love,

Sérgio Penteado :

Bebê chorando ? Executivos japoneses ? O que será que vai passando nessa cabecinha ? Achei legal que o pessoal aqui já "desbastou" um pouquinho mais. O Peter Punk viajou pra Mianmar, o Carlos já foi pro golaço da Marta (golaço mesmo, hein Carlão??? A(s) marcadora(s) dela ainda tão procurando a bola… E o Mau acaba de privar o mundo de um shaolin promissor, pelo que notei. O Contrera eu não sei se respondeu pro Carlos ou pro Gerald, o Carlos entendeu que foi pra ele (Carlos) e a Ana tá tão no ar como eu…

Contrera rebate Carlos :

antes: não estou ranzinza, ok. Carlos> não estou simplificando. o gerente de marketing fala sobre uma puta campanha. diz: é uma obra de arte. um edmundo (blagh) da vida faz um puta gol. "é uma obra de arte". um edifício faz uso de um material de engenharia sobejamente calculado. lá vem o arquiteto ou dono do escritório de engenharia dizendo: não é uma construção, é uma obra de arte. ora. o raciocínio que uso é: se tudo isso é uma obra de arte, o que é uma obra de arte? tudo isso. de duas, uma> se isso é verdade, então a arte, como âmbito particular, acabou. ou, se isso é mentira, é preciso achar um lugar para obras de arte. que lugar é esse? no meu caso, não sei (tento descobrir, mas). mas, ao menos digo>: não, tudo isso não são necessariamente obras de arte. são excepcionais, sim. mas não obras de arte. obra de arte transcende. um gol, por melhor que seja, não transcende nada. é uma marca excepcional de uma atividade de extremo valor (no limite).

E Gilda defende Carlos :

CONCORDO COM O CARLOS, não só o gol da Marta, mas tb suas jogadas,o drible de calcanhar,foi realmente coisa de artista.Fica dificil definir ARTE,os improvisos q ela faz com a bolas não se aprende na escola,é um dom,q unido a técnica produz uma jogada, um momento realmente lindo, inesperado,inédito,superando as leis da fisica,da lógica.Marta é uma tremenda artista,faz com a bola o q quer e com beleza, com arte,um show!Quanto a nós mulheres estarmos superando vcs,isto não há o q contestar, já superamos..rs Mas lembrem-se ainda gostamos q puxem a cadeira,q se estiver muito frio no cinema e estivermos de roupa de alcinha, que nos emprestem o casaco e nos abrace p/ ficarmos ainda mais quentinhas, etc. Voltando a ARTE tb não acho q tudo q seja excepcional seja ARTE,e vou além,as vezes vou a exposições e vejo um bando de gente entrando em transe na frente de um quadro q fico pensando se não estão ali tentando decorar a assinatura do pintor,porque não vejo nada de arte,por mais q tente!

(…continua acima…)

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Donald Trump elogia Hugo Chavez

E mete o pau em Bush e Condy Rice
e diz que Chavez fez a coisa certa ao "doar" gasolina aos fazendeiros texanos (o populismo desse cara eh mais cara de jacaranda que ….). Olha so! Donald trump. Olha ao nivel que chegamos! Na opiniao de Trump, que agora aparece na TV dita "seria" como the Situation Room, "julgando as pessoas" e dando opinioes como, por exemplo, sobre Alan Greenspan, disse que o mundo eh dividido entre winners e losers (ganhadores e perdedores) e Chavez eh um vencedor!
Que loucura!
Gerald

Comentários (de nossos SEMPRE apaixonados leitores) :

Gilda do Rio :É este MANIQUEISMO que emperra tudo e os mediocres, burros ou oportunistas não exergam. Ninguem e nada neste mundo é 100% Fodão ou 100% Bundão. E Lula deitando falação sobre poluição do ar, enquanto aqui os cataliozadores instalados nos automóveis, q deveriam filtrar 90% dos poluentes q saem, não filtram NADA pois a maioria é oca, sem qquer filtro. Kd esses fabricantes? Deviam estra na cadeia.KD os q compram e instalam em seus carros? Deviam estar presos. E o nosso ar continua irrespiravel. Enquano isso está tramitando um projeto de lei q proibe o cigarro em qquer lugar, extinguindo até mesmo os fumódromos. Fumar?SOMENTE NA RUA. Não estou fazendo apologia do cigarro, apenas me revoltando com esta hipocrisia barata e covarde. Vencedores ou perdedores, homofóbicos ou gays, negros e brancos, excluidos ou elite… Não sabem nem somar e estão querendo dividir… Tô de saco cheio, e nós aki protestando confortavelmente em nossos micros…Desculpem o desabafo!

