Monthly Archives: June 2007

Luartrovado

Arte digital de Victor Hugo Cecatto

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Por Peter Lessman

"Nos mais de 26 anos voando na Varig, várias gerações de funcionários sempre me disseram que as "manhas administrativas" da nossa empresa eram sempre "um espelho da situação do Brasil" no momento! Não é que estavam certos??? Pois ela estaria completando 80 anos este mês de Maio passado, e só sobreviveu por tanto tempo porque até uns 10/15 anos atrás era administrativamente até um pouquinho melhor que o Brasil que nos cercava.
Mas voltando ao tema do seu artigo, o que realmente destruiu a Varig, e ameaça desintegrar o nosso país, não acredito que seja o fato em si da galera não "tirar a bunda do sofá" depois de assistir resmungando os noticiário na TV como você defende. Para mim a raiz de tudo está na endêmica falta de crença do Brasileiro no seu papel como construtor do seu destino, da sociedade que o cerca, enfim do seu papel de cidadão dentro do seu país como um todo. Tese talvez simplista, talvez piegas, talvez ambas… Mas um baita "cheiro" de "verdade" para mim depois de rodar (voar) literalmente o mundo tudo. Vendo, por exemplo, o que foi capaz de fazer um Rei (que morreu analfabeto há 3 anos) pelo seu país, onde aliás resido atualmente, os Emirados Árabes Unidos. Em menos de 40 anos derramou seus petrodólares, com incrível sabedoria e consciência social, sobre o seu país e o seu povo. Ao invés de esconder a grana na Suíça ou torrar em extravagâncias, investiu na educação, saúde e bem estar social do seu povo. Antevendo o fim do petróleo há décadas eles aqui investem em turismo construindo literalmente em cima da areia e água salgada resorts paradisíacos e "clusters" de tecnologia e serviços que sustentarão o seu povo através da diversificação econômica. E desta forma os cheiques inteligentes se tornaram ainda mais mais ricos pois suas terras agora valem mais que o petróleo finito. Entenderam Marx da forma mais inteligente e moderna: bem estar social gera consumo que gera mais dinheiro que gera mais bem estar que gera mais dinheiro…

Já o "sistema" Brasileiro destes nossos 500 aninhos de vida, adotou como princípio a completa negação do papel do "indivíduo cidadão" como ponto central da construção do Estado Brasileiro, seja do ponto de vista Cultural, Jurídico, Legislativo ou Executivo. Tanto faz se vivemos no Brasil em uma democracia ou ditadura. O fato central para mim é que o compromisso do Brasileiro com o "sistema", seja qual for, é NULO! Nem vamos entrar na questão emocional de "patria amada" etc. e tal!!! Claro que isso faz parte do também muito necessário lado "show/emoção" da coisa; mas jamais a CAUSA, mas consequência natural do orgulho de ser parte de uma Nação, quando bem sucedida como tal. E infelizmente brasileiros demais ainda acreditam e são educados de que "orgulho de ser Brasileiro" se sente quando ganhamos alguma copa contra a Argentina, ou quando a mulata "mostra o que o Brasileiro(a) tem" chaqualhando as cadeiras para turistas embasbacados.

Dentre muitos dos meus ex-colegas da Varig encontro atitude semelhante. Vejo gente demais culpando a tudo e todos no descalabro que foi a ruína Variguiana, mas raramente uma única voz assumindo a menor parte que seja de co-responsabilidade, como se não soubéssemos TODOS que as asas do Ícaro já estavam começando a ser "depenadas" na gestão do "Seu" Hélio Schmit como Presidente do Grupo, há mais de 20 anos!

Só quem tem compromissos com a realidade que o cerca reage quando esta é ameaçada. Nós Brasileiros, ao sentirmos a dureza da realidade nos penetrando o ventre, optamos por seguir a orientação da Ministra: "relaxamos e gozamos"…

E ainda achamos engraçado!!!!

Abr. doutro lado do mundo,

Peter Lessman
pilotou pela Varig por 27 anos e agora voa 777 pelos Emirados Arabes pras partes mais interessantes do mundo

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Ordem e Progresso!

