Monthly Archives: August 2007

por Rodrigo Contrera

os comentários da ana peluso me acordaram, há alguns dias, face a tarefa de jogar a bola pra frente nos espetáculos do gerald. e agora topo a parada. tendo visto sei lá quantas vezes Terra em trânsito, decorado partes, agasalhado novas sacadas, a emoção em mim sempre surge quando a fabi, divina quase sempre, diz "esta é a terra em trânsito, sempre em movimento", etc., e surge a ária (é ária?) de tristão e isolda, quando isolda grita um grito desumano, e fabi morre no próprio grito, engolindo a si mesma, nesse egolatrismo desmedido de quem se vê sempre no centro de um tudo que é nada. mas eis que em rainha mentira o papo é outro, todo um lamento, toda uma queda, diversas quedas, aliás, todo um lamento de um filho que se admite fraco, e põe fraco nisso, face a história de uma mãe perseguida por tramas e tramas, e dores, sabendo-se para sempre culpado. por quê? pois entre eles havia, sempre houve, também uma lacuna, uma parede, um sei lá, um inominável. um inominável que faz o filho escrever, e encenar, e recuperar a história da mãe. contrapontos não valem aqui, o que importa é que, se em terra em trânsito a escapatória não existe, em rainha mentira ao menos há a assunção de lamentos, a encarnação pela fabi de uma mãe que apenas podemos imaginar, está morta, morreu em 7 de agosto de 2006, e que agora tornou-se o encanto de uma peça. em terra em trânsito a esesperança está na própria circularidade do universo em chamas, em rainha mentira as lágrimas sobem e somem, e embora as torres permaneçam na lembrança é a trajetória de sofrimento, um sofrimento honesto, que se torna eterna. até há pouco, rainha mentira estava encalacrada em meu feeling, dado que não aceitava, em mim, jogar a peteca para trás, para aqueles que nos geraram, em bens e males, mas agora, com o gerald, sou mais uma vez provocado a voltar, a retornar àquilo que ouso não avaliar, como homem feito.
obrigado, gerald, querido.
Contrera

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indo de volta pra NY

Atores dos workshops, colaboradors aqui do BLOG, muitissimo obrigado por tudo. Muitissimo obrigado mesmo. Estou indo hoje, mas com uma pedra entalada no pesccoco, com um discurso la do Cine odeon, no Rio entalado nos meus ouvidos…..um fascismo se instala no pais: seguindo as regras de Goebbles, nos mesmos moldes do Nazismo ou de qualquer totalitarismo: Amo esse pais. Detesto TER que ama-lo. O fedelho que me acostou no Rio tem nome e, gracas a um deus qualquer eu soube que ja foi expulso do Oficina varias vezes. Nem la eles aguentam frustradinhos de fralda. "Quem sabe faz a hora e nao espera acontecer"
Vou sentir uma enorme saudade de voces. Tanto TALENTO e tao pouco tempo. Pouco tempo pra sentar e se conhecer melhor. Fica pra proxima. Estarei de volta soon.
LOVE
Gerald

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muito obrigado ao pessoal

dos workshops de Sao Paulo e do Rio (que vieram pros ultimos dias do espetaculo: isso me comove! A reuniao com todos voces hoje de manha foi genial! E dara num projeto. Escrevi pr'aqueles que me deixaram email. Muitissimo obrigado. Voces eh que fazem o teatro!
LOVE
Gerald

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Eu, Gerald, pareco acreditar mais no Brasil do que o proprio ministro da cultura

Gilberto Gil e Torquato Neto)

Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição

Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Aqui, o Terceiro Mundo
Pede a bênção e vai dormir
Entre cascatas, palmeiras
Araçás e bananeiras
Ao canto da juriti

Aqui, meu pânico e glória
Aqui, meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Olelê, lalá

A bomba explode lá fora
E agora, o que vou temer?
Oh, yes, nós temos banana
Até pra dar e vender
Olelê, lalá