Marina, tabém do Rio :como era o nome mesmo?, só podia mesmo dividir o mundo assim. winners or losers. como ele fez muita grana então as pessoas devem achar que ele tem algo importante a dizer… loucura total!

O Internacional Zeca Palaghano, do Canadá :E esse outdoor gigante em Milano com a foto da moça anoréxica? Por que tanto diz-que-me-diz? É sabido que a anorexia é uma doença, mas fazer campanha para alavancar e chamar a atençao para o Fashion Week de Milao… E ver a mídia fazendo onda sobre a "polêmica" foto é um porre. A mídia faz onda com a anorexia e com a fome na Etiópia (pra eles nao ha diferença… a onda é a mesma!) E as fotos dos anoréxicos que assim sao por nao terem o que comer?

E direto de Santiago do Chile, o revolucionário Contrera :para o trump, interessam só os que intere$$am. então, ele não me intereSSa. mas tudo bem. Contrera

celia, com um humanismo muitíssimo bem colocado :a humanidade sempre julga ou por interesse econômico ou por dogma…querem sempre o PODER da palavra na sentença…do que é bom ou mal, o que é ganhador ou perdedor, o que branco e o que é preto, o que é certo e o que é errado, mas quando se colocararem na situação dos famintos humanos, tornando-se vítima ao invés de juízes talvez as coisas mudem.O mundo abstraem a realidade, por puro egoísmo econômico, racial……Afinal onde foi parar o principio do liberalismo ou neo liberalismo?

E o irascível paulistano Sergio Penteado :Quero apenas dizer uma coisa a vocês, queridos colegas do blog : VTNC Donald Trump, quem é você pra ensinar qualquer coisa sobre coisa qualquer a nós, brasileiros, povo morto de fome e sem perspectivas ? Se eu fosse levar a sério o que você diz, sintonizaria minha TV naquele programa do não menos imbecil Roberto Justus, que tem a sua licença pra retransmitir as suas suas barbaridades pra nós. Pergunto : "Que catso tem a ver esse idiota de topete loiro da Trump Tower (Bin Laden errou o alvo) com o ditador Chávez ? Acaso os bilhões de dólares que ele embolsa às custas dos tolos globalizados reverte em alguma coisa que não seja a multiplicação do SENSACIONALISMO ? Hey amigos, repitam comigo : VTNC Donald Trump e o multiplicador de Dólares Hugo Chávez, aquele do qual o Lula tem medo e diz que não quer ser líder de porra nenhuma, apenas por um medo ideológico e mal-disfarçado por sua insegurança em querer liderar o bloco político de um país da importância como o Brasil no Cone Sul ! VTNC !!



Ruy Filho dá a dica : Em breve será rodado um longa com direção de Oliver Stone e produção de Sean Penn, sobre a independência venezuelana através das ações de Simón Bolivar, em meados de 1810, pela Junta de Caracas. Juntou-se a eles, esta semana, o ator Kevin Space, numa cruzada prá lá de deturpada de mostrar através da exaltação de Hugo Chaves e seu psicopático-socialismo, que a política de Busch, o neo-liberalismo, o capitalismo coorporativo da globalização são ideologicamente absurdos a ser combatido. 100 mi, serão gastos, o equivalente a um ano de produção nacional. Chaves, o herói neo-bolivariano… É de se pensar sobre o uso do cinema e sua capacidade de construir imaginários e correlações fictícias à História. Basta lembramos dois momentos: Leni Riefenstahl, cineasta nazista, e a complexa elaboração pós-segunda guerra de instrumentais legislativos defensivos criados pelo governo francês contra a invasão propagandista dos ideais norte-americanos. Não é surpresa a aproximação com os Trumps…

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um dos melhores blogs que existem!

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Ahmadinejad na Columbia University

Algumas coisas estranhas emergem de vez em quando: Jack Cafferty, um dos mais inteligentes comentaristas da televisao (CNN) (anti tudo, odeia politicos em geral) descobriu que essa "guerra" no Iraque (melhor chama-la de invasao descarada) . Em todo caso: Cafferty descobriu um grupo de estudos que revelou que essa invasao custa, all in all, a quantia de 720 milhoes de dolares POR DIA ao governo governo americano, ou seja, ao contribuinte!!!!!!

