Monthly Archives: July 2007

Ingmar Bergman – importado do blog do Jorge Schweitzer

Sempre que vai embora alguém que alimenta nossas fantasias remexendo nossa imaginação o mundo perde um pouco do seu espírito mágico…


Ingmar Bergman sacudia sombras melancólicas esquecidas por cada um de nós em um recanto adormecido da alma…


No escurinho da platéia vamos nos identificando com as angústias e alegrias retratadas, transmitindo a convicção do quanto nossos sentimentos únicos são plurais…


Podemos até não compartilhar admiração por determinadas obras, mas impossível negar genialidade a pessoas que conseguimos identificar assinatura, de sua criação, ao assistirmos dois minutos de seu trabalho emocional…


Cada gênio que vai embora deixa o mundo menor…

Jorge Schweitzer

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Workshop com Gerald Thomas em SP

Diretor e o elenco da Cia. Ópera Seca iniciam as atividades no SESC Consolação no dia 30 de julho

O diretor teatral Gerald Thomas e o elenco da Cia. Ópera Seca farão, a partir do dia 30, workshop sobre teatro, no SESC Consolação. Os selecionados devem comparecer à Sala Ômega – no 8º andar – às 17h para as aulas que acontecerão até dia 3 de agosto.

Além do workshop, dois trabalhos do diretor com a Cia. Ópera Seca estarão em cartaz em agosto na unidade: Terra em Trânsito e Rainha Mentira formam o espetáculo duplo de Thomas. Os trabalhos são imagem da contemporaneidade; uma crônica desdobrada em manifesto teatral, na qual o diretor despeja, como em um fluxo de pensamento, aquilo que pensa e aquilo de que duvida [7 a 29 de agosto]

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sobre o Workshop no SESC

Atencao PAULO da MATTA, o teu nome nao consta na lista por um engano e…..a DATA publicada no site do SESC esta ERRADA. O worshop comeca na SEGUNDA, dia 30 e nao 31 eh por isso que estou me despencando aqui de NY no domingo a noite, Se – seja la quem eh o responsavel pelo site – nao consegue corrigir isso, eu pelo menos tento a minha parte.
Tentarei estar ai por inteiro
LOVE
Gerald

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Uma possivel solucao por Paulo Faria da Infraero

Uma possível solução…

Esse acidente aéreo com o A-320 da TAM vai influenciar uma mudança na forma com que os riscos na aviação sejam gerenciados para que fiquem dentro de níveis aceitáveis, pois são diversos os fatores contribuintes que podem concorrer para um acidente. Existe um profissional que está em formação no mercado de trabalho: o Gerente de Segurança Operacional ou Safety Manager, que será responsável pelo SMS, Safety Manager System, ou SGSO, Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional. Esse profissional, dentro de sua área de atuação (pode ser em empresas aéreas, aeroportos, torres de controle, órgãos de segurança de vôo, etc.), será responsável em realizar o mapeamento e a classificação de todos os riscos que estão envolvidos nas operações de uma aeronave e conforme a classificação estudara e implantará medidas para redução ou extinção do risco. A extinção de um risco no meio aeronáutico é quase nula, porém pode-se gerenciar o risco até que ele se torne aceitável, onde a possibilidade de ocorrer um acidente seja muito, muito remota mesmo. Esse profissional terá que ter poder de decisão dentro da organização, poder de interditar, parcial ou completamente, um equipamento, um processo ou toda atividade da organização até que um risco detectado esteja controlado ou extinto. No caso do vôo 3054, foram vários os fatores que contribuíram para que o acidente ocorresse, porém, se pelo menos um deles estivesse sendo monitorado por um SGSO, provavelmente não teria acontecido. Isso porque os acidentes não acontecem por um fator isolado e sim por uma série deles, chamados de "efeito dominó", pois se retirarmos uma "peça" o efeito cessa. As soluções para a crise aérea, anunciadas pelo governo, são paliativas e pontuais, incapazes de nos isentar da possibilidade de assistirmos uma nova tragédia. No momento, a atuação desse profissional nas áreas mencionadas, é a única solução para os problemas enfrentados pela nossa aviação comercial,
pois é complexo, não basta restringir as operações de Congonhas transferindo vôos para outros aeroportos e sim atacar cada risco, em cada processo do sistema, em todo Brasil.