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

de Sergio Penteado

O endereço de uma entrevista do Ministro Gilbero Gil (Um dia chanceler…)à revista "Carta Capital", publicada no site "vermelho" (êita nomezinho), mostra sua visão a respeito da cultura e do país a partir da prevalescente ótica (ou ética) de governar. Foi dada no início de 2006, e não acredito que tenha mudado, a não ser por alguma estratégia defensiva ou contenda a posteriori com Caetano Veloso que, de resto, havia afirmado que governos que não aceitam críticas estão "a um passo do totalitarismo". E tinha toda razão.
A conferir em : http://www.vermelho.org.br/diario/2006/0114/0114_gil-cartacapital.asp.
Pra resumir, continuo amando o Gil de meus velhos discos de vinil, a musicalidade de sua voz, a poesia, restringem-se àquele álbum de fotos na parede que mencionei a você antes, Gerald (a negação da persona através do resgate do passado). Mas, no caso dele, fico só com o álbum, esse cara que ta aí para mim é alguém completamente diferente de meu antigo ídolo de outrora…

Sérgio

pelo Carlos
Não poderia concordar mais com as mensagens aqui deixadas por todos vocês. Todas brilhantes. Sobre Gilberto Gil: assim como tantos outros, ele simplesmente não era pra estar lá. É simples. Gil poderia falar o que quisesse, contradizer-se como quisesse, viajar o quanto quisesse, tagarelar, cochilar, escrever letras sobre aqui, ali, Haiti. Só o que não poderia era exercer a função que exerce. Nunca houve plano, nunca houve planejamento, só o que houve foi uma imagem e um jogo de egos chato demais. No mais, mando lenha na fogueira: o cinema é uma arte cara demais. Cara ao extremo. Ao ponto do desnecessário e ridículo. Hollywood não é modelo pra nada, apenas de um 'disease' que nós brasileiros e talvez o mundo inteiro aceita e aplaude. E o discurso dos cineastas brasileiros, com algumas excessões(?), é: GRANA pra gente, somos a cultura. Mentira. A '''indústria''' do cinema morre pelo próprio nome: indústria. Jonas Mekas está fazendo 'um filme por dia'. Pequenos clipes. Ótimo.
Carlos

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UnGlauber : que homenagem de merda!

Ditadura? Que nojo!

Ja vi esse filme! Estavamos em pleno palco do Cine Odeon, no Rio. Ontem, segunda, 27 para comemorar ninguem menos que o genial, meu idolo Glauber Rocha (nao eh a toa que tenho um espetaculo – 1994 – chamado UnGlauber e o atual chamado Terra em Transito). Na mesa de "debates" (debates porra nenhuma: uma mesa de clichés politicos e demagogicos! "o povo" pra la e "o povo" pra ca, era o que se mais ouvia. Enfim, nessa mesa estavam L C Barreto (a quem eu carinhosamente chamo de "chefe" e Orlando Senna que tem cara de PODER – que medo! (!!!) e Erik Rocha, o genial filho de Glauber, o Digno, maravilhoso Zozimo Bubul e um diretor de Cabo Verde, cujo nome nao me recordo.

Fui chamado pela Paula Gaitan para ler o texto de Glauber "tricontinental" e assim o fiz. Depois disso me calaram!

Eis que de repente comeco a ouvir, da mesa e adjacencias: "o inperialismo americano" nao nos deixa…..ou entao: "todas as salas de cinema do pais DEVERIAM estar exibindo Glauber"

Perai! Perai! CINEMA Obrigatorio??????? Ja vi esse filme. No Terceiro Reich foi assim. Leni Riefenstahl. Sim, todos de bracos erguidos, punhos fechados ou palmas ao ar, nao faz a menor diferenca: o FASCISMO me amedronta! Seja ele de direita ou de esquerda, O TOTALITARISMO eh um horror! Mas temo que, ate num momento como esse, seja conveniente que o Barretao compre o discurso do nosso Chavez nacional porque o Barreto se acomoda aos Barraventos do momento, ao Terra em Transe do momento: eh como lhe melhor convem, nao eh querido??????