2- Ahmadinejad, o homem la do Iran, esteve em Columbia University e disse uma coisa fenomenal: Disse que no Iran nao existem homosexuais: "La no meu pais nao temos esse fenomeno! " Recebeu gargalhadas da plateia estudantil.

Gerald

do Mau Fonseca
Usarei dois espaços pra nao misturar as coisas. Queria mesmo falar desse blog, o quanto interessante ele está. Gerald não perde a funçao. Como bom diretor, voce dirige esse blog, feito peça teatral. E quando sente que as coisas ficaram mornas, ou frias, você chama (nos) atençao, como se o elenco de repente nao estivesse desempenhando direito os papeis. É uma peça que nao estreou ou talvez ja estreou, tá acontecendo, mas os atores e atrizes nem perceberam. E os textos vao sendo passados, quase ao vivo, é meio teatro de fantoches as vezes, meio teatro de rua, mas é VIVO. Falo isso porque fazer blog virou moda. E ficou uma merda. Muito jornalista da midia impressa migrou pra net. Mas o que fazem – despejam informaçoes, fotos, e sequer costumar ler o que os leitores escrevem. Há aqueles, que tem Ass. Imprensa pra ler e responder os milhares de recados. E não há troca, nem vida. O que tem por aí é um bando de blog e babacas. E por aqui a coisa é VIVA. E Gerald usa esse espaço revolucionando
Mau

PS do Gerald
Mau querido: Obrigado querido. De coracao. Ando meio cabisbaixo, meio, sei la….Agradeco a todos voces e agradeco mesmo. Voce eh sensacioMAU!

Ainda Mau Fonseca

…Atacando quando preciso, respondendo, lamentando, explicando, feito diretor mesmo. É Gerald, sem querer, voce criou uma cria teatral. Tem Ofelia, tem Punk, tem taxista videomaker, tem Sergio, tem Contrera, tem até um Mau. Isso daria peça, daria filme, daria BLOG MESMO. Abraços a todos.

Gilda Aché Taveira (Namastê !)

MAU vc BRILHOU ao perceber q isto aqui não é um simples blog,e detesto blogs… É o blog do Gerald, ele dirige mesmo, comenta, coloca na sequencia e muda a cor da fonte, sub titulos "Sergio fala","Mau questiona", "Contrera" complementa, e por ai vai, como um roteiro (escrito DEPOIS da cena..rsrs)como um Diretor q quer o melhor de todos e dá o melhor de si, até o melhor esporro porque postamos muito sobre um assunto e pouco sobre outro… Garantidamente isto aqui não é um blog, é Palco do Gerald e o NOSSO Palco. obrigada Gerald! beijos pra todos!!

a leitora Isadora, de Vitória

Ah, Thomas. Gosto tanto disso tudo aqui. Deve ser porque de fato não é uma blog, mas pulsações. Estamos tentanto não fazer um blog. Quatro capixabas tentando pulsar, e dançando pra esta terrinha que esqueceu que saímos do colonialismo. Dá uma olhada: www.tangoprocovil.blogspot.com

Peter Punk, the Vicious boy

Ei Mau , muito bom!!Eh isso o que penso daqui mesmo . Nunca tive saco pra blogs , esse aqui eh muito bom >>> Nesses ultimos tempos o nosso inconciente foi muito coletivo .. pelo menos o que eu estava pensando Gerald e todos voces deram forma sobre diversos angulos … gosto da urgencia que se estabelece aqui quase sempre . Sem muita acentuacao e pontuacao mas com furia . O gerald dirige mesmo isso aqui .. eh um outro tipo de direcao muito imediata , surpreendente , e muito bacana ver como ele vai orquestrando as coisas e dando caminhos .. e tem o querido sergio que eh o nosso dramaturg que com muita generosidade vai nos observando , comentando e dando a unidade possivel nesse coletivo instantaneo louco .. e tem os grandes performers Carlos jorge contrera gilda ana e um canastra punk!!Eh isso ai Mano MAU!!

Fragmentos escritos por leitores (em cores do arco-íris) – obs. Esse título está em cor-de-rosa

Gerald Thomas (cor violeta)

"Recebeu gargalhadas da plateia estudantil."