New York – Fiquei triste, perturbado, sei la, quando li um recente comentario no meu blog do UOL, do Mau Fonseca.

-"Eu era publicitário. Mais precisamente, diretor de arte, embora jamais consegui sucesso com isso, embora ainda, no início, quisera mesmo ser um Marcelo Serpa ou Oliveto. Quisera, passado, aos poucos, fui me afastando. Como é que pode agências de propaganda fazerem campanhas de ação contra o aquecimento global, se as mesmas são responsáveis por outras tantas campanhas para se vender e vender carros. Vejam só – comerciais de varejo de automóveis dominam o espaço aberto de TV´s, mídias exteriores. Cada vez mais carros são vendidos, as frotas aumentam, consumo de gasosa, de etanol, metanol, besteirol, sei lá mais o que inventam. O Brasil não dá conta com sua cana, quer vender pro Bush, claro, pra enriquecer usineiro, das bancadas de ruralistas do congresso. É um despropósito. Larguei tudo, hoje tô aí perdido, sem muitas referências, antes eu havia me desfragmentado, era ora o diretor de arte, ora o escritor de contos, ora ilustrador, tinha meu personagem para cada momento. Agora, não mais"

O Mau eh o que o Brasil tem de melhor. Desistir? Como assim, cara? Quer dizer, as vezes ate te entendo.

Nao sei o que foi feito do Brasil. Ou melhor, o que nao foi feito dele. Nao sou daqueles que gostam de berrar uma possivel "derrota" do pais. Alias nao acredito em derrota ou vitoria, bem ou mal, inferno ou ceu, nao sou maniqueista ou aristotelico, minha logica nao passa por canais stanislawskianos. Mas passo por experiencias diarias (sem sair de casa, aqui em Manhattan) que me mostram bussulas que apontam pra outros paises que nao desistiram da corrida ou da partida e cujas economias deram a volta por cima e hoje estao "booming".

India: um pais cuja populacao eh, pelo menos, 6 vezes maior do que a do Brasil, com uma pobreza inimaginavel, uma industria da mutilacao, da auto-mutilacao, da "bettlerei" (beggars) (medicagem), a India vem a ser tambem com quem eu falo atravez do toll free number da AOL ou da Verizon (telefonica local) ou mesmo uma dessas companhias que exerceram o tal "outsourcing" (exportacao de forca de trabalho), mesmo a companhia pela qual eu peco comida (supermercado virtual).

Ou seja, hoje na India existe uma geracao inteira de software experts. Uma industria prosperissima de compudores que vendem milhoes, tem medicos espalhados pelo mundo inteiro (em hospitais americanos e ingleses) e o potencial do pais eh simplesmente enorme. Olhe-se a India de duas decadas atras. E ela, essa India, eh um pais em constante conflito (entre castas: Hindus, seeks, islamicos, etc), linguas, uma Guerra fria com o Pakistao por causa de Kashmir. Essa divisao eh motivo pra 10 colunas. Vou me concentrar no comentario do Mau Fonseca.

Nao ha abismo social maior no mundo do que na India. Do lado do ultimo modelo de Mercedes Benz blindado dormem 8 empilhados na lama em Mumbai. A pobreza eh miseravelmente miseravel. No entanto, nao ha industria cinematografica maior no mundo do que bollywood (cafona pra burro, mas mesmo assim….produz-se mais que em Hollywood!). O Brasil industrializou-se na decada de 50. E desde entao fala-se no gigante adormecido.

Se fossemos acompanhar esse doente imaginario cronologicamente, constatariamos que seu progresso na direcao de uma cura para a sua preguica, corrupcao (ferida aberta e sempre aberta) e outras doencas imaginarias (Moliere), nao anda no mesmo compasso que a Coreia do Sul, India, China, etc.