Ainda bem que nao preciso fazer cinema aqui. Ah sim, um fedelho do Oficina me "cobra" na porta (depois que joguei o microfone no chao) "porque voce nao assume o seu verdadeiro nome, Geraldo? Ja que voce esta no Brasil????"

Olha so o estado delirante de XENOFOBIA em que estamos chegando!

E Glauber? Glauber eh um nome brasileiro?? Em alemao Glauber quer dizer "acreditar, crer". Perguntei o nome do fedelho. Me fez rir. So podia ser um plano mal tracado de um ator mal empregado.

Desculpe Glauber: voce merecia melhor.
LOVE
Gerald


de Sergio Penteado
Geraldo ? QUÁ QUÁ QUÁ QUÁ QUÁ !!! Fala sério ! ANAUÊ ÜBER ALLES, falta só o pirralho anãozinho do Oficina tirar a camiseta do Che Guevara e colocar no lugar uma de galinha verde-integralista, ou mesmo negra, de fascistinha do Teatro e da Cultura! Chamar você de "Geraldo" é uma tradução mais mal feita do que aquelas que procuram explicar o enredo do filme, como mudar de "Blow Up" para "Depois daquele beijo", querer que "The Graduate" seja "A primeira noite de um homem", "Forrest Gump" o "Contador de histórias" e por aí vai… Não sei por quê você ficou quieto na hora, ao invés de atirar o microfone no chão,poderia ter respondido ao pigmeu"actor commitment" da oficina que tenta consertar o mundo que só seria GERALDO se ele TOMÁS no meio de ele sabe onde… Esse mundo tá mesmo cheio de críticos e de moralistas político-ideológicos,parece que para cada pessoa de talento que aparece eles conseguem encher um ônibus de comissários. O exemplo vem de cima,Lula tem 130.000 comissionados.
Sérgio

e do Peter
Gerald , que merda heim!!A festa do cinema …alguem devia ter dito que pro Glauber cinema era John Ford !!Ele dizia isso sempre.!!… Essa apropriação e manipulaçao do discurso anos 60 num momento inteiramente diverso eh uma sacanagem , ate , com quem viveu aquele tempo.. esse recalque e raiva dos EUA pela nossa incompetencia… falar sempre de complo de elites quando o cerco aperta…toda essa mediocridade que chega ao ponto de vc ser interpelado de forma canhestra.. eh muita burrice de uns , malandragem de outros e ignorância de muuitos….essa reuniaõ eh um retrato da parte da nossa cultura que eh atrelada a esse pensamento. Bem , o millor disse: não gosto da direita porque eh de direita e não gosto da esquerda porque eh de direita!!Hoje, pra mim , faz muito sentido.
peter punk
e do Mau Fonseca
E já pensou se o Paulo Coelho virasse Paulo Rabbit no USA e o Sepultura mudasse para GRAVE. Bom, eu poderia ser Maurice ou Mauricê (afranceizando a coisa) e quem Sharon Pedreira. Ah que comentário besta este meu. Paulo Rabbit até que soava legal, quem sabe parariam de chamá-lo de escritor bagaceira de auto ajuda com panca. Nem sei mais o que falo.
Mau

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Não perca – Última chance!

Últimas apresentações!
Rainha Mentira e Terra em Trânsito
Amanhã, TERÇA-FEIRA
e QUARTA,
no SESC Consolação
às 21h
(com intervalo de quinze minutos entre as peças)

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Trecho do Workshop de Gerald Thomas na CAL – RJ – por Jorge Schweitzer

Mais Jorge Schweitzer: http://br.youtube.com/user/taxiemmovimento

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