Contrera (cor anil)

"…essa é mais que hilária, é trilária! ahaha…"

Sérgio Penteado (cor azul)

"Engraçado, toda vez que vejo esse cara do Irã, o Ahmadin….sei lá, eu me lembro daquela cena do "Dr. Strangelove", do Stanley Kubrick, em que o Peter Sellers está montado num míssil nuclear girando, com a tomada de câmera por cima, como se estivesse domando um cavalo num rodeio !…"

Ana Peluso (cor verde)

"Sobre (a falta d)os homossexuais no Irã: é questão de contemporização, aclimatização ocidental, e os caras soltam a franga. Cogitar isso por lá, com a realidade bélica deles, desde sempre, não deve ser muito fácil…"

Narciso Tosti (cor amarela)

"Fuck Iran…"

Mau Fonseca (cor laranja)

"Não vou falar desse iraniano, fanfarrão "chaviano". Não é a toa que sao amigos Chavez e Ahmadinejad."

Pergunta (cor vermelha) :

"O que ocorreria com o mundo se ele fosse o Irã de Ahmadinejad ? A homofobia seria a nova moda ?

Dia do Orgulho Gay – Avenida Paulista, São Paulo, 2006

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Os diversos pontos de vista do texto abaixo, segundo os leitores :

Ilustração de Saul Steinberg (1914-1999)

Por absoluta falta de espaço, não foi possível colocar na área do post abaixo a reprodução dos mesmos.

Estão copiados abaixo:

ana peluso

Sei lá, posso estar errada em meu comentário, mas esses 000,1 % que detém o poder econômico (e com isso se torna inimigo do mundo, porque coloca milhões de pessoas na mais completa miséria e falta de oportunidade), é quem, no final, dá as cartas, verdadeiramente. A diferença entre aí e aqui é basicamente o valor da corrupção. Não dá pra ter uma polícia decente, se ela ganha pouco. Aliás, aproveito: assista(m) o filme "Tropa de Elite", e chorem, pq. é o que resta fazer. Levantar bandeira nesse país, é pregar num deserto de desajustados. Os motivos dos desajustes não vêm ao caso, até pq. não são só oriundos daqui. Essa terra nem tem idade, nem tradição para gerar problemas próprios. Ficou mais fácil importar os modelos europeus. Mas que concordo contigo que falar mal é coisa de português, concordo. E olha só, Portugal tá na Europa. É o ranço de uma belle époque tupiniquinzada…Aportuguezada. Não poderia dar certo mesmo…
ana

Peter Punk

Gerald , que porrada !! Tanta coisa dita… Vc tocou um ponto que pra mim eh tao fundamental!!Eu luto , por aqui e onde posso para acabar com esse emburrecimento do pensamento brasileiro que usa os slogans mais mofados da esquerda .E tem como ponto zero a raiva e a revolta com os EUA , como se nossa incompetencia encontrasse ai a desculpa que entorpece e une todo o pensamento mediocre e atrasado num ressentimento . Eles sao os culpados !! Como essa inveja de primo pobre eh burra e nos revela . Aqui eu me coloco no hemisferio sul sem o distanciamento sem o seu norte. Nossa cidadania so se expressa no futebol , esporte e em poucos momentos politicos.. a idea de nacao nao foi construida , nao temos herois fundadores . Os fundadores foram fundamentais pra cidadania americana .Aqui nenhuma figura historica mereceu a confianca necessaria.(…)A aprovacao silenciosa ao 11 09 por parte de muitos foi nojenta como se os oprimidos tomassem o poder.Essa mediocridade hoje,como voce ve, eh maior.Ate um cara como o Mano Brown tem discurso assim, como se cantando rap e com esse nome fosse possivel!!Nao tem movimento pro ou contra qualquer coisa sem cidadania e nao tem cidadania em cima de tanta mentira e ressentimento. Temos urgentemente que encontrar novos discursos e novas formas de dar corpo a ele !!Teu texto disse muito.Que bom !! . Precisamos nos libertar do pensamento tacanho . Let the sunshine in!!
Peter Punk