E os jovens indianos que conheco (gente da moda), eles sao todos descoladissimos e entre eles ja nao ha castas: a nova India sera um modelo de lugar ao contrario da China que marcha para uma enorme fabrica poluente que parece estar la pra nos encher de produtos de plastico de U$1. Tera sido issso o resultado da Revolucao Cultural de Mao? Sem Trocadilhos, citei como exemplo o comentario do Mau, que me deixou mal, e tem a China que abandonou Mao e seus ideais ha decadas e virou uma fabrica virada pra Costa Leste dos EUA.

No entanto, na bandeira brasileira le-se "Ordem e Progresso".

Mau Fonseca: Acho que comeco a te entender.

Gerald Thomas

comentario de Sergio Penteado
O mundo já possui santos milagreiros e idiotas da objetividade em quantidade suficiente para virá-lo no avesso e destruí-lo. E o ócio não é necessariamente um mal. Quem sabe não tem sempre que fazer a hora, e talvez espere acontecer. Na vida nós não passamos de peregrinos e temos que viver as jornadas, não usá-las para a consecução de fins, necessariamente.
Sérgio

algo parecido com o que saiu no diretodaredacao.com

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Terra em Transito

TERRA EM TRANSiTO de Gerald Thomas, com Fabi Gugli, Foto & Vídeo: Victor Hugo Cecatto.

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A Culpa eh minha e Sua

New York – Quando eu ensaiava Julian Beck ja nos finalmentes da sua vida (num texto de Beckett que refletia isso) eu lhe perguntava "o que te anima a acordar todos os dias e continuar?". Julian dizia, assim como disse durante toda a existencia do seu Living Theater "Nasci pra mudar o mundo". Eu, Gerald, escrevo pra teatro, enceno pecas, escrevo colunas, berro pra la e pra ca pra tentar mudar alguma coisa. Essa coisa eh, em outras palavras, o mundo.

O leitor, o eleitor, o ser humano, eu e você, o Hamlet em todos nós simplesmente não agüentamos mais abrir os jornais todos os dias e concluir que "nada prova nada" (frase da peça Circo de Rins e Fígados). Escândalo após escândalo e essa corruptália deve estar rindo às nossas custas enquanto a gente fica aqui (ainda) impotente, sem as palavras, palavras, palavras hamletianas que tiraram a ação do nosso herói recém chegado ao castelo das intrigas, vindo da universidade de Wittenberg.

Mas a culpa é minha e é sua. Ficamos em casa surtando. Parece que temos um certo prazer em desenvolver um discurso omni-pleonástico sobre aqueles que conseguem se transfigurar em algo monstruoso como esses políticos de merda e seus cúmplices ou parentes. Não falo somente do Brasil. Falo da indústria da corrupção, obviamente. O Iraque não foi destruído a toa. Não sei se vocês lembram que 21 paises se reuniram na Espanha (há 2 anos, será?) para entrar no pool da "reconstrução" do Iraque. Ora!

Votar e ler as ótimas colunas do Jabor, do Zuenir, do Gabeira ou do Gaspari não são suficientes, caramba! Movam-se. A palavra "militância" sumiu do vocabulário brasileiro. É fácil fazer uma passeatazinha na Av. Paulista quando se quer um salário melhor, ou quando o Bush está no Brasil e se portam cartazes pra nada "BUSH GO HOME". Pra que? Para ele voltar para cá, pro Salão Oval e fazer o quê?

Vocês votam, lêem colunas e vão a praia ou, dependendo da cidade, se encontram num restaurante e comentam que realmente a situação chegou no limite. Aqui é igual. Em NY as pessoas pensam em "desancorar" Manhattan" e deixá-la flutuar em direção a Groenlândia…..O pavor que Washington representa hoje em dia é simplesmente incrível, mesmo com a promessa de um Barak Obama no futuro, sei lá.

Mas e a militância? Perguntem a um Arthur Geraldo Bonfim de Paula, ex-preso político da Bahia com o qual eu me correspondia de Londres na década de setenta? Onde está a coragem dessa juventude dopaminada/alienada sem propósitos e unicamente com fins consumistas olhando pros seus próprios umbigos (sem a mínima noção da história), olhando para as vitrines dos shoppings, que vergonha!