Paulo Faria

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New York Times esta mudando

Alan Riding – um dos grandes do NYTImes, ate os ultimos dias, chefe do bueau de Paris (mas ja esteve no Rio e cuja especialidade eh arte, esta deixando o jornal depois de 30 anos.
Larry Rohter, depois de 9 anos no Rio, tambem. Fico um pouco upset com essas mudancas. Quando eu era ilustrador da Op Ed page (se vcs entrarem no http://www.geraldthomas.com numa materia chamada "A Figuaritive Language" irao ver algumas das paginas.), no inicio dos anos 80, enquanto dirigia no La MaMa, vivi o boom do jornal. Seu predio caotico -ainda na mesma rua 43 em plena Times Square, tinha sua bobinas em pleno nivel da rua e nada era impresso a lazer: era chumbo ainda e eu entrava no terceiro andar – area grafica e, literalmente, "colava" o velox do meu desenho em pontinhos e linhas (half tone drop out) na propria pagina (que era inteira fotografada com desenho, texto, etc).
Enfim, boas epocas de Warren Hoge, Alan…..Max Frankel e a boa velha historia e estoria que conto sobre o critico teatral Walter Kerr que se despediu do publico pedindo desculpas por nao ter entendido Beckett 25 antes…..Depois entrou Fank Rich, hoje colunista e escritor anti-Bush. Al Gore e all gone.
Gerald

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Posse de Jobin, por Jorge Schweitzer, do Rio

Posse de Jobim

Em 17 de julho de 1996, um jumbo da TWA explodiu sobre o oceano Atlântico após decolar de Nova York matando 230 pessoas, entre passageiros e tripulantes.

Familiares das vítimas em desespero e revolta foram encaminhadas para uma sala do Aeroporto Kennedy onde viram a porta se abrir e entrar, solitário, o presidente do EUA, Bill Clinton.

Se dirigiu a cada grupo de pessoas e conversou em voz baixa depois de abraçá-las.

No momento que vejo a posse do Ministro Jobim em clima festivo, Lula fazendo ilações burlescas do mais refinado humor negro (e o assessor Marco Aurélio Garcia zombando da morte alheia com sua coreografia pornográfica), é fácil deduzir que com esta administração será muito difícil darmos os primeiros passos para nos tornarmos uma grande nação.

Jorge Schweitzer

comentario
Igualzinho o Lula. Falando nele, vamos lembrar o que disse com a habitual empáfia sobre Congonhas e obras de infra-estrutura, em http://www.youtube.com/watch?v=4Cm9C6bfQ8Y Jobim acaba de pular a mureta, subir em guindaste, fazer discurso tal e qual Winston Churchill sobre os escombros de Londres após os "raids" da Luftwaffe em 1.940, quando mobilizou o país para erguer a cabeça, lutar, resisitr. Pena que a situação hoje, independentemente do "acting" do novo Ministro da Defesa, que de aviação nada entende, imponha uma total dissociação entre encenação e fatos. E no rastro da terrível tragédia humana, do ponto de vista econômico, o país já está sofrendo prejuízos incalculáveis em viagens de negócios, turismo, imagem no exterior, etc. São Paulo recebeu um duríssimo golpe com o acidente,e,por consequência,o país inteiro. De nada adianta promover uma troca de ministros com grande pompa, banda de música, espetáculo pirotécnico.Lula, impressionante, sempre capitaliza para si seus erros.
Sérgio Penteado

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fora de contexto, reeditado, mas poetico e lindo

Por Sergio Penteado (fisgado aqui e ali, em meio aos comentarios: e profundamente cortado por mim, Gerald)

Quando Paul McCartney escreveu "Let it be", recorria a sua falecida mãe, Mary McCartney, "whispering words of wisdom", ou mesmo talvez no Gerald, que perdeu a dele no anos passado, e no vazio que representa a ausência da referência materna, na sensação de desamparo. Seria algo como mães gritassem no meu ouvido a perda dos filhos amados, e como se eu mesmo, para não despencar no espaço, implorasse ao além para que justiça se fizesse. Mas um belo estalo e todos acordamos, temos uma vida pra viver e um sentido de que existe algo por lutar. Por que sacanagem tem que ser normal, plenamente aceitável. Lágrimas do presidente versus o partido..
Nos anos 60, eu usava calças curtas, mas não deixei de sofrer forte influência de meus irmãos mais velhos, artistas, desbundados, radicais, que faziam com que um menininho brasileiro vibrasse com pouca coisa mais que um aparelho de TV. Como diria a Ofélia, que jequice, né ? Mas era real, o Brasil tinha um estofo de alma e idealismo incipiente, antes do indecente primitivismo de hoje. Uma das obras mais marcantes da contracultura, ganhei de um professor, "O livro Tibetano dos Mortos", ins-pirado pelo Papa da Contracultura, Timothy Leary, que nos ensinava que o espaço era percebido como Luz, e que dizia que a morte trata também do nascimento, não se baseando na morte em si, mas na suspensão. Fiquei silenciosamente pensando em algo como "Tribute to the death", em que 200 almas tentam comunicação conosco
Sérgio

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