Paulo Faria

Não adianta, para mudar tudo tem que haver mobilização nacional, manipulação de massas: os estudantes os bancários os metalúrgicos, os sem terra os sem teto, os sem emprego, os sem porra nenhuma e à frente de cada um destes movimentos tem uma liderança política, que não levanta um dedo se não tiver uma promessa. Daí, assim que tirarmos essa corja do poder, imediatamente, estaremos inserindo outra, idêntica, podre. Gente é igual em qualquer lugar do mundo, o que muda é a cultura, são os costumes, no fundo, as necessidades básicas e os sentimentos são os mesmos, em todos. Temos que ter coragem e assumir o que está errado: eu e você. Não é difícil enxergar isto, a Ana já mencionou: "Não dá pra ter uma polícia decente, se ela ganha pouco" (não estou dizendo que ela concorda ou não com o meu raciocínio). É isso mesmo e de forma análoga: não se pode ter políticos honestos e descentes se eles ganham salário incompatível com a importância do cargo que exercem e governando no Brasil continental. Não dirigem o país por puro e simples patriotismo patético. As pessoas têm sentimentos, nos todos somos iguais nesse ponto, queremos reconhecimento social e destacar-se diante de nosso irmão. Que coisa mais hipócrita. Sabemos que nossos políticos não ganham para terem o patrimônio que têm, pois as grandes corporações, através de seus lobistas, encontram nossos políticos vulneráveis à grana fácil. Daí tudo se explica. Remunerando de forma equivalente á importância social do cargo público, qualquer que seja ele, talvez não se estanque a corrupção existente, contudo, é provável que a reduzimos para patamares menos escandalosos. Isso é coisa para se colocar na balança e ver o que é melhor. Defeitos de caráter todos temos, os meus e os seus estão sob controle, porém, devido às circunstâncias, os dos políticos corruptos não estão, temos que dar motivos a eles para que se contenham. Se não vai ser sempre assim: vamos ficar trocando seis por meia dúzia.
Paulo Faria

Gilda

Ana, sei breve, mas acho que a corrupção não está DIRETAMENTE aos baixos salários.Um exemplo: nossos politicos, o judiciário, etc,q ganham bem, MUITO BEM, e são CORRUPTOS(sem generalizar) podem ganhar fortunas,ainda assim são corrompidos. Um exemplo do inverso:alguém tem noção de quantos profs universitários já foram procurados por "pastores" de Universal, Renascer, etc.. "em nome de JESUS" p/ aprovarem alunos q foram reprovados na mesma disciplina pela 3 vez? Um vez ocorreu isso comigo, o valor oferecido relativo a aproximadamente 4 nos de trabalho… Ao perceber tudo e deixar o pasto alar tudo, pois no inicio não saquei, peguei o telefone e chamei a segurança da universi//.Ao perceber, o pastor deu um pulo da mesa, agil como um capoeirista, e sumiu provavelmente pala escada de incendio.Fui à delegacia dar parte,mas não sabia o nome do cara,a q igreja pertencia e nem o nome da aluna ele se referia a"obreira".O fato está registado mas sem provas não há o q fazer.Como esse,tem vários. PETER,acho q mais do q discursos,precisamos de VALORES,de líderes.No resto concordo com vc: somos o irmão pobre e invejoso. PAULO, politico ganha bem sim, sem falar nos salários indiretos e toda a mordomia e infra q possuem.E nosso judiciário idem. Vc fala em movimentar a massa, ela está feliz com suas cestas básiacas e vale-brindes daos pelo governo com nosso dinheiro.Quero deixar aqui um depoimento: estava orientando uma tese e me infiltrei no MST na caminhada até Brasilia. Saímos do Rio e a primeira parada foi em Itaiava: R$300,00 p/kda um p/irmos ao shopping, claro s/o uniforme amarelo do MST.INACREDITÁVEL,REVOLTANTE, se 0,001% dali fosse sem terra era muito. Passamos a noite acampadas e depois da segunda parada em MG, o mesmo ESQUEMA. Dormi acampada em MG pela nmanhã peguei um fomos a universi//dele relatar o fato:"Se defender esta tese vcs serão mortos,mude o tema".Eu me neguei a omitir aquilo e ele de fazer doutorado!
Gilda

Tales

De fato, se formos ver existe uma grande diferença nas experiências políticas americana e brasileira. Grosseiramente falando, o Brasil ganhou seu Estado antes da nação. Como o brasileiro pode sair às ruas pra tirar Renan & cia se ele não se identifica com o seu Estado? E por aí vai… Mas há mudanças, sim, Gerald. Nesse ponto, eu sou mais otimista. Acho que não é a mesma coisa, o que era no ano de 1600, o de 1800 e o de hoje. Apesar de nossa grande apatia, existe um movimento de formiguinha que muda a nossa cultura no subterrâneo.
Tales