Vão pra rua, caramba. Se organizem. É assim que o Sr. Inácio subiu ao poder, e ali estacionou e ali recuou. Pérolas aos porcos. Hamlet morre no final e O Fortinbras (jogo de palavras com contraregra) entra e diz que o resto é silêncio:

Não. Não é silêncio porra nenhuma. Os argentinos berram! Os venezuelanos, divididos, vão pras ruas. Mesmo os brasileiros da era Collor, se juntaram e asfaltaram a terra.

Quantos escândalos vocês ainda terão que agüentar até que vossos endocrinologistas/psiquiatras lhes coloquem no paredão: Chega de resmungar: vamos a ação!

Querem morfina na veia ou vamos acordar e tomar uma atitude, justamente aquela que Hamlet não tomou ao não vingar a morte do pai?

Gerald Thomasem honra aos 22 anos de morte de Julian Beck
algo parecido com o que saiu no http://www.diretodaredacao.com

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escrito por Zeca Palaghano

Eu nao li nada sobre a gay pride em SP. A FOLHA fez uma matéria de merda. Os jornais internacionais não disseram nada. Eu leio mais os jornais franceses e no Libération deram uma notinha. No Monde meia página. Mas em nenhum deles uma matéria digna. Só informação. Mas Gerald, vc ainda acha que os jornais hoje em dia fazem outra coisa a nao ser informar?

Eu nao aguento mais ler a FOLHA. Eles sao reacionarios. Aliás, no Brasil, estao mais preocupados com as Fashion Weeks ultimamente. Gaza? Foda-se! Eu nao moro la! Eu ja ouvi isso, acredita? Um cadáver árabe não vale nada, meu caro… Queremos ver é muita foto da Angelina Jolie e do Brad Pitt nos USA e do Bono na Africa. Eles nao sao os salvadores contemporâneos do mundo? Aqui no Québec (e no Canada em geral), a imprensa é medíocre. Aqui só falam de esquilos, Celine Dion, hockey e que todo gelo que tem no norte do Canada já era.

Vi uma reportagem sobre a morte das abelhas. Elas estão desaparecendo. Parece que na Alemanha nao tem mais. Aqui no Canada sobrou menos da metade do que tinha. O Einstein disse certa vez que quando as abelhas começasse a morrer é porque algo de muito grave iria acontecer. Eu nao duvido!

Gerald, não há mais saída. O jeito, meu amigo (se me permite considera-lo como um amigo, apesar da gente nunca ter conversado pessoalmente!) é rezar. Até os ateus estao rezando. Precisamos é cultivar o AFETO. É disso que precisamos. É só isso que nos resta.

Eu vi na TV UOL uma entrevista sua recente. Vc falava sobre o Luartrovado. Eu te achei abatido e arrasado. Em nenhum momento da entrevista vc sorriu. Como diz a Elke Maravilha no trechinho do espetáculo que eu tb vi na TV UOL: ética? ética num mundo de palhaços? (acho que era mais ou menos isso).

Hoje, querido, sofremos de enjoo maritimo em terra firme!

Como dizia a Hilda Hilst nas deliciosas cronicas que escreveu prum jornaleco de Campinas:

"Tragam o pinico que eu vou vomitar!"

Haja pinico!!!
Zeca Palaghano
Montreal
Canada

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Fofocas, focas e reporters serios e amigos antigos

New York – Enquanto o planeta Terra fica cada vez mais quente, as pessoas ficam cada vez mais frias. Se cito algum filósofo? Não. Vim no vôo pensando isso mesmo, pensando no tratamento entre as pessoas na montagem de Luartrovado, na forma em que essa "mega" montagem não teve, sequer, um jantar de despedida – já que reuniu tanta gente de "walks of life" tão diversas. Nada. Nem um adeus.