Sergio Penteado

O Tales abordou algo muito importante : Brasil e EUA: Países diferentes, formação histórica diferente. Max Weber, em sua obra "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" menciona a forte relação entro o conteúdo doutrinal do protestantismo e as economias capitalistas do Ocidente, que se caracterizam por uma racionalidade específica, que forma suas bases éticas e do trabalho como vocação e espírito de acumulação, preceito fundamental do calvinismo, que veio com os primeiros imigrantes a formarem o país, e a herança dos valores iluministas e republicanos. Já o Brasil, como colocou Gerald, foi um país cujos primeiros europeus luso-ibéricos entravam com a mentalidade de pilhagem (daí a pertinência da ilustração com as capitanias hereditárias e o uso da colônia para seu sugamento de recursos direcionados à coroa portuguesa. A sociedade colonial e escravista do nosso país e a formação jesuítica e impositiva que exterminou os índios explicam para mim muito dessa diferença secular.No decurso de nossa formação histórica o estabelecimento de um governo sempre passou pela lógica do Estado como um fim em si mesmo. Os portugueses colonizadores não tinham o espírito empreendedor e de conquistar seu espaço como os pioneiros ianques, eram antes representantes do Rei que em seu nome pilhavam o Brasil, levavam o cristianismo através das missões jesuíticas na base de "ou adere ou morre" e estabeleciam sistemas de administração fechados e heterogêneos (vocês conhecem por exemplo outro país com negócio tão lucrativo como os malditos tabeliães como aqui?) e apregoavam o espírito da submissão e da acomodação como forma de sobrevivência. Os americanos, sociedade armada até os dentes, sempre levaram os conflitos para a porrada e para a conquista do espaço. O melting pot dos imigrantes sempre foi uma panela de pressão, mas lá sinto que as coisas evoluem. Nós aqui, com nossa mentalidade de extermínio das bandeiras e com a indulgência jesuítica, ainda estamos parados no tempo.de acomodação e de idolatração de pessoas ao invés de instituições, como foi no caso de, mesmo após a conquista da independência e a instauração da República, o predomínio primeiro dos militares (Deodoro, Floriano) que sufocavam rebeliões como Canudos, Palmares, e, posteriormente, na fase do ciclo do café o domínio das oligarquias paulista e mineira. Na fase do industrialismo tardio, que aliás começou com Getúlio Vargas e seu alinhamento aos Estados Unidos contra o eixo na 2a. Guerra em troca da construção da Usina de Volta Redonda, tivemos, uma vez mais uma mudança promovida pelo Estado e grupos econômicos minoritários, e não da iniciativa pulverizada de imigrantes, isso falando sobre o poder político. Os direitos trabalhistas aqui derivam também de Vargas, "o pai dos pobres", com base na "Carta del Lavoro" do fascimo de Mussolini, e ainda hoje perdura. A economia é sufocada e a política vista como benção de Messias (Lula).Mas tudo isso ainda está no plano da "explicação", na tentativa do entendimento do passado. Hoje temos uma sociedade mais aberta e globalizada, o que facilita muito a troca de informações entre as pessoas e a rapidez à reação a todos os eventos do país e do mundo em velocidade praticamente instantânea. É por isso que acho extremamente pueril afirmar-se, por exemplo, que a crise imobiliária que se originou nos EUA é meramente um "problema deles lá, e que resulta da sanha e da ambição de quem quer ganhar dinheiro, e eles que resolvam", como disse um certo presidente que vocês conhecem. Fenômenos como esse, assim como as guerras ao redor do planeta, são eventos encadeados aos quais estamos ligados, não são um ato de vontade de um governo de um país simplesmente. Mas eu concordo totalmente com o Gerald : falar, falar e não fazer pode ajudar a quem tem saco e tempo de escutar a tomar pé dos fatos, mas a inação é danosa e nociva, pois nos coloca como não-atores (e portanto cúmplices)…
Sérgio

Rodrigo Contrera

nenhum de nossos "deuses" da filosofia ou sociologia sequer prestou atenção na gente. só para lembrar. não fazemos parte de qq explicação – quem sabe nem de nossos problemas.

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