Muitas coisas são indispensáveis e, no entanto, a sociedade continua funcionando do mesmo jeito. Calor humano? Talvez essa seja uma demanda antiga, coalhada de nostalgias de dados históricos que acabaram em histeria. Pode ser que a frieza ou o "blaze" vieram com força total pra mandar o behaviourismo à merda e ejetar o existencialismo, assim como James Bond ejeta, com cinismo, alguém, do assento ao seu lado em seu Aston Martin Laconda. Mas no dia a dia ainda lidamos com pessoas, e pessoas são poéticas (não tão poéticas como "o " Pessoa).

Sei que a poesia é indispensável, mas não sei para quê. Jean Cocteau

Pois é, também não. Estendo a afirmação ou dúvida de Cocteau a todas as outras artes.

Ontem, aqui na Rua 23, entrei numa loja da T-Mobile para trocar de celular e entendi que, assim como a Marilyn de Warhol, ou os ninhos de Oiticica, a grande obra de arte hoje, é aquela que o sujeito ou vê o icone desmoronado através da massificação (coisa da década de 60) ou manipulação (coisa da década de 70).

"Art is dead", dizia uma pixação num muro da High Holborn, via principal que divide Covent Garden do distrito dos jornais e judiciais (London School of Economics, a BBC internacional) e a Fleet street com a Old Bailey, onde está o mais alto tribunal do Reino Unido.

"Art is dead" é uma ova. Duchamp, o Marcel já havia declarado isso no início do século passado e, no entanto, com essa máxima, renovou a arte. Não há nada mais lindo do que 'The Large Glass" ou "A máquina de moer chocolate"e a Roda de bicicleta achada por acaso jogada, arrasada, traida, assim com como se fosse lixo no Bowery..

Talvez hoje em dia o objetivo não seja descobrir quem somos, mas sim recusar aquilo que somos. Michel Foucault

Chego do Brasil mais uma vez exausto e boto os pés em casa. Luartrovado foi montado em (querem saber?) quatro dias para ser exato. Muita gente não gostou disso e muita gente amou de tal forma como nunca havia amado nada antes. A pergunta fica: para que gastar semanas e semanas ensaiando se – no próprio sábado da estréia, com uma boa voz de comando e humor zero da orquestra de Porto Alegre que nao entendeu quando eu falei (sobre a partirura de Schoenberg) que eles estavam tocando Wagner muito mal – a coisa rola?

O mundo hoje se resume mesmo à frieza de uma vitrine de uma loja de celulares, blackberries, tudo para que possamos receber e falar com pessoas à distância. O sexo é protegido por uma camada de látex e ninguém, a não ser uma mínima elite minima, se interessa por notícia. Toda a imprensa está se tabloidisando.

Bete Coelho me liga na sala de embarque dessa companhia que diz que tem orgulho de ser brasileira, mas em um ano, ainda não conseguiu mandar meu cartão e contabilzar minhas milhas, e super faturaram uma viagem no ano passado, e tchau dinheiro: não adianta discutir. Enfim, minutos antes do embarque a Bete me liga gargalhando dizendo que tinha ouvido falar que eu "mandei a Mônica Bergamo a merda" quando passei – justamente – horas de espera no Santos Dumont no dia anterior esperando a ponte aérea, ligando pra coluna, para agradecer a ela pelas lindas fotos que deu na edição de terca, com Tom Zé, Elke, Deize e eu. De onde surge essa porcaria. Quem lucra com isso?

Mas nem tudo esta perdido: Nelson de Sá foi um emocionante e belo reencontro. Emocionante mesmo porque temos uma história de brigas e paz e mais brigas, mas muito carinho.

E se consegui chegar ao fim dessa coluna, num sábado à noite, pifado do jeito que estou, estourado, preocupado com esse Bushhhhhhh e com a impunidade desses eternos corruptos politicos brasileiros (que vão desde a vendinha da esquina até Brasilia) é porque a Dra. Paloma Franceschi conseguiu me dar o ânimo (a alma) novamente.

Agora resta consultar o Oswald não sobre a antropofagia mas sobre a autofagia: qual o ultimo homem que restara de pé no Oriente Médio? Alguem do Hamas, do Fatah ou do Hesbollah?
Gerald Thomas
do http://www.diretodaredacao.com

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